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Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Eletrônica.

Sistema de Radionavegação Omega


(História e Tecnologia)
Leandro Ferreira Gentile Pinto, Mestrando em Engenharia Eletrônica, Linha de Pesquisa – Sinais e
Sistemas de Comunicações (UERJ).

Abstract - This paper presents the historical details of the (Universidade de Harvard) na década de 1940. Pierce sugeriu o
OMEGA navigation system, as well as the fundamental uso de frequências muito baixas com o objetivo de explorar o
principles to suit your operating conditions. The signal potencial do VLF para o aumento de estabilidade da fase, a fim
propagation characteristics at very low frequency (VLF) de obter maior alcance e precisão das estimativas de posição.
used in the OMEGA system are discussed and it mentioned Através de muitos experimentos, Pierce estabeleceu uma fase
the implementation of equipment that transmit the signals estável, com uma frequência de transmissão de 10 kHz na
of the system. década de 1950. Ele supôs que esta frequência seria a mais
Index Terms – OMEGA system, operating conditions, extrema do espectro radioelétrico, portanto nomeou o sistema
propagation of VLF signals, equipment application. de “OMEGA” pelo fato de ser a última letra do alfabeto grego.
No início da década de 1960 foi criada uma rede de
Resumo – Este documento apresenta os detalhamentos transmissão para sinais de VLF com a proposta de testes
históricos do sistema de radionavegação OMEGA, bem experimentais e, em 1968, o sistema “OMEGA” foi
como os princípios fundamentais para atender as suas desenvolvido pelas forças armadas dos Estados Unidos da
condições de operação. As características de propagação de América. O sistema era de uso restritamente militar no começo,
sinais em frequências muito baixas (VLF – very low pois objetivava detectar bombardeiros e submarinos da União
frequency) utilizadas no sistema OMEGA são discutidas e Soviética, devido ao período de relativa tensão na Guerra Fria,
também é mencionada a aplicação dos equipamentos que mas posteriormente foi adotado para uso civil, utilizável em
transmitem os sinais do sistema. navios mercantes e aeronaves comerciais. O OMEGA era
Palavras-chave - Sistema OMEGA, condições de utilizável em submarinos pois as ondas radioelétricas de baixa
operação, propagação de sinais VLF, aplicação de frequência tinham capacidade de penetração sob a superfície do
equipamentos. mar.
O projeto final do sistema OMEGA resultou na
implementação de oito estações transmissoras,
INTRODUÇÃO estrategicamente posicionadas na superfície terrestre para
oferecer uma maior cobertura das transmissões dos sinais e
também por questões geopolíticas. A desativação do sistema
O sistema de radionavegação OMEGA funcionava a partir da
ocorreu no ano de 1997 pois tornou-se obsoleto, devido ao
transmissão de ondas radioelétricas e oferecia uma posição fixa
avanço de outras tecnologias para estimativas de posição, como
moderada de navios, aeronaves e submarinos pelo território
o GPS (Sistema de Posicionamento Global).
terrestre. O conteúdo deste documento é dividido pelas
seguintes seções:
A seção I apresenta os fatos históricos do sistema OMEGA;
a seção II relata as condições de operação para a II. CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO

