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Caro Professor,

Em 2009 os Cadernos do Aluno foram editados e distribuídos a todos os estudantes da


rede estadual de ensino. Eles serviram de apoio ao trabalho dos professores ao longo de
todo o ano e foram usados, testados, analisados e revisados para a nova edição a partir
de 2010.

As alterações foram apontadas pelos autores, que analisaram novamente o material, por
leitores especializados nas disciplinas e, sobretudo, pelos próprios professores, que
postaram suas sugestões e contribuíram para o aperfeiçoamento dos Cadernos. Note
também que alguns dados foram atualizados em função do lançamento de publicações
mais recentes.

Quando você receber a nova edição do Caderno do Aluno, veja o que mudou e analise
as diferenças, para estar sempre bem preparado para suas aulas.

Na primeira parte deste documento, você encontra as orientações das atividades


propostas no Caderno do Aluno. Como os Cadernos do Professor não serão editados em
2010, utilize as informações e os ajustes que estão na segunda parte deste documento.

Bom trabalho!

Equipe São Paulo faz escola.

1
Caderno do Aluno de Biologia – 2ª série – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

AS IDEIAS PRÉ–MENDELIANAS

Páginas 3 - 4
1. A importância da audição reside no fato de que ela é fundamental para o
desenvolvimento da linguagem do indivíduo.
2. O número de crianças surdas em países ricos é menor por causa do maior acesso à
vacinação preventiva da rubéola e da meningite.
3. As causas de surdez apresentadas no texto são longa exposição a elevados níveis de
ruído; alterações no DNA; rubéola; meningite.
4. Com a vacinação preventiva, as mulheres grávidas estariam livres da rubéola e não
contaminariam seus filhos e, também vacinadas, as crianças de até 2 anos de idade
não apresentariam meningite, o que diminuiria o número de surdos.

Classificando características humanas

Página 5
1.
• Cor dos olhos – trata-se de uma característica genética e hereditária. Além disso,
o indivíduo nasce com essa característica, ou seja, podemos classificá-la como
congênita.
• Idioma – este é um caso típico de uma característica adquirida.
• Cor do cabelo – é uma característica genética e hereditária. No entanto, às vezes
a cor do cabelo muda ao longo do desenvolvimento da criança. Os alunos podem,
por isso, classificá-la como congênita ou não. Além disso, as pessoas costumam
mudar a cor do cabelo com produtos específicos, o que nos permite classificar tal
característica também como adquirida.

2
• Barba – esta é uma característica genética e hereditária, mas que não a
apresentamos ao nascer.
• Gripe – característica adquirida.
• Inteligência – para essa característica, os alunos têm de levar em conta os
aspectos genéticos, hereditários, mas principalmente aqueles adquiridos.

Páginas 6 - 7
1. De acordo com a pangênese, ocorre a produção de partículas por todas as partes do
corpo e, depois, a transmissão destas partículas para a descendência no momento da
concepção. É importante perceber que tal concepção está totalmente vinculada à
concepção espontânea (senso comum) de hereditariedade. Quando, por exemplo, as
pessoas comparam pais e filhos, costumam se referir à ideia de que herdamos a cor
do olho do pai, a forma do nariz da mãe, e assim por diante.
Essa concepção mostrou-se um entrave para a compreensão dos mecanismos de
herança, inclusive para pesquisadores importantes, como Lamarck e Darwin.
2. Por meio do sêmen produzido pelos pais.
3. Esta é uma boa oportunidade para entendermos como funciona um dos mecanismos
básicos da ciência, a refutação de hipóteses. Nesse caso, os argumentos apresentados
expõem os limites da hipótese da pângenese e sua incapacidade de dar conta de
certos aspectos do fenômeno da herança.
• As semelhanças entre pais e filhos não se restringe à estrutura corporal.
• Crianças não nascem com características presentes nos adultos.
• Se a criança herda características de um órgão da mãe e outras de um órgão do
pai, ela deveria nascer com dois órgãos distintos.
• Indivíduos mutilados poderiam gerar filhos perfeitos.

3
Carta 1

Página 8

Segundo a hipótese da pangênese defendida por Hipócrates, o casal transmitirá


partículas de seus cabelos à criança. Assim, por terem cabelos castanho-escuros, seu
filho também terá essa cor de cabelo.

É provável que muitos alunos não conheçam a estrutura de uma carta. Por isso,
solicite a eles que pesquisem esse tipo de estrutura ou perguntem à professora de
Português.

