You are on page 1of 5

MARIA, MÃE DE JESUS -- MULHER MUITO AGRACIADA!

INTRODUÇÃO: Maria, a santa mãe do Senhor Jesus Cristo, recebeu muitas graças de
Deus, das quais, a seguir, registramos algumas. Ei-las:

I. A graça da existência: A existência é, por si só, uma grande graça de Deus. E Maria
existe há mais de 2000 anos. Antes disso, ela nem existia; mas a partir de então, veio à
existência, pois Deus, o Criador de todas as coisas, criou-a (At 17.24; Ap 4.11). Como é
bom existir! O caro leitor já agradeceu a Deus, por Ele lhe ter criado? Se ainda não,
faça-o já!

II. A graça de servir a Deus: Poucos são os que, verdadeiramente, servem a Deus; mas
Maria estava e está entre os tais. Disse ela: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1.38.
Grifo nosso). Sim, Maria teve a graça de poder servir a Deus! Você, ó leitor, também já
é um servo de Deus? Não?! O que você está esperando?!

III. A graça de ter um lar feliz: Basta-nos, ler Mt 1.18-25; e Lc 1.26-38, para
sabermos que Maria, por ser uma moça normal, sonhava com o que, normalmente, todas
as jovens de bem sonham: tornar-se esposa e mãe. E, por isto, enamorou-se de um rapaz
chamado José, com o qual se casou. Oh! Como é bom constituir nosso lar! José e Maria
também pensavam assim, e, com a ajuda de Deus, constituíram uma família feliz! Sim,
aquela que, como Jael (Juízes 5.24), também era bendita entre as mulheres (Lucas 1.28),
teve, entre outras bênçãos, essa indizível graça: um lar feliz! Oh! Quão bom seria, se em
todos os lares reinasse a paz!

IV. A graça da maternidade: Segundo a Bíblia, pouco antes de Maria se casar, foi
surpreendida por um anjo que lhe dizia que ela havia sido eleita por Deus para ser a mãe
do Salvador do mundo (Lc 1.26-33). Até então, ela ainda não havia tido nenhuma
relação sexual, pois não era casada, mas apenas, noiva. Ela e José sabiam que o
relacionamento sexual fora da moldura do casamento é pecado (1Co 6.9). Por isso,
Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, visto que não conheço homem?” E o anjo
lhe disse que se tratava de um milagre do Espírito Santo (Lc 1.34-35). Oh! Quão bom
seria se todos seguissem o belo exemplo de José e Maria, que primavam pela castidade!
Que tal, leitor, gritarmos não à prostituição, ao adultério, ao homossexualismo, etc., e,
como José e Maria, só aceitarmos o relacionamento sexual entre marido e mulher?
Ter um Filhão da envergadura de Jesus, é, sem dúvida, uma graça incomum, bem
como uma felicidade indescritível! Mas, como se tudo isso não bastasse, Deus deu à sua
serva Maria a felicidade de ser mãe de, pelo menos, mais seis filhos, a saber, duas
filhas, cujos nomes não constam da Bíblia, e quatro filhos homens: Tiago, José, Simão e
Judas (Mt 13.55-56). Estes não foram gerados extraordinariamente pelo Espírito Santo
(como o fora Jesus), mas pelo concurso natural de seus pais - José e Maria.
Esta vida não é constituída só de flores. Alguém já disse acertadamente que “as
roseiras têm espinhos”. Maria também deparou com esses espinhos. Refiro-me ao fato
de que, certamente, por muito tempo, os seus demais filhos muito preocuparam-na, pois
não criam em Cristo (Jo 7.5). Ora, Maria sabia que o Inferno aguarda a todos os que
recusam crer em Cristo, o que inclui, obviamente, os irmãos de Jesus. Esse transtorno,
porém, teve um fim feliz, porquanto, os irmãos de Jesus, finalmente também o
receberam como Salvador de suas almas (At 1.14). Que graça! Que alegria!
V. A graça de ser um exemplo de vida: A fidelidade de Maria é um estímulo a todos
nós. A sua vida inspira fé e amor. Tal se dá porque se ela pôde ser fiel, todos podemos
sê-lo também, já que ela era um ser humano normal, igual a todos nós; e não um anjo,
nem tampouco uma deusa. Imitemos, pois, a Maria, e sejamos agraciados também! O
privilégio de ter Jesus no ventre, foi exclusivo de Maria, mas a graça indizível de tê-Lo
no coração, é extensiva a todos nós! Deixemos, portanto, que o Espírito Santo “gere”
Cristo em nossos corações! Sim, do fato de Deus dar a Maria a graça da força para Lhe
ser fiel, podemos subentender que também podemos receber de Deus esta mesma
bênção!

