You are on page 1of 46
CURSO PARA FORMAÇÃO DE VISITADORES HOSPITALARES Docente: Melissa T. Nascimento Lopes Proibida a reprodução sem autorização

CURSO PARA FORMAÇÃO DE VISITADORES HOSPITALARES

Docente: Melissa T. Nascimento Lopes

Proibida a reprodução sem autorização do SCEH.

Juiz de Fora – MG Março de 2007

Curso Para Formação de Visitadores Hospitalares Evangélicos SERVIÇO DE CAPELANIA EVANGÉLICA HOSPITALAR – SCEH Docente: Melissa Teresinha Nascimento Lopes Jacovine Leles

APRESENTAÇÃO

É com muito prazer que recebemos você, querido amigo (a) e irmão (ã) em Cristo, para esse curso tão importante em nossos tempos. Sabemos que o Senhor o (a) guiou até aqui e continuará a fazê-lo ao longo dos assuntos ministrados, tarefas e estágios necessários para sua formação completa. Aos que ainda não me conhecem, gostaria de fornecer uma breve apresentação. Sou bacharel em Enfermagem, pós-graduada em nefrologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, licenciada em Educação, pela Faculdade de Educação, também da UFJF e mestranda em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões – CEM. Atuo na 1ª IPJF como ministro de louvor, membro do conselho missionário e, agora, como docente desse curso. Esta apostila contém os assuntos que serão ministrados e suas respectivas tarefas, servindo de guia para seu melhor aproveitamento. Será interessante você anotar alguma coisa que, porventura, não estiver aqui. Também é fornecida uma bibliografia básica que poderá ajudá-lo ao longo do curso. Se possível, leia, pelo menos três dos livros indicados. Irá enriquecer sobremaneira seu aprendizado. No mais, oramos para que você seja abençoado através desse curso e possa transmitir essa bênção ao longo de sua prática como visitador hospitalar. Seja bem-vindo!

Melissa Capelã do SCEH – JF

CURSO PARA FORMAÇÃO DE VISITADOR EVANGÉLICO HOSPITALAR CAPELANIA EVANGÉLICA HOSPITALAR DE JUIZ DE FORA

O amor de Deus é o melhor remédio.

CRONOGRAMA DO CURSO

I Módulo:

  • 1 Informações Gerais sobre a Capelania Evangélica Hospitalar

  • 2 O Hospital e seu funcionamento interno

  • 3 O Espírito Voluntário

  • 4 Como Lidar com a Adversidade

  • 5 O Relacionamento com os Profissionais de Saúde

  • 6 Aprendendo a se Paramentar

  • 7 Orientações sobre Doenças Infecto-contagiosas

  • 8 O Uso da Literatura no Hospital

  • 9 Aconselhamento Bíblico I:

Teologia do Sofrimento

O Plano de Salvação em um minuto

O Princípio do Perdão

Evangelismo Infantil e Adolescente

  • 10 A Prática da Visitação Hospitalar

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A CAPELANIA EVANGÉLICA HOSPITALAR

O Serviço de Capelania Evangélica Hospitalar – SCEH – é um ministério missionário, cuja principal atividade se resume em ministrar o amor de Deus, através do sacrifício de Jesus Cristo, às pessoas hospitalizadas nos diversos setores de uma Unidade de Saúde (veja Isaías 61. 1 a 11). A missão do SCEH é atuar nos hospitais voluntariamente, através do trabalho de pessoas capacitadas a compartilhar o amor, misericórdia, conforto e esperança aos enfermos, familiares e profissionais de saúde, vivendo a fé cristã, apoiando emocional e espiritualmente, sem qualquer distinção de cor, raça, credo, sexo ou classe social (veja 1 João 3. 16 a 18). Os objetivos desse curso, portanto, são: capacitar os que se sentem chamados a exercer esse ministério, para atuarem no mundo da saúde, considerando os desafios próprios dessa complexa e diversa realidade que é o hospital. Também proporcionar os conhecimentos necessários para uma ação evangelizadora que gere benefícios, tanto aos enfermos como aos hospitais, ampliando, assim, esse campo missionário urbano para a atuação da igreja de Jesus Cristo.

O SCEH deverá estar preparado para atuar nos diversos setores hospitalares através de atividades como: atendimento diário aos hospitalizados; visitas leito a leito; aconselhamento bíblico aos enfermos em crise; suporte emocional e espiritual aos acompanhantes e profissionais de saúde; cultos semanais para pacientes e funcionários; artesanato e atividades lúdicas para crianças e mães; distribuição de literaturas pertinentes ao ambiente hospitalar; música; atividades de doação de lembranças aos hospitalizados em dias especiais como dia das mães, dos pais, das crianças, páscoa, natal, etc.; entre outras. KOENIG (2006), médico psiquiatra e geriatra, pesquisador da Universidade de Duke, nos EUA, concluiu, após inúmeras pesquisas que desenvolveu na área de saúde vinculada a fé que, pessoas que acreditam em Deus e desenvolvem um relacionamento com Ele, apresentam melhores resultados ao tratamento médico, melhor aceitação ao tempo de hospitalização, aumento da imunidade orgânica, pressão arterial mais estável, menor tempo de recuperação em cirurgias, menos dor, níveis mais baixos de estresse, menores índices de depressão e ansiedade, maior auto-estima, etc. O Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos – CPPC – também defende a fé como coadjuvante das ciências médicas e psicológicas, auxiliando nos tratamentos e terapias hospitalares diversas. Logo, podemos inferir que, além de beneficiar os hospitalizados, o SCEH também será de grande ajuda ao próprio hospital e equipe médica, fornecendo recursos para a melhoria da qualidade do atendimento em saúde.

TAREFA

Através da leitura de um dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas ou João), faça um relatório sobre a atuação de Jesus para com os enfermos, enfatizando principalmente, sua atitude para com eles. OBS.: Aproveite a tarefa para ler um dos evangelhos com novos olhos, do ponto de vista de atuação de um visitador hospitalar. Você aprenderá muito sobre a misericórdia e compaixão. Bom trabalho!

O HOSPITAL E SEU FUNCIONAMENTO INTERNO

A partir de agora, veremos como é o hospital e seu funcionamento interno, atentando principalmente para suas características peculiares que o diferem de outro ambiente qualquer. Defendo o hospital como campo missionário transcultural, uma vez que subsiste em sua própria cultura, com suas regras e leis, linguagem, vestimenta, profissionais e população próprios. Os hospitais surgiram no séc. XVIII, chamados nessa época de “casas de morrer”, uma vez que atendiam apenas os que estavam em processo de morte próxima. A família encaminhava o doente ao hospital, se despedindo dele com antecedência e o doente ficava sob os cuidados de padres e freiras até o fim de seus dias. O corpo era, então, enterrado no pátio adjacente ao hospital. Com o surgimento da medicina através de Hipócrates, o hospital ganhou novas formas. Deixou de ser visto como “casa de morrer”, para ser um ambiente de tratamento. Nesse ínterim, o vínculo entre religião e saúde foi partido, sendo a medicina como ciência e a religião como abstração. A 1ª enfermeira do mundo, Florence Nightgale, foi a responsável pelo descobrimento da contaminação dos doentes que possuíam doenças diferentes e eram colocados no mesmo ambiente. Atribui-se a ela, a Teoria Ambiental da Enfermagem, a primeira a ser construída, e que contém os subsídios de separação dos enfermos em áreas específicas, a fim de evitar a aquisição de novas doenças no ambiente hospitalar. A 1ª enfermeira do Brasil foi Ana Néri, que atuou voluntariamente na Guerra do Paraguai, salvando inúmeros soldados da morte e cuidando de outros que recuperaram a saúde e lhe devotaram reconhecimento e honra. A primeira escola de enfermagem do Brasil, foi a Escola Ana Néri no Rio de Janeiro, em homenagem à ela. O hospital é, portanto, dividido em setores específicos, de acordo com a patologia e necessidades do enfermo. Temos, portanto, as enfermarias médicas, cirúrgicas, pediatria, DIP, isolamentos, CTI ou UTI, centro cirúrgico e ambulatório, além dos setores de exames específicos e salas de espera para consulta médica. Cada setor é isolado do outro, com o objetivo de conter infecções cruzadas. Para isso, portanto, cada setor tem sua própria equipe de enfermagem que fica alocada no posto de enfermagem. Esse é o lugar onde as informações sobre os enfermos estão arquivadas, bem como seus medicamentos e relatórios de tratamento. A portaria do hospital é também muito importante, pois é responsável por quem entra e sai do hospital, fornecendo as regras próprias da Unidade de Saúde aos que

visitam. É importante observar algumas recomendações gerais, que se aplicam a todos os hospitais:

Não use bermudas, saias ou outra vestimenta que deixe parte das pernas exposta;

Não use calçados abertos como sandálias ou chinelos;

Se seu cabelo é comprido, é aconselhável prende-lo antes das visitas do dia;

Não use brincos grandes, tipo argolas por exemplo, pulseiras, anéis e/ou cordões metálicos;

Use SEMPRE o jaleco branco fechado sobre as roupas;

Lave as mãos SEMPRE, antes e após cada visita. Principalmente se você tocar o doente ou seus pertences;

Lave as mãos SEMPRE ao chegar e ao sair do ambiente hospitalar;

NUNCA se esqueça de sua identificação (crachá);

Ao entrar em um setor hospitalar, vá diretamente ao Posto de Enfermagem

apresentar-se e pedir autorização para visitar os enfermos daquele setor. Certifique- se com a equipe de enfermagem se há alguma restrição para visitas (infecção ativa, isolamentos, suspeita de DIP, etc.). SEMPRE pergunte ao enfermo se é de seu desejo ser visitado. Se ele disser não, respeite-o e ore por ele em silêncio;

Não leve para o hospital nenhum tipo de alimento para os enfermos sem o prévio

conhecimento da equipe médica e sua autorização; Não leve Bíblias grandes, que chamem a atenção. Procure passar totalmente despercebido no ambiente hospitalar. A Bíblia indicada é aquela que cabe no bolso do seu jaleco.

