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Aula 16

Engenharia Civil p/ TRF 1


Professor: Marcus Campiteli

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Engenharia Civil TRF-1/2014
Teoria e Questões
Prof. Marcus V. Campiteli Aula 16

AULA 16: Patologias e Recuperação das


Construções
SUMÁRIO PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 1

1. INTRODUÇÃO 2

2. PATOLOGIA 3

3. MATERIAIS 8

4. DIAGNÓSTICO E CORREÇÃO DOS PROBLEMAS 19

5. DEMAIS ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO 45

6. QUESTÕES COMENTADAS 51

7. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 89

8. GABARITO 98

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 99

10. ANEXO 100

Pessoal, a primeira parte desta aula, dos capítulos 1 a 4, está


formulada com as informações trazidas pelo autor Paulo Helene, no
Manual para Reparo, Reforço e Proteção de Estruturas de Concreto.
No capítulo 5, trago as informações do Manual de Obras Públicas –
Práticas da SEAP – Manutenção, que trata sobre os demais elementos
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construtivos.

Em seguida apresento as questões comentadas sobre o assunto


de patologias e recuperação das construções para complementar as
informações apresentadas, com destaque para os livros “Patologia,
Recuperação e Reforço de Estruturas de Concreto”, dos autores
Vicente Custódio Moreira de Souza e Thomaz Ripper e “Trincas em
Edifícios”, do autor Ercio Thomaz.

Boa Aula !

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1 – INTRODUÇÃO

Patologia pode ser entendida como a parte da engenharia que


estuda os sintomas, os mecanismos, as causas e as origens dos
defeitos das construções civis, ou seja, é o estudo das partes que
compõem o diagnóstico do problema. (Paulo Helene, 1992)

A Patologia das Construções estuda as falhas dos edifícios.

À terapia cabe estudar a correção e a solução desses problemas


patológicos. Para obter êxito nas medidas terapêuticas, é necessário
que o estudo precedente, o diagnóstico da questão, tenha sido bem
conduzido. (Paulo Helene, 1992)

De acordo com o Professor Pedro Kopschitz, na apostila


Construção de Edifícios, as patologias mais encontradas em edifícios
são:

- descascamento de pinturas

- mofo

- corrosão de armaduras de concreto armado

- descolamento de pisos cerâmicos e azulejos

- desgaste excessivo de pisos

- apodrecimento de estruturas de madeira


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- trincas em paredes, pisos e fachadas (na alvenaria,


argamassa ou concreto), cujas principais causas são: procedimento
inadequado na aplicação da argamassa (composição imprópria,
espessura exagerada etc.), recalque das fundações, esmagamento
dos materiais, movimentações térmicas, movimentações
higroscópicas, atuação de sobrecargas, deformabilidade excessiva da
estrutura de concreto armado, retração de produtos à base de
cimento, alterações químicas dos materiais de construção.

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2 – PATOLOGIA

a) Sintomas

Os problemas patológicos, salvo raras exceções, apresentam


manifestação externa característica, a partir da qual se pode deduzir
a natureza, a origem e os mecanismos dos fenômenos envolvidos,
assim como pode-se estimar suas prováveis consequências.

Esses sintomas, também denominados de lesões, danos,


defeitos ou manifestações patológicas, podem ser descritos e
classificados, preliminarmente, a partir de minuciosas e experientes
observações visuais.

Os sintomas mais comuns, de maior incidência nas estruturas


de concreto, são as fissuras, as eflorescências, as flechas excessivas,
as manchas no concreto aparente, a corrosão de armaduras e os
ninhos de concretagem (segregação dos materiais
constituintes do concreto).

Determinadas manifestações têm elevada incidência, tais como


as manchas superficiais, conforme a figura abaixo, do livro Manual
para Reparo, Reforço e Proteção de Estruturas de Concreto, do autor
Paulo Helene.
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Contudo, sob o ponto de vista das consequências no


comportamento estrutural e no custo de correção do problema, uma
fissura de flexão ou a corrosão das armaduras sejam mais
significativas e graves.

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b) Mecanismo

Todo problema patológico, chamado em linguagem jurídica de


vício oculto ou vício de construção, ocorre a partir de um processo,
de um mecanismo.

Por exemplo, a corrosão de armaduras no concreto armado é


um fenômeno de natureza eletroquímica, que pode ser acelerado pela
presença de agentes agressivos externos, do ambiente, ou internos,
incorporados no concreto. Para que a corrosão manifeste-se é
necessário que haja oxigênio (ar), umidade (água) e o
estabelecimento de uma célula de corrosão eletroquímica
(heterogeneidade da estrutura), que só ocorre após a despassivação
da armadura.

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Outro exemplo está em limitar as sobrecargas ou reforçadas as


vigas quando as fissuras são consequência de momento fletor. Neste
caso, não basta a injeção das fissuras, pois estas poderiam
reaparecer em posições muito próximas das iniciais.

c) Origem

Os problemas patológicos manifestam-se após o início da


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execução da construção. Contudo, ocorrem com maior incidência na


etapa de uso. Certos problemas, tais como os resultantes das reações
álcali-agregados, só aparecem com intensidade após 6 a 12 anos. Há
casos de corrosão de armadura em lajes de forro/piso de
apartamentos que se manifestaram intensamente, inclusive com
colapso parcial, depois de 13 anos do Habite-se.

Um diagnóstico adequado do problema deve indicar em que


etapa do processo construtivo teve origem o fenômeno. Por exemplo,
uma fissura de momento fletor em vigas tanto pode ter origem num
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projeto inadequado, quanto na qualidade inferior do aço; tanto na má


execução com concreto de resistência inadequada, quanto na má
utilização, com colocação sobre a viga de cargas superiores às
previstas inicialmente. Para cada origem do problema há uma terapia
mais adequada, embora o fenômeno e os sintomas possam ser os
mesmos.

d) Causas

Os agentes causadores dos problemas patológicos podem ser


vários: cargas, variação da umidade, variações térmicas intrínsecas e
extrínsecas ao concreto, agentes biológicos, incompatibilidade de
materiais, agentes atmosféricos etc.

No caso de uma fissura em viga por ação de momento fletor, o


agente causador é a carga, pois se não houver carga, não haverá
fissura, qualquer que seja a origem do problema. Já fissuras verticais
nas vigas podem ter como agentes causadores tanto a variação de
umidade (retração hidráulica por falta de cura), quanto gradientes
térmicos resultantes do calor de hidratação do cimento ou resultantes
de variações diárias e sazonais de temperatura ambiente.

e) Consequências

Em geral, os problemas patológicos são evolutivos e tendem a


se agravar com o passar do tempo, além de acarretarem outros
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problemas associados ao inicial. Por exemplo, uma fissura de


momento fletor pode dar origem à corrosão de armadura; flechas
excessivas em vigas e lajes podem acarretar fissuras em paredes e
deslocamentos em pisos rígidos apoiados sobre os elementos fletidos.

As correções serão mais duráveis, efetivas e fáceis de executar


e muito mais baratas quanto mais cedo forem executadas. A
demonstração mais expressiva dessa afirmação é a “lei de Sitter”,

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que mostra os custos crescendo segundo uma progressão


geométrica.

Dividindo as etapas construtivas e de uso em quatro períodos


correspondentes ao projeto, à execução propriamente dita, à
manutenção preventiva efetuada antes dos três primeiros anos e à
manutenção corretiva efetuada após o surgimento dos problemas, a
cada um corresponderá um custo que segue uma progressão
geométrica de razão cinco, conforme a figura a seguir:

Segundo Sitter, adiar uma intervenção significa aumentar os


custos diretos em progressão geométrica de razão 5 (cinco).

f) Terapia
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As medidas terapêuticas de correção dos problemas tanto


podem incluir pequenos reparos localizados, quanto uma recuperação
generalizada da estrutura ou reforços de fundações, pilares, vigas e
lajes.

g) Procedimento

A escolha dos materiais e da técnica de correção depende do


diagnóstico do problema, das características da região a ser corrigida

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e das exigências de funcionamento do elemento que vai ser objeto da


correção.

Por exemplo, nos casos de elementos estruturais que


necessitam ser colocados em carga após algumas horas da execução
da correção, pode ser necessário e conveniente utilizar sistemas de
base epóxi ou poliéster. Nos casos de prazos um pouco mais
dilatados (dias), pode ser conveniente utilizar argamassas e grautes
de base mineral e, nas condições normais de solicitação (após 28
dias) os materiais podem ser argamassas e concretos
adequadamente dosados.

3 – MATERIAIS

Há uma gama de materiais e sistemas disponíveis para reparo,


reforço e proteção de estruturas de concreto.

a) Concreto

O concreto de cimento Portland é o material tradicionalmente


usado em reparos e reforços. Na grande maioria das vezes requer um
traço especialmente formulado que altere para melhor algumas de
suas características naturais.

Pode ser necessário obter altas resistências iniciais, ausência de


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retração de secagem, leves e controladas expansões, elevada


aderência ao substrato, baixa permeabilidade e outras propriedades,
normalmente obtidas à custa do emprego de aditivos e adições tais
como plastificantes, redutores de água, impermeabilizantes, escória
de alto forno, cinza volante, microssílica e, via de regra, baixa relação
água/cimento.

Estão disponíveis no mercado microconcretos e argamassas


industrializadas adequadamente formulados para uso em reparos e

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reforços. Os concretos projetados tanto via seca quanto via úmida


estão incluídos neste grupo (microconcretos ou argamassas
projetadas), que normalmente usam agregados graúdos de dimensão
máxima característica igual a 9 mm.

Os materiais avançados formulados à base de resinas e


combinações de resinas com outros materiais (fibras, fíleres etc.)
podem aplicar-se nas situações em que o concreto precisa ser
modificado ou quando é inadequado.

b) Aditivos

São produtos formulados para melhorar propriedades dos


concretos e argamassas, tanto no estado fresco quanto endurecido.

Considera-se como aditivo todo produto adicionado até o


máximo de 5% em relação à massa de cimento. Acima dessa
porcentagem deve ser considerado como adição.

Os aditivos classificam-se segundo a sua ação principal nos


concretos e argamassas. São de maior interesse para reparos,
reforços e proteção os aceleradores de pega e endurecimento, os
retardadores, os redutores de água ou plastificantes e os
expansores.

Os aditivos impermeabilizantes, em geral, reduzem muito


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as resistências mecânicas dos concretos, sendo mais


recomendados para argamassas de proteção sem função estrutural.

c) Argamassas Poliméricas

São argamassas à base de cimento Portland modificadas com


polímeros, com agregados de graduação adequada, geralmente
granulometria contínua atendendo às curvas de Bolomey, ou
granulometria descontínua no caso de alta resistência à abrasão.

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Essas argamassas chamam-se também de argamassas de base


mineral. Em geral, têm retração compensada e são tixotrópicas para
uso em superfícies verticais e inclinadas.

Podem ser formuladas com resinas acrílicas do tipo


metilmetacrilato ou estireno-butadieno ou então com resinas à base
de PVA. Neste último caso têm aplicações restritas, baixa resistência
à umidade e à ação agressiva do ambiente.

Algumas vezes, as argamassas poliméricas de base cimento são


chamadas de argamassas com látex, devido à similaridade das
propriedades dessas resinas com as propriedades do material natural
látex utilizado na fabricação de borrachas.

d) Grautes de base cimento

O graute é um material fluido e autoadensável no estado


recém-misturado. Ele é formulado para preencher cavidades e tornar-
se aderente, resistente e sem retração no estado endurecido.

Um graute de base cimento é constituído por cimento Portland


comum ou composto (classe 32 ou 40), ou de alta resistência inicial
(CP V – ARI), agregados de granulometria adequada, aditivos
expansores e aditivos superplastificantes.

Por suas características de fluidez, boa aderência, baixa


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retração e alta impermeabilidade, este tipo de graute é


conveniente para reparos em locais de acesso difícil ou em casos
de seções densamente armadas.

e) Argamassas e grautes orgânicos

São argamassas e grautes formulados com resinas orgânicas


cuja aglomeração e resistência do conjunto obtêm-se pelas reações

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de polimerização e endurecimento dos componentes das resinas,


em ausência de água.

