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IPM - Exame clínico

ANAMNESE - 1ª etapa da observação clínica

·0 Estabelecer relação médico - paciente

·1 Obter os elementos essenciais da história clínica

·2 Definir estratégia de investigação complementar

·3 Dorecionar a terapeutica em função do entendimento global a respeito do paciente

·4 Ordem geral da anamnese:

1. Identificação: nome, sexo, idade, estado civil, nacionalidade, naturalidade,


residência, profissão.

2. Queixa principal: deve ser anotada com as palavras do paciente

3. HDA: época e modo do início da doença; evolução da doença, queixas atuais

4. HPP: estados mórbidos passados; cirurgia; uso de medicamentos

5. HF (fisiológica): nascimento; desenvolvimento; menarca; início da atividade sexual;


gestações

6. HS: habitação; higiene e alimentação; tipo de trabalho; tabagismo; etilismo

7. HF (familiar): ocorrência de patologias de caráter hereditário

8. Interrogatório complementar

EXAME FÍSICO - 2ª etapa da observação clínica

Etapas: INSPEÇÃO, PALPAÇÃO, PERCUSSÃO, AUSCULTA

Ectoscopia:

·5 Estado geral: bom (BEG), regular (REG) e mau (MEG)

·6 Estado de consciência:

9. Alerta: paciente responde plenamente as solicitações

10. Letárgico: aspecto sonolento; responde e volta a dormir


11. Obnubilado: responde de forma lenta e confusa

12. Torpor: acordado somente por estímulos dolorosos

13. Coma: sem resposta ou de pequena intensidade a estímulos

·7 Biotipos: longilíneo, brevelíneo ou normolíneo

·8 Atitude:

14. Estática (postura) e dinâmica (marcha)

15. Estática: atípica (indiferente) e típicas

·9 Fácies: exemplos: fácies atípicas; hipertireoidismo; mongolóide (down); hipocratica


(estado terminal); cushing; acromegalia; tetânica; leoninal (hanseníase).

·10 Altura

·11 Peso corporal: IMC

·12 Mucosas: conjuntival, labial, lingual e gengival

16. Avaliar alterações de coloração e umidade (palidez, hipocoradas, cianose, icterícia,


desidratação e hiperhidratação)

·13 Pele: textura, coloração, lesões (mácula, pápula, pústula)

·14 Fâneros: cabelos, pelos e unhas

·15 Sinais vitais: TEMPERATURA CORPORAL, FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA, PULSO ARTERIAL E


PRESSÃO ARTERIAL

17. Temperatura: base: axilar. Quando medida na região inguinal pode está até 0,2°C
acima da axilar, bucal: 0,4°C acima da axilar, retal: 0,6°C acima da axilar

18. Frequência respiratória: avaliada pela movimentação torácica durante a repsiração.


Medida em irpm (incurssões respiratórias por minuto)

19. Pulso arterial: frequência, ritmo, amplitude; observar se há desigualdades entre os


lados direito e esquerdo

20. Pressão arterial: fator fundamental para adequada perfusão dos órgãos. É
necessário manter o paciente em repouso por 5 minutos, braço a altura do coração
e, se for fumante, dar intervalo de meia hora do último cigarro.
SEMIOLOGIA DA CABEÇA: exame do crânio e da face.

CRÂNIO

Tamanho e forma

·16 Indice cefálico (IC): diâmetro transversal x 100 / diâmetro longitudinal; tem maior valor
antropométrico que médico

21. Dolicocéfalo: predomínio de diâmetro longitudinal; cabeça ovóide

22. Mesocéfalo: equílibrio dos diâmetros; cabeça arredondada

23. Braquicéfalo: predomínio do diâmetro transverso; cabeça achatada

·17 Perímetro cefálico

24. Alterações no tamanho: macrocefalia (em crianças: hidrocefalia, acondroplasia; em


adultos: acromegalia, doença de Paget) e microcefalia (craniossinostose,
toxoplasmose congênita, embriopatias). **A microcefalia está, quase sempre,
associada a retardo mental