implementação, as configurações e os tipos de operação do


sistema; a seção III contém os fundamentos para a propagação O funcionamento pleno do sistema OMEGA atendia a
de sinais em frequências baixas (VLF), os efeitos geofísicos da diversas condições de operação que contribuíam para a sua
propagação e também os programas e precisões da previsão de eficácia. A propagação dos sinais com frequências muito baixas
propagação e a seção IV apresenta as aplicações dos (VLF) necessitava somente das oito estações transmissoras, isto
equipamentos do OMEGA. No final do documento temos as era vantajoso com relação aos sistemas LORAN-A e LORAN-
conclusões e as referências bibliográficas utilizadas. C, pois estes sistemas precisavam de mais estações, portanto, o
custo para utilizar o OMEGA era menor. A transmissão das
ondas radioelétricas não era muito sensível às condições
I. A HISTÓRIA DO SISTEMA OMEGA meteorológicas adversas, o que propiciava uma eficiente
propagação do sinal e, no que se refere ao processo de
estimativa da posição através do sistema, era utilizado
O sistema OMEGA foi o primeiro sistema de radionavegação
comparação de fase entre os vários sinais detectados das
a nível global e utilizava frequências baixas (banda de 10 a 14
estações transmissoras.
kHz) para a estimativa da posição e rotas de navios, aeronaves
Os equipamentos do sistema não eram sofisticados, portanto,
e submarinos. O uso de modulação de ondas contínuas para
a relação custo-benefício do OMEGA foi satisfatória porque a
sinais de VLF foi implementado por John Alvin Pierce
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capacidade de propagação de sinal era bastante relevante com o A figura 2 ilustra o funcionamento das transmissões de sinais
uso de equipamentos simples. No início do sistema operacional, para cada estação.
as responsabilidades do funcionamento estavam sob a
delegação da Marinha dos Estados Unidos da América,
posteriormente esta obrigação foi repassada à Guarda Costeira.

1. Configurações do sistema

O sistema OMEGA era composto por oito estações


transmissoras e cada uma emitia as frequências de 10,2 kHz,
11,05 kHz, 11,3 kHz e 13,6 kHz. O sinal emitido por cada uma
das estações era modulado em um padrão de quatro tons que
identificava homogeneamente cada estação que o emitia, com
intervalos de 10 segundos para a repetição do processo. As
emissões de sinais de cada estação eram sincronizadas de forma
a permitir um padrão regular de transmissão. O segmento de
transmissão para cada estação tinha duração de 0,9 a 1,2 Figura 2. Formato de transmissão dos sinais de OMEGA.
segundos, com um intervalo de aproximadamente 0,2 segundos
entre os segmentos. A necessidade da repetição contínua dos
ciclos de transmissão de cada estação era um fator
preponderante para a redução dos erros de posição. O erro
máximo era em torno de 4 milhas náuticas ou 7,41 km.
No total, foram construídas nove estações transmissoras,
identificadas pelas letras A a H, com as seguintes localizações:
Estação A (Bratland, Noruega).
Estação B (Trinidad, Ilha de Trinidad), desativada em 1976 e
substituída por outra estação B (Paynesville, Libéria).
Estação C (Oahu, Havaí). (a) (b)
Estação D (Dakota do Norte, EUA).
Estação E (Chabrier, Ilha da Reunião).
Estação F (Golfo Nuevo, Argentina).
Estação G (Woodside, Austrália).
Estação H (Tsushima, Japão).

(c)

Figura 3. (a) Antena da estação de Dakota do Norte (EUA), (b) Equipamento


de radionavegação OMEGA e (c) Logomarca do projeto.

As antenas das estações transmissoras tinham um


comprimento elevado por causa do uso de frequências baixas,
com isso, os comprimentos de onda eram quilométricos e a
Figura 1. Posições geográficas das estações transmissoras. potência de radiação efetiva de cada estação era em torno de 10
kW.

TABELA I – ESTAÇÕES OMEGA E SUAS FREQUÊNCIAS.


2. Tipos de operação

Um receptor OMEGA tinha a possibilidade de determinar a


posição de navios, submarinos e aeronaves através de dois
modos, o modo de alcance direto e o modo hiperbólico.
No modo de alcance direto o receptor media distâncias das
estações transmissoras através das medições de deslocamentos
de fase entre o sinal transmitido e um sinal de referência interno.
A figura 4 mostra o funcionamento da operação de um sistema
OMEGA no modo de alcance direto, onde o operador inicia o
receptor OMEGA no ponto 1, assim esta inicialização indica
qual faixa o receptor se encontra e a distância fracional entre os
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limites da faixa. A partir desta informação, o receptor estima A1


e B1, as distâncias entre o receptor no ponto 1 e as estações
transmissoras A e B, respectivamente. O receptor se desloca
para o ponto 2 e, durante o deslocamento, mantém o controle
de quantas faixas atravessa. Quando o receptor fica imóvel, é
calculada a distância fracional entre os limites da faixa no ponto
2. Através da contagem de faixas e comparação de fases no
ponto 2, o receptor estima A2 e B2, as distâncias entre o receptor
no ponto 2 e as estações A e B.

