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INSTITUTO SUPERIOR DO LITORAL DO PARANÁ – ISULPAR

ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO PÚBLICA

GOVERNO ELETRÔNICO: CONCEITOS, AÇÕES GOVERNAMENTAIS E AS

EXPERIÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA

NEYDE MURAN

Curitiba

2007

INSTITUTO SUPERIOR DO LITORAL DO PARANÁ – ISULPAR

ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO PÚBLICA

GOVERNO ELETRÔNICO: CONCEITOS, AÇÕES GOVERNAMENTAIS E AS

EXPERIÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA

NEYDE MURAN

Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação lato sensu do Instituto Superior do Litoral do Paraná – ISULPAR como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em Gestão Pública.

Orientador: Profª. Mestre Raíssa Tayana Waleska Vidal

Curitiba

2007

SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................

03

  • 2 CONCEITOS E PARÂMETROS .......................................................................

05

  • 2.1 ORIGEM E DEFINIÇÃO DE GOVERNO ELETRÔNICO................................

05

  • 2.2 MEIOS DE RELACIONAMENTO EMPREGADOS EM GOVERNO ELETRÔNICO ................................................................................................

13

  • 2.3 ESTÁGIOS DE IMPLANTAÇÃO DO GOVERNO ELETRÔNICO....................

15

  • 3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE GOVERNO ELETRÔNICO NO BRASIL ..............

17

  • 4 EXPERIÊNCIAS DE GOVERNO ELETRÔNICO EM CURITIBA ......................

24

  • 4.1 A DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ................................................

25

  • 4.2 O SERVIÇO 156 .............................................................................................

30

  • 4.3 FARÓIS DO SABER .......................................................................................

33

  • 4.4 PROGRAMA DIGITANDO O FUTURO ..........................................................

34

  • 4.5 CURITIBA CIDADE DO CONHECIMENTO ...................................................

36

  • 4.6 O PORTAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA ............................

38

  • 4.7 INTRANET: RH 24 HORAS ............................................................................

42

  • 4.8 PORTAL E-COMPRAS ..................................................................................

46

  • 4.9 TÓTENS MULTIMÍDIA ...................................................................................

48

5

CONCLUSÃO ...................................................................................................

52

REFERÊNCIAS ....................................................................................................

54

ANEXO I – SERVIÇOS OFERECIDOS NO PORTAL ..........................................

54

ANEXO II – MAPA DO SITE ................................................................................

58

ANEXO III – TOTENS MULTIMÍDIA .....................................................................

75

2
2
2

RESUMO

Este estudo tem como objetivo conceituar o que seja Governo Eletrônico, suas formas de aplicação e avaliação, bem como realizar um breve levantamento das ações governamentais brasileiras quanto a políticas públicas nessa área, e as principais experiências de governo eletrônico implantadas no Município de Curitiba. Através da pesquisa bibliográfica pertinente buscou-se a origem e definição quanto ao uso dessa terminologia, bem como os meios através dos quais o Governo Eletrônico é empregado e os estágios para a determinação de seu grau de implantação. Da mesma forma, é realizado um relato das políticas públicas adotadas pelo governo brasileiro desde as suas primeiras ações na década de 60 até o governo atual. As experiências de Governo Eletrônico no Município de Curitiba foram amplamente pesquisadas, sendo que para este trabalho foram trabalhadas apenas as ações que estão atualmente à disposição da população e de maior representatividade não representando, assim, a totalidade dos mecanismos disponíveis. Na conclusão deste trabalho enfoca-se a necessidade quanto a interoperabilidade entre os sistemas dos diversos níveis hierárquicos de governo, o qual está sendo trabalho pelo Comitê Executivo de Governo Eletrônico do governo federal, e que deverá permitir a racionalização de investimentos através do estabelecimento de políticas, padrões e especificações técnicas para a implantação e estruturação básica de governo eletrônico. Estas ações têm como objetivo facilitar o acesso e localização da informação governamental de qualidade, indo de encontro com as demandas da nova “sociedade do conhecimento”, a qual traz consigo um novo arranjo social, de uma sociedade mais participativa e fiscalizadora.

1 INTRODUÇÃO

3 3

O papel fundamental do governo em uma sociedade contemporânea deve ser

o de universalizar as oportunidades individuais, institucionais e regionais (BARBOSA

FILHO, 2000), bem como o apoio ao desenvolvimento tecnológico.

Juntamente com a preocupação quanto à modernização do Estado, bem

como quanto a se dar maior transparência na gestão fiscal e econômica, a

administração pública busca maior eficiência e qualidade nos serviços prestados,

maior eficiência operacional e desintermediação, e também a criação de

mecanismos que favoreçam a inclusão social e digital como ferramenta de

fortalecimento da capacidade de participação ativa da sociedade, na formulação e

implementação de políticas públicas.

Estas ações, além da democratização da informação e universalização dos

direitos de cidadania, aumentam o controle social e conseqüentemente a legitimação

dos governos.

A sociedade não mais quer saber somente o que os governos fazem ou como

agem, mas a razão de pela qual assim procederam.

Através do uso da informação e de novas tecnologias o cidadão pode opinar

sobre a organização da coletividade ampliando, assim, a interação social.

Esta realidade está dando origem à uma nova sociedade, mais participativa,

democrática e atuante, juntamente com uma nova democracia eletrônica (e-

democracy) e um novo tipo de cidadão: o cidadão digital.

Já podemos citar como exemplos desse novo modelo de democracia o uso

de sistema de votação eletrônica (e-voting) pela Escócia, País de Gales.

4

O Brasil já vem utilizando o sistema de urnas eletrônicas há algum tempo,

mas há ainda a necessidade de deslocamento até uma seção eleitoral.

A implementação do sistema de votação eletrônica deve trazer a possibilidade

de maior representatividade da vontade do cidadão, representada pelo voto. Hoje,

temos uma democracia onde conhecemos apenas o percentual de votos “à favor” ou

“contra” um programa de governo.

Espera-se, no entanto, que seja possível ao governante eleito governar mais

de acordo com a vontade do cidadão, através do melhor mapeamento das

demandas manifestadas pelos cidadãos de determinada região ou classe. E é

dentro deste contexto que surge o conceito de Governo Eletrônico, o qual será o

objeto de estudo desenvolvido neste trabalho

5

2 CONCEITOS E PARÂMETROS

2.1 ORIGEM E DEFINIÇÃO DE GOVERNO ELETRÔNICO

Com o esgotamento nos anos 70 do antigo modelo burocrático do Estado de

Bem-Estar keinesiano (Welfare State), surge a necessidade de enxugamento da

máquina pública, de reduzir a burocracia, do aumento da eficiência e transparência,

da introdução da gestão do conhecimento e do planejamento estratégico e,

principalmente, da participação da sociedade na formulação das políticas públicas.

Diante desse cenário, as cidades surgem como espaço privilegiado para

absorver essas demandas, com a implementação de políticas públicas locais para o

atendimento das necessidades setoriais básicas da população, através de um

modelo de gestão ágil e flexível.

O Estado depara-se então com a necessidade do abandono do velho modelo

pautado em políticas sociais clientelistas para a adoção de novas formas de gestão,

bem como do aprimoramento das competências gerenciais de seus gestores para

uma abordagem integrada e articulada, quer seja entre as pastas internas quanto

com a sociedade, na busca de ganhos de qualidade, racionalidade, redução de

custos, visibilidade e responsabilidade política e administrativa, equidade, eficiência

e accountability.

Para tanto, a descentralização administrativa apresenta-se como estratégia

facilitadora, imprimindo um novo caráter nas relações entre o poder público e a

comunidade expressa através de formas mais criativas e amadurecidas de interação

6

e aberta à colaboração em redes.

Em meio a esse contexto e como resultado do avanço da tecnologia da

informação, a exemplo do que ocorreu nas empresas e corporações privadas, surge

o conceito de governo eletrönico, também conhecido como “e-governo” ou

simplesmente “e-gov”. Este conceito foi apresentado primeiramente no Fórum Global

sobre Reinvenção do Governo, em Washington no ano de 1999. Na ocasião,

governo eletrônico foi definido como aquele que “objetiva fornecer informações,

serviços e produtos através de meio eletrônico, a partir de órgãos públicos, a

qualquer momento, local e a qualquer cidadão”.

O conceito de Governo Eletrônico, no entanto, é novo e de difícil definição em

virtude de sua extrema abrangência.

ZWEERS & PLANQUÉ apud PARREIRAS (2004):

“Governo Eletrônico é um conceito emergente que objetiva fornecer ou tornar disponível informações, serviços ou produtos, através de meio eletrônico, a partir ou através de órgãos públicos, a qualquer momento, local e cidadão, de modo a agregar valor a todos os stakeholders envolvidos com a esfera pública”.

No entanto, conforme nos assevera NOGUEIRA (2000),

“A sedutora expressão ‘governo

eletrônico’,(...),

deve ser vista

com alguma cautela, pois reduz o governar ao campo estrito da

prestação de serviços, deixando de lado sua dimensão mais propriamente política, referente ao dirigir e ao articular, com vistas a fixar diretrizes de ação para a coletividade, reforçar seus laços internos e sua convivência.”