25. Alterações da forma: sífilis, fechamento precoce das suturas (escafocefalia: sutura
sagital, plagiocefalia - assimetria: sutura coronal)

Posição e movimentos

·18 A posição normal da cebça pode estar alterada em casos de torcicolo, estrabismo,
deficiências de audição etc

·19 Movimentos anormais: tiques nervosos, coréias, sinal de Musset (insuficiência da aorta)

26. ha

Superfície e couro cabeludo

·20 Fontanelas tensas: hipertensão intracraniana; fontanelas hipotensas: desidratação

·21 Couro cabeludo: lesões dermatológicas, tumorações, análise de implantação de cabelos

27. he

FACE

·22 Fácies
·23 Exame geral da face: observar simetria (paralisia facial, retrações cicatriciais), mímica
facial (diminuída na doença da Perkinson e exacerbada nas Coréias, tiquer nervosos) e
lesões dermatológicas (acne, herpes).

·24 Olhos e anexos

28. Supercílios: ausência total, sinofria (junção) (acromegalia), queda do 1/3 distal
(lepra, sífilis)

29. Pálpebras: edemas, infecção, calázio (granuloma por tecido glandular por
hiperplasia), hordéolos (processos inflamatórios agudos, localizados nas parades dos
folículos pilosos), xantelasma (formação cutâneas amarelas ligeiramente salientes)

30. Fenda palpebral: aumento exagerado (exoftalmia); ptose uni ou bilateral; entrópio:
inversão do bordo palpebral; ectrópio: eversão do bordo palpebral; epicanto: prega
cutânea.

31. Conjuntiva: análise dasm udanças de coloração, impregnação, alterações


hiperplásicas

32. Esclerótica, córnea e cristalino: exame acurado cabendo ao especialista; achados


relacionados a cor

·25 Nariz: investigar: obstrução nasal, epistaxe 9sengramento nasal), corrimentos nasaia,
alterações da função olfatória.

·26 Seios da face: pesquisar processos inflamatórios. Digito-pressão nos seios da face: dor à
palpação.

·27 Lábios: deformidades (lábio neporino), edemas, herpes labial, cancro sifilítico, tumores,
alteração na coloração

EXAMES DA CAVIDADE ORAL

·28 Língua: avliar tipos, ulcerações, atrofias/movimentos, freio da língua

·29 Dentes: molares em amora, dentes de Hutchinson

·30 Mucosa oral

·31 Orofaringe: analisar palato mole e úvula, pilares palatinos, tonsilas, parede posterior
da faringe; avaliação principalmente de um processo inflamatório e infeccioso.

EXAME DO APARELHO AUDITIVO


Pesquisar: dor, processo inflamatórios agudos e crônicos, zumbido, surdez, vertigens, secreções

Otoscopia: utilizada para visualização do conduto auditivo externo e membrana timpânica

Implantação baixa de orelha

EXAME DO PESCOÇO

·32 Posição/forma: alterações: torcicolo, irritação meníngea, tumorações, pescoço alado

·33 Mobilidade: diminuida na irritação das meninges e espasmos musculares

·34 Percepção de batimentos arteriais: percebidos batimentos carotídeos após exercícios;


batimenos aórticos na insuficiência cardíaca

·35 Turgência da jugular a 45°: indicativo de insuficiência cardíaca

·36 Glândulas salivares: palpáveis, principalmente as submandibulares, nos processos


obstrutivos ou nas neoplasias.

