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“O termo ‘romântico’ era usado

livremente para conjurar uma visão


nostálgica do passado e ganhou
força adicional com o renascimento
do estilo Gótico na arquitetura.”
KINDERSLEY, Dorling. (KINDERSLEY, 2012, p.06)
Arte – artistas, obras,
detalhes, temas: 1800-1900 (I)
Vários tradutores
São Paulo: Publifolha, 2012
Século XIX
“Distinguem-se, na arquitetura da época
neoclássica, duas concepções ideológicas,
que se refletem na utilização dos
elementos arquitetônicos:

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
[1] uma dá prioridade
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 às experiências assimiladas
por meio da razão;

[2] a outra está nos


fundamentos da
arte romântica.”
(MIRABENT, 1991, p.15)
Três tendências
“Houve um primeiro grupo de criadores
[1] interessados no retorno ao classicismo,
no restabelecimento do passado clássico e num
conhecimento mais profundo da Antiguidade.

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
[2] Um segundo grupo, menos numeroso,
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 pretendeu a racionalização da forma.

[3] Em terceiro lugar, houve artistas de


tendência já romântica, atraídos pelos
mundos oriental e medieval.”
(MIRABENT, 1991, p.15)
Tendência
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
romântica
São Paulo: Martins Fontes, 1991
“Uma terceira tendência é a
representada por uma série de
obras que, embora não totalmente
integradas na corrente principal do
movimento neoclássico, demonstram
interesse pelo exótico e pelo medieval.”
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991
“Uma terceira tendência é a
representada por uma série de
obras que, embora não totalmente
integradas na corrente principal do
movimento neoclássico, demonstram
interesse pelo exótico e pelo medieval.
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 Não se trata de uma linha
estética distinta.
“Uma terceira tendência é a
representada por uma série de
obras que, embora não totalmente
integradas na corrente principal do
movimento neoclássico, demonstram
interesse pelo exótico e pelo medieval.
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 Não se trata de uma linha
estética distinta.

De fato, os arquitetos que dela


fazem parte encontram tanta inspiração
no mundo clássico como nos
monumentos de outras épocas.”
(MIRABENT, 1991, p.29)
“Na era do neoclassicismo,
a arte foi considerada, além de
um problema formal, uma
questão de ‘sentimento’.

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991
“Na era do neoclassicismo,
a arte foi considerada, além de
um problema formal, uma
questão de ‘sentimento’.

Para julgar uma obra,


MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
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deve-se levar em conta,
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 além dos cânones normativos,
os valores da sensibilidade, da
imaginação e do bom gosto.”
(MIRABENT, 1991, p.14)
Categorias de beleza
“Extensas discussões sobre o gosto, o gênio e o
sentimento artísticos abundam em todo o século XVIII;
dois exemplos são o Essai sur la peinture (1765), de Diderot,
e a obra de Alexander Gerard, Essay on Taste (1756).

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica Nesse terreno, em que impera a subjetividade, é
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart importante recordar as categorias de beleza propostas
São Paulo: Martins Fontes, 1991
por Edmund Burke:

[1] uma beleza delicada, sutil, atraente, aprazível,


bela por si mesma, e

[2] uma beleza do sublime, conceito ligado àquelas


expressões que, por sua vagueza ou mistério e por seus
vínculos com sensações de terror, medo, contrariedade ou
dor, tornam-se quase ininteligíveis para a alma humana.”
(MIRABENT, 1991, p.14)
2. O sublime
“A ideia de sublime, presente na estética do século
XVIII, é proporcionada por

[1] elementos ilimitados, como o mar, a imensidão


do céu, etc. Mas a ideia de sublimidade pode ser
produto de

[2] elementos limitados, como, por exemplo,


uma árvore secular, cujas raízes e cujo tronco são
realidades materiais que remetem à passagem do
tempo e à capacidade de resistência. Idêntica
condição é proposta pela arquitetura, dadas as
magnitudes que lhe são próprias.
As ruínas clássicas e medievais também se aplicava a HENRI FUSELI (ou FÜSSLI):
O artista comovido diante dos fragmentos
ideia do sublime, uma vez que por meio delas das colossais ruínas romanas. 1778-1780.
Zurique. Kunsthaus Museum.
percebiam-se as dimensões do tempo, de seu efeito
destruidor, da breve existência do homem e de sua
pequenez, do poder de uma cultura antiga.”
(MIRABENT, 1991, p.14)
2. O sublime
“Esta obra ostenta a grande emoção sentida
pelo personagem, o artista, o homem,
diante da magnificência que contempla.