Na visualização de LENK & TRAUNMÜLLER apud JARDIM (2003), são

elencadas quatro perspectivas acerca de Governo Eletrônico, quais sejam:

A Perspectiva do Cidadão - visando oferecer serviços de utilidade pública

ao cidadão contribuinte;

A Perspectiva de Processos - visando repensar o modus-operandi dos

processos produtivos ora existentes no Governo, em suas várias esferas,

7

tais como, por exemplo, os processos de licitação para compras (e-

procurement);

A Perspectiva da Cooperação - visando integrar os vários órgãos

governamentais, e estes com outras organizações privadas e não-

governamentais, de modo a o processo decisório possa ser agilizado, sem

perda de qualidade, assim como evitando-se fragmentação, redundâncias

etc. hoje existentes nas relações entre esses vários atores;

A Perspectiva da Gestão do Conhecimento - visando permitir ao Governo,

em suas várias esferas, criar, gerenciar e disponibilizar em repositórios

adequados, o conhecimento tanto gerado quanto acumulado por seus

vários órgãos.

Na figura a seguir podemos visualizar essas quatro perspectivas do governo

eletrônico:

7 tais como, por exemplo, os processos de licitação para compras (e- procurement); A Perspectiva da

Fonte: EBAPE - FGV

8

Já PERRI apud JARDIM (2003), apresenta três vieses para a compreensão

de Governo Eletrônico, conforme transcrito à seguir:

  • 1. Fornecimento de Serviços Eletrônicos: Essa área concentra a maior parte dos esforços, recursos e atenção política devotados a Governo Eletrônico. O fornecimento de serviços de utilidade pública para o contribuinte, assim como o relacionamento Governo-Empresas, usando as tecnologias da informação e comunicação como propiciadoras para tal.

  • 2. Democracia Eletrônica (e-democracy): Refere-se aos sistemas de votação eletrônica e experiências piloto de consulta on-line aos cidadãos.

  • 3. Governança Eletrônica: Essa seria a área menos estudada de Governo Eletrônico. Inclui, entre outras atividades: suporte digital para elaboração de políticas públicas, tomada de decisões, public choices (referendo público) e workgroup (trabalho colaborativo) entre os vários gestores públicos de diferentes escalões.

Essa tríade do e-governo pode ser visualizada de modo sistêmico na figura a

seguir:

8 Já PERRI apud JARDIM (2003), apresenta três vieses para a compreensão de Governo Eletrônico, conforme

Fonte: EBAPE - FGV

9

Da mesma maneira que a internet quebrou diversos paradigmas nas

empresas privadas, também os órgãos da administração pública se obrigaram a

rever seu relacionamento com a sociedade, bem como com os outros governos,

onde a necessidade do estabelecendo critérios para o fornecimento de serviços e

informações sob uma infra-estrutura tecnológica comum para atender essas

relações torna-se indispensável.

Surgiram então novos termos e siglas, que foram adotados primeiramente no

mundo empresarial (E-Business), e em seguida transportados para as funções

governamentais (E-Government), onde estas áreas cada vez mais tenderão a andar

juntas.

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No quadro abaixo, temos o comparativo desses termos e siglas que

esquematizam esses relacionamentos, no âmbito da administração privada e seu

equivalente na administração pública:

E-Business

E-Government ou E-Gov

B2B (Business to Business)

G2B (Governo-Empresas)

São as transações de comércio de compra e venda entre as empresas.

Caracterizada pela interação do governo com as empresas do setor privado na troca de informações e processamento de transações eletrônicas, buscando reduzir ao máximo as barreiras para se fazer negócios com o governo. Ex: e-compras;

B2C (Business to Consumer)

G2C (Governo-Cidadão)

É o comércio realizado entre a empresa e o consumidor.

 

Caracterizada pela interação do governo, de forma ampla e completa, com o cidadão, provendo a ele informações e serviços públicos que atendam as suas necessidades de contribuinte, controlador das ações de governo, beneficiário e usuários dos serviços públicos ao longo de ciclo da vida – infância, adolescência, maioridade e terceira idade;

B2G (Business to Governement)

G2G (Governo-Governo)

São as transações entre empresa e governo.

Os

Caracterizada pela interação das diferentes Agências

Cadastro Único.

exemplos comuns de B2G são licitações e compras de

Gover-namentais e governos nas diferentes esferas

fornecedores.

(municipal, estadual e federal), provendo informações,

prestação de serviços e processamento de transações para o desenvolvimento de suas atividades Ex:

B2E (Business-to-Employee)

G2E (Governo-Servidor Público)

Normalmente relacionado aos portais (intranets) que atendem aos funcionários. Através dele os funcionários

Caracterizada pela interação do governo com os funcionários do serviço público, provendo informações e

podem, por exemplo, abrir solicitações de material para sua área, gerir todos os seus benefício ou até utilizar processos de gestão dos funcionários(faltas,

prestação de serviços necessários para o desenvolvimento de suas atividades profissionais e benefícios decorrentes da sua relação com o governo.

avaliações, inscrições em treinamentos,

).

Ex: RH 24 Horas;

Existem ainda as siglas C2B que representa a inversão de quem vende e

quem compra, e variações que completam os relacionamentos possíveis, como: E2E

(Employee-to-Employee)/(Servidor-Servidor) e C2C (Consumer-to-Consumer)/

(Cidadão-Cidadão), os quais normalmente são intermediados pela empresa ou

órgão.

Os governos em geral têm sofrido pressões externas para acelerar a

implementação de programas de governo eletrônico para atender as demandas de

um novo ambiente:

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  • a. Serviços públicos com qualidade, rapidez e responsividade, dentro do novo ambiente de negócios na era digital;

  • b. Redução da força de trabalho do setor público com aumento da eficiência e consolidação de processos;

  • c. Substituição de processos baseados em papel por processos eletrônicos;

  • d. Serviços e informações on-line baseados em transações em tempo real;

  • e. Facilidade e universalidade ao acesso on-line dos serviços públicos e informações;

  • f. Capacitação e melhoria do nível dos servidores públicos;

  • g. Estabelecimento de parcerias do setor público com o setor privado;

  • h. Liderança pelo exemplo do uso do governo eletrônico através da remoção de barreiras regulatórias e institucionais.

No atual contexto de economia globalizada, as Tecnologias de Informação e

Comunicação – TIC propiciam a ligação entre os serviços públicos e o cidadão.

Estas tecnologias, apoiadas de bons programas de governo eletrônico, representam

uma das principais ferramentas para articulação dos processos operacionais dos

governos, bem como para o fornecimento dos fluxos de informação e dos

indicadores dos serviços prestados, favorecendo a dinamização da gestão pública e

o estabelecimento de condições que permitam a melhoraria no atendimento aos

cidadãos, com a adoção de um modelo de governo focado no Cidadão, conhecido

também pela expressão “Citizen-Centered”.

Podemos entender então o governo eletrônico como uma das principais

formas de modernização do Estado, apoiado no uso das novas tecnologias para a

prestação de serviços públicos; através desses mecanismos, o governo interage

com o cidadão, empresas e outros governos, não se restringe a simples automação

12

dos processos e disponibilização de serviços públicos através de serviços online na

Internet, mas sim na transformação da maneira com que o governo, através do uso

da TIC, atinge os seus objetivos para cumprimento do papel do Estado.

13

2.2 MEIOS DE RELACIONAMENTO EM GOVERNO ELETRÔNICO

É um grande equívoco pensar que governo eletrônico é unicamente o

oferecimento de serviços através da tecnologia da informação. Transportar o

governo burocrático para uma plataforma digital unicamente produziria um governo

digitalizado, com os mesmos vícios e entraves, diferentemente da expectativa dos

cidadãos.

Em Governo Eletrônico podem ser empregados vários meios de

relacionamento, através dos quais os serviços públicos podem ser oferecidos aos

cidadãos os quais podem dar-se através de diferentes canais, virtuais ou não.

Quando isto ocorre através de um canal virtual, abrange os portais

governamentais e serviços web disponibilizados através da Internet, onde:

Portal de Serviços, é um canal único na Internet onde o cidadão pode obter

informações e solicitar serviços de maneira simples e interativa.

Serviços Web, é a prestação de serviços e informações de forma integrada

entre as mais variadas plataformas sistêmicas, de forma transparente ao

cidadão.

