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Apostila de JAVA

Sumário
1. 1. Introdução ___________________________________________ 03
1.1. 1.1. O que é JAVA? ______________________________________ 03
1.2. 1.2. O que é uma Applet __________________________________ 03
1.3. 1.3. O que é uma Aplicação ________________________________ 03
1.4. 1.4. O que é o Appletviewer _______________________________ 03
1.5. 1.5. O que é Applet no WWW ______________________________ 03
1.6. 1.6. Criando uma Aplicação _______________________________ 04
1.7. 1.7. Criando uma Applet __________________________________ 04
2. O Básico ________________________________________________ 06
2.1 Variáveis e tipos de dados _________________________________ 06
2.2. Comentários ____________________________________________ 06
2.3. Caracteres Especiais _____________________________________ 07
2.4. Expressões e Operadores __________________________________ 07
2.5. Comparações ___________________________________________ 08
3. Arrays, Loops e Condicionais _______________________________ 10
3.1. Arrays ________________________________________________ 10
3.2. Condicionais ___________________________________________ 11
3.3. Operador Condicional ____________________________________ 12
3.4. Switch_________________________________________________ 12
3.5. Loop For ______________________________________________ 13
3.6. Loop While ____________________________________________ 13
3.7. Loop Do _______________________________________________ 13
4. Criando Classes e Aplicações em Java _________________________ 14
4.1. Definindo Classes _______________________________________ 14
4.2. Definindo Variáveis de Instância ___________________________ 14
4.3. Constantes _____________________________________________ 14
4.4. Variáveis de Classe ______________________________________ 14
4.5. Definição de Métodos ____________________________________ 15
4.6. A palavra chave this _____________________________________ 15
4.7. Passando argumentos para Métodos _________________________ 16
5. Mais sobre Métodos _______________________________________ 17
5.1. Polimorfismo ou Sobrecarga _______________________________ 17
5.2. Métodos Construtores ____________________________________ 19
5.3. Métodos Destrutores _____________________________________ 21
6. Window Toolkit __________________________________________ 22
6.1. Eventos _______________________________________________ 22
6.2. Componentes AWT ______________________________________ 26
6.3. Gráficos _______________________________________________ 33
7. Threads _________________________________________________ 36
7.1. O que são threads? _______________________________________ 36
7.2. Os estados de uma thread _________________________________ 37
7.3. Threads em Applets ______________________________________ 38
7.4. Herdando de Thread x Implementando Runnable _______________ 39
8. Procure Saber Mais Sobre __________________________________ 41
Referências Bibliográficas ____________________________________ 42
1. INTRODUÇÃO
1.1. O que é JAVA?
Java é uma linguagem de programação orientada a objetos desenvolvida pela Sun
Microsystems. Modelada depois de C++, a linguagem Java foi projetada para ser pequena,
simples e portável a todas as plataformas e sistemas operacionais, tanto o código fonte
como os binários. Esta portabilidade é obtida pelo fato da linguagem ser interpretada, ou
seja, o compilador gera um código independente de máquina chamado byte-code. No
momento da execução este byte-code é interpretado por uma máquina virtual instalado na
máquina. Para portar Java para uma arquitetura hadware/s específica, basta instalar a
máquina virtual (interpretador). Além de ser integrada à Internet, Java também é uma
excelente linguagem para desenvolvimento de aplicações em geral. Dá suporte ao
desenvolvimento de software em larga escala.

1.2. O que é uma APPLET?


Applet é um programa especial escrito em Java adaptado para instalação e execução
dentro de páginas HTML. Estas páginas podem então ser visualizadas num browser.

1.3. O que é uma APLICAÇÃO?


Aplicação é um programa mais geral escrito na linguagem Java. Não requer um
browser para sua execução. De fato, Java pode ser usada para criar todo tipo de aplicações
que usualmente você implementa com outras linguagens mais convencionais.

1.4. O que é o APPLETVIEWER?


Quem criou o Java espera que todos os browsers algum dia suportem as applets, o
que não acontece ainda. Para facilitar o desenvolvimento de aplicações, foi criado o
Appletviewer que mostra apenas a área onde é executada applet. Depois de testar bem seu
código com o Appletviewer, você deve então testá-lo com alguns browsers que suportem
Java para ver o efeito final.

1.5. O que é APPLET no WWW


As applets são disparadas quando se carrega uma página HTML. A seguir há um
exemplo de código HTML que dispara uma applet.

<HTML>
<HEAD>
<TITLE> Java </TITLE>
</HEAD>
<BODY>
<APPLET CODE=”nome.class” WIDTH=300 HEIGHT=100>
</APPLET>
</BODY>
</HTML>
1.6. Criando uma APLICAÇÃO
Para começar, criaremos uma simples aplicação em Java: a clássica “Hello World!”,
o exemplo que todos os livros de linguagens usam.

1.6.1. O código fonte


Como todas as linguagens de programação, o código fonte será criado em um editor
de texto ASCII puro. No Unix alguns exemplos são emacs, pico, vi e outros. No Windows,
notepad ou dosedit também servem.
A seguir, o código da aplicação “Hello World!” (arquivo: HelloWorld.java):

class HelloWorld {
public static void main (String args[]) {
System.out.println(“Hello World!”);
}
}

1.6.2. Compilando a aplicação


Para compilar a aplicação, basta digitar o comando:
javac HelloWorld.java
Este comando vai gerar o arquivo HelloWorld.class, que é o byte-code da aplicação.
Para executar o byte-code basta digitar o comando:
java HelloWorld

1.7. Criando uma APPLET


Criar uma applet é diferente de criar uma simples aplicação porque uma applet é
executada e visualizada dentro de uma página HTML. Como exemplo, novamente será
implementada a clássica “Hello World!”.

1.7.1. O código fonte


A seguir, o código da aplicação “Hello World!” (arquivo: HelloWorldApplet.java):
import java.awt.Graphics;

public class HelloWorldApplet extends java.applet.Applet {


public void paint (Graphics g) {
g.drawString (“Hello World!”,5,25);
}
}
1.7.2. Compilando a applet
Para compilar a applet, basta digitar o comando:
javac HelloWorldApplet.java
Este comando vai gerar o arquivo HelloWorldApplet.class, que é o byte-code da
applet. Para executar o byte-code é necessário haver uma página HTML, a qual tem o
código a seguir (arquivo: exemplo1.html):
<HTML>
<HEAD>
<TITLE> Java Hello World </TITLE>
</HEAD>
<BODY>
<APPLET CODE=”HelloWorldApplet.class” WIDTH=300 HEIGHT=100>
</APPLET>
</BODY>
</HTML>

1.7.3. Visualização
A página com código descrito anteriormente pode ser visualizada através de um
browser que suporte java ou do appletviewer utilizando-se do comando a seguir:
appletviewer exemplo1.html
2. O BÁSICO
2.1. Variáveis e tipos de dados
Variáveis são alocações de memória nas quais podemos guardar dados. Elas têm um
nome, tipo e valor. Toda vez que necessite usar de uma variável você precisa declará-la e só
então poderá atribuir valores a mesma.

2.1.1. Declarando variáveis


As declarações de variáveis consistem de um tipo e um nome de variável: como
segue o exemplo:
int idade;
String nome;
boolean existe;
Os nomes de variáveis podem começar com uma letra, um sublinhado ( _ ), ou um
cifrão ($). Elas não podem começar com um número. Depois do primeiro caracter pode-se
colocar qualquer letra ou número.

