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PROF.

EDMAR
SCOPINHO
1º CAPITULO: ESTADO, NAÇÃO, TERRITÓRIO E PAÍS
Estes conceitos são de extrema importância para a compreensão do estudo da Geografia,
conectando o conhecimento com o mundo em que vivemos e suas complexidades.

MAPA MUNDI
O mapa mundi como conhecemos nos dias atuais, são mutáveis de acordo com a geopolítica
internacional, conflitos políticos reformulam as fronteiras modificando os limites nacionais dos
vários continentes do nosso planeta Terra.

OS CONTINENTES

ESTADO
É a forma como a sociedade se organiza politicamente; é o ordenamento jurídico que regula a
convivência dos habitantes de um país; o conjunto das instituições com seus funcionários que
organizam e administram a sociedade.
PRAÇA DOS TRÊS PODERES

=> Poder Legislativo - encarregado de produzir as leis;


=> Poder Executivo - colocar as leis em prática;
=> Poder Judiciário - empreender a justiça;

E o estado também necessita das "forças-armadas" que tem que defender o território e manter a
ordem interna.
O estado busca soberania que é ter poderes para instituir e administrar leis e normas que a
sociedade terá que seguir.
O estado soberano é aquele que não tem de reconhecer nenhum poder superior a ele.
O estado-nação é aquele que quando é ocupado por uma nação em um território organizado
politicamente.

NAÇÃO
A nação é aquela que é formada por pessoas com características comuns, como língua, etnia e
religião. E esses membros estão ligados por causa de laços históricos culturais e étnicos.

TERRITÓRIO
O território é a base física de um país sobre a qual um estado exerce a sua soberania, e é delimitado
por fronteiras políticas, naturais ou artificiais, e é formado pelo solo continental e insular, subsolo,
espaço aéreo e território marítimo.
O território marítimo brasileiro abrange as zonas marítimas sob soberania ou jurisdição nacional,
nomeadamente, as águas interiores, o mar territorial (MT), a zona contígua (ZC), a zona econômica
exclusiva (ZEE) e a plataforma continental (PC).
A área compreendida pela extensão do Mar Territorial brasileiro (12 milhas), somada à ZEE (188
milhas) e à extensão da Plataforma Continental, em decorrência de sua evidente riqueza e vastidão,
essa área é chamada de "Amazônia Azul".
O Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM III),
promulgada pelo Decreto 1530/95.
Em 4 de janeiro de 1993, foi sancionada a Lei n. 8.617/93, enquadrando a normativa interna
brasileira e os limites marítimos brasileiros aos preceitos preconizados pela CNUDM III, inclusive
com a revogação de normas que lhe fossem contrárias.
Conceitualmente, mar territorial ("Territorial Sea") é a faixa de mar que se estende desde a linha de
base, até uma distância de 12 milhas marítimas. A jurisdição do Brasil no mar territorial é soberana,
exceto no que tange a jurisdição civil e penal em navio mercante estrangeiro em passagem
inocente, cuja jurisdição é do Estado de bandeira (princípio da jurisdição do Estado de bandeira).
A Zona Contígua ("Contiguous Zone") consiste em uma segunda faixa de mar de 12 milhas,
adjacente ao mar territorial. Na ZC, o Estado Costeiro é destituído de soberania, mas tem jurisdição
legal específica para os fins de fiscalização no que tange à alfândega, saúde, imigração, portos e
trânsito por águas territoriais.
A Zona Econômica Exclusiva ("Exclusive Economic Zone") consiste em uma faixa adjacente ao Mar
Territorial, que se sobrepõe à ZC. O limite máximo da ZEE é de 188 milhas marítimas a contar do
limite exterior do Mar Territorial, ou 200 milhas, a contar da linha de base deste.
Nas ZEES, qualquer Estado goza do direito de navegação e sobrevôo, cabendo-lhe, ainda, a
liberdade de instalação de cabos e dutos submarinos.
A plataforma continental – PC ("Continental Shelf") é constituída por áreas submersas adjacentes à
zona do Mar Territorial e compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem
além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território
terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas
marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em
que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.

Além do mar o território brasileiro se estende para o subsolo e aéreo até 90 km de altitude

PAÍS
O país é um território político delimitado por fronteiras, e em geral é habitado por uma comunidade
com história própria. E que tem um estado que exerce soberania a outros países e constituições.

ALTITUDE: Altura em relação


ao nível do mar.
Os estados brasileiros são delimitados por limites como o Estado de São Paulo que se limita com o
Estado do Paraná através do rio Paranapanema.

DIFERENÇA ENTRE FRONTEIRA E LIMITE

FRONTERIA: corresponde a separação política, delimitada em acordos internacionais ou nacionais

LIMITE: corresponde a separação física, delimitada por montanhas, rios, vales e etc.
ATIVIDADES e PESQUISAS para CASA
1- Qual é a diferença de nação e país ?
2- O que significa ZEE e qual sua importância no cenário econômico brasileiro?
3- Quais são as extensões territoriais brasileiras? O que faz um país ser um estado soberano?
4- Qual é a altitude que americana se encontra?
5- A cidade de Americana é delimitada por fronteira ou limites físicos?
6- Quantos estados e regiões o Brasil possui?
7- Quais as funções e importância dos 3 poderes brasileiros ?
8- Exemplifique uma nação que lutou ou luta até os dias atuais por um território
9- Estude as capitais e estados brasileiros para a prova oral

RESPOSTAS:
2º CAPITULO: AMÉRICA DESENVOLVIDA

A AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA
É uma região do continente americano formada pelos Estados Unidos e Canadá. Apesar do termo “anglo-
saxônico” fazer referência aos países que possuem como língua oficial o inglês, apenas os Estados Unidos e o
Canadá são considerados como parte dessa regionalização, pois o elemento unificador não é o idioma, mas
sim as características econômicas e socioculturais. Como os Estados Unidos e o Canadá são os únicos países
desenvolvidos da América e estabelecem muitas relações entre eles, convencionou-se agrupá-los em uma
única região. Os demais países do continente integram a América Latina, onde predomina o
subdesenvolvimento e a dependência econômica.

Diferentemente da América Latina, onde predominou a colonização espanhola e portuguesa do tipo de


exploração, os Estados Unidos e Canadá foram colonizados pela França (parte do Canadá) e, principalmente,
pela Inglaterra, que desenvolveu um modelo de colonização diferente das que ocorreram nos demais países
da América. Na chamada colonização de
povoamento, que ocorreu nessas duas nações, as
metrópoles incentivavam a fixação permanente e o
desenvolvimento da colônia, pois acreditavam que,
quanto mais desenvolvida fosse a colônia, maior
seria o seu lucro. Assim, grandes contingentes
populacionais migraram da Europa movidos,
principalmente, pelos problemas sociais,
econômicos e religiosos de seu país de origem e pela
grande expectativa de prosperidade nessa nova
terra.
Como esses migrantes tinham a intenção de
construir um “novo mundo”, uma “nova Europa”, foi
necessário criar uma série de infraestruturas que
permitissem aos europeus viverem com uma
qualidade de vida semelhante àquela que possuíam na Europa. Com isso, o período colonial nos Estados
Unidos e Canadá foi marcado por um grande desenvolvimento econômico mercantil e manufatureiro.
Embora parte do lucro das atividades econômicas ficasse para os colonizadores, outra parte desse dinheiro
era investida no desenvolvimento da própria colônia, com a criação de estradas, cidades e o
desenvolvimento de manufaturas e técnicas de produção que garantissem o aumento gradativo da
produtividade.

O desenvolvimento dessas infraestruturas foi fundamental para garantir a autonomia política e econômica
desses países após a sua independência, já que, como possuíam um adiantado desenvolvimento econômico
e de manufaturas, esses dois países não tiveram dificuldades para ingressar na lógica imperialista mundial e
para se industrializar sem depender de capital ou tecnologia estrangeiros. Com isso, essas duas nações se
desenvolveram rapidamente, tornando-se grandes potências econômicas e militares.
Atualmente, com um PIB de cerca de 17 trilhões de dólares, os Estados Unidos são a maior potência
econômica e militar do mundo, exercendo uma grande influência na maioria dos países do globo,
principalmente na América Latina. Já o Canadá ocupa hoje o 10º lugar no ranking das maiores potências
econômicas mundiais, com um PIB de quase 2 trilhões de dólares. A economia dos dois países que integram
a América Anglo-Saxônica baseia-se principalmente no desenvolvimento das atividades industriais, com o
emprego de muita tecnologia, altamente competitiva e diversificada, e no setor de serviços, principalmente
o comércio, bancos e o turismo.
Em algumas áreas dos Estados Unidos e do Canadá (nas grandes planícies e no estado americano da
Califórnia), o setor primário também é forte. Os Estados Unidos destacam-se pelos produtos agropecuários,
como a produção altamente industrializada de trigo, milho e algodão, bem como a criação de suínos e
bovinos. Já o Canadá, em virtude do clima muito frio de grande parte do seu território, encontra dificuldades
para produzir produtos agrícolas. Sua produção no setor primário deriva principalmente da extração
mineral.
Em virtude do alto grau de desenvolvimento econômico desses países, o padrão de vida da população na
América Anglo-Saxônica é alto. Juntas, as duas potências possuem cerca de 353 milhões de habitantes. A
expectativa de vida é alta, cerca de 78¹ anos, nos Estados Unidos, e 81 anos, no Canadá. Os níveis de
escolaridade são bons, pois cerca de 99% da população canadense e norte-americana é alfabetizada, e a
média de anos de estudo é de 12,4 anos nos Estados Unidos e 11,5 anos no Canadá. Os investimentos na
saúde ultrapassam 17% do PIB desses países. Além disso, a mão de obra americana e canadense, em razão
da forte pressão da sociedade, na maioria das vezes, é bem remunerada.

A GRANDE POTENCIA E.U.A.