VI. A graça da salvação: Finalmente chegamos à maior de todas as graças que Deus
concedeu a Maria: a graça da salvação! Diferentemente da maioria das pessoas deste
mundo, Maria reconheceu que também era pecadora (aliás, quem não é?), e que,
portanto, também necessitava de um Salvador. São dela estas palavras: “O meu espírito
se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1.47. Grifo nosso [Veremos abaixo, que o fato
de Maria ter dito que Deus era o seu Salvador, levou Santo Tomás de Aquino a afirmar
que ela também era pecadora]). Vê-se, portanto, que Jesus morreu para salvar a todos
nós, e inclusive a sua querida mamãe. E o porquê disso é que o pecado manchou a todos
nós, sem exceção (2Cr 6.36; Sl 14.2-3; Rm 3.23; Gl 3.22; 1Jo 1.10). Logo, Maria
também necessitava do perdão dos seus pecados e da conseqüente salvação da sua alma.
Agora, caro leitor, faça como Maria! Aceite a Cristo como seu Salvador. Talvez
você pense: “Não sou digno, pois já pequei demais!”. Não pense assim! Maria, por
também ser um ser humano falível, não possuía nenhum mérito próprio. Mas nem por
isso deixou Deus de lhe agraciar (Lc 1.28). Aliás, a salvação é, segundo a Bíblia, uma
graça (Ef 2.8), isto é, algo que não merecemos. Logo, nossa indignidade não é um
problema insolúvel. Não desista de você! Faça como Maria, que a despeito de seu
pecado original e de suas culpas pessoais, tomou posse das bênçãos de Deus! Há
salvação para você!
O anjo chamou Maria de agraciada (Lc 1.28). Ora, agraciado é quem recebeu uma
graça. E, como já informei acima, a palavra graça significa, etimologicamente, favor
não merecido. Portanto, Maria não recebeu honra ao mérito, e sim, graça, isto é, Deus
lhe concedeu favores.
***
Você se assustou ao ler acima que Maria também tinha lá suas imperfeições? Você
está pensando que eu estou blasfemando? Não pense assim! Posso lhe provar que
renomadas autoridades da Igreja Católica, como, por exemplo, diversos Santos, muitos
Papas, vários Bispos, inúmeros teólogos e até não poucos Doutores da Igreja, também
criam assim, como nós, os evangélicos, cremos. Senão, vejamos:

a) Santo Tomás de Aquino: “A bem-aventurada Virgem foi santificada antes de


receber vida? (...) se a bem-aventurada Virgem houvesse sido santificada de qualquer
modo antes de receber a vida, nunca teria incorrido na mancha do pecado original; e,
portanto, não teria necessidade da redenção e da salvação que é por Cristo, de quem
se diz: Ele salvará o seu povo dos seus pecados. (...) logo a santificação da bem-
aventurada Virgem foi depois de receber vida”.1 Esta informação, fornecida pelo
Centro de Pesquisas Religiosas, foi confirmada pelo Padre Dom Francisco Prada: [...]
“a longa discussão dos teólogos que, como a inteligência privilegiada de Santo Tomás
de Aquino, não eximiam a Virgem Santíssima de estar mergulhada nessa
problemática”.2 A problemática a que se refere o Padre Prada, é a questão do pecado
original;
b) Santo Anselmo: “Mesmo sendo imaculada a conceição de Cristo, não obstante, a
mesma virgem, da qual ele nasceu, foi concebida na iniqüidade e nasceu com o pecado
original, porque ela pecou em Adão, assim como por ele todos pecaram”;3