2.1.2. Tipos de variáveis


Toda variável deve possuir um tipo. Os tipos que uma variável pode assumir uma
das três “coisas” a seguir:
· · Uma das oito primitivas básicas de tipos de dados
· · O nome de uma classe ou interface
· · Um Array
Veremos mais sobre o uso de arrays e classes mais a frente.
Os oito tipos de dados básicos são: inteiros, números de ponto-flutuante, caracteres e
booleanos (verdadeiro ou falso).
Tipos Inteiros:
Tipo Tamanho Alcance
byte 8 bits -128 até 127
short 16 bits -32.768 até 32.767
int 32 bits -2.147.483.648 até 2.147.483.647
long 64 bits -9223372036854775808 até 9223372036854775807
Existem dois tipos de números de ponto-flutuante: float ( 32 bits, precisão simples)
e double (64 bits, precisão dupla).

2.1.3. Atribuições a variáveis


Após declarada uma variável a atribuição é feita simplesmente usando o operador
‘=’:
idade = 18;
existe = true;

2.2. Comentários
Java possui três tipos de comentário, o /* e */ como no C e C++. Tudo que estiver
entre os dois delimitadores são ignorados:
/* Este comentário ficará visível somente no código o compilador ignorará
completamente este trecho entre os delimitadores
*/

Duas barras (//) também podem ser usadas para se comentar uma linha:
int idade; // este comando declara a variável idade

E finalmente os comentários podem começar também com /** e terminar com */.
Este comentário é especial e é usado pelo javadoc e para gerar uma documentação API do
código. Para aprender mais sobre o javadoc acesse a home page (http://www.javasoft.com).

2.3. Caracteres especiais


Caracter Significado
\n Nova Linha
\t Tab
\b Backspace
\r Retorno do Carro
\f “Formfeed” (avança página na impressora)
\\ Barra invertida
\’ Apóstrofe
\” Aspas
\ddd Octal
\xdd Hexadecimal

2.4. Expressões e operadores


2.4.1. Operadores Aritméticos
Operador Significado Exemplo
+ soma 3+4
- subtração 5-7
* multiplicação 5*5
/ divisão 14 / 7
% módulo 20 % 7

Exemplo Aritmético:
class ArithmeticTest {
public static void main ( Strings args[] ) {
short x = 6;
int y = 4;
float a = 12.5f;
float b = 7f;

System.out.println ( “x é “ + x + “, y é “ + y );
System.out.println ( “x + y = “ + (x + y) );
System.out.println ( “x - y = “ + (x - y) );
System.out.println ( “x / y = “ + (x / y) );
System.out.println ( “x % y = “ + ( x % y ) );
System.out.println ( “a é “ + a + “, b é “ + b );
System.out.println ( “ a / b = “ + ( a / b ) );
}
}
A saída do programa acima é :

x é 6, y é 4
x + y = 10
x - y = 2
x / y = 1
x % y = 2
a é 12.5, b é 7
a / b = 1.78571

2.4.2. Mais sobre atribuições


Variáveis podem atribuidas em forma de expressões como:
int x, y, z;
x = y = z = 0;
No exemplo as três variáveis recebem o valor 0;
Operadores de Atribuição:
Expressão Significado
x += y x=x+y
x -= y x=x-y
x *= y x=x*y
x /= y x=x/y

2.4.3. Incrementos e decrementos


Como no C e no C++ o Java também possui incrementadores e decrementadores :
y = x++;
y = --x;
As duas expressões dão resultados diferentes, pois existe uma diferença entre
prefixo e sufixo. Quando se usa os operadores ( x++ ou x-- ), y recebe o valor de x antes de
x ser incrementado, e usando o prefixo ( ++x ou –x ) acontece o contrario, y recebe o valor
incrementado de x.

2.5. Comparações
Java possui várias expressões para testar igualdade e magnitude. Todas as
expressões retornam um valor booleano (true ou false).

2.5.1. Operadores de comparação


Operador Significado Exemplo
== Igual x == 3
!= Diferente ( Não igual) x != 3
< Menor que x<3
> Maior que x>3
<= Menor ou igual x <= 3
>= Maior ou igual x >= 3
2.5.2. Operadores lógicos
Operador Significado
&& Operação lógica E (AND)
|| Operação lógica OU (OR)
! Negação lógica
& Comparação bit-a-bit E (AND)
| Comparação bit-a-bit OU (OR)
^ Comparação bit-a-bit OU-Exclusivo (XOR)
<< Deslocamento a esquerda
>> Deslocamento a direita
>>> Deslocamento a direita com preenchimento de zeros
- Complemento bit-a-bit
x <<= y Atribuição com deslocamento a esquerda ( x = x << y )
x >>= y Atribuição com deslocamento a direita ( x = x >> y )
x >>>= y Atribuição com deslocamento a direita e com preenchimento de
zeros ( x = x >>> y )
x &= y atribuição AND ( x = x & y )
x |= y atribuição OR ( x = x | y )
x ^= y atribuição XOR ( x = x ^ y )
3. ARRAYS, LOOPS E CONDICIONAIS
3.1. Arrays
Arrays em Java são diferentes do que em outras linguagens. Arrays em
Java são objetos que podem ser passados e acoplados a outros objetos.
Arrays podem conter qualquer tipo de elemento valorado(tipos primitivos
ou objetos), mas você não pode armazenar diferente tipos em um simples array.
Ou seja, você pode ter um array de inteiros, ou um array de strings, ou um
array de array, mas você não pode ter um array que contenha ambos os objetos
strings e inteiros.
A restrição acima descrita significa que os arrays implementados em
Java são genéricos homogêneos, ou seja, um único array pode armazenar
qualquer tipo de objeto com a restrição que todos sejam do mesma classe.

3.1.1. Declarando um Array:

String difficult[];
Point hits[];
int temp[];

Outra alternativa de declaração:

String[] difficult;
Point[] hits;
int[] temp;

3.1.2. Criando Objetos Arrays:


Um dos caminhos é usar o operador new para criar uma nova instância de um array,
por exemplo:

int[] temps = new int[99];

Quando voce cria um objeto array usando o operador new, todos os índices são
inicializados para você ( 0 para arrays numéricos, falso para boolean, ‘\0’ para caracteres, e
NULL para objetos). Você também pode criar e inicializar um array ao mesmo tempo.

String[] chiles = { “jalapeno”, “anaheim”, “serrano” , “jumbou”,


“thai”};

Cada um dos elementos internos deve ser do mesmo tipo e deve ser também do
mesmo tipo que a variável que armazena o array. O exemplo acima cria um array de Strings
chamado chiles que contém 5 elementos.
3.1.3. Acessando os Elementos do Array
Uma vez que você têm um array com valores iniciais, você pode testar e mudar os
valores em cada índice de cada array.

Os arrays em Java sempre iniciam-se na posição 0 como no C++. Por exemplo:


String[] arr= new String[10];
arr[10]=”out”;

Isto provoca um erro de compilação pois o índice 10 não existe, pois isto está fora
das bordas do array.

arr[9] = “inside”;

Esta operação de atribuição é válida e insere na posição 9 do array, a string


“inside”.

3.1.4. Arrays Multidimensionais


Java não suporta arrays multidimensionais. No entanto, você pode declarar e criar
um array de arrays e acessá-los como você faria no estilo-C.

int coords[][]= new int[12][12];


coords[0][0] = 1;
coords[0][1] = 2;

3.2. Condicionais
O condicional contém a palavra chave if, seguido por um teste booleano. Um
opcional else como palavra chave pode ser executado na caso do teste ser falso, Exemplo:

if ( x < y)
System.out.println(“ x e menor do que y”);
else
System.out.println(“ y e maior);

Nota técnica: A diferença entre o if em Java e C ou C++ é que o teste deve retornar um
valor booleano(true ou false).