Atualmente os Estados Unidos são considerados a principal potência do mundo, mas essa condição
alcançada não ocorreu repentinamente, foram necessários vários fatores para que este se consolidasse
como uma das nações mais importantes do planeta.
As raízes do crescimento econômico norte-americano foram fundamentais para o seu desenvolvimento.
Foram menos de quatro séculos para que os EUA passassem da condição de colônia para superpotência, um
dos motivos para essa transformação rápida foi a ascensão econômica no sul, que tinha como principal
atividade a produção monocultora, pois o sul possui clima de características tropicais favoráveis ao cultivo, já
no norte as atividades eram distintas, esse apresenta clima temperado, no sul a economia era voltada para o
comércio, possuía os principais centros urbanos, surgiram as primeiras indústrias e instituições financeiras.

Os EUA contavam com diversos recursos naturais que eram extremamente importantes para as indústrias
que estavam surgindo no nordeste, isso desencadeou vários avanços. Esses impulsionaram a aceleração
comercial como a expansão do mercado interno que gerou prosperidade econômica, maciços investimentos
em mineração no século XIX, aumentando ainda mais a produção.
No final do século XIX, a descoberta e a extração do petróleo deram novos rumos à economia norte-
americana, pois esse momento promoveu uma revolução nos transportes, com a criação do automóvel pelo
empresário Henry Ford. Esse criou um novo modelo de produção na linha de montagem, e uma nova forma
de ver o mercado, para ele a produção deveria ser em massa, assim como o consumo, o trabalhador deveria
ter momentos de descanso para poder consumir os produtos das indústrias.

A ascensão da economia norte-americana deve-se principalmente pela intensa acumulação de capital


ocorrida na segunda metade do século XIX.
No início do século XX, o país já possuía grandes empresas que detinham os monopólios do petróleo, aço,
automóveis e ferrovias.
O crescimento da economia norte-americana também foi propiciado por acontecimentos históricos como a
Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) momento em que a Europa
se encontrava em reconstrução, então os EUA forneceram empréstimos e mercadorias, resultando num
gigantesco crescimento do PIB e se consolidando definitivamente como a maior potência mundial.

A expansão das multinacionais e do comércio ocorreu a partir da segunda metade do século XX, as
multinacionais norte-americanas dominaram ainda mais o processo de acumulação de capitais, os
investimentos nas multinacionais ocorreram primeiramente em países europeus e depois em mercados em
expansão como os países subdesenvolvidos.
As primeiras multinacionais norte-americanas foram GENERAL MOTORS E FORD, TEXACO e ESSO, COCA-
COLA, NABISCO, JOHNSON & JOHNSON e GILLETE. A expansão das multinacionais norte-americanas no
mercado internacional intensificou o ritmo de crescimento econômico, foi grande gerador de fluxos de
mercadorias, hoje o comércio externo americano corresponde a 16% do total mundial, o país mantêm
relações comerciais com grande parte das nações.
O ESPAÇO URBANO-INDUSTRIAL DOS EUA
O processo de urbanização dos Estados Unidos provocou, no começo do séc. XIX, uma forte concentração
industrial na região nordeste dos Estados Unidos, que é formada pelas regiões centro-norte da costa
atlântica mais a região dos Grandes Lagos. Além de concentração industrial, essa região sediava os maiores
empreendimentos da economia daquele país. Porém, a porção litorânea do golfo do México e a costa do
Pacífico tendem a desempenhar um papel cada vez mais importante na economia dos Estados Unidos.
 Na parte centro-norte da costa leste formou-se, até 1970, a mais extraordinária megalópole do país
e do mundo inteiro, que se estende de Boston a Washington, ao longo de 600 km de costa atlântica. Ali se
localizam as grandes metrópoles de Nova York, Filadélfia e Baltimore.
 Essa extensa porção do espaço norte-americano apresenta hoje uma industrialização e declínio, mas
continua concentrando as maiores rendas do país, além de seus maiores recursos financeiros. Isso porque
abriga dois centros de decisão dos Estados Unidos: o político (Washington) e o econômico-financeiro (Nova
York), cidade que concentra 52% das atividades financeiras do país e onde está a maior parte das sedes das
multinacionais e seus laboratórios de pesquisa.
 Outra área de antiga concentração industrial do fim do séc. XIX é a região dos Grandes Lagos, que
constitui uma verdadeira bacia marítima no interior do território, facilitando a navegação. A escavação do
canal Erie permitiu a navegação até Nova York e o estabelecimento de relações entre o centro-norte e a
costa atlântica.

 Os recursos naturais dessa região ainda hoje permitem o desenvolvimento de atividades industriais
importantes nestas principais cidades: Chicago, importante centro financeiro e industrial (siderúrgica e
química, por exemplo); Detroit, a “capital do automóvel”; Buffalo, onde se desenvolveu a eletroquímica e a
eletrometalurgia; Toledo, produtor de vinho; Pittsburg, a “capital do aço” até 1950; e Duluth, outro
importante centro siderúrgico.
 O sul atlântico dos Estados Unidos é tradicionalmente agrícola e pouco industrializado, onde no
passado apenas a indústria têxtil se destacava, passou a apresentar uma importante diversificação industrial
com o desenvolvimento petrolífero da década de 1950. Ali se desenvolveu, então, a indústria petroquímica,
aeronáutica e energia nuclear. Mas essa alteração na promoveu o completo desenvolvimento social da
região, tanto que nos Estados sulinos a urbanização e os padrões de vida continuam sendo os mais baixos do
país. A única cidade grande da região é Atlanta
 Por sua vez, a porção litorânea do golfo do México, que vai da Flórida até o rio Grande, teve um
significativo desenvolvimento na década de 1960, o que provocou um crescimento elevado de sua
população urbana.
 As jazidas de petróleo e gás ajudaram esse desenvolvimento, que começaram a ser industrializados,
que deram origem a indústrias químicas na região. Além disso, duas bases espaciais foram instaladas lá. Por
tudo isso, essa região é conhecida como “jovem sul” e se destaca dos outros Estados sulinos.
 A costa oeste dos Estados Unidos, banhada pelo oceano pacifico, começou a se desenvolver a partir
do fim da Segunda Guerra. Por precaução, foram instaladas em várias cidades norte-americanas foram
instaladas indústrias ligadas a armamentos, sendo assim, uma das especialidades dessas indústrias são os
armamentos, além dos componentes eletrônicos e de aparelhos elétricos e eletrônicos
 Ao sul se São Francisco, existe o Silicon Valley, o “vale do silício”. Trata-se de uma área com boas
universidades com centros de pesquisa nas áreas de alta tecnologia: informática, condutores e
semicondutores, etc. Essa área é de crescimento recente, posterior a 1970.
O ESPAÇO URBANO-INDUSTRIAL DO
CANADÁ Cidade de Quebec (francesa) no Canadá
O Canadá possui uma estrutura industrial
completa, isto é, produz desde bens de
consumo até bens de produção, destacando-se
as indústrias mecânicas e químicas. Em alguns
setores, como na indústria automobilística, de
alumínio e de borracha, o controle exercido
pelos Estados Unidos é de 100%.
 Na região dos grandes Lagos,
diretamente relacionada com o rio São
Lourenço, é também a mais industrializada e
urbanizada do país. Mas são grandes as
diferenças entre a província de Ontário, cujas
cidades mais importantes são Toronto e
Ottawa e a de Quebec, cujas principais cidades
são Quebec e Montreal. A província de Ontário
é onde se localizam as indústrias mais
modernas do Canadá e apresenta um padrão de vida mais elevado.

POPULAÇÃO DA AMÉRICA ANGLO-SAXÔNICA


População dos Estados Unidos
População: 313.232.044 (estimativa julho de 2011)
Grupos étnicos: brancos (79,96%); negros (12,85%); asiáticos (4,43%), indígenas nativos e do Alasca (0,97%);
nativos do Havaí e outras ilhas do Pacífico (0,18%); duas ou mais raças (1,61%). (estimativa de julho de 2007)
Línguas: inglês (82,1%); espanhol (10,7%); outras línguas indo-européias (3,8%); línguas asiáticas e das ilhas
do Pacífico (2,7%); outras (0,7%) - Censo do ano 2000.
Religiões: Protestantes 51,3%; católicos 23,9%; mórmons 1,7%; outros cristãos 1,6%; judeus 1,7%; budistas
0,7%; muçulmanos 0,6%, outros não especificados 2,5%; não afiliados 12,1%; nenhum 4% (estimativa ano
de 2007)
Estrutura etária: 0 a14 anos: 20,1% - 15 a 64 anos: 66,8% - 65 anos ou mais: 13,1% (estimativa 2011)
Idade média da população: total: 36,9 anos / homens: 35,6 anos / mulheres: 38,2 anos (estimativa 2011)
Taxa de crescimento populacional: 0,963% por ano (estimativa 2011)
Taxa de natalidade: 18,83 nascimentos por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade: 8,38 mortes por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade infantil: 6,06 mortes por 1000 nascidos vivos (estimativa 2011)
Taxa de migração: 4,18 por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Urbanização: 82% da população total
Expectativa de vida: 78,37 anos (estimativa
2011)
Taxa de fecundidade: 2,06 filhos por mulher
(estimativa 2011)
Índice de Alfabetização: 99% da população
(estimativa 2003)
População do Canadá
População: 34,48 milhões (estimativa 2010)
Grupos étnicos: britânicos 40%, franceses 27%, outros europeus 23%, grupos étnicos autóctones 2%, outros
8% (censo de 1996).
Línguas: inglês e francês (oficiais).
Religiões: cristianismo 83,5% (católicos 45,2%, protestantes 36,4%, ortodoxos 1,9%), judaísmo 1,2%,
islamismo 0,9%, sem filiação 12,5%, outras 1,9%.
Estrutura etária:0 a 14 anos: 15,7% - 15 a 64 anos: 68,5% - 65 anos ou mais: 15,9% (estimativa 2011)
Idade média da população: total: 41 anos / homens: 39,8 anos / mulheres: 42,1 anos (estimativa 2011)
Taxa de crescimento populacional: 0,794% por ano (estimativa 2011)
Taxa de natalidade: 10,28 nascimentos por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade: 7,98 mortes por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Taxa de mortalidade infantil: 4,92 mortes por 1000 nascidos vivos (estimativa 2011)
Taxa de migração: 5,65 por 1000 habitantes (estimativa 2011)
Urbanização: 81% da população total (ano de 2010)
Expectativa de vida: 81,38 anos (estimativa 2011)
Taxa de fecundidade: 1,58 filhos por mulher (estimativa 2011)
Índice de Alfabetização: 99% da população (estimativa 2003)