TAREFA

Após a re-leitura desse capítulo, procure embasar as recomendações gerais fornecidas. Após ler cada recomendação, pergunte-se: por quê? e responda a indagação. Há

mais recomendações a serem compartilhadas? Anote-as para que possamos avaliá-las.

O ESPÍRITO VOLUNTÁRIO

A palavra “voluntário”, segundo o dicionário Aurélio, significa “aquilo que procede espontaneamente, derivado de vontade própria, em que não há coação”. Apesar de essa definição nos fornecer uma breve descrição do voluntariado, é na palavra de Deus que encontraremos a verdadeira definição do espírito voluntário. A Bíblia emprega esse termo em situações muito peculiares, como uma qualidade de espírito, que, sem dúvida, é importante no desenvolvimento da missão hospitalar. O visitador hospitalar é voluntário em seu serviço, doando-se ao outro em situações de necessidade e aflição. Um grande exemplo que temos é a própria pessoa de Jesus Cristo (veja Filipenses 2. 6 a 8). O apóstolo Paulo nos orienta que tenhamos em nós mesmos o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus (veja Filipenses 2. 5). Jesus é o nosso exemplo principal porque se entregou de livre e espontânea vontade por nós, sendo nós ainda pecadores. Sua entrega voluntária nos garantiu o livre acesso ao Pai Celestial. Portanto, da mesma maneira que fomos alcançados pelo amor de Deus na pessoa de Jesus, gratuitamente, devemos também alcançar os outros, que permanecem em escravidão e sofrimento.

Precisamos ter em mente que não há nenhuma obrigação envolvida neste ministério. Deus não me obriga, a igreja não pode obrigar-me e nem o SCEH me obrigará. Ao mesmo tempo, nos sentimos impelidos pelo Espírito a transmitir amor e compaixão aos que necessitam conhecer a Deus (2 Coríntios 5. 14). Por isso, é importante que nos façamos as seguintes perguntas: eu sou capaz de amar o meu próximo? Tenho em mim o mesmo sentimento de compaixão que Jesus tinha? Responda a si mesmo honestamente e, caso sua resposta seja negativa, ore para que o Senhor Deus implante em você esse sentimento. Somente de posse desse amor e compaixão você será capaz de se colocar no lugar do outro e sentir sua dor, sua frustração, seus medos e angústias. Ao contrário do que ensinam aos profissionais de saúde, o visitador hospitalar se envolve com o enfermo. Busca de todas as formas ajudá-lo a encontrar alívio e paz. Ora por ele com sinceridade e procura levá-lo a Deus, através do convite de Jesus (veja Mateus 11. 28).

Comece desde já a exercitar seu espírito voluntário. Um espírito voluntário é um espírito missionário e fiel a Deus.

TAREFA

Escreva um texto de, no mínimo, uma página manuscrita sobre o espírito

voluntário baseado em um dos seguintes textos bíblicos:

Marcos 1. 16 a 20

Lucas 1. 26 a 38

Isaías 6. 1 a 13

Jeremias 1. 1 a 10

Lucas 9. 1 a 6

COMO LIDAR COM A ADVERSIDADE

A adversidade é algo comum a todos nós, e não privilégio de alguns poucos hospitalizados. Todos nós já enfrentamos de uma forma ou de outra alguma adversidade na vida. Mas, afinal, porque precisamos enfrentar dificuldades? Porque ficamos doentes e outros não ficam? Qual é o propósito da adversidade? Na premissa do velho testamento, percebemos que a desobediência a Deus é imediatamente punida. Todo erro implica numa conseqüência. Vejamos o exemplo do Éden: Adão e Eva fizeram a escolha errada e foram punidos com a expulsão do jardim (isso de forma simplificada). Ser expulso do jardim significa estar longe da presença de Deus em conseqüência da desobediência. A partir de então, toda a humanidade passa a herdar a conseqüência do pecado de Adão e Eva: de imortais passam a mortais; da

perfeição passam a imperfeição; chega a dor e o trabalho árduo; (veja Gênesis 3. 14 a 19). Ao longo de todo velho testamento percebemos esse dueto de desobediência/castigo. Quando chegamos ao novo testamento, é óbvio que encontraremos o mesmo dueto na fala do povo e dos discípulos de Jesus. Porém, Jesus quebra essa continuidade (veja João 9. 1 a 3). Quando lemos atentamente o texto acima referido, encontramos um propósito na adversidade. Logo, o sofrimento não é um resultado, mas uma porta através da qual chegamos mais perto de Deus. Poderíamos nos atrever a pensar que a adversidade é originada em Deus? Não parece algo totalmente dicotômico? Como podemos lidar com isso? Observando as três fontes de adversidade descritas na Bíblia:

DEUS é a primeira fonte de adversidade – vejamos 2 Coríntios 12; Jó 1. 1 a 21 e 2.

1 a 10; João 9. 1 a 3; NÓS MESMOS somos a segunda fonte de adversidade – vejamos Gênesis 3. 6; 19. 26; Josué 7. 11 a 13; Salmo 51;

O ADVERSÁRIO é a terceira fonte de adversidade – vejamos Efésios 6. 12; 2 Tessalonicenses 3. 4; 1 Pedro 5. 8 e 9;

Jó 1. 10 e 11;

Não é fácil identificar a fonte da adversidade. Também não podemos julgar os outros afirmando que sua adversidade é conseqüência de algum pecado, pois isso é pessoal e entre Deus e a pessoa. Lembremo-nos das palavras de Jesus: não julgueis, para que não sejais julgados, pois com o mesmo juízo que julgarem a outros vos julgarão também.

Outra consideração pertinente é que Jesus, ao levar nossos pecados na cruz do calvário, levou consigo nossas culpas (veja Isaías 53). Quando recebemos Jesus como o único e suficiente salvador de nossas vidas, recebemos também o perdão pleno. Já não existe a premissa antiga de desobediência/castigo, mas agora existe o

arrependimento/perdão (veja 1 Pedro 2. 4 a 9; 1 João 2. 1 a 3; Romanos 8. 1). O mais importante a ser considerado, entretanto, é a nossa reação à adversidade. Ela pode gerar em nós o fruto do Espírito ( veja Gálatas 5. 22 e 23) sendo essa a vontade de Deus, para que nos aperfeiçoemos n’Ele, ou então, pode nos desviar do propósito de Deus para nós. Nossa perspectiva de visão quanto às nossas adversidades vão direcionar nossa fé para que possamos levar a mesma perspectiva aos outros. Qual deve ser a nossa perspectiva quanto a adversidade?

Glorificar a Deus (veja João 11. 3 a 5);

Testemunhar nossa fidelidade ao Senhor (veja vs. 14 e 15);

Levar outros a crerem em Jesus Cristo (veja vs. 41 e 42);

Participar dos sofrimentos de Jesus (veja Atos 5. 40 a 42; 1 Pedro 4. 12 e 13);

Revelar o amor de Deus pelos seus filhos (veja Hebreus 12. 4 a 13);

Vencer o inimigo através da fé (veja 1 Tessalonicenses 3. 3 a 5);

Evitar nosso orgulho e auto-suficiência (veja 2 Coríntios 12. 7 a 10);

Podemos perceber que toda adversidade trás em si um propósito divino. Somente Deus pode revelar esse propósito ou não. A vontade de Deus é soberana. Também é bom lembrarmos que Deus não nos repreende por questionarmos ou por pedir que a adversidade seja removida. Ele apenas nos exorta a permanecermos firmes e confiantes n’Ele, sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu PROPÓSITO (Romanos 8. 28). A adversidade pode ser um presente de Deus visando nosso aperfeiçoamento. Deus pode usar o próprio adversário como agente da adversidade, todavia, nunca perde o controle da situação. Lembre-se de que satanás precisou pedir a

permissão de Deus para tocar em Jó. Deus sempre nos conforta nos momentos de adversidade e sua graça é o suficiente para que a possamos suportar. Deus pode ou não retirar a adversidade. Sua vontade é absoluta e soberana e nenhum de seus planos pode ser frustrado. Nossa alegria não deve girar em torno de ausência de problemas, mas sim, na salvação que temos em Jesus. Paulo aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação (veja Filipenses 4. 11 e 12). A chave para a vitória está em vivermos acima das adversidades, sabendo que através delas, Deus está trabalhando em nosso caráter a fim de nos tornarmos mais parecidos com seu Filho. A adversidade produz intimidade com Deus (veja Jó 42. 5). Paulo entendeu que o propósito de Deus em sua vida era glorificar a Ele através da pregação do evangelho. Quaisquer coisas sofridas em meio a este processo, eram necessárias ao cumprimento desse propósito, o qual ele aceitou e abraçou de coração, por amor à Deus. Sigamos seu exemplo.

TAREFA

Uma das coisas mais difíceis referente à adversidade é quando Deus permanece em silêncio. Leia o Salmo 22 e apresente os argumentos contidos no texto que dizem respeito a esse assunto.