O cimento Portland pode entrar na composição do produto


como um agregado fino também chamado de fíler, completando a
distribuição granulométrica e preenchendo os vazios da areia, de
forma inerte.

Normalmente resultam em argamassas e grautes de elevada


resistência mecânica e química, apropriadas para ambientes
altamente agressivos ou onde são exigidos alto desempenho dos
reparos, reforços e proteções.

Em geral são formulados para uso em pequenos volumes e


espessuras. São também denominados argamassas ou
revestimentos anticorrosivos.

Os grautes de base orgânica podem ser formulados com resina


praticamente pura quando se destinam ao preenchimento de fissuras,
sendo chamados também de grautes para injeção de fissuras, tendo
assim baixa viscosidade.

e.1) Argamassas base epóxi

São geralmente fornecidas em duas ou três componentes: a


resina (epóxi), o endurecedor (amina e/ou poliamidas) e agregados
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selecionados.

Estas argamassas possuem excelente resistência a ácidos não


oxidantes e álcalis e também boa resistência a alguns solventes
orgânicos. São atacadas por ácidos oxidantes e alvejantes. A
resistência térmica não supera os 70ºC.

O epóxi apresenta ótimas propriedades físicas e mecânicas,


além de muito boa aderência a vários tipos de superfícies.

e.2) Argamassas base fenólica

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Constituem-se de aglomerantes de resina fenolformaldeído com


fíleres (sílica, carbono, coque pulverizado ou barita) contendo um
catalisador ácido.

Têm boa resistência à maioria dos ácidos minerais e soluções


de sais inorgânicos e a soluções levemente oxidantes, mas são
rapidamente atacadas por agentes oxidantes fortes como os ácidos
nítricos, crômico e sulfúrico concentrado.

A resistência térmica vai até 175ºC. O tempo de vida deste tipo


de argamassa é curto e elas precisam ser mantidas refrigeradas até o
instante de uso.

e.3) Argamassas base poliéster e base estervinílica

São produtos tricomponentes constituídos por resina em


solução, catalisador e fíleres inertes com modificadores de
formulação.

Elas têm excelente resistência química e mecânica e têm ótima


resistência à maioria dos ácidos. Não resistem a produtos cáusticos e
alvejantes. As argamassas de base estervinílica têm maior resistência
química e térmica (até 115ºC) que as de base epóxi.

e.4) Argamassas de base furânica

São sistemas consituídos por resina líquida, catalisador e fíler


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(sílica, carbono, barita ou coque pulverizado).

Estas argamassas são resistentes a ácidos não oxidantes,


álcalis, muitos solventes, sais, gases, óleos, graxas e detergentes.
Podem ser usadas em temperaturas até 200ºC. O calor acelera a cura
do endurecedor e o frio a retarda.

f) Revestimentos Monolíticos

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São também chamados de laminados, sendo constituídos de um


reforço na forma de manta, tecido, flocos ou fibras, geralmente de
vidro, poliéster ou náilon, dispostos em uma ou mais camadas
embebidas por resinas base estervinílica, epóxi, poliéster, furânica ou
fenólica.

As resinas representam a barreira química do revestimento. Os


reforços, por ficarem impregnados com a resina auxiliam a formação
de uma barreira química mais rica e possibilitam a aplicação de
camadas mais espessas de revestimento. Além disso, os reforços
auxiliam na redução do coeficiente de dilatação térmica do laminado
e na redução da retração durante a cura, porém, reduzem a
flexibilidade do sistema. As cargas minerais possuem papel
importante na redução do coeficiente de dilatação térmica, na
redução da retração durante a cura, na adequação da consistência,
além de possibilitar o aumento e o controle da espessura do
laminado, reduzindo o seu custo final.

g) Silicatação

Por silicatação da superfície do concreto entende-se uma série


de procedimentos similares que visam tamponar os poros superficiais
e endurecer as superfícies de concreto ou argamassa de piso e
contrapiso, impermeabilizando-os.
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Os seguintes produtos podem ser utilizados para a silicatação


do concreto:

- metassilicato de sódio ou de potássio

- tetrafluoreto de silício

- fluorsilicato de magnésio ou de zinco

h) Óleos

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Óleo de soja, óleo de peroba e certos ácidos como o linoico e


oléico que têm consistência oleosa, podem ser usados para
impermeabilização e proteção da superfície de concreto. Em geral,
escurecem a superfície do concreto.

Recomenda-se neutralizar previamente a superfície do


concreto. Como a solução de neutralização é ácida, não se
recomenda a sua aplicação em estruturas de concreto protendido
nem em casos de pequeno cobrimento da armadura.

i) Vernizes e hidrofugantes de superfície

São pinturas aplicadas à superfície da estrutura de concreto


destinadas a protegê-la e impermeabilizá-la, sem contudo alterar
substancialmente seu aspecto.

Não são recomendáveis para locais com solicitação mecânica e


física forte, nem para locais submetidos à pressão de água, tais como
reservatórios, canaletas e bacias de contenção.

Podem formar um filme superficial contínuo tais como os


vernizes poliuretanos alifáticos e os vernizes epóxi (bicomponentes) e
os vernizes de base acrílica (monocomponentes). Não devem ser
utilizados vernizes tipo látex PVA base água, pois têm baixíssima
durabilidade, reduzida aderência e se degradam rapidamente,
amarelecendo e destacando quando
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em presença de agentes
atmosféricos agressivos (industriais).

Em certas condições é mais conveniente utilizar hidrofugantes


de superfície capazes de penetrar alguns milímetros no concreto e
por um mecanismo de repelência eletrostática (produtos hidrófobos),
que impedem a penetração das moléculas de água e das substâncias
agressivas dissolvidas nessa água, tal como a água de chuva em
atmosferas industriais.

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Os hidrofugantes são todos de base silicone e


monocomponentes dispersos em solvente. Não se recomenda o uso
de siliconatos de base água, pois têm baixíssima durabilidade e
conferem pouca ou nenhuma proteção às armaduras das estruturas
submetidas a ambientes agressivos.

Estes produtos têm a vantagem, sobre os produtos formadores


de filme, de permitir a livre circulação do vapor de água e, com isso,
reduzir os riscos de condensação e formação de bolhas e bolor na
superfície ou interior do componente estrutural, sob a película de
verniz. Contudo, têm a desvantagem de não serem tão eficazes como
barreira contínua aos agentes agressivos quando comparados aos
vernizes formadores de película.

j) Tintas orgânicas

Tintas são dispersões de pigmentos em aglutinantes que,


quando aplicadas em finas camadas sobre uma superfície, sofrem um
processo de secagem ou cura e endurecimento formando um filme
sólido, aderente ao substrato e impermeável.

São constituídas basicamente de resinas, solvente, pigmento e


aditivo. A resina é o componente mais importante da tinta, pois é ela
que confere as propriedades de resistência, aderência, flexibilidade,
impermeabilidade e brilho ao sistema.
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Os pigmentos têm um papel importante nas tintas ou


imprimações quando se deseja uma proteção anticorrosiva, seja por
barreira, seja por inibição química ou por proteção catódica.

As tintas orgânicas são também chamadas de revestimentos


anticorrosivos ou pinturas de proteção de superfície, devido à elevada
proteção química que conferem à estrutura. Elas podem ser de
diferentes naturezas: borracha clorada, vinílicos, uretanas, epóxi e
acrílicas.

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h) Tintas betuminosas e de alcatrão de hulha base epóxi

Normalmente são aplicadas em duas ou mais demãos. A


primeira, mais diluída, deve atuar como primer assegurando a boa
aderência ao substrato. As demais devem sempre ser aplicadas em
direção ortogonal à anterior quando esta estiver seca.

Emulsões não devem ser usadas, pois são permeáveis e pouco


protetoras.

i) Selantes

São materiais utilizados nas juntas de movimentação das


estruturas de concreto, com o objetivo de impedir a passagem de
líquidos, gases, vapor ou partículas sólidas para o interior da
estrutura.

Devem possuir características elásticas e de recuperação


compatíveis com os esforços e deformações sofridos. Podem ser
formulados a partir das mesmas resinas básicas usadas nas tintas
orgânicas citadas acima.

j) Adesivos e primers

São materiais usados como ponte de aderência entre dois


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outros, sendo em geral um deles a superfície de concreto velho,


também chamada de substrato. Promovem melhoria substancial de
aderência entre os diversos materiais tais como concreto
velho/concreto novo, aço/concreto novo, concreto velho/argamassa
base poliéster etc. Os primers, além de atuarem como ponte de
aderência, podem atuar como protetores do substrato, ou seja, parte
de um sistema de proteção de armaduras contra corrosão.

Os adesivos e primers mais empregados são de base epóxi e os


chamados látex, ou seja, base acrílica ou base acetato de polivinila

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ou base estireno-butadieno. Os de base polivinila (PVA) em geral são


re-emulsionáveis o que os torna desaconselháveis para uso em locais
úmidos ou reparos e reforços de importância. Os de base epóxi têm
desempenho estrutural superior aos demais, porém, têm o
inconveniente de exigirem o substrato seco, o que nem sempre é
viável.

k) Produtos para ancoragem e emendas de barras de aço

São em geral de base polimérica, predominantemente poliéster


bicomponente, ou de base cimento, ambos de pega rápida e
ligeiramente expansivos.

Para emendas de barras de aço há uma emenda padrão que


consiste de uma luva de aço, seção de um tubo, na qual são
introduzidas – posicionadas topo a topo – as duas barras a emendar.
Através de prensagem hidráulica, a luva deforma-se contra as barras,
ancorando-se em suas nervuras (mossas). Este processo permite
emendar barras com bitolas de 12,5 a 40 mm e utilizar a capacidade
total de resistência mecânica das barras emendadas.

l) Concretos e argamassas de pega/endurecimento rápido

Os produtos podem ser argamassas formuladas com cimentos


aluminosos que apresentam pega rápida e resistências elevadas às
primeiras idades. Apresentam o inconveniente de perderem parte da
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resistência com o tempo devido às transformações morfológicas dos


cristais de aluminatos.

Produtos podem também ser formulados com base na reação


do magnésio com fosfatos que, assim como o anterior, desenvolvem
rápidas resistências iniciais. Materiais de base sulfato de cálcio são
também empregados para esta finalidade.

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m) Tijolos anticorrosivos

Revestimentos constituídos por tijolos anticorrosivos dão


proteção otimizada contra ataque químico severo. São indicados para
indústrias farmacêuticas, petroquímicas, químicas, de papel, celulose
etc.

Este tipo de revestimento não forma uma barreira estanque


contra a penetração de líquidos, sendo necessária uma membrana
impermeável (camada isolante ou protetora). Às vezes, precisa-se
incorporar um refratário anticorrosivo entre o revestimento e a
membrana.

São exemplos de membranas: borracha e elastômeros


sintéticos correlatos, PVC, chumbo, asfaltos ou mástiques
betuminosos etc.

O tijolo anticorrosivo é fabricado a partir de matérias-primas


com teor de fundente especialmente baixo e, devido ao seu processo
de fabricação, apresenta baixa porosidade e ausência de absorção,
diferenciando-se do tijolo comum. Os dois tipos podem ser feitos a
partir de folhelho argiloso ou argila refratária.

Os tijolos à base de carbono apresentam maior absorção que os


tijolos à base de folhelho argiloso ou argila refratária, mas são mais
resistentes ao choque térmico e têm maior condutibilidade térmica.
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n) Argamassas de enxofre

Disponíveis na forma de pó, flocos ou em lingotes. São


compostos fundidos a quente e devem ser levados a uma
temperatura de aproximadamente 120ºC e derramados ainda
quentes nas juntas entre os tijolos anticorrosivos.

