You are on page 1of 19

CETEP-RM: CENTRO TERRITORIAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DA

REGIÃO METROPOLITANA
CURSO DE ELETROMÊCANICA

RELATÓRIO TÉCNICO

Data: 20/06/2016

Grupo: Cátia Silva Cordeiro
Elton Figueiredo Rodrigues

Professor(a) Laíse

como requisito de avaliação da disciplina de Biologia. orientado pela professora: Laíse Camaçari 2016 2 . Relatório Técnico Trabalho apresentado ao curso técnico de Eletromecânica do Centro Territorial de Educação Profissional da Região Metropolitana de Salvador.Elton Figueiredo Rodrigues e Cátia Silva Cordeiro.

..........................................................................09 Contaminação Alimentar..16 Referencia ............................. 10 Relatos...............................................................................................................17 3 ........08 1.. 04 Introdução ........................................................................ 05 Resultados (Desenvolvimento)............................................................................................. Conclusão....................................................SUMÁRIO Apresentação (Resumo)...............................................................................................................................11 1............................................................................................................. Manipuladores de alimento...................................................................

conhecer e apoiar esta estrutura de comercialização é de fundamental importância para a garantia da saúde e qualidade de vida da população desses municípios. Higiene/ alimentos. colocam em risco a saúde do consumidor e evidenciam as demandas de informações por parte do feirante sobre manipulação dos alimentos. pescados. quando há questionamento acerca do tema. Tratou-se de um estudo de abordagem etnográfica. O diagnóstico fala de locais onde comercializam carnes vermelhas e de aves. O diagnóstico identificou problemas higiênico-sanitários nas barracas das feiras. Contaminantes físicos visíveis e odores desagradáveis são os possíveis transmissores de doenças e impurezas. Pode-se concluir que as feiras avaliadas são um campo fértil para atuação de atividades de extensão. Esse trabalho apresenta um relato das atividades desenvolvidas pela equipe do projeto de extensão. Palavras-chave: Feira livre. Constatou-se que os significados da contaminação alimentar são construídos muito mais por influências culturais do que pela interferência de conhecimentos técnico-científicos. A feira livre é um dos mais importantes mecanismos de abastecimento de alimentos de famílias. identificando-se os significantes das falas. A percepção do risco está presente no pensamento e na reflexão. portanto. hortifrútis e onde se preparam e comercializam lanches e refeições. utilizando técnicas de entrevista semiestruturada.RESUMO O objetivo deste estudo foi compreender os significados do risco da contaminação alimentar para os feirantes de Camaçari. mas não na prática cotidiana. A noção de contaminação restringiu-se às percepções dos sentidos. comprometem a qualidade do alimento. O processo de compreensão foi desenvolvido pela análise hermenêutica. O agrotóxico é representado como algo imponderável. Tais condições contrariam a legislação sanitária em vigor. Contaminação alimentar. em geral. diário e observação participante. nos equipamentos e utensílios. provocando estranhamento na relação dos feirantes com os alimentos. nas práticas de manipulação e na qualidade dos produtos ofertados. 4 . Bahia. As carrocinhas e lanchonetes que prepararam e comercializam alimentos prontos para o consumo também apresentam graves problemas relativos à higiene. concebe o perigo por meio dos miasmas como na era pré-microbiana (os microrganismos são invisíveis no plano real). invasor do mundo conhecido. A contaminação microbiana é desconhecida pelo feirante que.

crianças. como também para os consumidores. aproximando pessoas e fortalecendo os laços de afeto entre aqueles que nela trabalham para sobreviver ou que apenas se ocupam para ter um que fazer. A feira é um espaço polissêmico em que vidas se cruzam. A feira é livre e livre sentem-se seus feirantes. em meio à aparente desorganização das barracas. As autoras revelam a falta de efetividade das leis sanitárias e a pouca influência destas na construção das práticas higiênicas. O enfoque nas referências às ciências biológicas com que este assunto é tratado não enfatiza os valores culturais dos sujeitos feirantes em seu processo de aprendizagem e experiências sobre as noções de higiene e contaminação alimentar. turistas. Sua significância econômica expressa-se tanto para os feirantes. Representa também o lugar de sociabilidades. onde estão envolvidas nos sistemas de mercado regional. oferecem às centenas de olhares uma exposição de mercadorias das mais coloridas. imersas em cheiros e maus cheiros de restos de alimentos espalhados pelo chão. A feira constituiu-se em um importante fator de distribuição e dinamizador econômico. representando um dos principais meios de sobrevivência para as populações das pequenas cidades dessas regiões. saneamento básico e a precária infraestrutura (falta ou inadequação de estacionamentos e de sanitários públicos). a exemplo das toxinfecções alimentares. Conversas que se misturam num som confuso. transeuntes. moradores de ruas e animais dividem o mesmo lugar. aliadas às adversidades da estrutura física e ao precário conhecimento dos feirantes sobre as boas práticas de manipulação e comercialização de alimentos. qualidade de vida. distintas e vindas de diferentes lugares. A concentração de comerciantes em um único lugar resulta numa concorrência que apresenta impacto positivo na qualidade. A carência de higiene. reagindo às mudanças que ocorrem no campo político e econômico do país. Os fiscais municipais adotam medidas coercitivas e punitivas.INTRODUÇÃO: A grande variedade de produtos e a diversidade nos preços se destacam entre os fatores que viabilizam as feiras livres como relevante canal de comercialização. Entretanto. na quantidade e nos preços dos produtos. necessitando de uma intervenção para melhoria da atividade e proteção à saúde dos consumidores. atraindo grande número de consumidores. sobretudo no Norte e Nordeste do Brasil. consumidores. organização. idosos. desenvolvendo o processo de comercialização e de trocas inter-regionais. Esses fatores podem representar riscos à saúde pública pela veiculação de doenças transmitidas por alimentos e ambientes contaminados pela presença de lixo e saneamento precário. convivem e experimentam um cotidiano de diversidades. que podem encontrar nelas alimentos a preços mais acessíveis. aliada ao desinteresse do poder público municipal foram detectados em estudo realizado na feira de 5 . que muitas vezes têm na feira sua principal fonte de renda. em detrimento de uma via dialógica entre os personagens da feira. Feirantes. diversos estudos centrados na esfera dos riscos biológicos demonstram as inadequadas condições de higiene nesses locais.