PASSAGENS BÍBLICAS DE REFERÊNCIA

AMOR:

Salmo 18;

Salmo 45. 7;

Salmo 70. 4;

Salmo 102. 14;

Salmo 116. 1;

Salmo 119. 97;

Provérbios 3. 12;

Provérbios 4. 6;

Provérbios 8. 17;

Lucas 6. 32;

Lucas 7. 47;

João 3. 16;

João 5. 20;

João 17;

João 14. 21;

Romanos 8. 28;

Romanos 9. 13;

Efésios 2. 4;

Efésios 5. 25;

Hebreus 1. 9;

I Pedro 1. 8;

I João 2. 10;

I João 2. 15;

I João 4. 19;

CONSOLO E CONFORTO:

II Coríntios 1. 3;

II Coríntios 7. 13;

Filipenses 2. 1;

II Tessalonicenses 2. 16;

Colossenses 2. 2;

MISERICÓRDIA:

Mateus 9. 13;

Mateus 5. 7;

Mateus 12. 7;

Lucas 1. 50;

Lucas 6. 36;

Romanos 9. 15;

Romanos 9. 23;

II Coríntios 4. 1;

Hebreus 8. 12;

Salmo 103. 8;

Salmo 78. 38;

ESPERANÇA E FÉ:

 

Romanos 3.28;

Romanos 5. 1;

Romanos 12. 3;

Romanos 4. 18;

Romanos 12. 12;

I Coríntios 15. 19;

Efésios 1. 18;

Efésios 6. 16;

Colossenses 1. 5;

Colossenses 1. 27;

I Tessalonicenses 1.3;

I Tessalonicenses 2.19;

Hebreus 10. 23

I Pedro 1.3;

O RELACIONAMENTO COM OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

São profissionais de saúde todos aqueles que trabalham em prol do bem- estar do doente hospitalizado. São eles: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, profissionais de setores adjuntos como raios-X, hemoterapia, cardiologia, limpeza e cozinha. Cada um desses profissionais tem um dever e uma função a cumprir. DE MODO ALGUM O VISITADOR HOSPITALAR DEVERÁ ATRAPALHAR O PROFISSIONAL DE SAÚDE. Se durante uma visita for necessária uma intervenção proveniente de qualquer área de saúde, o visitador hospitalar deverá se retirar e voltar em tempo oportuno. É muito importante reconhecer a importância de cada profissional de saúde no cuidado ao doente visando seu restabelecimento. Toda a equipe de saúde trabalha em conjunto visando o mesmo objetivo, que é curar ou estabilizar o enfermo. Quando existe a falta de cooperação por parte do SCEH, o doente sai prejudicado de várias maneiras, além de ganhar má conotação por parte dos profissionais de saúde. Ao iniciar seu trabalho voluntário como visitador, lembre-se que você, a partir daquele momento, faz parte da equipe de saúde que quer o restabelecimento total do enfermo o mais breve possível. Enquanto os outros profissionais trabalham o físico, você trabalha o espiritual. Todos os profissionais de saúde seguem ordens de alguém dentro do hospital. O SCEH está subordinado diretamente à direção do hospital, portanto, deve ser submisso e respeitar o trabalho dos demais profissionais de saúde. É comum encontrarmos

membros da capelania intervindo no serviço de outros profissionais, criticando-os, desrespeitando e sendo insubmissos. Jesus nos orientou a sermos obedientes e nos deu o seu próprio exemplo, esvaziando-se a si mesmo para cumprir o propósito de seu Pai. Precisamos pensar que, quando alguém não cumpre as regras para um bom

relacionamento entre a capelania e os demais profissionais de saúde, as portas se fecham ao trabalho de visitação. Também é um fator de escândalo e vergonha para o evangelho e a

igreja de Jesus Cristo. Jesus nos deixou a seguinte recomendação:

é inevitável que

... venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! (Lucas 17. 1). Quais seriam, então, as regras para um bom relacionamento com os profissionais de saúde? IDENTIFICAÇÃO – sempre entre no hospital identificado por seu crachá e seu

uniforme da capelania. A entrada “clandestina” pode gerar transtornos para a portaria e a chefia de enfermagem do setor. APRESENTAÇÃO – sempre que chegar ao setor hospitalar para visitar, vá ao

posto de enfermagem e apresente-se. Peça permissão para visitar os enfermos e procure saber se existem orientações especiais ou inconveniência de algum tipo. PRIORIDADE – a equipe de saúde tem prioridade de atendimento ao doente.

Quando houver coincidência de atendimento, o visitador deverá retirar-se e voltar em tempo oportuno. ALIMENTAÇÃO – respeite os horários de alimentação do paciente. Ele poderá

ficar feliz com sua visita e deixar de comer ou ficar com vergonha. Só permaneça com o paciente se for ajudá-lo a comer e se já existir um vínculo de confiança entre ele e você (COM A PERMISSÃO DA ENFERMAGEM). JEJUM – quando o doente está em jejum para algum exame ou procedimento, a

enfermagem coloca uma placa indicativa na cabeceira ou pé da cama. DE FORMA ALGUMA forneça alimentos ao paciente, mesmo que ele peça, pois você poderá atrapalhar o andamento dos demais serviços. Nem mesmo água pode ser dada ao enfermo sem o consentimento da equipe de saúde. Pior que o desconforto do jejum é o adiamento de uma cirurgia ou exame por causa da alimentação fornecida pela capelania hospitalar. VISITAS – o horário de visitas é o único horário que o doente tem para permanecer por pouco tempo com alguns familiares. Portanto, use o horário de visitas para

permanecer com enfermos que não têm família ou cuja família é de outra cidade e não pôde comparecer ao hospital nesse dia. PERÍODO DA MANHÃ – as manhãs são muito atarefadas no hospital. Os funcionários ficam envolvidos com pedido e recebimentos de medicação, separação de cada remédio para cada paciente, banhos, curativos, trocas de leito, entre outros serviços. Portanto, o SCEH dá prioridade aos horários da tarde e noite para visitação. AMBULATÓRIO – o ambulatório é responsável pelo recebimento de casos urgentes e emergentes, portanto, são tumultuados e cheios. Ao visitar o ambulatório use o bom senso. Evite ser curioso. Faça visitas objetivas e de curto tempo.

Vamos conquistar o profissional de saúde? Com algumas atitudes que fazem parte de sua personalidade você poderá fazer amigos e ganhar adeptos ao seu trabalho. AMIZADE – fazer amigos é uma chave para a evangelização. Para isso,

cumprimente os profissionais de saúde ao chegar ao hospital. Dê-lhes atenção, valorize o trabalho deles, demonstre o amor de Deus por ele, amando-o você mesmo. Quando for procurado por algum funcionário, guarde segredo sobre suas confidências, seja um bom ouvinte e ore com ele e por ele. SENSIBILIDADE – seja sensível ao setor em que você atua e aos funcionários que ali trabalham. Cada pessoa possui um temperamento diferente. Observe os funcionários, aprenda com seus gestos, seu humor, entonação de voz, jeito de olhar. Esteja pronto a conversar e aconselhar , QUANDO SOLICITADO.

RESPEITO – respeite o funcionário no exercício de sua profissão. Devolva o bem quando receber o mal. Dê exemplo cristão.

CENSURAS – não censure os profissionais de saúde em seus hábitos e vícios

cotidianos. Isso causa distância. O funcionário passará a vê-lo como um chato. PRONTIDÃO – nunca se sabe quando uma adversidade recairá sobre nós. Esteja

pronto a ajudar os profissionais de saúde quando precisarem. Mostre-se disponível. NÃO IMPONHA O EVANGELHO!

SEJA PRUDENTE QUANTO AO TEMPO DE CONVERSA – nunca ultrapasse 15 minutos; deixe o doente com sede, assim ele irá querer vê-lo novamente.

ORAÇÃO – anote os pedidos de oração para que você não se esqueça deles.

Mostre-se disponível para orar com eles e por eles. Envolva-se na situação e demonstre interesse genuíno em ajudá-lo. NOMES – procure conhecer os profissionais pelo nome. É horrível quando nos chamam pelo nome de outra pessoa, não concorda? Se caso você não tiver boa memória, anote o nome do funcionário tão logo esteja longe dele. Ao chamá-lo pelo nome, você demonstra que não o esqueceu. O mesmo é válido para os doentes.

APRENDENDO A SE PARAMENTAR ORIENTAÇÕES SOBRE DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS

O termo “paramentar” diz respeito aos cuidados que devemos ter ao atender um doente portador de uma patologia infecto-contagiosa, seja em isolamento ou não. Esses cuidados têm o objetivo de evitar a sua própria contaminação e a infecção cruzada entre os pacientes, logo, devem ser observados com rigor. Um dos grandes problemas dos hospitais hoje é a infecção hospitalar, que se traduz pela contaminação com um patógeno altamente resistente, resultando em problemas a mais para o doente e a equipe de saúde. Para evitar a infecção hospitalar, há uma série de regras específicas que devem ser seguidas à risca, a fim de garantir a integridade orgânica de cada enfermo. Vários órgãos e setores hospitalares cuidam para que os índices de infecção hospitalar permaneçam abaixo de 1%. São eles: CCIH, Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde, entre outros. Ao se paramentar corretamente, o visitador contribui para o controle de infecções, cooperando com a equipe de saúde. Quais são os paramentos usados no hospital? São as luvas, avental, capote, botas ou pró-pés, máscaras e óculos próprios. A enfermagem poderá fornecer e indicar quais pacientes necessitam o seu uso. Informe-se sempre! No hospital, as notícias mudam de um dia para o outro. Orientações básicas ao visitador:

Mantenha as unhas cortadas e limpas; evite o uso de esmaltes de cores fortes.