c) Santo Agostinho: “O corpo de Maria foi formado por geração ordinária. Maria
morreu por causa do pecado de Adão, pois que ela era também filha”;4

d) Papa Gregório, o Grande: “Pode compreender-se nessa passagem [ele se refere ao


Livro de Jó, cap. 14, v. 4] que o santo Jó, chegando com o seu pensamento até a
encarnação do Redentor, viu que só Ele no mundo não foi concebido de sangue impuro,
nascendo de uma virgem, para não ter uma concepção impura [...] Só esse foi
verdadeiramente puro na sua carne”;5

e) Papa Inocêncio III: “Eva foi gerada sem pecado, mas gerou em pecado. Maria foi
gerada em pecado”;6

f) Papa Leão I: Este Papa foi Bispo de Roma entre os anos 440-461. A Bíblia
Apologética assevera que são dele estas palavras:“O Senhor tomou da mãe a natureza,
não a culpa”.7 Comentando esta pronunciação papal, disseram os comentaristas da
citada Bíblia Apologética: [...] “não cria” [Papa Leão] “na Imaculada Concepção de
Maria, já que ele acertadamente diz que o Filho não herdou a culpa da mãe”;8

g) Quatro Bispos: Quando em 1849, o Papa Pio IX publicou uma encíclica e a enviou a
seiscentos bispos, pedindo-lhes sua opinião sobre sua intenção de solenizar a crença
intitulada Imaculada Conceição de Maria, segundo a qual Maria teria sido gerada sem o
pecado original, transformando essa crença em um irremovível artigo de fé (isto é, em
dogma), quatro Bispos se manifestaram contra.9 Entretanto, apesar dessas dez vozes
contrárias, e inúmeras outras não alistadas aqui, o Papa “Pio IX [...], no dia 8 de
dezembro de 1854, [definiu] o dogma da imaculada concepção”.10
Talvez você persista em afirmar que “dizer que Maria também tinha pecado, é uma
blasfêmia”. Mas o fato de haver até santos católicos, como Santo Agostinho, Santo
Tomás e outros, que criam como nós, prova que das duas uma: Ou você está errado, ou
a canonização de Tomás de Aquino, Agostinho, Anselmo... foi um equívoco da Igreja
Católica. Lembre-se que o Padre Prada, supracitado, confessou, em seu livro Novenário,
que realmente Santo Tomás de Aquino se opunha à tese de que Maria teria sido isentada
da natureza pecaminosa, comum a todos os descendentes de Adão. Será que até Santo
Tomás de Aquino também era blasfemador? Pensem nisso os sinceros! Repense, ó
leitor!
A heresia chamada Imaculada Conceição de Maria, forçou o clero
católico a criar o dogma da Assunção da Virgem Maria. O raciocínio é o
seguinte: Sendo Maria isenta até do pecado original, ela não tinha porque
morrer e apodrecer num sepulcro, já que a morte é conseqüência do
pecado. À base dessa falsa premissa, a Igreja Católica proclama que Maria
morreu para nos salvar, já ressuscitou dentre os mortos e subiu ao
Céu. Para que se saiba que não estamos caluniando, veja estas
transcrições:

