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1. Introdução
O presente trabalho visa abordar o tema “a teoria Sociocultural de Vygotsky e as suas implicações
para a educação em Moçambique” e enquadra-se num trabalho académico no âmbito da cadeira
de Psicologia de Aprendizagem. Esta teoria sustenta-se sobre uma matriz epistemológica segundo
a qual, para que o indivíduo adquira o conhecimento, é fundamental que ele se insira num
determinado ambiente histórico-cultural que lhe vai permitir aprender e desenvolver as suas
estruturas cognitivas, a partir da sua interacção com o meio social o qual ele integra. Neste
trabalho procurou-se apontar os aspectos que foram identificados como os mais relevantes desta
teoria e o respectivo impacto da teoria para a educação em Moçambique. Em breve historiais de
Vygotsky onde, em poucas palavras, são referidos os seus dados biográficos, destacam-se, em
linhas gerais, a teoria sociocultural, a relação aprendizagem-desenvolvimento, os níveis de
desenvolvimento segundo Vygotsky e a relação linguagem-pensamento, segundo o autor.
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1.1. Objectivos

1.1.1. Objectivo Geral


 Analisar as teorias de Vygotsky, e relacionar com a realidade moçambicana.

1.1.2. Objectivos Específicos


Para viabilizar o alcance do objectivo geral, pretende-se:
 Apresentar a bibliografia de Vygotsky e os conceitos básicos segundo ele;
 Demonstrar qual é a ideia principal do Vygotsky, e a implicações da teoria sócio cultural
na realidade do Vygotsky;

 Identificar o que Vygosky sugere para a aprendizagem de leitura.

1.2. Metodologia
Na realização deste trabalho baseia-se em várias pesquisa feitas de diferentes maneiras, neste caso
usamos método de análise bibliográfica, que este consistiu em leituras de várias obras
recomendadas para o efeito de estudo desta cadeira.
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2. Revisão da Literatura

2.1. Biografia de Lev Vygotsky


Lev Vygotsky (1896-1934) foi um psicólogo bielorrusso que realizou diversas pesquisas na área
do desenvolvimento da aprendizagem e do papel preponderante das relações sociais nesse
processo, o que originou uma corrente de pensamento denominada Sócio Construtivismo.
Lev Semenovitch Vygolsky (1896-1934) nasceu em Orsha, pequena cidade perto de Minsk, a
capital da Bielorrússia (região dominada pela Rússia que se tornou independente em 1991, com o
fim da União Soviética, passando a se chamar Belarus), no dia 17 de Novembro de 1896. Filho de
uma próspera e culta família judia viveu um longo período em Gomel, também na Bielorrússia.
Teve um tutor particular e se dedicou à leitura até ingressar no curso secundário, concluído aos 17
anos com excelente desempenho.
Com 18 anos, Lev Vygotsky matriculou-se no curso de Medicina, mas em seguida transferiu-se
para o curso de Direito a Universidade de Moscou. Paralelamente ao curso de Direito estudou
Literatura e História da Arte. Em 1917, ano da Revolução Russa, graduou-se em Direito e
apresentou um trabalho intitulado “Psicologia da Arte”, que só foi publicado na Rússia em 1965.
Depois de formado, voltou para Gomel, onde além de escrever críticas literárias e proferir
palestras sobre temas ligados a literatura e psicologia em várias escolas, publicou um estudo sobre
os métodos de ensino da literatura nas escolas secundárias.
Ainda em Gomel, Lev Vygotsky fundou uma editora, uma revista literária e um laboratório de
psicologia no Instituto de Treinamento de Professores, onde ministrava cursos de Psicologia. A
partir daí, para auxiliar o desenvolvimento dessas crianças, centralizou suas pesquisas na
compreensão dos processos mentais humanos. Em 1924, após uma brilhante participação no II
Congresso de Psicologia em Leningrado, foi convidado a trabalhar no Instituto de Psicologia de
Moscou. Nessa época, escreveu o trabalho “Problemas da Educação de Crianças Cegas, Surdas-
mudas e Retardadas”.
O interesse de Vygotsky pelas funções mentais superiores, cultura, linguagem e processos
orgânicos cerebrais o levaram a trabalhar com pesquisadores neurofisiologistas como Alexander
Luria e Alexei Leontiev, que deixaram importantes contribuições para o Instituto de Deficiência
de Moscou, entre eles o livro “A Formação Social da Mente” onde aborda os processos
psicológicos tipicamente humanos, analisando-os a partir da infância e do seu contexto histórico-
cultural.
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Entre outros trabalhos de Lev Vygotsky destacam-se: “A Pedologia de Crianças em Idade


