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Grupo Crescer Assessoria e Treinamento – Primeiros Socorros

Curso Básico de
Primeiros Socorros

No início de cada capítulo o aluno encontrará no sumário descrição detalhada do seu conteúdo,
permitindo ao aluno uma referência à seqüência dos tópicos.

Objetivos - Seguindo o sumário, o aluno encontrará os objetivos do aprendizado.

Símbolos - As margens do texto, importantes símbolos serão utilizados para alertar o aluno
para a necessidade de precauções especiais.

S - Sangue e secreções corporais.

R - Riscos potenciais para a vítima e/ou socorrista.

C - Precauções para coluna vertebral.

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Grupo Crescer Assessoria e Treinamento – Primeiros Socorros

Capitulo I

Definição de Primeiros Socorros

Definição de Socorrista

Atributos Esperados de um Socorrista

Responsabilidade

Ética

Aspectos Médico-Legais

Objetivo

Ao concluir satisfatoriamente este módulo o aluno deverá ser capaz de:

1- Definir primeiros socorros e socorristas


2- Explicar o conceito de ética
3- Definir 5 responsabilidades e 5 atributos básicos de um socorrista
4- Definir omissão de socorro, lesões corporais e estado de necessidade

Primeiros Socorros

Pode ser definido como um conjunto de conhecimentos, técnicas e


procedimentos, que ensinados a uma pessoa leiga, a torna apta a intervir em situações de emergência.
Efetuando medidas básicas de auxílio, enquanto a equipe de socorro especializado não chega cuja
finalidade é:

.Evitar o agravamento das lesões e a morte da vítima


.Evitar lesões adicionais
.Oferecer suporte psicológico e conforto à vítima
.Reconhecer as necessidades e providenciar o socorro adequado

Socorrista

É o cidadão comum, mas que mediante treinamento específico e adequado, se torna apto a prestar os
primeiros socorros.

Atributos

Um bom socorrista deve ter alguns atributos básicos inerentes à boa prestação de socorro:

1 - Autocontrole;

2 - Capacidade de raciocinar sob stress;

3 - Liderança;

4 - Responsabilidade;

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5 - Conhecimento.

Responsabilidades

Um socorrista presta primeiros socorros visando sempre à segurança e o


bem-estar da vítima, lidando com emergência médica e as necessidades emocionais da vítima.

A capacidade do socorrista de se comunicar com a vítima é tão importante


quanto à capacidade dele se comunicar com parentes e transeunte. O socorrista deve estar alerta para a
percepção e compreensão pela vítima do seu estado geral, e deve ser capaz de obter informações de
pacientes apavorados, hostis, deprimidos, etc...

A capacidade de reconhecer onde é a emergência, que tipo de procedimento


pode ser iniciado e que tipo de socorro acionar, é a essência do julgamento profissional requerido por um
socorrista.

Outra responsabilidade do socorrista é estar sempre se atualizando e treinando


para dominar perfeitamente as técnicas de atendimento.

Outra descriminação do socorrista é pesar múltiplos fatores como estado geral


da vítima facilidade de comunicação, tempo provável da chegada do socorro, distancia do centro médico,
recursos disponíveis e decidir em alguns casos pelo transporte da vítima.

Ética

Conjunto de princípios que identificam uma conduta considerada moralmente


desejável. No caso de um socorrista, a ética seria a sua conduta ideal em relação à vítima que ele
atende. Podemos enumerar os principais pontos de conduta ética que se espera de um socorrista:

1- Sempre estar disposto a prestar socorro;

2- Ser imparcial, prestar sempre o melhor atendimento que puder independente de raça, religião,
posição social, ideologia política, nacionalidade, etc...