6 . foram realizadas visitas técnicas aos locais que comercializam carnes vermelhas e de aves. da água. apenas almeja por mais conforto. Essa particularidade do município traz novos significados para a percepção da contaminação alimentar na feira popular. principalmente. há dificuldade em controlar os efeitos provocados pelo uso desses produtos. o qual abordará aspectos culturais. onde ocorreu uma das maiores contaminações químicas por metais pesados do mundo. esta pesquisa busca maior aproximação com a realidade dos feirantes em Camaçari. o mercado de agrotóxicos movimentou no Brasil cerca de 4. os danos causados estendem-se a longo prazo. longa jornada de trabalho. envolvendo riscos que podem ser cumulativos e até desconhecidos. no entanto. No caso dos feirantes.Camaçari. ausência de dispositivos e mecanismos básicos de proteção. Somam-se a estas questões. devido. vendidos em feiras. devido ao fato de ser uma contaminação “invisível”. Para tanto. Entretanto. a aplicação está presente na maior parte das culturas. à falta de orientações adequadas. a contaminação pode ser ocasionada pela manipulação e ingestão de alimentos contendo resíduos de agrotóxicos. mas as que mais trazem preocupação são aquelas consumidas em grande quantidade pela população na forma in natura”. trata-se de um objeto inscrito no universo simbólico. principalmente por chumbo. foi constatado que a população não deseja mudar esta “desordem”. Diante disso. no intuito de compreender os significados da contaminação alimentar. Com base nestas considerações. microbiológica ou química. hortifrútis e nos locais onde se preparam e comercializam lanches e refeições. do solo ou dos alimentos. Revertido este valor para a saúde humana. Além disso.2 bilhões de dólares. motivo de escolha do local da pesquisa. inseridos no cenário de contaminação ambiental. Em 2004. Neste sentido. A compreensão dos signos socialmente (ré)construídos entre esses sujeitos irá contribuir para desvendar os significados da contaminação alimentar no cotidiano da feira em um município atingido por grave problemática ambiental. nesse estudo. os riscos são imediatos. Bahia. atingindo a população local pela contaminação do ar. pescados. em razão das escassas informações disponíveis sobre a exposição a estas substâncias e da liderança mundial do Brasil nesse consumo. 10:361362 a exemplo dos alimentos frescos. Outro dado preocupante diz respeito à contaminação alimentar por agrotóxicos. Bahia. a exposição dos feirantes a variações climáticas. Para o trabalhador rural. município do estado da Bahia. entre outros múltiplos fatores de risco para a saúde. alia-se a estas questões a inserção do estudo na região de Santo Amaro. Durante a pesquisa. PROCEDIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS: A pesquisa ocorreu no município de Camaçari. e o trabalho de campo foi desenvolvido por meio de 07 visitas. o consumidor é impossibilitado de reconhecer os alimentos que receberam a pulverização de produtos não permitidos ou além do limite autorizado. “De forma geral.