3.2.1. Bloco
Um bloco é definido por ({}) e contém um grupo de outros blocos. Quando um
novo bloco é criado um novo escopo local é aberto e permite a definição de variáveis
locais. As variáveis definidas dentro de um bloco só podem ser vistas internamente a este, e
são terminadas ou extintas no final da execução deste(}).
void testblock(){
int x = 10, w=1;

if (x> w)
{ // inicio do bloco
int y=50;
System.out.println(“dentro do bloco”);
System.out.println(“x:” + x);
System.out.println(“y:” + y);
} // final do bloco

System.out.println(“w:” + w);
System.out.println(“y:” + y); // erro variável não conhecida
}

3.3. O operador Condicional


Uma alternativa para o uso do if e else é um operador ternário condicional. Este
operador ternário (?: ) , é chamado assim porque tem três termos como parâmetro.
Exemplo:
test ? trueresult : falseresult
int menor = x < y ? x : y ; // A variável menor recebe o valor do menor
entre x e y.

3.4. O switch
Um comum mecanismo para substituição de ifs que pode ser usado para um grupo
de testes e ações junto a um simples agrupamento, chama-se switch.
switch (teste){
case valorum;
resultum;
break;

case valordois;
resultdois;
break;

case valortres:
resulttres;
break;

default: defaultresult;
}

O valor é comparado com cada um dos casos relacionados. Se a combinação não for
encontrada, o bloco default executado. O default é opcional, então caso este não esteja
associado ao comando, o bloco do swicth sem executar nada.
3.5. Looping For
O loop em Java tem esta sintaxe:

for(inicialização; teste; incremento) {


bloco de comandos;
}

Você também pode incluir um comando simples, sendo assim não há necessidade
da utilização de chaves. Exemplo:

String strArray[] = new String[10];


for ( i=0; i< strArray.length; i++)
strArray[i]=””;

Inicializa um array de10 elementos com “”;

3.6. Loop While


O while é usado para repetir um comando, ou um conjunto de comando enquanto a
condição é verdadeira.

While (condição){
bloco de comandos;
}

A condição é uma expressão booleana. Exemplo:

int count=0;
while( count < array1.length && array1[count]!=0){
array2[count]=(float) array1[count++];
}

3.7. Loop Do
A principal diferença entre o while e o do é que o teste condicional no caso do while
é feita antes de se executar o código interno ao loop. Desta forma, o que pode acontecer
no while é que o loop pode não ser executado se a condição for false. Já no loop do o corpo
do loop é executado pelo menos uma vez, pois o teste de permanência é executado no fim
do loop.

do{
bodyOfLoop;
} while(condition);
4. Criando Classes e Aplicações em Java

4.1. Definindo Classes


Para definir uma classe use a palavra chave class e o nome da classe. Exemplo:

class Minhaclasse{
...
}

Se esta classe é uma subclasse de outra classe, use extends para indicar a
superclasse. Exemplo:

class Minhaclasse extends SuperClasse{


...
}

4.2. Definindo Variáveis de Instância


As variáveis de instância, aparentemente, são declaradas e definidas quase
exatamente da mesma forma que as variáveis locais, a principal diferença é que a alocação
delas é na definição da classe. Exemplo:

class Bike extends Veículo {


String tipo;
int correia;
int pedal;
}

4.3. Constantes
Para declarar uma constante, use a palavra chave final antes da declaração da
variável e inclua um valor inicial para esta variável. Exemplo:

final float pi=4.141592;


final boolean debug=false;
final int maxsize = 40000;

4.4. Variáveis de Classe


As variáveis de classe são boas para a comunicação entre os diferentes objetos da
mesma classe, ou para manter travamento de estados globais sobre um conjunto de objetos.
Exemplo:

static int soma;


static final int maxObjects= 10;
4.5. Definição de Métodos
A definição dos métodos têm quatro partes básicas:
·· O nome do método;
·· O tipo objeto ou tipo primitivo de retorno;
·· Uma lista de parâmetros;
·· O corpo do método;

A definição básica de um método tem esta aparência:

tipoderetorno nomedometodo(tipo1 arg1, tipo2 arg2, ...){


....
}

Exemplo:

int[] makeRange(int lower, int upper) { ... }

A RangeClass classe:

class RangeClass{
int[] makeRange(int lower, int upper){
int arr[] = new int[ (upper - lower) + 1];

for (int i=0; i<arr.length;i++)


arr[i]=lower++;
return arr;
}

public static void main(String arg[]){


int theArray[];
RangeClass theRange=new RangeClass();

theArray= theRange.makeRange(1,10);
System.out.print(“The array: [ “ );
for ( int i=0; i < theArray.length; i++)
System.out.print(theArray[i] + “ “);

System.out.println(“]”);
}
}

A saída do programa é :

The array: [ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ]
4.6. A palavra chave this
No corpo de uma definição de método, você pode querer referir-se ao objeto
corrente-o objeto que o método foi chamado - para referir-se às variáveis de instância ou
para passar o objeto corrente como um argumento para um outro método. Para este tipo de
referência, você pode usar a palavra chave this.

class Pessoa {
String nome;
int idade;
Pessoa ( String nome, int idade ) {
this.nome = nome;
this.idade = idade;
}

public void imprimeDados () {


System.out.print ( “Nome: “ + this.nome + “ Idade: “ +
this.idade);
}
}

4.7.Passando argumentos para Métodos


class PassByReference{
int onetoZero(int arg[]){
int count=0;

for(int i=0; i< arg.length; i++){


if(arg[i]==1){
count++;
arg[i]=0;
}
}
return count;
}
}

public static void main (String arg[])


int arr[]= { 1,3,4,5,1,1,7};
PassByReference test = new PassByReference();
int numOnes;

System.out.print(“Values of the array: [“);


for( int i=0; i < arr.length; i++){
System.out.print(arr[i] + “ “);
}
System.out.println(“]”);

numOnes= test.onetoZero(arr);
System.out.println(“Number of Ones = “ + numOnes);
System.out.print(“New values of the array: [ “);
for( int i=0; i < arr.length; i++){
System.out.print(arr[i] + “ “);
}
System.out.println(“]”);
}

As saídas deste programa:


Values of the array: [ 1 3 4 5 1 1 7 ]
Number of Ones = 3
New values of the Array: [ 0 3 4 5 0 0 7]
5. MAIS SOBRE MÉTODOS
5.1. Polimorfismo ou Sobrecarga
Os métodos em Java podem ser sobrecarregados, ou seja, podem-se criar métodos
com o mesmo nome, mas com diferentes assinaturas (parâmetros) e diferentes definições.
Quando se chama um método em um objeto, o Java casa o nome do método, o número de
argumentos e o tipo dos argumentos e escolhe qual a definição do método a executar.
Para criar um método sobrecarregado, é necessário criar diferentes definições de métodos
na sua classe, todos com o mesmo nome, mas com diferentes parâmetros (número de
argumentos ou tipos).
No exemplo a seguir veremos a definição da classe Retangulo, a qual define um
retângulo plano. A classe Retangulo têm quatro variáveis para instanciar, as quais definem
o canto superior esquerdo e o canto inferior direito do retângulo: x1, y1, x2 e y2.

class Retangulo {
int x1 = 0;
int y1 = 0;
int x2 = 0;
int y2 = 0;
}

Quando uma nova instância da classe Retangulo for criada, todos as suas variáveis
são inicializadas com 0. Definindo um método construaRetang (): este método recebe
quatro inteiros e faz um “resize” do retângulo de acordo com as novas coordenadas e
retorna o objeto retângulo resultante ( note que os argumentos possuem o mesmo nome das
variáveis instanciáveis, portanto deve-se usar o this para referenciá-las ):

Retangulo construaRetang ( int x1, int y1, int x2, int y2 ) {


this.x1 = x1;
this.y1 = y1;
this.x2 = x2;
this.y2 = y2;
return this;
}

Querendo-se definir as dimensões do retângulo de outra forma, por exemplo pode-


se usar o objeto Point ao invés de coordenadas individuais. Faremos a sobrecarga do
método construaRetang (), passando agora como parâmetro dois objetos Point:

Retangulo construaRetang (Point superiorEsquerdo, Point inferiorDireito)