Carta 2

Página 8

Não podemos prever a cor do cabelo da criança com base na pangênese, porque as
crianças não nascem com as características de pessoas adultas; por outro lado, o fato de
os pais terem mudado a cor do cabelo quando adultos não condiciona a passagem dessa
característica aos filhos, da mesma forma que a deficiência provocada pela mutilação de
um membro como o braço não é transmitida aos descendentes.

Páginas 8 - 9
1. Solicite aos alunos que representem por meio de um esquema a situação descrita.
Neste momento ainda não é necessário que eles se utilizem das regras de elaboração
de heredogramas.
a) Apenas a mulher forneceu partículas para a formação da pele, por isso a criança
tem cor de pele clara.
b) Todos os filhos deveriam ter pele clara.
c)
• Hipócrates não poderia explicar esse fato tomando por base a hipótese da
pangênese.
• Aristóteles atribuiria o nascimento de uma criança de pele negra à contribuição
do avô etíope.

4
Página 9
1. Alternativa d.
2. Alternativa e.
3. Alternativa e.
4. A criança nasceria com músculos semelhantes aos do pai.
5. Os músculos do pai foram adquiridos por causa do desenvolvimento de atividade
física, mas essa característica não é transmitida pelos gametas aos filhos.
Sabe-se que alguns alunos têm dificuldade em relacionar gametas, genes e
características biológicas. Por isso, é preciso retomar o conceito de célula e explicitar
o fato de os gametas serem células reprodutivas.

Página 10

O conhecimento da genética, mesmo que intuitivo, foi indispensável para a seleção


das variedades de alimentos que consumimos hoje. O milho é um bom exemplo da
intervenção humana na seleção artificial de variedades utilizadas em nossa alimentação.
Já o teossinto é, possivelmente, uma planta selvagem originada do milho que
conhecemos atualmente, embora guarde poucas semelhanças com seu ancestral. É bom
lembrar que foi por meio da seleção artificial que nossos antepassados obtiveram as
variedades de milho que conhecemos hoje.

Da mesma forma, foi por meio desse tipo de seleção que se tornou possível o
isolamento das diferentes raças de cães e outros animais domesticados.

Nesse processo artificioso de seleção, o ser humano escolhe os organismos que


pretendem reproduzir com base na presença de características de interesse. Desse modo,
ao escolher os progenitores, é possível, ao longo de várias gerações, produzir
populações de plantas e animais que apresentam as características desejadas.

Ressalte aos alunos, porém, que tais características não foram “criadas” pelo ser
humano. Eram características que já estavam presentes nos organismos e foram
“selecionadas”.
5
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

AS IDEIAS DE MENDEL

Páginas 11 - 12
1. Por já terem produzido filhotes malhados, a fêmea do casal teria de ser
obrigatoriamente a Bila, ao passo que o macho poderia ser tanto o Levi como o
Ruben.
2. Ao responder a esta questão, o aluno deve evidenciar suas concepções prévias sobre
transmissão de características hereditárias. Apesar de terem aparência semelhante
(fenótipo), a constituição genética (genótipo) das cabras é diferente; as que podem ter
filhos malhados são heterozigotas. Alguns alunos podem citar nomes de estruturas
citológicas, como “cromossomos” e “DNA”, mas sem associá-los aos mecanismos
genéticos. Dessa forma, esses conceitos se tornam inúteis para diferenciar as cabras.
No entanto, eles podem servir de ponte para aproximar a genética da citologia nas
Situações de Aprendizagem seguintes.
3. Uma hipótese possível seria relacionar a transmissão das características a materiais
presentes nas células, e até mesmo nos gametas que serão usados na formação da
prole.
No caso de algum aluno relacionar em sua hipótese os termos “DNA”,
“cromossomo” ou “gene”, explore esses conceitos com eles e veja quais são suas
concepções.

Páginas 12 - 13
1. Considera-se ser bastante possível que a leitura do livro de Charles Darwin tenha
influenciado os trabalhos de Mendel.
2. É provável que os alunos apresentem motivos diversos, como a falta de circulação
das ideias, seu desconhecimento por parte de outros pesquisadores e a própria falta
de divulgação, entre outras causas. Este pode ser um bom momento para mostrar aos

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alunos que em Ciência boas ideias não bastam; é preciso que elas sejam
compartilhadas e aceitas por outras pessoas.
De qualquer modo, Mendel tem uma abordagem muito clara e com a qual é possível
debater seus experimentos: como as características biológicas são transmitidas de
geração em geração?
Cabe ressaltar aqui a importância da formulação da “pergunta” na produção do
conhecimento científico, pois é certo que a ciência caminha muito mais por meio das
questões formuladas do que das respostas produzidas.