·37 Gânglios: localização de cadeias ganglionares; processo inflamatórios de boca,


orofaringe, viroses, linfomas etc

·38 Tireóide: normalmente não é visível em pacientes muito emagrecidos. O paciente


deverá estar sentado e a glândula é mais facilmente visualizada quando se estende a
cabeça do paciente para trás com a deglutição. Como a glândula é fixa à fáscia pré-
traqueal, ela se desloca para cima com a deglutição do paciente

INTRODUÇÃO À SEMIOLOGIA DO TÓRAX

MAMA

Etapas do exame:

33. Inspeção estática: observar volume, simetria, sinais inflamatórios, alterações da pele

·39 Atelia: ausência congênita dos mamilos

·40 Polimastia: glândulas mamárias supra-numerárias

·41 Politelia: mamilos extranumerários

2. Inspeção dinâmica: depressão/retração - tumoração aderida a planos musculares

3. Palpação: descrição dos achados o mais preciso possível


·42 Seis parâmetros: localização, tamanho, forma, limites, consistência, mobilidade

·43 Técnica: aquecer as mãos; utilizar as polpas digitais; palpação uni ou bimanual;
palpar todos os quadrantes indo até a região areolar em movimentos descendentes
ou circulares; não repousar as mãos sobre a mama.

4. Expressão: executar moderada pressão ao nível da areola/papila; nem todo fluxo


papilar é patológico; quando positivo realizar esfregaço e encaminhas para exame
citológico

5. Palpação de linfonodos: região axilar e subclavicular

APARELHO CARDIOVASCULAR

Inspeção do precórdio

·44 Impulsões sistólicas: fúrcula esternal

·45 Ictus cordis

·46 Batimento do ventrículo direito: região epigástrica

·47 Abaulamentos / retrações

·48 Turgência da jugular a 45°: bilateral (origem cardíaca), unilateral (fenômenos


obstrutivos)

Palpação do precórdio

·49 Ictus cordis: choque na ponta do coração sobe a parede torácica. Entre o 4° e 6°
espaço intercostal esquerdo, de 6 a 10 cm da linha medioesternal. Pode ser
impalpável sem significar anormalidade. As manobras facilitadoras são apnéia pós
expiratória e decúbito lateral esquerdo

34. Desvio para baixo e para junto ao bordo esternal: hipertrofia ventricular direita

35. Desvio para baixo em direção a linha axilar: hipertrofia ventricular esquerda

36. Abrangendo mais de uma polpa digital: hipertrofias ventriculares

37. Mobilidade: imobilidade nas pericardites constricitivas

38. Intensidade: menos em obesos, enfisema pulmonar, derrame pleural

·50 Impulsões sistólicas: pode ser observado na furcula esternal em pessoas sem
anormalidades, principalmente, após atividades físicas. Coarctação da aorta,
dilatação da aorta, doença valvar aórtica, hipertensão arterial sistêmica. Polpa digital
deve ser aplicada suavemente sobre a região.

·51 Frêmito: espressão palpatória do sopro cardíaco; indica sopro 3+/4+; pesquisa feita
com a mão espalmada sobre o precórdio. Descrever localização / irradiação,
intensidade, tempo

Ausculta

·52 Ritmo: normalmente, regular em 2 tempos

·53 Frequência

·54 Bulhas cardíacas

39. Primeira bulha: fechamento das válvulas mitral e tricúspide que ocorre no começo
da contração ventricular. Representa a sístole. Coincide com o pulso arterial. É mais
grave e de maior duração do que a segunda bulha. Seu local de maior intensidade é
foco mitral. TUM

40. Segunda bulha: fechamento das válvulas aótica e pulmonar. Corresponde o final da
sístole e início da diástole. É melhor auscultada no foco aórtico. Tem timbre agudo
soa de maneira seca. TA

41. Terceira bulha: ruido de baixa frequência, protodiastólico. Vibração da parede


ventricular, provocada pelo impacto da onda sanguínea na fase de enchimento
rápido. É mais audível com campânula do esterosópio. Ventrículo esquerdo: região
apical ou ocm decúbito lateral esquerdo. Ventrículo direito: porção inferior da borda
esternal. TU

42. Quarta bulha: vibrações de baixa frequência produzidas pela ocntração atrial.
Sempre patológica - galope pré-sistólico

FOCOS DE AUSCULTA

·55 Foco aórtico: 2º espaço intercostal direiro

·56 Foco pulmonar: 2º espaço intercostal esquerdo

·57 Foco mitral: sede do ictus

·58 Foco tricúspide: base do apêndice xifóide