{
x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = inferiorDireito.x;
y2 = inferiorDireito.y;
return this;
}
Porém querendo-se definir um retângulo usando somente o canto superior esquerdo
e uma largura e altura do retângulo pode-se ainda definir mais um método construaRetang
():

Retangulo construaRetang (Point superiorEsquerdo, int largura, int


altura) {
x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = (x1 + largura);
y2 = (y1 + altura);
return this;
}

Para finalizar o exemplo mostra-se a seguir um método para imprimir as


coordenadas do retângulo e um main para fazer o teste:

import java.awt.Point;

class Retangulo {
int x1 = 0;
int y1 = 0;
int x2 = 0;
int y2 = 0;

Retangulo construaRetang ( int x1, int y1, int x2, int y2 ) {


this.x1 = x1;
this.y1 = y1;
this.x2 = x2;
this.y2 = y2;
return this;
}

Retangulo construaRetang (Point superiorEsquerdo, Point inferiorDireito)


{
x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = inferiorDireito.x;
y2 = inferiorDireito.y;
return this;
}

Retangulo construaRetang (Point superiorEsquerdo, int largura, int


altura) {
x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = (x1 + largura);
y2 = (y1 + altura);
return this;
}

void imprimaRetangulo () {
System.out.print ( “Retângulo: < “ + x1 + “, “ + y1 );
System.out.println ( “, “ + x2 + “, “ + y2 + “>”);
}
public static void main ( String args[] ) {
Retangulo retang = new Retangulo();

System.out.println ( “Chamando construaRetang com coordenadas 25,


25, 50, 50 :” );
retang.construaRetang ( 25, 25, 50, 50 );
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);

System.out.println ( “Chamando construaRetang com os pontos (10,


10) , (20, 20) :” );
retang.construaRetang ( new Point (10,10) , new Point (20, 20) );
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);

System.out.println ( “Chamando construaRetang com os pontos (10,


10) , largura (50) e altura (50) :” );
retang.construaRetang ( new Point (10,10) , 50, 50);
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);
}
}

5.2. Métodos Construtores


Um método construtor é um tipo especial de método que determina como um objeto
é inicializado quando ele é criado.
Diferente dos métodos normais um método construtor não pode ser chamado
diretamente; ao invés disto os métodos construtores são chamados automaticamente pelo
Java. No momento em que o objeto é instanciado, ou seja quando se usa new o Java faz três
coisas:

·· Aloca memória para o objeto


·· Inicializa as variáveis daquela instância do objeto
·· Chama o método construtor da classe

5.2.1. Construtores Básicos


Os construtores parecem muito com os métodos normais, com duas diferenças
básicas:
·· Construtores sempre têm o mesmo nome da classe
·· Construtores não podem ter tipo de retorno
Exemplo:

class Pessoa {
String nome;
int idade;
Pessoa (String n, int i) {
nome = n;
idade = i;
}

void printPessoa () {
System.out.print (“Oi meu nome é : ”+ nome);
System.out.println (“. Eu tenho : “+idade+ “ anos”);
}

public static void main ( String args[] ) {


Pessoa p;
p = new Pessoa ( “Maria”, 20 );

p.printPessoa();
}
}

5.2.2. Polimorfismo de Construtores


Igual aos métodos normais os construtores também podem ter números variáveis de
tipos e parâmetros. Por exemplo os métodos construaRetang () definidos na classe
Retangulo seriam excelentes construtores para a mesma classe, pois eles estão justamente
instanciando as variáveis. Segue o exemplo abaixo com as devidas alterações :

import java.awt.Point;
class Retangulo {
int x1 = 0;
int y1 = 0;
int x2 = 0;
int y2 = 0;
Retangulo ( int x1, int y1, int x2, int y2 ) {
this.x1 = x1;
this.y1 = y1;
this.x2 = x2;
this.y2 = y2;
}
Retangulo (Point superiorEsquerdo, Point inferiorDireito) {
x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = inferiorDireito.x;
y2 = inferiorDireito.y;
}

Retangulo (Point superiorEsquerdo, int largura, int altura) {


x1 = superiorEsquerdo.x;
y1 = superiorEsquerdo.y;
x2 = (x1 + largura);
y2 = (y1 + altura);
}

void imprimaRetangulo () {
System.out.print ( “Retângulo: < “ + x1 + “, “ + y1 );
System.out.println ( “, “ + x2 + “, “ + y2 + “>”);
}
public static void main ( String args[] ) {
Retangulo retang;

System.out.println ( “Retangulo com coordenadas 25, 25, 50, 50 :”


);
retang = new Retangulo (25, 25, 50, 50 );
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);

System.out.println ( “Retangulo com os pontos (10, 10) , (20, 20)


:” );
retang = new Retangulo ( new Point (10,10) , new Point (20, 20) );
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);
System.out.println ( “Retangulo com os pontos (10, 10) , largura
(50) e altura (50) :” );
retang = new Retangulo ( new Point (10,10) , 50, 50);
retang.imprimaRetangulo ();
System.out.println ( “--------------------------------------------
“);
}
}
5.3. Métodos Destrutores
Os métodos destrutores são chamados logo antes do “coletor de lixo” passar e sua
memória se liberada. O métodos destrutor é chamado de finalize() a classe Object define
um método destrutor padrão, que não faz nada. Para criar um método destrutor para suas
próprias classes basta sobrepor o método finalize () com o seguinte cabeçalho:

protected void finalize () {


...
}

Dentro do método finalize você pode colocar tudo que você precisa fazer para a
limpeza do seu objeto.
6. WINDOW TOOLKIT
As ferramentas de controle de janelas do java também conhecidas por AWT
(Abstract Window Toolkit) são uns dos pontos fortes do java. Estas ferramentas fornecem
toda a funcionalidade que se podia esperar de um sistema moderno de janelas. O AWT
contem os mais usados componentes das interfaces gráficas atuais portanto habilita a
aplicação a ser executada em sistemas gráficos completamente diferentes.
Neste capitulo apresentaremos os seguintes componentes: Buttom, Canvas,
Checkbox, Container, Label, List, Scrollbar e TextComponent. Mas para um bom
entendimento destes componentes é necessário primeiro ter uma base sobre manuseio de
eventos.

6.1. Eventos
Um evento é uma comunicação do mundo externo para o programa que alguma
coisa aconteceu. Podemos citar como exemplos o clique ou ainda o movimento do mouse.
Uma das mais importantes coisas a se entender sobre o AWT é como é feito o
manuseio/tratamento destes eventos. Sem eventos sua aplicação não poderia responder as
ações do usuário.

Exemplo 1:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_1 extends Applet {


Button botão;

public void init() {


botão = new Button("Clique Aqui!");
add(botão);
}

public boolean action (Event evt, Object algum) {


if (evt.target == botão) {
botão.setLabel("OK!!");
return true;
}
else
return false;
}
}

Quando um componente que tem a ele uma ação associada é manipulado pelo
usuário, o método action() daquele componente é chamado. Neste caso nos estamos usando
um botão ao invés de usar uma subclasse de nossa autoria. O tratador de eventos tenta tratar
o evento dentro da classe botão, mas como ele não acha o tratador que iria manusear o
evento ele passa o evento para cima para o container que contem o componente e assim por
diante até que alguém trate o evento.
Vamos dar uma olhada de perto no método action():
public boolean action(Event evt, Object algum) {
Todos tratadores de eventos tem uma forma similar a esta. Eles aceitam um
parâmetro do tipo Event que prove informação detalhada sobre o evento. Segundo eles
retornam um valor Boolean indicando True se o evento foi tratado, ou False caso contrario.
if (evt.target == botão) {
Aqui o alvo do evento é e checado para se saber se é ou não o botão. Porque
evt.target e botão são ambos objetos, nos podemos checar se ambos são o mesmo objeto.
botão.setLabel("OK!!");
Já que o botão foi pressionado vamos mudar o seu titulo.

return true;
}
else
return false;
Finalmente, se o evento foi tratado é retornado true, caso contrário é retornado false.

