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Aulas 26 e 27

Graciliano Ramos

A obra

Vidas secas, 1938
Vidas secas, 1938

Graciliano Ramos

O escritor

O escritor Graciliano Ramos de Oliveira 1892 - Quebrângulo, AL 1953 - Rio de Janeiro, RJ

Graciliano Ramos de Oliveira

  • 1892 - Quebrângulo, AL

  • 1953 - Rio de Janeiro, RJ

Prosa de 30

A década do romance no Brasil

José Américo de Almeida: PA José Lins do Rego: PE e PA

Rachel de Queiroz: CE

Jorge Amado: BA Érico Veríssimo: RS

Prosa Regionalista

Prosa de 30 A década do romance no Brasil José Américo de Almeida: PA José Lins
Prosa de 30 A década do romance no Brasil José Américo de Almeida: PA José Lins

Graciliano Ramos: AL

Marques Rebelo José Geraldo Vieira

Lúcio Cardoso

Cornélio Pena Cyro dos Anjos Dionélio Machado

Otávio de Faria

Prosa Intimista

© Prof. Eloy Gustavo

Graciliano Ramos 1892-1953

Romances

1933: Caetés

1934: São Bernardo 1936: Angústia 1938: Vidas Secas

Memória

1945: Infância 1953: Memórias do Cárcere

© Prof. Eloy Gustavo

Vidas Secas

Vidas Secas © Prof. Eloy Gustavo

© Prof. Eloy Gustavo

SOBRE O LIVRO:

Foi publicado em 1938, após a temporada de Graciliano na cadeia.

Capítulos escritos fora de ordem e publicados separadamente em jornais.

É considerado um romance desmontável, com 13 capítulos autônomos.

O único livro de Graciliano em terceira pessoa, com narrador onisciente.

O texto discute a questão do trabalhador rural.

O domínio da linguagem é instrumento de poder.

• As personagens são “zoomorfizadas”, enquanto Baleia é “antropomorfizada”.

Uso do discurso indireto livre.

Protagonistas:

Conflito

Fabiano, Sia Vitória, menino mais velho, menino mais novo, Baleia

Protagonistas: Conflito Fabiano, Sia Vitória, menino mais velho, menino mais novo, Baleia zoomorfização antropomorfização Conflito: Adquirir
Protagonistas: Conflito Fabiano, Sia Vitória, menino mais velho, menino mais novo, Baleia zoomorfização antropomorfização Conflito: Adquirir

zoomorfização

antropomorfização

Conflito: Adquirir a dignidade de um ser humano

Fabiano:

  • - sou um ser humano?

  • - aptidão para a fala de Tomás da Bolandeira

  • - educação dos filhos

Sia Vitória: cama igual à cama de Tomás da Bolandeira

Meninos: educação

  • - mais novo: ser vaqueiro

  • - mais velho: palavra inferno

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Fabiano Menino Menino Sia Vitória Baleia mais novo mais velho
Fabiano
Menino
Menino
Sia Vitória
Baleia
mais novo
mais velho

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Antagonistas

natureza

patrão

comerciantes Sinhá Terta

soldado amarelo

cobrador de impostos

  • natureza
    patrão

Fabiano

X

Sia Vitória

X

Meninos

X

Baleia

X

  • natureza
    distância e incompreensão dos outros (educação)

natureza

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Antagonistas Soldado amarelo - Opressão dos desvalidos Comerciante - Roubo nos preços - Adulteração da mercadoria

Antagonistas

Antagonistas Soldado amarelo - Opressão dos desvalidos Comerciante - Roubo nos preços - Adulteração da mercadoria

Soldado amarelo - Opressão dos desvalidos

Comerciante

  • - Roubo nos preços

  • - Adulteração da mercadoria

Antagonistas Soldado amarelo - Opressão dos desvalidos Comerciante - Roubo nos preços - Adulteração da mercadoria

Patrão - Roubo no salário

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A figura positiva Tomás da Bolandeira - Proprietário (bolandeira – descaroçador algodão) - Letrado (fala bem