Escolar” (1928), “Estudos Sobre a História do Comportamento” (1930, escrito com Luria),
“Lições de Psicologia” (1932), “Fundamentos da Pedologia” (1934), “Pensamento e Linguagem”
(1934), “Desenvolvimento da Criança Durante a Educação” (1935) e “A Criança Retardada”
(1935).
Após sua morte, suas ideias foram repudiadas pelo governo soviético e suas obras foram proibidas
na União Soviética, entre 1936 e 1958, durante a censura do regime estalinista. Em consequência,
seu livro “Pensamento e Linguagem” foi lançado no Brasil somente em 1962 e “A Formação
Social da Mente” foi lançado em 1984.
Lev Vygotsky faleceu em Moscou, Rússia, no dia 11 de Junho de 1934.

2.2. Conceitos básicos de Vygotsky sobre Arte


Para Vigotski (1999), a arte está em permanente relação com a realidade objectiva, compreensão
que lhe permitia enxergar a potencialidade dessa elaboração humana para aqueles anos iniciais do
século XX, nos quais a sociedade marchava para a construção da nova sociedade e de um novo
homem, comunista - objectivos que deveriam ser alcançados após a Revolução Russa de 1917.
Sob essa perspectiva, a arte está intrinsecamente ligada à vida, às relações sociais de determinada
época, de modo que se pode entender que o material para o conteúdo e estilo artísticos são
apreendidos da realidade e trabalhados a partir dela. Mesmo assim, a obra de arte não se constitui
em cópia fiel da realidade objectiva, mas em algo novo, fruto de acção criativa que se transforma
em produto cultural. Como escreve Vigotski (1999, p. 308), “A arte está para a vida como o vinho
para a uva – disse um pensador, e estava coberto de razão, ao indicar assim que a arte recolhe da
vida o seu material mas produz acima desse material algo que ainda não está nas propriedades
desse material.” A partir desta concepção da estreita relação da arte com a vida e tomando-a como
produção elevada do trabalho humano o autor rejeita explicações místicas ou religiosas a respeito
da arte, afirmando que ela não tem origem divina, celeste ou de qualquer outra ordem além da
humana. Por isso, também, os efeitos dela só podem ser processados ou elaborados no próprio
corpo do homem.
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2.3. Principal ideia de Vygotsky


Para Vygotsky, a cultura molda o psicológico, isto é, Determina a maneira de pensar. Pessoas de
diferentes culturas têm diferentes perfis psicológicos. As funções psicológicas de uma pessoa são
desenvolvidas ao longo do tempo e mediadas pelo social, através de símbolos criados pela
cultura. A linguagem representa a cultura e depende do intercâmbio social. Os conceitos são
construídos no processo histórico e o cérebro humano é resultado da evolução. Em todas as
culturas, os símbolos culturais fazem a mediação. Os conceitos são construídos e internalizados
de maneira não linear e diferente para cada pessoa. Toda abordagem é feita de maneira de
maneira holística (ampla) e o quotidiano é sempre em movimento, em transformação. È a
Dialética. A palavra é o microcosmo, o início de tudo e tem vários significados, ou seja, é
polissémica; a mente vai sendo substituída historicamente pala pessoa, que é sujeito do seu
conhecimento.
Vygotsky desenvolveu um grande trabalho, reconhecido pelos estudiosos sobre a formação de
conceitos. Os conceitos espontâneos ou do quotidiano, também chamados de senso comum, são
aqueles que não passaram pelo crivo da ciência.
Os conceitos científicos são formais, organizados, sistematizados, testados pelos meios
científicos, que em geral são transmitidos pela escola e que aos poucos vão sendo incorporados ao
senso comum. Trabalha com a ideia de zonas de desenvolvimento. Todos temos uma zona de
desenvolvimento real, composta por conceitos que já dominamos.