6.1.1. Tratamento de Eventos em Detalhe


Em quase todos os casos podemos usar os métodos tratadores de eventos que são
fornecidos na linguagem Java. Estes estão na tabela abaixo. Mas lembre-se que tudo é
relativo ao componente. Por exemplo, o método mouseMove() de um componente é
chamado quando o mouse é movido dentro daquele componente.

Eventos do Java
TIPO MÉTODO
Ação tomada action(Event evt, Object algum)
Botão do mouse pressionado mouseDown(Event evt, int x, int y)
Botão do mouse liberado mouseUp(Event evt, int x, int y)
Movimento do mouse mouseMove(Event evt, int x, int y)
Arrasto do mouse mouseDrag(Event evt, int x, int y)
Mouse entra em componente mouseEnter(Event evt, int x, int y)
Mouse sai de componente mouseExit(Event evt, int x, int y)
Tecla pressionada keyDown(Event evt, int key)
Tecla liberada keyUp(Event evt, int key)

Quando você deve usar outros métodos em detrimento do action()? A resposta é


quando você quer trocar o comportamento do componente, action() não é suficiente. Ele
apenas reporta eventos que são essenciais para o componente como um clique do mouse
num botão.
Vamos adicionar ao programa exemplo anterior algumas mudanças de
comportamento:

Exemplo 2:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_2 extends Applet {


Button botão;
public void init() {
botão = new Button("Clique Aqui !!");
add(botão);
}

public boolean mouseEnter(Event evt, int x, int y) {


botão.setLabel("Va Embora !!");
return true;
}

public boolean mouseExit(Event evt, int x, int y) {


botão.setLabel("Fique Longe !!");
return true;
}

public boolean action (Event evt, Object algum) {


if (evt.target == botão) {
botão.setLabel("OK");
return true;
}
else
return false;
}
}
Agora por aonde que o usuário mova o mouse na applet, o mesmo é instigado a não
clicar no botão. Antes, o botão era usado de uma maneira completamente normal, agora nos
mudamos seu comportamento/funcionalidade.

6.1.2. handleEvent() ou action()


Geralmente, uma combinação do método action() com outros pré-construidos
tratadores de eventos trabalharão bem. Para aquelas vezes que você necessita tomar um
controle completo handleEvent() é usado.
O método handleEvent() tem vantagens e desvantagens. No lado positivo, você é
quem tem o completo controle. E no lado negativo, você é quem tem o completo controle.
Isto significa que você deve ter muito cuidado quando esta montando um handleEvent() ou
sua aplicação pode começar ficar confusa e cheia de
bugs muito rapidamente. Exemplo 3:

:
public boolean mouseEnter (Event evt, int x, int y) {
setText("Sai fora!!");
}

public boolean handleEvent (Event evt) {


if (evt.id == KEY_PRESS) {
setText("Pressionado");
return true;
}
else
return false;
}
:
Eventos do AWT
TIPO MÉTODO
Ação tomada ACTION_EVENT
Botão do mouse pressionado MOUSE_DOWN
Arrasto do mouse MOUSE_DRAG
Mouse entra em componente MOUSE_ENTER
Mouse sai de componente MOUSE_EXIT
Botão do mouse liberado MOUSE_UP
Movimento do mouse MOUSE_MOVED
Tecla pressionada KEY_PRESS
Tecla liberada KEY_RELEASE

6.1.3. Criando Eventos


Ocasionalmente o programa tem que criar seus próprios eventos. Pode até parecer
estranho, mas as vezes o programa fica muito mais simples.
Um simples evento pode ser criado assim:
Event evt = new Event(obj_alvo, id, arg);
Aonde obj_alvo é o objeto para o qual o evento deve ser mandado, id é um inteiro
que representa o tipo do evento (pode-se usar as constantes acima) e arg é um argumento
para ser incluído no evento se ha alguma informação extra que você gostaria que o tratador
de eventos recebesse. Normalmente a definição de um evento é feita como o exemplo
abaixo:

Exemplo 4:
:
:
public boolean keyDown(Event evt, int key) {
if (key == 49) {
deliverEvent(new Event(oneKey, Event.MOUSE_DOWN, null));
return true;
}
...
}
:
:

6.1.4. Foco
Quando um usuário clica em um componente da interface, este item fica
"selecionado". Quando um text field é selecionado, o usuário pode digitar no campo de
texto.
Quando um componente recebe o foco, o método getFocus() do componente é
chamado:
public boolean getFocus(Event evt, Object what) {
...
}
Quando um componente perde o foco, o método lostFocus() do componente é
chamado:
public boolean lostFocus(Event evt, Object what) {
...
}
É comum em um programa a necessidade de manter o foco em determinado
componente. Por exemplo se um text field para mostrar dados e não para receber dados,
você provavelmente não quer que o text field esteja apto a receber o foco. Para este caso
existe o método requestFocus():
public void requestFocus() {
...
}
Isto pode ser colocado em um componente que contem o text field para que este
componente fique com o foco.
6.2. Componentes AWT
Antes de começarmos é bom sabermos que:
1. 1.Todos os componentes tem uma posição e tamanho
2. 2.Todos os componentes tem uma cor e uma cor de fundo
3. 3.Componentes podem ser habilitados ou desabilitados
4. 4.Existe uma interface standard para os componentes tratarem eventos
Componentes AWT podem ser divididos em três partes:
· · Componentes da Interface
Componentes da Interface abrangem todos os widgets e controles associados a
uma interface gráfica. Exemplos destes componentes são: buttons, text labels,
scrollbars, pick list e campos text-entry.
· · Containers
Containers abrangem áreas nas quais os componentes da interface podem ser
postos. Isto habilita os componentes a serem agrupados e formarem um objeto
mais coeso e fácil de ser manipulado. Um Panel é um exemplo deste tipo de
componente.
· · Windows
Windows são um tipo muito especial da classe Component. Todos os outros
componentes são adicionados dentro de uma window. Normalmente quando se
programa applets, windows não são usadas.

6.2.1. Componentes da Interface


BUTTON
Botão. Pode ser customizado para ter um texto ou ainda ser branco.
Construtores:
Button() Þ cria um botão sem label
Button(String etiq) Þ Cria um Button com label igual ao conteúdo de etiq
Métodos específicos:
String getLabel()Þ retorna o label(etiqueta) do botão
void setLabel(String etiq) Þ ajusta label do botão para o conteúdo de etiq
Ação:
Cria um evento quando pressionado.
Exemplo:
Button botão = new Button("OK");

CANVAS
Canvas é um componente completamente genérico. Ele existe como fundação para
outras subclasses. Este componente não é muito útil para usuários iniciantes ou
intermediários, mas é extremamente útil para criar seus próprios componentes.
Construtores:
Canvas()Þ cria um canvas
Métodos específicos:
void paint(Graphics g) Þ desenha um canvas com a cor de fundo default
Ação:
nenhuma por default
Exemplo:
Canvas x = new Canvas();

CHECKBOX
Checkbox é uma caixa pequena com um label ao lado. O usuário pode clicar on ou
off. Isto é útil quando você tem uma variedade de atributos que podem ser ligados ou não.
Alem disto, mais de uma checkbox podem ser agrupadas com um CheckboxGroup para
possibilitar que apenas um dos itens seja selecionado ao mesmo tempo.
Construtores:
Checkbox()Þ cria uma checkbox branca com opção false
Checkbox(String lbl) Þ cria uma checkbox com label lbl com opção false
Checkbox(String lbl, CheckboxGroup group, boolean state) Þ cria uma checkbox com a
opção lbl em true contida no grupo CheckGroup.
Métodos específicos:
String getLabel()Þ retorna o label da checkbox
String setLabel(String lbl) Þ ajusta o label da checkbox para lbl
boolean getState()Þ retorna o estado da checkbox
void setState(boolean est) Þ ajusta o estado da checkbox para est
CheckboxGroup getCheckboxGroup()Þ retorna o grupo que a checkbox pertence
void setCheckboxGroup(CheckboxGroup g) Þ ajusta nova CheckboxGroup(grupo) que
pertence a checkbox
Ação:
Cria um evento quando o estado muda
Exemplo:
Checkbox aBox = new Checkbox("SHOW");