Use sempre o jaleco branco por cima das roupas enquanto estiver no hospital.

Lave sempre as mãos, antes e depois de cada visita.

Evite contato com sangue e/ou secreções do doente.

Nunca assente na cama do doente ou em qualquer parte de sua unidade.

Não leve inúmeros objetos para o enfermo. Entre em sua unidade portando apenas o que você irá usar ou deixar com ele (livreto, por exemplo).

Caso esteja com as mãos machucadas, não toque no doente. Ou então, interrompa

suas atividades de visitação até seu restabelecimento. Não coma nas dependências do hospital e procure recusar com jeito alimentos oferecidos pelo enfermo. Se não for possível recusar, guarde-o para mais tarde.

Todos esses cuidados visam a proteção do enfermo, do visitador e a segurança das visitas. Evitar a contaminação e a infecção hospitalar é dever de toda a equipe de saúde, inclusive sua. Os pacientes em isolamento serão trabalhados no segundo módulo deste curso. Trabalhe bem para trabalhar sempre!

TAREFA

Procure informações sobre algumas doenças infecto-parasitárias (DIP) ou infecto-contagiosas. De posse dos conhecimentos sobre a doença, liste os paramentos que você usaria ao visitar um doente portador dessa patologia. OBS.: Veja, no mínimo, duas.

O USO DA LITERATURA NO HOSPITAL

A fim de embasar melhor sua argumentação e base bíblica para o trabalho hospitalar é necessário algumas leituras, as quais gostaríamos de sugerir. Se for possível, leia pelo menos um desses livros, além da Bíblia, é claro:

AITKEN, Eleny Vassão de Paula. Consolo. 4ª edição, São Paulo: Mundo Cristão,

2000.

AITKEN, Eleny Vassão de Paula. No Leito da Enfermidade. 4ª edição. São Paulo:

Mundo Cristão, 2002. CARVALHO, Esly Regina. Saúde Emocional e Vida Cristã. Curando as feridas

do coração. Viçosa: Ultimato, 2002. ANDRADA, Sérgio et al. Saúde, Violência e Graça: a missão integral e os

desafios para a igreja. Viçosa: Ultimato, 2003. MALDONADO, Jorge E. Crises e Perdas na Família. Consolando os que

sofrem. Viçosa: Ultimato, 2005. YANCEY, Philip. Onde Está Deus quando chega a Dor? São Paulo: Vida, 2001.

Os livros indicados acima servirão para o seu crescimento pessoal enquanto visitador. Mas que literaturas podemos usar dentro do hospital, a fim de ajudar o doente a melhorar seu estado emocional e espiritual levando-o a Jesus?

Devemos ter em mente que, ao entrarmos no hospital, tudo o que fazemos deve ser contextualizado ao ambiente hospitalar. Isso significa que tudo que fazemos deve ser muito bem analisado, criticado e discutido, fechando todas as portas para um possível

erro que leve o doente a se sentir ainda mais fragilizado e sensível. O nosso trabalho visa melhorar seu estado e não o contrário. Uma boa leitura bíblica é fundamental e perfeita no contexto hospitalar, pois pode trazer consolo e alívio, além de promover a evangelização dos pacientes, seus acompanhantes e familiares e da equipe de saúde. Se bem selecionada e usada corretamente, a literatura bíblica passa a ser uma excelente ferramenta de trabalho, no entanto, isso implica um ponto crucial: todo visitador deve ter um bom domínio da palavra de Deus e suas passagens mais apropriadas a cada situação.

A capelania já possui, além da Bíblia, alguns livretos e folhetos que servem ao propósito de trazer alívio, confortar, evangelizar, responder perguntas difíceis além de poderem ser distribuídos aos pacientes, pois são pequenos e bem diagramados, com textos curtos e objetivos, letras grandes, passagens em negrito e boa argumentação. A boa argumentação é fundamental para que não sejamos instrumentos de difusão de falsas doutrinas ou ensinamentos que deturpem o verdadeiro evangelho. Outro ponto a ser levado em conta é que o doente pode ou não saber ler. Isso deve ser questionado antes de se oferecer uma literatura ao mesmo. Se ele não souber ler, ficará constrangido e vai querer outras visitas por vergonha de não saber o que está escrito no livreto. Todavia, não é vergonha perguntas antes, pois nesse caso poderemos oferecer nossos olhos ao doente, lendo para ele. Nunca ofereça livretos ou folhetos de forma alheatória. Procure saber um pouco sobre o enfermo, a fim de poder escolher o que melhor favorece sua condição e responde sua situação atual. Também seja sensato para escolher a literatura que melhor se adapta a idade do paciente. Adolescentes e crianças gostam de material ilustrado, colorido, atividades de colorir, charadas e etc.; os adultos já preferem um material mais informativo. Tenha em mente que os idosos já vêem mal, e por isso, devem recebem folhetos mais curtos e com letras maiores, a fim de favorecer sua leitura. Ao falar da literatura em questão, devemos criar no doente o interesse de lê- la, enfatizando sempre que ele está recebendo um tesouro, a palavra de Deus. Se for possível, numa próxima visita, pergunte ao doente sua opinião sobre o texto e converse com ele sobre o que leu.

OBS.: OUVIR O PACIENTE É A MELHOR FORMA DE DEMONSTRAR DEDICAÇÃO E INTERESSE POR SUA SITUAÇÃO. Sem o ouvir nunca saberemos ao certo quais são as verdadeiras necessidades de nosso próximo.

TAREFA

Aprendendo a ouvir. Faça um exercício com alguém que você conhece e que já esteve hospitalizado. Pergunte a ele o que a doença representou durante seu período de internação. Anote as respostas para discussão em sala de aula.

ACONSELHAMENTO BÍBLICO NÍVEL I

Teologia do Sofrimento:

Para uma melhor compreensão da Teologia do Sofrimento gostaria de convidar você a ler o livro de Jó numa perspectiva de estudo e não de história. Faremos um paralelo entre Jó e Jesus Cristo, a fim de entendermos melhor esse tema tão vasto e tão cheio de ensinamentos. Aproveite para tirar algumas lições pessoais, que lhe farão bem emocional e espiritualmente.

O sofrimento de Jó;

Sentado nas Cinzas;

Os amigos de Jó;

Satanás ataca através de amigos;

O sofrimento de Jesus Cristo;

Jesus sentou-se nas Cinzas como os amigos de Jó;

Jesus não nos julgou;

Jesus nos aceitou e cativou;

Jesus envolveu-se;

Jesus nos ouviu as queixas;

Onde está o teu Deus?

O milagre aparece quando Deus aparece;

O poder do perdão;

TAREFA

Após todo esse estudo sobre Jó e Jesus, você deverá estar apto a escrever o que os dois tem em comum e o que tem de diferente. Faça um quadro comparativo entre os dois contendo as semelhanças e as diferenças de cada um.

O plano de salvação em um minuto:

Você poderá usar esse método com pessoas sem paciência, sem tempo de vida disponível para ouvir uma mensagem mais apurada ou com crianças e adolescentes. É um método que chama a atenção e envolve a pessoa contando o plano de salvação em apenas um minuto. Vejamos:

O evangelho é baseado em cinco pontos principais, e você deverá conhecê-

los:

GRAÇA: Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção

que há em Cristo Jesus – Romanos 3. 24 HOMEM: Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus – Romanos 3. 23. Todavia, Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna – João 3. 16.

DEUS: Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a

sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos – Isaías 53. 10. JESUS CRISTO: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai a não ser por mim – João 14. 6.

FÉ:

quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre

os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória – Romanos 3. 27. Mas a todos quanto O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome – João 1. 12.

Através desses cinco pontos, poderemos apresentar a mensagem do evangelho de maneira rápida, sucinta e absolutamente clara. A graça de Deus é para todos e Ele a manifestou para todos, mas o homem a rejeitou preferindo conhecer o bem e o mal. Portanto, o homem escolheu distanciar-se de Deus e caminhar pelos seus próprios caminhos, segundo os seus próprios desejos e ambições. Deus, percebendo a condição do homem, como escravo de si mesmo, caminhando sem rumo como ovelha que não tem pastor, providenciou um meio para que o homem pudesse voltar a Ele. Isso porque o homem é criatura de Deus e Deus o ama profundamente, ainda que não concorde com suas ações pecaminosas. Deus, então, veio ao mundo através de seu Filho, Jesus Cristo, e fez cair sobre Ele os pecados de toda a humanidade, a fim de que a mesma pudesse ser restituída a Ele. Jesus Cristo aceitou sua morte na cruz como o preço dos nossos pecados e padeceu por nós, quando ainda éramos pecadores. Jesus venceu todas as coisas neste mundo, inclusive a morte, para que pudéssemos participar com Ele da sua vitória na ressurreição. Agora, o próximo passo, o último, é o homem quem dá. Como posso me voltar para Deus? Aceitando a Jesus como único mediador entre Deus e os homens através da fé. Crendo em Jesus, pela fé, você é aceito como filho de Deus e sua comunhão com Ele estará restaurada.

O princípio do perdão:

Esse é um ponto chave para a evangelização nos hospitais, pois, ao serem confrontados com a verdade do evangelho, muitos desenvolvem culpas pelos erros

passados e pelo mal que fizeram a outros. Justificam-se, assim, não merecedores da graça de Deus.