2.4. Implicações da teoria sócio cultural na realidade de Vygotsky


A teoria sociocultural de Vygotsky representa um campo epistemológico que assume o
conhecimento como resultante da interacção entre o sujeita e o meio, particularmente o meio
social.
Para esta teoria, o homem é um ser histórico-cultural e é produto de um conjunto de interacções
sociais, isto é, é produto de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a vida, cada um
influenciando outro. Portanto, para que o indivíduo alcance o desenvolvimento cognitivo, é
fundamental que ele se insira num determinado ambiente cultural. As mudanças que ocorrem
nele, ao longo do seu desenvolvimento, estão ligadas à interacção dele com a cultura e a história
da sociedade da qual faz parte (CASTORINA et al, 2003).
Para Vygotsky, a aprendizagem é um processo pelo qual os indivíduos adquirem conhecimentos,
habilidades, hábitos, valores, crenças, atitudes, etc, através das suas relações reais e efectivas com
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o meio social, relações essas que não dependem individualmente do sujeito, mas que são
determinadas pelas condições histórico-sociais concretas nas quais ele está inserido
(PALANGANE, 2001). Este processo, conforme Vygotsky, está presente desde o início da vida
da criança.
Entretanto, para qualquer situação de aprendizagem há um processo histórico-cultural precedente,
ao mesmo tempo que produz algo inteiramente novo no desenvolvimento cognitivo do indivíduo.
Nesta perspectiva, a inteligência é entendida como a habilidade para aprender e pode ser
alcançada através da interacção entre o sujeito e o meio; o meio social. Daí que Vygotsky nega a
existência da "natureza e essência humanas", pois, segundo ele, “somos primeiro sociais e depois
nos individualizamos” (NEVES & DAMIANI, 2006).

2.5. Concepções básicas de aprendizagem segundo Vygotsky

Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interacção social, ou


seja, de sua interacção com outros indivíduos e com o meio.

 Para substancialidade, no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas activamente


trocando experiência e ideias.
 A interacção entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e
conhecimento.
 A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos e
signos, de acordo com os conceitos utilizados pelo próprio autor.
 Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, como a
linguagem falada e a escrita.
 A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interacção entre a
linguagem e a acção.
 Para ocorrer a aprendizagem, a interacção social deve acontecer dentro da zona de
desenvolvimento próximas (ZDP), que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já
sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu
conhecimento potencial.
 Dessa forma, a aprendizagem ocorre no intervalo da ZDP, onde o conhecimento real é
aquele que o sujeito é capaz de aplicar sozinho, e o potencial é aquele que ele necessita do auxílio
de outros para aplicar.
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 O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a


tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a
todo momento.
 O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para
motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno.
 Mas este professor também deve estar atento para permitir que este aluno construa seu
conhecimento em grupo com participação activa e a cooperação de todos os envolvidos
 Sua orientação deve possibilitar a criação de ambientes de participação, colaboração e
constantes desafios.

2.6. Aspectos da realidade moçambicana no nosso dia-a-dia


Tendo em conta o contexto histórico-cultural moçambicano e fazendo uma reflexão profunda dos
curricula em vigor actualmente no país desde ao nível primário, secundário geral até ao ensino
superior, pode-se, de uma forma geral, afirmar que, embora com a ambiguidade que caracteriza o
ensino moçambicano, os educadores e os planificadores de educação em Moçambique, no seu
processo de elaboração e planificação curricular, tomam em consideração as implicações
educacionais da teoria sociocultural para a educação em Moçambique.

Ora vejamos: a criança moçambicana inicia a pré-primária ou a primeira classe sem noções
básicas nem do alfabeto e nem da aritmética. Chega à escola pela primeira vez e depara-se com
uma realidade completamente diferente da que ela vinha vivendo no seu dia-a-dia. Desta feita, ela
passa a interagir com o professor e com os colegas para aprender. Nessa interacção, a criança
adquire conhecimentos, habilidades, atitudes, valores, hábitos, etc, que vão promover o seu
desenvolvimento cognitivo. Neste processo, o professor tem um papel explícito, agindo
como mediador entre o aluno e o conhecimento, sobre a zona de desenvolvimento próximas da
criança com vista a tornar real o conhecimento potencial que antes se encontrava em forma de
possibilidades.

Embora outras pessoas já tenham escrito bastante e, se calhar, com muita criatividade e
competência sobre este tema, é minha convicção que para uma clara efectivação das práticas
pedagógicas no processo de ensino-aprendizagem em Moçambique é fundamental que se leve em
consideração as seguintes implicações educacionais da teoria sociocultural de Vygotsky:
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a) Os educadores e os planificadores de educação em Moçambique, quando fazem a elaboração e


planificação curriculares, devem ter em conta o contexto político, económico e sociocultural do
nosso país;

b) O processo de ensino-aprendizagem em Moçambique tem que dar importância ao processo (o


percurso pelo qual os indivíduos seguem para chegarem ao conhecimento) e não apenas o
produto, ou seja, o resultado;

c) O professor tem que desempenhar o papel de mediador entre o aluno e o conteúdo


(conhecimento) e não apenas um simples transmissor ou um simples expositor da matéria;

d) O professor deve agir sobre a zona de desenvolvimento poximal com vista a provocar avanços
no aluno, que não ocorreriam espontaneamente, de modo a adiantar e a tornar real o
conhecimento potencial;

e) O professor tem que ter em conta que a aprendizagem é um processo de interacção e o


conhecimento é social;

f) O professor deve ter em consideração a linguagem a utilizar na sala de aulas, visto ser um
instrumento que permite ao aluno comunicar e verbalizar o seu pensamento.