Páginas 13 - 18

Planta rugosa (pura) Planta lisa (pura)


Fatores: aa Fatores: AA
Gametas Gameta Gameta Gameta Gameta
produzidos masculino: feminino: masculino: feminino:
Fator: a Fator: a Fator: A Fator: A

Planta lisa híbrida


Fatores: Aa

Planta lisa (híbrida)


Fatores: Aa
Gametas Gameta masculino: Gameta feminino:

produzidos Fator: A Fator: A

Ou Ou

Fator: a Fator: a

Plantas Aa (1) x Planta Aa (2)


Fatores presentes nos gametas produzidos pela planta 1: A ou a.
Fatores presentes nos gametas produzidos pela planta 2: A ou a.

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A a
Gametas da planta 2

Gametas da planta 1
A AA Aa
a Aa aa

• ¾ de sementes lisas para ¼ de sementes rugosas. Uma proporção 3:1.

¾ de sementes lisas para ¼ de sementes rugosas. Uma proporção 3:1. Sendo que ¼
será de sementes puras (homozigóticas) lisas, 2/4 serão de sementes hibridas
(heterozigóticas) lisa e ¼ de sementes puras (homozigóticas) rugosas.
1. Ele cruzou ervilhas puras com características distintas (lisa e rugosa) e, com base na
análise dos resultados, produziu um modelo explicativo para a herança do caráter
“superfície da ervilha”.
2. Lisas e rugosas puras, ou seja, que só produzem ervilhas semelhantes. Depois, as
ervilhas híbridas produzidas foram cruzadas entre si.
3. A lisa é a característica dominante, e a rugosa é recessiva.
4. A característica dominante é a que aparece no híbrido.
Ao retomar os trabalhos de Mendel, é possível e desejável solicitar aos alunos que
investiguem nos livros didáticos outras características da planta da ervilha estudada
por Mendel.

Página 18
1. O esquema de síntese, que apresenta as gerações estudadas e o modelo proposto,
pode ser semelhante a este a seguir:
2. Deve-se considerar que esse texto é voltado para um público leigo e não escolar.
Assim, é importante que o texto tenha um padrão diferente de um texto didático. Os
alunos podem, por exemplo, se basear em uma notícia de jornal ou reportagem de
revista. É fundamental que o texto explique o trabalho de Mendel, suas concepções e
conclusões e a importância do trabalho de Mendel para a humanidade

8
Páginas 18 - 20
1. Podemos supor que a característica malhada é recessiva em relação à preta, ou seja,
as cabras pretas em questão são heterozigóticas(Aa), e o fator “a”, que condiciona
pele malhada, não se manifesta nesta condição.
Para muitos alunos não é obvio que o caráter recessivo se manifeste apenas em
homozigose. Por isso, é preciso ressaltar o fato de que um indivíduo com fenótipo
recessivo tem seu genótipo conhecido.

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Cabras novas Sexo Fenótipo Genótipo
♂ Preto A_
James Watson
♂ Malhado aa
Francis Crick
♂ Preto A_
Thomas Morgan
♀ Preto A_
Rosalind Franklin
♀ Preto A_
Barbara Mclintock
♀ Preto A_
Lynn Margulis

♂ Rosalind Barbara Mclintock Lynn Margulis


Franklin Aa AA

AA
100% de filhotes 100% de filhotes pretos 100% de filhotes
James Watson pretos pretos
AA
100% de filhotes 50% de filhotes pretos e 100% de filhotes
Francis Crick pretos 50% de filhotes pretos
aa malhados
100% de filhotes 75% de filhotes pretos e 100% de filhotes
Thomas pretos 25% de filhotes pretos
Morgan malhados
Aa

2. Os alunos podem escolher Thomas Morgan e Barbara Mclintock, esquecendo-se de


que o casal ideal é Francis Crick (que é malhado e, portanto, aa) e Barbara Mclintock
(que é Aa).
Neste cruzamento, 50% dos filhotes serão pretos e 50%, malhados: ♂ aa X ♀ Aa =
50% Aa e 50% aa.
3. A característica cor preta é dominante sobre a malhada. Francis Crick é homozigótico
recessivo (aa). James Watson, Rosalind Franklin e Lynn Margulis são homozigóticos
dominantes (AA). Thomas Morgan e Barbara Mclintock são heterozigóticos (Aa).