Apesar da forte tendência em se tratar a disponibilização de informações e

serviços apenas através de portais governamentais na Internet, existem outros

canais que permitem a interação do cidadão com o funcionário público, onde este

último torna-se um facilitador do uso das TIC (Tecnologia de Informação e

Comunicação) pela sociedade, tais como:

a) Lojas de Atendimento (One Stop Shops) – as quais permitem o oferecimento

de serviços públicos focados nas necessidades do cidadão, funcionando em

14

um único espaço físico e com o objetivo explícito de garantir a prestação

integrada e eficiente de serviços públicos dos diferentes setores do órgão;

  • b) Centro de Contato (Call Center) – este serviço deve permitir o acesso pelo

cidadão aos serviços e informações através de um único número telefônico,

permitindo ao cidadão contatar um serviço, ou servidor público que venha a

ter o papel de agente facilitador na prestação do serviço;

  • c) Serviços de SMS – Short Message Service – e Aplicações Móveis – este

serviço é uma ferramenta que permite ao cidadão receber informações do

governo e acessar serviços selecionados, a partir de um dispositivo móvel

celular;

  • d) Ouvidoria (Ombudsman) – trata-se de um canal de comunicação, onde o

cidadão pode informar opiniões, reclamações e denúncias garantindo,

dessa forma, o cumprimento do princípio da ética, da eficiência e da

transparência nas relações do governo com a sociedade. Este

mecanismo permite a mediação de conflitos entre o cidadão e os

diferentes órgãos do governo, prestando o atendimento personalizado

ao cidadão; ele pode ser disponibilizado através de uma interface

exclusivamente tecnológica (portal governamental), ou através dos

centros de contato ou de lojas de atendimento.

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2.3 ESTÁGIOS DE IMPLANTAÇÃO DO GOVERNO ELETRÔNICO

Podemos observar a existência de pelo menos quatro estágios que nos

permitem mensurar o grau de implantação de governo eletrônico:

1º estágio é a disponbilização através de um site apenas de informações,

podendo estar mais ou menos estruturada;

No 2º estágio, são fornecidos além das informações, mecanismos que

facilitem a tramitação de processos de forma eletrônica. Neste estágio, além

da informação, também já poder ser impressos formulários pelo usuário

para envio pelo correio, bem como serviços de resposta de e-mails (não se

aplicando no caso de respostas automáticas). Também fazem parte deste

estágio o atendimento de dúvidas através de um número de telefone ou

“chat”;

Já no 3º é possível a realização de transações online, como o pagamento

“on line” de taxas, impostos e tributos diretamente no site do órgão;

4º estágio é a integração dos sistemas, onde há a atualização automática

das alterações realizadas nos bancos de dados, bem como os

procedimentos/pagamentos realizados pelos usuários são comunicados

automaticamente a todos os outros órgãos de governo.

No entanto, diversamente da gestão privada, onde há a observância à um

planejamento prévio e efetivo, no setor público as implementações de sistemas

informatizados são desenvolvidas de forma isoladas e estanques, não permitindo

sua utilização de forma integrada e controlada.

É prática comum que os sistemas informatizados sejam desenvolvidos

16

voltados para as áreas Contábil, Tributária e/ou Orçamentária, onde observamos o

desenvolvimento e implantação de recursos ótimos para o desempenho de cada

uma das áreas, mas de forma desintegrada. Esta realidade não atende às atuais

demandas da sociedade, a qual espera a disponibilização de informações

consistentes e contextualizadas, que permitam o pleno exercício do cidadão quanto

ao uso e a fiscalização dos serviços públicos prestados.

A informação eletrônica, aliada ao conhecimento e ao processamento dessas

informações pelo cidadão, está conduzindo a sociedade à uma nova forma de

organização, como também à uma nova forma de se relacionar entre si ou com a

administração pública. Esta transformação trará um novo arranjo social, com novos

papéis, novos conceitos, e novos modelos de organização.

Esta nova sociedade está sendo chamada de “e-sociedade” ou “sociedade do

conhecimento”, e deverá transformar em realidade os conceitos de transparência, de

gestão participativa, exigindo por parte dos governos o devido respeito ao cidadão-

contribuinte, com a disponibilização de serviços em governo eletrônico centrado no

cidadão.

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3 POLÍTICAS PÚBLICAS DE GOVERNO ELETRÔNICO NO BRASIL

As primeiras ações para a modernização do governo brasileiro foram

realizadas na década de 60, com a aquisição de um computador UNIVAC 1105 para

o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, em 1964, é criado o

primeiro centro de processamento de dados público brasileiro, a CELEPAR (Centro

Eletrônico de Processamento de Dados do Estado do Paraná; ainda no mesmo ano,

foi criado a nível federal o SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Já as primeiras políticas públicas para o setor de informática no Brasil

estavam presentes na década de 70, sendo iniciada a institucionalização das

estruturas para a regulamentação do setor.

Em função da convergência entre as tecnologias de telecomunicações e

informática surge a denominação telemática, e em decorrência da intensificação do

uso de equipamentos de informática na transmissão eletrônica de dados e a urgente

demanda pela difusão da microinformática, a EMBRATEL (Empresa Brasileira de

Telecomunicações) recebe em 1975, mediante Decreto, a incumbência de instalar e

explorar a rede nacional de transmissão de dados.

Apesar da importância dada pelo Governo à tecnologia e à informática desde

a década de 70, somente no início da década de 90 é que essas políticas foram

consolidadas, em função do grande impacto gerado pela internet. Em 1993 o

governo brasileiro já se mostrava presente no ciberespaço, onde as agências

governamentais passaram a dispor de sites na WEB.

Em 1995 ocorreu a explosão da internet no país e, conseqüentemente um

grande aumento a quantidade de sites do Governo Federal na rede. A publicação da

18

Norma nº. 004 de 1995 pelo Ministério das Comunicações, que regulamentava o uso

dos meios da rede pública de telecomunicações para o provimento e utilização de

serviços e conexão à internet, marcou a passagem do conceito de modernização

tecnológica para um primeiro esboço daquilo que viria a se transformar no chamado

governo eletrônico. Também foi lançado o Plano Diretor de Reforma do Estado da

Presidência da República do Brasil, do qual se destacam os projetos Cidadão, Rede

do Governo e Sistema de Gestão Pública.

A Rede do Governo foi instituída em 1996 e constituíu-se no embrião do

Governo Eletrônico Brasileiro, sendo que em 1997 as declarações de imposto de

renda já podiam ser entregues pela internet, e em 1998 também são divulgados

através da internet editais de compras governamentais, bem como informações

institucionais sobre os benefícios da previdência social.

Também em 1997 foi instituído um Grupo de Trabalho sobre a Sociedade da

Informação, o qual foi retomado em 1998 e estruturado sobre sete grandes linhas de

ação: mercado, trabalho e oportunidades; universalização dos serviços e formação

para a cidadania; educação na sociedade da informação; conteúdos e identidade

cultural; governo ao alcance de todos; P&D, tecnologias-chave e aplicações, e, infra-

estrutura avançada e novos serviços.

O programa “Avança Brasil” foi lançado em 31 de agosto de 1999, por

ocasião da publicação do Plano Plurianual de Investimentos para o período 2000-

2003 e teve como principais objetivos a melhoria do trabalho interno do governo, o

aperfeiçoamento da relação com os fornecedores (com a economia de gastos e

menos burocracia), e o melhor atendimento ao cidadão, com a disponibilização dos

serviços na internet 7 dias por semana e 24 horas por dia (PARREIRAS, 2004).

Já em decorrência da criação desse programa, em 15 de dezembro de 1999

19

através do Decreto nº. 3.294, criou-se a Política de Governo Eletrônico e foi

instituído o Programa Sociedade da Informação, a qual ficou conhecido como

SocInfo. O objetivo do Programa SocInfo era integrar, coordenar e fomentar ações

para a utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir

para a inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade e, ao mesmo

tempo, contribuir para que a economia do País tenha condições de competir no

mercado global. A execução do Programa previa o compartilhamento de

responsabilidades entre os três setores: governo, iniciativa privada e sociedade civil.

Assim, um grupo de implantação multidisciplinar composto por representantes

do governo, do setor privado, da comunidade acadêmica e do terceiro setor,

apresentou uma primeira proposta detalhada para a Política de Governo Eletrônico,

a qual foi intitulado de Livro Verde.

Nesse mesmo período também é criado em 21 de agosto de 2000 o programa

Brasil Transparente, com o objetivo de se estabelecer medidas que promovessem o

aumento da eficiência na gestão dos recursos públicos, no combate à corrupção e

desperdício, na prestação de contas eletrônica e no controle social direto, sendo o

predecessor do Programa de Governo Eletrônico no Brasil.

Com a criação do Comitê Executivo de Governo Eletrônico - CEGE em 27 de

outubro de 2000, foram estabelecidas 45 metas para o Governo Eletrônico,

compreendidas em quatro áreas:

Implantação da Rede Br@sil.gov: Implantação de uma Rede Multiserviço, no

âmbito do Governo Federal, por meio da integração e do compartilhamento das

diversas redes existentes, buscando: a racionalização e a simplificação da

topologia; a redução do preço do Kilobit transmitido; a melhoria da ocupação e

minimização.

20

Universalização do Acesso à Internet: Ações que promovam a universalização do

acesso à Internet,por meio da redução dos custos incidentes em toda a cadeia

de provimento (de serviço e acesso), da utilização de novos dispositivos e meios

de comunicação e da adoção de modelos de acesso coletivo ou compartilhado.

 

Universalização dos Serviços: Ações que visam disponibilizar todos os serviços

e informações, prestados pelo governo federal, ao alcance do cidadão através da

Internet e das demais formas eletrônicas de interação.