3- Ser neutro e abster-se de prejulgar as pessoas, e não permitir que isso influencie na qualidade do
socorro;

4- Manter segredo de toda a informação de natureza confidencial que lhe seja fornecida pela vítima,
a menos que seja requerido por lei a divulgação de tais informações;

5- Jamais utilizar os conhecimentos e técnicas aprendidas em detrimento da saúde e bem estar


público;

6- Recusar-se a participar de procedimentos considerados pelo senso comum como antiético, e


denunciá-los às autoridades competentes;

7- Respeitar os limites da prática de primeiros socorros, não só excedendo a efetuar procedimentos


próprios da medicina, enfermagem, demais corpos de saúde, como diagnosticar, medicar e
prescrever tratamento, ou não requisitar ajuda especializada

Aspectos Médicos Legais

Durante uma emergência, o socorrista pode se deparar com questões jurídicas,


por tanto comentaremos os principais tópicos penais que podem ser de interesse.
Dos crimes contra a pessoa
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Dos crimes contra a vida

Homicídio simples:

Art. 121 - Matar alguém.


Pena - Reclusão de seis a vinte anos.
Parágrafo 3º - Se o homicídio é culposo.
Pena - Detenção de um a três anos.

Nulidade do crime

Art. 19 - Não há crime quando o agente pratica o fato.

I- Em estado de necessidade.

II - Em legítima defesa.

III - Em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito

Estado de necessidade:

Art. 20 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não
provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar direito próprio ou alheio, cujo
sacrifício nas circunstancias, não era razoável exigir-se.

Parágrafo 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.

Parágrafo 2º - Embora reconheça que era razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, o Juiz
pode reduzir a pena de um a dois terços.

Lesões corporais:

Art. 129 - Ofender a integridade corporal ou saúde de outrem.

Pena - Detenção de um a três anos.

Omissão de socorro:

Art. 135 - deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, a criança
abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e
iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.

Exposição ao perigo

Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e eminente.

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Capítulo II
Principais Sinais Vitais

- Temperatura

- Pulso

- Respiração

- Pressão Arterial

Sinais Vitais Secundários

- Dilatação e Reatividade da Pupila

- Cor e umidade da pele

Temperatura

Definição

Temperatura pode ser definida como a diferença entre o calor produzido e o


calor perdido. Ela é medida por meio de termômetro clínico. O termômetro é calibrado de acordo com as
escalas Fahrenheit e Centígrados. No Brasil é usada a escala Centígrados.

A temperatura corporal do adulto, a não ser que haja contra-indicação, é


tomada na axila uma vez que é o método mais conveniente e confortável. As leituras de temperatura
precisam ser acuradas e podem sempre ser revistas.

Existem três maneiras de se tomar a temperatura: axilar, oral e retal. No Brasil


comumente usa-se a temperatura axilar.

Tipos de Termômetros

Há dois tipos de termômetros, o oral e o retal. Uma maneira fácil de distinguir


entre os dois é notar que o termômetro oral, usualmente, tem um bulbo longo e estreito, enquanto que o
retal tem curto e grosso. (alguns fabricantes usam código colorido).

Variações de Temperatura em graus

Estado Temperatura em Graus

Subnormal 34-36
Normal 36-37
Estado Febril 37-38
Febre 38-39
Pirexia 39-40
Hiperpirexia 40-41

A hiperpirexia é marcada pelo delírio, quando se estabelece um estado de


hiperpirexia prolongado pode-se verificar lesão cerebral irreversível.

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O socorrista não deve preocupar-se muito com a temperatura a menos que
esteja fora desses índices. Todavia precisa ser anotado o horário em que foi tomada a temperatura.

Procedimentos

Antes de tomar a temperatura:

1- Lave as mãos se possível.

2- Cheque se o termômetro não está quebrado.

3- Limpe o termômetro com um desinfetante e seque-o.

4- Sacuda para baixo o termômetro se a leitura estiver acima de 34,5 C (Para fazer baixar o
mercúrio do termômetro, segure firmemente o topo do termômetro e sacuda-o rapidamente, seu
pulso precisa permanecer frouxo).

5- Se a vítima tomou líquido quente ou frio ou esteve fumando você deve retardar por alguns
minutos a tomada de temperatura. Sob estas condições uma falsa leitura pode ser obtida.

6- Explique os procedimentos para a vítima.

Temperatura Axilar

Este método é o que deve ser usado pelo socorrista. A seguir os procedimentos
a serem seguidos quando tomando a temperatura axilar:

1- Desnude o braço deixando exposta a axilar.