LIÇÃO DE CASA
1- Qual é a diferença histórica colonial entre a PARA DISCUTIR
América Latina e Anglo-Saxônica?
2-Em qual posição do ranking dos países mais
ricos encontra-se o Canadá?
3-Quais fatores favorecem para que os
Estados Unidos seja um país de 1º mundo?
4-O que ocasionou a grande ascensão dos
Estados Unidos como uma grande potencia
econômica mundial?
6-Explique a importância para o mundo da
região do Silicon Valley.
7-Pesquise sobre o motivo da taxa de
mortalidade infantil ser menor no Canadá em
relação aos Estados Unidos e formule uma
hipótese que explique tal fenômeno de
acordo com suas pesquisas.
8- Faça uma análise da produção de petróleo dos Estados Unidos e seu consumo.
9-Assista ao filme “O pequeno grande homem” e relacione com o que estamos estudando.
3º CAPITULO: O CONTINENTE EUROPEU

EUROPA
Ponto de partida da Revolução Industrial e da era moderna, a Europa continua sendo um continente de
grandes contrastes, onde há prosperidade e democracia, mas também pobreza, conflitos étnicos e
ditaduras.
Suas nações costumam ser divididas em Europa Ocidental, que reúne as desenvolvidas ou em crescimento,
nas quais as instituições democráticas estão consolidadas – caso da Finlândia, Holanda e Irlanda -, e Europa
Oriental, formada predominantemente por países que saíram do regime comunista e estão com as
economias arruinadas ou em recuperação, como a Romênia, Ucrânia e a Albânia.
A maior parte dos países desenvolvidos integra a União Européia (UE), bloco econômico no qual foram
abolidas as barreiras ao comércio e o trânsito nas fronteiras. Uma moeda única comum, o euro, começou a
operar em 11 dos países membros, em 1999.
- Quantidade de países: 49
- Área: 10.498.000 km²
- Altitude média: 350 metros
- Banhada pelas águas do: Oceano Ártico (norte), Oceano Atlântico (oeste) e Mar Mediterrâneo (sul).
- Penínsulas: Ibérica, Itálica, Balcânica, Jutlândia e Escandinava.
- Principais ilhas: Ilhas Britânicas, Sicília, Creta, Islândia e Córsega.
- Principais rios: Volga, Danúbio, Sena, Tejo, Loire, Ural, Tâmisa, Reno, Douro e Pó
RELEVO Entendendo a formação dos Dobramentos Modernos
O relevo europeu é constituído basicamente
por duas unidades de relevo, que são as
Planícies e os Maciços Antigos, ocupando
especialmente o centro e o norte do
continente. Existem também os
dobramentos modernos que são compostos
por áreas montanhosas, provenientes do
pouco tempo de processo erosivo, portanto
sofreu pouco desgaste, essa característica é
comum desde o sul até a Península Ibérica.
Dentre os dobramentos modernos e do
relevo mais elevado os principais são: os
Pireneus que ocupam uma área de 450
quilômetros entre os limites territoriais da
França com a Espanha, em alguns pontos as altitudes podem atingir 3.000 metros. Os Alpes ocorrem em
uma extensão de 1.100 quilômetros e atravessa o território da França, Itália, Alemanha, Suíça e Áustria; e o
ponto mais elevado é o Monte Branco com 4.807 metros. Os Apeninos encontram-se na Itália e percorre o
território de norte a sul, em pelo menos 1.500 quilômetros, essa região abriga vulcões sendo que alguns são
ativos. Cárpatos ocorre nas áreas da Eslováquia, Polônia, Ucrânia e Romênia e o Cáucaso está situado entre
o Mar Negro e o Mar Cáspio nos territórios da Rússia, Geórgia, Armênia e Azerbeijão.
Maciços Antigos: São montanhas muito antigas e desgastadas pela erosão, situadas no norte e leste do
continente; no noroeste formam os Alpes Escandinavos, aparecem nas ilhas britânicas formando os Montes
Peninos, na Península Ibérica surgem como Montes Cantábricos, meseta espanhola e outros; na Península
Balcânica, chamam-se Montes Pindos, e na fronteira natural entre a Europa e Ásia levam nome de Montes
Urais.

CLIMA
Em função de sua vasta área, o continente europeu pode ser dividido em cinco grandes áreas climáticas:
subártico, continental, atlântico, alpino e mediterrâneo.
Grandes zonas climáticas da Europa
Clima subártico
Possui temperaturas muito baixas com inverno longo e frio.
No inverno os dias são quase totalmente escuros, com presença de luz solar apenas quatro horas por dia.
Principais regiões: Islândia, norte da Noruega, norte da Suécia, norte da Finlândia e extremo noroeste da
Rússia.

Clima Continental
É o clima que está presente em grande parte do território europeu. Uma de suas principais características
são as mudanças extremas de temperatura entre as estações do ano. Ou seja, os invernos são frios
(rigorosos com presença de neve) e os verões quentes.
Principais regiões: centro da Espanha, região central da Rússia, regiões centrais da França, República Tcheca,
Polônia e Bielorrússia.

Clima Atlântico
Clima influenciado pela ação atenuante do oceano Atlântico e da corrente do Golfo. Clima marcado também
pela forte presença de umidade marítima.
Principais regiões: faixa norte litorânea da Europa (Portugal, Espanha e França), Reino Unido, Dinamarca e
sul da Península da Escandinávia.

Clima Alpino
Presente nas regiões montanhosas da Europa, principalmente nos Alpes. Nestas regiões, em função das
altitudes elevadas, as temperaturas são baixas com presença constante de precipitação de neve.
Principais regiões: Alpes, Cárpatos, Cáucaso, Pirineus e Montes Urais.

Clima Mediterrâneo
Presente na costa sul da Europa com grande influência do mar Mediterrâneo. Nesta área o clima é ameno. O
verão se caracteriza por ser seco e quente, enquanto o inverno é chuvoso com temperaturas amenas.
Principais regiões: sul da Espanha, sul da França, Itália e sul da Grecia.

VEGETAÇÃO
A Europa é um continente de solo e clima variados. Em razão disso há uma grande diversidade da flora.
Tundra: este tipo de vegetação só acontece quando há o degelo, pois o produto deste é o material orgânico
a partir do qual surgirá a tundra. Como o período de degelo é curto relativamente, as espécies que são
características deste tipo de vegetação precisam ser reprodutivamente rápidas e fortes o suficiente para
suportar baixas temperaturas ou outras intempéries climáticas. A exemplo: liquens, musgos, ervas e
arbustos baixos (já que o próprio clima não facilita o crescimento exponencial da vegetação).

Floresta Temperada: este tipo de vegetação já foi quase predominante na Europa. Mas hoje devido a grande
devastação pela ação humana, está restrito à alguns poucos parques e reservas florestais. Uma característica
deste tipo de vegetação é que as folhas das árvores caem com frequência e com isso, nutrem o solo que se
torna rico em nutrientes. Porém a vegetação não é de um tipo só, as plantas componentes da floresta
conífera variam desde coníferas à árvores de folhas largas ou arbustos e até herbáceas.

Floresta Conífera: este tipo de vegetação é também conhecido como taiga ou floresta boreal. Os principais
vegetais componentes são os pinheiros e abetos. Este tipo de floresta leva muito tempo para se desenvolver
até o estágio adulto dos vegetais. Como a temperatura é muito baixa nesses lugares, os vegetais acabaram
por desenvolver adaptações para que pudessem suportar essas baixas temperaturas e a pouca incidência de
luz devido ao alto tamanho das árvores.

Estepe: este tipo de vegetação é representado por plantas herbáceas e gramíneas, é caracterizado por
apresentar solos mais férteis. Este tipo é mais encontrado na zona temperada continental da Europa.

Vegetação mediterrânea: a maior concentração deste tipo de vegetação está localizada no sul da Europa, no
entanto já não existe quase exemplares originais porque quase toda a área foi substituída por plantações
de oliveiras. Basicamente encontramos plantas arbóreas, arbustos e/ou herbáceas. Entretanto quando se
trata do sul europeu, especificamente, temos o grupo das xerófilas representando esse quinhão vegetativo.
E há uma explicação para esse tipo específico: são resistentes a longos períodos de seca, de estiagem, de
climas extremos.

TUNDRA FLORESTA TEMPERADA FLORESTA DE CONÍFERA

ESTEPES VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA ALPES


HIDROGRAFIA
O Rio Volga é o mais extenso rio europeu (3.688 km). Nasce no
Planalto de Valdai, atravessa a planície russa e desemboca no
Mar Cáspio.
O Rio Reno é o mais importante rio europeu, devido ao intenso
transporte de matérias-primas e produtos industrializados
através dele. Nasce nos Alpes (suíços), atravessa o Lago
Constança, passa por um pequeno trecho da França, liga a
grande região industrial da Alemanha e desemboca no Mar do
Norte (na Holanda), junto à sua desembocadura encontra-se o
Porto de Rotterdã, o maior da Europa. Lago Constança, Suíça
O Rio Danúbio é o "internacional" da Europa, pois atravessa
vários países: Alemanha, Áustria, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Iugoslávia, Bulgária e Romênia.
Banha as cidades de Viena, Budapeste e Belgrado. Sua foz faz a fronteira entre a Romênia e a Ucrânia.
Alguns rios banham cidades importantes, como:Vista do Rio Danúbio, de Praga, República Tcheca
• Rio Tejo: Lisboa
• Rio Tâmisa: Londres
• Rio Pó: Norte da Itália
• Rio Sena: Paris
• Rio Tibre: Roma
• Rio Vístula: Varsóvia
Em geral são rios de planícies favorecendo a navegação e
escoamento dos produtos. Porém os Alpes e Pirineus são
aproveitados como formadores de quedas d’água aproveitadas
na geração de energia em usinas hidrelétricas.