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4 – DIAGNÓSTICO E CORREÇÃO DOS PROBLEMAS

4.1) Corrosão de Armaduras

a) Manifestação Típica a:

- Diagnóstico:

- concreto com alta permeabilidade e/ou elevada


porosidade;

- cobrimento insuficiente das armaduras;

- má execução

- Alternativas para Correção

- remover o concreto afetado e os produtos da corrosão;


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- reconstituir a seção original da armadura;

- recuperar ou reforçar o componente estrutural.

b) Manifestação Típica b:

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- Diagnóstico:

- agentes agressivos do ambiente impregnados na


estrutura (cloretos);

- agentes agressivos incorporados involuntariamente ao


concreto durante seu amassamento.

- Alternativas para Correção:

- remover o concreto afetado e os produtos da corrosão;

- reconstituir a seção original da armadura;

- na presença de agentes agressivos, efetuar a correção


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com primer rico em zinco e efetuar barreira epóxi entre o concreto


contaminado e a argamassa de reparo;

- aplicar revestimento de proteção.

4.2) Ninhos (Segregação)

- Manifestação Típica:

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- Diagnóstico:

- dosagem inadequada

- dimensão máxima característica do agregado graúdo


inadequada

- lançamento e adensamento inadequados

- taxa excessiva de armaduras

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- Alternativas de Correção

- remover o concreto segregado até atingir o concreto


são;

- no caso de reparos superficiais: argamassa polimérica


base cimento ou argamassa base epóxi ou argamassa base poliéster;

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- no caso de reparos profundos: argamassa polimérica


base cimento ou graute base cimento ou concreto ou concreto pré-
acondicionado;

- aplicar revestimento de proteção.

4.3) Incêndio

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- dilatação térmica excessiva do componente estrutural

- cobrimento insuficiente

- Alternativas para Correção

- efetuar reparos de emergência


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- recuperar o monolitismo: injetar resina de epóxi

4.4) Fissuras de Flexão

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- sobrecargas não previstas

- armadura insuficiente

- ancoragem insuficiente

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- Alternativas para Correção

- recuperar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi com ou sem limitação de sobrecargas, conforme análise
estrutural da peça

- reforçar a viga através da colocação de nova armadura


longitudinal e/ou colocação de novos estribos e reconcretagem ou
colocação de chapas metálicas aderidas com epóxi.

4.5) Fissuras de cisalhamento


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- Manifestação Típica

- Diagnóstico

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- sobrecargas não previstas

- estribos insuficientes

- estribos mal posicionados no projeto ou na execução

- concreto de resistência inadequada

- Alternativas para Correção

- recuperar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi com ou sem limitação de sobrecargas, conforme análise
estrutural da peça

- reforçar a viga através da colocação de nova armadura


longitudinal e/ou colocação de novos estribos e reconcretagem ou
colocação de chapas metálicas aderidas com epóxi.

4.6) VIGAS – Fissuras de Flexão na parte superior (marquises)

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- ancoragem insuficiente

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- sobrecargas não previstas

- armadura insuficiente

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- Alternativas de Correção

- recuperar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi com ou sem limitação de sobrecargas, conforme análise
estrutural da peça

- reforçar a viga através da colocação de nova armadura


longitudinal e/ou colocação de novos estribos e reconcretagem
ou colocação de chapas metálicas aderidas com epóxi.

4.7) Fissuras de Flexão e Escorregamento da Armadura

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- sobrecargas não previstas

- má aderência da armadura ao concreto


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- concreto de resistência inadequada

- ancoragem insuficiente

- Alternativas de Correção

- reforçar a viga aumentando a sua rigidez através da


colocação de nova armadura longitudinal e/ou colocação de

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novos estribos e reconcretagem ou colocação de chapas


metálicas aderidas com epóxi.

4.8) Esmagamento do Concreto

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- concreto de resistência inadequada

- sobrecargas não previstas

- Alternativas de Correção

- reforçar a viga aumentando a sua rigidez através da


colocação de nova armadura longitudinal e/ou colocação de
novos estribos e reconcretagem ou colocação de chapas
metálicas aderidas com epóxi.
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4.9) Fissuras de Torção

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- sobrecargas não previstas

- armadura insuficiente

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- desconsideração de torção de compatibilidade

- Alternativas de Correção

- reforçar a viga através da colocação de nova armadura


longitudinal e/ou colocação de novos estribos e reconcretagem
ou colocação de chapas metálicas aderidas com epóxi.
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4.10) Esmagamento do Concreto por Torção

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- sobrecargas não previstas

- concreto de resistência inadequada

- seção de concreto insuficiente

- Alternativas de Correção

- reforçar a viga através da colocação de nova armadura


longitudinal e/ou colocação de novos estribos e reconcretagem
ou colocação de chapas metálicas aderidas com epóxi.

4.11) Fissuras de Retração Hidráulica ou de Movimentação


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Térmica

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- secagem prematura do concreto (cura inadequada)

- contração térmica devido gradientes de temperatura


diários ou sazonais

- Alternativas de Correção

- Analisar a abertura da fissura e classificá-la em ativa


(fissura viva ou que trabalha) ou passiva (morta):

a) em ambiente seco e não agressivo:

- abertura ≤ 0,3 mm – dispensado qualquer tratamento

- abertura > 0,3 mm passiva – injetar resina epóxi

- abertura > 0,3 mm ativa – colmatar com selante


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b) ambientes agressivos e úmidos:

- abertura ≤ 0,1 mm - dispensado qualquer tratamento

- abertura > 0,1 mm passiva - injetar resina epóxi

- abertura > 0,1 mm ativa – colmatar com selante

- Por fim, aplicar revestimento de proteção.

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4.12) Fissuras de Assentamento Plástico

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- concretagem simultânea de pilares, vigas e lajes

- mau adensamento do concreto

- concreto muito fluido

- formas não estanques

- Alternativas de Correção
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- dependendo da abertura da fissura, dispensa-se


tratamento

- reconstituir o monolitismo através de injeção de resina


epóxi se abertura ≥ 0,3 mm - fissura passiva

- reforçar o pilar com chapas metálicas aderidas com


epóxi

- demolir e reconstituir a cabeça do pilar – reconcretar


com graute ou com concreto

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4.13) Fissuras de Pega ou Falsa Pega

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- cimento com excesso de anidrita (gesso anidro)

- atraso no lançamento do concreto

- calor excessivo e umidade relativamente baixa

- Alternativas de Correção

- dependendo da abertura da fissura, dispensa-se


tratamento
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- reconstituir o monolitismo através de injeção de resina


epóxi se abertura ≥ 0,3 mm - fissura passiva

- reforçar o pilar com chapas metálicas aderidas com


epóxi

- demolir e reconstituir a cabeça do pilar – reconcretar


com graute ou com concreto

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4.14) Fissuras de Junta de Concretagem

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- topo do pilar com excesso de nata de cimento


(exsudação) ou sujeira

- Alternativas de Correção

- dependendo da abertura da fissura, dispensa-se


tratamento

- reconstituir o monolitismo através de injeção de resina


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epóxi se abertura ≥ 0,3 mm - fissura passiva

- reforçar o pilar com chapas metálicas aderidas com


epóxi

- demolir e reconstituir a cabeça do pilar – reconcretar


com graute ou com concreto

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4.15) Fissuras de Compressão Localizada ou Flambagem de


Armaduras

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- má colocação ou insuficiência de estribos

- carga superior à prevista

- concreto de resistência inadequada

- mau adensamento do concreto

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- Alternativas de Correção

- reconstituir o monolitismo através de injeção de resina


epóxi sempre que a fissura for passiva

- reforçar a cabeça dos pilares com chapas metálicas


aderidas com epóxi

- demolir e reconstruir a cabeça do pilar – reconcretar


com graute ou com concreto

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4.16) Fissuras ou Rupturas no Topo de Pilares Curtos

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- as paredes enrijecem os pilares, que não conseguem


absorver as movimentações térmicas e hidráulicas da estrutura

- Alternativas de Correção

- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi
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- reforçar o topo dos pilares com chapas metálicas


aderidas com epóxi

- demolir e reconstruir a cabeça do pilar – reconcretar


com graute ou com concreto

- executar proteção térmica eficiente na parte superior da


laje, impermeabilizando-a também ao vapor d’água

- criar juntas entre paredes e tijolos ou substituir as


paredes por similares menos rígidas

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4.17) LAJES - Fissuras de Flexão

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- armadura insuficiente ou mal posicionada

- comprimento de ancoragem insuficiente

- desforma precoce

- sobrecargas não previstas

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- Alternativas de Correção

- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- limitar o valor da sobrecarga, conforme análise


estrutural

- reforçar com chapa metálica aderida com epóxi; ou


através da abertura de sulcos, colocação de armaduras e
preenchimento com argamassa epóxi; ou construção de

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sobrelaje armada aderida com epóxi, combinada com sublaje


armada em concreto projetado

- aplicar impermeabilização adequada

4.18) LAJES – Fissuras de Flexão em Balanço

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- armadura insuficiente ou mal posicionada

- comprimento de ancoragem insuficiente

- desforma precoce

- sobrecargas não previstas

- Alternativas de Correção
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- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- limitar o valor da sobrecarga, conforme análise


estrutural

- reforçar com chapa metálica aderida com epóxi; ou


através da abertura de sulcos, colocação de armaduras e
preenchimento com argamassa epóxi; ou construção de

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sobrelaje armada aderida com epóxi, combinada com sublaje


armada em concreto projetado

- aplicar impermeabilização adequada

4.19) LAJES – Fissuras de Momentos Volventes

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- armadura de canto insuficiente

- proteção térmica insuficiente

- Alternativas de Correção
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- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- reforçar cantos com nova armadura a 45º

- efetuar proteção térmica conveniente

- aplicar impermeabilização adequada

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4.20) LAJES – Fissuras de Retração Hidráulica e Contração


Térmica

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- cura insuficiente

- proteção térmica ineficiente

- excesso de calor de hidratação


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- excesso de água de amassamento

- Alternativas de Correção

- quando se tratar de laje com alta solicitação pode-se


aplicar novo revestimento empregando adesivo base acrílica ou base
epóxi como ponte de aderência

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- quando se tratar de laje com pequena solicitação pode-


se colmatar as fissuras com estucamento

- efetuar proteção térmica conveniente

4.21) LAJES – Punção

- Manifestação Típica

- Diagnóstico

- excesso de carga concentrada


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- laje muito delgada

- concreto de resistência inadequada

- armadura insuficiente

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- Alternativas de Correção

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- reconstituir o monolitismo através de injeção de resina


epóxi com ou sem limitação de sobrecarga, conforme análise
estrutural

- reforçar a laje junto ao apoio com chapas metálicas


aderidas com epóxi

- reforçar o apoio da laje com a criação de capitel na


cabeça do pilar

4.22) PAREDES – Fissuras de Recalque

- Manifestação Típica

- Diagnóstico 01436348609

- recalque das fundações ou dos apoios

- armadura insuficiente

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- Alternativas de Correção

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- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- reforçar a fundação

- aliviar cargas

4.23) PAREDES – Fissuras de Retração Hidráulica e Contração


Térmica

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- movimentação térmica da laje de cobertura

- concreto de resistência inadequada

- movimentação térmica e retração hidráulica

- Alternativas de Correção

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- criar uma junta de movimentação no local da fissura e


preencher com selante

- efetuar proteção térmica eficiente e recompor


monolitismo através de injeção de resina epóxi

- aplicar impermeabilização adequada nas fundações para


impedir umidade ascencional por absorção capilar

4.24) PAREDES – Fissuras de Flexão

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- laje muito flexível em estruturas executadas pelo


processo de formas tipo túnel

- juntas de concretagem mal executadas

- armadura insuficiente

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- Alternativas de Correção

- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- limitar a sobrecarga conforme análise estrutural

- reforçar a parede através de armadura embutida ou


chapas metálicas aderidas ao concreto

4.25) PAREDES – Fissuras de Tração

- Manifestação Típica

- Diagnóstico 01436348609

- armadura insuficiente para difusão de cargas


concentradas

- armadura mal posicionada no projeto ou na execução

- Alternativas de Correção

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- restaurar o monolitismo através de injeção de resina


epóxi

- limitar a sobrecarga conforme análise estrutural

- reforçar a parede através de armadura embutida ou


chapas metálicas aderidas ao concreto

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4.26) FUNDAÇÃO – Defeitos de Elementos Estruturais de


Fundações

- Manifestação Típica

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- Diagnóstico

- projeto inadequado

- concreto de resistência inadequada

- má execução

- Alternativas de Correção

- reforçar os componentes de fundação com problemas:


blocos, sapatas, estacas (parte superior)

- demolir e reconstruir cabeças de estacas com a


aplicação de microconcreto fluido ou concreto.