Normas e Padrões para Prestação de Serviços: Ações visando estabelecer

parâmetros de qualidade para os serviços prestados.

Após a aprovação de uma emenda constitucional, é então aprovada a Lei de

Responsabilidade Fiscal em maio de 2001, a qual foi destinada a reforçar os

mecanismos de responsabilização, de controle interno, externo e social sobre a

gestão dos recursos públicos, e representa um marco quanto ao accountability na

gestão pública brasileira.

Os trabalhos para a elaboração das políticas públicas de governo eletrônico

prosseguiram através de um amplo processo de consulta e consolidação, onde

juntamente com os resultados da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e

Inovação, realizada em setembro de 2001, houve a incorporação dessas novas

idéias e opiniões ao Livro Verde, e em junho de 2002 foi consolidado o plano

definitivo de atividades do programa, com a publicação do Livro Branco.

Para enfrentar o desafio de abordar um conjunto de temas tão vasto, o

programa adotou um modelo de referência, o qual parte da premissa de que

qualquer implementação de uso de tecnologias de informação e comunicação na

forma de um sistema pode ser decomposta em três níveis, a saber:

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I. Infra-estrutura, compreendendo toda a parte de funções básicas de

redes (enlaces, equipamentos e funcionalidade de software no nível do

protocolo IP);

II. Serviços genéricos, compreendendo funções de uso geral,

independentes de quaisquer áreas de aplicação (incluindo e-mail,

WWW, videoconferência, diretórios eletrônicos, processamento de alto

desempenho etc.);

III. Aplicação, compreendendo funções (em geral implementadas em

software) para áreas específicas de aplicação, tais como educação,

saúde, construção civil.

O programa Br@sil.gov estabeleceu os princípios que passaram a nortear as

políticas públicas federais de desenvolvimento do e-governo no país, sendo:

a universalização dos serviços,

o aumento da prestação de informações,

a implantação de uma estrutura avançada, e

a ampliação da competitividade e da produtividade.

Assim, a partir desses princípios, foram definidos os objetivos gerais do

projeto para serem alcançados nos anos seguintes: universalização e

democratização do acesso aos serviços; melhoria da gestão e qualidade dos

serviços públicos; transparência; redução dos custos unitários; simplificação de

processos; informação como fator estratégico, e, convergência e integração das

redes e sistemas de informação.

Foram criados cinco grupos de trabalho pelo Comitê Executivo de Governo

Eletrônico – CEGE, e em novembro de 2003 a Presidência da República ampliou

esses grupos através da criação de oito Comitês Técnicos de Governo Eletrônico,

22

com a finalidade de coordenar e articular o planejamento e a implementação de

projetos e ações em suas respectivas áreas de competência: implementação do

software livre, inclusão digital, integração de sistemas, sistemas legados e licenças

de software, gestão de sítios e serviços on-line, infra-estrutura de rede, governo para

governo, gestão de conhecimento e informação estratégica.

Nessa ocasião, foram estabelecidas as Diretrizes Estratégicas para o governo

eletrônico através da adoção de sete princípios, os quais devem servir como

referência geral para estruturar as estratégias de intervenção, bem como devem ser

adotadas como orientações para todas as ações de governo eletrônico, gestão do

conhecimento e gestão da TI, no governo federal, quais sejam: promoção da

cidadania como prioridade; indissociabilidade entre inclusão digital e o governo

eletrônico; utilização do software livre como recurso estratégico; gestão do

Conhecimento como instrumento estratégico de articulação e gestão das políticas

públicas; racionalização dos recursos; adoção de políticas, normas e padrões

comuns; integração com outros níveis de governo e com os demais poderes.

Desde 2003 têm-se realizado reuniões, debates, encontros e fóruns

envolvendo órgãos de governo, empresas e a sociedade, e oficinas de planejamento

estratégico com os servidores públicos envolvidos nas especificações do Governo

Eletrônico para o Brasil, visando à otimização de recursos empregados em

tecnologia da informação bem como a expansão de sua utilização na prestação de

informações e serviços à sociedade, a promoção de programas de inclusão digital e

utilização de softwares livres nos órgãos governamentais visando à produção de

softwares nacionais, e a expansão da infra-estrutura da rede de telecomunicações.

Como importante ação de implementação do governo eletrônico no Brasil nos

últimos anos podemos destacar a definição dos padrões de interoperabilidade para

23

sistemas e equipamentos de informática, denominado de E-PING, foi publicado em

2004 e teve como inspiração a experiência do Reino Unido. Esse documento

representa a política de interoperabilidade que deverá orientar as estratégias para a

convergência e a integração entre os sistemas e bases de dados dos diversos

órgãos de todas as esferas, através da fixação de padrões a serem seguidos, os

quais são permanentemente atualizados.

24

4 EXPERIÊNCIAS DE GOVERNO ELETRÔNICO EM CURITIBA

Antes mesmo do advento da internet, o Município de Curitiba surge no

contexto nacional e internacional como referência em descentralização

administrativa e na oferta à população de mecanismos de comunicação e acesso

aos serviços públicos, através de ações que envolveram desde o planejamento

urbano da cidade até a reestruturação administrativa, para a oferta desses serviços

de forma regionalizada, com o emprego de recursos virtuais; dentre essas as ações,

a seguir serão relatadas as que mais se destacaram.

25

4.1 A DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Curitiba

é

a capital

do

Estado

do

Paraná, e

é

a cidade polo da Região

Metropolitana, que é formada por 26 municípios os quais juntos totalizam 3,3

milhões de habitantes, dos quais 1,8 milhões em Curitiba, e é uma das regiões que

vem apresentando uma das mais elevadas taxas de crescimento populacional no

país.

25 4.1 A DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Curitiba é a capital do Estado do Paraná, e é a

Evolução do crescimento urbano em Curitiba

25 4.1 A DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Curitiba é a capital do Estado do Paraná, e é a

Fonte: IPPUC (IBGE)

26

Para

acompanhar

esse

crescimento

foram

adotadas

importantes

ações

quanto ao planejamento urbano da Cidade, sendo os pontos mais marcantes:

  • 1919 – Código de Normas (ênfase para a circulação de veículos,

sinalização e estacionamento);

  • 1943 – Plano Agache;

  • 1966 – Aprovação do Plano Diretor;

  • 2004 – Atualização do Plano Diretor, elaborado conforme o Estatuto

das Cidades.

Em meio às ações urbanísticas, na década de 1970 foram também adotadas

ações quanto à gestão administrativa da cidade, na busca do fortalecimento e

desconcentração das unidades de prestação de serviços locais a fim de atender ao

grande fluxo migratório originário do campo e de outras cidades. Em decorrência,

foram criados centros comunitários tais como os Centros Sociais Urbanos, Centros

de Atendimento Infantil, as Casas da Comunidade, os Centros Esportivos e

Culturais.

Também em função da continuidade do crescimento populacional, foram

definidas novas adequações pelo Plano Diretor da cidade, concretizadas pela

criação das Unidades de Vizinhança.

As Unidades de Vizinhança foram concebidas para serem centros de

referência para os bairros e vilas de determinada região, destinados a promover a

criação de laços de convivência social e cultural entre os moradores, bem como a

organização territorial, oferecendo rede escolar de primeira à quarta série, áreas

verdes para a recreação, esporte e lazer, unidades de atendimento ä saúde e

27

sistema viário.

Em 1986, através do Decreto n°41, a cidade é dividida administrativamente

em regionais, denominadas de Freguesias, as quais se subordinam às

Administrações Regionais.

Até 1988, as Administrações Regionais focaram quase que exclusivamente

questões de infra-estrutura e plano de obras do município, buscando apenas “ouvir”

e encaminhar as demandas da população quanto às questões de infra-estrutura.

Com a descentralização de recursos federais estabelecidos pela Constituição de

1988, em 1991 foi realizada nova reestruturação administrativa com a regionalização

da administração e a criação de espaços denominados Ruas da Cidadania, os quais

passaram a abrigar as Administrações Regionais.

As nove Administrações Regionais da Prefeitura de Curitiba fizeram no ano

passado 6,8 milhões de atendimentos à população, maior número registrado nos

últimos cinco anos. A média anual nas nove Regionais nos últimos anos era de seis

milhões de atendimentos. Os 6,8 milhões de atendimentos registrados no ano

passado não incluem programação especial, como os mutirões da cidadania,

quando a prefeitura leva obras e serviços aos bairros de forma concentrada.

28

A primeira a ser inaugurada foi a Rua da Cidadania do Carmo/Boqueirão, no

aniversário da cidade em 29/03/1993; em 1997 Curitiba contava com oito Regionais,

e em 2005 foi criada a 9ª Administração Regional, para atender a região da CIC,

conforme quadro abaixo:

Nome

Qtde.

Bairros Atendidos

Habitantes

Rua da Cidadania do Boa Vista

225.696

Abranches, Atuba, Bacacheri, Bairro Alto, Barreirinha, Boa Vista, Cachoeira, Pilarzinho, Santa Cândida, São Lourenço, Taboão, Tarumã e TingüÍ.