Estas implicações que acabei de me referir culminam no ensino e na avaliação que são, conforme
Vygotsky, algumas das implicações da zona de desenvolvimento próximas, na medida em que, no
ensino, os alunos são colocados em situações nas quais têm que fazer esforço para
compreenderem a matéria, ao mesmo tempo que são estimulados a usar a linguagem para
organizar os seus pensamentos e a falar para exteriorizara-los (os pensamentos). Nesses
processos, o diálogo, a interacção e a discussão entre os alunos em grupos são elementos
importantíssimos para a aprendizagem. Na avaliação, o professor testa os conhecimentos que a
criança adquiriu durante um período específico de tempo.
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4. Conclusão
Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre pessoas. Ele defende a ideia de que
não há um desenvolvimento pronto e previsto dentro de nós que vai se actualizando conforme o
tempo passa. O desenvolvimento é pensado como um processo, onde estão presentes a maturação
do organismo, o contacto com a cultura produzida pela humanidade e as relações sociais que
permitem a aprendizagem. Ou seja, o desenvolvimento é um processo que se da de dentro para
fora. A partir daí, é possível dizer que entre o desenvolvimento e as possibilidades de
aprendizagem há uma estreita relação, a qual é analisada segundo dois eixos. Por um lado, existe
um desenvolvimento actual da criança, tal como pode ser avaliado por meio de provas
padronizadas ou não, observações, entrevistas etc. por outro lado, existe um desenvolvimento
potencial, que pode ser calculado a partir daquilo que a criança é capaz de realizar com a ajuda de
um adulto num certo momento, e que realizará sozinha mais tarde. Esta capacidade potencial,
mais ou menos actualizável durante uma interacção. Dessa maneira, a aprendizagem se torna um
factor de desenvolvimento.
Tendo em vista que é a aprendizagem quem determina o desenvolvimento, Vygotsky formula o
conceito de zona do desenvolvimento próximas para explicar como há essa influência entre
aprendizagem de desenvolvimento.
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4. Referências Bibliográficas
Castorina, J. A. et al (2003). Piaget-Vygotsky: Novas contribuições para o debate. São Paulo:
Ática, 6ª ed.

Coutinho, M. T. da C. & Moreira, M. (2001). Psicologia da Educação: Um estudo dos processos


psicológicos de Desenvolvimento e Aprendizagem humanos, voltado para a Educação. Ênfase
nas abordagens interacionistas do psiquismo humano. Belo horizonte: revista e actualizada.

Frawley, W. (2000). Vygotsky e a Ciência Cognitiva: Linguagem e integração das mentes social e
computacional. Porto Alegre: Artmed.

Matta, I. (2001). Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem. Lisboa: Universidade


Aberta.
Neves, R. A. & Damiani, M. F. (2006). Vygotsky e as teorias da aprendizagem [versão
electrónica]. Uni revista, 1, n° 2, 1809-4651.
Palangane, I. C. (2001). Desenvolvimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotsky: a relevância do
social. São Paulo: Summus, 4ªed
Salvador, C. C. et al (2000). Psicologia do ensino. Porto Alegre: Artes Médicas Sul.

http://www.dfi.ccet.ufms.br/prrosa/Pedagogia/Capitulo_5.pdf.
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Índice
1. Introdução ..................................................................................................................................... 2

1.1. Objectivos .................................................................................................................................. 3

1.1.1. Objectivo Geral ...................................................................................................................... 3

1.1.2. Objectivos Específicos ........................................................................................................... 3

1.2. Metodologia............................................................................................................................... 3

2. Revisão da Literatura.................................................................................................................... 4

2.1. Biografia de Lev Vygotsky ....................................................................................................... 4

2.2. Conceitos básicos de Vygotsky sobre Arte ............................................................................... 5

2.3. Principal ideia de Vygotsky ...................................................................................................... 6

2.4. Implicações da teoria sócio cultural na realidade de Vygotsky ................................................ 6

2.5. Concepções básicas de aprendizagem segundo Vygotsky ........................................................ 7

2.6. Aspectos da realidade moçambicana no nosso dia-a-dia .......................................................... 8

3. Conclusão ....................................................................................Error! Bookmark not defined.

4. Referências Bibliográficas.......................................................................................................... 11

4. Conclusão ................................................................................................................................... 10