5 – DEMAIS ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO


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Os serviços de conservação normalmente restringem-se à


substituição de elementos quebrados ou deteriorados. Esta
substituição deve ser feita após a remoção do elemento falho e da
reconstituição original, se assim for o caso, de sua base de apoio,
adotando-se, então, o mesmo processo construtivo descrito nas
Práticas de Construção correspondentes.

Conforme o caso, será necessária a substituição de toda uma


área ao redor do elemento danificado, de modo que, na

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reconstituição do componente, não sejam notadas áreas


diferenciadas, manchadas ou de aspecto diferente, bem como seja
garantido o mesmo desempenho do conjunto.

Se a deterioração do elemento for derivada de causas ou


defeitos de base, deverá esta também ser substituída. Outras causas
decorrentes de sistemas danificados de áreas técnicas diversas, como
hidráulica, elétrica e outras, deverão ser verificadas e sanadas antes
da correção da arquitetura.

As ocorrências mais comuns são as seguintes:

a) Alvenarias

Deve-se descascar ou retirar o revestimento de todo o


componente, deixando à mostra a trinca, rachadura ou área
deteriorada. Procede-se, então, ao seu alargamento e verificação da
causa para sua correção. Após a correção, deverá ser feito
preenchimento com argamassa de cimento e areia no traço
volumétrico 1:3, até obter-se um nivelamento perfeito da superfície.

Posteriormente será aplicado o revestimento para refazer o


acabamento de todo o componente original, atentando-se para a não
formação de áreas de aspecto e desempenho diferentes.

b) Pinturas
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Na constatação de falhas ou manchas, ou mesmo em caso de


conservação preventiva de qualquer pintura de componente da
edificação, deve-se realizar o lixamento completo da área ou
componente afetado, tratamento da base ou da causa do
aparecimento das manchas ou falhas, quando houver.

Posteriormente, procede-se à recomposição total da pintura nas


mesmas características da original, ou com novas características se
assim for determinado.

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c) Revestimento de Pisos

Se placas ou peças do revestimento se destacarem, deverá ser


retirado o revestimento de toda a área em volta e verificar a
existência ou não de problemas na estrutura do piso. Se houver
problemas de dilatação excessiva, recomenda-se a substituição de
todo o piso por elementos mais flexíveis. Se não, procede-se à
recomposição do piso adotando-se o mesmo processo construtivo
descrito nas Práticas de Construção correspondentes.

d) Coberturas

A recomposição de elementos da cobertura deve ser feita


sempre que forem observados vazamentos ou telhas quebradas.
Deve-se seguir sempre os manuais do fabricante, e nunca fazer a
inspeção ou troca de elementos com as telhas molhadas.

e) Impermeabilizações

As impermeabilizações de coberturas devem ser refeitas


periodicamente de acordo com as recomendações do fabricante.
Recomenda-se a retirada de todo o revestimento, limpeza da área a
ser tratada, verificação dos caimentos, das argamassas da base e das
furações, e refazimento completo da impermeabilização. Onde for
possível, poderá ser substituída por cobertura de telhado.
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f) Estruturas Metálicas

f.1) Pontos de Corrosão

Será realizada a limpeza da área afetada, que poderá ser


manual, através de escovas de aço, ou mecânica, através de esmeril
ou jateamento com areia ou grimalha. Após a limpeza deverá ser
medida a espessura da chapa na região afetada para avaliação das
condições de segurança e da necessidade de reforço da estrutura. A
recomposição da pintura, através de procedimento análogo ao da

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aplicação original e recomendações dos fabricantes, será executada


após a avaliação e eventual reforço estrutural.

f.2) Parafusos Frouxos

A existência de parafusos frouxos indicam uma estrutura com


movimentação atípica, não prevista no projeto. De início, os
parafusos deverão ser novamente apertados. O afrouxamento
constante de um mesmo parafuso justifica uma avaliação e eventual
reforço estrutural, pois tal comportamento poderá levar a estrutura à
ruína por fadiga do material.

f.3) Trincas em Soldas e Chapas de Base

As trincas que vierem a ser detectadas tanto em soldas quanto


nos materiais de base, deverão ser recuperadas de acordo com as
recomendações da AWS. O freqüente aparecimento de trincas na
mesma região justifica uma avaliação e eventual reforço da estrutura.

f.4) Falhas na Pintura

As falhas ou manchas na pintura da estrutura deverão ser


recuperadas de conformidade com os procedimentos originais e
recomendações dos fabricantes. Deverá ser pesquisada a causa do
aparecimento das falhas e manchas, a fim de evitar a sua
reincidência. De preferência, a interpretação das anomalias deverá
ser realizada através de parecer técnico do autor do projeto.
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g) Estruturas de Concreto

g.1) Fissuras

A existência de fissuras pode indicar problemas na estrutura da


edificação, devendo ser caracterizadas quanto ao tipo e localização. A
análise das características e aspecto das fissuras permite relacioná-
las com as prováveis causas geradoras:

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· Tração - perpendiculares à direção do esforço atuante e


abrangendo toda a seção transversal da peça;

· Compressão - paralelas à direção do esforço atuante;

· Cisalhamento - inclinadas na direção paralela às bielas de


compressão e geralmente localizadas próximas aos apoios;

· Flexão - perpendiculares ao eixo da estrutura e situando-se na


região tracionada do elemento estrutural;

· Retração - geralmente perpendiculares aos eixos dos


elementos estruturais;

· Torção - inclinadas como as fissuras de cisalhamento, porém


com direção dependendo do sentido da torção;

· Recalques - inclinadas como fissuras de cisalhamento.

Um parecer técnico, de preferência elaborado pelo autor do


projeto, será importante na definição das causas geradoras, bem
como na determinação da terapia da estrutura a ser adotada.
Selantes elásticos, rígidos, ou mesmo um reforço poderão ser
propostos.

g.2) Pontos de Corrosão nas Armaduras

A corrosão está diretamente associada à segurança da


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estrutura pois reduz a seção transversal das armaduras.

As possíveis causas são:

· pequeno cobrimento das armaduras;

· infiltrações diversas.

As terapias podem ser subdivididas em 2 grupos:

- Oxidação sem comprometimento das armaduras


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· remoção de todo o concreto desagregado;

· limpeza da armadura com escova de aço;

· recomposição com argamassa epoxídica.

- Oxidação com comprometimento das armaduras

A metodologia será a mesma anterior com substituição do


trecho de barra comprometida pela corrosão.

h) Fundações

Os problemas relacionados com o desempenho das fundações


das edificações normalmente refletem-se nas suas estruturas. A
existência de fissuras nas estruturas pode indicar anomalias nas
fundações.

Para o reforço das fundações, usualmente são empregadas as


seguintes alternativas:

reforço com estacas de reação tipo “mega”, cravadas abaixo


do bloco da fundação através de macaqueamento, em segmentos
pré-moldados;

· reforço com estacas perfuradas de pequeno diâmetro, tipo raiz


ou micro-estacas, com perfuração da sapata ou bloco de fundação e
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incorporação das estacas a um novo bloco de fundação envolvendo a


sapata ou bloco existente;

· reforço com execução de injeção química ou com “colunas” de


solo cimento tipo “jet grouting” para melhorar as características do
terreno de fundação.

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6 - QUESTÕES COMENTADAS

1) (40 – Metrô-SP/2012 – FCC) A fissuração do concreto


tem influência decisiva na durabilidade da estrutura, uma vez
que permite a entrada de agentes deletérios. A abertura
mínima de fissura é de cerca de 0,13 mm, a partir da qual já
pode ser vista a olho nu. O tipo de fissura provocado pela
restrição do deslocamento da massa de concreto pelas
armaduras e pelos agregados de grande dimensão é chamado
de fissura por

(A) retração plástica.

(B) assentamento plástico.

(C) assentamento do concreto.

(D) retração térmica.

(E) retração hidráulica.

Segundo Ripper & Souza (1998), as fissuras podem ser


consideradas como a manifestação patológica característica das
estruturas de concreto, sendo mesmo o dano de ocorrência mais
comum.
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Possíveis causas do surgimento de tensões trativas superiores à


resistência do concreto à tração, e, conseqüentemente, a geração de
quadros fissuratórios:

a) Deficiências de projeto: as falhas acontecidas em


projetos estruturais, com influência direta na formação de fissuras,
podem ser as mais diversas, assumindo as correspondentes fissuras
configuração própria, função do tipo de esforço a que estão

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submetidas as várias peças estruturais, como se procura exemplificar


na figura a seguir.

Também nos casos em que o esforço predominante é


compressivo, seja em situação de compressão simples ou de flexão
composta, poderão ser desenvolvidos quadros de fissuração de
alguma importância, sempre que as resistências últimas do concreto
forem ultrapassadas, conforme a figura a seguir.

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E as Figuras abaixo identificam vigas sujeitas a quadros de


fissuração diversos, sempre por deficiência de capacidade resistente.

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É há casos de deficiência de capacidade resistente em lajes,


como os mostrados na próxima figura.

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Para as quatro primeiras lajes representadas acima, se essas


fossem peças muito longas, ou seja, lajes armadas em uma só
direção, as fissuras ocorreriam apenas paralelamente ao lado de
maior dimensão da laje, posto que a laje assume o comportamento
de vigas paralelas à menor dimensão.

Observe-se agora o comportamento conjunto de vigas e pilares,


como o exemplificado na figura seguinte, em que o esforço de torção
existente nas vigas é transmitido ao pilar como flexão transversal, e,
o caso de pilar e laje, com as características fissuras por
puncionamento desta última.

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b) Contração plástica do concreto:

Este é o primeiro dos casos em que a fissuração, no processo


de execução de uma determinada peça estrutural, ocorre ainda antes

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da pega do concreto, devido à evaporação excessivamente rápida da


água que foi utilizada em excesso para a feitura do material - nada a
ver com o comportamento reológico próprio do concreto - , sendo
que a massa, em consequência, se contrai de forma irreversível,
podendo este movimento acontecer imediatamente após ao
lançamento do concreto (10 minutos).

Este processo de fissuramento é mais comum em superfícies


extensas, como lajes e paredes, com as fissuras sendo normalmente
paralelas entre si e fazendo ângulo de aproximadamente 45° com os
cantos, sendo superficiais, na grande maioria dos casos. Entretanto,
em função da esbeltez das peça em questão, elas podem vir mesmo
a seccioná-la.

c) Assentamento do concreto / Perda de aderência das


barras da armadura

A fissuração por assentamento do concreto ocorre


sempre que este movimento natural da massa, resultante da
ação da força da gravidade, é impedido pela presença de
fôrmas ou de barras da armadura, sendo tanto maior quanto mais
espessa for a camada de concreto.

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As fissuras formadas pelo assentamento do concreto


acompanham o desenvolvimento das armaduras, e provocam a
criação do chamado efeito de parede, ou de sombra, que consiste na
formação de um vazio por baixo da barra, que reduz a aderência
desta ao concreto. Se o agrupamento de barras for muito grande, as
fissuras poderão interagir entre si, gerando situações mais graves,

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como a de perda total de aderência, quadro já caracterizado na figura


a seguir.

É importante considerar que, em termos de durabilidade,


fissuras como estas, que acompanham as armaduras, são as mais
nocivas, pois facilitam, bem mais que as ortogonais, o acesso direto
dos agentes agressores, facilitando a corrosão das armaduras.

d) Movimentação de fôrmas e escoramentos

A fissuração derivada do movimento de fôrmas e escoramentos


pode resultar de:

- deformação acentuada da peça, gerando alteração de sua


geometria, com perda de resistência e desenvolvimento de um
quadro de fissuração característico de deficiência de capacidade
resistente;

- deformação das fôrmas por mau posicionamento, por falta de


fixação adequada, pela existência de juntas mal vedadas ou de
fendas, ou por absorção da água do concreto, permitindo a criação de
juntas de concretagem não previstas, o que normalmente leva à
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fissuração.

e) Retração do concreto

A retração do concreto é um movimento natural da massa que,


no entanto, é contrariado pela existência de restrições opostas por
obstáculos internos (barras de armadura) e externos (vinculação a
outras peças estruturais).