Rua da Cidadania Santa Felicidade

135.981

Butiatuvinha, Campina do Siqueira, Campo Comprido, Cascatinha, Lamenha Pequena, Mossunguê, Órleans, Santa Felicidade, Santo Inácio, São Braz, São João, Seminário e Vista Alegre.

Rua da Cidadania do Cajuru

195.742

Cajurú, Capão da Imbuia, Guabirotuba, Jardim das Américas e Uberaba.

Rua da Cidadania da Fazendinha/Portão

231.919

Água Verde, Fanny, Fazendinha, Guairá, Lindóia, Novo Mundo, Parolin, Portão, Santa Quitéria e Vila Izabel.

Rua da Cidadania da Matriz

202.304

Ahú, Alto da Glória, Alto da Rua XV, Batel, Bigorrilho, Bom Retiro, Cabral, Centro, Centro Cívico, Cristo Rei, Hugo Lange, Jd. Botânico, Jd. Social, Juvevê, Mercês, Prado Velho, Rebouças e São Francisco.

Rua da Cidadania do Pinheirinho

130.214

Campo de Santana, Capão Raso, Caximba, Pinheirinho e Tatuquara.

Rua da Cidadania do Bairro Novo

124.330

Ganchinho, Sítio Cercado e Umbará.

Rua da Cidadania da CIC

152.937

Augusta, Cidade Industrial de Curitiba, Riviera e São Miguel.

As Ruas da Cidadania são definidas em governo eletrônico como “Lojas de

Atendimento (One Stop Shops)”. A Rua da Cidadania é o símbolo da

descentralização administrativa de Curitiba. É ponto de referência e encontro para o

usuário dos serviços públicos municipais, no âmbito regional, atendendo às

necessidades e aos direitos do cidadão no comércio, no lazer e nos serviços. Seus

núcleos oferecem serviços nas esferas municipal, estadual e federal.

29

29 Fonte: Acervo da Secretaria Municipal de Comunicação Social – SMCS Em cada Rua da Cidadania

Fonte: Acervo da Secretaria Municipal de Comunicação Social – SMCS

Em cada Rua da Cidadania está estabelecida uma Administração Regional.

As Administrações Regionais são espécies de subprefeituras, encarregadas dos

bairros de cada uma das nove regiões em que Curitiba está administrativamente

subdividida. As Administrações Regionais identificam e estabelecem prioridades;

promovem formas e métodos de execução de projetos comunitários; desenvolvem o

planejamento local de modo compatível com as condições e a legislação vigente, de

forma a instrumentalizar as ações concretas definidas pela municipalidade;

promovem a interligação do planejamento local ao planejamento da cidade como um

todo. Acompanham, de maneira integrada, as ações das secretarias municipais

dentro de suas áreas-limites, e participam da organização de seus serviços.

Apresentam alternativas de obras e serviços que satisfaçam as perspectivas da

administração e da população. Fornecem à comunidade informações e

atendimentos, dentro dos limites de sua competência, ou os encaminham aos

órgãos competentes.

Em 1996 esse projeto recebeu o prêmio “World Habitat Award 1996”, ou seja,

o Prêmio Mundial do Habitat da ONU.

30

4.2 O SERVIÇO 156

Criado em 07 de fevereiro de 1984, A Central de Atendimento e Informações

156, hoje denominado Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão - SIAC, é o

Contact Center da Prefeitura Municipal de Curitiba e um dos grandes canais de

relacionamento direto com o cidadão, e tem como objetivo viabilizar um sistema de

comunicação ágil e eficiente entre o cidadão e a Prefeitura de Curitiba, permitindo o

atendimento da demanda de informações e solicitações da população, com

segurança, confiabilidade e, principalmente, qualidade. O serviço está disponível

através de telefone, internet e chat, 24 horas por dia, todos os dias da semana,

inclusive domingos e feriados. A democratização e facilidade de acesso aos serviços

públicos municipais, o maior conhecimento das ações e dos serviços públicos e a

maior qualidade no atendimento, são os principais benefícios proporcionados pela

utilização deste canal de comunicação entre o cidadão e a Prefeitura de C

31

31 Fonte: <http://www.central156.org.br> Foram mapeados 3 mil serviços para envio eletrônico das solicitações, e atualmente a

Fonte: <http://www.central156.org.br>

Foram mapeados 3 mil serviços para envio eletrônico das solicitações, e

atualmente a central recebe em média 165 mil ligações por mês, divididas em dois

grandes segmentos:

- Consulta de informações: corresponde a 55% da demanda. Essas

informações são prontamente atendidas e esclarecidas pelo próprio atendente, ou

seja, não gera fluxo na Rede Administrativa.

- Solicitações, reclamações e denúncias: correspondem a 45% da demanda.

O atendente registra a solicitação de acordo com as informações do solicitante e

encaminha em tempo real para a Secretaria / Setor / Grupo Responsável. Essas

solicitações são analisadas, executadas, respondidas e o parecer informado ao

solicitante.

32

O 156 é um sistema que, além de prestar pronto atendimento ao cidadão,

monitora e acompanha todas as atividades operacionais do executivo municipal e

avalia a satisfação do usuário quanto aos serviços prestados.

O acesso

ao serviço por meio

da

Internet ou chat pode

ser

realizado

utilizando-se a rede pública gratuita do Projeto Cidade do Conhecimento

(http://www.cidadedoconhecimento.org.br), que disponibiliza computadores à

população nos Faróis do Saber e bibliotecas públicas municipais, além da Rua 24

horas.

33

4.3 FARÓIS DO SABER

O projeto dos Faróis do Saber, iniciado em 1994, foi inspirado na Biblioteca

de Alexandria, a qual foi um centro científico literário que no século IV AC abrangia

museus e escolas. Alexandria representa um ponto referencial da mais alta

importância na história da humanidade, através do seu farol, que guiava os navios

para o porto, e da sua biblioteca, que preservava o saber humano.

Os 45 Faróis do Saber de Curitiba são equipados com bibliotecas e

equipamentos de informática compostos de 9 computadores, 2 impressoras e 1

scanner, todos conectados em rede, além de 1 roteador.

O objetivo dos Faróis do Saber é atender tanto estudantes quanto a

comunidade em geral, disponibilizando acervo bibliográfico organizado e atualizado,

auxílio à pesquisa, incentivo à leitura, oportunizar atividades culturais à comunidade

em geral, e permitir o acesso ao uso dos computadores e da internet à população

em geral.

Os Faróis do Saber fazem parte do Programa Digitando O Futuro, hoje

chamado de Curitiba Cidade do Conhecimento.

34

4.4 PROGRAMA DIGITANDO O FUTURO

O Programa Digitando o Futuro, lançado em 9 de junho de 2000, consistindo

na implantação de pontos de acesso público à Internet voltados principalmente para

a população carente, em parceria com empresas e organizações sociais.

A rede Digitando o Futuro é atendida por um provedor exclusivo, o que

garante conexão permanente por ADSL, em uma rede de acesso de alta velocidade,

para que o funcionamento dos computadores não fique comprometido.

34 4.4 PROGRAMA DIGITANDO O FUTURO O Programa Digitando o Futuro, lançado em 9 de junhohttp://www.curitiba.org.br/digitando/index1.php?digitando=1 Os pontos de acesso foram instalados nos Faróis do Saber, em bibliotecas comunitárias, nas bibliotecas das Ruas da Cidadania, nos Liceus de Ofício e nas " id="pdf-obj-35-20" src="pdf-obj-35-20.jpg">

Os pontos de acesso foram instalados nos Faróis do Saber, em bibliotecas

comunitárias, nas bibliotecas das Ruas da Cidadania, nos Liceus de Ofício e nas

35

salas de informática do Projeto Comunidade Escola, os quais totalizam 49 pontos de

acesso, 500 máquinas, 480 mil e-mails cadastrados e a média de 70 mil horas de

acessos mensais. Esse projeto foi pioneiro no Brasil, sendo a primeira rede pública

de acesso à internet do país.

36

4.5 CURITIBA CIDADE DO CONHECIMENTO

Em agosto de 2006 foi criado o portal Curitiba Cidade do Conhecimento, o

qual integrou em um único local os programas Digitando o Futuro e o Aprender

Digital, os quais juntos representam aproximadamente 600.000 usuários.

O Programa Aprender Digital oferece aos jovens e adultos, matriculados no

ensino fundamental - 8 as séries e 5° e 6° períodos/Educação de Jovens e Adultos -

da rede pública municipal de Curitiba, um contato com a tecnologia digital, através

de uma abordagem interativa de ensino, com atividades complementares às do

currículo, além do incremento de habilidades para a vida, baseadas na utilização de

ferramentas tecnológicas, oferecendo com isto uma possibilidade de inclusão digital

e social destes participantes.