O processo de compreensão desenvolveu-se pela análise hermenêutica apoiada em repetidas leituras da narrativa textual. dos utensílios e equipamentos. foram identificados os significantes ou unidades analíticas das falas. As entrevistas foram transcritas para análise textual. o lixo é produzido a céu aberto. permitindo ao pesquisador maior aproximação com a realidade desse. 7 . CARACTERÍSTICAS DA FEIRA A feira está localizada no centro da cidade. Estes são tecidos pela própria fala dos sujeitos. assim como. materiais eletrônicos. Os dados secundários foram coletados da legislação municipal e federal referentes à comercialização e manipulação de alimentos. mas que são percebidas na própria realidade. que são entendidos como expressões mais significativas do problema. sem padronização. após apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. por meio de uma “descrição densa” dos significados construídos e reconstruídos pelos agentes sociais como uma teia que interliga de forma holística os aspectos objetivos e subjetivos de sua cultura. Apresenta produtos diversos. além de obstruir a rede pluvial. mediante uma imersão em profundidade no fenômeno da contaminação alimentar. Além disso. como a entrevista semiestruturada. os pontos de venda expõem materiais diversos. que privilegia a experiência do sujeito. sendo foco de doenças. Os nomes dos sujeitos são fictícios para preservar-lhes as identidades. balaios de madeira. carros de mão. alimentos em geral. Quanto à situação da feira e ao seu ordenamento. Também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os gestores municipais responsáveis pelas feiras. Nesse processo de compreensão. As fontes de dados foram primárias e secundárias: os dados primários foram coletados durante as visitas técnicas às feiras livres. Essas técnicas foram válidas para alcançar a compreensão dos significantes e outros signos das narrativas. as condições higiênico-sanitárias do ambiente de comercialização e preparo dos alimentos (carnes vermelhas e de aves. bancas. produtos de limpeza. Os produtos são expostos em barracas. com os feirantes e com os funcionários que realizam a fiscalização. e ocupam o logradouro público. sendo consideradas satisfatórias quando as narrativas sobre o objeto tornaram-se similares. Para obtenção dos dados. possibilita adentrar no mundo particular do “outro” sujeito. As entrevistas visaram conhecer a organização das feiras e identificar as demandas para a sua melhoria. interligadas ao seu contexto social. calçados. material escolar. As entrevistas foram realizadas com sete feirantes. estendendo-se por cerca de 500 m. acessórios. sacos plásticos ou diretamente sobre o chão. flores. incluindo passeios e ponte. utensílios domésticos.Trata-se de um estudo de abordagem etnográfica. dos manipuladores. Também foram registrados outros detalhes que subsidiaram as observações. bijuterias. como roupas. ocasião em que se observaram à organização dos setores. pescados e refeições). revelando similitudes e diversidades do fenômeno estudado. além das falas. caixotes plásticos ou de madeira. em lonas. hortifrútis. foram utilizadas algumas técnicas das ciências humanas. o diário e a observação participante ou direta. A observação participante permite ao pesquisador captar situações não obtidas pela entrevista. brinquedos. entre outros.

Em relação à organização. local onde as carnes e os pescados ficam expostos para comercialização. tendo em vista o acúmulo de grande quantidade de resíduos proveniente da descama e evisceração. as condições do abate. os feirantes possuem precárias condições de trabalho. inclusive com proximidade de depósitos de lixo. carência de equipamentos adequados para a operação. de forma que todo o resíduo gerado durante a comercialização é colocado no chão. urinam nas barracas (onde são guardados os alimentos) e defecam no chão. Em todos os setores da feira não existe abastecimento regular de água. principalmente cachorros. onde se comercializam os pescados. Tal situação dificulta a higienização dos manipuladores. As barracas de madeira estão em péssimo estado de conservação e muito sujas. sendo veículo de contaminação e promoção de mau cheiro. os hortifrútis e os cereais. esta situação se torna mais crítica no setor de comercialização de pescado. na prática isso não acontece. os utensílios de preparo dos alimentos são velhos e 8 . Não existem coletores de lixo. A situação é mais crítica nos setores de carnes vermelhas e pescado. Nos setores de bares e lanchonetes. animais fadigados e manipuladores sem higiene pessoal. as aves. carnes e vísceras são inadequadas. RESULTADOS Organização e estrutura das feiras de Camaçari.existindo poucas lixeiras no local. As carnes de aves são provenientes de abates em boxs existentes na feira. comercializam-se aves e cereais no mesmo lugar. os riscos inerentes a contaminação microbiológica se intensificam. causando desconforto aos feirantes e clientes e. especialmente de sangue nas bancadas das barracas. sendo observadas apenas as torneiras dos sanitários disponíveis dentro do Mercado. O banheiro público não tem boa higienização. O abastecimento de água é praticamente inexistente. pois é habito entre os feirantes alimentar esses animais. Nos setores de carnes e pescado. que se aglomeram nas bancas de mariscos e carnes. as condições de higiene na comercialização de alimentos e conservação de mariscos. Os feirantes dividem o local com animais. por exemplo. principalmente. de forma que o setor de pescado está entre os ambientes mais sujos e malcheirosos da feira. utilizadas para lavagem de mãos. inclusive. a feira de Camaçari apresentam as seguintes características: Teoricamente a feira está segmentada em setores. falta abastecimento regular de água. É comum a presença de animais como cães e gatos. as carnes. por serem alimentos muito perecíveis que demandam cuidados higiênicos mais criteriosos. principalmente nos setores de carnes e pescado. Tal fato promove mau cheiro e atrai insetos e roedores. no entanto. No setor de pescado. Em todos os boxs visitados. é comum encontrar resíduos orgânicos. equipamentos e alimentos. não respeitam os preceitos higiênico-sanitários: sujos. onde se preparam e comercializam lanches e refeições. muitos feirantes colocam o pescado sem refrigeração em sacos de náilon que ficam no chão.