Se este comportamento reológico não for considerado, quer em


nível de projeto, quer de execução, são grandes as possibilidades do
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desenvolvimento de um quadro de fissuração, que pode levar à


formação de trincas que seccionem completamente as peças mais
esbeltas, como no caso de lajes e paredes.

Além da análise das tensões de retração e da disposição de


armadura de pele, nos casos de peças de grandes dimensões, é
importante cuidar-se da interação da estrutura com o meio ambiente,
na época de sua concretagem (as elevadas temperaturas, os baixos
teores de umidade do ar e a incidência direta de ventos e radiação
solar são aspectos extremamente prejudiciais ao normal
endurecimento do concreto), de que a mistura não tenha água mais
que a necessária e de que as peças sejam convenientemente
curadas.

A figura abaixo mostra configurações típicas de fissuras de


retração (que normalmente são notadas algum tempo depois do
endurecimento do concreto): no caso das vigas, as fissuras situam-se
em todo o contorno da alma das mesmas, paralelas entre si, a
intervalos quase regulares, podendo ocorrer em qualquer ponto do
vão; no caso das lajes, formam uma figura de aspecto de mosaico,
podendo ocorrer em ambas as faces da peça.

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f) Deficiências de execução

As fissuras resultantes de deficiências acontecidas no processo


executivo, seja por incúria, seja por incompetência, assumem, muitas
vezes, aspecto em tudo semelhante ao que foi mostrado, na

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generalidade, para os casos de fissuramento por deficiências de


projeto.

g) Reações expansivas

A reação álcalis-agregado pode dar origem a fissuração devida


à formação de um gel expansivo dentro da massa de concreto. Esta
reação se desenvolve lentamente, podendo mesmo levar vários anos
para surgir, sendo o sintoma mais aparente a fissuração desordenada
nas superfícies expostas. Este quadro não costuma manifestar-se
antes de um ano após a concretagem.

O concreto fissurado interna e externamente e deteriorado pode


perder a durabilidade em grande velocidade, dependendo do tipo de
exposição do elemento estrutural, das condições ambientais, da ação
de águas agressivas (que penetram pelas fissuras e poros) e do
contato das armaduras com o ar. Estas reações são favorecidas pelo
maior grau de umidade do ambiente e pelo fator água-cimento
elevado, assim como pelas altas temperaturas, que as aceleram.

h) Corrosão das armaduras

Gentil (1987) apud Ripper & Souza (1998) refere que, "de
maneira geral, a corrosão poderá ser entendida como a deterioração
de um material, por ação química ou eletroquímica do meio
ambiente, aliada ou não a esforços mecânicos".
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No caso das barras de aço imersas no meio concreto, a


deterioração a que se refere a definição já citada é caracterizada pela
destruição da película passivante existente ao redor de toda a
superfície exterior das barras. Esta película é formada como resultado
do impedimento da dissolução do ferro pela elevada alcalinidade da
solução aquosa que existe no concreto.

Para entender-se o fenômeno, deve-se ter em mente que a


solução aquosa a que se referiu resulta da parcela do excesso da

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água de amassamento do concreto que não é absorvida pela


superfície dos furos e normalmente vai preencher os veios capilares
do concreto.

i ) Recalques diferenciais

O quadro de fissuramento gerado pela falha de um ou mais


apoios de uma determinada estrutura é função de diversos fatores,
sendo os principais a própria magnitude do recalque e a capacidade
ou não da estrutura conseguir assimilá-lo. De uma maneira geral, não
é só a estrutura a ressentir-se deste efeito, mas também, no caso de
edifícios, por exemplo, as alvenarias e os caixilhos.

j ) Variação de temperatura

A instauração de diferentes estados de tensão em diferentes


seções de uma mesma peça estrutural (à semelhança do que se viu
para o caso dos recalques estruturais) e a criação de um estado de
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sobretensão gerado por contração ou dilatação térmica, são situações


que normalmente geram fissuração, posto que, em qualquer dos
casos, criam-se tensões superiores à capacidade resistente ou de
deformação das peças.

Uma situação típica é a que se dá nas coberturas, em particular


as horizontais, muito mais expostas aos gradientes térmicos naturais
do que as peças verticais da estrutura, gerando, em conseqüência,
movimentos diferenciados entre elementos verticais e horizontais

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que, normalmente, resultam em fissuração, agravada no caso de


diferença de inércia (encontro lajes-vigas) ou de materiais resistentes
(lajes mistas ou préfabricadas).

A prevenção contra este tipo de fissuração passa, dentre outros


aspectos, pela correta consideração da influência do meio ambiente,
pela atenção especial ao detalhamento das armaduras das peças
solidárias que possuam inércias muito diferentes, pela correta
disposição de juntas de dilatação e pela consideração cuidadosa das
cores das pinturas a adotar para os vários elementos estruturais.

k) Ações aplicadas

Incluem-se, neste item, os diversos processos de fissuramento


que possam resultar de ações aplicadas localizadamente e passam
tanto por choques de veículos como por introdução de esforços de
protensão, ou ainda pela carga de vigas ou pilares, consideradas
como cargas concentradas.

Gabarito: B

2) (51 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Em uma estrutura


de concreto armado, a corrosão do aço, a corrosão do
concreto, o assentamento plástico do concreto e a aplicação
de preparados inibidores de corrosão nas barras de aço são as
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principais causas da

(A) perda de aderência entre concreto e aço.

(B) dissolução dos agentes ligantes.

(C) desagregação do concreto.

(D) carbonatação do concreto.

(E) deficiência na emenda.

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Segundo Ripper & Souza (1998), a perda de aderência é um


efeito que pode ter consequências ruinosas para a estrutura, e pode
ocorrer entre dois concretos de idades diferentes, na interface de
duas concretagens, ou entre as barras de aço das armaduras e o
concreto.

A perda de aderência entre dois concretos de idades diferentes


ocorre quando a superfície entre o concreto antigo e o concreto novo
estiver suja, quando houver um espaço de tempo muito grande entre
duas concretagens consecutivas e a superfície de contato (junta de
concretagem) não tiver sido convenientemente preparada, ou quando
surgirem trincas importantes no elemento estrutural.

A perda de aderência entre o concreto e o aço ocorre por


causa de:

- corrosão do aço, com sua consequente expansão;

- corrosão do concreto, em função da deterioração por


dissolução dos agentes ligantes;

- assentamento plástico do concreto;

- dilatação ou retração excessiva das armaduras, cuja principal


causa são os incêndios (cargas cíclicas podem dar efeitos
semelhantes);
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- aplicação, nas barras de aço, de preparados inibidores


da corrosão (perda parcial ou total de aderência, em casos
extremos).

Gabarito: A

3) (38 – Metrô-SP/2010 – FCC) A corrosão do aço em meio


aquoso conduz à formação de óxidos/hidróxidos de ferro,

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produtos de corrosão avermelhados que só ocorrem nas


seguintes condições:

I. deve existir um eletrólito.

II. deve existir nitrogênio.

III. deve existir uma diferença de potencial.

IV. devem existir agentes inibidores.

Está correto o que consta em

(A) I, II, III e IV.

(B) II e IV, apenas.

(C) I, II e III, apenas.

(D) II, III e IV, apenas.

(E) I e III, apenas.

A corrosão de armaduras no concreto armado é um fenômeno


de natureza eletroquímica, que pode ser acelerado pela presença de
agentes agressivos externos, do ambiente, ou internos, incorporados
no concreto. Para que a corrosão manifeste-se é necessário que haja
oxigênio (ar), umidade (água) e o estabelecimento de uma célula de
corrosão eletroquímica (heterogeneidade da estrutura), que só ocorre
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após a despassivação da armadura.

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Segundo Thomaz (1989), em qualquer caso o processo de


corrosão do aço é eletroquímico, ou seja, dá-se pela geração de um
potencial elétrico, na presença de um eletrólito - no caso, a
solução aquosa existente no concreto – em contato com um condutor
metálico, a própria barra de aço. A passagem de átomos de ferro à
superfície aquosa, transformando-se em cátions ferro ( F e + + ) ,
com o conseqüente abandono da barra de aço à carga negativa,
instalam a diferença de potencial.
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Desta forma, cria-se um efeito de pilha onde a corrosão instala-


se pela geração de uma corrente elétrica dirigida do anodo para o
catodo, através da água, e do catodo para o anodo, através da
diferença de potencial. No caso do concreto armado, as regiões de
menor concentração de O2 são as anódicas. Da combinação do cátion
F e + + com os ânions (OH)- resulta o hidróxido ferroso, de cor
amarelada, depositado no anodo; no catodo deposita-se o hidróxido
férrico, de cor avermelhada. Estes dois produtos constituem a
ferrugem, evidência mais clara da corrosão do aço.

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Gabarito: E

4) (41 – Metrô-SP/2012 – FCC) A combinação dos íons


alcalinos ou da hidroxila do cimento com alguns tipos de
agregados que possuam certos constituintes silicosos reativos
desencadeiam reações expansivas. Essas reações podem durar
um grande intervalo de tempo, anos até, e comprometer a
durabilidade e a estabilidade da estrutura. Este fenômeno é
denominado

(A) reação álcali-agregado.

(B) retração por ionização.

(C) reação sílica-agregado.

(D) retração silicosa.

(E) retração química.

A descrição corresponde à reação álcali-agregado, que, de


acordo com Ripper & Souza (1998), resulta da interação entre certos
componentes de alguns tipos de agregados (sílica reativa) e os
hidróxidos alcalinos (sódio e potássio) libertos pelo cimento durante
sua hidratação, ou ainda, vindos ao concreto pela penetração de íons
cloreto, por agressão ambiental.
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Os fatores determinantes para ocorrência destas reações


álcalis-agregados são não só a presença e o percentual de agregados
reativos, e o tipo e a concentração de álcalis no cimento, mas
também as condições ambientais de temperatura e, principalmente,
de umidade.

Gabarito: A

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5) (42 – Metrô-SP/2012 – FCC) Sobre as causas da


segregação do concreto, considere:

I. A movimentação das formas permite a fuga da nata de


cimento por juntas mal vedadas ou fendas.

II. O lançamento do concreto de altura inferior a 1 m causa a


separação dos agregados da pasta de cimento.

III. Adensamentos excessivos do concreto causam a migração


da pasta de cimento para a superfície, deixando vazios entre
os agregados.

IV. Baixa densidade das armaduras em alguns pontos causa o


peneiramento do concreto, separando a pasta do agregado.

Está correto o que consta em

(A) II e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) III e IV, apenas.

(D) I e III, apenas.

(E) I, II, III e IV.

De acordo com Ripper & Souza (1998), entende-se por


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desagregação a própria separação física de placas ou fatias de


concreto, com perda de monolitismo e, na maioria das vezes, perda
também da capacidade de engrenamento entre os agregados e da
função ligante do cimento. Como conseqüência, tem-se que uma
peça com seções de concreto desagregado perderá, localizada ou
globalmente, a capacidade de resistir aos esforços que a solicitam.