36 4.5 CURITIBA CIDADE DO CONHECIMENTO Em agosto de 2006 foi criado o portal Curitiba Cidade

37

Assim, o portal Curitiba Cidade do Conhecimento reúne em um único local

todas as ferramentas necessárias para a integração, informação e capacitação tanto

de alunos quanto de dos profissionais do magistério, como uma importante

ferramenta pedagógica a serviço tanto de professores como de alunos, bem como

um espaço para discussão e troca de informações.

38

4.6 O PORTAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA

A Prefeitura Municipal de Curitiba conta com um portal na internet o qual pode

ser acessado pelo endereço eletrônico www.curitiba.pr.gov.br, onde há a

possibilidade de acesso a outros serviços e uma quantidade considerável de

informações disponíveis à população.

38 4.6 O PORTAL DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA A Prefeitura Municipal de Curitiba conta com<http://www.curitiba.pr.gov.br> No lado esquerdo da página são relacionados em ordem alfabética os serviços disponíveis para consulta, com sub-níveis, conforme relacionados no ANEXO I – SERVIÇOS OFERECIDOS NO PORTAL www.curitiba.pr.gov.br . " id="pdf-obj-39-15" src="pdf-obj-39-15.jpg">

No lado esquerdo da página são relacionados em ordem alfabética os

serviços disponíveis para consulta, com sub-níveis, conforme relacionados no

ANEXO I – SERVIÇOS OFERECIDOS NO PORTAL www.curitiba.pr.gov.br.

39

Em grande parte, o portal apresenta informações pertinentes aos serviços

públicos prestados pelo Município, onde merece destaque o Guia de Serviços

Públicos, o qual se trata de um catálogo eletrônico com informações organizadas

quanto aos serviços prestados, incluindo locais para se obter/acessar o serviço,

documentos necessários, prazos e taxas, e quanto aos equipamentos (unidades

administrativas) públicos, tais como unidades de saúde, escolas, etc., são

informados os dados quanto a endereço, telefone, localização, regional à que

pertence, horário de funcionamento, etc.

As informações sobre os serviços ofertados ao cidadão são

disponibilizadas através do Guia de Serviços Públicos desde 1993 na forma

impressa, e a partir de 1999 foi disponibilizado on-line no endereço do site

www.curitiba.pr.gov.br. Resultado do trabalho integrado de todos os órgãos da

administração direta e indireta da Prefeitura Municipal de Curitiba, o Guia de

Serviços Públicos representa a democratização do acesso às informações básicas

relativas aos serviços e equipamentos públicos da Prefeitura Municipal de Curitiba

(PMC), visando auxiliar o cidadão na obtenção de informações referentes aos

trabalhos desenvolvidos e o local onde os mesmos são ofertados.

40

40 Fonte: < <a href=http://www.curitiba.pr.gov.br/Secretaria.aspx?s=54> O Guia de Serviços Públicos é composto por informações organizadas por Equipamentos Urbanos e por Serviços. Os Equipamentos podem ser encontrados por Bairro – estão listados todos os equipamentos existentes em cada bairro; Órgão – relação nominal de todas as secretarias fundações e institutos que compõe a Prefeitura Municipal de Curitiba e seus equipamentos; Grupo – serviços oferecidos, por exemplo: atendimento à criança, onde o cidadão encontra todos os equipamentos destinados a esse atendimento e Regional onde o cidadão encontra todos os equipamentos da Prefeitura Municipal de Curitiba, por ordem alfabética, existentes na Regional. Os Serviços podem ser encontrados por Órgão – relação nominal de todas as secretarias, fundações e institutos que compõe a Prefeitura Municipal de Curitiba e seus equipamentos; Grupo – serviços oferecidos, por exemplo: atendimento à criança, onde o cidadão encontra todos os equipamentos destinados a esse atendimento. Através do portal www.curitiba.pr.gov.br é possível também a impressão de formulários, de guias e boleto para pagamento do IPTU, bem como consulta a " id="pdf-obj-41-6" src="pdf-obj-41-6.jpg">

O Guia de Serviços Públicos é composto por informações organizadas por

Equipamentos Urbanos e por Serviços. Os Equipamentos podem ser encontrados

por Bairro – estão listados todos os equipamentos existentes em cada bairro; Órgão

– relação nominal de todas as secretarias fundações e institutos que compõe a

Prefeitura Municipal de Curitiba e seus equipamentos; Grupo – serviços oferecidos,

por exemplo: atendimento à criança, onde o cidadão encontra todos os

equipamentos destinados a esse atendimento e Regional onde o cidadão encontra

todos os equipamentos da Prefeitura Municipal de Curitiba, por ordem alfabética,

existentes na Regional. Os Serviços podem ser encontrados por Órgão – relação

nominal de todas as secretarias, fundações e institutos que compõe a Prefeitura

Municipal de Curitiba e seus equipamentos; Grupo – serviços oferecidos, por

exemplo: atendimento à criança, onde o cidadão encontra todos os equipamentos

destinados a esse atendimento.

Através do portal www.curitiba.pr.gov.br é possível também a impressão de

formulários, de guias e boleto para pagamento do IPTU, bem como consulta a

41

tramitação de processos, entre outros. Abaixo se pode visualizar a janela de

consulta quanto ao andamento dos processos administrativos:

41 tramitação de processos, entre outros. Abaixo se pode visualizar a janela de consulta quanto aohttp://www.curitiba.pr.gov.br/Secretaria.aspx?s=29 > O portal também disponibiliza o mapa do site, o que permite a localização rápida da informação desejada; a visualização do conteúdo do mapa do site pode ser realizada através do ANEXO II. " id="pdf-obj-42-9" src="pdf-obj-42-9.jpg">

O portal também disponibiliza o mapa do site, o que permite a localização

rápida da informação desejada; a visualização do conteúdo do mapa do site pode

ser realizada através do ANEXO II.

42

4.7 INTRANET – RH 24 HORAS

O

RH

24

Horas

é

disponibilizado

desde

2001 através do portal

www.curitiba.pr.gov.br e tem como objetivo dar maior agilidade na obtenção de

informações funcionais, descentralizar informações de interesse direto do servidor,

bem como promover a abertura de um canal de comunicação entre os servidores e a

Secretaria Municipal de Recursos Humanos.

42 4.7 INTRANET – RH 24 HORAS O RH 24 Horas é disponibilizado desde 2001 atravéswww.curitiba.pr.gov.br e tem como objetivo dar maior agilidade na obtenção de informações funcionais, descentralizar informações de interesse direto do servidor, bem como promover a abertura de um canal de comunicação entre os servidores e a Secretaria Municipal de Recursos Humanos. Fonte:< http://www.curitiba.pr.gov.br/Servicos/RecursosHumanos/RH24Horas/portal/ gurhu/default.asp> A filosofia é de que as informações funcionais pertencem ao próprio servidor e que este pode gerenciá-las adequadamente, bem como que as informações devem " id="pdf-obj-43-33" src="pdf-obj-43-33.jpg">

A filosofia é de que as informações funcionais pertencem ao próprio servidor e

que este pode gerenciá-las adequadamente, bem como que as informações devem

43

ser disponibilizadas de forma transparente, podendo ser acessadas a qualquer hora

e lugar, através de um computador ligado a internet.

Além de informações sobre legislação, orientações quanto a benefícios e

informações funcionais como contracheque, férias, afastamentos, licença prêmio,

cédula C, etc., também houve a eliminação de formulários para o agendamento de

férias, as quais já são realizadas diretamente pelo servidor através do RH 24 Horas.

43 ser disponibilizadas de forma transparente, podendo ser acessadas a qualquer hora e lugar, através de

Visão geral do portal do RH 24 Horas.

44

Também são realizados totalmente de forma eletrônica procedimentos de

avaliação e progressão funcional, bem como há o incentivo para que o servidor

colabore com a instituição através da participação com suas idéias e conhecimento,

para o que são disponibilizados ícones de acesso rápido aos bancos onde essas

idéias e informações são registradas, assegurando ao servidor a sua autoria.

Nesse mesmo portal o servidor pode agendar a realização de cursos

disponibilizados pelo Programa SemEADor, o qual consiste de um projeto de

qualificação profissional que visa estimular o desenvolvimento das competências

dos servidores da Prefeitura Municipal de Curitiba.

44 Também são realizados totalmente de forma eletrônica procedimentos de avaliação e progressão funcional, bem como

Janela do programa de educação à distância – SemEADor.

Os cursos consistem em aula presencial em salas especialmente preparadas

para a recepção de imagem através de satélite, disponibilizado através da empresa

Dtcom. Após a aula presencial, o estudo continua através do site da empresa

45

finalizando com a realização de avaliação e envio de certificados, desde que

alcançado o percentual exigido.

46

  • 4.8 PORTAL E-COMPRAS

O e-compras é um sistema de compras eletrônicas utilizado na realização de

licitações na modalidade “pregão” e em processos por dispensa eletrônica de

licitação, amparado pelo artigo 24, item II e parágrafos único da Lei Federal nº.

8.666/93 (BRASIL, 1993), e sua implantação na Prefeitura de Curitiba teve início no

ano de 2001.

O Pregão Eletrônico como é conhecido tornou os processos de compra de

bens e contratação de serviços mais simples, rápidos, econômicos e transparentes.