(b)

Figura 5. (a) Faixas OMEGA formadas pelos contornos de isofase (linhas


tracejadas) e (b) Técnica de multilateração hiperbólica para três estações
transmissoras.

III. PROPAGAÇÃO DE SINAIS EM FREQUÊNCIAS BAIXAS (VLF)

A propagação de sinais de VLF é um assunto abrangente e


sua discussão está inserida em várias literaturas, porém esta
seção tratará somente da aplicação de sinais de VLF no sistema
Figura 4. Estimativa da posição através do modo de alcance direto.
OMEGA.
O OMEGA era um sistema de propagação de sinais de VLF
O modo hiperbólico era mais utilizado que o modo de
que utilizava um modelo de guia de onda no qual a superfície
alcance direto, pois tinha uma precisão maior para obter as
terrestre e a camada da ionosfera eram os limites deste guia de
posições de navios, aeronaves ou submarinos. No modo
onda. As propriedades eletromagnéticas que afetam a
hiperbólico o receptor OMEGA media as diferenças de fase
propagação de sinais de VLF são descritas por dois parâmetros:
entre as estações transmissoras através da técnica de
a condutividade efetiva e a permissividade relativa média, que
multilateração hiperbólica, que utilizava linhas de posição
variam de acordo com a localização na superfície terrestre. Nos
(LOP´s) em formato de hipérboles onde as estações eram
oceanos, estes dois parâmetros podem ser considerados
tratadas como focos. Esta técnica se baseava na utilização de
constantes pois são influenciados em grande escala pela
pelo menos três estações transmissoras para que o receptor em
condutividade e a permissividade relativa do ar. A superfície na
qualquer ponto da superfície terrestre recebesse o sinal
Terra é uma boa condutora de sinais de VLF, porém as regiões
transmitido por estas estações através de ângulos que
de calotas polares têm baixa condutividade pelo fato de
permitiriam a triangulação segura da posição.
possuírem muitas obstruções para a propagação de sinais, tais
As estações eram sincronizadas na emissão de sinais, sendo
como a Groenlândia e a Antártida.
que as fases dos sinais eram nulas para cada frente de onda
Para as frequências resultantes do sistema OMEGA, os sinais
radioelétrica, com o adicional de que os cruzamentos das
eram transmitidos em modos de guia de onda TM de baixa
frentes de onda entre as estações produziam linhas nas quais as
ordem, isto é, modos cujo o campo elétrico é polarizado em
diferenças de fase entre os sinais também eram anuladas. Estas
perpendicular com a superfície terrestre.
linhas formavam hipérboles denominadas de contornos de
A ionosfera exerce uma influência importante sobre a
isofase e, para qualquer ponto pertencente a estes contornos as
propagação de ondas radioelétricas para VLF, mas também
diferenças de fase entre as estações eram nulas. O conjunto de
interfere em outras bandas. As inúmeras fontes de energia
contornos de isofase entre pares de estações formavam uma
ionizante tendem a produzir partículas carregadas, íons e
série de faixas, cada uma correspondendo a um ciclo completo
elétrons livres a partir de gases neutros do ar, sendo que a região
de diferença de fase. A figura 5 ilustra o modo hiperbólico.
que se estende de 50 a 90 km acima da Terra é um meio
fracamente ionizado, com um gradiente de densidade de
elétrons relativamente acentuado. A densidade de elétrons e a
frequência de colisão de elétrons eficientes são dois importantes
parâmetros ionosféricos que determinam as características de
ondas de propagação de sinais de VLF.
Um fator importante que afetava a propagação de sinais em
um sistema OMEGA era a variação da altitude ionosférica do
dia para a noite e de estação climática para estação climática. A
variação típica de altitude do dia para a noite é na ordem de 20
km e a variação diurna para sinalizar o comportamento de
propagação do sinal era uma característica perceptível dos
dados do sistema OMEGA. A figura 6 ilustra o comportamento
da propagação do sinal do sistema OMEGA entre duas estações
(a) transmissoras.
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eram especificados por um determinado local do receptor do