10
Página 20
1. A resposta a depender da espécie e das características escolhidas pelo aluno.
Espera-se que com a reflexão individual e a discussão no grupo o aluno seja capaz de
entender que muitas características presentes nos animais domésticos no passado já
nãos mais úteis para o ser humano. Por outro lado, características atualmente
consideradas importantes não o foram no passado.Ao solicitar as respostas dos
alunos, verifique se a linguagem que utilizam não é lamarckista, finalista. Isso em
relação a ideia de “utilitarismo” em relação à outros seres vivos e também ao próprio
conceito de “herança adquirida” do Lamarck.
2. No caso dos cães fica bastante evidente que as características escolhidas no passado
não são as mesmas que se priorizam atualmente. No passado, por exemplo, um bom
cão de caça tinha de possuir certos atributos, como olfato aguçado e resistência
física. Atualmente, a seleção de raças de cães visa outras qualidades, como a estética
e o caráter de ser manso para o convívio com crianças.
3. Nesta questão os alunos devem fazer referência aos cruzamentos preferenciais entre
irmãos e entre filhos e pais (retrocuzamento).
Nem sempre está claro para muitos alunos quais são os procedimentos para se obter
(isolar) uma variedade de novos organismos. Por isso, talvez seja necessário explicar
com mais detalhes o que é um retrocruzamento.

Páginas 21 - 22
1. Alternativa c.
2. Alternativa c.
3. Alternativa c. Há boas questões que podem ser exploradas com este exercício. Uma
delas é:
a) Como, tomando-se por base os dados da tabela, podemos concluir que amarelo é
recessivo?
b) Qual o genótipo das plantas resultantes do cruzamento (I x aa)
c) Quais os fenótipos dos indivíduos I, II, III e IV?

11
4.
a) Não, ela é causada por alelos recessivos, já que não existem outros casos de
fenilcetonúria na família, mas os irmãos possuem a doença. Assim, os pais do casal
são heterozigotos e normais. E a frequência da doença na população não tem relação
com a dominância ou a recessividade.
b) Os pais da criança podem ser heterozigotos e, neste caso, seria possível ambos
passarem o alelo recessivo, tendo um filho doente.
Caso haja interesse dos alunos, pode-se utilizar esse exercício para demonstrar um
cálculo mais elaborado de probabilidade envolvendo herança como nos exemplos de
atividades a seguir
Observação:
• O casal em questão tem chance de que ambos sejam heterozigotos. Qual é esta
chance?
A mulher tem 2/3 de chance de ser heterozigota
O homem tem 2/3 de chance de ser heterozigoto
• Caso ambos sejam heterozigotos, há chance de terem uma criança com a doença
(homozigota recessiva). Qual é essa chance?
Resposta: ¼ de chance.
• Qual a probabilidade real de esse casal ter uma criança com a doença?

5.
a) No esquema pode-se obter plantas com frutos ovais ao cruzar os híbridos obtidos
do cruzamento das plantas puras homozigóticas.

b) Eles serão 25% das plantas obtidas no cruzamento dos híbridos.

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Páginas 22 - 23

Aconselhamento genético é um procedimento clínico muito útil no diagnóstico e no


acompanhamento de familiares de pessoas portadoras de doenças genéticas. Há uma
série de doenças genéticas, entre elas as denominadas síndromes cromossômicas, como
a síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), a de Turner (monossomia do
cromossomo X) e a de Klinefelter (XXY). Além destas, há as doenças cuja
manifestação depende de alterações em um único gene ou em poucos genes. É o caso,
por exemplo, das distrofias musculares, da fibrose cística e da hemofilia.

São diversos os profissionais envolvidos em um processo de aconselhamento


genético, e entre eles se incluem psicólogos, geneticistas, biólogos e médicos.

Os exames mais comuns são os de DNA e aquele que determina qual é o cariótipo de
uma pessoa, além de outros específicos para cada tipo de doença.

É recomendado que se submeta ao aconselhamento genético aqueles casais ou grupos


familiares que apresentam algum histórico relacionado à manifestação de doenças
genéticas. Outra situação é q ocorre casamento consangüíneo entre, por exemplo,
primos em 1º grau.

13
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

O PROCESSO MEIÓTICO

Para começo de conversa

Página 23
1. Uma célula que sofre mitose produz duas células-filhas.
2. Quanto ao conteúdo genético, as células-filhas são idênticas entre si e também à
célula que lhes deu origem.
3. Em nosso organismo, a mitose ocorre em células somáticas – células que formam
todos os nossos diferenciados tecidos e órgãos do corpo.