CANAL RENO-MENO-DANÚBIO
No continente europeu há a ligação do Mar do Norte até o Mar
Negro através dos rios Reno, Meno e Danúbio. Embarcações de
carga partem regularmente do porto de Rotterdã, na Holanda,
seguindo pelos rios Reno, Meno e depois pelo canal de 171 km
de extensão, entrando no Danúbio e alcançando o Mar Negro.

LAGOS,
O País dos Lagos, com aproximadamente 40.000 km de origem Vista do Rio Danúbio, de Praga, República Tcheca
glacial, é a Finlândia.
Na Rússia, situam-se os maiores lagos europeus, como Ladoga e Onega.
Na Suiça, em plena região alpina, estão lagos de rara beleza, como o Genebra e o Constança.

LITORAL
O litoral apresenta muitos recortes, daí a Europa contar com 19% de suas terras em forma de penínsulas e
18% em forma de ilhas.
O litoral da Noruega caracteriza-se pela presença de fiordes,
que são antigos vales glaciais.
Ligando o Mar Negro ao Mar de Mármara, temos o Estreito de
Bósforo e, ligando o Mar de Mármara ao Mar Egeu, o Estreito
de Dardanelos.
O Estreito de Gilbratar está situado entre a Espanha e
Marrocos (África), enquanto o Canal da Mancha fica entre a
França e a Inglaterra.

O fiorde Aurlandsfjord, Noruega


POPULAÇÃO
O velho continente, como a Europa é também conhecida, possui uma população estimada em 750 milhões
de habitantes, número elevado se considerar que a extensão territorial é relativamente limitada, o que
significa que é bastante povoado. Com uma densidade demográfica de 72 hab./km².

A população européia é constituída por diversos grupos étnicos, com destaque para: anglo-saxões,
escandinavos, eslavos, germânicos e latinos. Um dado importante é que a esmagadora maioria da população
é constituída por brancos.
Quanto à prática religiosa, o cristianismo é o de maior destaque, embora esteja dividido em catolicismo
romano, especialmente na Espanha, Portugal, França e Itália; protestantismo em países como Alemanha,
Noruega e Suécia; e o cristianismo ortodoxo, na Grécia e Rússia.
A população está irregularmente distribuída no território continental, informação explicada pelo fato de
haver áreas européias intensamente povoadas com densidade demográfica acima dos 300 hab/km²,
enquanto que em outras há verdadeiros vazios demográficos, com densidade inferior a 1 hab/km².

As regiões mais povoadas do continente se encontram na Europa centro-ocidental, áreas que abrigam a
maioria dos parques industriais e demais atividades produtivas, com destaque para Itália, Países Baixos,
França, Reino Unido e Alemanha.
Os vazios demográficos citados ocorrem no norte da Europa, fator provocado pelo clima, pois nessa região
há o predomínio de temperaturas muito baixas com invernos extremamente rigorosos e prolongados.
O país mais populoso desse continente é a Rússia, com cerca de 144 milhões de habitantes, seguido por
Alemanha, com 82 milhões; França, com 59 milhões; Reino Unido, 59 milhões; Itália, 57 milhões; Ucrânia, 49
milhões; e Espanha, 39 milhões de habitantes. Apesar de a Rússia ser o país mais populoso, apresenta uma
população relativa baixa, resultado do enorme território.
O país que possui a mais alta população relativa é a Holanda, com 15,9 milhões de habitantes e densidade
demográfica de 470 hab/km². Longo em seguida vem a Bélgica, com 312 hab/km²; Reino Unido, com 59
hab/km²; Alemanha, com 82 hab/km²; e Itália, com 57 hab/km².
A DIVERSIDADE LINGÜÍSTICA
Verifica atualmente na Europa é resultante de transformações sofridas pelas línguas primitivas, em razão,
por exemplo, da separação, em territórios distintos, de povos que tinham um idioma em comum. Nesses
casos, a estrutura linguística original costuma ser preservada, mas observam-se mudanças de pronúncia, de
vocabulário, de expressões, entre outras. Em contrapartida, em determinadas regiões e países da Europa, a
preservação da identidade linguística é tratada com tanta seriedade que os governos impõem restrições ao
uso de idiomas estrangeiros, em favor do uso da língua oficial, principalmente em escolas e nos meios de
comunicação.

CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS
A Europa é um continente bastante populoso e povoado. A população, porém, se distribuiu de maneira
irregular pelo território: em algumas áreas, a densidade demográfica é bastante elevada; em outras,
especialmente próximo às regiões polares, há vazios demográficos. Além disso, embora populosa desde
tempos antigos, a Europa tem apresentado um crescimento demográfico muito pequeno nas últimas
décadas. Atualmente, possui cerca de 744 milhões de habitantes, com estimativas de 701 milhões para o
ano de 2025. Ao contrário do que ocorre nos demais continentes, o número de europeus decresce a cada
ano.
A proporção de pessoas
com mais de 65 anos na
população total é muito
elevada na Europa. Essa
situação deve-se a dois
fatores: a natalidade vem
diminuindo e a esperança
de vida tem se elevado,
situando-se em 73 anos.
Mas, mesmo que seu
crescimento vegetativo

IMIGRANTES EUROPEUS CHEGANDO NO BRASIL


seja negativo, o continente acaba mantendo seu nível populacional relativamente estável devido à
imigração.

UM CONTINENTE DE MIGRAÇÕES
Cerca de 60 milhões de pessoas deixaram a Europa do inicio do século XIX as primeiras décadas do século
XX. Após a segunda guerra mundial, o fluxo inverso se evidenciou: a Europa tornou-se um importante
destino para imigrantes provenientes de diversas partes do mundo. Canadá: 5,2 milhões; Estados Unidos: 33
milhões; Argentina: 6,4 milhões; Brasil: 4,4 milhões; Austrália: 03 milhões.

FLUXOS MIGRATÓRIOS ATUAIS


Hoje a Europa vive uma situação inversa da que marcou o início do século XX. Conforme dados da ONU,
entre 1990 e 2010 entraram cerca de 70 milhões de imigrantes no continente. A principal causa do intenso
fluxo rumo à Europa é a crise socioeconômica nos países pobres, sobretudo do Leste Europeu, do Norte da
África e da América Latina. O desenvolvimento conquistado pelas nações européias viabiliza melhores
oportunidades de emprego e de acesso aos serviços públicos de saúde e de educação oferecidos pelos
governos. Além da necessidade de mão de obra para certos tipos de trabalho, alguns países europeus,
sobretudo a França e o Reino Unido, atraem jovens nascidos em seus antigos territórios coloniais.
Os jovens procuram especialização profissional em universidades e institutos técnicos desses países, cujos
idiomas receberam como herança dos tempos coloniais. Existe também intenso movimento migratório de
um país a outro dentro do próprio continente, principalmente do Leste Europeu para a Europa Ocidental, em
vista das desigualdades econômicas entre as duas regiões. Outro fator que motiva o fluxo migratório são as
PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS E OS CONFLITOS ÉTNICOS tanto na Europa — caso dos albaneses — quanto fora
dela — caso dos curdos, povo habitante de uma região do Oriente Médio que ocupa diversos países. Essas
pessoas entram nos países que escolhem como destino na condição de refugiados.

A IMIGRAÇÃO ILEGAL
Um dos principais problemas dos governos europeus tem sido o de imigrantes que conseguem entrar e
permanecer no país sem permissão oficial do Estado. Os imigrantes ilegais que entram na Europa, passam a
trabalhar no setor informal da economia, cuja fiscalização não é rigorosa. Esses imigrantes recebem baixa
remuneração e costumam habitar as periferias das metrópoles, constituindo comunidades próprias. A
imigração ilegal contribui para o aumento da diversidade étnica na Europa; entretanto, o fenômeno da
miscigenação é ainda pouco frequente. Os governos europeus têm uma política de imigração muito
restritiva, mas não são capazes de conter o grande fluxo de estrangeiros que entram clandestinamente em
seus países, muitas vezes arriscando suas vidas.
Um dos países europeus que mais recebem imigrantes ilegais é a Espanha. Na Espanha o Estreito de
Gibraltar separa por poucos quilômetros a África da Europa, é o principal caminho usado pelos africanos
que, atravessando o Mar Mediterrâneo, desembarcam clandestinamente no litoral espanhol em busca de
melhores condições de vida.

XENOFOBIA E RACISMO
Xenofobia é a aversão ao estrangeiro. É uma palavra de origem grega que significa antipatia ou aversão a
pessoas e objetos estranhos. O termo tem várias aplicações e usos, o que muitas vezes provoca confusões
em relação ao significado. A xenofobia como preconceito acontece quando há aversão em relação à raça,
cultura, opção sexual, etc. Em razão da baixa natalidade, o continente europeu tem cada vez menos mão de
obra disponível. Essa situação tem levado muitos
governos a tentar diminuir as restrições aos
imigrantes, o que vem estimulando o surgimento PARA DISCUTIR
de movimentos xenófobos — avessos a
estrangeiros — e racistas. Esse tipo de reação
tem, muitas vezes, o apoio da população local,
que defende a manutenção da identidade
nacional e teme pela perda de seus empregos, já
que os imigrantes quase sempre aceitam
trabalhar em condições precárias, recebendo
salários mais baixos.
LIÇÃO DE CASA
1- Quantos países compõem o continente europeu?
2- Qual o clima predominante deste continente?
3- Por que no Brasil não existe a vegetação de tundra?
4- Em quais países encontramos o bioma tundra?
5- Quais são os países mais populosos e ricos respectivamente?
6- Em quais países ainda encontramos disputas e conflitos por territórios?
7- Quais são os idiomas predominantes do continente
8- Para entender melhor o continente assista no “Youtube.com” o documentário
“Revolução Francesa Discovery” de tempo 1:29, e faça um resumo de 15 linhas.
4º CAPITULO: O LESTE EUROPEU E CEI

O LESTE EUROPEU

Com a dominação russa a partir da Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou dividido em dois blocos, o
socialista e o capitalista, até o início da década de 1990.