sinal OMEGA, com correções de fase dadas para cada hora do
dia ou da noite.

3. Precisão da previsão de propagação

A precisão de uma posição fixa (através do sistema de


radionavegação OMEGA) era muita dependente da capacidade
de prever com exatidão a fase de um sinal de OMEGA em um
ponto localizado em um dado tempo. Os ruídos (ou erros)
inerentes ao sistema contribuíam para a negligência tanto para
Figura 6. Ilustração da propagação do sinal OMEGA do dia para a noite. a rede de transmissão quanto para o receptor que utilizava o
OMEGA. As anomalias de propagação (SID e PCD) podiam
1. Efeitos geofísicos na propagação produzir erros de posição maiores do que os valores de precisão
cotados, porém estes eventos eram raros e podiam ser
Esta seção apresenta dois tipos de anomalias que afetavam o minimizados através de escolha criteriosa dos sinais
desempenho da propagação de sinais de VLF para o sistema disponíveis. Uma consequência dos grandes eventos anômalos
OMEGA e foram nomeadas como súbito distúrbio ionosférico é que não existia um consenso de que os erros do sistema
e o distúrbio da calota polar. OMEGA geralmente não obedeciam a uma probabilidade de
O súbito distúrbio ionosférico (SID) ocasionava um aumento distribuição normal. Estes erros, embora raros, poderiam
de fluxos de raios-X emitidos a partir do Sol, com isso ocorria ocorrer a um grau maior do que seria esperado se a distribuição
uma mudança radical da ionização na região diurna da do erro fosse normal.
ionosfera. O aumento da ionização provocava um avanço de A compreensão da natureza detalhada da correlação temporal
fase na transmissão do sistema OMEGA que era iluminada pelo e espacial dos erros provenientes do sistema OMEGA foi obtida
Sol e este avanço de fase foi designado como anomalia súbita através de avanços do conhecimento no tema e, a partir do
de fase (SPA). O SID podia causar um erro de posição em torno processamento de dados, determinou-se que os erros do sistema
de 3 a 5 km. exibiriam várias correlações diferentes. A tabela II exibe as
O distúrbio da calota polar (PCD) era causado pela correlações predominantes em termos de descrição por meio de
precipitação de partículas solares (alta energia), em sua maioria funções de autocorrelação.
prótons e que se concentravam no polo magnético. A
probabilidade de ocorrer um PCD aumentava durante os TABELA II – CORRELAÇÕES DE ERROS DO SISTEMA OMEGA.
períodos de grande atividade solar. A magnitude do erro de
posição dependia do modo de posicionamento utilizado e o
efeito do PCD em cada sinal do sistema OMEGA. A utilização
do modo hiperbólico e pares de estações com percursos de
transmissão semelhantes podiam anular o efeito PCD. No modo
de alcance direto, a margem do erro de posição poderia chegar
a 13 km.