Causas da desagregação:

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a) Fissuração: assim acontece, por exemplo, nos casos de


deficiência de projeto, em que a geração de fissuras naturalmente
acaba por resultar no desplacamento do concreto, em especial o da
camada de cobrimento das armaduras. Da mesma forma, nos casos
de corrosão das armaduras, em que o concreto se desagrega quando
do aumento de volume das barras de aço, ou ainda quando
acontecem as reações expansivas, que resultam em processo de
desagregação bastante acelerado.
b) Movimentação das fôrmas: nos casos de criação de
juntas de concretagem não previstas, por deslocamento lateral das
fôrmas, ou de fuga de nata de cimento pelas juntas ou fendas das
fôrmas, provocando a segregação do concreto, com sua consequente
desagregação, na maioria dos casos acompanhada de fissuração.
c) Corrosão do concreto: em oposição ao processo de
corrosão do aço das armaduras, que é predominantemente
eletroquímico, a do concreto é puramente química e ocorre por causa
da reação da pasta de cimento com determinados elementos
químicos, causando em alguns casos a dissolução do ligante ou a
formação de compostos expansivos, que são fatores deteriorantes do
concreto.
Pode-se classificar a corrosão do concreto segundo três tipos,
dependendo das ações químicas que lhe dão origem: corrosão por
lixiviação; corrosão química por reação iônica; e corrosão por
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expansão.
A corrosão por lixiviação consiste na dissolução e arraste do
hidróxido de cálcio existente na massa de cimento Portland
endurecido (liberado na hidratação) devido ao ataque de águas puras
ou com poucas impurezas, e ainda de águas pantanosas,
subterrâneas, profundas ou ácidas, que serão responsáveis pela
corrosão, sempre que puderem circular e renovar-se, diminuindo o
pH do concreto.

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Quanto mais poroso o concreto, maior a intensidade da


corrosão. A dissolução, o transporte e a deposição do hidróxido de
cálcio Ca(OH)2 (com formação de estalactites e de estalagmites) dão
lugar à decomposição de outros hidratos, com o conseqüente
aumento da porosidade do concreto que, com o tempo, se
desintegra. É o processo de corrosão que ocorre com mais
freqüência.
A corrosão química por reação iônica ocorre em virtude da
reação de substâncias químicas existentes no meio agressivo com
componentes do cimento endurecido. Esta reação leva à formação de
compostos solúveis, que são carreados pela água em movimento ou
que permanecem onde foram formados, mas, nesse último caso, sem
poder aglomerante. Os principais íons que reagem com os compostos
do cimento são o magnésio, o amônio, o cloro e o nitrato.
Na corrosão por expansão ocorrem reações dos sulfatos com
componentes do cimento, resultando em um aumento do volume do
concreto que provoca sua expansão e desagregação.
Os sulfatos encontram-se presentes em águas que contêm
resíduos industriais, nas águas subterrâneas em geral e na água do
mar, sendo que os sulfatos mais perigosos para o concreto são o
amoníaco, o cálcico, o de magnésio, e o de sódio.
d) Calcinação do concreto: efeitos da ação do fogo sobre
o concreto, que se caracteriza, basicamente, pela alteração da cor e
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pela perda de resistência, sendo este quadro anômalo função direta


da temperatura a que o incêndio atinge, conforme o quadro a seguir:

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De maneira geral, a degradação do concreto dá-se por volta


dos 600°C, e acontece por expansão dos agregados, que
desenvolvem tensões internas que fraturam o concreto (estas
tensões são de magnitude muito variável, posto que os agregados
não têm todos o mesmo coeficiente dc dilatação térmica).
e) Ataques biológicos: várias são as ações biológicas
(raízes de vegetação, microorganismos etc.) que, ao penetrarem no
concreto e acharem o ambiente próprio ao seu desenvolvimento, vêm
a ocupar o espaço dentro de uma massa estrutural, gerando tensões
internas e fraturando o concreto.

Helene (1992) apresenta as seguintes causas para a


segregação do concreto:

- dosagem inadequada

- dimensão máxima característica do agregado graúdo


inadequada

- lançamento e adensamento inadequados

- taxa excessiva de armaduras

E a norma NBR 14931 prevê que o concreto deve ser lançado


com técnica que elimine ou reduza significativamente a segregação
entre seus componentes, observando-se maiores cuidados quanto
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maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura.


Estes cuidados devem ser majorados quando a altura de queda
livre do concreto ultrapassar 2 m, no caso de peças estreitas e
altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa (como nos
pés de pilares e nas juntas de concretagem de paredes). Entre os
cuidados que podem ser tomados, no todo ou em parte, recomenda-
se o seguinte:

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- emprego de concreto com teor de argamassa e consistência


adequados, a exemplo de concreto com características para
bombeamento;

- lançamento inicial de argamassa com composição igual à da


argamassa do concreto estrutural;

- uso de dispositivos que conduzam o concreto, minimizando a


segregação (funis, calhas e trombas, por exemplo).

Gabarito: D

6) (53 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) As falhas no


transporte, no lançamento e no adensamento do concreto
podem provocar

(A) dosagem inadequada do concreto.

(B) segregação entre o agregado graúdo e a argamassa.

(C) cobrimento de concreto insuficiente.

(D) presença de cloretos.

(E) elevação da temperatura interna do concreto.

Helene (1992) apresenta as seguintes causas para a


segregação do concreto: 01436348609

- dosagem inadequada

- dimensão máxima característica do agregado graúdo


inadequada

- lançamento e adensamento inadequados

- taxa excessiva de armaduras

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A norma NBR 14931 prevê que o concreto deve ser lançado


com técnica que elimine ou reduza significativamente a segregação
entre seus componentes, observando-se maiores cuidados quanto
maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura.
Estes cuidados devem ser majorados quando a altura de queda
livre do concreto ultrapassar 2 m, no caso de peças estreitas e
altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa (como nos
pés de pilares e nas juntas de concretagem de paredes). Entre os
cuidados que podem ser tomados, no todo ou em parte, recomenda-
se o seguinte:

- emprego de concreto com teor de argamassa e consistência


adequados, a exemplo de concreto com características para
bombeamento;

- lançamento inicial de argamassa com composição igual à da


argamassa do concreto estrutural;

- uso de dispositivos que conduzam o concreto,


minimizando a segregação (funis, calhas e trombas, por
exemplo).

Portanto, verifica-se que falhas no transporte, no lançamento e


no adensamento do concreto podem provocar a segregação entre o
agregado graúdo e a argamassa.
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Gabarito: B

7) (38 – Metrô-SP/2012 – FCC) Depois de implantado e


exposto às intempéries e aos carregamentos, o concreto sofre
deterioração. Entre os principais mecanismos de deterioração
do concreto está a lixiviação, caracterizada pela

(A) expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento


e certos agregados reativos.

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(B) expansão por ação de águas e solos que contenham ou


estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado.

(C) ação de águas puras, carbônicas agressivas ou ácidas que


dissolvem e carreiam os compostos hidratados da pasta de
cimento.

(D) reações deletérias superficiais de certos agregados


decorrentes de transformações de produtos ferruginosos
presentes na sua constituição mineralógica.

(E) despassivação por elevado teor de íon cloro.

A NBR 6118 apresenta os seguintes mecanismos de


envelhecimento e deterioração das estruturas de concreto:

a) Mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao


concreto:

- lixiviação: por ação de águas puras, carbônicas agressivas


ou ácidas que dissolvem e carreiam os compostos hidratados da
pasta de cimento;

- expansão por ação de águas e solos que contenham ou


estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado;
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- expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e


certos agregados reativos;

- reações deletérias superficiais de certos agregados


decorrentes de transformações de produtos ferruginosos presentes na
sua constituição mineralógica.

b) Mecanismos preponderantes de deterioração relativos à


armadura:

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- despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás


carbônico da atmosfera;

- despassivação por elevado teor de íon cloro (cloreto).

c) Mecanismos de deterioração da estrutura propriamente dita:

São todos aqueles relacionados às ações mecânicas,


movimentações de origem térmica, impactos, ações cíclicas, retração,
fluência e relaxação.

Gabarito: C

8) (57 – Defensoria/2009 – FCC) Sobre envelhecimento e


deterioração do concreto, diz-se dos mecanismos
preponderantes de deterioração relativos à armadura, aqueles
que sofrem:

(A) retração hidráulica nas superfícies horizontais de


coberturas, pátios e estacionamentos, decorrente de
exposição à chuva de ambientes predominantemente secos.

(B) lixiviação por ação de águas puras, carbônicas agressivas


ou ácidas, que dissolvem e carreiam os compostos hidratados
da pasta de cimento.

(C) reações deletérias superficiais


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de certos agregados
decorrentes de transformações de produtos ferruginosos
presentes na sua constituição mineralógica.

(D) expansão por ação de águas e solos que contenham ou


estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado.

(E) despassivação por carbonatação decorrente da ação do


gás carbônico da atmosfera e por elevado teor de íon cloro.

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Conforme vimos na questão anterior, segundo a NBR 6118, os


mecanismos preponderantes de deterioração relativos à armadura:

- despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás


carbônico da atmosfera;

- despassivação por elevado teor de íon cloro (cloreto).

Gabarito: E

9) (44 – Metrô-SP/2012 – FCC) A técnica de reparação das


superfícies degradadas de concreto que consiste em retirar a
camada mais externa do concreto, pode ser feita por meio
manual ou mecânico, com o intuito de aumentar a aderência
para a aplicação de uma nova camada de revestimento em
concreto ou argamassa, é denominada

(A) escovação.

(B) corte.

(C) remoção.

(D) estucamento.

(E) apicoamento.

De acordo com Ripper & Souza (1998), admite-se que apicoar


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seja o ato de retirar a camada mais externa do concreto das peças


estruturais, normalmente com o intuito de potencializá-las para a
complementação com uma camada adicional de revestimento, em
concreto ou argamassa, para aumento da espessura de cobrimento
das armaduras. Assim, as espessuras de apicoamento são, em geral,
de até 10 mm.

O apicoamento pode ser mecânico ou manual e a escolha do


processo depende da profundidade de concreto que se deseja

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remover e do grau de rugosidade e homogeneidade que se queira


conferir à superfície tratada.

Além do apicoamento, há outras técnicas que se relacionam


diretamente com intervenções de recuperação ou de reforço em
superfícies expostas de concreto, sejam estas técnicas simples
tratamentos ou etapas componentes de um sistema de recuperação
e/ou de reforço, tais como:

- polimento: muito utilizado nos casos em que a superfície de


concreto se apresenta inaceitavelmente áspera, quer em decorrência
de deficiências executivas - dosagens equivocadas do concreto,
utilização de fôrmas brutas ou ásperas (em concreto aparente), falta
de vibração adequada, etc., quer como resultado do desgaste pelo
próprio uso.

- lavagens:

a) pela aplicação de soluções ácidas: para a remoção de


tintas, ferrugens, graxas, carbonatos, resíduos e manchas de
cimento;

b) pela aplicação de soluções alcalinas: finalidade


semelhante à das soluções ácidas;

c) com jatos d’água: para limpeza e preparação do


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substrato para a futura recepção do material de reparação;

- limpezas especiais:

a) jatos de vapor: destinam-se a trabalhar as superfícies


existentes, com a finalidade exclusiva de limpeza, ou como
preparação para aplicação de material dc reparação;

b) jatos de ar comprimido: remoção da poeira e das


partículas menores que ficam na superfície a ser recuperada, após os

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trabalhos de corte e apicoamento de concreto danificado,


particularmente nos pontos de mais difícil acesso;

c) jatos de areia: sem ou com a presença de água - sendo


este último o caso mais comum - pode ser considerada como a
principal tarefa na preparação das superfícies para a recepção dos
materiais de recuperação, sendo normalmente utilizada na maioria
dos sistemas de recuperação imediatamente após os trabalhos de
corte e/ou apicoamento do concreto;

d) jatos de limalha de aço: alternativa viável, em alguns


casos, ao jato de areia. É menos poluente do que aquele, mas bem
mais abrasivo, não sendo aplicável, por exemplo, no caso de
existência de armaduras expostas, já corroídas e com pequenos
diâmetros, ou mesmo quando for necessário muito rigor no controle
de superfície final do concreto, em termos de profundidade de
desgaste;

e) queima a maçarico: destina-se a remover sujeiras tais


como graxas e óleos, por induzir desagregação de uma camada de
concreto de até 5 mm de espessura, o que implica sua utilização no
caso de superfícies ligeiramente esfoliadas;

f) escovação manual: aplicada exclusivamente em


pequenas superfícies e, muito particularmente, no caso de pequenas
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extensões de barras de aço que estejam com evidência de corrosão


ou mesmo que simplesmente careçam de limpeza para implemento
de suas capacidades aderentes.