Todavia, a palavra de Deus nos afirma categoricamente que o homem não é salvo por obras, mas por fé (veja o livro de Tiago). Também as penitências não têm valor algum para Deus, pois Jesus afirmou que queria arrependimento e não holocaustos. O simples conhecimento da pessoa de Jesus também não salva, visto que até os demônios crêem e estremecem. Portanto, é preciso aprender o princípio do perdão de Deus – por um homem entrou no mundo o pecado (Adão). Deus encerrou a todos debaixo da desobediência a fim de fazer com que todos fossem igualmente salvos por um homem (Jesus Cristo). O presente de Deus para a humanidade é o dom gratuito da vida eterna. Isso não vem de nós mesmos, mas é dom de Deus. Portanto, todo aquele que crer em Jesus como o Filho de Deus que veio para tirar os pecados do mundo, será salvo. Independente das obras, penitências, crenças, vícios e etc. Jesus apenas nos exorta: vai e não tornes a pecar. Jesus não morreu por nós para nos acusar, mas para nos justificar através da fé. Não há amor maior do que esse.

TAREFA

Como tarefa aos dois temas acima, ‘o plano de salvação em um minuto’ e o ‘princípio do perdão’ leia o livro de Romanos e escreva um resumo sobre a graça de Deus, ressaltando suas características principais.

Resumo do Livro:

Aconselhamento a Pessoas em Final de Vida Eleny Vassão de Paula Aitken

1 – A DIFICULDADE DE SE FALAR SOBRE A MORTE

Este primeiro capítulo do livro é bastante informativo, pois nos fala da dificuldade de se falar sobre o assunto “morte” tanto por parte do paciente quanto por nossa parte. Porém, apesar dessa dificuldade, traz a morte como parte da vida do ser humano, e portanto, inevitável. Isso nos leva a valorizar nosso tempo de vida e não a nos

preocuparmos com o restante de tempo que nos resta. Frisar a qualidade e não quantidade de dias.

A visão secular da morte nos remete a reduzi-la a estatísticas, mas no passado, percebemos que a morte era respeitada como algo natural a todos os seres humanos. Somente com a descoberta da contaminação, no séc. XVIII, a mesma passou a ser parte de hospitais e quartos solitários. Hoje a morte é um tabu. Há muitas teorias sobre ela, mas ninguém voltou para contar como é. Percebe-se, também, um grande enfoque na ausência de estrutura hospitalar para lidar com a morte. Os profissionais de saúde não dispõe de tempo e nem de sabedoria para lidar com ela. A família não quer tocar no assunto com o seu doente e ele próprio se sente perdido, sem saber a quem buscar. A capelania luta para “dar razão para viver, mesmo em meio à sombra da morte” (pág. 23).

  • 2 – COM A MORTE AO LADO

Em seqüência, temos a realidade de enfrentar a morte e, o que é pior, enfrentar o processo de morrer. O medo da morte nos lembra do medo do fim de si mesmo, e isso, nos lembra no nosso próprio fim. É um grande desafio fazer com que os outros dêem mais valor ao tempo que lhes resta, vivendo intensamente, do que só pensar que a morte está próxima. Até mesmo quem conhece os conceitos de vida eterna enfrenta o medo de morrer e precisamos estar preparados para apoiar a todos da melhor maneira possível, buscando forças em Deus. É interessante a coleção de últimas palavras dos que já se foram. Principalmente o contraste entre elas. Também os símbolos da morte em outras culturas nos ensinam que nem sempre o que pensamos como correto é a verdade.

  • 3 – OS MEDOS DIANTE DA MORTE

Este capítulo destaca os diversos medos diante da morte, sendo que estes podem ser resumidos em o medo de “deixar de ser”, medo do que vem depois da morte, medo do sofrimento, dores, dependência de outros entendida como um fardo e a perda do controle total ou parcial de decidir sobre si mesmo e suas opiniões. Medo dos que estão morrendo – alguns não suportam a idéia de permanecer perto de alguém que está partindo. A sensação de

impotência nos incomoda. Lutamos para não fazer do nosso medo uma barreira ao paciente, de forma que este possa expressar suas idéias sobre a morte e as perguntas que quiser fazer sobre a mesma. É um direito dele.

O ENFERMO E SEUS MEDOS:

Vulnerabilidade – perda do próprio controle e de seu corpo;

Medo do desconhecido, da incerteza – o que virá depois que eu morrer?

Medo

do

sofrimento

– na minha última hora vou sofrer

horrivelmente? Medo das perdas

– ficar

sem a família,

se separar das pessoas

significantes, trabalho, projetos de vida, filhos. Medo de deixar de existir – ser esquecido.

Medo da perda da dignidade – ser dependente de outros para

executar as menores tarefas. Medo da perda da identidade – eu sou um número ou uma doença???

Medo da solidão – vou ficar só?

Medo da desumanização – será que serei apenas um objeto?

Medo do julgamento – serei julgado por Deus por meus atos errados? Vou para o inferno?

É difícil morrer por que isso significa renunciar a vida neste mundo. Por isso, aprendemos os sete estágios da agonia:

negação e isolamento – ao receber o diagnóstico de uma doença

terminal, o paciente tende a desacreditar o médico, seus exames e seu estado. É uma defesa temporária, um pára-choques emocional e uma válvula de escape a fim de amortecer o impacto inicial. raiva – o mundo continua girando, os dias passando, mas ele não está

bem. Por isso, revolta-se contra tudo e todos, principalmente com Deus, que controla todas as coisas. Torna-se agressivo e se pergunta:

“por que eu?”

barganha – após a fase da raiva, o paciente pensa que pode negociar sua cura com Deus. Promete ser bonzinho, melhorar seus relacionamentos, seu trabalho e etc. A barganha é um ato de enganar a si mesmo e incutir esperança. depressão – quando a barganha falha, vem a depressão pela grande perda: de si mesmo, dos seus, alvos, sonhos e bens. É o estágio mais longo e difícil, pois o paciente não confia em ninguém e pensa que as pessoas o estão enganando. aceitação – é a fase em que o paciente começa a por em ordem suas coisas, consertar seus relacionamentos, confessar suas culpas e despedir-se. Mesmo que inconscientemente se prepara para deixar esse mundo e começa a se preocupar com o pós-morte e a eternidade. decatéxis – já não há comunicação. O paciente entra num mundo só seu e ninguém pode invadir. Seu olhar é vago e apagado, não há mais reações físicas e sua pele adquire um coloração anormal. É um estágio semimorto.

O paciente terminal é aquele cujo tratamento já não apresenta possibilidades das condições de cura e reabilitação (Gutierrez, 2001).

Ninguém, nem mesmo os médicos, consegue precisar o instante da morte. Por isso, algumas sugestões são importantes:

fique por perto;

ajuste-se ao estado do paciente. Muitas coisas já não serão possíveis a ele. Assuntos antigos e familiares serão agradáveis.

Com o instante da morte se aproximando, os órgãos começam a falhar e alguns sinais físicos nos alertam:

pulso rápido, irregular e fraco;

hipotensão;

dispnéia, às vezes ruidosa;

movimentação incessante no leito;

sudorese abundante;

pele pálida, fria;

sede;

desaparecimento gradual dos reflexos;

fala confusa, murmurada;

estado mental variável;

entre outros.

Quando a visão começa a falhar, o paciente se volta a fonte de luz mais próxima. A audição é o último reflexo que desaparece, portanto, as palavras devem ser ditas devagar, audivelmente, próximo aos ouvidos do paciente. Após a morte, o corpo esfria e se torna rígido, podem aparecer manchas azuladas ou vermelhas e sinais de putrefação.

  • 4 MORTE E ENSINO MÉDICO

Infelizmente, as escolas de medicina não foram e não estão preparadas para lidar com a perda. Os alunos são ensinados a salvar vidas, mas não a deixá-las partir. A medicina vem do latim e significa “arte de curar”, logo, percebe-se que a intenção é afastar as moléstias e investir na prolongação da vida. O aluno de medicina começa seu curso já trabalhando com cadáveres e tendo que dissecá-los, porém, estes já estão mortos e não houve qualquer contato anterior

entre eles. Isso minimiza o choque inicial. Ao enfrentar a morte de um paciente com o qual teve diálogos e contatos periódicos, o médico precisa enfrentar a si mesmo e sua finitude. Não é apenas seu paciente quem está morrendo. Um dia ele também terá que enfrentar a mesma passagem. A faculdade não tem como ensinar o preparo do aluno frente à perda emocional e espiritual. A Drª. Kubler-Ross formulou alguns pontos para assistência ao paciente terminal, das quais queremos destacar quatro:

Dedicar-se ao paciente como a um relacionamento;

Honrar a santidade do indivíduo e permitir que ele lhe diga como se sente, como realmente está passando.

Perguntar que tipo de promessa está fazendo ao paciente e a si próprio.

Orar: “Deus, me dê a serenidade de aceitar as coisas que não posso

mudar, a coragem de mudar

as

que

posso,

a

sabedoria

para

reconhecer a diferença entre as duas”.

O médico e a equipe de saúde são os que mais conhecem o paciente e saberão se podem ou não compartilhar a verdade com ele. Cada caso deve ser estudado à parte. A eutanásia passiva já ocorre, e o paciente em plenas condições de consciência, pode rejeitar o tratamento proposto devido ao sofrimento que está enfrentando. Não podemos firmar acordo com nenhuma das possibilidades. Cada caso é um caso e deve ser avaliado de forma única, pensando no paciente e, se possível, discutindo com ele as possibilidades de que se dispõe.