A classificação do continente europeu em Ocidental e Oriental surgiu após a Segunda Guerra Mundial,
numa referência à bipolarização do mundo, que colocava em oposição capitalismo e socialismo. À Europa
Oriental ou Leste Europeu correspondiam os então países socialistas, ligados à União Soviética, incluindo a
Alemanha Oriental.
Atualmente, fazem parte do chamado Leste Europeu os seguintes países: Estônia, Letônia, Lituânia,
Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia, Eslovênia, Croácia, Bósnia Herzegovina, Sérvia,
Montenegro, Bulgária, Macedônia, Albânia e Kosovo, além dos membros da CEI (Comunidade dos Estados
Independentes) que integram o continente europeu : Rússia, Belarus, Ucrânia, Geórgia, Armênia e
Azerbaijão.
Ao longo da história, os países do Leste Europeu foram objeto de disputa pelas três principais potências
que dominaram a região até 1918 : o Império Austríaco, o Império Turco-Otomano e o Império Russo. Após a
Segunda Guerra Mundial, passaram a fazer parte do bloco soviético da Europa, sob o regime socialista
imposto pela União Soviética.
Ainda hoje, porém, são evidentes as influências germânicas, muçulmanas e eslavas nessa parte do
continente.

A dominação russa fez-se em várias etapas desde o século XVIII, e sua influência é ainda uma realidade na
região. Durante a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética alargou suas fronteiras mediante a ocupação
militar das repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia). A partir de 1944, à medida que o Exército
Vermelho soviético ia derrotando as forças alemãs, diversos países do Leste Europeu foram libertados pela
União Soviética, que, aos poucos, impôs a eles regimes socialistas e governos-satélites, ou seja, submissos ao
controle central.
Quando acabou a Segunda Guerra Mundial, evidenciou-se que o continente europeu estava dividido por
uma "cortina de ferro" na expressão de Winston Churchill, então primeiro-ministro britânico. Os países do
Leste ficaram sob influência soviética, onde foi adotado o sistema de partido único e planificação da
economia.
A divisão do mundo entre os blocos socialista e capitalista era conhecida como divisão bipolar ou
bipolarização.

Essa inserção da Europa Oriental no bloco soviético deu-se, em muitos casos, contra o sentimento
majoritário dos povos centro-europeus. Disso decorreram levantes populares, como os acontecidos na
Hungria, em 1956, e na Tchecoslováquia, em 1968 (figura abaixo), ambos sufocados pela intervenção militar
do Pacto de Varsóvia. No final da década de 1970, o descontentamento com as políticas soviéticas tomou
conta da Polônia. Apoiado pela Santa Sé (o papa já era o polonês Karol Wojtila, que assumiu o nome de João
Paulo II), formou-se o sindicato Solidariedade, cujo líder principal , Lech Walesa, desafiou o governo
comunista.

Riga – capital da Letônia Kiev – capital Ucrânia


Figura acima : Em 1968, os tanques soviéticos invadiram Praga, capital da Tchecoslováquia (na atual
República Tcheca), para impedir a redemocratização do país, e enfrentaram os protestos de estudantes e
pessoas do povo, em eventos que foram denominados, no conjunto, Primavera de Praga.

A CRISE DO SOCIALISMO E O FIM DA BIPOLARIZAÇÃO

A ERA GORBATCHEV E O FIM DA URSS


Em meados da década de 70, a União Soviética começa a entrar em crise. Devido ao seu baixo dinamismo
econômico, sua produtividade industrial não acompanhava nem de longe os avanços dos países capitalistas.
Foi onde Gorbatchev entrou para assumir o poder na União soviética, dando início a série de reformas
estruturais.
A sua missão era assumiu o cargo de secretário geral do PCUS, posição mais alta na estrutura do poder da
antiga União Soviética. Gorbatchev também foi o primeiro secretário geral do PCUS que não serviu nas
forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Cabia a Gorbatchev recolocar seu país no mesmo nível
tecnológico do mundo ocidental; aumentar a oferta e a qualidade dos bens de consumo e de alimentos para
a população. Para tal, fazia-se necessário atrair investimentos estrangeiros, garantindo acesso a novas
tecnologias. Mikhail iniciou uma série de reformas políticas voltadas à uma reestruturação completa da
sociedade soviética. Era fundamental, para tanto, introduzir entre os administradores e trabalhadores o
conceito de lucro, de produtividade, de controle de qualidade, etc., a fim de modernizar as empresas
industriais e agrícolas. Por decisão dos governos da Hungria e da Tchecoslováquia de abrir as fronteiras com
a Europa Ocidental, começou uma migração dos habitantes da Alemanha socialista uma para a outra . Como
eram muitos depois de algumas semanas resolveram derrubar o Muro de Berlim.

CONSEQUÊNCIAS DO FIM DA BIPOLARIZAÇÃO


Depois da queda do Muro de Berlim, a União soviética ficou mais fraca .
Foi o fim da bipolarilização e da guerra fria. 45 Anos Depois - O Início do Fim
marcaram o fim da Guerra Fria e anunciou o esfacelamento da União Soviética que, em 1991, perdeu
Lituânia, Letônia e Estônia, responsáveis por 70% de sua população total.

As repúblicas que formavam a ex-União Soviética, junto com a atual Federação Russa, transformam-se na
Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Restou apenas uma única superpotência, os Estados Unidos
da América (EUA).
O Fim da Geopolítica da Bipolaridade. Politicamente, o fim da URSS significou a adoção, na maioria dos
países do leste Europeu da Europa ocidental e o fim da aliança militar aos países socialistas _Pacto de
Varsóvia.Foi o fim da divisão geopolítica num mundo bipolar, cuja consequência foi a regionalização da
economia e o a formação
dos blocos econômicos, pois QUEDA DO MURO DE BERLIM
a disputa pela hegemonia
passa diretamente à
concorrência comercial e dá
início à chamada nova
ordem mundial, onde o
poder está multipolarizado
entre os vários blocos.

A MODERNIZAÇÃO DAS EX-


REPÚBLICAS SOVIÉTICAS
Os países da extinta União
Soviética não estavam
preparados para o cenário
econômico e tecnológico
mundial do final do século
XX, principalmente no que
se refere às tecnologias de
informação. No final da década de 1980, a economia planificada mostrou que não poderia persistir. A ex-
URSS havia realizado investimentos pesados nas indústria bens de produção e na indústria bélica no
período da Guerra Fria .
Além de ter causado atraso tecnológico, a economia planificada fracassou pela falta de motivação que
gerava em suas populações: não havia incentivos governamentais que estimulassem a produção e a
inovação, já que esse sistema inibia a livre iniciativa.

CEI – COMUNIDADE DOS ESTADOS INDEPENDENTES


Rússia, Ucrânia e Belarus, as três repúblicas mais importantes da extinta União Soviética, fundaram a CEI. É
importante salientar, que o governo da Ucrânia, após a invasão da Criméia, pela Rússia, tem procurado se
afastar da órbita da Rússia, e estipulou um prazo de cinco anos, para ingressar na União Européia.

O FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA E A FORMAÇÃO DA CEI


Em 1991, após a desagregação da União Soviética, iniciaram-se esforços para a criação da CEI. Para a Rússia
era essencial manter relações com as outras repúblicas independentes, tanto por interesses militares (pois
parte do arsenal nuclear e da frota da extinta União Soviética havia ficado em território de nações agora
independentes) como por questões energéticas (para manter o fornecimento constante dos oleodutos e
gasodutos que atravessam várias dessas repúblicas). Essa busca pela hegemonia sobre as antigas repúblicas
soviéticas gerou diversos conflitos entre os pró-russos e os pró-europeus.

O QUE É A CEI?
A CEI é uma organização confederativa que visa manter a unidade e a soberania dos Estados – membros,
com certa autonomia política e econômica. Parte de seus membros localiza-se na Europa e na Ásia. As ex-
repúblicas soviéticas Estônia, Letônia e Lituânia não aderiram a CEI. Após se declararem independentes, elas
iniciaram um processo de integração à União Européia, concluído em 2004. Já a Geórgia se integrou à CEI em
1994, porém, saiu em 2009 por ser contra o apoio da Rússia aos movimentos separatistas da Abkasia e da
Ossétia do Sul.

SOCIALISMO E REFORMA AGRÁRIA


A reforma agrária realizada a partir de 1917 pelo regime socialista incluiu a coletivização das propriedades
agrícolas, colocando-as sob o controle dos governos. Criaram-se, assim, cooperativas de propriedades
privadas – denominadas kolkhoses na Rússia – e fazendas coletivas altamente mecanizadas e gerenciadas
diretamente pelo governo – chamadas sovkhoses na URSS – para controlar toda a produção agrícola e
aumentar o excedente do setor.
Esse sistema ganhou força quando se intensificaram as rivalidades entre os blocos socialistas e
capitalistas. As economias socialistas passaram a ver no controle total do setor agrícola e industrial uma
possibilidade de se tornarem auto-suficientes e deixar de depender do comércio com países capitalistas.
Com a desagregação da URSS, esse sistema foi praticamente abolido. As propriedades agrícolas foram
privatizadas, tal como em outras áreas da economia.
Para aprimoramento das relações comerciais, os países do bloco oriental haviam criado o Conselho de
Assistência Econômica Mútua (Comecom). Ele também foi desfeito no começo da década de 1990, após a
desagregação da União Soviética.