- saturação: processo exclusivamente preparatório de


superfícies e que visa garantir melhor aderência das mesmas aos
concretos ou às argamassas de base cimentícia que sobre elas serão
aplicadas, como materiais complementares para restabelecimento ou
alteração da geometria original das peças de concreto.

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- corte (remoção profunda de concreto degradado): toda


e qualquer remoção de concreto que, sem ser apenas uma limpeza
superficial - apicoamento - também não chega a ser propriamente
uma demolição.

Gabarito: E

10) (32 – SAEP/2014 – VUNESP) Em uma estrutura de


concreto armado aparente deteriorada, a recuperação deve
ser iniciada com a delimitação da região do reparo com disco
de corte. No sequenciamento das várias etapas, uma é a
aplicação de argamassa polimérica à base de cimento para
recompor a parte deteriorada. Esse processo de recuperação
deve ser finalizado com

(A) a aplicação de ponte de aderência.

(B) a limpeza do remanescente na região do reparo com jato


de areia.

(C) a saturação da superfície com água.

(D) o acabamento cuidadoso do reparo executado com uma


desempenadeira de madeira, de feltro ou de aço.

(E) o apicoamento da superfície.


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Helene (1992) indica para os reparos superficiais localizados:

- alcance de 0,5 cm a 2,5 cm;

- espessura do corte do contorno ≥ 0,5 cm para superfícies em


geral e ≥ 1 cm para pisos;

- substrato: saturado e com superfície seca, sem


empoçamentos;

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- preparação: aplicar ponte de aderência constituída por pasta


de cimento aditivada com produto adesivo. Pressionar fortemente
a argamassa polimérica base cimento contra o substrato, em
camadas sequenciais de 1 cm, até atingir a máxima espessura
desejada (≤ 2,5 cm);

- acabamento: desempenadeira de madeira, de feltro


(espuma) ou de aço;

- cura: úmida por 7 dias ou duas demãos de produto adesivo


aplicadas com pulverizador ou, após o início da pega, com trincha ou
rolo. Nas primeiras 36 horas evitar radiação solar direta através de
anteparos.

Gabarito: D

11) (45 – Metrô-SP/2012 – FCC) O tratamento de fissuras é


distinto no caso de fissuras ativas ou passivas. Para o caso de
fissuras ativas deverá ser instalado um material que conviva
com a patologia, porém, impedindo a sua progressão. Já para
as fissuras passivas, o tratamento deve garantir que a fissura
seja fechada. A injeção das fissuras é normalmente feita com
a utilização de resinas, sendo que a seleção deve contemplar
três aspectos: a viscosidade, o módulo de elasticidade e o
coeficiente de polimerização do material. É característica da
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resina poliuretânica a

(A) durabilidade média.

(B) adição de solventes.

(C) baixa aderência ao concreto sob fluxo d’água.

(D) baixa viscosidade.

(E) aplicação apenas em fissuras ativas.

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De acordo com Ripper & Souza (1998), o tratamento de peças


fissuradas está diretamente ligado à perfeita identificação da causa
da fissuração, ou, dito de outra forma, do tipo de fissura com que se
está a lidar, particularmente no que diz respeito à atividade (variação
de espessura) ou não da mesma, e da necessidade ou não de se
executar reforços estruturais (casos em que as fissuras resultam de
menor capacidade resistente da peça).

A formulação do tratamento poderá ainda ser merecedora de


alguns ajustes em função da existência ou não de rede de fissuras
(quando a solução passará, normalmente, pela aplicação de
revestimentos elásticos) e da penetração da fissura no elemento
estrutural, ou seja, da superficialidade ou profundidade da fissura,
particularmente quanto à definição do material a utilizar, já que o
tratamento será normalmente mais simples nos casos superficiais,
não sendo mesmo, em algumas situações, necessário recorrer-se às
resinas epoxídicas, que são mais caras, podendo-se ficar pela
utilização de nata de cimento Portland incorporada com aditivo
expansor, nos casos de obstrução rija.

Havendo ou não atividade, sempre se pretenderá, com o


tratamento, criar uma barreira ao transporte nocivo de líquidos e
gases para dentro das fissuras, impedindo a contaminação do
concreto e até das armaduras.
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No caso das fissuras ativas, é só o que se pode fazer, a menos


que seja eliminada a causa que as gerou, casos em que passarão a
ser passivas. Assim, não terá sentido dizer-se do "fechamento" de
fissuras ativas, porque se fosse tentado restabelecer o monolitismo a
peça voltaria a se abrir, senão no mesmo ponto, que naturalmente
deverá ter ficado mais resistente, ao menos ao lado, posto que a
causa ainda persistirá.

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Portanto, em se tratando de fissuras ativas, deve-se promover


a vedação, cobrindo os bordos externos da mesma e, eventualmente,
preenchendo-a com material elástico e não resistente. Deverá ser
sempre uma obstrução macia, que admita e conviva com a patologia
instaurada, impedindo, no entanto, a degradação do concreto.

Já nos casos passivos, para além do estabelecimento do


dispositivo protetor, há que se garantir que a peça

volte a funcionar como um todo, monoliticamente, ou seja, há


que se fechar a fissura, o que é conseguido pela

injeção de um material aderente e resistente, normalmente


resina epoxídica.

As fissuras com abertura superior a 0,1 mm devem ser


injetadas, procedimento que é sempre feito sob baixa pressão (< 0,1
MPa), com exceção dos casos em que as aberturas já são superiores
a 3,0 mm e não muito profundas, quando é admissível o enchimento
por gravidade.

Entende-se por injeção a técnica que garante o perfeito


enchimento do espaço formado entre as bordas de uma fenda,
independentemente de se estar injetando para restabelecer o
monolitismo de fendas passivas, casos em que são usados materiais
rígidos, como epóxi ou grautes, ou para a vedação de fendas ativas,
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que são situações mais raras, em que se injetam resinas acrílicas


ou poliuretânicas.

As resinas epoxídicas são as preferidas na grande maioria dos


casos em que se pretende injetar fissuras inativas, por serem
produtos não retráteis, de baixa viscosidade, altas capacidades
resistente e aderente e bom comportamento em presença de agentes
agressivos, além de endurecerem muito rapidamente e de

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continuarem a manter suas características básicas mesmo quando


carregadas com fillers.

De acordo com o site da Basf1, as resinas de poliuretano


hidroativadas são utilizadas para selamento de fissuras ativas
podendo trabalhar também na presença de umidade e em fissuras
com fluxo de água. Além disso, por serem extremamente elásticas
e possuírem elevado poder de aderência, não impedem a
movimentação da estrutura sendo, por isso, indicadas em estruturas
hidráulicas.

Conforme Almeida Júnior (2008), as resinas de poliuretano para


injeção de fissuras devem apresentar baixa viscosidade e ser
isentas de solvente.

As principais características são:

- Flexibilidade: podem ser aplicadas em fissuras passivas e


ativas ;

- Baixa viscosidade: penetram em fissuras > 0,1mm

- Isentas de solvente: tem estabilidade volumétrica após a


cura;

- Excelente aderência ao substrato de concreto, mesmo com


fluxo d’água; e 01436348609

- Grande durabilidade: superam 100 anos em estruturas de


concreto.

Gabarito: D

1
Fonte: < http://www.basf-cc.com.br/PT/informacao/artigostecnicos/Pages/Artigo19.aspx>

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12) (38 – Metrô/2009 – FCC) Na execução de alvenarias de


vedação, variações dimensionais induzem a tensões internas,
cujos alívios se manifestam sob forma de

(A) intensificação das deformações higroscópicas.

(B) desalinhamentos verticais e empenamentos.

(C) desplacamento do revestimento cerâmico.

(D) elevação da temperatura superficial.

(E) trincas e fissuras.

As variações dimensionais podem ser causadas por mudanças


no teor de umidade dos materiais (movimentações higroscópicas)
e/ou por gradientes térmicos (movimentações térmicas).

De acordo com Thomaz (1989), os elementos e componentes


de uma construção estão sujeitos a variações de temperatura, diárias
e sazonais, que dão origem a uma variação dimensional dos materiais
de construção (dilatação ou contração). Os movimentos de dilatação
e contração são restringidos pelos diversos vínculos que envolvem os
elementos e componentes, desenvolvendo-se nos materiais, por este
motivo, tensões que poderão provocar o aparecimento de fissuras.

As movimentações térmicas de um material estão relacionadas


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com as propriedades físicas do mesmo e com a intensidade da


variação da temperatura, enquanto que a magnitude das tensões
desenvolvidas é função da intensidade da movimentação, do grau de
restrição imposto pelos vínculos a esta movimentação e das
propriedades elásticas do material.

As fissuras de origem térmica podem também surgir por


movimentações diferenciadas entre componentes de um elemento,
entre elementos de um sistema e entre regiões distintas de um
mesmo material.

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E as mudanças higroscópicas provocam variações dimensionais


nos materiais porosos que integram os elementos e componentes da
construção. O aumento do teor de umidade produz uma expansão do
material enquanto que a diminuição desse teor provoca uma
contração. No caso da existência de vínculos que impeçam ou
restrinjam essas movimentações poderão ocorrer fissuras nos
elementos e componentes do sistema construtivo.

Gabarito: E

13) (58 – TRE-MS/2007 – FCC) As trincas inclinadas na


parede de alvenaria são causadas por

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(A) recalques diferenciais entre pilares.

(B) dilatação térmica da alvenaria.

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(C) retração da argamassa de assentamento.

(D) retração da estrutura de concreto.

(E) deformação hidroscópica da alvenaria.

Conforme vimos na aula, fissuras inclinadas indicam recalque


das fundações ou dos apoios. A figura acima se assemelha à figura 96
apresentada por Thomaz (1989), representando recalques
diferenciados entre pilares, quando surgem trincas inclinadas na
direção do pilar que sofreu maior recalque:

Seguem mais figuras da publicação de Thomaz (1989), que


apresentam as trincas nas alvenarias decorrentes de recalques
diferenciados: 01436348609

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Gabarito: A

14) (51 – TRE-SE/2007 – FCC) As trincas que aparecem no


muro de alvenaria, abaixo representado, são causadas por:

(A) movimentação térmica.

(B) recalque das fundações.

(C) cargas verticais não previstas. 01436348609

(D) efeito do vento horizontal.

(E) ineficiência da argamassa de assentamento.

A figura acima se assemelha à figura 11 da publicação de


Thomaz (1989), conforme a seguir:

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Thomaz (1989) explica que os muros muito extensos


geralmente apresentam fissuras devidas a movimentações térmicas,
sendo essas fissuras, tipicamente verticais, com aberturas da ordem
de 2 a 3 mm. Em função da natureza dos componentes de alvenaria,
as fissuras manifestam-se a cada 4 ou 5 m, podendo ocorrer nos
encontros da alvenaria com os pilares ou mesmo no corpo da
alvenaria.

As fissuras provocadas pelas movimentações térmicas


normalmente iniciam-se na base do muro, em razão das restrições
que a fundação oferece à sua livre movimentação. Em função da
resistência à tração da argamassa de assentamento e dos
componentes de alvenaria as fissuras poderão acompanhar as juntas
verticais de assentamento ou mesmo estenderem-se através dos
componentes de alvenaria, conforme as figuras a seguir:

- a resistência à tração dos componentes de alvenaria é


superior à resistência à tração da argamassa ou à tensão de
aderência argamassa/blocos:
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- a resistência à tração dos componentes de alvenaria é igual


ou inferior à resistência à tração da argamassa ou à tensão de
aderência argamassa/blocos:

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Gabarito: A

15) (98 – MPE-SE/2009 – FCC) O pó branco acumulado sobre


a superfície, juntamente com sais solúveis presentes no
elemento alvenaria, representam a patologia denominada

(A) encrustação.

(B) bolor.

(C) eflorescência.

(D) vesículas.

(E) fissura.

