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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA ‘LUIZ DE QUEIROZ’
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS
LEB0495 – Análise Física do Ambiente

Prof. Felipe Gustavo Pilau

Movimento de translação
• Posição relativa Terra-Sol:
Equinócio de Outono
(23/03)
Solstício de Inverno
(23/06)

Afélio (04/07)

Periélio (03/01)
Solstício de Verão
(22/12)

Equinócio de
primavera (23/09)

2

Estações do ano
• Posição relativa Terra-Sol:

Soltícios

22/06

22/12

Inverno

Verão

Equinócios
23/09
Primavera

22/03
Outono
3

Declinação Solar
• ângulo formado entre uma linha imaginária ligando o centro da Terra ao
centro do sol, com o plano do Equador. Ao longo do ano, a declinação
varia entre -23o27´ (solstício de verão) e +23o27´ (solstício de inverno).
(Do latim: solstitiu = Sol Parado).

=+23o27’

=0o

=-23o27’

Solstício de Inverno
22 ou 23 de Junho
Equinócio de Primavera: 22 ou 23 Setem.
Equinócio de Outono: 22 ou 23 de Março

Solstício de Verão
22 ou 23 de Dezembro
4

Cálculo da Declinação
 360NDA  80
  23,45sen

365


NDA é o número do dia do ano

5

NDA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Jan 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fev 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 Mar 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 Abr 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 Mai 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 Jun 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 Jul 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 Ago 213 214 215 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 Set 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 Out 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 302 303 304 Nov 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 Dez 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 345 346 347 348 349 350 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 6 .

declinação) 7 .Cálculo do Ângulo Zenital • Zh = f(latitude. ângulo horário.

cos . cosh  é a latitude do local (graus e décimos)  é a declinação do sol (graus e décimos) 8 .Cálculo do Ângulo Zenital cosZh  sen.sen  cos.

Ângulo Zenital ao Meio-Dia Quando o sol passa pelo meridiano no local (meio-dia): h = 0 e cos 0 = 1 Assim. em Campinas. 9 . cosZ12  sen. para o solstício de verão. cos .sen  cos.1 cosZ12  cos(   ) Z12     Exercício rápido: Calcule o Ângulo Zenital ao meio-dia. equinócios e solstício de inverno.

Ângulo Horário h é ângulo horário do sol – ângulo formado pelo plano meridiano do sol e o plano meridiano do local determinado.15º. h = (hora local – 12).hora-1 10 .

tempo) em uma superfície perpendicular aos raios solares.Constante Solar • Constante solar (Jo) é um valor que expressa a densidade de fluxo de radiação (energia/área.1023 m2  1367 W/ m2 11 .83.87 1026 W / 2.1023 m2 Jo = 3. acima da atmosfera.83. • • • • Distância Terra-Sol: 1.5 108 km Potência do Sol: 3.87 1026 W Área da esfera: 4 *  * r2 = 2.

11 MJ/m2.Cálculo da Constante Solar • Jo = I/A = 1367 W/m2 ou 118. tem-se que • Jo’ = Jo (d/D)2 (d/D)2 = 1 + 0.033 * cos(NDA*360/365) 12 .d • Corrigindo Jo para a variação da distância Terra-Sol ao longo do ano.

tg  13 . 0  sen. o ângulo zenital é 90 e cos90 = 0. cos  hn  arccos tg.tg cos. podemos admitir que: • N = 2 * hn/15º hora-1 • Ao nascer. coshn   sen.Cálculo do Fotoperíodo (N) • N = hora do pôr-do-sol – hora do nascer-do-sol • Considerando a trajetória simétrica do solo em relação ao meio-dia.sen  coshn   tg. Assim. cos .sen  cos.

em Piracicaba: (lat.:22º43’S) a) a declinação solar b) o ângulo zenital ao meio-dia c) o fotoperíodo e o horário do nascer e pôr-do-sol d) a constante solar 14 .Exercício • Calcule para o dia de hoje.

sen.   D 2 2     . hn.6. da época do ano (declinação solar ()) e do ângulo horário (hn) (função da Φ e ).033.senhn  180º   d  NDA. cos   D  365  .sen  cos.360    1  0. cos .Radiação Solar Extraterrestre ‘Qo’ Radiação solar incidente por unidade de área numa superfície posicionada paralelamente à superfície da Terra e no topo da atmosfera – sem qualquer interação com a atmosfera. É uma função da latitude (Φ). d Qo  37.