A BUROCRATIZAÇÃO E A FALTA DE COMPETITIVIDADE


O controle estatal sobre todos os ramos da economia e da política soviética consolidaram uma enorme e
ineficiente estrutura burocrática governamental. A planificação centralizada levou, naquele período, à
criação de um sistema hierárquico que tornava lenta a tomada de decisões e dificultava a transmissão de
informações relevantes sobre a situação econômica e social. Assim, a implementação de medidas sociais,
econômicas e políticas envolvia
um processo demorado.
Aberta ao comércio com
os demais países do mundo, a
CEI passou a sentir a
desvantagem de seus países-
membros apresentarem um
sistema produtivo pouco
diversificado e
tecnologicamente atrasado.
Muitos dos setores produtivos
desse bloco tiveram de se
adaptar à estrutura competitiva
do mercado internacional. A
conversão das economias
planificadas em economias de
mercado trouxe, em um curto
prazo, desemprego e
diminuição de renda das
camadas sociais mais
desfavorecidas.
A falta de competitividade e de investimentos em pesquisas, em setores como o automobilístico e o
de eletrodomésticos, provocou uma estagnação das economias do Leste Europeu, somando-se à limitada
produtividade e a baixa qualidade dos bens de consumo. Enquanto isso, nos países do bloco ocidental, a
produtividade crescia rapidamente.
Apesar das limitações, alguns países da CEI são grandes produtores agrícolas, especialmente de grãos.
É o caso, por exemplo, da Ucrânia, que está entre os maiores produtores d cereais, trigo e milho do mundo.

O COMÉRCIO ENTRE OS PAÍSES DA CEI


O controle rigoroso exercido pela Rússia, que antes garantia uma unidade rígida entre as demandas e as
ofertas do comércio regional, promoveu o rompimento de todos os vínculos existentes entre os países que
depois vieram a constituir a CEI, especialmente os comerciais, o que resultou em uma queda drástica do
comércio entre eles. Com o fim da centralização, cada país passou a se integrar ao comércio internacional da
maneira mais favorável aos seus interesses.
Desde a sua criação, a CEI encontra
dificuldades para se manter. Muitas das
PARA DISCUTIR
repúblicas que a integram aproximaram-se da
União Européia. Apesar disso, a Rússia tenta
manter certa hegemonia sobre esse bloco. À
custa de algumas tensões.

O SEPARATISMO CHECHENO NA FEDERAÇÃO


RUSSA
O país ao qual se dá o nome de Rússia é, na
verdade, uma federação de repúblicas,
províncias autônomas e territórios. A
Chechênia é uma dessas repúblicas
autônomas. Com uma população de maioria
muçulmana, desde 1991 ela vem lutando por
sua independência. Em 1996, guerrilheiros
chechenos invadiram a república autônoma
vizinha do Daguestão, também de maioria
muçulmano, com o objetivo de criar com ela
um Estado Islâmico único.
O território checheno localiza-se na rota de um dos principais oleodutos russos até o Mar Cáspio,
pelos quais escoam importantes produtos, como o petróleo produzido no Azerbaijão, país que faz parte da
CEI. Isso explica o interesse russo em mantê-lo sob seu domínio.
O separatismo da Chechênia representa também uma ameaça ao domínio da Rússia sobre outras
repúblicas autônomas, que poderiam se motivar a seguir esse exemplo.

LIÇÃO DE CASA
1- O que foi a cortina de ferro?
2- Quais países fazem parte dos CEI?
3- Qual é o país mais populoso do leste europeu?
4- A Iugoslávia dividiu-se em quais países?
5- Qual é a diferença dos CEI e da URSS?
6- Qual o motivo da existência de conflitos no leste europeu?
7- Qual o motivo do conflito na Chechênia?
8- Faça uma comparação entre a Europa ocidental e oriental
9- Quais são os países europeus que ainda vivem sob um sistema socialista ou ditatorial?
10- Assista ao filme “Good Bye Lenin” e faça um resumo de 15 linhas
11- DESCREVA O QUE VOCÊ APRENDEU NESTA UNIDADE DO SABER MAIS
5º CAPITULO: ÁFRICA

REGIONALIZAÇÃO DA ÁFRICA
O continente africano é composto por uma grande quantidade de países, no entanto, a divisão da África não
ocorre somente entre nações. A África está dividida ou regionalizada conforme a cultura, ou melhor, com a
religião praticada em diferentes pontos do continente.
De uma forma simples, a África é regionalizada basicamente em África Islâmica e África Subsaariana.

África Islâmica
A África Islâmica representa a região norte do continente africano, essa área compreende um conjunto de
nações que praticam a religião islâmica e de língua árabe. Essa parcela do continente sempre manteve
ligação de milênios com a cultura européia e do Oriente Médio. Tal região sofreu no passado invasões de
diferentes povos, como romanos, gregos, fenícios, árabes e turcos.

África Subsaariana
A África subsaariana representa o restante do continente africano, na parte sul do Saara, unindo
aproximadamente 75% de toda população africana. Nessa área, a população em sua grande maioria é negra
e de religião animista (crença que acredita em espíritos da natureza que animam as coisas e rege o destino
das pessoas). Existe uma restrita população branca de origem européia que pratica a religião cristã.

POPULAÇÃO
A África é, sem dúvida, o continente que apresenta os piores indicadores sociais do mundo. O continente
africano abriga, atualmente, cerca de 930 milhões de habitantes. Desse total, grande parte se concentra na
Nigéria, Egito, Etiópia, República Democrática do Congo e África do Sul, que são países mais populosos.
As regiões que apresentam maiores densidades demográficas são aquelas que possuem solos férteis, como
o vale fluvial e o delta dos rios Nilo e Níger, além da costa litorânea, lugar com boa incidência de chuvas.
As regiões da África que apresentam baixa densidade demográfica
compreendem as áreas desérticas, como o deserto do Saara (África
Islâmica), deserto da Namíbia e do Calaari e nas florestas do Congo
(África Subsaariana).
Atualmente, o continente tem passado por um intenso processo de
urbanização, mesmo assim, são restritos os centros urbanos de
grande porte, as maiores cidades são Cairo (Egito), com cerca de 7
milhões de habitantes; Alexandria (Egito), com 4 milhões; Lagos
(Nigéria), com 7 milhões; Casablanca (Marrocos), com 3,7 milhões;
Kinshasa (República Democrática do Congo), com 9 milhões; Argel
(Argélia), com 2,5 milhões; e Cidade do Cabo (África do Sul), com
3,4 milhões.

Os países africanos possuem as piores taxas de mortalidade (13,5%), além de apresentar elevada taxa de
natalidade (35,2%) e o maior crescimento vegetativo do mundo (2,17%), mostrando que a qualidade de vida
da população é decadente. A fome e a AIDS são problemas que atingem a África quase que na totalidade.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas, cerca de 150 milhões de africanos não ingerem a
quantidade mínima de calorias diárias, e mais 23 milhões correm o risco de morrer de fome.
Todos os problemas sociais identificados na África (miséria, fome, desemprego, guerras, dentre muitas
outras) podem ser agravados, tendo em vista que se
o crescimento vegetativo continuar no mesmo passo
(cerca de 1,9% ao ano), em 2015 a população
africana será de 1 bilhão de habitantes. Fato que irá
desencadear um aumento pela procura de
alimentos, aumentando a fome.

CONFLITOS NA ÁFRICA

O continente africano é palco de uma série de


conflitos, consequência da intervenção colonialista,
principalmente no fim do século XIX e início do
século XX. Esse processo de intervenção interferiu diretamente nas condições políticas, econômicas e sociais
da população africana.

A divisão territorial do continente teve como critério apenas os interesses dos colonizadores europeus,
desprezando as diferenças étnicas e culturais da população local. Diversas comunidades, muitas vezes rivais,
que historicamente viviam em conflito, foram colocadas em um mesmo território, enquanto grupos de uma
mesma etnia foram separados.
Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um intenso processo de independência das nações africanas.
Porém, novos países se formaram sobre a mesma base territorial construída pelos colonizadores europeus,
desrespeitando a cultura e a história das comunidades, consequentemente inúmeros conflitos étnicos pela
disputa de poder foram desencadeados no interior desses países.

Outro fator agravante para o surgimento desses conflitos na África se refere ao baixo nível socioeconômico
de muitos países e à instalação de governos ditatoriais. Durante a Guerra Fria, que envolveu os Estados
Unidos e a União Soviética, ocorreu o financiamento de armamentos para os países africanos, fornecendo
aparato técnico e financeiro para os distintos grupos de guerrilheiros, que muitas vezes possuíam – e ainda
possuem – crianças que são forçadas, através de uma manipulação ideológica, a odiarem os diferentes
grupos étnicos.
São vários os conflitos no continente africano; o que é pior, muitos deles está longe de um processo de
pacificação. A maioria é motivada por diferenças étnicas, é o que acontece em Ruanda, Mali, Senegal,
Burundi, Libéria, Congo e Somália, por exemplo. Outros por disputas territoriais como Serra Leoa, Somália e
Etiópia; questões religiosas também geram conflitos, é o que acontece na Argélia e no Sudão. Além de tantas
políticas ditatoriais instaladas, a que teve maior repercussão foi o apartheid na África do Sul – política de
segregação racial que foi oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Novo Partido Nacional (NNP). O
apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas, além de não poderem adquirir terras na maior parte
do país, obrigando os negros a viverem em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento
geográfico.

Deve-se haver a intervenção de organismos internacionais para que esse e outros problemas do continente
africano (aids, fome, economia, saúde, etc.) sejam amenizados, pois esse processo é consequência das
políticas colonialistas dos países desenvolvidos, que após sugarem a riqueza desse povo, abandonaram o
continente, deixando uma verdadeira mazela.