A figura positiva

A figura positiva Tomás da Bolandeira - Proprietário (bolandeira – descaroçador algodão) - Letrado (fala bem

Tomás da Bolandeira

  • - Proprietário (bolandeira descaroçador algodão)

  • - Letrado (fala bem bom vocabulário)

  • - Respeitoso com todos, mesmo com os peões

  • - Sofreu os efeitos da seca

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Capítulo 1 - Mudança

Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais

novo, a cachorra Baleia e o papagaio fugiram da fazenda de Seu

Tomás da bolandeira por causa da seca. No caminho o papagaio é sacrificado para conter a fome da família. O menino mais velho chora

e é repreendido pelo pai. Ao chegarem em uma fazenda abandonada,

a cachorra consegue caçar uma preá que serve de alimento para todos.

Capítulo 1 - Mudança Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo, a
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Primeira Zoomorfização Vitória do Humano

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Capítulo 2 - Fabiano

Chove e, com a chuva, o dono da fazenda aparece e expulsa a família. Fabiano pede um emprego e consegue permissão para ficar, mas é muito maltratado pelo fazendeiro. Fabiano reflete sobre sua condição próxima a de um bicho e admira as pessoas que se expressam com facilidade. Sinhá Vitória sonha com uma cama de couro como a de Seu Tomás da bolandeira. A chuva passa e a seca volta.

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Capítulo 3 - Cadeia

Fabiano vai à cidade comprar mantimentos e bebe. É convidado por um soldado para um jogo de cartas.

Como não soubesse como recusar

acaba jogando e perdendo. Sai do local furioso e não obedece a ordem do soldado para que parasse. Em meio

ao nervosismo, xinga a mãe do

soldado, é preso e apanha na cadeia.

Capítulo 3 - Cadeia Fabiano vai à cidade comprar mantimentos e bebe. É convidado por um

Capítulo 4 Sinhá Vitória

Sinhá Vitória e Fabiano discutem. Ela reclama do dinheiro que ele gasta com o jogo e com a bebida. Ele fala de sapatos de verniz que ela usava para dançar em festas .

Capítulo 4 – Sinhá Vitória Sinhá Vitória e Fabiano discutem. Ela reclama do dinheiro que ele

Capítulo 5 O menino mais novo O menino mais novo quer imitar Fabiano e tenta montar em

um bode que acaba por derrubá-lo. O irmão mais velho ri e Baleia olha para os dois reprovando a cena.

Capítulo 6 O menino mais velho O menino mais velho quer saber o significado da palavra

inferno. Sinhá Vitória diz que é alguma coisa ruim. Como ele insiste e ela não consegue explicar, lhe dá um “cocorote”. O menino sai chorando e vai consolar-se com Baleia.

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Capítulo 07 - Inverno

A família, reunida em torno do fogo, tenta conversar. Fabiano começa a contar uma história que não faz sentido. Seu discurso é confuso e desorganizado. A cachorra espera que todos deitem para

poder dormir.

Capítulo 07 - Inverno A família, reunida em torno do fogo, tenta conversar. Fabiano começa a

Capítulo 8 - Festa

Todos se vestiram para participar da festa de Natal na cidade.

Sentiam-se mal por não estarem acostumados, principalmente com os sapatos. As crianças ficam encantadas com as luzes da igreja. Fabiano embebeda-se e a cachorra Baleia desaparece. Mais tarde, reaparece feliz por ter reencontrado a família.

Capítulo 8 - Festa Todos se vestiram para participar da festa de Natal na cidade. Sentiam-se

Capítulo 9 - Baleia

A cachorra Baleia está muito magra, Fabiano acha que ela

está com raiva e decide sacrificá-la. Todos estão tristes e Baleia, desconfiada, tenta se esconder. Fabiano lhe dá um tiro, a cachorra se deita sem saber o que está acontecendo e sonha com um mundo

cheio de preás.

Capítulo 9 - Baleia A cachorra Baleia está muito magra, Fabiano acha que ela está com
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"Baleia encosta a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente sinha Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria

feliz, num mundo cheio de preás. E

lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela,

rolariam com ela num pátio enorme, num

chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes."