2- Coloque o bulbo do termômetro diretamente no oco da axila.

3- Segure o termômetro pelo topo e mantenha-o no lugar por três minutos, no mínimo.

4- Remova o termômetro segurando-o sempre pelo topo.

5- Rode o termômetro até que a coluna de mercúrio possa ser vista claramente. Leia com cuidado.
Se a leitura for questionável cheque a temperatura e/ou o termômetro novamente.

6- Anote a temperatura. Esteja seguro de colocar "(A)" para a temperatura axilar e à hora da
tomada. Ex: 36,6 G (A) 10:45.

7- Limpe o termômetro ou coloque-o em uma caixa para ser limpo mais tarde.

Os precedentes são métodos adequados usados para tomar a temperatura da


vítima. É necessário ser compreendido que a tomada da temperatura da vítima na cena de um acidente
ou mesmo doença súbita às vezes pode não ser possível. Portanto, o socorrista precisa lembrar que a
pele é largamente responsável pela regulagem da temperatura do corpo e, mudanças na temperatura da
pele podem indicar ao socorrista que mudanças estão ocorrendo dentro do corpo da vítima. O socorrista
pode sentir a superfície da pele da vítima em diversos locais, com as costas da mão para ter uma
grosseira, mas rápida avaliação da temperatura.

Primeiros Socorros

A relação superfície corporal volume sanguíneo (espaço intra-- vascular) numa criança, é maior
que num adulto. Isso se traduz numa tendência maior ao choque térmico (variação brusca da
temperatura), ao choque numa queimadura extensa e à desidratação, agravada pelo não amadurecimento
do aparelho termo regulador.
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Baseando-se no que foi acima comentado o primeiro socorro recomendado em caso de febre,
sendo a vítima adulta, é a utilização de banho ou coberta fria. Compressas frias podem ser usadas em
grandes estruturas vasculares (as mais superficiais) quando a temperatura corporal está muito elevada
devem-se colocar panos úmidos na fronte sobre o couro cabeludo, axilas virilhas etc.

O primeiro socorro para febre em criança deve constar de um banho na temperatura corporal da
vítima, pois à medida que o banho se torna mais frio há troca de calor entre o corpo da criança e a água
(evitando o choque térmico); precauções: não manter a vítima agasalhada em ambiente fechado nem
fazer uso de banho muito quente ou muito frio.

Pulso
Pulso é a contração e expansão alternadas de uma artéria, correspondendo
aos batimentos do coração. As pulsações indicam o ritmo e força com que o coração está enviando
sangue para o corpo. Em situações normais elas são sempre iguais, mantendo sempre o mesmo ritmo.
Quando isso não acontece pode estar havendo algum problema na circulação sanguínea.

Localização dos pulsos

Radial sobre o osso Rádio

Facial sobre a Mandíbula

Temporal acima e à frente da orelha

Carótida interna de cada lado do pescoço

Braquial face interna do úmero, na articulação

Femoral na região inguinal

Freqüência média

Recém-nascido de 130 a 140 BPM (Batidas Por Minuto)

Lactente de 115 a 130 BPM

Criança de 100 a 115 BPM

Adulto de 70 a 80 BPM

Idoso de 60 a 70 BPM

Verificação do pulso

1º - Acomodar o braço da vítima confortavelmente.

2º - colocar os dedos indicador, médio e anular sobre a artéria da vítima (nunca colocar o polegar,
pois este apresenta pulsação própria) fazendo ligeira pressão e contar o numero de batidas em
60 segundos. Recomenda-se não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso pode impedir que
se perceba os batimentos do pulso.

Os pulsos mais importantes para uma verificação são: carótida interna e radial.

Se a vítima estiver com alguma alteração circulatória recomenda-se que seja


verificado o pulso carotídeo, pois em alguns casos o pulso poderá estar tão fraco que seria impossível de
se perceber o pulso radial.

