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1 CRIMES PRÓPRIOS

Os crimes aeronáuticos próprios: “visam tutelar bens jurídicos específicos da


atividade aviatória” (HONORATO, Marcelo. Crimes Aeronáuticos. 3ª edição, 2017,
p. 5).

Art. 261, CP: Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou


praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial
ou aérea: Pena - reclusão, de dois a cinco anos. Sinistro em transporte marítimo,
fluvial ou aéreo. § 1º - Se do fato resulta naufrágio, submersão ou encalhe de
embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena - reclusão, de quatro a
doze anos. § 2º - Aplica-se, também, a pena de multa, se o agente pratica o crime
com intuito de obter vantagem econômica, para si ou para outrem. § 3º - No caso
de culpa, se ocorre o sinistro: Pena - detenção, de seis meses a dois anos.

Art. 250, CP: Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o
patrimônio de outrem: Pena - reclusão, de três a seis anos, e multa. § 1º - As penas
aumentam-se de um terço: (...); c) em embarcação, aeronave, comboio ou veículo
de transporte coletivo; (...).

Art. 251, § 2º, CP: Expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de
outrem, mediante explosão, arremesso ou simples colocação de engenho de
dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena - reclusão, de três a seis anos,
e multa. § 1º - Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos
análogos: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Aumento de pena: § 2º - As
penas aumentam-se de um terço, se ocorre qualquer das hipóteses previstas no §
1º, I, do artigo anterior, ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no
nº II do mesmo parágrafo. § 3º - No caso de culpa, se a explosão é de dinamite ou
substância de efeitos análogos, a pena é de detenção, de seis meses a dois anos; nos
demais casos, é de detenção, de três meses a um ano.

Art. 283, CPM: Expor a perigo aeronave, ou navio próprio ou alheio, sob guarda,
proteção ou requisição militar emanada de ordem legal, ou em lugar sujeito à
administração militar, bem como praticar qualquer ato tendente a impedir ou
dificultar navegação aérea, marítima, fluvial ou lacustre sob administração, guarda
ou proteção militar: Pena - reclusão, de dois a cinco anos. § 1º Se do fato resulta
naufrágio, submersão ou encalhe do navio, ou a queda ou destruição da aeronave:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos. § 2º No caso de culpa, se ocorre o sinistro:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.

Art. 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a


dano potencial a incolumidade de outrem: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3
(três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou
proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e
pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa. Parágrafo único.
As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 4
(quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o
veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros.

1. 1 CONTRAVENÇÕES PENAIS AERONÁUTICAS

Art. 33. Dirigir aeronave sem estar devidamente licenciado: Pena – prisão simples,
de quinze dias a três meses, e multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis

Art. 35, Lei de Contravenções: Entregar-se na prática da aviação, a acrobacias ou a


vôos baixos, fora da zona em que a lei o permite, ou fazer descer a aeronave fora
dos lugares destinados a esse fim: Pena – prisão simples, de quinze dias a três
meses, ou multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis.

CRIMES IMPRÓPRIOS
Crimes aeronáuticos impróprios: “são condutas tipificadas em delitos comuns, mas
que decorrem de fatos relacionados à aviação”, “Mais frequentemente, são
comportamentos delitivos que utilizam a aeronave como meio de execução de
delitos comuns ou então é durante o voo que algum crime se consuma, sem efeitos
diretos para a segurança da aeronave” (HONORATO, Marcelo. Crimes
Aeronauticos, 3ª edição, 2017, p. 5).

Art. 121, 129 e 299, CP; Arts. 33 e 34, Lei n. 11.343/06.