  • 5 DOENÇA, O PRENÚNCIO DA MORTE

A doença traz consigo várias facetas que debilitam e favorecem o sofrimento mental, emocional e espiritual. A dor é uma delas. Cada pessoa reage de forma diferente à dor. A desesperança frente ao futuro, ao planos e propósitos para diante, a crise de identidade também é estabelecida. O paciente começa a questionar quem sou eu e para onde vou? Sou apenas um corpo, um número, uma doença? Quem sou eu? A perda da identidade religiosa é o próximo passo, quando o paciente começa a sentir culpa ao defrontar-se com um possível “castigo de Deus”. A perda da identidade social é bastante importante, no sentido de que o paciente passa a ser um não produtor de recursos e sim um dependente deles. Nossa sociedade capitalista é humilhante nesse sentido. A linguagem do paciente torna-se a linguagem do sofredor: “por que eu? Por quê isso está acontecendo comigo?

A visitação ao doente, nestes casos é de grande ajuda para o enfrentamento dessas situações. Seja amigável e alegre, faça visitas breves, porém, constantes, demonstre confiança, ajude-o a descontrair-se, reconheça as facetas da doença, mas exalte o amor e o cuidado de Deus por ele, ore sempre e cumpra suas promessas. Respeite os sentimentos do paciente e procure ajudá-lo, mostre que se preocupa com ele verdadeiramente, ouça-o e compartilhe sua fé. Use a palavra de Deus para responder as questões difíceis de medo e insegurança. Independente de seu estado psicológico ou crença religiosa, demonstre que está ali para ajudá-lo a enfrentar a morte.

6

A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS PALIATIVOS

Como já discutimos bastante as bases dos cuidados paliativos, e sabemos de

sua importância e carência em diversos locais onde não contamos com esses serviços, ater- me-ei ao básico:

afirme a vida, e encare a morte como processo normal;

não antecipe e nem adie a morte;

promova alívio da dor, e outros sintomas que causam estresse;

ofereça suporte para que o paciente viva o melhor possível o tempo que lhe

resta; integre os cuidados emocionais e espirituais aos demais cuidados;

adote uma abordagem multidisciplinar;

tenha a família como parte coadjuvante dos cuidados;

paliar é parte de todo o curso da doença;

promova o alívio do sofrimento;

procure oferecer melhor qualidade de vida;

  • 7 VIVENDO À SOMBRA DA MORTE

A partir dessa segunda parte são abordados diversos aspectos bíblicos para combater o medo da morte, alimentar a esperança do cristão de estar com Cristo, a certeza do céu, com uma vida de adoração perpétua junto ao Senhor. Também responde às perguntas difíceis que, às vezes, ouvimos dos pacientes: “se Deus é amor, porque permite que eu sofra?” E a resposta, segundo Philip Yancey é para que nos voltemos para ele, que Deus permite a dor. Além do mais, Cristo venceu a morte e somos co-participantes com ele nessa vitória.

  • 8 ACONSELHAMENTO BÍBLICO

A

partir

deste

capítulo,

a

autora

ensina

que

Deus

é

o

centro

do

aconselhamento bíblico e que Jesus Cristo é o foco central do aconselhamento.

Também são abordados os tópicos sobre as demais ciências da saúde como a medicina e a psicologia médica, que nos ajudam a entender melhor a vida, os estágios da doença e o comportamento humano, porém, todo esse conhecimento sem os recursos que vêm de Deus e de sua palavra, é incompleto. É bastante clara a observação de que um conselheiro para trabalhar com um doente terminal deve ser experiente.

  • 9 PREPARANDO O CONSELHEIRO

Este capítulo destaca que o primeiro passo na preparação do conselheiro é a

sua preparação, pois deverá focar o paciente e não a si mesmo, distraindo o doente. Nossa vida com Deus é primordial nessa preparação, pois se temos comunhão com Deus, teremos comunhão com nossos próximos. Portanto, para trabalhar em um hospital com aconselhamento bíblico devemos, primeiro, avaliar nossa vida com Deus. Somente quando estivermos desfrutando o amor de Jesus em plenitude, sem religiosidades, estaremos prontos a compartilhá-lo com outras pessoas. Para tanto, precisamos:

Nos aceitar como somos: em constante transformação como vasos nas mãos

do oleiro. Em segundo lugar, precisamos sentir como o paciente está se sentindo após

o diagnóstico que recebeu. Ele, provavelmente, assustou-se e está chocado. Sente vários medos e têm muitas dúvidas. Precisamos ter tato, sensibilidade, muito amor e compreensão. Depois disso, é necessário ter a consciência de que Deus cuida de nós em

qualquer circunstância. O paciente só crerá em nós, se sentir que somos verdadeiros quando lhe dizemos que podemos nos alegrar no fato de pertencermos ao Rei dos Reis, pois Ele cuida de nós. Se acreditarmos nessa visão, nosso paciente também crerá. O quanto ponto a ser abordado é o sentimento de culpa, que atinge até

mesmo cristãos sadios. Precisamos estar em paz com Deus para que possamos consolar verdadeiramente nosso paciente. Antes de falarmos sobre perdão é necessário experimentá-lo. O próximo ponto é o uso de si mesmo, em doação voluntária à quem

precisa. Não como uma obrigação, mas como uma devoção a Deus. O

paciente só se sentirá confortável para compartilhar intimidades se sentir que está diante de uma pessoa humilde, disposta a ouvi-lo, que o ame e se interesse por ele. Outro ponto importante é saber ouvir. Muitos conselheiros gostam de falar. Mas é necessário aprender a ouvir nosso paciente. Muitas vezes, nada poderemos fazer para curá-lo fisicamente, mas ouvindo-o, talvez, possamos através do Espírito, curá-lo emocionalmente. Devemos ouvir sem pressa, com atenção e real interesse ao paciente. Falando sobre ter empatia, é difícil fazer isso sem se transferir para o lugar do outro. Gostei muito quando a autora diz que “quando nos tornamos sensíveis, em vez de ouvir fatos passamos a ouvir sentimentos”. É preciso entender completamente os sentimentos do outro, a fim de que, ao consolá- lo, ele perceba que não está sozinho e que existe alguém que o compreende sem o julgar. A mensagem que temos a transmitir é a mensagem da cruz. Porém, essa mensagem precisa ser transmitida com muita sabedoria e estratégias vindas do próprio Deus ou colocaremos tudo a perder. Memorizar versículos é importante, pois nem sempre haverá tempo para abrir a Bíblia. A linguagem deve ser simples, sempre buscando uma palavra-chave na conversa, dita com amor e sabedoria. Podemos intermediar muitas “coisas” entre Deus e o paciente, que se sente culpado, carregando um fardo pesado. Para transmitir o amor de Deus e seu plano de salvação poderoso, precisamos viver esse amor e esse plano. Com certeza, o paciente já terá notado alguma diferença no conselheiro.

  • 10 ACONSELHAMENTO E DOENÇA

Aprendemos, neste capítulo, sobre questões específicas a serem lembradas ao conselheiro antes de assumir um paciente sofredor:

Avalie suas próprias atitudes e necessidades – quando a doença é

terminal, todos se afastam. O conselheiro deve avaliar seus próprios sentimentos em relação à terminalidade a fim de ser útil.

Trate dos sofrimentos e interesses específicos do doente – a

sensibilidade é vital, neste caso. É preciso evitar que o conselheiro seja o portador da autocomiseração, através apenas de um olhar, ou de um esperançoso milagre, através de alusivos testemunhos de cura. Quando o conselheiro é sensível, percebe as reais necessidades do paciente e leva-o a pensar sobre o medo, a autopiedade, a raiva, o desânimo, a culpa e às questões difíceis referentes às suas dúvidas pessoais. Encoraje a tomada de decisões;

Instile esperança – a esperança vai além de uma possibilidade de

cura. Ela reflete a total e completa confiança em Deus, para que Ele opere o que for de sua vontade.

Ajude

a

família

e

a

equipe

eles

também

carecem de um

aconselhamento casual. De novo, o conselheiro precisa ser sensível a essas necessidades.

Penso que o que se segue, na pág. 136 é uma verdadeiro desafio à fé cristã e ao chamado para a Capelania. A autora nos desafia a desenterrar nossos pensamentos sobre a morte. Precisamos aprender sobre nossas reações e é como um exercício:

pensar e discutir nossas atividades em relação à morte;

aprender a ver significado na doença e no sofrimento;

enfrentar as preocupações de maneira realista;

obter informações sobre possíveis acometimentos durante o

tratamento (dor, cirurgias, amputações, morte?); fortalecer o nosso compromisso cristão fixando nossos olhos e

objetivos na vida eterna que há em Jesus.

  • 11 TOMANDO POSSE DA VIDA ETERNA

Este capítulo afirma que somos observados em nossas atividades a fim de que comprovemos com ações o que pregamos com palavras, ou seja, se realmente vivemos

a fé que apregoamos. Para não falharmos é preciso tomar ciência da total dependência de Deus em que vivemos. A autora cita a história do apóstolo Paulo, que ao final de seus dias, estava tranqüilo e seguro de que havia completado sua missão, e logo, pronto para partir. Ao encarar a morte com naturalidade, aprendemos a viver o que nos resta de forma muito mais proveitosa.

É importante transmitir a mensagem certa sobre a vida eterna aos nossos doentes. Jesus veio para nos dar a Vida Eterna, mas não como um presente final. A partir do momento em que aceitamos a Cristo, começamos a viver eternamente, através do Espírito, arrependidos dos nossos pecados e selados com o sangue precioso de Jesus. É aprendendo a viver que também aprendemos a morrer bem. Para compreender a morte, precisamos compreender a vida. Às vezes, vivemos num ritmo frenético, trabalhando, estudando, correndo e correndo sem saber para onde ou com que objetivos. Nossa vida precisa ser direcionada, voltada para um alvo: Jesus. Ele é a vida. A vida eterna é algo maior que o céu. É doar-se a si mesmo como fez Jesus, escolhendo morrer na cruz por nós, com o propósito de buscar e salvar. Vida eterna é conhecer a Deus. Todos os problemas humanos se resumem em falta de conhecimento da palavra de Deus e do próprio Deus ou amar mais a si mesmo, e consequentemente desobedecendo ao Senhor. Portanto, o aconselhamento bíblico, nada mais é que um discipulado baseado nas Escrituras, tendo como objetivo levar as pessoas ao conhecimento de Cristo.