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Respiração

Definição
Nosso organismo não tem condições de acumular oxigênio, dessa forma
apresentará a necessidade constante, de recebê-lo através do processo respiratório

Processo respiratório

1º - Processo físico - Consta dos movimentos de expiração e inspiração, com a participação dos
músculos respiratórios. A expiração corresponde ao relaxamento espontâneo destes músculos

2º - Processo químico - Troca gasosa (hematose)

Tipos de respiração

Eupnéia movimentos respiratórios normais


Apnéia ausência de movimentos respiratórios
Dispnéia dificuldade ao realizar os movimentos respiratórios
Bradpnéia Freqüência dos movimentos respiratórios reduzida
Taquipnéia Freqüência dos movimentos respiratórios acelerada

Freqüência média

Lactente de 40 a 60 MRPM (Movimentos Respiratórios Por Minuto)


Criança de 20 a 26 MRPM
Adulto de 16 a 20 MRPM
Idoso de 14 a 18 MRPM

Verificação da freqüência respiratória

Conta-se o número de vezes que a vítima executa um movimento de inspiração


e um de expiração, em um minuto. A contagem é feita notando-se a elevação do tórax sendo a vítima
mulher, ou do abdômen, no caso de ser homem ou criança.

É importante não permitir que a vítima perceba a realização da contagem, pois


pode alterar os valores encontrados. Costuma-se fazer a contagem da respiração e em seguida a
verificação do pulso, conservando-se a mesma posição.

Pressão Arterial

É a pressão do sangue no sistema arterial (estado de tensão das artérias) que


depende da força contráctil do coração e freqüência de contração (influi na quantidade de sangue
inicialmente lançado), da quantidade de sangue circulante no sistema arterial, da resistência periférica das
artérias e grau de destensividade do sistema arterial.
Pressão arterial máxima ou sistólica - tensão máxima oferecida pelo sangue
quando o coração está em sístole.
Pressão arterial mínima ou diastólica - tensão mínima oferecida pelo sangue
quando o coração está em diástole, promovida pela resistência periférica das artérias

Variação da Pressão arterial

Existe uma faixa de normalidade para se medir a pressão arterial, aqueles que
estão abaixo desse faixa podem estar em um quadro hipotensivo, e aqueles que estão acima dessa faixa
podem estar em um quadro hipertensivo.

Esta faixa e classificada da seguinte forma:

de 100 X 60 mmgh a 140 X 90 mmhg 8


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A pessoa hipotensa ou hipertensa é a que mantém valores anormais da PA, por


mais de três dias, verificados por medições regulares. Em primeiros socorros é importante informar-se
sobre a pressão arterial que a vítima normalmente apresenta, já que o organismo, por necessidade de
adaptação, mantém valores anormais de PA, sem maiores alterações.

Pressão Equilibrada
A pressão é dita equilibrada quando a sistólica e diastólica fazem esta relação:

Diástole = 1 + ( Sístole ÷ 2 )

Fatores que podem alterar a PA:

Fisiológicos Patológicos

Menstruação diminui Hipotiroidismo diminui


Gestação diminui Hipertiroidismo aumenta
Digestão aumenta Convulsões aumenta
Banho quente diminui Hemorragias diminui
Repouso diminui Anemia diminui
Ingestão de sal aumenta Hipoglicemia diminui

Verificação da Pressão Arterial

1º - Posicione a vítima sentada, semi-deitada ou deitada.

2º - Deixe o braço da vítima bem confortável na altura do coração a fim de facilitar a localização da
artéria braquial.

3º - Coloque o manguito ao redor do braço, 2 a 3 cm. acima da prega do cotovelo e prenda-o.

4º - Posicione as olivas nos ouvidos.

5º - Usar os dedos indicador e médio para localizar a artéria braquial, e posicionar o diafragma em
cima da mesma.

6º - Feche o registro para evitar a saída de ar ao insuflar o aparelho

7º - Insufle o manguito até o manômetro marcar 200 mmhg.

8º - Abra lentamente o registro e ouça atentamente a 1ª batida observando o manômetro, registre o


valor da 1ª batida (PA max. ou sistólica).

9º - Continue abrindo e registrar, e até ouvir a ultima batida (PA min. ou diastólica)

- Em caso de duvida verifique de novo.