A representação das ruínas e dos elementos


clássicos foi um dos temas prediletos da
época, facilitando ao autor a possibilidade
de expressar o sentimento sublime.

Na cena, vê-se o artista profundamente


comovido pela ‘magnitude’, grandeza
e majestade das ruínas da Antiguidade clássica”.
(MIRABENT, 1991, p.09) HENRI FUSELI (ou FÜSSLI):
O artista comovido diante dos fragmentos
das colossais ruínas romanas. 1778-1780.
Zurique. Kunsthaus Museum.
2. O sublime
“G. P. Piranesi (1720-1778), arquiteto
e gravador, contribuiu grandemente para
despertar o entusiasmo pelas ruínas,
representando-as em toda a sua
grandeza e sublimidade.

Seu interesse pelos efeitos pictóricos corre


paralelo à sua preocupação com a
autenticidade e a exatidão arqueológicas. GIAMBATTISTA PIRANESI:
Ruínas de Pesto. Gravura.

Seus trabalhos, de cunho teatral, levaram-no


a obter singulares efeitos de luz no processo
de seleção de perspectivas, em suas tão
admiradas ruínas, com as quais alcançou uma
magnificência próxima do romantismo”.
(MIRABENT, 1991, p.14)
3. O pitoresco
“A estas duas categorias do belo, Price acrescentou,
concordando com Gilpin, a do pitoresco, ideia cabalmente
desenvolvida no século XVIII. A beleza do pitoresco tem
raízes nos ‘motivos’ pictóricos ou literários.

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica O pitoresco se encontra na irregularidade,
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart na variação de formas e cores, na união de elementos
São Paulo: Martins Fontes, 1991
arquitetônicos e naturais e na utilização de
efeitos de luz e sombra para suscitar sensações.
3. O pitoresco
“A estas duas categorias do belo, Price acrescentou,
concordando com Gilpin, a do pitoresco, ideia cabalmente
desenvolvida no século XVIII. A beleza do pitoresco tem
raízes nos ‘motivos’ pictóricos ou literários.
O pitoresco se encontra na irregularidade,
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica na variação de formas e cores, na união de elementos
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart arquitetônicos e naturais e na utilização de
São Paulo: Martins Fontes, 1991
efeitos de luz e sombra para suscitar sensações.

No processo de elaboração dessas características os


ambientes ou os elementos se transformam e são
plasmados, na obra pictórica, com um caráter
diferente daquele que possuem na realidade.
3. O pitoresco
“A estas duas categorias do belo, Price acrescentou,
concordando com Gilpin, a do pitoresco, ideia cabalmente
desenvolvida no século XVIII. A beleza do pitoresco tem
raízes nos ‘motivos’ pictóricos ou literários.
O pitoresco se encontra na irregularidade,
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica na variação de formas e cores, na união de elementos
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart arquitetônicos e naturais e na utilização de
São Paulo: Martins Fontes, 1991
efeitos de luz e sombra para suscitar sensações.
No processo de elaboração dessas características os
ambientes ou os elementos se transformam e são
plasmados, na obra pictórica, com um caráter
diferente daquele que possuem na realidade.

Um objeto belo por si pode carecer de beleza


pictórica: esta deverá surgir, nesse caso,
na transposição da imagem, do real, para a tela.”
(MIRABENT, 1991, p.14)
3. O pitoresco
“O pitoresco se faz presente, por exemplo, na
disposição e na prática decorativa dos jardins ingleses
do século XVIII, nos quais, ao contrário do rígido
formalismo dos franceses e holandeses, pretendia-se
obter a impressão de paisagem natural, evitar a
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica intervenção evidente da mão do homem.
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991