Páginas 23 - 25
1. Na mitose são produzidas duas células com o mesmo número de cromossomos da
célula original. Se este processo ocorresse na formação dos gametas, a cada
fecundação seriam produzidos indivíduos com o dobro de cromossomos de seus pais.
Portanto, a cada geração, o material genético duplicaria.
2. Nas espécies com reprodução sexuada, o número de cromossomos é mantido
constante, porque na formação dos gametas ocorre um processo de divisão que
produz células-filhas com a metade do número de cromossomos da célula original.
Na fecundação, é restaurado o número de cromossomos da espécie.
3. Esse processo é chamado de meiose, um tipo de divisão celular no qual uma célula
diploide dá origem a quatro células haploides (gametas).
4. Os principais eventos que ocorrem no processo meiótico são: a duplicação dos
cromossomos; o emparelhamento dos cromossomos homólogos; a permutação
cromossômica (crossing-over), a separação dos cromossomos homólogos e a
separação das cromátides-irmãs.
5. Ocorre na interfase, que antecede a meiose, quando todo o material genético é
duplicado. Por essa razão, cada cromossomo passa a ter duas cromátides (as
cromátides-irmãs).

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6. Cromossomos homólogos são aqueles que carregam genes equivalentes,
normalmente em pares, sendo herdados um de cada progenitor (um do pai e outro da
mãe). No início da primeira divisão da meiose, os cromossomos homólogos
posicionam-se lado a lado em todo o seu comprimento, ou seja, emparelham-se.
7. Em seguida ao emparelhamento, os cromossomos homólogos separam-se e migram
para polos opostos da célula, originando duas células, cada uma delas com apenas
um cromossomo de cada par de homólogos. Nessa fase, apesar de cada cromossomo
ser constituído de duas cromátides-irmãs, as duas células formadas já são
qualitativamente haploides, isto é, apresentam apenas um representante de cada
cromossomo.
8. Na segunda divisão da meiose, as cromátides-irmãs separam-se, migrando para polos
opostos, e são incluídas em/formadas/constituídas células diferentes, de modo que,
ao final da meiose, há a formação de quatro células haploides, ou gametas.

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9. Imagem a seguir.

16
Páginas 26 - 30
1. Cada rolinho de massa de modelar representa um cromossomo.
2.
a) Os cromossomos que foram representados são homólogos e, portanto, portadores
dos alelos do mesmo gene.
b) Após a duplicação, cada cromossomo passa a ser constituído de duas cromátides
idênticas (cromátides-irmãs).
3. Uma cromátide-irmã foi copiada da outra no momento da duplicação, portanto, se o
alelo presente em uma cromátide é A, a sua cromátide-irmã, copiada da cromátide
presente, terá também o alelo A.
4. Dois posicionamentos são possíveis: AA BB e aa bb ou AA bb e aa BB.
5. Na primeira divisão da meiose ocorre o emparelhamento dos cromossomos
homólogos e a migração dos homólogos para polos opostos, com a inclusão destes
em células diferentes. Na segunda divisão ocorre a separação das cromátides-irmãs,
num processo semelhante ao da mitose.
6. Uma célula AaBb forma, ao final da meiose, somente dois tipos de gametas: AB e ab
ou Ab e aB, dependendo da posição relativa dos cromossomos portadores dos dois
genes.
7. De acordo com a Segunda Lei de Mendel, são produzidos quatro tipos de gametas:
AB, ab, Ab e aB.
8. Sim, pois várias células entram em meiose na formação dos gametas de um indivíduo
AaBb; enquanto algumas células formam gametas AB e ab, outras poderão formar
outros dois tipos de gametas Ab e aB. Assim, poderão ser produzidos os quatro tipos
de gametas: AB, ab, Ab e aB.
Chame a atenção dos alunos para o fato de este ser um fenômeno probabilístico. Em
uma população de milhares de células, algumas (cerca de 50%) terão um tipo de
posicionamento de seus cromossomos, e outras (também cerca de 50%) terão outro
tipo.

17
Página 30

Aqui os alunos vão se deparar com uma situação na qual não há segregação
independente, pois os lócus gênicos G e F encontram-se no mesmo cromossomo.
Assim, eles certamente vão constatar que não há duas possibilidades de alinhamento,
como ocorreu na situação em sala de aula.

Neste momento, reforce entre os alunos o conceito cromossômico de herança,


mostrando que a unidade de herança não são os genes, mas os cromossomos, com certo
arranjo cromossômico.

Páginas 30 - 31
1.
a) De 50%.
b) A probabilidade é de 50% normais para pigmentação e de 50% albinos.
c) De 25%.
2. O cromossomo recém-originado pela respiração do DNA no período “S” do ciclo
celular e que ainda está ligado ao seu irmão pelo centrômero.
3. Mitose = 46 cromossomos. Meiose = 23 cromossomos.
4. Alternativa a.
5. Alternativa b.

Página 31
1. A distribuição aleatória dos cromossomos homólogos pelos gametas e a
recombinação, ou crossing-over.
2. O crossing-over é um mecanismo de recombinação entre cromossomos homólogos
que possibilita novos arranjos gênicos.