especialmente no setor de carne. As barracas onde as frutas e hortaliças ficam expostas são de madeira ou ferro. inclusive a maioria das balanças apresenta ferrugem. os principais problemas identificados foram: vestuário impróprio para manipulação de alimentos (os comerciantes não usam toucas e luvas e alguns utilizam aventais. Observou-se os seguintes problemas em relação a equipamentos e utensílios: As carnes e os pescados são expostos para comercialização diretamente na madeira da barraca ou em cima de esteira de palha. uma vez que não é lavável. neste contexto. especialmente os hortifrutigranjeiros deteriorados. as caixas são sujas e o gelo não tem procedência segura. O lixo. os principais equipamentos utilizados são barracas. Cabe destacar que a falta de abastecimento de água é dos pontos críticos da feira. Equipamentos e utensílios: Na feira livre. a higiene pessoal é negligenciada (mãos sujas. as paredes e os pisos são sujos e sem revestimento de cerâmica. Qualidade higiênica dos alimentos: 9 . As balanças e facas são velhas e sem higienização. Manipuladores dos alimentos: Os comerciantes desrespeitam as boas práticas de manipulação dos alimentos. Nos bares e nas lanchonetes. baldes.sujos. não existe fornecimento de água. os principais utensílios utilizados são faças. mesmo assim. inexistem coletores de lixos. mas que estão sempre sujos. é comum a manipulação de dinheiro ou a prática do fumo ao mesmo tempo em que se trabalha com os alimentos e muitos comerciantes têm o hábito de cuspi no próprio chão e/ou próximo dos alimentos. muitas não apresentam a proteção de lona e encontram-se em péssimo estado de conservação. o ambiente é sujo e os manipuladores desconhecem as boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos. local onde se preparam e comercializam lanches e refeições. A palha e o papelão são materiais impróprios para colocar alimentos. causando mal odor e atraindo insetos e parasitas. balanças e freezer. papelão ou lona plástica. Diante do cenário. bacias e caixas de isopor. ficam próximos as barracas. barbas e cabelo por fazer e unhas grandes e sujas). serras. pois não se pode ter procedimentos higiênicos na ausência de água. onde se observou os feirantes com os aventais sujos de sangue). sendo comum o uso de baldes para acondicionar a água usada para a higienização. Alguns comerciantes de pescado utilizam caixas de isopor para refrigeração dos produtos. pôde-se observar que o desconhecimento da legislação sanitária em vigor e a falta de infra instrutora são os principais motivos dos problemas higiênicos identificados na feira.

18:30 como se pode notar na fala do feirante: “Aquilo ali no chão mesmo está errado [frutas vendidas no chão 10 . olhos opacos. convém salientar que existe uma gastronomia típica de feira que é apreciada por profissionais liberais. Neste sentido. preferencialmente. é comum observar a formação de salmoura. neste caso. as carnes. no final. Vou trabalhar em lugar sujo [desorganizado]?” (Joana.. especialmente quando acompanhados de macaxeira e/ou cuscuz. fica-se com “[. os alimentos não são impuros em si.feito. principalmente a bovina. falta de rigidez e mau cheiro. as frutas e legumes não têm boa aparência. A buchada. na medida em que ordenar pressupõe repelir os elementos não apropriados. especialmente a microbiológica e sensorial. em sua maioria. ou seja. mas é impuro colocá-los sobre a mesa de jantar. possivelmente pelo calor e falta de refrigeração. 48 anos). mas é impuro deixar os utensílios de cozinha num quarto de dormir. devendo ser excluídos quando se quer manter a ordem. a qualidade das frutas e verduras depende do horário. o guisado e o frango assado são os pratos mais solicitados. O impuro e o poluente devem ser abordados pelo prisma da ordem. o bode. Neste sentido.As condições inadequadas de higiene e a falta de refrigeração durante a comercialização têm impactos negativos na qualidade da carne. têm cor escura e apresentam-se ressecadas.. como se verifica nos seguintes exemplos: os sapatos não são impuros em si. Nos bares e lanchonetes.] a velha definição nas mãos: qualquer coisa que não está no seu lugar”. especialmente nas vísceras. Os peixes. as refeições são servidas como prato. A impureza é concebida como uma espécie de compêndio de elementos repelidos pelos sistemas ordenados ou esquema habitual de classificação. mas estes significados não podem ser determinados com base em propriedades biológicas ou físicas. Abstraindo-se a patogenia e a higiene das ideias sobre a impureza. relações e coisas que povoam a existência humana manifestam-se essencialmente como valores e significados. CONTAMINAÇÃO ALIMENTAR NA VISÃO DOS FEIRANTES As pessoas. as ideias de impureza são expressões de sistemas simbólicos e a diferença entre os comportamentos face à poluição em qualquer parte do mundo é apenas uma questão de pormenor. Como é tradição nas feiras. intelectuais e turistas. não têm boa aparência: sem brilho no corpo. A maioria dessas refeições não tem boa aparência e é oferecida para um consumidor de baixo poder aquisitivo. a aparência das carnes nem sempre é agradável. A impureza é o subproduto de uma organização e de uma classificação da matéria. qualquer objeto ou ideia que traga confusão ou contradiga nossas classificações face à poluição é condenado pelo comportamento e hábitos mais profundamente enraizados O relato de um dos entrevistados apresenta um exemplo desse tipo de classificação: “Todo dia eu varro minha barraca.