A questão traz a definição de eflorescência, que é uma


patologia caracterizada pelo aparecimento, na superfície do
revestimento, de depósitos cristalinos de cor esbranquiçada,
comprometendo a aparência do revestimento.

Gabarito: C
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16) (46 – Pref. Cubatão/2012 – VUNESP) Após a execução de


uma obra, verificaram-se fissuras inclinadas próximas aos
apoios de uma viga de concreto armado. A figura a seguir
ilustra a patologia apresentada pela viga

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Verificado o projeto estrutural que não apresentou problemas


nem inconsistência com o carregamento submetido, conclui--
se que houve insuficiência de armadura durante a construção.
Essa armadura é a

(A) de pele.

(B) de porta-estribo.

(C) longitudinal inferior (positiva).

(D) longitudinal superior (negativa).

(E) transversal (estribos)

Fissuras inclinadas próximas ao apoio é uma manifestação


típica de Fissuras de Cisalhamento, que, segundo Helene (1992),
podem ser causadas por:

- sobrecargas não previstas 01436348609

- estribos insuficientes

- estribos mal posicionados no projeto ou na execução

- concreto de resistência inadequada

Considerando que a questão já restringiu a causa do problema


à insuficiência de armadura, podemos concluir que se refere à
armadura transversal, representada pelos estribos.

Gabarito: E
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17) (18 – SAEP/2014 – VUNESP) Após a execução de uma


viga de concreto armado observaram-se fissuras inclinadas
próximas ao apoio. Se o projeto estrutural não apresentou
problemas nem inconsistência relacionados ao carregamento
submetido, conclui-se que houve insuficiência de armadura
durante a construção. Essa armadura é a

(A) de porta-estribo.

(B) transversal.

(C) de pele.

(D) longitudinal inferior.

(E) longitudinal superior.

Conforme vimos na questão anterior, podemos concluir que


01436348609

houve insuficiência de armadura transversal, representada pelos


estribos.

Gabarito: B

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7 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

1) (40 – Metrô-SP/2012 – FCC) A fissuração do concreto


tem influência decisiva na durabilidade da estrutura, uma vez
que permite a entrada de agentes deletérios. A abertura
mínima de fissura é de cerca de 0,13 mm, a partir da qual já
pode ser vista a olho nu. O tipo de fissura provocado pela
restrição do deslocamento da massa de concreto pelas
armaduras e pelos agregados de grande dimensão é chamado
de fissura por

(A) retração plástica.

(B) assentamento plástico.

(C) assentamento do concreto.

(D) retração térmica.

(E) retração hidráulica.

2) (51 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Em uma estrutura


de concreto armado, a corrosão do aço, a corrosão do
concreto, o assentamento plástico do concreto e a aplicação
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de preparados inibidores de corrosão nas barras de aço são as


principais causas da

(A) perda de aderência entre concreto e aço.

(B) dissolução dos agentes ligantes.

(C) desagregação do concreto.

(D) carbonatação do concreto.

(E) deficiência na emenda.

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3) (38 – Metrô-SP/2010 – FCC) A corrosão do aço em meio


aquoso conduz à formação de óxidos/hidróxidos de ferro,
produtos de corrosão avermelhados que só ocorrem nas
seguintes condições:

I. deve existir um eletrólito.

II. deve existir nitrogênio.

III. deve existir uma diferença de potencial.

IV. devem existir agentes inibidores.

Está correto o que consta em

(A) I, II, III e IV.

(B) II e IV, apenas.

(C) I, II e III, apenas.

(D) II, III e IV, apenas.

(E) I e III, apenas.

4) (41 – Metrô-SP/2012 – FCC) A combinação dos íons


alcalinos ou da hidroxila do cimento com alguns tipos de
agregados que possuam certos constituintes silicosos reativos
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desencadeiam reações expansivas. Essas reações podem durar


um grande intervalo de tempo, anos até, e comprometer a
durabilidade e a estabilidade da estrutura. Este fenômeno é
denominado

(A) reação álcali-agregado.

(B) retração por ionização.

(C) reação sílica-agregado.

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(D) retração silicosa.

(E) retração química.

5) (42 – Metrô-SP/2012 – FCC) Sobre as causas da


segregação do concreto, considere:

I. A movimentação das formas permite a fuga da nata de


cimento por juntas mal vedadas ou fendas.

II. O lançamento do concreto de altura inferior a 1 m causa a


separação dos agregados da pasta de cimento.

III. Adensamentos excessivos do concreto causam a migração


da pasta de cimento para a superfície, deixando vazios entre
os agregados.

IV. Baixa densidade das armaduras em alguns pontos causa o


peneiramento do concreto, separando a pasta do agregado.

Está correto o que consta em

(A) II e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) III e IV, apenas. 01436348609

(D) I e III, apenas.

(E) I, II, III e IV.

6) (53 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) As falhas no


transporte, no lançamento e no adensamento do concreto
podem provocar

(A) dosagem inadequada do concreto.

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(B) segregação entre o agregado graúdo e a argamassa.

(C) cobrimento de concreto insuficiente.

(D) presença de cloretos.

(E) elevação da temperatura interna do concreto.

7) (38 – Metrô-SP/2012 – FCC) Depois de implantado e


exposto às intempéries e aos carregamentos, o concreto sofre
deterioração. Entre os principais mecanismos de deterioração
do concreto está a lixiviação, caracterizada pela

(A) expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento


e certos agregados reativos.

(B) expansão por ação de águas e solos que contenham ou


estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado.

(C) ação de águas puras, carbônicas agressivas ou ácidas que


dissolvem e carreiam os compostos hidratados da pasta de
cimento.

(D) reações deletérias superficiais de certos agregados


decorrentes de transformações de produtos ferruginosos
presentes na sua constituição mineralógica. 01436348609

(E) despassivação por elevado teor de íon cloro.

8) (57 – Defensoria/2009 – FCC) Sobre envelhecimento e


deterioração do concreto, diz-se dos mecanismos
preponderantes de deterioração relativos à armadura, aqueles
que sofrem:

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(A) retração hidráulica nas superfícies horizontais de


coberturas, pátios e estacionamentos, decorrente de
exposição à chuva de ambientes predominantemente secos.

(B) lixiviação por ação de águas puras, carbônicas agressivas


ou ácidas, que dissolvem e carreiam os compostos hidratados
da pasta de cimento.

(C) reações deletérias superficiais de certos agregados


decorrentes de transformações de produtos ferruginosos
presentes na sua constituição mineralógica.

(D) expansão por ação de águas e solos que contenham ou


estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado.

(E) despassivação por carbonatação decorrente da ação do


gás carbônico da atmosfera e por elevado teor de íon cloro.

9) (44 – Metrô-SP/2012 – FCC) A técnica de reparação das


superfícies degradadas de concreto que consiste em retirar a
camada mais externa do concreto, pode ser feita por meio
manual ou mecânico, com o intuito de aumentar a aderência
para a aplicação de uma nova camada de revestimento em
concreto ou argamassa, é denominada
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(A) escovação.

(B) corte.

(C) remoção.

(D) estucamento.

(E) apicoamento.

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10) (32 – SAEP/2014 – VUNESP) Em uma estrutura de


concreto armado aparente deteriorada, a recuperação deve
ser iniciada com a delimitação da região do reparo com disco
de corte. No sequenciamento das várias etapas, uma é a
aplicação de argamassa polimérica à base de cimento para
recompor a parte deteriorada. Esse processo de recuperação
deve ser finalizado com

(A) a aplicação de ponte de aderência.

(B) a limpeza do remanescente na região do reparo com jato


de areia.

(C) a saturação da superfície com água.

(D) o acabamento cuidadoso do reparo executado com uma


desempenadeira de madeira, de feltro ou de aço.

(E) o apicoamento da superfície.

11) (45 – Metrô-SP/2012 – FCC) O tratamento de fissuras é


distinto no caso de fissuras ativas ou passivas. Para o caso de
fissuras ativas deverá ser instalado um material que conviva
com a patologia, porém, impedindo a sua progressão. Já para
as fissuras passivas, o tratamento deve garantir que a fissura
seja fechada. A injeção das fissuras é normalmente feita com
01436348609

a utilização de resinas, sendo que a seleção deve contemplar


três aspectos: a viscosidade, o módulo de elasticidade e o
coeficiente de polimerização do material. É característica da
resina poliuretânica a

(A) durabilidade média.

(B) adição de solventes.

(C) baixa aderência ao concreto sob fluxo d’água.

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(D) baixa viscosidade.

(E) aplicação apenas em fissuras ativas.

12) (38 – Metrô/2009 – FCC) Na execução de alvenarias de


vedação, variações dimensionais induzem a tensões internas,
cujos alívios se manifestam sob forma de

(A) intensificação das deformações higroscópicas.

(B) desalinhamentos verticais e empenamentos.

(C) desplacamento do revestimento cerâmico.

(D) elevação da temperatura superficial.

(E) trincas e fissuras.

13) (58 – TRE-MS/2007 – FCC) As trincas inclinadas na


parede de alvenaria são causadas por

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(A) recalques diferenciais entre pilares.

(B) dilatação térmica da alvenaria.

(C) retração da argamassa de assentamento.

(D) retração da estrutura de concreto.

(E) deformação hidroscópica da alvenaria.

14) (51 – TRE-SE/2007 – FCC) As trincas que aparecem no


muro de alvenaria, abaixo representado, são causadas por:

(A) movimentação térmica.

(B) recalque das fundações.

(C) cargas verticais não previstas.

(D) efeito do vento horizontal.


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(E) ineficiência da argamassa de assentamento.

15) (98 – MPE-SE/2009 – FCC) O pó branco acumulado sobre


a superfície, juntamente com sais solúveis presentes no
elemento alvenaria, representam a patologia denominada

(A) encrustação.

(B) bolor.

(C) eflorescência.

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(D) vesículas.

(E) fissura.

16) (46 – Pref. Cubatão/2012 – VUNESP) Após a execução de


uma obra, verificaram-se fissuras inclinadas próximas aos
apoios de uma viga de concreto armado. A figura a seguir
ilustra a patologia apresentada pela viga

Verificado o projeto estrutural que não apresentou problemas


nem inconsistência com o carregamento submetido, conclui--
se que houve insuficiência de armadura durante a construção.
Essa armadura é a

(A) de pele.

(B) de porta-estribo.

(C) longitudinal inferior (positiva). 01436348609

(D) longitudinal superior (negativa).

(E) transversal (estribos)

17) (18 – SAEP/2014 – VUNESP) Após a execução de uma


viga de concreto armado observaram-se fissuras inclinadas
próximas ao apoio. Se o projeto estrutural não apresentou
problemas nem inconsistência relacionados ao carregamento

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submetido, conclui-se que houve insuficiência de armadura


durante a construção. Essa armadura é a

(A) de porta-estribo.

(B) transversal.

(C) de pele.

(D) longitudinal inferior.

(E) longitudinal superior.

8 – GABARITO

1) B 2) A 3) E 4) A

5) D 6) B 7) C 8) E

9) E 10) D 11) D 12) E


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13) A 14) A 15) C 16) E

17) B

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9 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Almeida Júnior, Waldomiro. Sistemas de Injeção para


Estancamento de Infiltrações e Recomposição Estrutural das
Estruturas de Concreto de Usinas Hidrelétricas. VI Simpósio
Brasileiro sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas. Belo
Horizonte: 2008.

- Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR


5462/1994 - Confiabilidade e mantenabilidade.

- Helene, Paulo. Manual para Reparo, Reforço e Proteção de


Estruturas de Concreto. São Paulo. Pini: 1992.

- Ripper, Thomaz & Souza, Vicente C. M. de. Patologia,


Recuperação e Reforço de Estruturas de Concreto. São Paulo.
Pini: 1998.

- Thomaz, Èrcio. Trincas em Edifícios. São Paulo. Pini:IPT/EPUSP:1989.

- Yazigi, Walid. Técnica de Edificar. São Paulo. Pini: 2009.

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ANEXO

Tabela - “Patologias – Possíveis Causas e Origens”, do Professor


Pedro Kopschitz, na apostila Construção de Edifícios.

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