18
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

A FAMÍLIA BRASIL

Para começo de conversa

Página 32

Homem Casal com filiação

Mulher Homem ou mulher afetados Pai, mãe e três filhos

Gêmeos fraternos
Sexo indeterminado Casamento consanguíneo

Estudando a família Brasil

Páginas 32 -33
1.

19
2.

Características Fenótipos

João Maria Renata Pedro Paulo José Ana Camila Rafael Beatriz Carlos Ricardo

Óculos sem com sem sem com sem sem com sem sem com com

Sardas com sem com sem sem sem com sem com com sem com

Cabelo liso enrolado liso liso liso liso liso enrolado enrolado enrolado liso enrolado

Observação: Na parte do exercício que trata do caso da visão, estamos considerando


um caso particular de miopia autossômica recessiva. É importante esclarecer aos
alunos que há outros problemas de visão que apresentam padrões de herança
distintos. Há casos de herança poligênica e outros autossômicos dominantes.

3.
• Usar óculos é uma característica recessiva em relação a não usar óculos, que é
dominante.
• Ter sardas é dominante sobre não ter sardas, que é recessiva.
• Cabelo enrolado é recessivo em relação a ter cabelo liso, que é dominante.

Página 34
1.

Características Genótipos

João Maria Renata Pedro Paulo José Ana Camila Rafael Beatriz Carlos Ricardo

Óculos Oo oo Oo Oo oo oo Oo oo O_ Oo oo oo

Sardas Ss ss Ss ss ss ss Ss ss Ss S_ ss Ss

Cabelo E_ ee Ee Ee Ee Ee Ee ee ee ee E_ ee

20
A resposta dependerá da família. Espera-se que o aluno seja capaz de, a partir, das
informações, organizar um heredograma com o qual poderá deduzir o padrão de herança
dessa característica, Na maioria dos casos analisados dobrar a língua é dominante sobre
não dobrar a língua. No entanto, deve-se considerar a ressalva feita no Caderno do
Professor , Situação de Aprendizagem 4.

Nesse caso, por exemplo, o casal poderá ter filhos que usarão óculos, sem sardas e de
cabelo liso ou enrolado, dependendo do genótipo de Carlos.

Páginas 35 - 36
1. Há diferentes respostas possíveis para este exercício. Quanto ao cabelo, os filhos só
podem ter cabelo encaracolado; com relação às sardas, podem ter (3/4) ou não ter
(1/4). Quanto aos óculos, podem vir a utilizar (1/2) ou não (1/2).
2. Espera-se que os alunos representem os descendentes enfatizando as características
“sorteadas”. Uma outra possibilidade é solicitar que façam uma colagem a partir de
rostos recortados de revistas.
3.
a) De 50%, pois Ricardo é homozigoto recessivo (oo) e produz apenas um tipo de
gameta (“o”), enquanto Beatriz é heterozigota e produz dois tipos de gametas (“O” e
“o”). Assim, poderão ocorrer apenas dois tipos de combinação entre os gametas de
Ricardo e Beatriz: “Oo” ou “oo”.
b) Não, a chance continua em 50%, porque a proporção de gametas não se altera.

21
c) Nenhuma, pois Ricardo e Beatriz são homozigóticos para o tipo de cabelo e só
podem ter filhos com cabelos encaracolados. No entanto, a chance de nascer uma
criança com sardas seria de 75%.

Páginas 36 - 38
1. Alternativa b.
2. Alternativa c.
3.
a) Falso, pois casal de olho azul, recessivo, não pode ter filho de olhos castanhos
(dominante).
b) Afirmação verdadeira, desde que um dos avós maternos também transmita o
alelo recessivo para a mãe.
4. Alternativa d.
5.
a) São Aa x Aa.
b) De 25%.

Página 38

A Segunda Lei de Mendel é aplicada quando analisamos a herança de duas


características cujos genes são de herança independente, ou seja, seus lócus gênicos
encontram-se em cromossomos homólogos distintos.

Quando 2 genes estão presentes no mesmo par de cromossomos homólogos, estes


são herdados conjuntamente, só ocorrendo variação devido ao fenômeno do crossing-
over.

A regra do “e” é aplicada para fenômenos independentes, portanto há lócus gênicos


que se encontram em cromossomos homólogos distintos.

22
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5

CERTO CROMOSSOMO X

Páginas 39 - 41
1.
1866– Publicação dos trabalhos de Gregor Mendel.
1891 – Hermann Henking havia descrito o cromossomo extra em células que
sofriam meiose para formar espermatozoides de insetos.