Primeiros Socorros

Para pressão arterial alta Para pressão arterial baixa

- Manter a cabeça da vítima elevada -Aumentar a ingestão de líquidos e sal


- Acalmar a vítima - PROCURAR UM MÉDICO
- Reduzir a ingestão de líquidos e sal
- Observar a vítima constantemente
- PROCURAR UM MÉDICO

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Sinais Vitais Secundários

Reatividade da Pupila
A pupila é uma abertura no centro da íris e sua função primordial corresponde à
transmissão da luz.
A íris e a pupila formam um complexo funcional, que age eliminando parte da
luz e originando um preciso feixe incidente sobre retina.

A íris tem dois músculos que tem funções de constrição e dilatação. O tamanho
da pupila varia continuamente sob uma série de estímulos que repercutem sobre o sistema nervoso
simpático (dilatação) e sobre o para simpático (contração). A pupila exposta à luz se contrai, e quando no
escuro se dilata.
O diâmetro normal da pupila é de 3 a 4 mm, sendo freqüentemente maior nas
mulheres, nos míopes e nos portadores de olhos claros.

Processos inflamatórios oculares normalmente modificam a forma e o tamanho


da pupila, algumas drogas também alteram a pupila podemos citar como exemplo o uso de tópico de
atropina que contrai a pupila.

Estados das pupilas.

Isocoria pupilas de tamanhos iguais

Anisocoria pupilas de tamanhos diferentes (normalmente as vitimas que sofreram fratura


de base de crânio apresentam anisocoria).

Midriase pupilas dilatadas (as vítimas que apresentam midriase podem estar em estado
de choque ou no estado que denominamos morte súbita, entre outros).

Verificação da pupila.

1º prepare a lanterna
2º coloque o dedo sobre a pálpebra da vítima e delicadamente levante-a até que você visualize o
globo ocular
3º usando a lanterna coloque um feixe de luz sobre a pupila e veja qual será a reação.

Cor e Umidade da Pele


A cor e umidade da pele devem ser observadas na face e nas extremidades
dos membros, pois será nesses locais que essas alterações se manifestam primeiro.

É dito que a vítima apresenta cianose Quando esta apresenta as pontas dos
dedos e os lábios azulados, isso é devido ao acumulo de sangue venoso nessas regiões.

A vítima pode apresentar palidez cutânea, isso é ocasionado por uma


vasoconstricção periférica ela é causada porque o nosso organismo sacrifica as extremidades para
proteger os órgãos vitais.

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Capítulo III
SUPORTE BÁSICO DE VIDA

Conjunto de medidas não invasivas que são adotadas para retardar a morte cerebral
até que possa instituir as medidas de suporte avançado.

(A) Abertura de vias aéreas.

(B) Ventilação artificial.

(C) Suporte circulatório.

PROCEDIMENTOS DA R.C.P. BÁSICA :

1) Exame do local, procurando fatores que ameacem o socorrista e a vítima (risco de eletrocução,
desabamento etc...). Movimentar a vítima para local seguro caso necessário, se não iniciar ali mesmo os
procedimentos básicos.

2) Estabelecer irresponsividades, solicitando a vítima verbalmente.

3) Solicitar auxílio.

4) Posicionar a vítima em decúbito dorsal sobra superfície plana e rígida.

5) Abrir via aérea (manobra de inclinação da cabeça e elevação do queixo ou de mandíbula). Utilizar cânula
de Guedelcaso disponível para manter a abertura das vias aéreas.

6) Verificar presença de respiração espontânea.

7) Caso ausente ventilar a vítima por duas vezes (método boca-máscara ou ambú-máscara). Utilizando
oxigênio suplementar, na mais alta concentração possível.

8) verificar presença de pulso carotídeo no adulto, ou braquial no recém nato.

9) Em ausência iniciar compressões torácicas.

R.C.P. DE ADULTO COM 1 (UM) SOCORRISTA

1) Socorrista se ajoelha próximo aos ombros da vítima.

2) Descobre o tórax da vítima.

3) Localiza o ponto de compressão, com a seguinte técnica: Procurar o apêndice xifóide e coloca o
calcanhar de uma das mãos duas polpas digitais acima da junção xifo-esternal.