ECONOMIA AFRICANA
A África é o considerado o continente mais pobre do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a
somente 1 % do PIB mundial e tendo participação de apenas 2 % nas transações econômicas de todo o
mundo. Cerca de 1/3 de sua população vive abaixo do nível da pobreza com menos de 1 dólar por dia. A
miséria e o descaso para com esta região do planeta levam a problemas gravíssimos como a disseminação de
doenças como o vírus da AIDS, do qual cerca de 2/3 da população é portadora incluindo crianças.
O principal bloco econômico da África é o SADC (Southern Africa Development Community, em português,
Comunidade de Desenvolvimento da África do Sul) composto por 15 países, entre eles Moçambique, Angola,
Botswana, Zimbábue, República Democrática do Congo e Madagascar. A África consiste em um continente
subdesenvolvido com alguns de seus países pouco industrializados e outros ainda vivendo exclusivamente
de atividades como agricultura e pecuária.
O deserto do Saara com cerca de 9 milhões de km² divide o continente africano em duas regiões formando
uma barreira natural. A parte sul do continente é denominada de Subsaariana (abaixo do deserto do Saara) e
são comuns nessa região doenças como a malária, AIDS e a doença do sono. Sua política é caracterizada por
governos totalitários e em sua maioria corruptos. A parte norte da África possui um modelo social e
econômico similar ao do oriente médio.
AGRICULTURA
A demanda de produtos agrícolas da África vinda
de países europeus é alta, e esse tipo de atividade é
praticada no continente na forma de agricultura de
subsistência e comercial. A agricultura de
subsistência é caracterizada quando o agricultor
cultiva apenas aquilo que é essencial para seu
próprio sustento e de sua família. A agricultura
comercial já é feita em maior escala e seus
produtos exportados ou comercializados no próprio
continente.
Devido ao clima intertropical e às suas áreas de savanas a agricultura na África é feita de maneira primitiva o
que faz com que o plantio renda muito pouco. Os principais produtos desse tipo de agricultura são arroz,
inhame, batata-doce, milho e mandioca. Já a agricultura comercial foi introduzida no continente sob a forma
de plantation, com a finalidade de produzir monoculturas de produtos tropicais para suprir as demandas de
exportação e o mercado interno. Os principais produtos desse tipo de agricultura são o cacau, cana-de-
açúcar, amendoim, chá e seringais.
O resultado desse sistema de agricultura é uma desorganização na parte rural da África. Alguns de seus
países não são capazes de suprir as necessidades do povo e
outros têm procurado importar mais alimentos básicos. Isso gera
a subnutrição e a fome que vem assolando o território africano
há muitos anos.

INDÚSTRIA
A mão-de-obra barata e as vantagens na aquisição de minérios
têm atraído indústrias para o continente nos últimos anos,
contudo, estas são pertencentes a empresas estrangeiras que
vêem no território essas vantagens. O campo das indústrias
africanas não é o mais moderno e consiste basicamente em
indústrias que trabalham com a matéria-prima para exportação
como usinas de cana-de-açúcar, indústrias de beneficiamento de
fibras de algodão e produtoras de óleo comestível.

EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS


O continente africano é rico em minérios e fontes de energia como petróleo, ouro, zinco, urânio, ferro,
chumbo, níquel, diamantes, prata, entre outros. Teve sua exploração iniciada em meados do século XIX em
sua maioria por empresas norte-americanas que utilizam mão-de-obra local e empregam equipamentos
modernos para a realização dessa atividade. Essa exploração quase sempre favorece apenas os países que a
praticam, os mesmo instalaram portos e ferrovias no continente, mas somente para facilitar o escoamento
dos recursos, sem intenção de ligar as nações africanas ou beneficiá-las.

DIAMANTES
Os Diamantes De Conflito São Pedras Brutas Garimpadas
Em Regiões Dominadas Por Guerrilhas. Extraídos À Base
De trabalho escravo, são entregues por meio de
subterfúgios aos classificadores de Londres e então
despejados no comércio regular em todo o mundo.
Protestar não é a palavra chave para estes escravos e
quem o fizer acaba morto, ou sofre a ameaça de ter um
membro amputado. estes diamantes são vendidos com
o objetivo de arrecadar dinheiro para grupos terroristas ou paramilitares rebeldes onde o seu único desejo é
alimentar guerras civis. a maior parte dos diamantes de regiões em conflito vem de angola, república
democrática do congo, costa do marfim, Libéria e serra leoa. se não formos cautelosos ao comprar, podemos
adquirir uma dessas pedras. estima-se que 3,7 milhões de pessoas morreram devido ao conflito causado
pelos diamantes em angola, na república democrática do congo (rdc), na Libéria e na serra leoa.
enquanto que a guerra em angola e na serra leoa terminaram e as lutas na rdc diminuíram, no entanto o
problema do conflito dos diamantes ainda não acabou. Apesar de existir um esquema de certificação de
diamantes internacional, chamado processo de kimberley, que foi lançado em 2003, o conflito dos
diamantes da costa do marfim encontrou um novo caminho através do gana para o mercado internacional
dos diamantes. Como mostra o conflito na serra leoa, mesmo um pequeno número de diamantes pode
originar uma enorme devastação num país. entre 1991 e 2002 mais de 50.000 pessoas foram mortas, mais
de 2 milhões deslocadas do país ou feitas refugiadas e milhares foram mutiladas, violadas e torturadas. hoje,
o país está a recuperar das consequências dos conflitos.
os diamantes de zonas de conflito não são a única controvérsia que macula a imagem do comércio da pedra:
questões de direitos humanos e dos animais também são frequentes na índia bem como em certos países da
áfrica. nos países africanos, as mineradoras usam crianças para garimpar espaços subterrâneos apertados
nos quais adultos não cabem, ainda que o trabalho infantil seja ilegal. as cidades mineiras desses países
africanos também sofrem incidência ampliada de homicídio e hiv, como resultado de invasões e do comércio
sexual. na índia, que responde pela lapidação de 92% dos menores diamantes mundiais, crianças cuidam das
menores pedras, porque têm vista melhor e dedos menores, mais apropriados para dar forma às minúsculas
facetas. Desgaste severo da visão, lesões por movimentos repetitivos e infecções pulmonares causadas pela
aspiração de diamantes são apenas alguns dos problemas que afligem esses trabalhadores.

EX COLONIAS E ORIGEM DOS CONFLITOS


O continente africano e o asiático foram os últimos a serem colonizados pelos europeus. Nas Américas, o
processo de colonização teve início ainda no século XVI. Três séculos mais tarde o continente americano já
havia sido descolonizado e a Primeira Revolução Industrial se encontrava em plena expansão. Diante disso,
os europeus buscaram novas fontes de recursos para abastecer as suas indústrias.

No século XIX, as nações européias, como Inglaterra, França, Bélgica, Holanda e Alemanha, começaram a
explorar de maneira
efetiva o continente
africano e o asiático. A
Revolução Industrial
motivou esses países a
explorar matérias-primas,
especialmente minérios,
dentre os quais podemos
destacar o ferro, cobre,
chumbo, além de
produtos de origem
agrícola, como algodão e
borracha; todos
fundamentais para a
produção industrial.

As nações americanas que


foram descolonizadas se
tornaram um mercado
promissor para os
produtos industrializados
europeus, tendo em vista
que a procura na Europa por tais mercadorias estava em queda.
As potências européias, para garantir matéria-prima, ocuparam os territórios contidos no continente
africano. Logo depois, promoveram a partilha do continente entre os principais países europeus da época,
dando direito de explorar a parte que coube a cada nação.
A divisão do continente africano foi consolidada através de um acordo realizado em 1885. Esse evento
contou com a participação da Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. Esse acordo
foi executado na Conferência de Berlim.
Porém, o processo de exploração da África aconteceu antes mesmo de haver a partilha do território, isso
porque diversos países enviaram delegações de cientistas para o continente. Segundo eles, os cientistas
tinham o propósito de realizar pesquisas de caráter científico, mas na verdade esses coletavam dados acerca
do potencial mineral, ou seja, as riquezas do subsolo.

Anos depois, grande parte do território africano estava colonizada. Os europeus introduziram culturas que
não faziam parte da dieta do povo nativo. Os colonizadores rapidamente promoveram as plantations, com
destaque para a produção de café, chá, cana-de-açúcar e cacau.
Outra atividade desenvolvida foi o
extrativismo mineral, com destaque para
a extração de ouro, ferro, chumbo, PARA DISCUTIR
diamante, entre outros. Assim, os
europeus conseguiram garantir por um
bom tempo o fornecimento de matéria-
prima para abastecer as indústrias
existentes nos países europeus
industrializados.

LIÇÃO DE CASA
1. Quais países fazem parte da África Branca?
2. Quais os motivos principais dos conflitos africanos?
3. Quais países possuem grandes reservas de diamantes?
4. Quais áreas da África possuem maior numero de habitantes? Justifique.
5. Pesquise quais são os países mais ricos e urbanizados do continente.
6. Faça uma pesquisa sobre quais países nos dias atuais passam por conflitos.
7. Assista ao filme “Falcão Negro em Perigo” e faça um resumo de no máximo 25 linhas sobre o conflito
na Somália.
6º CAPITULO: ÁSIA

INTRODUÇÃO

A Ásia é um continente cujas terras estão localizadas, em maior parte, no hemisfério norte (oriental e
setentrional). Ao norte, a Ásia é banhada pelo Oceano Ártico; ao sul pelo Oceano Índico; ao leste pelo
Oceano Pacífico e a oeste faz fronteira com a Europa e África.

Informações importantes sobre a Ásia:

- A área do continente asiático é de 44.482.000 km². É o maior continente do mundo com 29,4% das terras
emersas.

- É também o continente mais populoso do mundo com 3,95 bilhões de habitantes (pouco mais de 60% da
população mundial).

O CLIMA DA ÁSIA

O clima na Ásia pode ser dividido em quatro regiões climáticas:


- Clima Siberiano
(extremo norte da Ásia):
temperatura
baixíssimas, presença de
tundra ao
norte, taiga no centro e
estepes ao sul.

- Clima
Mediterrâneo (Ásia
Menor): verões quentes
e secos e invernos com
muita chuva.

- Clima Desértico (Síria,


Arábia, Índia e Irã):
regiões com
temperaturas elevadas
durante o dia e frias à
noite. Regiões áridas
com baixo índice
pluviométrico (chuvas).