Quanto mais buscamos ao Senhor, descobrimos o quão pouco o conhecemos. Não devemos desistir. É uma questão de motivação certa. Estudar a Bíblia, orar, louvar ao Senhor, pedir-lhe orientação não por obrigação ou certeza de compromisso cristão, mas para conhecer mais e melhor a Deus. Aí, quanto mais buscamos a Deus, descobrimos o quanto mais precisamos descobrir sobre Ele, e se torna agradável estar na presença do Senhor, sentir-se útil ao desejar a presença do Senhor e receber dEle. Da mesma maneira que o corpo físico precisa se alimentar, nosso espírito também necessita de alimento. É a fome de Deus. Um desejo tão ardente por conhecer a Deus que suplanta todo o resto, e buscar o Reino se torna prioridade. Se a fome de Deus vence todos os nossos demais desejos, seremos obedientes à sua voz. É um ciclo que nunca se desfaz. Quanto mais busco, mais conheço a Deus e dependo dEle, portanto, não quero entristecê-lo, pois isso me afastará dEle.

Mais uma vez, a autora volta ao exemplo do apóstolo Paulo, como exemplo de vida bem vivida e deixando seu legado ao continuador da obra: Timóteo. O valor da vida de Paulo vemos em nossas próprias vidas, afinal, será que seríamos alcançados se Paulo não teimasse em pregar aos gentios? Por isso seu verso mais marcante é aquele que destaca sua obra, o término dela e a sua fé preservada. “Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé”. Deus é Senhor da vida e da morte e nos ama, cuida de nós e continuará a fazer isso eternamente. Ele está presente quando somos formados e estará presente quando enfrentarmos a morte.

12 PESSOAS DEIXAM MARCAS EM NOSSA VIDA

O último capítulo deste livro precioso traz a história de um rapaz chamado Tadeu. Ao lê-lo, é como se revivêssemos todo o livro em uma experiência marcante. Podemos concluir que acompanhar uma pessoa em fase terminal de vida e prepará-la para morrer não é algo fácil nem para qualquer conselheiro ou capelão. É necessário buscar em Deus as forças necessárias a nos tornarmos úteis para essas pessoas tão carentes do amor de Deus e de calor humano. Agradeço a Deus a oportunidade de fazer parte desse grupo de aspirantes ao ministério da capelania. Sei que a obra é dEle e não minha, portanto, a seu tempo, tudo se cumprirá. Amém.

EVANGELISMO INFANTIL E ADOLESCENTE

Trabalhar com crianças e adolescentes é um privilégio muito grande, pois os pequeninos são os herdeiros natos do reino dos Céus. As crianças são extremamente

sinceras, ainda não aprenderam a esconder seus verdadeiros sentimentos e por isso, sentem a doença e a expressão da melhor forma que podem. Também expressam sua dor de forma bastante nítida, o que pode nos assustar, às vezes. Por isso, o ministério de capelania infantil precisa ser trabalhado à parte. O primeiro conselho básico é: não subestime os pequenos. Eles podem nos ensinar muito e o fazem bem; são completamente capazes de compreender a mensagem do evangelho e aceitar a Cristo, bem como transmitir essa mensagem a outros, com grande alcance. Por isso, devemos investir nos pequenos, pois eles são especiais. Não force as coisas. Se a criança não quiser conversar ou brincar com você, respeite-a. Amanhã ela poderá aceitá-lo melhor. Não escolha as brincadeiras ou histórias. Deixe que elas mesmas escolham; isso favorece a atenção e o envolvimento delas na atividade. Aposte nos fantoches e no visual para agradá-las. Use jaleco, por exemplo, com sapatos de palhaço. Elas notarão rapidamente que você é diferente dos outros profissionais. A música também é uma grande aliada no evangelismo com crianças. Iremos aprender algumas músicas curtinhas, das quais elas gostam muito:

Com Cristo no barco tudo vai muito bem, vai muito bem, vai muito bem. Com Cristo no barco tudo vai muito bem, e passa o temporal!

Jesus me ama, sim. Jesus me ama, sim. Ele me ama e cuida de mim, Jesus me ama, sim.

O evangelho é pregado a elas de forma bem simples e prática. Podemos contar a história de Jesus ou usar a mãozinha:

dedão: significa que Deus me ama; - fonte de tudo.

indicador: significa que sou pecador; - dedo que aponta os outros.

médio: significa que Jesus morreu por mim; - é o maior dos dedos.

anelar: significa que aceito o sacrifício de Jesus; - compromisso.

mindinho: significa que estou salvo; - resultado.

Podemos, também, utilizar as literaturas próprias para crianças e adolescentes. O importante é gostar de crianças e sentir um desejo especial de alcançá-las. Oferecer atividades lúdicas e recreativas são muito importantes para entreter também as

mães e promover maior integração familiar. Com objetos que jogamos fora em casa é possível fazer muita coisa no hospital de uso prático para as mamães em casa. A peça ganha um sentido especial quando a mãe se lembra dos momentos em que precisou de alguém e esse alguém estava lá – confortando, brincando, amando, estando presente. Use a criatividade com garrafas plásticas, caixas de leite, retalhos de tecidos coloridos, fitas e o que mais vier à cabeça. A nossa presença evangeliza por si só, pois demonstra amor e carinho, zelo e cuidado.

Devemos temer, não o sofrimento e a dor, mas as coisas que nos afastam do propósito de Deus como instrumentos para Sua Glória!

Como posso ministrar às crianças e adolescentes? Seja criativo;

Seja você mesmo;

Trabalhe a fim de manter a atenção de seu ouvinte;

Seja claro e objetivo;

Tenha domínio da palavra de Deus;

Aprenda a aplicar as Escrituras ao dia a dia;

Seja sensível;

Jesus também ensinou através de histórias!

A PRÁTICA DA VISITAÇÃO HOSPITALAR

Para a parte prática desse curso, você deverá ter em mãos uma caderneta de anotações, lápis ou papel. Siga corretamente as instruções de seu capelão, observe-o ao máximo, sua postura, sua entonação de voz, sua mensagem, seu comportamento. Discuta com ele o que o deixou em dúvida: não deixe nada para o dia seguinte! Anote o que achar necessário. Seja sincero se não se sentir pronto a falar sozinho. Peça ajuda! Isso não é vergonha, mas coragem para ser um bom visitador. Tenha sempre uma pequena Bíblia em seu bolso e lembre-se que os salmos oferecem grande ajuda na hora de falar ao enfermo, pois traduzem inúmeros sentimentos que o mesmo sente. Não minta ao se sentir mal em determinado ambiente hospitalar. Nem todos nós vamos estar preparados para falar a alguém no CTI, em coma ou prestes a morrer. Deus nos capacita levando em conta nossas diferenças de personalidade. Seja sincero e abrace a obra que se sentir preparado para fazer, nada mais que isso. Procure fazer sempre o melhor que puder. Não desista no primeiro “não” que receber. Aquele que diz não é o mais necessitado de todo o hospital. Ore por ele à distância e tente um outro dia. Deus pode surpreender você. Seja sal e luz. Lembre-se que as pessoas observam você à distância para testá-lo em suas atitudes. Jamais esqueça de ser cristão! Seu testemunho pessoal fala mais alto do que você jamais sonhou. E, finalmente, não pense que você está no hospital para ensinar. Você estará lá para aprender com os outros que estão sofrendo. Não se vista de pré-conceitos. Procure ver todos com os olhos de Jesus, sem julgamentos ou decisões precipitadas. Dessa forma você será aceito e bem recebido por todos e poderá desenvolver um trabalho muito mais consistente. Que Deus o abençoe para um bom trabalho!

Melissa Capelã do SCEH – JF

ANEXOS

MEDICINA E FÉ – ESTUDO COMPARADO

Estudos desenvolvidos pelo Dr. Harold G. Koenig, médico psiquiatra e

geriatra, pesquisador da Universidade de Duke nos Estados Unidos da América, na área de

saúde vinculada à fé, concluíram que pessoas que acreditam em Deus e têm o hábito de se

relacionar com Ele, apresentam melhores resultados ao tratamento médico, melhor

aceitação ao tempo de hospitalização, aumento da imunidade orgânica, pressão arterial

mais estável, menor tempo de recuperação em cirurgias, menos dor, níveis mais baixos de

estresse, menores índices de depressão e ansiedade, maior auto-estima, entre outros

(MOREIRA-ALMEIRA, 2006).

O Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos – CPPC – também defende a

fé como coadjuvante da medicina, auxiliando nos tratamentos e terapias hospitalares

diversas. Todavia, esse direcionamento espiritual e emocional não pode acontecer de

maneira desorganizada e descentralizada, nem mesmo pode ser exercido por qualquer

pessoa, ainda que bem intencionada, sob o risco de se tornar prejudicial em vez de

benéfico (ELLENS, 1986).

A capelania evangélica hospitalar, enquanto missão humanitária, deve ser

desenvolvida e coordenada sistematicamente por pessoas capacitadas, treinadas e dispostas

a doar a si mesmas no ambiente hospitalar. Além disso, devem ser pessoas com

conhecimento comprovado nas áreas de apoio emocional e espiritual.