Para tanto, eliminaram-se as amplas alamedas


retas, substituindo-as por caminhos estreitos e
tortuosos; acrescentaram-se lagos artificiais, ruínas
clássicas e medievais postiças, etc., elementos que,
aliados a um crescimento vegetal totalmente
espontâneo, produzem no espectador a sensação de
um ambiente gerado de modo progressivo e casual,
sem qualquer programa prévio”
(MIRABENT, 1991, p.14)
3. O pitoresco
“A importância atribuída à casa de
campo no século XVIII, Especialmente na
Grã-Bretanha, é característica do período
neoclássico. Com elas, surge o interesse
pelos jardins-paisagem,

produtos do tratamento de uma paisagem


natural com a finalidade de intensificar o efeito
HENRY HOARE/BROWN:
rústico e ressaltar a impressão de natureza Jardins de Stourehead.
Iniciado em 1740. Wilshire.
selvagem, com distintos acidentes arquitetônicos
— templos, ruínas, pontes, etc. —, suprimindo
alamedas e canteiros, em contraposição à
formalidade dos jardins franceses.”.
(MIRABENT, 1991, p.14)
3. O pitoresco
“Essa mudança, cujos principais artífices
foram Capability Brown, Paine e Price,
apoiava-se nas colocações literárias de
Temple, Addison e Pope, entre outros.

Um modelo desse tipo de elaboração


decorativa é esta obra de Hoare e
Brown, possivelmente o mais famoso
HENRY HOARE/BROWN:
dos jardins-paisagem e excelente Jardins de Stourehead.
Iniciado em 1740. Wilshire.
amostra do pitoresquismo, relevante
contribuição da Inglaterra, no séculó XVIII”.
(MIRABENT, 1991, p.14)
“A fascinação pelas ruínas e a convicção
quanto à sua beleza pitoresca
fazem com que os arquitetos da segunda metade
do século XVIII visitem a Itália.
A lição aprendida com a contemplação e o estudo das
ruínas ver-se-á refletida na prática arquitetônica.
Um bom exemplo disto é a representação deste pequeno
templo clássico, que se encontra nos jardins de Aranjuez.

Seu autor, Juan de Villanueva, em sua viagem à Itália,


conheceu e estudou diversos monumentos, entre os
quais o templo da Sibila, em Tívoli. O interesse por
esta obra clássica fica evidenciado na solução dada ao
Tanque dos Peixes. Ao lado do pequeno templo
clássico, Villanueva dispôs um ‘quiosque chinês’.
Essa dualidade de soluções comprova a fértil imaginação
de Villanueva, de vez que constitui amostra da
penetração de um certo gosto romântico na arquitetura”. JUAN DE VILLANUEVA
Pequeno templo do ‘Tanque dos Peixes’.
(MIRABENT, 1991, p.03) 1790. Aranjuez. Jardins.
Busca pelo exótico
“Essa busca do exótico, fundamentalmente na
arte chinesa e japonesa, já tinha, no século XVIII,
uma ampla tradição; mas foi então que não só
surgiram mostras desta influência nos

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte
campos da pintura, da decoração e da manufatura
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 como também se propuseram, no âmbito da
arquitetura, ensaios de desenho menor, nos jardins
ingleses, ou jardins-paisagem.”
(MIRABENT, 1991, p.29)
Obras extravagantes
“Todo o período é rico em obras
extravagantes, creditadas à mente dos
arquitetos mais classicistas.

William Chambers, que projetou o pagode para


MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica o Jardim Real de Kew, era um neopalladiano
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Trad. José Maria Valeije Bojart voltado tardiamente para o arqueologismo, e o
São Paulo: Martins Fontes, 1991
arquiteto que mais construiu, em sua época;

Quarenghi, classicista italiano, projeta, na Rússia,


O Grande Capricho, um arco romano arrematado
por um pequeno templo chinês;

Juan de Villanueva foi quem erigiu, em Aranjuez,


dois pequenos templos, um de caráter clássico,
outro de estilo orientalizante.”
(MIRABENT, 1991, p.29)
Orientalismo
“A influência oriental, sobretudo chinesa, fez-se sentir a
partir da importação maciça de porcelanas pela Europa,
embora a valorização do Oriente deva-se muito
aos textos de Spencer e Chambers sobre edifícios
e jardins chineses (1743-1757-1782).

Esses exercícios orientalizantes foram executados em


construções menores, incorporadas aos jardins ingleses.
Exemplo delas é este pagode, no jardim de Kew.
Em sua maioria, tais projetos eram realizados por arquitetos
que, em meio ao classicismo do século XVIII, representavam
uma clara tendência greco-romana.”
(MIRABENT, 1991, p.32)

WILLIAM CHAMBERS:
Pagode no jardim Real de Kew. 1757-1763.
Orientalismo
“Em poucos casos, essas experiências foram
integradas a projetos mais ambiciosos.