- Clima de Monções (Ásia Oriental e Meridional): inverno seco e verão extremamente chuvoso.

ECONOMIA AISATICA

- No campo econômico destaca-se o Japão (economia forte e industrializada desde o fim da Segunda Guerra
Mundial), a Índia e a China. Estes últimos países vêm apresentando forte crescimento econômico desde a
década de 90. O PIB (Produto Interno Bruto) da China, por exemplo, apresenta crescimento, em média, de
8% ao ano (nos últimos anos).
-O Bloco econômico mais importante na Ásia é a APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation, traduzido,
Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico). Atualmente, fazem parte 20 países e uma região
administrativa especial da China (Hong Kong), sendo que a maioria é de países asiáticos (Austrália, Brunei,
Chile, Canadá, China, Indonésia, , Japão, Coreia do Sul, México, Malásia, Nova Zelândia, Papua-Nova
Guiné, Filipinas, Rússia, Peru, Cingapura; Taiwan, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã).

Tigres Asiáticos é a denominação de um grupo constituído por Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan e Hong
Kong, quatro regiões localizadas no sudoeste da Ásia, que em um curto espaço de tempo conquistaram uma
elevada expansão econômica.
O Japão foi o país que iniciou o ciclo de crescimento econômico ao apostar fortemente na estratégia de
exportação de produtos para outros países e fraco incentivo à importação. O sucesso econômico japonês
impulsionou e serviu de modelo para o crescimento das economias dos Tigres Asiáticos a partir da década de
1980.
O termo “tigre” denota a idéia de força, robustez, domínio. Essas características foram atribuídas às
economias dos “Tigres”, simbolizando as nações que cresceram com a implantação de um modelo
econômico que aposta nas exportações.

POPULAÇÃO URBANA E RURAL DE ALGUNS PAÍSES ASIÁTICOS


País População Urbana (%) População Rural (%)
Afeganistão 23 77
Bangladesh 28 72
China 47 53
Cingapura 100 -
Coréia do Sul 83 17
Índia 30 70
Indonésia 44 56
Japão 67 33

RELIGIÃO NA ÁSIA

- As principais religiões seguidas no continente são: islamismo, hinduísmo e budismo, conta ainda com o
judaísmo e cristianismo.
 A maior parte dos budistas encontram-se na China e somam em todo o mundo cerca de 500 milhões
de adeptos
 O hinduísmo originou-se na Índia e tem cerca de 1 bilhão de adeptos
 O islamismo é a religião que mais cresce em todo o mundo e possui cerca de 1,6 bilhão de religiosos
 Judaísmo apresenta-se hegemônico em Israel, com presença restrita em alguns países
 Cristianismo não tem muito presença na Ásia, sendo mais espaçada, mas em todo o mundo
representa cerca de 2,4 bilhões de adeptos
 Existem várias outras religiões mas que possuem menor destaque devido aos poucos adeptos como
o xintoísmo no Japão que reverencia os espíritos da natureza e os sikhs com cerca de 25 milhões e
lutam para criar um estado independente entre a Índia e o Paquistão

POPULAÇÃO

AS GRANDES AGLOMERAÇÕES URBANAS ASIÁTICAS – 2010 / HABITANTES EM MILHÕES


TÓQUIO 36,7
NOVA DÉLHI 22,2
MUMBAI 20,1
XANGAI 16,7
CALCUTÁ 15,7
No continente asiático ocorre a maior concentração populacional do planeta. Poderá essa população
alcançar padrões de vida elevados sem comprometer seriamente os recursos naturais de seus países e do
mundo ?

Além de ser o mais extenso continente da Terra, a Ásia é o mais populoso, reunindo mais da metade da
população mundial. A Índia e a China são os países mais populosos - do continente e do mundo -, somando
atualmente mais de 2,3 bilhões de habitantes.
A distribuição da população pelo continente é irregular. Há áreas com elevada concentração de habitantes,
como Bangladesh, onde a densidade demográfica ultrapassa 880 hab./Km²; outras, com condições inóspitas
(desertos, altas montanhas), registram menos de 10 hab./Km².

Políticas de controle demográfico


A população asiática está em crescimento, apesar das políticas oficiais de controle da natalidade, em muitos
países. É o caso da China (figura abaixo), que adotou a norma de um filho por casal no meio urbano e dois no
meio rural, caso o primeiro tenha sido menina.
O efeito desse tipo de política é a redução do crescimento demográfico. De acordo com a ONU, a
população da Índia e da China deverá crescer cerca de 1,2% e 0,7% ao ano, respectivamente, até 2015. Esses
percentuais são pequenos, se comparados, por exemplo, ao do Brasil, que é de 2,0% ao ano.

Figura acima: O programa do governo chinês de controle de natalidade aparentemente deu certo : na virada
do século, a população do país era de 1,2 bilhão de pessoas, contra a previsão de 1,5 bilhão, caso não
houvesse o programa.

Crescimento demográfico e desigualdades sociais


Entre os fatores que colaboraram para o acelerado crescimento demográfico na Ásia estão a elevada
natalidde e o controle da mortalidade, este último devido à melhoria das condições de higiene e à ampliação
do atendimento médico-hospitalar.
Porém, o elevado crescimento demográfico, somado às desigualdades sociais, tem influência negativa
sobre o desenvolvimento do continente. Grande parcela da população asiática é analfabeta e tem baixo
poder aquisitivo. Apesar da melhora dos últimos anos, as taxas de mortalidade infantil continuam elevadas,
a expectativa de vida permanece baixa e o analfabetismo atingia, por exemplo, 39% da população indiana e
50,1% da paquistanesa, em 2005.
Os melhores índices educacionais da Ásia são apresentados pelo Japão e por Israel, que têm perto de
100% de sua população alfabetizada e, no caso japonês, cerca de 45% matriculada nas universidades. Os
países conhecidos como Tigres Asiáticos também realizam investimentos na educação, buscando qualificar
melhor a mão-de-obra.

Apesar de a população asiática ser predominantemente rural, existem no continente grandes aglomerações
urbanas. Exemplos delas são Tóquio, no Japão, país com 65,8% da população urbana; Mumbai (Bombaim) e
Calcutá, na Índia; Pequim (Beijing), na China; e Seul, na Coreia do Sul
As grandes concentrações populacionais ocorrem principalmente nas regiões litorâneas, como na China, no
Vietnã e na Índia; também aparecem nas regiões interioranas que contam com a presença de grandes rios,
como o Hoang-Ho (Amarelo) e o Yang-Tsé (Azul), na China, o Ganges e o Indo, na Índia.
Como em outras regiões do planeta, isso é preocupante, porque significa uma enorme pressão sobre os rios
e oceanos, que sofrem a deterioração da qualidade das águas, comprometendo o abastecimento das futuras
gerações.

Uma população de grande diversidade cultural e religiosa


Diversas línguas e dialetos são falados no continente asiático. Os mais difundidos são o chinês, o híndi, o
árabe, o japonês, idiomas eslavos (Rússia asiática) e o inglês.
Muitas são também as religiões praticadas : o islamismo, no Oriente Médio e na Ásia Central; o hinduísmo
(figura abaixo) e o budismo, na Ásia Meridional e no Sudeste Asiático; o xintoísmo, no Japão. O cristianismo
é praticado esparsamente por diversos grupos em todo o continente.
Nem sempre a pluralidade religiosa na Ásia pode ser entendida como exemplo de tolerância e convivência
entre os povos. Por exemplo, na Caxemira, entre a China, a Índia e o Paquistão, populações de muçulmanos,
hindus, sikhs e cristãos vivem em constante enfrentamento pela posse do território e pelo domínio religioso
na região.

EXTRAS

- O analfabetismo vem diminuindo no continente, atingindo, aproximadamente, 23% da população.

- Países que fazem parte da Ásia: Afeganistão, Arábia Saudita, Azerbaijão, Bahrein, Bangladesh, Brunei,
Butão, Camboja, Cazaquistão, República Popular da China, Cingapura, Coreia do Norte, Coreia do Sul,
Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Iêmen, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Kuwait, Laos,
Líbano, Maldivas, Malásia, Mongólia, Mianmar, Nepal, Omã, Paquistão, Qatar, Quirguistão, Rússia, Síria, Sri
Lanka, Tadjiquistão, Tailândia, Taiwan, Timor-Leste, Turcomenistão, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

- Territórios asiáticos: Cisjordânia, Chagos, Cocos, Faixa de Gaza, Macau, Hong Kong, e Ilhas Christimas.

- Principais rios da Ásia: Yangtze, Ienissei, Huang He, Amur, Lena, Mekong, Volga, Eufrates e Indo.
- Principais ilhas da Ásia: Grande Comore, ilhas Agalega, Sumatra, Honshu, Sulawesi, Java e Bornéu.

- Montanhas mais altas: Monte Everest (entre o Nepal e China) com 8.848 metros e o K2 (entre a China e
Paquistão) com 8.611 metros.

- Principais desertos: Deserto de Gobi (entre Mongólia e China) com 1,3 milhões de km² e o Deserto de Thar
(Paquistão e Índia) com 200 mil km².
- O continente asiático apresenta uma fauna diversificada e rica. Os principais espécies de animais que
habitam este continente são: elefante asiático, camelo, pavão, raposa polar, antílope indiano, tigre,
rinoceronte asiático, panda gigante e orangotango.

LIÇÃO DE CASA
1-) Qual é o maior país asiático?
2-) Cite os países considerados Tigres Asiáticos
3-) Quais são os principais produtos exportados
pela Ásia?
4-) Qual é a maior religião asiática? PARA DISCUTIR
5-) Quais são as políticas de natalidade
chinesas?
6-) O que é clima de monções?
7-) Em que país se encontra o maior rebanho
bovino do mundo?
8-) Cite os três países mais pobres do
continente
9-) Quais países asiáticos não seguem o sistema
capitalista?
10-) Assista ao filme “metrópole Manila” e faça
um resumo de 20 linhas