LABEL
Um label é simplesmente um texto que pode ser colocado em um componente.
Construtores:
Label()Þ cria um label vazio
Label(String lbl, int alin) Þ cria um label com o texto contido em lbl e com o alinhamento
especificado em alin, podendo ser:
Label.LEFT alinhamento a esquerda
Label.CENTER centraliza texto
Label.RIGHT alinhamento a direita
Métodos específicos:
int getAlignment()Þ retorna o alinhamento do label
void setAlignment(int alinha) Þ ajusta o alinhamento do label para alinha.
String getText()Þ retorna o texto do label
void setText(String lbl) Þ ajusta o texto do label para lbl
Ação:
Nenhuma, por default
Exemplo:
Label aLabel = new Label("Hello!");
LIST
List é uma lista de itens aonde o usuário pode escolher um item ou mais.
Construtores:
List()Þ cria uma lista nova sem linhas visíveis, desabilitando múltiplas seleções
List(int nlin, boolean scr) Þ cria uma lista nova com um numero visível de linhas nlin e
com múltiplas seleções se scr for True
Métodos:
void addItem(String item) Þ adiciona um item no final da lista
void addItem(String item, int pos) Þ adiciona um item no na posição pos
void clear()Þ Limpa a lista
int countItems()Þ retorna o numero de itens da lista
void delItem(int num) Þ deleta item na posição num
String getItem(int num) Þ retorna o nome do item na posição num
void replaceItem(String new_item, int num) Þ ajusta o item na posição num para
new_item
Exemplos:
List alist = new List();
alist.addItem("Primeiro");
alist.addItem("Segundo");

CHOICE
Choice é um menu de escolha. Por default o primeiro item adicionado a um menu
choice é o item default.
Construtores:
public Choice()Þ cria menu de escolha, inicialmente vazio.
Métodos:
void addItem(String item); Þ adiciona item ao menu de escolha
int countItems();Þ retorna o numero de itens do menu
String getItem(int num); Þ retorna nome do item na posição num
int getSelectedIndex();Þ retorna índice do item selecionado
String getSelectedItem();Þ retorna o nome do item selecionado
void select(int num); Þ ajusta o item selecionado para num
void select(String str); Þ ajusta o item selecionado para str

SCROLLBAR
Scrollbar é uma barra deslizante. É geralmente usada quando o usuário precisa se
locomover rapidamente numa grande área. Pode ser orientada verticalmente ou
horizontalmente.
Construtores:
Scrollbar()Þ Cria scrollbar orientada verticalmente
Scrollbar(int ori) Þ Cria scrollbar orientada por ori, sendo que ori pode ser:
Scrollbar.HORIZONTAL
Scrollbar.VERTICAL
Scrollbar(int ori, int val, int vis, int min, int max) Þ Cria uma scrollbar com orientação
ori, item default val, tamanho da pagina vis, mínimo min e máximo max.
Métodos:
int getOrientation()Þ retorna a orientação da Scrollbar
void setValue(int val) Þ ajusta o valor da scrollbar para item na posição val
int getMinimum()Þ retorna o valor mínimo de itens da Scrollbar
int getMaximum()Þ retorna o valor máximo de itens da Scrollbar
Exemplo:
ScrollBar x = new Scrollbar(Scrollbar.HORIZONTAL);

TEXTFIELD
TextField é um componente que habilita o usuário entrar com uma linha de texto.
Isto é o suficiente para quase todas as entradas de dados. Mesmo o nome sendo TextField
números não aceitos também.
Construtores:
public TextField()Þ cria um campo de texto
public TextField(int tam) Þ cria um campo de texto com tamanho tam
public TextField(String txt) Þ cria um campo de texto ajustado com a string txt
public TextField(String txt, int tam) Þ cria um campo de texto ajustado com a string txt e
com o tamanho tam
Métodos:
int getColumns()Þ retorna o numero de colunas(tamanho) do TextField
String getText()Þ retorna o texto contido no TextField
void setText(String txt) Þ ajusta o texto da TextField para txt
Exemplo:
TextField atexto = new TextField("35",5);

TEXTAREA
TextArea é um componente parecido com TextField, a diferença é que TextArea
pode ter varias linhas de texto.
Construtores:
TextArea()Þ Cria um campo de texto
TextArea(int lin, int col) Þ Cria um campo de texto com lin linhas e col colunas
TextArea(String txt,int lin, int col) Þ Cria um campo de texto com o conteúdo txt, lin
linhas e col colunas
Métodos:
int getColumns()Þ retorna o numero de colunas do TextField
int getRows()Þ retorna o numero de linhas do TextField
String getText()Þ retorna o texto contido no TextField
void setText(String txt) Þ ajusta o conteúdo do TextField para a string txt
Exemplo:
TextArea texto = new TextArea("OK", 5, 40);

Exemplo 5:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_3 extends Applet {


Button botão;
Checkbox cbox;
Label texto;
List lista;
Scrollbar barra_rolagem;
TextField campo_texto;
TextArea area_texto;

public void init() {


botão = new Button("Ok");
cbox = new Checkbox("Show");
texto = new Label("Hello!");
lista = new List();
barra_rolagem = new Scrollbar(Scrollbar.HORIZONTAL);
campo_texto = new TextField("37",5);
area_texto = new TextArea("Ok",5,40);
lista.addItem("Primeiro");
lista.addItem("Segundo");
add(botão);
add(cbox);
add(texto);
add(lista);
add(barra_rolagem);
add(campo_texto);
add(area_texto);
}
}

CONTAINERS
Containers são simplesmente componentes que podem conter outros componentes.
Pense como uma maneira de subdividir uma área para construir a interface com o usuário,
aonde os componentes podem ser colocados.
Existem dois tipos de containers: Panels e Windows. A maior diferença entre eles é
que um Panel é definido como uma área em uma janela já existente e Window é uma janela
completamente nova. Quando a aplicação é uma Applet o único container que pode ser
aplicado é o Panel.

Exemplo:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_6 extends Applet {


Frame aframe;

public void init() {


aframe = new Frame("Exemplo de Frame");
aframe.show();
}
}
LAYOUTS
Layout pode ser definido como uma mascara que é colocada sobre um container
para definir como os seus componentes serão adicionados. Normalmente é usado o layout
BorderLayout(), baseado nos pontos cardeais.