4) Posicionar as mãos sobre o tórax da vítima.

5) Fazer duas ventilações cada uma com duração de 1 a 1,5 segundo sendo o volume corrente ideal de
aproximadamente 800 ml. Seguindo-se de 15 (quinze) compressões torácicas, com a freqüência
aproximada de 80 por minuto. Esta relação de 15 por 2 é mantida.

6) Checar o pulso carotídeo após um minuto de R.C.P. e depois a cada 3 (três) minutos. 11
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R.C.P. DE ADULTO COM DOIS OU MAIS SOCORRISTAS.

1) Estabelecimento de liderança e divisão de tarefas: ventilação, compressões torácicas, punção venosa,


administração de medicamentos etc...

2) Após um dos socorristas se responsabilizar pela ventilação e outro pelas compressões torácicas, repetir as
manobras 2, 3 e 4 descritas anteriores.

3) Iniciar com duas ventilações, fazendo em seguida 5 compressões torácicas para cada ventilação. O
socorrista faz a contagem das compressões em voz alta. Se a vítima estiver sendo ventilada sob máscara,
deve ser feita uma pausa entre as compressões para permitir a ventilação, em vítimas intubadas a pausa é
desnecessária.

4) O socorrista responsável pela ventilação verifica a eficácia das compressões torácicas através da palpação
do pulso carotídeo.

5) Caso haja resposta positiva parar imediatamente com as compressões.

Capítulo IV
Hemorragia

Estado de Choque

Ferimentos

Queimaduras

1. HEMORRAGIA

Perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo - veia ou artéria. Toda


a hemorragia deve ser controlada imediatamente. A hemorragia abundante e não controlada pode causar a
morte em 3 ou 5 minutos.

Primeiros Socorros:
• Use compressa limpa e seca ou gaze ou pano, desde que limpo.
• Coloque a compressa sobre o ferimento.
• Pressione com firmeza.
• Use atadura uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar e manter firme a
compressa no lugar.
• Caso não tenha compressa, feche o ferimento com o dedo e comprima com a mão evitando uma
hemorragia abundante.
• Caso estes procedimentos não causem efeito nenhum faça um torniquete no local anotando o horário em
que foi feito, (não abandone as técnicas descritas acima elas se somarão ao efeito).

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Suspeita de hemorragia interna

A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de órgãos


internos. O sangue não aparece. A vítima apresenta:

• Pulso fraco.
• Pele fria.
• Sudorese abundante.
• Palidez intensa e mucosas descoradas.
• Sede;
• Tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque).

Primeiros socorros:
• Mantenha o paciente deitado - cabeça mais baixa que o corpo - exceto em casos de suspeita de fratura
de crânio ou derrame cerebral em que a cabeça deverá estar levantada.
• Tratar como se fosse estado de choque.
• Colocar compressa de gelo sobre o local do trauma.
• Procurar socorro especializado imediatamente.

Tipos de hemorragias

Nasal:
Ponha a vítima deitado com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe a narina que estiver com a lesão
durante por aproximadamente 10 (dez) minutos. Caso não haja a hemostasia coloque um tampão feito
com gaze dentro da narina e gelo ou tolhas frias sobre a lesão.

Pulmonar (hemoptise):
Após um acesso de tosse, o sangue sai pela boca em golfadas é de cor vermelho rutilante. Coloque o
doente em repouso com a cabeça mais baixa que o corpo, não o deixe falar, mantendo-o calmo.

Estômago (Hematêmese):
A vítima apresenta antes da perda de sangue enjôo e náusea, ao vomitar, o sangue se apresenta como se
fosse borra de café. Coloque a vítima deitada sem travesseiro, não lhe dê nada pela boca.

Obs.: Em todos os casos é necessário a presença do atendimento médico especializado o mais rápido
possível no local do acidente.

ESTADO DE CHOQUE

Ocorrem em todos os casos de lesões graves, hemorragias ou fortes emoções.