A) Morreu para nos salvar:


a) “Maria não estava sujeita à lei do sofrimento e da morte ... Embora ela
soubesse essas coisas, as experimentou e as suportou por nossa salvação”
(Enciclopédia Católica [em inglês], página 285, citado Por Hugh P. Jeter, em
Será Mesmo Cristão o Catolicismo? Rio de Janeiro: Editora Betel, 2ª
impressão / 2000. p. 77);

b) Os famosos apologistas norte-americanos, John Ankerberg e John


Weldon, também fizeram constar das páginas 41 e 69 de seu livro Os Fatos
Sobre o Catolicismo Romano, editado pela Obra Missionária Chamada da
Meia-Noite, que deveras a Catholic Encyclopedia ensina que Maria morreu
para nos salvar;

B) Ressuscitou dentre os mortos:

a) “Ao terceiro dia após a morte de Maria, quando os apóstolos se


reuniram ao redor de sua tumba, eles a encontraram vazia. O corpo
sagrado tinha sido levado para o paraíso celestial...” (Babilônia: a Religião
dos Mistérios, de Ralph Woodrow, Associação Evangelística, pp. 26-27. Grifo
nosso);

b) “...Jesus preservou o corpo de Maria da corrupção depois da morte. Pois


ser-lhe-ia desonroso corromperem-se as carnes virginais de que ele se
havia revestido. Para o Senhor seria um opróbrio, portanto, nascer de uma
mãe, cujo corpo fosse entregue à podridão” (Glórias de Maria, já citado,
página 242).

C) Foi assunta ao Céu: “...preservada imune de toda mancha da culpa


original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à
glória celeste...” (Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Editora Vozes. 1
ed. 1993. p. 273).

CONCLUSÃO: Maria foi uma mulher muito agraciada, e, portanto, digna de ser
imitada. Ela é também digna de nosso amor e respeito. Ela não é nossa Mãe, mas é
nossa amada e respeitada irmã. Ela não é Nossa Senhora, mas é serva de Deus (Ela disse
que Deus “atentou na humildade de sua serva” (Lc 1.48); não é nossa Salvadora, mas é
salva; não é perdoadora, mas é perdoada; não é a Mediadora entre nós e Deus, mas foi
por seu intermédio que veio ao mundo o único Mediador entre Deus e nós (1Tm 2.5);
ela não é nossa Advogada, mas também é – como todos nós, os cristãos, o somos -
cliente do Doutor Jesus. Este é o nosso único Senhor (1Co 8.6), nosso único Salvador
(Jo 14.6; At 4.12), nosso único Mediador entre Deus e nós, nosso único Advogado (1Jo
2.1), etc. A Bíblia nos fala de muitos homens (José, Moisés, Daniel...) e mulheres
(Abigail, Ana, Isabel...), que, embora fossem seres humanos normais, não eram pessoas
comuns. É este o caso de Maria. A ela, pois, assim como a todos os cristãos verdadeiros,
nosso amor e respeito! E a Jesus Cristo, nosso verdadeiro Deus, tributemos adoração e
culto! Amém.

Notas:
1. CENTRO DE PESQUISAS RELIGIOSAS [CPR]. “O Dogma da Imaculada
Conceição de Maria” [panfleto]. Teresópolis: 1996, p. 2;
2. PRADA, Francisco. Novenário. 3 ed. São Paulo: AM edições, 1996, p. 67. Grifo
nosso;
3. CENTRO DE PESQUISAS RELIGIOSAS (CPR). Op. cit.;
4. CESAR, Erlie Lenz. A Virgem Maria no Contexto das Sagradas Escrituras. 2 ed. Rio
de Janeiro: Patmos, 2004, p. 28;
5. JOINER, Eduardo. Manual Prático de Teologia. Rio de Janeiro: Central Gospel.
2004.
p. 246;
6. CESAR, 2004:27-28, op. cit.;
7. ICP Editora. Bíblia Apologética. 2000, p. 1184, citando a obra Tomo de Leão;
8. Ibidem;
9. CESAR, 2004:28, op. cit.; e JOINER, 2004:247-248, op. cit.;
10. (JOINER, 2004:248, op. cit.