Exemplo:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_7 extends Applet {


Button botão1, botão2, botão3, botão4, botão5;

public void init() {


setLayout(new BorderLayout());
botão1 = new Button("Norte");
botão2 = new Button("Sul");
botão3 = new Button("Leste");
botão4 = new Button("Oeste");
botão5 = new Button("Centro");
add("North",botão1);
add("South",botão2);
add("East",botão3);
add("West",botão4);
add("Center",botão5);
}
}

MÉTODOS COMUNS A TODOS OS COMPONENTES


void resize(int width, int height) Þ Tamanho do componente
void move(int x, int y) Þ Mover componente
void setForeground(Color x) Þ Cor do componente
void setBackground(Color y) Þ Cor de Fundo do componente
void disable() Þ Desabilitando componente
void enable() Þ Habilitando componente

VARIÁVEIS DE COR DEFINIDAS NO JAVA


black blue cyan darkGray
gray green lightGray magenta
orange pink red white
yellow
Exemplo de Interface de uma calculadora:
import java.awt.*;
import java.applet.Applet;

public class ex5_7 extends Applet {


Label display;
Panel bottom;
Panel num_panel;
Panel func_panel;
Button number[] = new Button[10];
Button function[] = new Button[6];

public void init() {


setLayout(new BorderLayout());
display = new Label("0", Label.RIGHT);
add("North", display);

bottom = new Panel();


bottom.setLayout(new BorderLayout());

num_panel = new Panel();


num_panel.setLayout(new GridLayout(4,3));

for (int x=9; x>=0; x--) {


number[x] = new Button((new String()).valueOf(x));
num_panel.add(number[x]);
}

function[4] = new Button(".");


num_panel.add(function[4]);

function[5] = new Button("=");


num_panel.add(function[5]);

bottom.add("Center", num_panel);

func_panel = new Panel();


func_panel.setLayout(new GridLayout(4,1));

function[0] = new Button("+");


function[1] = new Button("-");
function[2] = new Button("*");
function[3] = new Button("/");

for (int x=0; x<4; x++)


func_panel.add(function[x]);

bottom.add("East", func_panel);

add("Center",bottom);
}
}
6.3. Gráficos
A linguagem Java contem um numero grande de primitivas gráficas que
possibilitam ao usuário criar gráficos facilmente e rapidamente. Abaixo uma pequena
relação dos métodos mais úteis da classe Graphics:

dispose()
limpa contexto corrente do objeto

clearRect(int x, int y, int width, int height)


limpa a área do retângulo especificado com a cor atual
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura

drawLine(int x1, int y1, int x2, int y2)


desenha uma linha
int x1 Þ coordenada x inicial
int y1 Þ coordenada y inicial
int x2 Þ coordenada x final
int y2 Þ coordenada y final

drawRect(int x, int y, int width, int height)


desenha um retângulo
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
drawRoundRect(int x, int y, int width, int height, int arcWidth, int arcHeight)
desenha um retângulo com as bordas arredondadas
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
int arcWidth Þ diâmetro horizontal do arco nos 4 cantos
int arcHeight Þ diâmetro vertical do arco nos 4 cantos

drawOval(int x, int y, int width, int height)


desenha um circulo
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura

draw3DRect(int x, int y, int width, int height, boolean raised)


desenha um retângulo em 3 dimensões
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
boolean raised Þ se True retângulo aparece aumentado, senão diminuído

drawPolygon(int xPoints[], int yPoints[], int nPoints)


desenha um polígono. Qualquer polígono criado tem que conter um ponto que o fecha.
Java não cria polígonos fechados automaticamente, então tenha sempre certeza que os
pontos inicial e final são iguais.
int xPoints[]Þ array de coordenadas x
int yPoints[]Þ array de coordenadas y
int nPoints[]Þ numero de pontos

drawString(String str, int x, int y)


desenha string com a fonte e tamanho correntes
String str Þ string a ser desenhada
int x Þ coordenada x
int y Þ coordenada y

fillRect(int x, int y, int width, int height)


preenche um retângulo com a cor corrente
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
fillRoundRect(int x, int y, int width, int height, int arcWidth, int arcHeight)
preenche um retângulo com bordas arredondadas com a cor corrente
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
int arcWidth Þ diâmetro horizontal do arco nos 4 cantos
int arcHeight Þ diâmetro vertical do arco nos 4 cantos

fill3DRect(int x, int y, int width, int height, boolean raised)


preenche um retângulo 3D com a cor corrente
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura
boolean raised Þ se True retângulo aparece aumentado, senão diminuído

fillOval(int x, int y, int width, int height)


preenche um circulo com a cor corrente
int x Þ coordenada x inicial
int y Þ coordenada y inicial
int width Þ largura
int height Þ altura

fillPolygon(int xPoints[], int yPoints[], int nPoints)


preenche um polígono com a cor corrente
int xPoints[]Þ array de coordenadas x
int yPoints[]Þ array de coordenadas y
int nPoints[]Þ numero de pontos

Color getColor()
retorna a cor corrente

setColor(Color c)
ajusta a cor corrente
Color c Þ nova cor corrente

Font getFont()
retorna a fonte corrente

setFont(Font f)
ajusta a fonte corrente
Font f Þ nova fonte corrente

Procure por classe Graphics() em http://www.javasoft.com/doc/index.html


7. Threads
Threads constituem uma característica bastante relevante da linguagem Java. A
incorporação dos conceitos de sincronização e variáveis de condição dentro da própria
linguagem permite que programadores médios consigam utilizar conceitos de computação
concorrente de forma bem facilitada, o que possibilita uma melhoria de performance dos
programas. Neste capítulo veremos o que são threads, analisaremos seus estados e métodos
básicos e aprenderemos a inserir threads em applets.

7.1. O que são threads?


Uma thread pode ser definido como “um fluxo de controle seqüencial isolado dentro
de um programa”. Como um programa seqüencial qualquer, uma thread tem um começo,
um fim e uma seqüência de comandos. Entretanto, uma thread em Java não é um programa,
não executa sozinho, executa dentro de um programa.
Threads permitem que um programa simples possa executar várias tarefas diferentes
ao mesmo tempo, independentemente umas das outras.
Programas multithreaded são programas que contém várias threads, executando
tarefas distintas, simultaneamente. O browser HotJava, implementado em Java, é um
exemplo. Da mesma forma que o Netscape, com o HotJava você pode fazer um scroll em
uma página enquanto carrega uma imagem ou executa vários applets ao mesmo tempo.
Em Java, threads são cidadãos de primeira ordem, se constituindo de instâncias da
classe Thread que fornecem suporte a comunicação concorrente. A classe Thread provê os
métodos necessários para criar e controlar threads (independentemente da plataforma
usada) e executá-los concorrentemente. A real implementação de threads é feita pelo
sistema operacional.
O corpo de uma thread é o seu método run(), e é nele que são executadas as tarefas
às quais thread se destina. Podemos implementar threads de duas maneiras (ambas
suportadas pelos construtores da classe Thread):
· · Criando uma subclasse da classe Thread e definindo o seu método run() de maneira
adequada à realização da tarefa do thread.
· · Criando uma instância de Thread que recebe como parâmetro um objeto que
implemente a interface Runnable - esse objeto providenciará o método run() para a
thread.
A linguagem Java fornece meios para criarmos threads como daemons, agruparmos
threads, sincronizá-los e controlar suas prioridades.
7.2. Os estados de uma thread

· · New Thread
Inicialização da thread - feita através do construtor Thread().
class MyThreadClass extends Thread {
...
}
...
MyThreadClass myThread = new MyThreadClass();

Neste estado, nenhum recurso do sistema foi alocado para o thread ainda, assim, a
partir daqui, tudo que você pode fazer é um start(), para ativar a thread, ou um stop(), para
“matá-lo”. A chamada de qualquer outro método não faz sentido e levantará a exceção
IllegalThreadStateException.

· · Runnable
Este é o estado em que o thread está pronto para rodar. O método start() requisita os
recursos do sistema necessários para rodar a thread e chama o seu método run(). O método
run() é a “alma” de um thread; é neste método que definimos o que a thread vai executar.
Thread myThread = new MyThreadClass();
myThread.start();
Falamos em Runnable, ao invés de Running, porque a thread pode não estar
realmente sendo executada. Imagine um computador com um único processador - seria
impossível executar todas as threads ao mesmo tempo. O que ocorre é que a CPU deve ser
escalonada entre as várias threads. Quando uma thread está Running, ela está também
Runnable, as instruções do seu método run() é que estão sendo executadas pela CPU.