os quais utilizam expressões vagas. muito mais como um ato civilizador e de adestramento do que um ato de cuidado com a saúde e prevenção de doenças. de incentivos materiais ao conformismo. Apenas uma feirante relatou em sua fala o cuidado com a higiene para evitar contágio por bactérias. citando a casa como o lugar da limpeza. principalmente. de um corpo policial. poeira.20 Para evitar a contaminação. A dificuldade de explanação dos feirantes sobre o tema. A única coisa que eu acho errado aqui é isso. nas reflexões cotidianas. apenas quando questionados. e permanece na invisibilidade. as práticas de higiene inadequadas observadas na feira parecem não importar tanto aos feirantes. como lixo. Neste estudo. ordenado. como se a feira fosse um lugar de sujeira. Revista Baiana de Saúde Pública Porém. ressaltante da baixa escolaridade dos sujeitos e da falta de ações educativas. fazendo com que os indivíduos se conformem porque os outros também o fazem. Eu jamais colocaria uma mercadoria minha no chão. Os feirantes expressaram a preocupação em não vender alimentos no chão. ainda assim. 11 . as regras de higiene eram impostas à população. a limpeza dos alimentos deve ocorrer em casa. limpo.sobre um plástico].” (Pedro. de inspetores e de homens especializados que vigiam os atos com todo um aparato de controle social. uma esquematização positiva na qual ideias e valores se encontram dispostos de forma ordenada e. A cultura. no que se refere aos valores públicos e padronizados de uma comunidade. exerce certa autoridade. além da ideia de desordem. Por isso. de sanções punitivas particulares. 43 anos. ambiente familiar. fornece-lhes algumas categorias básicas. Nas conversas informais com os feirantes. que mantêm algumas práticas anti-higiênicas. percebe-se que as noções acerca da contaminação na feira têm pouca interferência de conhecimentos técnico-científicos. não foram explícitas. Esta relação de autoridade e conformismo pode ser observada entre alguns feirantes. Historicamente. nem todos se sentiam à vontade para falar. o assunto era tratado por eles e. os entrevistados acreditam que a lavagem e o cozimento São os processos mais importantes para limpeza dos alimentos. pois. de caráter tautológico. ao mediar a experiência dos indivíduos. eu não boto. como também se faz acompanhar de certas formas de coerção social. sobretudo. até o século XVII. o chão representa as sujidades acumuladas na feira. o tema da contaminação não aparecia. grifo nosso). As noções de contaminação microbiológica. As práticas de higiene eram normas de civilidade e algumas formas de comportamentos eram proibidas por questões de estética. “conhecido”. foi detectada em estudo sobre a categoria higiene. Assim. talvez porque fosse difícil descrever algo que não existe na sua realidade imediata. por serem feias à vista e gerarem associações desagradáveis. A diferenciação social provoca uma tomada de consciência da sociedade e dos mecanismos da vida em comum. como expor determinados alimentos no chão da feira. quanto à noção de contaminação microbiológica.

. o olfato era detector de perigos. “[. A casca representa um papel protetor. tornando desnecessária a lavagem dos alimentos. são tratados com naturalidade. possíveis transmissores de doenças e impurezas. O cheiro. como evidencia a fala de Berenice (52 anos): “Na feira tem tudo. indicando uma perturbação da ordem. sendo importante para identificar o ar fétido. entre os feirantes. Os animais. Além do aspecto visual e aparente. A uva. mosca. ressaltando que foi relatado um caso de morte de um feirante por leptospirose. conforme antiga teoria miasmática da medicina. “O coco tem a casca. quando os mesmos apresentam cheiros. Esta visibilidade também foi destacada em estudo que refere a dificuldade dos feirantes em associar a contaminação a algo não percebido pelo olhar. são vistos como fonte de contaminação por transmitirem doenças. Entretanto. Qual a feira que não tem?” O risco de contaminação existe para os feirantes quando os alimentos ficam expostos às sujeiras sem uma proteção. como na época pré-científica. que representava o perigo. Com a evolução da história. Como cita Berenice. quando é consumida apenas a polpa. como uma carapaça. grifo nosso).21. Citam como doenças a raiva e a leptospirose. quando estes possuem casca e quando esta não é comestível. porque as pessoas escarram. porém. fazem xixi. mas se come a casca. 12 . cachorros e insetos (moscas e baratas). 68 anos. não identifica apenas o lixo..” (Dalva. No passado. O mesmo se pode relacionar ao lixo. a limpeza era relacionada ao cuidado estético mais que ao higiênico. A proteção é intrínseca à natureza.22 Portanto. sabores e aromas não característicos.] as doenças estão vindo pelo ar que a gente nem sabe”. ao associar as doenças com os miasmas. No entanto. passa rato. Historicamente.” (Dalva. considerados danosos a saúde. acreditava-se que a contaminação era transmitida por miasmas. não existe o risco. o foco voltou-se para a saúde. protegendo os alimentos dos contaminantes externos. como também ao incômodo visual. mas não com os alimentos. o paladar e o olfato são utilizados no processo de identificação de alimentos estragados ou contaminados. a noção de contaminação associa-se ao que os órgãos dos sentidos são capazes de perceber.excrementos humanos e de animais que representam os contaminantes físicos visíveis.22 Nesse período. é associado ao perigo. grifo nosso). Por isso. então protege. como a melancia aberta. 68 anos. rato. pois a retirada do lixo simboliza não necessariamente o afastamento do perigo (contaminante). uma embalagem. até meados do século XIX. antes de Pasteur. tem lama. como ratos. mas sim do incômodo.“ O chão é sujo. mantida presente no imaginário popular. pode-se observar uma associação entre sujo e limpo relacionada à aparência. que consistia na absorção de ar corrupto que degenerava os humores corporais. o qual incomoda devido ao mau cheiro que torna o ambiente desagradável. caju têm casca.