Radiação Solar Extraterrestre Calcule Qo para localidades de  iguais a 0°. . 30° e 60°S. para as datas de solstícios e equinócios.

o ângulo zenital ao meio-dia. o fotoperíodo. a constante solar e a radiação solar extraterrestre. para a data de seu aniversário: a declinação solar.EXERCÍCIO  Calcule para Piracicaba e sua cidade natal. os horários de nascer e pôr-do-sol. .

A atmosfera como um filtro: efeitos quantitativos e qualitativos Radiação Solar  Radiação ultravioleta (UV): 10nm < λ < 400nm  Radiação visível (VIS): 400nm < λ < 700nm  Radiação Infravermelho próximo (IVP) : 700nm < λ < 3000nm .

Quanto maior a espessura da camada da atravessada atmosfera pela solar. Tal processo gera a radiação multi-direcional. denominada de difusa. Parte dessa radiação retorna ao espaço sideral. maior a difusão.Radiação solar: direta e difusa Constituintes atmosféricos (aerossóis. nevoeiros.) mudam a direção dos raios solares. etc. partículas de poeira e gotículas de água. nuvens. a ser radiação .

b) Nebulosidade  Quantidade x Qualidade (céu claro e nublado) Dia de céu claro: RFA = 45% de Qg (41% a 55%) Dia de céu nublado: RFA = 56% de Qg (52% a 66%). .

Medida da Radiação Solar Global  Actinógrafo de Robitzch Equipamento projetado em 1915 e constituído de duas placas metalicas pintadas de branco e preto. O aquecimento diferencial decorrente da absorção de radiação solar. que gera uma dilatação diferenciada. . transferida por um sistema de alavancas para uma pena (registro).

.Medida da Radiação Solar Global  Piranômetro de Termopar O elemento sensor é uma placa com termopares. como consequência da incidência de radiação solar. que geram uma corrente elétrica conforme a superfície se aquece.

Medida da Radiação Solar Global  Piranômetro de Fotodiôdo de Silício O sensor deste equipamento responde à absorção de radiação solar gerando uma corrente elétrica proporcional. .

(2007) . para Araras/SP..2 0. Pilau et al.243 + 0.Estimativa da Radiação Solar Global Conhecendo-se a relação entre Qg e Qo.2 Qg = Qo*(a + b*n/N) 0. interação com a atmosfera (absorção e difusa) e insolação. 0.0 n/N Determinação dos coeficientes a e b. Tais coeficientes são dependentes da latitude e das condições atmosféricas do local. podemos realizar como Qg/Qo = 0.0 n é a insolação (horas) – valores medidos.455n/N 1.0 0.0 correção entre essas variáveis: r 2 0.6 0.6 0.4 0. a e b representam a transmitância global da atmosfera. da equação de Angstron.4 0.7147 = Equação de Angstrom-Prescott Qg/Qo = (a + b *n/N) Qg/Qo 0.8 1.8 0. N é o fotoperíodo (horas) – valores estimados.

52 25 . pode-se fazer a seguinte aproximação: a = 0.29 * cos  b = 0.aeb Nos locais onde não houver dados disponíveis.

Exemplo: Latitude = 27º21’25’’Sul Qo = 35.5h Qg = ? Medida do número de horas de brilho solar (n) Heliógrafo .“Registro gráfico” .54 MJ m-2 d-1 N = 12h n = 8.

assim: Qg  k T max  T min  Qo k é um coeficiente de ajuste variando entre 0.19 oC-0.5 e para localidades litorâneas ou próximas a grandes corpos de água.16 oC-0.Estimativa da Radiação Solar Global  Método de Hargreaves e Samani (1982): A amplitude térmica diária tem relação com a incidência de radiação solar. e 0. distantes do oceano. .5. para localidades situadas no interior.