Exemplo disso é a Casa chinesa, da


cidade italiana de Monreale, na qual, mediante
o emprego de elementos construtivos
de origem oriental, metamorfoseados
e transformados, o arquiteto dotou a
MARVUGLIA:
construção de uma ambiguidade exótica. Casa chinesa. Parque da Favorita. 1799-1802.
Palermo.

Inscreve-se, no mesmo marco, a restauração


da Alhambra de Granada, que a Academia de
Madri encomendou, em meados do século
XVIII, a um grupo de arquitetos, entre os quais
se encontrava Juan de Villanueva.”
(MIRABENT, 1991, p.31)
Orientalismo,
pitorequismo

“Neste edifício, Marvuglia busca para o


elemento arquitetônico um efeito prático
combinado com um ‘pitoresquismo’ de
formas, influenciadas pelo mundo oriental.

O conjunto é o resultado da soma de uma


MARVUGLIA:
Casa chinesa. Parque da Favorita. 1799-1802.
obra fundamentada numa concepção Palermo.
arquitetônica comum e de um desenho em
que a fantasia tem plena liberdade.”
(MIRABENT, 1991, p.31)
Medievalismo
“Ao lado do interesse pelo exótico,
surge uma preocupação cada vez mais
acentuada pela Idade Média.”
(MIRABENT, 1991, p.31)

MIRABENT, Isabel Coll


Saber ver a arte neoclássica
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Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991
KARL FRIEDRICH SCHINKEL
Igreja de Friedrichswerder
Berlim, 1824-1830
Medievalismo
“O espírito de Walpole profissionalizou-se em
Wyatt, que, nos derradeiros anos do século
XVIII, construiu numerosas casas de campo de
caráter nitidamente gótico. A mais conhecida é
Fonthill Abbey, encomendada por um
milionário inglês, William Beckford,
pertencente aos círculos românticos.

Pretendia uma resistência com a aparência


externa de uma abadia. A solução consistiu
numa edificação de planta em cruz latina (80 x
90 metros, longitudinalmente), cujos braços
cruzam-se numa torre octogonal, de oitenta e
dois metros de altura.” JAMES WYATT:
Fonthill Abbey. 1797.
(MIRABENT, 1991, p.32)
Medievalismo
“A influência do romance histórico fará com
que um grupo ‘dilettanti’ queira rememorar
aquele mundo através do medievalismo.

Coincidiu, cronologicamente, com a concepção dos


MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
Coleção Saber Ver a Arte jardins-paisagem e deu lugar a um conjunto de
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 obras que, apesar de não se cingirem estritamente
aos cânones góticos, são prova de uma tentativa
de aprender aspectos desse estilo,
com a finalidade de materializar o ideal estético
da fusão do pitoresco com o sublime.

Uma das primeiras amostras do renascimento gótico


é a Strawberry Hill (1746-1777), construída
par Walpole, grande novelista e um dos primeiros
teóricos do retorno ao mundo medieval.”
(MIRABENT, 1991, p.32)
Pitoresco + Sublime
“O arquiteto James Wyatt era apreciado em
Londres antes de ligar-se ao Gothic Revival, como
expoente ímpar do movimento classicista.

Wyatt projetou e construiu a famosa mansão de


MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica Fonthill Abbey (1797), por encomenda de William
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart
São Paulo: Martins Fontes, 1991 Beckford, a partir das linhas de uma abadia e com
o propósito de unir o sublime ao pitoresco.”
(MIRABENT, 1991, p.32)
Catedral Gótica Junto de Água
Cópia de Wilhelm Ahlborn de 1823,
do original de Karl Friedrich Schinkel (1813)
Efeitos estruturais imprecisos,
ensaios livres,
estética descompromissada
“Todos esses projetos eram exercícios arquitetônicos
em que o autor não buscava efeitos estruturais
MIRABENT, Isabel Coll
Saber ver a arte neoclássica
precisos, mas produtos estéticos distanciados de todo
Coleção Saber Ver a Arte
Trad. José Maria Valeije Bojart e qualquer compromisso, caprichos, ensaios livres
São Paulo: Martins Fontes, 1991
destinados a enriquecer, com um toque pitoresco, os
jardins em que se localizavam as obras.”
(MIRABENT, 1991, p.31)