· · Not Runnable
O estado Not Runnable significa que a thread está impedida de executar por alguma
razão. Existem 4 maneiras de uma thread ir para o estado Not Runnable.
1. 1. receber a mensagem suspend();
2. 2. receber a mensagem sleep();
3. 3. a thread bloqueia, esperando I/O;
4. 4. a thread usa seu método wait() para esperar por uma variável de condição.
O exemplo abaixo coloca o applet myThread para dormir por 10 segundos:

Thread myThread = new MyThreadClass();


myThread.start();
try {
myThread.sleep(10000);
} catch (InterruptedException e) { }

Cada uma destas maneiras tem a sua forma específica de sair do estado Not
Runnable.
1. 1. se a thread foi suspensa, alguém precisa mandar-lhe a mensagem resume();
2. 2. se a thread foi posta para dormir, ela voltará a ser Runnable quando o número de
milisegundos determinado passar;
3. 3. se a thread está bloqueada, esperando por I/O, a operação precisa ser completada;
4. 4. se a thread está esperando por uma variável de condição, o objeto que a retém
precisa liberá-la, através de um notify() ou de um notifyAll()

· · Dead
Uma thread pode morrer de “causas naturais” (quando o seu método run() acaba
normalmente) ou pode ser morto pelo método stop().
É possível controlar a ordem de execução de várias threads definindo prioridades
para eles. O escalonador de threads do Java segue a seguinte regra: a qualquer instante, a
thread corrente é a de maior prioridade. Para que a thread de maior prioridade ceda CPU a
outra thread, ele precisa enviar para si o método yield(), ou, entrar no estado Not Runnable.
Caso contrário, ele irá executar até que termine seu método run().
Para descobrir a prioridade de uma thread, podemos usar o método getPriority() e,
para defini-la setPriority(n), onde n é um inteiro de 1 a 10 (10 representando a prioridade
máxima).

7.3. Threads em Applets


Até agora nós vimos como trabalhar com threads criadas a partir da classe Thread
ou de uma classe que herde da classe Thread. Sabemos que esta classe provê os métodos
básicos para se lidar com threads (run(), start(), stop(), sleep(), etc.).
Suponha que você queira, agora, implementar uma thread dentro de uma applet. Por
exemplo, suponha que você quer fazer uma applet relógio, que atualiza o seu display a cada
segundo. A classe que vai implementar o seu relógio precisa ser uma subclasse da classe
Applet para herdar todas as facilidades oferecidas por ela. Como fazê-la, então, herdar
também da classe Thread? A interface Runnable é a solução!
Qualquer objeto que implemente a interface Runnable pode utilizar o seu método
run() para ser executado como uma thread.

class Clock extends Applet implements Runnable {


....
}
A applet Clock precisa, agora, criar a sua própria thread. Isto é
feito no seu método start()
public void start() {
if ( clockThread == null) {
clockThread = new Thread(this, “Clock”);
clockThread.start();
}
}

Observe a chamada ao construtor Thread(this, “Clock”). O construtor precisa


receber como primeiro argumento um objeto que implemente a interface Runnable, este
objeto é que vai fornecer o método run() da thread clockThread.

public void run() {


while (clockThread != null) {
repaint();
try {
clockThread.sleep(1000);
} catch (InterruptedException e) { }
}
}
No método stop() do applet Clock, temos que chamar também o método stop() da
thread clockThread, caso contrário, a thread vai continuar executando e consumindo
recursos mesmo depois que sairmos da página da applet.
public void stop() {
clockThread.stop();
clockThread = null;
}
Se você revisitar a página, o start() da applet Clock é chamado novamente e uma
nova thread é inicializada.

7.4. Herdando de Thread x Implementando Runnable


Existem duas maneiras de implementar threads:
1. 1. Herdando da classe Thread ou de subclasses da classe Thread.
2. 2. Implementando a interface Runnable e criando uma thread (passando o objeto que
implementa Runnable como argumento).
Qual opção utilizar?
Se você precisa estender outra classe (o exemplo mais comum é a classe Applet),
use Runnable. Entretanto, se você está planejando apenas sobrepor o método run(), e mais
nenhum outro método de Thread, use Runnable. Classes não devem herdar de outras
classes, a menos que o programador pretenda modificar ou aprimorar o comportamento
fundamental da classe.
Abaixo o código completo da applet Clock:
/*
* Copyright (c) 1995, 1996 Sun Microsystems, Inc. All Rights Reserved.
*
* Permission to use, copy, modify, and distribute this software
* and its documentation for NON-COMMERCIAL purposes and without
* fee is hereby granted provided that this copyright notice
* appears in all copies. Please refer to the file "copyright.html"
* for further important copyright and licensing information.
* SUN MAKES NO REPRESENTATIONS OR WARRANTIES ABOUT THE SUITABILITY OF
* THE SOFTWARE, EITHER EXPRESS OR IMPLIED, INCLUDING BUT NOT LIMITED
* TO THE IMPLIED WARRANTIES OF MERCHANTABILITY, FITNESS FOR A
* PARTICULAR PURPOSE, OR NON-INFRINGEMENT. SUN SHALL NOT BE LIABLE FOR
* ANY DAMAGES SUFFERED BY LICENSEE AS A RESULT OF USING, MODIFYING OR
* DISTRIBUTING THIS SOFTWARE OR ITS DERIVATIVES.
*/
import java.awt.Graphics;
import java.util.Date;

public class Clock extends java.applet.Applet implements Runnable {

Thread clockThread = null;

public void start() {


if (clockThread == null) {
clockThread = new Thread(this, "Clock");
clockThread.start();
}
}
public void run() {
// loop terminates when clockThread is set to null in stop()
while (Thread.currentThread() == clockThread) {
repaint();
try {
clockThread.sleep(1000);
} catch (InterruptedException e){
}
}
}
public void paint(Graphics g) {
Date now = new Date();
g.drawString(now.getHours() + ":" + now.getMinutes() + ":" +
now.getSeconds(), 5, 10);
}
public void stop() {
clockThread = null;
}
}
8. Procure Saber Mais Sobre
8.1. URL
Para aqueles que gostariam de interligar suas Applets com outros recursos da
Internet, o Java contém classes especificas para isto.

8.2. Fila, Pilha, Tabela Hash


A maioria das estruturas abstratas de dados já estão implementadas no Java, veja as
bibliotecas contidas em java.util.

8.3. Javadoc
Fazer a documentação de um sistema sempre foi um problema. Na linguagem Java
existe um gerador de documentação em HTML. O Javadoc gera documentação de:
Packages, classes, interfaces, exceções, métodos e variáveis.

8.4. Ambientes de Programação/Debugação


Além do JDK, existem vários outros ambientes de programação e depuração para
Java, abaixo relacionamos os mais conhecidos:
Symantec Espresso:
Ambiente completo de desenvolvimento para Windows 95, além de um gerenciador
de projeto, contém um poderoso.
Borland Latte:
O Latte está ainda em desenvolvimento pela Borland. Este ambiente está sendo
desenvolvido totalmente em Java, isto vai possibilitar a Borland vender o Latte para todas
as plataformas.
JavaMaker:
Desenvolvido por Heechang Choi, roda sobre Windows 95 e NT. É muito simples,
pequeno e fácil de utilizar.
J++:
Ambiente de desenvolvimento ainda em fase de desenvolvimento pela Microsoft.
Cosmo Code:
Um dos mais interessantes ambientes já montados, faz parte do Cosmo Web system.
Cosmo Code é avaliavel para estações Silicon Graphics.
Referências Bibliográficas
ALCANTARA, Andreia Almeida. Anais da XV JAI - Minicurso Java. Departamento de
Informática UFPE, 1996.
DAMASCENO JR, Américo. Aprendendo Java - Programação na Internet. Editora Érica,
1996.
LEMAY, Laura e PERKINS, Charles. Teach Yourself Java in 21 Days. Sams net Group,
1996.
Java API Documentation. Sun Microsystems, 1995.
Java Unleashed. Sams net Group, 1996.