00515. e C=2.2 .Qo em que A.Estimativa da Radiação Solar Global  Método de Bristol & Campbel (1982): c (  B  ( T max  T min) ) Qg  { A  [1  e ]}. B=0. sendo A=0.7812. B e C são coeficientes empíricos.

Método de Bristol & Campbel (1982) 29 .

Long. assumo o 15° dia de cada mês.) 3. . para as localidades: 1. Alt.) 4. Para fins de cálculo.) A partir dos dados de insolação e temperatura máxima e mínima do ar e Qo. Alt. Apresente os resultados em forma gráfica. Long. calcule a radiação solar global pelos métodos de Hargreaves e Samani (1982) e Bristol & Campbel (1982).) 2. para os 12 meses do ano. São Luiz Gonzaga . Alt.RS (Lat. Long. Manaus – AM (Lat. Petrolina – PE (Lat. extraterrestre (Qo) e global (Qg). Faça uma comparação dos resultados entre as quatro localidades.Exercício  Determine a disponibilidade de energia radiante solar. Long. Alt. São Carlos – SP (Lat.

T é a temperatura do corpo (K).Leis da Radiação  Lei de Planck: para radiação de corpo negro exprime a radiância espectral em função do comprimento de onda e da temperatura do corpo negro. Eb  2hc2  hc      5  kT   e  1   em que Eb é a emitância espectral (W m-2). h é a constante de Planck (6. .626 10-34J s-1) e.38 10-23 J K-1). k é a constante de Boltzmann (1.

Composição espectral da radiação solar Comprimento de onda violeta 390 .503 384 .520 482 .622 vermelho 622 .659 520 .492 verde 492 .482 .597 laranja 597 .577 amarelo 577 .455 azul 455 .780 UV 10-5 10-3 10-1 laranja Microondas amarelo 10-7 azul 10-9 violeta 10-11 Rádio verde Raio X IR 10 vermelho Gama Visível Cor Freqüência (1012 Hz) 659 .610 503 .769 610 .

 é a constante de Stefan-Boltzman.K / T (K)  Lei de Stefan-Boltzman: qualquer substância acima de zero grau absoluto (K) absorve e emite radiação.106nm.T4 onde e= radiação emitida pelo corpo. e T a Temperatura em K..897.Leis da Radiação  Lei de Wien: o produto da temperatura absoluta de um corpo pelo comprimento de onda em que ocorre a maior emissão energética é constante: λ (nm) = 2. igual a 5. . E = e.673 x 10-8 W m-2 K-4.

95 a 0.98 Folhagem de algodoeiro 0.97 Folhagem de feijão 0.95 Areia seca 0.89 a 0.94 Folhagem de fumo 0.82 a 0.97 Folhagem de milho 0.96 Areia molhada 0.99 Solo molhado 0.90 Gelo 0.Lei de Stefan-Boltzmann Superfícies e Água 0.96 Folhagem de cana-de-açúcar 0.94 .92 a 0.

para um dado comprimento de onda: e = a  Lei de Beer: a densidade de fluxo de energia radiante diminui exponencialmente a medida que penetra no interior de um meio homogêneo: Ii = Io. k é o coeficiente e absorção ou extinção e ‘m’ a massa do corpo a ser atravessada. Io é a densidade de fluxo de energia radiante da fonte e Z é o ângulo zenital  Lei de Kirchhoff: a absortividade (a) e a emissividade (e) de um corpo são iguais.m onde Io é a densidade de fluxo de energia radiante incidente no topo do meio considerado. . Ii é a densidade de fluxo de energia radiante incidente no nível “i”.e-k.Leis da Radiação  Lei de Lambert ou Lei do Cosseno: a densidade de fluxo de energia radiante recebida por uma superfície é diretamente relacionada ao ângulo de incidência dos raios solares: Is = Io cosZ onde Is é a densidade de fluxo de energia radiante incidente.