como estratégia de defesa individual e coletiva contra o sofrimento no trabalho.Neste sentido.. Isso se configura. os quais não fazem parte do cotidiano desses sujeitos. sua cultura. da tradicional forma de relacionar-se com a terra. Como se fosse algo novo. segundo o autor. como “não discutir”.” (Berenice. O agrotóxico passa a ser um marco de mudança. Agora dizem que botou uma coisa pra melhorar. bonita. a gente não podia usar. 13 . sem alternativa de controle ou eliminação. grifo nosso). o que indica a adição do produto. “negar o problema”. Mas antes faltar e ser uma alimentação sadia. imponderável. porque tinha época de ter. chupando cana e tudo mais. quando estes são entendidos como parte da vida. “O abacaxi mesmo que a gente vende. 48 anos. Hoje em dia não falta mais nada. Fruto nenhum que desse ali por aquela região. Quanto à contaminação química por agrotóxicos. Muitos que vem da CEASA. significada apenas nos discursos técnico-científicos. O saber sobre o perigo vai-se constituindo na relação com o mundo e com o outro.] A laranja fica brilhando. o mundo atual cheio de perigos. pra não faltar alimentação. grifo nosso). que chega você sente o gosto. grifo nosso). de inovação. de quebras de significados. “A manga. quer dizer que ali já [tem agrotóxico] [. a contaminação microbiológica permanece velada na feira. A manga faltava. Mas mentira que continuava chupando manga. 66 anos. Paradoxalmente. esta é mais explícita por ser perceptível aos feirantes pela mudança do sabor e tempo de maturação dos alimentos. o agrotóxico passa a ser considerado valorizado. Este fato assemelha-se aos achados de estudo6 sobre categorias de trabalhadores que naturalizam os riscos. por estar presa a esta realidade e não ter alternativas ou instrumentos concretos capazes de mudar esta situação. mas não aguenta nada. 52 anos. Revista Baiana de Saúde Pública Pode-se dizer que a população criou estratégias de defesa contra o sofrimento e o temor das consequências. Ele é natural mesmo. representando o moderno. com base nas vivências cotidianas. considerando a ordem do lugar e das coisas.” (Joana.” (Carmem. “não agir”.. levando à perda de controle sobre seu mundo. que vem desvalorizar a forma ancestral destes sujeitos tratarem os alimentos. Os agrotóxicos surgem como um invasor deste mundo conhecido. pois apropriar-se do agrotóxico pode significar uma aproximação ou entrada no mundo moderno. Os aspectos mais relevantes para a construção simbólica do fenômeno da contaminação correspondem ao que o olhar é capaz de enxergar e ao que se pode sentir e cheirar. comendo goiaba. era pouco. porque comia e não tinha nada. inerente ao trabalho. Este traz o mundo de fora que penetra no mundo conhecido da relação entre indivíduo e alimento. o rapaz não bota nenhum produto químico. em detrimento do antigo saber do agricultor. “Quem nunca viu tomate apodrecer na geladeira? Antigamente faltava tomate aqui na Pedra. a goiaba a gente não podia chupar.

se eles não fizerem isso.] Quer dizer. de acordo a forma como são produzidos. segundo as narrativas a seguir. por associarem alimentos contaminados por agrotóxicos ao risco do surgimento de doenças. Na feira de Camaçari estes produtos são também considerados ora veneno ora remédio. acham inviável a produção de alimentos sem sua utilização. As pessoas que vendem alimentos contaminados por agrotóxicos. por representar o novo que causa estranhamento com o alimento. o que torna o agrotóxico desvalorizado. alguns feirantes reproduzem a ideia da dependência agrícola aos insumos químicos.. Em estudo sobre esse tema. câncer de mama”. mas comia bem bom. o que indica que os feirantes têm algum conhecimento dos efeitos destes sobre a saúde humana. 66 anos. para gente comprar. porque está cheio de produto [. a autora identifica os termos veneno e remédio para denominação dos agrotóxicos pelos agricultores. grifo nosso). (Joana. eles não têm para vender. Revista Baiana de Saúde Pública “‘Vambora’ ver essas frutas e verduras [. acabando com a saúde do povo. Hoje que a gente está se alimentando mal. o familiar. Segundo as narrativas. Os feirantes que compram produtos do Centro de Abastecimento da Bahia (CEASA) para revender.] Então eu acho que isso tudo está trazendo mais doença. comer um pouco menos [por considerar ter agrotóxico].” (Joana.. câncer de útero. pode-se dizer que existe um valor atribuído aos alimentos. em ambas as formas.. grifo nosso). “Naquele tempo a alimentação era outra. Os feirantes valorizam o conhecido. pois é a própria contaminação. enquanto outros afirmam que. a despeito dos riscos. 48 anos.] Mamão é sadio? Não é sadio. Alguns entrevistados revelam uma insegurança ao consumir determinados alimentos. está infeccionando a gente do mesmo jeito. o agrotóxico provoca a mudança da relação com os alimentos. pois o Brasil representava um dos maiores mercados consumidores e tornou-se um círculo vicioso devido à resistência das pragas e ao esgotamento dos solos. pois todos são considerados produtos. “Dizem ‘tem que comer bastante verdura. Qualquer coisinha hoje é câncer de garganta.. Agora pra quê? Eu acho que se puder evitar.” (Carmem. os feirantes remetem a diversos tipos de substâncias químicas. não gostam de falar sobre o assunto. Essa dependência é resultante da pressão econômica de grandes grupos multinacionais. no caso agricultores. Conforme exposto. 14 .. Alguns entrevistados referem que os alimentos vendidos nesse local contêm agrotóxicos. A gente comia bem mal.. que é o pior [. não os consideram prejudiciais à saúde. tem comer bastante fruta’. como uma escala de valoração.Ao serem questionados sobre este assunto. 48 anos). “Agora por que eles fazem isso? Por causa das pragas.