2. Programas de previsão de propagação

Para o suporte operacional do sistema OMEGA foram


desenvolvidos dois programas computacionais, denominados
de previsão de propagação integrada (IPP) e o PROP. Obs.: A unidade “nm” significa nautical miles (milhas
O IPP utilizava o modelo de guia de onda ionosférico para náuticas).
determinar a amplitude e o comportamento da fase de sinais de
propagação de VLF. A função do IPP era gerar uma análise
global da cobertura de sinais OMEGA e a utilidade destes sinais IV. APLICAÇÕES DE EQUIPAMENTOS DE SINAIS OMEGA
era limitada por duas considerações: a razão sinal-ruído (SNR)
deveria ser menor que -20 dB e interferência de modo
As funções desempenhadas por um receptor OMEGA eram
excessiva. As regiões de interferência de modo excessiva eram
relativamente simples. Em muitos casos, estas funções foram
determinadas por exame das previsões da intensidade do sinal
distribuídas em três grupos: antena / acoplador, receptor /
a partir de IPP.
processador e controle / exibição. Uma boa configuração de
O programa PROP era uma ferramenta de previsão que
antenas era necessária na detecção da componente vertical do
empregava um modelo paramétrico de variação de fase para
campo elétrico para o sinal do receptor OMEGA.
fornecer cálculos globais de correções de fase previstas, sendo
Os processadores e receptores aceitavam o sinal disponível e
que estas correções eram baseadas nas conexões de propagação
extraíam a informação de sua fase, bem como os controladores
previstas (PPC’s). Os PPC´s eram aplicados aos dados de
do receptor e exibidores do equipamento permitiam o acesso de
diferença de fase do sinal OMEGA medido para derivar uma
manutenção. Em um receptor simples manual, a informação de
posição fixa precisa e, quando gerados pelo PROP também
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diferença de fase era emitida por meio de um registador de REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


agulhas ou exibidor numérico, então, o usuário deveria aplicar
PPC's e traçar as LOP's resultantes em um documento para [1] J. A. Pierce, “Memoirs of John Alvin Pierce: Invention of Omega”,
determinar a latitude e longitude da posição desejada. A figura Navigation, Journal of the Institute of Navigation, vol. 36, no. 2, pp. 147
7 ilustra um típico receptor manual OMEGA. – 156, 1989.
[2] J. Kasper; C. Hutchinson, “The Omega navigation system – An
overview”, IEEE Communications Society Magazine, vol. 16, pp. 23 – 35,
1978.
[3] “Navigation Theory and Equipment”, disponível em “http://www.navy-
radio.com/manuals/10478a/10478a-08.pdf”.
[4] “Hyperbolic Systems”, disponível em
“http://fer3.com/arc/imgx/bowditch1995/chapt12.pdf”.
[5] “Fotos da estação OMEGA de Dakota do Norte (EUA)”, disponível em
“ http://www.auroralchorus.com/omega.htm”.
[6] “O sistema OMEGA por Jerry Proc”, disponível em
“http://www.jproc.ca/hyperbolic/omega.html”.
Figura 7. Painel de controle de um típico receptor manual OMEGA com
exibidor numérico.

O resultado final no dispositivo de controle / exibidor é a


posição geográfica do ponto desejado. A capacidade
computacional disponível no receptor automático também
podia ser usada para executar outras partes da função de
radionavegação, como a direção a uma faixa desejada, cálculo
da distância a percorrer, velocidade real, rumo magnético e etc.
A figura 8 ilustra uma unidade de controle / exibidor de um
receptor de sinal OMEGA.

Figura 8. Unidade de controle / exibidor de um receptor de sinal OMEGA.

CONCLUSÕES

Este documento apresentou a formação e as características


fundamentais do sistema OMEGA e foi possível entender que
o desempenho e a confiabilidade deste sistema foram dois
importantes parâmetros para o desenvolvimento da tecnologia
de radionavegação.
O sistema contribuiu de forma relevante para a localização
de aeronaves, navios e submarinos, pois possuía uma
considerável eficiência e o custo de implementação era menor
com relação a outros sistemas de localização.
Os erros de precisão eram relativamente pequenos,
considerando que o sistema OMEGA era de nível mundial, mas
o fator que contribuiu para a qualidade de precisão foi a
distribuição das estações transmissoras ao redor da superfície
terrestre para auxiliar o uso das técnicas de operação e também
facilitar a propagação de sinais de frequências baixas em
regiões de menor obstrução dos sinais.