Causas

São condições para o surgimento do estado de choque; queimaduras graves,


ferimentos graves e extensos, esmagamentos, perda de sangue, acidentes por choque elétrico,
envenenamento por produtos químicos, ataque cardíaco (Infarto agudo do miocárdio), exposição a extremos
de calor ou frio, dor aguda, infecção, intoxicação por alimento, fraturas.

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Sintomas
1. Pele fria e pegajosa;
2. Sudorese no teste e na palma da mão;
3. Palidez com expressão de ansiedade;
4. Frio, a vítima se queixa de sensação de frio;
5. Náuseas e vômitos;
6. Respiração curta rápida e irregular;
7. Visão turva ou nublada;
8. Pulso fraco e rápido;
9. Podendo estar total ou parcialmente inconsciente.

Primeiros socorros:
• Realize a inspeção rápida na vítima.
• Combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível (Ex: hemorragia)
• Conserve a vítima deitada.
• Afrouxe a roupa apertada no pescoço, peito e na cintura.
• Retire da boca, caso exista, próteses, dentadura, goma de mascar etc.
• Mantenha a respiração.
• Caso a vítima vomite, lateralize a cabeça (caso não haja lesão de coluna).
• Caso não haja fratura, levante as pernas da vítima em torno de 30 cm.
• Se for possível, mantenha sua cabeça mais baixa que o tronco.
• Mantenha a vítima agasalhada utilizando cobertores, mantas etc.
• Não dê líquidos de forma nenhuma (alcoólicos ou não).

FERIMENTOS

Leves ou superficiais

• Limpe o ferimento com água limpa e sabão de côco (mais importante)


• Aplique anti-séptico em uso pela vítima.
• Proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, fixando sem apertar.
• A menos que saiam facilmente, durante a limpeza, não tente retirar farpas, vidros ou partículas de metal
do ferimento.
• Não toque no ferimento com os dedos ou qualquer material possivelmente contaminado.
• Mude o curativo tantas vezes forem necessárias para mante-lo limpo e seco.

Extensos ou profundos

Caso haja hemorragia proceder com as informações dadas para tal. São os
seguintes os casos de ferimentos extensos ou profundos que requerem pronta atenção médica:

1. Quando as bordas do ferimento não se juntam corretamente.


2. Quando há presença de corpos estranhos.
3. Quando a pele, os músculos, nervos ou tendões estão dilacerados.
4. Quando há suspeita de penetração profunda do objeto causador do ferimento (P.A.F., faca, prego etc.).
5. Se o ferimento é no crânio ou na face.
6. Se a região próxima ao ferimento não tem aparência ou funcionamento normais.

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Obs.: Em todos os casos citados, nunca utilize pó de café, pano queimado, teia de aranha, papel etc. para
promover parada do sangramento.

Ferimentos abertos abdominais

1 Mantenha no lugar, com o maior cuidado, os órgãos expostos (intestinos,


estômago etc.), evite ao máximo move-los.
2 Caso tenha saído da cavidade e estejam expostos, não procure recolocar os órgãos na cavidade.
3 Cubra-os com uma compressa úmida.
4 Prenda a compressa com firmeza no lugar com uma atadura.
5 O objetivo e proteger os órgãos expostos por meio de um curativo compressivo.
6 A atadura deverá ser firme, mas não apertada.
Ferimentos profundos no tórax

1. coloque sobre o ferimento uma gaze ou chumaço de pano limpo ou a própria mão, para impedir a
penetração de ar através do ferimento.

2. Segure o chumaço no lugar, pressione com firmeza.

3. Um cinto ou faixa de pano, passado com firmeza em volta do tórax, sobre o curativo, será capaz de
manter fechado o ferimento.

4. Não aperte muito o cinto ou a faixa em torno do tórax, para não prejudicar os movimentos respiratórios
da vítima.

Ferimentos na cabeça

Exceto os de menor gravidade, os ferimentos na cabeça requerem sempre pronta


atenção médica.

Primeiros socorros:
1. Em caso de inconsciência ou inquietação, deite a vítima de costas e afrouxe suas roupas, principalmente
em volta do pescoço, agasalhe a vítima.
2. Havendo hemorragia em ferimento no couro cabeludo, coloque uma compressa ou um pano limpo sobre
o ferimento. Não pressione, prenda com atadura ou esparadrapo.
3. Se o sangramento for no nariz, na boca ou no ouvido, volte à cabeça da vítima para o lado de onde
provém a hemorragia.
4. Não dê bebidas alcoólicas para a vítima.