Capítulo 10 - Contas

Fabiano é constantemente enganado pelo patrão, que lhe vende gêneros de primeira necessidade por um preço acima do

mercado. Quando o vaqueiro reclama que o que recebia não

coincidia com as contas feitas com Sinhá Vitória, o patrão lhe manda procurar outro emprego. Fabiano se lembra de quando, na cidade, foi multado por um fiscal da prefeitura por vender carne

sem pagar imposto, quando tentava vender um porco e revolta-se em silêncio.

Capítulo 10 - Contas

“Aparentemente resignado, sentia um ódio imenso a qualquer coisa que era ao mesmo tempo a campina seca, o patrão, os soldados e os agentes da prefeitura. Tudo na verdade era contra ele.

Capítulo 10 - Contas “Aparentemente resignado, sentia um ódio imenso a qualquer coisa que era ao

Capítulo 11 O soldado amarelo

Fabiano procura reses fugidas no meio da caatinga e encontra o soldado amarelo. Apesar da oportunidade de se vingar por ter sido humilhado e preso, deixa-o partir porque o acredita representante de uma instituição abstrata, mas que precisa ser respeitada: o governo.

© Prof. Eloy Gustavo
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Agora Fabiano conseguia arranjar as idéias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão,

suportando ferro quente.

Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. O que lhe amolecia o corpo era a lembrança da mulher e dos filhos. Sem aqueles cambões pesados, não envergaria o espinhaço

não, sairia dali como onça e faria uma asneira. Carregaria a

espingarda e daria um tiro de pé de pau no soldado amarelo. Não. O

soldado amarelo era um infeliz que nem merecia um tabefe com as costas da mão. Mataria os donos dele. Entraria num bando de

cangaceiros e faria estrago nos homens que dirigiam o soldado

amarelo. Não ficaria um para semente.

Era a idéia que lhe fervia na cabeça. Mas havia a mulher, havia os meninos, havia a cachorrinha.

Capítulo 12 O mundo coberto de penas

Aves que bebem o pouco de água que resta são mortas por Fabiano e servem de alimento que adia a morte do grupo.

Assustado, o vaqueiro pensa sobre o significado do soldado

amarelo e do dono da fazenda e reconhece que seu destino é muito parecido com o de Baleia.

Capítulo 13 - Fuga

O

capítulo

fecha

o

ciclo

formado pela proposta de

organização do autor. A família, sem poder saldar a dívida com o

dono da fazenda, foge durante a madrugada, levando nas costas os

poucos bens que possuem. Lembram-se de Baleia e, para evitar

sofrimento, conversam sobre os sonhos

de

um

futuro

melhor.

Fabiano quer ver os filhos em escolas aprendendo a ler e sinhá

Vitória pensa mais uma vez em um dia poder dormir em uma cama

de couro.

Capítulo 13 - Fuga

Início Fim Romance Cíclico
Início
Fim
Romance
Cíclico

Pausa durante a retirada: sonhos em comum Fugir da condenação dessa vida ida para a zona da mata / litoral Possibilidade de estudo para os filhos

Pausa durante a retirada: sonhos em comum Fugir da condenação dessa vida – ida para a

© Prof. Eloy Gustavo

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Fim

Exercício 1 - Apostila

“O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para

o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas

excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado.

(...)

Alguns dias

antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um

risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão

sinistra das tardes.

(...)”

( Vidas secas , Graciliano Ramos)

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Exercício 1 - Apostila

(PUC-SP) Sobre o texto, é incorreto afirmar-se que

  • a) prenuncia nova seca e relata a luta incessante que os animais e o homem travam

na constante defesa da sobrevivência.

  • b) marca-se por fatalismo exagerado, em expressão como “o sertão ia pegar fogo”;

que impede a manifestação poética da linguagem.

  • c) atinge um estado de poesia, ao pintar com imagens visuais, em jogo forte de

cores, o quadro da penúria da seca.