1902 - Theodor Boveri (1862-1915) e Walter Sutton (1877-1916) propõem que os


cromossomos conduzem os fatores hereditários de acordo com as leis de Mendel.
1902 – Clarence E. McClung associa a herança de um cromossomo extra com a
determinação do sexo masculino em insetos.
1905 – Edmund Beecher Wilson e Nettie Maria Stevens publicaram,
respectivamente, os artigos “Os cromossomos em relação à determinação do sexo em
insetos” e “Estudos na espermatogênese com referência especial ao cromossomo
acessório”.
2005 – A revista britânica Nature, um dos mais importantes periódicos científicos
do mundo, trouxe dois artigos com os resultados do sequenciamento do cromossomo
X e a determinação de seu padrão de expressão gênica em homens e mulheres.
2. A teoria deveria servir para explicar a determinação do sexo de todos os seres vivos.
No entanto, este exemplo mostra que a determinação do sexo pode ser ambiental e
não genética, como estava sendo proposto.
3. Por ser um corpúsculo estranho, desconhecido até então, ele recebeu o nome de “X”.
4. Henking não acreditava que o corpúsculo descrito fosse um cromossomo devido à
sua morfologia distinta, ao fato de não parear com outros cromossomos durante a
meiose e de estar presente em apenas metade dos espermatozoides resultantes.
5. São aves do sexo feminino.
6. São mamíferos do sexo feminino.

23
7. No ZW/ZZ, as fêmeas apresentam dois cromossomos sexuais distintos. No XY/XX,
são os machos que apresentam dois cromossomos sexuais distintos. O ZW/ZZ é
comum em aves e o XY/XX, em mamíferos.
8. O texto discute como é a determinação do sexo: se genética (pela presença de
cromossomos específicos), ou ambiental (pela temperatura, por exemplo).
Cabe ressaltar para os alunos que as diferenças sexuais correspondem a uma pequena
parcela das características biológicas. Machos e fêmeas compartilham grande
número de características.

Páginas 41 - 42

Na espécie humana, o sexo masculino é heterogamético, porque possui um par de


cromossomos sexuais em que ambos são diferentes entre si. Dessa forma, os homens
produzem dois tipos de espermatozoides, um carregando um cromossomo X e outro um
cromossomo Y.

Por isso, é o pai quem determina o sexo na espécie humana. De acordo com o tipo de
espermatozoide que fecundará o óvulo, vai se formar um embrião masculino ou um
feminino.

Páginas 42 - 43
1. De uma mulher, pois apresenta dois cromossomos X.
2. 46 cromossomos.
3. O tamanho dos cromossomos, do maior para o menor, exceto os sexuais.
4. Um cromossomo veio do pai, e o outro, da mãe. Neste exercício, enfatize o caráter
diplóide (2n) desse cariótipo.

24
Página 43

Algumas das síndromes ou aberrações cromoss00F4micas mais comuns e que


merecem destaque no Ensino Médio são:

• Down (Trissomia do cromossomo 21)


• Turner
• Klinefelter
• Trissomia do cromossomo 13
• Trissomia do cromossomo 18
• X frágil

Páginas 43 - 44
1. Não, a maior parte das mulheres apresenta dois alelos iguais para o vermelho
comum, são homozigotas.
2. Sim, mas apenas uma versão desse alelo, pois apresentam apenas um cromossomo x.
3. O alelo vermelho-laranja é uma variação do alelo que codifica para o pigmento
responsável pela absorção do vermelho. Essa variação originou-se por mutação, ou
seja, uma alteração no DNA.
4. A frase está incorreta, pois o texto afirma que 40% das mulheres apresentam um
pigmento a mais que lhes permite distinguir melhor as cores na faixa do espectro que
vai do vermelho ao laranja. Mulheres que não apresentam a mutação discutida no
texto enxergam a cor laranja pela combinação da luz absorvida pelos três outros
pigmentos que absorvem o verde, o azul e o vermelho.

Herança ligada ao sexo na família Brasil

Páginas 44 - 45
1. Nenhuma, pois eles herdariam o cromossomo Y do pai. Os cromossomos X de cada
um deles seriam provenientes da mãe.
2. Da sua mãe.
25
3. Para Carlos, é nula, pois ele envia o cromossomo Y.
Para Beatriz, é de 100%, pois ele envia o cromossomo X para as filhas,
obrigatoriamente.
4. Só se recebeu outro cromossomo X com esse alelo de sua mãe.
5. Pedro, Paulo, José, Rafael e Carlos. Apenas os homens descendentes de João, por
herdarem o cromossomo Y dos pais.
Procure demonstrar com estes exercícios por que características genéticas ligadas ao
sexo (genes presentes no cromossomo X) e recessivas se manifestam mais em
homens do que em mulheres. Demonstre, também, por que nestes casos, ao se
analisar uma família, a impressão que temos é de que esta salta uma geração; aparece
no avô materno, não aparece na mãe e reaparece no neto.