257 73.234 1997 273. máxima de 39%.622 122.576 111.613 131.539 44.626 32.659 1999 292.588 43.278 47.291 123.340 121.581 117. Qual seria a área necessária de painéis solares para atender toda a demanda nacional de energia elétrica? CONSUMO (GWh) BRASIL RESIDENCIAL INDUSTRIAL COMERCIAL OUTROS 1995 243.280 74.663 2002 293.188 81.073 .089 121.596 1996 257.Eficiência uso Radiação Solar  Conversão em energia elétrica (painel solar): média de 15% a 24%.388 37.717 38.221 47.198 39.359 2003 306.531 47.162 136.979 41.434 42.330 68.276 35.718 130.128 34.276 1998 284.074 63.626 45.416 2000 307.529 83.522 79.544 41.893 43.927 45.987 76.011 2001 283.226 72.222 44.

IAF k é o coeficiente de extinção que para uma comunidade vegetal com folhas eretas o seu valor varia de 0. considerando-se o aumento da espessura do meio”. O modelo mais usado para estudo da atenuação da energia radiante em dosséis vegetados é o proposto por MONSI & SAEKI (1953): aplicação da Lei de Beer: Qgi↓=Qg↓.Atenuação da Radiação Solar Global em Comunidades Vegetais Lei de Absorção de Luz em Meios Homogêneos: “é exponencial o decréscimo da luz.7 a 1.e-k. no caso de comunidade de plantas. deve ser utilizado índice de área foliar.5 e para folhas horizontais varia entre 0.0.3 a 0. IAF = distância na qual o feixe atravessa esse meio ou. .

Qg) através da folhagem A eficiência de interceptação da radiação solar (εint) é determinada a partir do quociente entre a radiação solar interceptada (K*) e total incidente (Qg) sobre a folhagem ln(1  int )  k.IAF .K*  Qg  τQg εint  K* Qg A radiação solar interceptada (K*) é calculada a partir das medições da radiação solar incidente (Qg) e a fração transmitida (.

Medida dos fluxos radiativos em comunidades vegetais .

2.Tipos de Cultivo 1. 4. 3. Monocultura (anual e perene) Consórcios Sistemas Agroflorestais Cultivos em Ambiente Protegido .

transmitância (t) e absortância (a) 1.100 . Transmissão e Absorção da energia radiante. Absortância (a) a = Qga/Qg↓ ou a% = (Qga/Qg↓). Refletância (r).Balanço de radiação em comunidades vegetais O balanço de radiação de uma folha é dependente das suas propriedades de Reflexão. Transmitância (t) t = Qgt/Qg↓ ou t%=(Qgt/Qg↓). Refletância ou Albedo (r) r = Qg↑/Qg↓ ou r%=(Qg↑/Qg↓).100 3.100 2.

Folhas largas e verdes: curvas espectrais de absortância (a). reflectância (r) e tramitância (t) t a r Fonte: Angelocci. 2002 (Adaptado de Gates (1965) .

75 a 0. . ‘a’ tende a 1. absortância média de 0.8 para  de 400 a 700 nm. Para  entre 700 e 1200 nm. enquanto que para  maior que 2000 nm.90.1. com média de de 0.Em resumo para folhas largas verdes: pode-se adotar absortância (a) entre 0.

Valores médios de reflectância (r) para plantas de interesse agrícola Reflectância e absortância em relação a elevação solar .

. de O. Absorção e Refletância da Luz Solar pelas Folhas a) Ângulo solar “Lei do Cosseno de Lambert” Q n Q n θ Q Q Fonte: Paulo J. de Souza et al.Fatores Físicos envolvidos na Interceptação. 2010 . P.

b) Nebulosidade  Quantidade x Qualidade (céu claro e nublado) Dia de céu claro: RFA = 45% de Qg (41% a 55%) Dia de céu nublado: RFA = 56% de Qg (52% a 66%). .

