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Abuso e dependência de drogas

Introdução
Achados arqueológicos indicam que a humanidade já fazia uso de drogas psicoativas em épocas pré-
históricas . Corroborando essa idéia, estudos antropológicos mostram que aborígenes de várias regiões do
globo terrestre fermentam cereais para produzir bebidas alcoólicas, como exemplos:

Os índios habitantes vizinhos do rio Xingu no sul da Amazônia que bebem o caxiri, bebida
alcoólica, que é consumida em festas. A ingestão de cacto peiote, que contém uma substancia
alucinógena, pelos nativos da America do sul,. Acredita-se que os efeitos da planta abrem portões para
uma realidade transcedente. Os povos Andinos, mascam folhas do arbusto denominado coca para reduzir
a fome e a fadiga, bem como cefaléia. Em todos esses casos o uso de drogas está enquadrado nas normas
sociais do grupo, não caracterizando mal uso.

Atualmente, entretanto, a primeira idéia que a palavra droga evoca é a do uso ilícito, problema social
marcante da nossa época. Governo investirá R$ 117,3 milhões em ações de prevenção e tratamento. Serão
2.325 novos leitos psiquiátricos e 92 novos CAPs em 108 municípios prioritários, dentre eles o estado de
Pernambuco.

O poder econômico dos grandes traficantes é tão grande que passou a influenciar os destinos das
nações. Mas existem drogas cujo consumo é aceito ou tolerado, como o álcool, nicotina, e cafeína, são
largamente consumidas. Essas drogas geram problemas médico-sociais, maiores ou até iguais as drogas
ilícitas. Um exemplo atual é que os acidentes de transito no Brasil apresentam dados alarmantes, e matam
mais do que as guerras no Oriente médio no Golfo Pérsico, guerra das Malvinas entre outras,
aproximadamente 42.000 pessoas morrem por ano vitimas de acidentes de transito, desse percentual
24.000 pessoas morrem de acidentes em estradas, 10.000 morrem no local do acidente e 8.000 são feridos
graves que morrem posteriormente, grande parte dessas mortes poderiam ser evitadas se os condutores de
veículos fossem mais prudentes, evitando ultrapassagens perigosas e se não houvesse uma grande
ingestão de bebida alcoólica ao dirigir.

Portanto drogas psicoativas há muito vem sendo usadas para obter prazer, descontração e
euforia, aliviar ansiedade, magoa dor e privações, sendo utópico ter uma sociedade totalmente
sóbria. A maioria dos estudos indica que fatores psicológicos e sociais interagem de modo
inextricável com fatores biológicos para determinar o uso, o abuso e a dependência de droga.
DEFINIÇAO E CLASSIFICAÇÃO:

Num sentido amplo o termo abuso de drogas refere-se a qualquer uso que fere normas sociais ou
legais, vigentes numa mesma sociedade. Compreende qualquer uso de drogas ilícitas, o uso inadequado
de drogas lícitas, por exemplo: o uso de álcool antes de dirigir um veículo, ou o uso de medicamentos sem
prescrição medica.

O DSM-IV define dependência como um padrão desadaptado de uso de drogas psicoativas,


levando a perturbações clinicamente importantes, porem necessariamente associado a dificuldade
de controlar o próprio comportamento de auto- administração da substancia, sintomas de retirada
quando da suspensão do uso e existência de tolerância aos efeitos da droga. A dependência não é
uma condição do tipo tudo ou nada. Há graus variáveis de dependência que vão, desde o mais leve
até o grau mais intenso. O grau mais intenso da dependência é um interesse médico e legal.

No Brasil utilizava-se e utiliza- se a palavra vicio, para designar a dependência extrema, porém este
vocábulo adquiriu sentido perjorativo e foi eliminado do vocabulário técnico. Por isso, alguns usam o
neologismo Adição. O adicto (viciado) a drogas vive numa condição em que as atividades relacionadas
com a droga_ adquiri-la, administrá-la, experimentar seus efeitos, evitar ou suportar os sintomas da
retirada _ assumem precendência sobre todas as outras atividades, apesar das conseqüências adversas que
o uso imoderado da droga acarreta.

O que torna um dependente as drogas?

O uso de droga psicoativa não leva necessariamente a dependencia a maioria das pessoas consegue
controlar o uso dessas substancias. O exemplo é a bebida alcoólica, onde muitos a usam mas “apenas”
cerca de 5% da população torna-se dependente. É necessária a combinação de fatores de ordem genética,
psicológica e social para que determinada pessoa torne-se dependente de droga.

As fases da dependencia:

Há diversas fases da dependência. Pode variar conforme a droga ou o indivíduo, sendo, portanto
importate conhecer a historia da dependência, para a determinação do seu nível. O prognostico e
tratamento, são diferentes em cada uma dessas fases. Classifica-se a dependencia conforme a natureza do
agente farmacológico.
Na pratica a dependencia a droga única, ou mesmo, a uma determinada classe é excepcional. A
dependencia se dá geralmente com um tipo de droga, porém a tendência é expandir-se e incluir outras
classes. Esta progressão não é rígida, e depende da disponibilidade, custo e aprovação no subgrupo social
e também da personalidade do individuo.

PROGRESSÃO DA1°DROGA TIPOS


Tabaco/álcool/inalante
Maconha/Sedativos

opióides
3° hipno
Esta progressão não é rígida, e depende da disponibilidade, custo e aprovação no subgrupo social e
também da personalidade do individuo.

Muitas vezes novas drogas são incorporadas para intensificar efeitos euforiantes ou contrabalançar efeitos
desagradáveis. A tendência a busca de novidades é traço de personalidade que favorece o uso precoce de
múltiplas drogas. O tempo pode mudar a preferência. Após alguns anos, muitos usuários de cocaína ou
anfetamina abandonam o hábito ou mudam as sedativas como o álcool ou opióides.

Incorporação de outras drogas Efeitos


Etanol + psicoestimulantes Intensifica os efeitos excitantes
Usuários crônicos de cocaína usam para aliviar
Cocaína + Sedativos a ansiedade, depressão, causados pela droga.