Página 46

Em mamíferos, a diferença no número de genes ligados ao cromossomo X entre


machos (um X) e fêmeas (dois X) é compensada pela inativação deum dos dois
cromossomos X da fêmea. Ou seja, um dos cromossomos da fêmea sofre condensação e
fica inativado e, portanto, apesar das fêmeas terem dois cromossomos cromossomos X
apenas um permanece ativo nas células.
O cromossomo X condensado forma o corpúsculo de Barr ou cromatina sexual, que
pode ser visualizado nas células somáticas das fêmeas de mamíferos.
Essa condensação é aleatória, o que significa que em algumas células
um dos cromossomos será inativado e em outras células o outro
cromossomo será inativado.
Em gatos, um dos genes responsáveis pelo padrão de coloração dos pelos está ligado ao
cromossomo X, dessa forma, em virtude da condensação aleatória de um dos
cromossomos X, em caso de fêmeas heterozigotas, em algumas células permanecerá
ativo um dos alelos desse gene e em outras células permanecerá ativo o outro alelo.

26
Páginas 46 - 48
1. Alternativa c.
2. Alternativa d.
3.
a) O pai, pois os homens podem produzir dois tipos de espermatozoides. Os
espermatozoides portadores de X dão origem a meninas, e os portadores de Y, a
meninos. A mãe produz gametas iguais, portadores do cromossomo X.
b) O gene da hemofilia é ligado ao cromossomo X, que um homem herda de sua
mãe, e os filhos homens herdam do pai o cromossomo sexual Y.
4.
a) A probabilidade de Pedro ter herdado do pai o gene para daltonismo é zero,
porque ele recebe do pai o cromossomo Y. Para Ana é de 100%, porque ela recebe o
cromossomo X d do pai, que é daltônico X d Y .
b) O homem é daltônico quando apresenta o genótipo X d Y . Sendo homozigota, a
mulher daltônica possui genótipo X d X d .
Dessa forma, há maior freqüência de homens daltônicos na população porque nesse
sexo, há presença de um único cromossomo X e nas mulheres 2.

AJUSTES

Caderno do Professor de Biologia – 2ª série – Volume 2

Professor, a seguir você poderá conferir alguns ajustes. Eles estão sinalizados a cada
página.

27
Biologia - 2a série - Volume 2

Etapa 2 – Classificando as características que classifica as características dos seres vivos


humanas como genéticas, hereditárias, congênitas ou
adquiridas. Para facilitar a compreensão dos
Após a discussão das respostas dadas pe- alunos, você pode utilizar os exemplos rela-
los alunos às questões relacionadas ao texto, cionados à surdez presentes no texto da etapa
apresente-lhes o quadro comparativo a seguir, anterior.

ffSão ffMuitos são os genes envolvidos com a capacidade de


Genéticas

determinadas audição. Qualquer alteração de pelo menos um deles pode


pelo DNA do levar à surdez.
indivíduo.

ffSão transmitidas ffAs pessoas surdas por meningite, rubéola ou exposição


de uma geração a elevados ruídos não transmitem essa característica
Hereditárias

para outra. para seus filhos; assim, a surdez, nestes casos, não é uma
característica hereditária. No entanto, quando a surdez
Características

é genética, causada por alteração nos genes, ela pode ser


transmitida de uma geração para outra, sendo, portanto,
hereditária.

ffOs indivíduos ffQuando uma grávida é contaminada pelo vírus da


Congênitas

apresentam rubéola, o bebê pode nascer surdo. A surdez, neste caso,


desde o pode ser considerada congênita, pois o bebê já nasce com
nascimento. esta característica.

ffOs indivíduos ffA surdez provocada por longa exposição a ruídos pode
Adquiridas

não ser considerada adquirida, pois o indivíduo não a


apresentavam ao apresentava antes do nascimento. A surdez provocada por
nascer. meningite também é adquirida.

Depois dessa apresentação, peça aos alu- Após a classificação, devem ser formados
nos que, em duplas, classifiquem as caracte- grupos de quatro alunos, para que cada dupla
rísticas abaixo de acordo com as categorias compare suas respostas e apresente as justifi-
indicadas no quadro anterior. cativas para as classificações divergentes. Uma
correção coletiva pode ser feita por você. É im-
cor dos olhos – idioma – cor do cabelo – portante valorizar a argumentação dos alunos
barba – gripe – inteligência nesse momento, além da clareza dos critérios
utilizados na classificação.

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