  • d) explora a gradação, como recurso estilístico, para anunciar a passagem das aves a

caminho do Sul.

  • e) confirma, no deslocamento das aves, a desconfiança iminente da tragédia,

indiciada pela brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 1 - Apostila

(PUC-SP) Sobre o texto, é incorreto afirmar-se que

a)

prenuncia nova seca e relata a luta incessante que os animais e o homem travam

na constante defesa da sobrevivência.

X

b)

marca-se por fatalismo exagerado, em expressão como “o sertão ia pegar fogo”;

que impede a manifestação poética da linguagem.

c)

atinge um estado de poesia, ao pintar com imagens visuais, em jogo forte de

cores, o quadro da penúria da seca.

d)

explora a gradação, como recurso estilístico, para anunciar a passagem das aves a

caminho do Sul.

e)

confirma, no deslocamento das aves, a desconfiança iminente da tragédia,

indiciada pela brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

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Exercício 2 - Apostila

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos.

Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do

rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma

sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala.( Vidas secas, Graciliano Ramos)

Exercício 2 - Apostila “Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham

Retirantes (1944), Cândido Portinari

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 2 - Apostila

(UFPEL) A partir das obras de Cândido Portinari e Graciliano Ramos, que figuram acima, é correto afirmar que

  • a) o texto de Graciliano Ramos, diferentemente da pintura de Portinari, retrata o mero

pitoresco regional, destacando as situações folclóricas particulares da região Nordeste, a qual, castigada pela seca, estimulava as migrações, na República Velha.

  • b) ambas foram produzidas durante o Estado Novo e refletem acerca do problema social

presente no Nordeste brasileiro, denotando um realismo, tanto na linguagem visual quanto no

texto literário.

  • c) o problema explorado em ambas as obras relaciona-se à figura do retirante e denuncia a

situação desses proletários urbanos, que, em virtude da exploração capitalista, na Re- pública

Velha, sofriam com o desemprego em massa.

  • d) o problema dos retirantes não está ligado somente à opressão dos latifundiários em relação

aos lavradores, mas também ao fato de ser uma ação individualizada, não acarretando perdas

demográficas e político-econômicas expressivas.

  • e) tanto na escrita de Graciliano quanto no traço artístico de Portinari, é possível entrever a

“secura” que emana do ambiente da caatinga, apesar do processo de desenvolvimento econômico e de democratização já instaurados no país, à época.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 2 - Apostila

(UFPEL) A partir das obras de Cândido Portinari e Graciliano Ramos, que figuram acima, é correto afirmar que

a)

o texto de Graciliano Ramos, diferentemente da pintura de Portinari, retrata o mero

pitoresco regional, destacando as situações folclóricas particulares da região Nordeste, a qual, castigada pela seca, estimulava as migrações, na República Velha.

X

b)

ambas foram produzidas durante o Estado Novo e refletem acerca do problema social

presente no Nordeste brasileiro, denotando um realismo, tanto na linguagem visual quanto no

 

texto literário.

c)

o problema explorado em ambas as obras relaciona-se à figura do retirante e denuncia a

situação desses proletários urbanos, que, em virtude da exploração capitalista, na Re- pública

Velha, sofriam com o desemprego em massa.

d)

o problema dos retirantes não está ligado somente à opressão dos latifundiários em relação

aos lavradores, mas também ao fato de ser uma ação individualizada, não acarretando perdas

demográficas e político-econômicas expressivas.

e)

tanto na escrita de Graciliano quanto no traço artístico de Portinari, é possível entrever a

“secura” que emana do ambiente da caatinga, apesar do processo de desenvolvimento econômico e de democratização já instaurados no país, à época.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 3 - Apostila

3.

(UPF) Sobre o

foco

narrativo do romance Vidas secas ,

Graciliano Ramos, é correto afirmar que:

de

  • a) o narrador onisciente conhece, o tempo todo, a interioridade de todas as

personagens.

  • b) o narrador onisciente tem acesso à consciência de uma personagem de

cada vez.

  • c) há vários narradores oniscientes contando a história.