Quem tem roça não vai botar produto. esse universo não foi alcançado. 48 anos. “Para os feirantes e consumidores.Antigamente não tinha agrotóxicos. Mas chamou outros produtos que vem embalado. Mais uma vez. mas gasta tanto com Baygon [inseticida]. a ideia de contaminação está associada muito mais a uma alteração estética do produto do que à presença de um contaminante. o invasor. aos alimentos mal cozidos e ricos em gordura. então nunca vai acabar [baratas]. associadas às formulações presentes nos saberes e crenças. essas melancias que vem de fora são sadias? Não são sadias. Ressalta-se que outro tipo de contaminação química por agrotóxicos (como raticidas e demais produtos). como era sua alimentação quando criança. Você acha que essas laranjas. comer bem é ingerir alimentos isentos de agrotóxicos. Feijão de corda que é daqui também. pois o alimento contaminado vem de fora. de um mal. porque é daqui do interior. A noção de contaminação está relacionada às limitações das percepções dos sentidos. Para os feirantes. Com relação aos significados da contaminação alimentar. os sujeitos associavam às doenças. devido à dificuldade financeira da família. este estudo permitiu percebeu-se que são construídos muito mais por influências culturais baseadas nos costumes e nas crenças do que pela interferência de conhecimentos técnico-científicos. “A única coisa que não pode pegar produto até agora é quiabo. sendo poucas vezes associado a um possível transmissor de doenças. não tem quem não diga que não tem produto. não menos importante. foi identificado nas falas. o agrotóxico é representado como o estranho. passa a ser transmissor de doença. O conhecimento científico é composto por conjuntos de instrumentos teóricometodológicos que permitem “enxergar” além dos sentidos. realizado de forma descontrolada e sem orientações pelos próprios feirantes. principalmente. 66 anos. outros não botam. tendo em vista a falta de acesso ao saber 15 . O agrotóxico passa a interferir na ordem cotidiana.” (Joana. que não tem produto. químico ou biológico. 52 anos). Plantava e como plantava crescia. Para Carmem. no entanto. para então construírem as explicações e os entendimento sobre os fenômenos observados de contaminação alimentar no cotidiano da feira.5:1612 Em suas vidas cotidianas. seja ele físico. quando chega a época. “Sempre a gente está botando remédio. Com base nessa percepção sensorial agregam saberes e crenças. o alimento é uma fonte de renda e festividades. Este se deve ao controle de ratos e baratas. como apregoa o discurso da ciência”.” (Berenice. Alguns feirantes acreditam que os alimentos plantados na zona rural do município não possuem agrotóxicos. grifo nosso). Os feirantes também foram questionados sobre a possibilidade de os alimentos serem transmissores de doenças. mesmo à época em que esta era escassa. pois o alimento.” (Carmem. Ainda que as entrevistas abordem as contaminações químicas e microbiológicas. antes fonte de vida e saúde. Uns botam. por serem limitados aos órgãos dos sentidos. Outra coisa boa também. grifo nosso). é jaca.

foram reveladas diversas reivindicações. pois esta não existe na realidade aparente. esta é mais explícita por ser perceptível aos feirantes ao causar mudança no sabor e no tempo de maturação dos alimentos. nas reflexões cotidianas. numa cidade com preocupantes índices de contaminação ambiental. relacionado à fábrica. de ordenamento. A explicação do fenômeno da contaminação alimentar fundamenta-se nas formulações orientadas pela antiga noção de miasma. podendo-se destacar: Melhor aplicação dos impostos pagos por eles. provocando um estranhamento. as caneletas dos esgotos estão abertas e os animais como cães e gatos circulam livremente entre as barracas. pois existem graves problemas higiênicosanitários que comprometem a qualidade dos produtos e colocam em risco a saúde do consumidor. Quando o alimento apresenta sinais não característicos. este foi naturalizado pelos feirantes e percebido como algo distante. Falta uma gestão que fiscalize a organização dos setores e a obediência às normas sanitárias. diante da necessidade de trabalhar desde a infância. CONCLUSÃO A comercialização dos produtos alimentícios na feira livre de Bananeiras e Solânea não respeita a legislação municipal e a federal. constata-se que. em especial o chumbo. Quanto ao risco de contaminação alimentar por metais pesados. Reivindicações dos feirantes: Nas entrevistas realizadas com os comerciantes. em que o referencial sensorial é determinante na experiência dos feirantes diante ao risco da contaminação alimentar. Melhoria na infraestrutura do mercado público. quando há questionamento acerca do tema. conceito empírico de sujo e limpo. Os feirantes expressaram dificuldade para explanar sobre o tema da contaminação microbiológica. Os maiores problemas da feira são estruturais: não existem coletores de lixos. Padronização na distribuição dos espaços físicos entre os pontos comerciais de cada setor da feira livre. indica uma perturbação da ordem ou associação ao perigo. permanecendo na invisibilidade. os sanitários não têm manutenção e limpeza. mas não na prática cotidiana. não existe fornecimento regular de água. Disponibilidade de segurança durante toda a feira livre e não apenas em alguns horários. A feira é um campo fértil para atividades de extensão que visem a 16 . O agrotóxico é representado como algo novo. invasor do mundo conhecido.técnico-científico e à baixa escolaridade apresentada. Os contaminantes físicos visíveis e os odores desagradáveis são os possíveis transmissores de doenças e impurezas. pelos sentidos da visão e do tato. A percepção do risco está presente no pensamento e na reflexão. alterando a relação dos feirantes com os alimentos. No que tange à contaminação por agrotóxicos.