De acordo com o projeto de Lei nº 1207/2003, da Câmara Municipal do Rio

de Janeiro, por exemplo, que dispõe sobre a criação do serviço voluntário de capelania

hospitalar no referido Estado, o mesmo só poderá ser coordenado por um capelão titular

voluntário, preferencialmente, formado em teologia. Esse seria responsável pela seleção e

treinamento dos candidatos a visitadores hospitalares ou capelães assistentes.

Também o Estado de São Paulo conta com um serviço de capelania

evangélica hospitalar, organizado e estruturado, contando, inclusive, com uma Associação

de Capelania Evangélica Hospitalar – ACEH – conceituada e respeitada pela Diretoria dos

grandes hospitais da capital paulista como o Hospital de Infectologia Emílio Ribas, o

Instituto de Tratamento e Atenção ao Câncer Infantil – ITACI –, o Hospital do Servidor

Público do Estado de São Paulo e o Hospital das Clínicas, um dos maiores centros de

atenção à saúde do Brasil.

Podemos inferir, portanto, que os serviços de capelania evangélica

hospitalar têm sido bem aceitos em outros estados brasileiros, o que nos leva a acreditar

que têm contribuído de forma significativa em tais instituições de saúde. Porém, em Minas

Gerais, esse serviço permanece ainda restrito à capital mineira, mais especificamente ao

Hospital Evangélico de Belo Horizonte.

Segundo ELLENS et al(1986), a experiência religiosa está presente desde os

primórdios da existência humana e é marcadamente uma expressão cultural. O ser religioso

é inerente à condição humana. Normalmente, até mesmo os céticos e ateus se rendem à fé

quando em situações de grande estresse e ansiedade. Esse terror que inicia o medo do

desconhecido abre as portas para a esperança, que nada mais é do que o ponto de partida

para toda experiência religiosa.

A doença e o próprio ambiente hospitalar, por si só, podem representar para

o enfermo uma série de acometimentos estranhos, que geram ansiedades, desconfiança e

perda do próprio controle (AITKEN, 2005). Cada ser humano possui um grau diferente de

enfrentamento. Isso será, em alguns casos, decisivo no processo de cura e reabilitação ou

morte e falência. Os serviços oferecidos pela capelania podem ajudar os menos favorecidos

emocionalmente a enfrentar melhor suas perdas e a desenvolver a esperança em Deus.

Outro ponto chave a ser lembrado é que, muitas vezes, o próprio

cliente/paciente sente necessidade de falar sobre assuntos religiosos, porém, não sabe a

quem se dirigir para tal. O capelão é essa pessoa, treinada e preparada para ouvir,

responder questionamentos e dúvidas religiosas, incutir esperança e oferecer acolhimento

sem, contudo, ferir os princípios pessoais de crença individual.

O objetivo, neste caso, não é criticar ou defender crenças e doutrinas

religiosas, nem mesmo converter pessoas a determinado grupo religioso, mas transmitir o

amor de Deus através do exemplo deixado por Jesus Cristo – pessoa em comum presente

nas diversas religiões. Jesus Cristo não fez qualquer acepção de raça, credo, cor, sexo ou

classe social, tratando a todos com a mesma deferência e respeito, exaltando o ser humano

como ápice da criação de Deus e incentivando as pessoas a se tornarem melhores

(AITKEN, 2005).

Temos observado como também nos informa FRIESEN (2000), que uma

vez consolidada a prática da capelania evangélica hospitalar numa determinada instituição,

existe uma maior procura por parte dos usuários a essas instituições de saúde. Também é

fato que os hospitais são mais bem conceituados por reconhecerem a necessidade holística

de seus usuários, não os fragmentando em partes doentes e sãs, mas aceitando a

tridimensionalidade do homem (corpo, mente e espírito).

Em muitos casos, o serviço de capelania evangélica hospitalar se encontra

melhor preparado para auxiliar o enfermo e sua família a enfrentar o processo de morte

próxima e garantir-lhe todo o apoio e a dignidade necessários a esse momento difícil,

quando as palavras fogem e todos sentem o desejo de fazer o mesmo.

VANTAGENS DO SERVIÇO DE CAPELANIA EVANGÉLICA PARA O HOSPITAL

Humanização da assistência em saúde;

Maior credibilidade do hospital frente aos usuários, funcionários e órgãos

governamentais;

Entretenimento das crianças hospitalizadas na pediatria através de atividades

lúdicas;

Apoio às mães e acompanhantes dos usuários, através de atividades de artesanato,

música, conversas e distribuição de literaturas cujos temas são esperança, fé, amor,

consolo, entre outros.

Triagem de visitas evangélicas eventuais, sem treinamento, que porventura poderão

causar constrangimentos aos usuários e funcionários.

Prováveis melhorias das condições de internação, menor tempo de hospitalização,

aumento da imunidade orgânica e melhor aceitação do tratamento médico proposto

(MOREIRA-ALMEIDA, 2006).

FICHA DE AVALIAÇÃO CURSO PARA FORMAÇÃO DE VISITADORES HOSPITALARES SERVIÇO DE CAPELANIA EVANGÉLICA HOSPITALAR – SCEH

Este é um instrumento muito importante para o seguimento das atividades do Curso para Formação de Visitadores Hospitalares Evangélicos. Contamos com você para nos ajudar a avaliar as atividades, tempo de curso, professores envolvidos e conteúdo programático do curso. Por isso, pedimos a você que siga corretamente as instruções antes de preencher esta ficha. Seu conteúdo influenciará diretamente na formação de novas turmas.

INSTRUÇÕES:

  • 1. NÃO se identifique ao preencher este formulário;

  • 2. Seja absolutamente sincero, sem se preocupar com as opiniões de terceiros;

  • 3. Ore a Deus e peça a orientação do Espírito Santo para sugerir novidades – elas serão muito bem-vindas;

    • QUANDO À APOSTILA OFERECIDA:

(

) O conteúdo é informativo e fácil de compreender.

(

) O conteúdo é repetitivo, fácil de entender, mas precisa de mais informações;

(

) O conteúdo é meramente repetitivo, nada tem a acrescentar;

( ) O conteúdo é informativo, fácil de compreender e acrescentou muito aos meus

conhecimentos prévios;

SUGESTÃO: ___________________________________________________________

  • QUANTO AO DIA E HORÁRIO DO CURSO:

(

) Ruim, dificulta outras atividades;

(

) Regular, dificulta um pouco mas é necessário priorizar;

(

) Bom, dá para conciliar com as atividades semanais;

(

) Gostaria que fosse outro dia e horário;

SUGESTÃO: ___________________________________________________________

  • QUANTO AOS PRELETORES DO CURSO:

(

) Razoáveis. Poderia haver maior número de convidados;

(

) Bons. Dominam o assunto e são acessíveis;

(

) Ótimos. Alcançaram o propósito do curso;

(

) Nada a declarar.

SUGESTÃO: ___________________________________________________________

  • QUANTO AO ESTÁGIO DO CURSO:

(

) O tempo foi suficiente para desenvolver as habilidades sugeridas;

(

) O tempo foi insuficiente para desenvolver as habilidades sugeridas;

(

) O tempo foi bom, mas o acompanhamento das atividades não foi o esperado.

(

) Numa próxima oportunidade pode ser melhorado com mais supervisores e tempo;

  • QUANTO ÀS AULAS MINISTRADAS:

(

) Foram claras e coerentes com os objetivos do curso;

(

) Não atenderam as minhas expectativas para o curso;

SUGESTÃO: ___________________________________________________________

( ) Foram claras e coerentes com os objetivos do curso; ( ) Não atenderam as

APROVEITE O ESPAÇO ABAIXO PARA COMENTAR, SUGERIR, CRITICAR, ELOGIAR E/OU DEIXAR UMA MENSAGEM:

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

Entregue este formulário à secretária do SCEH – Selma Lopes – Obrigada!

SCEH – Serviço de Capelania Evangélica Hospitalar

Ficha de Avaliação de Visita Hospitalar

Iniciais:

_____________________________________

Data: ____________________

Hospital: _____________________________________________

Visita

nº.

_________

Capelão: ______________________________________________________________

Estratégias Utilizadas:

o Oração

o Leitura Bíblica

o Livreto/Folheto

o Conversa Informal

o Teatro/dança

o Música

o Exposição presencial

o Outras: __________________________________________________________

Resultados Alcançados:

o Entrega à Cristo;

o Boa Recepção da palavra;

o Solicitações de novas visitas;

o Rejeição;

o Outros: __________________________________________________________

BIBLIOGRAFIA

AITKEN, Eleny Vassão de Paula. Consolo. 4ª edição, São Paulo: Mundo Cristão,

2000.

AITKEN, Eleny Vassão de Paula. No Leito da Enfermidade. 4ª edição. São Paulo:

Mundo Cristão, 2002.

ANDRADA, Sérgio et al. Saúde, Violência e Graça: a missão integral e os

desafios para a igreja. Viçosa: Ultimato, 2003.

CARVALHO, Esly Regina. Saúde Emocional e Vida Cristã. Curando as feridas

do coração. Viçosa: Ultimato, 2002.

COLLINS, Gary R. Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento. 2ª edição.

São Paulo: EVN, 1990.

MALDONADO, Jorge E. Crises e Perdas na Família. Consolando os que

sofrem. Viçosa: Ultimato, 2005.

YANCEY, Philip. Onde Está Deus quando chega a Dor? São Paulo: Vida, 2001.

SEAMANDS, David A. O Poder Curados da Graça. São Paulo: Vida, 2003.