Contusões

Quando o local da contusão fica arroxeado, é sinal de que houve hemorragia ou derrame por
baixo da pele. O acidentado sente dor e o local fica inchado.

Primeiros socorros:
• Repouso da parte contundida.
• Aplique compressas frias ou saco de gelo que a dor e a inchação tenham diminuído.
• Posteriormente podem ser usadas compressas de água quente para apressar a cura e a diluição do edema.
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QUEIMADURAS

Toda e qualquer lesão decorrente de ação do calor sobre o organismo, á uma


queimadura. São exemplos de queimaduras: contato direto com chama, brasa ou fogo; vapores quentes;
líquidos quentes; sólidos superaquecidos ou incandescentes; substâncias químicas; biológicas (água-vivas,
caravelas etc.); emanações radiativas; radiações infravermelhas e ultravioletas (em aparelhos, laboratórios
ou desvios ao excesso de raios solares); eletricidade.

Queimaduras externas classificam-se em:

A. Superficiais - Quando atingem algumas camadas da pele.

B. Profundas - Quando destruição total da pele.

Classificação em graus:

1º Grau - Lesão das camadas superficiais da pele: edema, dor local suportável, não formação de bolhas.
Exemplos: causadas por raios solares.

2º Grau - Lesão das camadas mais profundas da pele; formação de flictemas (bolhas); desprendimento da
camada da pele; dor e ardência locais de intensidade variável.

3º Grau - Lesão de todas as camadas da pele; comprimento de tecidos mais profundos, podendo ir até o
osso.

Obs.: Queimaduras de 1º, 2º, 3º, graus podem se apresentar no mesmo paciente.

O risco de vida (gravidade do caso) não está no grau da queimadura - reside na


extensão da superfície atingida, devido ao estado de choque e a maior possibilidade de contaminação
(infecção).

Quanto maior a área queimada, mais grave é o caso!

Tem-se uma idéia aproximada da superfície da queimadura usando a “regra dos


nove”:

Cabeça 9%
Pescoço 1%
Membro superior esquerdo 9%
Membro superior direito 9%
Tórax e abdômen (frente) 18 %
Tórax e região lombar (costas) 18 %
Membro inferior esquerdo 18 %
Membro inferior direito 18 %
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Principais medidas de primeiros socorros:


1. Prever o estado de choque.
2. Controlar a dor.
3. Evitar a contaminação.

Os primeiros socorros devem ser específicos para cada tipos de queimaduras.

Queimaduras térmicas (líquidos quentes, fogos, vapor, raios solares etc.):

- Coloque a cabeça e o tórax da vítima em plano inferior ao do resto do corpo, levante as pernas se
possível;
- Se a vítima estiver consciente dê-lhe bastante líquido para beber: água e suco de frutas.
- Coloque gaze ou pano limpo e úmido sobre a superfície queimada;
- Coloque papel alumínio sobre a área queimada, para manter a temperatura e evitar a contaminação com o
meio externo;
- Procure recursos médicos urgente, removendo para um hospital.

Queimaduras por agentes químicos

- Lave a área atingida com bastante água;


- Aplique água, enquanto retira a roupa da vítima;
- Proceda com nas demais queimaduras prevenindo o choque e a dor.

LISTA DE SUPRIMENTOS DE URGÊNCIA

Equipamentos Quantidade
Tesoura 1
Atadura de crepom 4 (10 cm x 4,5 mts)
Compressas de gaze 4 pacotes
Líquido anti-séptico 1 vidro
Bandaid 1 caixa pequena
Amônia 1 vidro
Solução fisiológica 1 litro
Água oxigenada 10 volumes 1 vidro
Caladryl 1 vidro
Esparadrapo 1 rolo pequeno
Sal 10 saches
Açúcar 10 saches
Analgésicos 1 cartela
Sabão de côco 1 tablete

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