Cleps GDG. 2008. Práticas de higiene em uma feira livre da cidade de Salvador (BA). Condições de saúde dos comerciantes do Mercado Municipal Albano Franco. 2003. p. sob a perspectiva da segurança alimentar: o caso da feira de Sete Portas. Fassa ACG. p. Ci Saúde Col. Comércio de rua na Bahia – o perfil do consumidor em Salvador e a caracterização do comércio em Mutuípe. Freitas MCS. Santana GR. Campinas (SP). et al. Intoxicação por agrotóxicos no Brasil: os sistemas oficiais de informação e desafios para realização de estudos epidemiológicos. 2003 Silva AIF. Cardoso RCV. Rev Homem. Espaço e Tempo. Minas Gerais. Holanda VCC. Para ler as feiras livres de Barreiras: uma percepção sóciocultural dos alunos de comunicação social da FASB/ INTERCOM. Cardoso RCV. Aracaju. Um estudo dos circuitos da economia urbana na cidade de Cariré-CE. Condições de trabalho e estilo de vida entre feirantes na cidade de Campinas – SP.15:1607-14. Almeida MD. In: Anais do XXII Seminário Estudantil de Pesquisa. 17 . Guimarâes TFD. Martins MTX. 1-13. In: Anais do XVI Congresso Interno de Iniciação Científica da Universidade Estadual de Campinas. 53-60. Salvador (BA). Facchini LA.com. acesso em [10 de outubro de 2008]. Extraído de [http:// www. Santos SMC. 2008. In: Bezerra ACD.br/ eptic_saude/interna. Salvador (BA). Minnaert ACST. 59. A inserção da feira-livre no espaço urbano de Uberaba – MG. Alimentos de rua no Brasil e saúde pública. Pimentel SS. Monteiro MI. Cuiabá: Fapemat. Mendonça M. In: Anais do II Simpósio Regional de Geografia “Perspectivas para o cerrado no século XXI”. p.eptic. 2008.php?c=188&ct=748&o=1]. 2010. Azevedo P. 2009 mar:52-71.12:25-38.capacitação dos feirantes em relação à manipulação higiênica dos alimentos. Lucena RM. no entanto. In: Anais do XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 2002. A venda de carnes em feiras livres de Salvador. os problemas estruturais encontrados nas feiras são um desafio a mais para o extensionista. EdUFMT. Rev Ci Saúde Col. 2007. Faria NMX. Mondin SP. Barreto MDA. Almeida MD. São Paulo: Annablume. p. Uberlândia. Otero JB.195. REFERÊNCIAS Costa AFC.

O pessimismo sentimental e a experiência etnográfica: porque a cultura não é um objeto em via de extinção. Rev Saúde Públ. Ministério da Saúde.gov. Mana. Bibeau G. 1991.saude. 2006. Deslandes SF. Gomes R. Minayo MCS. Jorge KC. 18 . método e criatividade. Salvador (BA): Universidade Federal da Bahia. Rio de Janeiro: Guanabara. Tavares TM. Costa ACA. Extraído de [http://portal. Berlin: Mouton de Gruyter. Chaves CR. O processo civilizador: uma história dos costumes. 1994. Rev Quím Nova. Petrópolis: Vozes. Rev Panam Salud Publ. v.Anvisa. Teles ACVS. Resíduos de agrotóxicos em alimentos. 3ª ed. 2006. 1989. Pesquisa Social: teoria. Nascimento LD. Beyond textuality: ascetism and violence in antropological interpretation. Elias N. Tavares TM.3(1):41-73. Lisboa: Edições 70.br/saude/ visualizar_texto. Douglas M. Campinas (SP). A interpretação das culturas. In: Anais do XXIV Simpósio Nacional de História. Silvany Neto AM. 2007. Liberdade [Dissertação]. Informe Técnico Institucional.15:147-54.40:361-3. Ensaio sobre as noções de poluição e tabu. Corin E. Avaliação de risco à saúde humana por metais pesados em Santo Amaro da Purificação. A modificação da vida urbana da cidade de São Paulo no século XIX a partir das ações sanitárias – A construção de cemitérios e a prática de sepultamentos. Pureza e perigo. Avaliação de exposição de populações humanas a metais pesados no ambiente: exemplos do Recôncavo Baiano. Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).cfm?idtxt=24117]. Geertz C. Chumbo no sangue de crianças e passivo ambiental de uma fundição de chumbo no Brasil. et al. acesso em [13 de abril de 2008]. Carvalho FM. 1995. Carvalho FM. 1992. 1997. Hábitos higiênicos: uma etnografia da higiene na Feira do Japão. Sahlins M.13:19-24. Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Cruz Neto O. 1994. I. 2003.

19 .