O e-compras Curitiba é constituído de 03 (três) Portais:

1. Portal Público: com acesso livre para qualquer interessado em navegar

pelo Portal de Compras, nos links livres onde não é necessário login e senha,

podendo ser acessado pelo endereço www.e-compras.curitiba.pr.gov.br. Nesse

portal estão disponíveis informações sobre todos os processos licitatórios realizados

e a realizar, contendo históricos de preços de materiais e serviços, permitindo o

acompanhamento dos pregões on-line em tempo real e com acesso livre para

qualquer interessado.

2. Portal de Fornecedores (personalizado) onde os fornecedores previamente

cadastrados poderão participar de processos Iicitatórios na modalidade Pregão

(pregão eletrônico) e nas Dispensas Eletrônicas de Licitação bem como fazer

consultas utilizando login e senhas individuais.

3. Portal Administrativo (interno), onde os Pregoeiros, através do uso de login

e senhas individuais, fazem toda a condução dos processos licitatórios na

47

modalidade Pregão (eletrônico e presencial) e nas Dispensas Eletrônicas de

Licitação, bem como a auditoria de cadastro de fornecedores.

O uso das compras eletrônicas, em substituição aos métodos tradicionais

permite uma redução representa uma economia nos processos de compras entre

25% e 30%. No momento, 95% dos processos de compra da Prefeitura Municipal de

Curitiba são realizados através da modalidade Pregão Eletrônico, tendo alcançado o

1º Lugar no Prêmio TI & Governo, edição 2006.

No quadro a seguir pode-se observar o histórico desse crescimento:

47 modalidade Pregão (eletrônico e presencial) e nas Dispensas Eletrônicas de Licitação, bem como a auditoria

Para o sucesso de sua implantação, fez-se necessário um movimento

de planejamento estratégico, através da reflexão, análise e readequação de

procedimentos internos, onde o compromisso e comprometimento do corpo

funcional foi fundamental para a criação de um ambiente favorável às articulações e

mudanças necessárias, visando à racionalização e otimização dos serviços para a

prestação dos mesmos com melhor qualidade, agilidade, economicidade e

transparência, legitimando assim o e-procurement nos processos licitatórios do

município.

48

4.9 TOTENS MULTIMÍDIA

Em funcionamento desde julho de 2006, os Totens Multimídia que fazem

parte do Programa de Governo “Se Lig@ Curitiba” e tem como objetivo a prestação

de serviços públicos eletrônicos à população e a inclusão digital, contribuindo para a

democratização do acesso à informação on line e aos serviços públicos municipais.

Os equipamentos são terminais de consulta com tela do tipo "touch screen"

(que funciona por contato), e tem como objetivo facilitar o acesso da população a

notícias sobre a Prefeitura, orientação sobre serviços municipais, turismo na cidade,

além de informações de utilidade pública, podendo ser utilizado também em

consultas públicas.

Instalados em Praças Públicas, Terminais de Ônibus, Parques, Prédios

Públicos, Unidades de Saúde e Ruas da Cidadania, foram projetados em dois

modelos, para ambiente externo e interno. Os Totens Multimídia possuem telas do

tipo "touch screen" (acionada com o toque dos dedos), semelhante às usadas nos

caixas eletrônicos de bancos.

48 4.9 TOTENS MULTIMÍDIA Em funcionamento desde julho de 2006, os Totens Multimídia que fazem parte

49

Foto: Tóten Multimídia Externo.

49 Foto: Tóten Multimídia Externo. Foto: Tóten Multimídia Externo. Fonte: <http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/totens/fotos.htm> Através da navegação nos totens

Foto: Tóten Multimídia Externo.

Fonte: <http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/totens/fotos.htm>

Através da navegação nos totens é possível o acesso a informações sobre

serviços municipais como:

 

Concursos Públicos – editais, portarias e resultados;

Consulta Protocolo – Processos, Processos de Pessoal, Verificação de

Projetos,

Consulta Unificação/Subdivisão e Consulta Prévia;

Habitação - O que é Cohab, Histórico, Inscrição e Atualização na FILA,

endereços Postos de Atendimento, Alô Cohab (Serviço de atendimento

telefônico, com ligação gratuita), Cesta de Produtos, Alvará simplificado

para moradia até 70m2 , Juro zero e renegociação de prestações em

atraso e Cohab na INTERNET;

Horário de Ônibus – todas as linhas da cidade;

Notícias da Prefeitura;

50

 

Saúde – endereços e telefones dos Postos de atendimento;

Sua Opinião – pesquisa sobre a qualidade do serviço;

Telefones Úteis – companhias telefônicas, táxi, aeroporto, alfândega ,

turismo, correios, etc.

Turismo – pontos turísticos, alimentação, agenda, espaços e cultura,

compras e serviços

Webmail – acesso a e-mail gratuito fornecido pela prefeitura por meio de

cadastro no portal cidadedoconhecimento.org.br

Destacam-se a informações de utilidade pública como a lista de todas as

Unidades Municipais de Saúde, com endereço, horário de funcionamento e telefone,

bem como os horários e linhas de ônibus, e serviços de táxi.

No item habitação encontram-se informações sobre o trabalho da Cohab -

Companhia de Habitação Popular de Curitiba, como o histórico de sua atuação em

Curitiba e Região Metropolitana; orientações sobre inscrições e atualização de

cadastro para candidatos a imóveis; endereço dos postos de atendimento na área

central e nos bairros; descrição dos principais programas para produção de moradia;

informações sobre o serviço de atendimento telefônico (Alô Cohab); orientações

para renegociação de dívida e aplicação do benefício do "juro zero" e concessão

gratuita de alvará simplificado para construção de residências com até 70 metros

quadrados.

Além disso, as pessoas cadastradas no portal Cidade do Conhecimento, da

Prefeitura de Curitiba, também podem acessar, através dos Totens, seu correio

eletrônico (e-mail). Todos os curitibanos podem solicitar gratuitamente seu e-mail.

Para isso, basta acessar o portal www.cidadedoconhecimento.org.br.

51

Atualmente, a Prefeitura Municipal de Curitiba disponibiliza à população 71

(setenta e um) totens. Os locais de instalação dos totens estão relacionados no

ANEXO III.

Em pesquisa realizada pelo órgão de informática responsável pela operação e

manutenção dos equipamentos, o perfil dos usuários dos totens é o seguinte:

 

89% Residem em Curitiba ou Região Metropolitana;

60% São do sexo masculino;

44% Possuem o 2º grau completo;

42% Estão na faixa etária entre 18 e 30 anos;

Conforme notícia veiculada no site www.curitiba.pr.gov.br em 16/01/2007, os

equipamentos registraram um total de 2.302.792 acessos em seis meses de

funcionamento, reduzindo o número de chamadas efetuadas ao SIAC - Sistema

Integrado de Atendimento ao Cidadão, realizado pelo fone 156, o que demonstra a

boa aceitação do serviço pela população, e incentiva novas implementações para o

emprego dessa mídia como em pesquisas de opinião pública e referendos (e-

voting).

52

5 CONCLUSÃO

A Prefeitura Municipal de Curitiba é bastante conceituada tanto dentro como

fora do país como sendo um órgão de vanguarda, com soluções inovadoras

servindo muitas vezes de modelo para outras cidades.

No entanto, o grande desafio dos governos eletrônicos brasileiros consiste na

integração dos serviços, permitindo o intercâmbio coerente de informações e

serviços entre sistemas dos vários níveis governamentais: federal, estadual e

municipal.

Neste sentido o Governo Brasileiro, através do Comitê Executivo de Governo

Eletrônico apresentou um documento de referência com padrões de

interoperabilidade de governo eletrônico – e-PING, visando o estabelecimento de

políticas, padrões e especificações técnicas para a implantação de uma estrutura

básica para a estratégia de governo eletrônico.

A interoperabilidade de tecnologia, de processos, de informação e de dados é

condição vital para o provimento de serviços de qualidade, tornando-se premissa

para governos em todo o mundo, permitindo a racionalização de investimentos em

TIC através do compartilhamento, do reúso e do intercâmbio de recursos

tecnológicos.

A disponibilização da informação governamental de forma a permitir sua

rápida localização e intercâmbio entre o setor público e a sociedade, além de se

constituir um valioso ativo econômico, viabilizará a prestação de serviços eletrônicos

de qualidade aos cidadãos, devendo se constituir em instrumento fundamental no

impulsionamento do desenvolvimento econômico, tecnológico e social dos governos.

53

A informação eletrônica, aliada ao conhecimento e ao processamento dessas

informações pelo cidadão, está conduzindo a sociedade à uma nova forma de

organização, como também à uma nova forma de se relacionar entre si ou com a

administração pública. Esta transformação trará um novo arranjo social, com novos

papéis, novos conceitos, e novos modelos de organização.

Esta nova sociedade está sendo chamada de “e-sociedade” ou “sociedade do

conhecimento”, e deverá transformar em realidade os conceitos de transparência, de

gestão participativa, exigindo por parte dos governos o devido respeito ao cidadão-

contribuinte, com a disponibilização de serviços em governo eletrônico centrado no

cidadão.