Absorção e Refletância da Radiação Solar pelas Folhas a) Idade da planta b) Mudanças sazonais c) Pubescência: pêlos. espinhos e outras formações nas folhas d) Arranjo espacial das folhas nas plantas (sol e sombra) e) Inclinação das folhas Erectófila Planófila Intermediária f) Estatura de planta .Fatores Morfológicos e Fisiológicos envolvidos na Interceptação.

carotenos (6%). A energia radiante interage com a estrutura foliar por absorção e por espalhamento. . e xantofilas (29%).Curva de reflectância típica de uma folha verde. como disponibilidade de água. A absorção da água é geralmente baixa nessa região. De maneira geral. quanto mais lacunosa for a estrutura interna foliar. Fatores externos à folha. Gates et al.  Região do infravermelho próximo (700 nm a 1300 nm): nesta região existe uma absorção pequena da radiação eletromagnética e considerável espalhamento interno na folha.  Região do infravermelho médio (1300 nm a 2600 nm): A água absorve consideravelmente a REM incidente na região espectral compreendida entre 1300 nm a 2000 nm. A energia é absorvida seletivamente pela clorofila e é convertida em calor ou fluorescência. Os valores percentuais destes pigmentos existentes podem variar grandemente de espécie para espécie. a absorção da água se dá em 1100 nm. podendo alterar a reflectância de uma folha nesta região. (1965) determinou que a reflectância espectral de folhas nessa região do espectro eletromagnético é o resultado da interação da energia incidente com a estrutura do mesófilo. Fonte: Novo (1989) Aspectos relacionados ao comportamento espectral da folha:  Região do visível (400 nm a 700 nm): os pigmentos existentes nas folhas dominam a reflectância espectral. podem causar alterações na relação água-ar no mesófilo. e conseqüentemente. por exemplo. Em termos mais pontuais. 1950 nm. 2700 nm e 6300 nm. e também convertida fotoquimicamente em energia estocada na forma de componentes orgânicos através da fotossíntese. 1450 nm. maior será o espalhamento interno da radiação incidente. Pigmentos são: clorofila (65%). maior será também a reflectância. A reflectância espectral é quase constante nessa região.

Efeito da Nutrição mineral .

Efeito do Conteúdo de água na folha .

gases e partículas  > 3000 nm Qatm Qsup Superfície terrestre . gases e partículas ~ 15% Qg Qg ~5%  < 3000 nm Superfície terrestre ~50% Balanço médio de ondas longas: Atmosfera: nuvens.Balanço médio de ondas curtas: Qo 100% Balanço de Radiação Qo ~30% Atmosfera: nuvens.

Balanço de ondas curtas .BOL BOC = Qg – rQg = Qg (1 – r) BOL = Qatm . varia com as características ópticas da superfície.rQg + Qatm .BOC Balanço de ondas longas .Qsup Saldo de Radiação = BOC + BOL Lei de Stefan-Boltzmann Rn = BOC + BOL = Qg . .Qsup Qatm   atm    Tatm Qsup   sup    Tsup 4 4 Albedo ou coeficiente de reflexão da superfície (r).

rQg Dia: Positivo Noite: negativo Dia: negativo Noite: negativo BOL = Qa .Qs Dia: positivo Noite: negativo 53 .Qs Rn = Qg (1-r) + Qa .Balanço de Radiação • Saldo de radiação (Rn) • Rn = BOC + BOL BOC = Qg .

Medida do Saldo de Radiação Saldo radiômetros Medida separada dos balanços de ondas curtas e longas Medida conjugada dos balanços de ondas curtas e longas .

Sn Ef r.Sd r.96  (Tsup4 + Tatm4) – 1.92  Tf4 Rn = BOC + BOL .Sc BOC = a (1+r) Qg BOL = 0.“Dossel homogêneo ou Esparso” Constituintes atmosféricos Sd Sn Sn Sc Eatm Sc Ef Esup r.