Os mecanismos de governo eletrônico serão fundamentais nessa nova

sociedade, atendendo a essa demanda de uma sociedade mais participativa e

fiscalizadora, onde a participação em referendos públicos, plebiscitos, elaboração do

orçamento público, aprovação de projetos, etc.

Dessa forma, há a necessidade urgente de que os governos despendam

maior atenção nesse campo, assegurando a representação da vontade de todos os

cidadãos na gestão da cidade pois, mesmo que o governante tenha sido eleito por

um maior percentual da população, deverá governar para todos.

54

REFERÊNCIAS

BARBOSA FILHO, D. F. Governo Eletrônico – uma nova forma de gestão da administração para o século XXI. Dissertação (Mestrado). COPPE, UFRJ, Rio de Janeiro, 2000.

BITTAR, Thiago Jabur. Abordagem para diagnóstico de problemas em aplicações de e-gov – um retrato dos municípios brasileiros. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Software) − Departamento de Computação (DC), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos, 2006.

BNDES - Secretaria para Assuntos Fiscais. e-governo: o que já fazem Estados e Municípios. outubro/2000. Disponível em <http://federativo.bndes.gov.br/bf_bancos/estudos/e0001325.pdf >.

BRASIL. Grupos de Trabalho - Governo Eletrônico. Presidência da República. Casa Civil. Comitê Executivo do Governo Eletrônico. 2001.

DIAS, Cláudia Augusto. Governo eletrônico: definições, características, potenciais benefícios, desafios e tipos de avaliação. Universidade de Brasília – UnB, Tribunal de Contas da União – TCU. Anais da Conferência Sul-Americana de Ciência e Tecnologia Aplicada ao Governo Eletrônico - CONEGOV 2005. Disponível em <www.ijuris.org/editora/livros/conegov2005anais.pdf>

FERNANDES, Andréa Gomes. e-governo: o que já fazem estados e municípios. 2000. Disponível em: <http://www.bndes.gov.br/conhecimento/informeSF/inf_20.pdf>

55

FERNANDES, Andréa Gomes. Governo eletrônico: compras eletrônicas (B2B e B2G/G2B): alguns conceitos básicos e exemplos. BNDES, caderno INFORME-SE nº 34 - 2001. Disponível em <http://federativo.bndes.gov.br/conhecimento/informeSF/inf_34.pdf>

FERNANDES, Andréa Gomes; AFONSO, José Roberto Rodrigues. e-Governo no Brasil: experiências e perspectivas. Revista do BNDES. vol. 8: 21-64. p. n. 5. Rio de Janeiro-RJ. 2001. Disponível em: <http://www.bndes.gov.br/conhecimento/revista/rev1502.pdf>

FERRER, Florência; SANTOS, Paula. e-government: o governo eletrônico no Brasil. São Paulo: Saraiva. 2004

GARCIA, Thaís Helena Bigliazzi. O estado-da-arte do governo eletrônico no Brasil. Anais da Conferência Sul-Americana de Ciência e Tecnologia Aplicada ao Governo Eletrônico - CONEGOV 2005. Disponível em <www.ijuris.org/editora/livros/conegov2005anais.pdf>

GOVERNO ELETRÔNICO. Disponível em <http://www.governoeletronico.e.gov.br>

JARDIM, José Maria; MARCONDES, Carlos Henrique. Políticas de informação governamental: a construção de governo eletrônico na administração federal do Brasil. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação. v.4, n.2. abr.2003. Disponível em <http://www.dgz.org.br/abr03/Art_04.htm>

JOIA, Luiz Antonio. Governo eletrônico: em busca de uma conceituação. Fundação Getúlio Vargas. Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas. Disponível em <http://www.ebape.fgv.br/e_government/asp/dsp_home.asp>

56

PARREIRAS, Fernando. S.; CARDOSO, Ana Maria P.; PARREIRAS, Tatiane A. S.; Governo eletrônico: uma avaliação do site da assembléia legislativa de Minas

Gerais. In: CINFORM, 5, 2004, Salvador. Anais

Salvador: UFBA, 2004. Disponível

... em <http://www.fernando.parreiras.nom.br/publicacoes/egov_cinform.pdf>.

PINTO, Sólon Lemos; BARBOSA, Alexandre Fernandes; FARIA, Fernando Inácio de. Governo eletrônico: um modelo de referência para a sua implementação. Congresso Anual de Tecnologia de Informação - CATI 2004. FGV – EAESP. Disponível em <http://www.cqgp.sp.gov.br/downloads/T00228.PDF>

37.

em

SILVA FILHO, Antonio Mendes. Os três pilares da inclusão digital. Revista Espaço

Acadêmico

24,

ano

III,

maio

2003.

Disponível

em

...

SIMÃO, João Batista. Acessibilidade às informações públicas: uma avaliação do portal de serviços e informações do governo federal. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT, , v. 34, n. 2, p. 81-92, Brasília, 2005. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28558.pdf>

SIMÃO, João Batista. Universalização dos serviços públicos na Internet: Análise Crítica das Ações do Governo Federal. 2004. 174 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)- Universidade de Brasília, Brasília, 2004.

e

a

57

VILELA, Renata Moutinho. Conteúdo, usabilidade e funcionalidade: três dimensões para avaliação de portais estaduais de governo eletrônico na web. 2003. 262 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)- Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2003.

79

ANEXO III

TOTENS MULTIMÍDIA – LOCAIS DE INSTALAÇÃO

  • 1 - Avenida Manoel Ribas em frente ao restaurante Madalosso

  • 2 - Centro de Especialidades Bairro Novo

  • 3 - Centro de Especialidades Mãe Curitibana

  • 4 - Centro de Especialidades Odontológicas Rosário

  • 5 - Centro de Especialidades Odontológicas Silvio Gevaert

  • 6 - Centro de Especialidades Salgado Filho

  • 7 - Centro de Especialidades Santa Felicidade

  • 8 - Centro de Especialidades Sylvio Gevaerd

  • 9 - Edifício Delta – Rua João Gualberto, 623

    • 10 - Memorial da Cidade – Largo da Ordem

    • 11 - Mercado Municipal – externo

    • 12 - Mercado Municipal - interno

    • 13 - Parque Barigüi

    • 14 - Parque das Pedreiras em frente à Ópera de Arame

    • 15 - Jardim Botânico

    • 16 - Parque São Lourenço

    • 17 - Praça Carlos Gomes

    • 18 - Praça General Osório

    • 19 - Praça Osvaldo Cruz

    • 20 - Praça Rui Barbosa

    • 21 - Praça Santos Andrade

80

  • 23 - Praça Ucrânia

  • 24 - Prefeitura Municipal – Prédio Central – externo

  • 25 - Prefeitura Municipal – Prédio Central – interno

  • 26 - Rodoferroviária - Ala Estadual

  • 27 - Rodoferroviária - Ala Interestadual

  • 28 - Rua 24 Horas

  • 29 - Rua Alencar Guimarães com Emiliano Perneta

  • 30 - Rua Amintas de Barros – em frente à Reitoria da UFPR

  • 31 - Rua Cândido de Abreu com Inácio Lustosa

  • 32 - Rua da Cidadania Bairro Novo

  • 33 - Rua da Cidadania Boa Vista

  • 34 - Rua da Cidadania Cajuru

  • 35 - Rua da Cidadania Carmo

  • 36 - Rua da Cidadania Fazendinha

  • 37 - Rua da Cidadania Matriz – Praça Rui Barbosa

  • 38 - Rua da Cidadania Pinheirinho

  • 39 - Rua da Cidadania Santa Felicidade

  • 40 - Rua Mal Hermes em frente ao Museu Oscar Niemeyer

  • 41 - Rua Monsenhor Celso com Marechal Deodoro

  • 42 - Shopping Popular – Capão Raso

  • 43 - Terminal Bairro Alto

  • 44 - Terminal Barreirinha

  • 45 - Terminal Boa Vista

  • 46 - Terminal Boqueirão

81

  • 48 - Terminal Caiuá

  • 49 - Terminal Campina do Siqueira

  • 50 - Terminal Campo Comprido

  • 51 - Terminal Capão da Imbuia

  • 52 - Terminal Capão Raso

  • 53 - Terminal Carmo

  • 54 - Terminal Centenário

  • 55 - Terminal CIC

  • 56 - Terminal Fazendinha

  • 57 - Terminal Guadalupe

  • 58 - Terminal Hauer

  • 59 - Terminal Pinheirinho

  • 60 - Terminal Portão

  • 61 - Terminal Santa Cândida

  • 62 - Terminal Santa Felicidade

  • 63 - Terminal Sítio Cercado

  • 64 - Terminal Vilas Oficinas

  • 65 - Unidade de Saúde Boa Vista

  • 66 - Unidade de Saúde Boqueirão

  • 67 - Unidade de Saúde Campo Comprido

  • 68 - Unidade de Saúde Pinheirinho

  • 69 - Unidade de Saúde Praça Ouvidor Pardinho