  • d) há um narrador onisciente contando a história a partir das percepções de

uma única personagem.

  • e) a história é narrada, alternadamente, por várias personagens.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 3 - Apostila

3.

(UPF) Sobre o

foco

narrativo do romance Vidas secas ,

Graciliano Ramos, é correto afirmar que:

de

a)

o narrador onisciente conhece, o tempo todo, a interioridade de todas as

personagens.

X

b)

o narrador onisciente tem acesso à consciência de uma personagem de

cada vez.

c)

há vários narradores oniscientes contando a história.

d)

há um narrador onisciente contando a história a partir das percepções de

uma única personagem.

e)

a história é narrada, alternadamente, por várias personagens.

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Exercício 4 - Apostila

(UEMaringá-PR) Sobre a obra

Vidas Secas , de Graciliano Ramos, assinale o que for correto.

I. ( ) Os títulos “Mudança”, do primeiro capítulo, e “Fuga”, do último capítulo, indicam que os treze capítulos desse romance formam uma narrativa de estrutura linear e com episódios amarrados uns aos outros pela causalidade sequencial.

II. (

) Esse romance, pelo seu título, por sua estrutura, pela caracterização das

personagens e do espaço físico e social, pertence ao movimento estético

denominado Realismo/Naturalismo.

literário

III. ( ) A história desse romance, a partir do significado do seu título, representa simbolicamente a vitória do retirante nordestino, diante da opressão da na- tureza e da estrutura socioeconômica, na busca da sobrevivência pessoal e familiar.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 4 - Apostila

(UEMaringá-PR) Sobre a obra

Vidas Secas , de Graciliano Ramos, assinale o que for correto.

I. ( ) Os títulos “Mudança”, do primeiro capítulo, e “Fuga”, do último capítulo, indicam que os treze capítulos desse romance formam uma narrativa de estrutura linear e com episódios amarrados uns aos outros pela causalidade sequencial.

II. (

) Esse romance, pelo seu título, por sua estrutura, pela caracterização das

personagens e do espaço físico e social, pertence ao movimento estético

denominado Realismo/Naturalismo.

literário

III. ( ) A história desse romance, a partir do significado do seu título, representa simbolicamente a vitória do retirante nordestino, diante da opressão da na- tureza e da estrutura socioeconômica, na busca da sobrevivência pessoal e familiar.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 4 - Apostila

IV. ( ) O trecho “Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás.

(...).

As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num

chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes” exemplifica uma narrativa em que o narrador vê o mundo pela visão da personagem e em que a personificação do animal significa mais a degradação do homem que a

elevação do animal.

V. ( ) A linguagem monossilábica de Fabiano, sua auto-definição como um bruto, mas, ao mesmo tempo, sua preocupação com a família, seu senso de justiça, seu

apreço por Seu Tomás da bolandeira, caracterizam-no como um homem bom, porém

oprimido e quase impotente.

VI. ( ) O traje e o nome do soldado amarelo e sua preocupação com a ordem pública fazem dele uma personagem cuja atuação exemplifica o senso de justiça e obediência à lei, sobretudo quando prende Fabiano.

VII. ( ) As atitudes, falas, ações e preocupações da personagem Sinhá Vitória caracterizam-na como uma personagem sem função no contexto da história narrada

e como representação simbólica de um ser humano indeciso e fraco.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 4 - Apostila

IV. ( ) O trecho “Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás.

X

(...).

As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num

chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes” exemplifica uma narrativa em que o narrador vê o mundo pela visão da personagem e em que a personificação do animal significa mais a degradação do homem que a

elevação do animal.

V. ( ) A linguagem monossilábica de Fabiano, sua auto-definição como um bruto,

X

mas, ao mesmo tempo, sua preocupação com a família, seu senso de justiça, seu

apreço por Seu Tomás da bolandeira, caracterizam-no como um homem bom, porém

oprimido e quase impotente.

VI. ( ) O traje e o nome do soldado amarelo e sua preocupação com a ordem pública fazem dele uma personagem cuja atuação exemplifica o senso de justiça e obediência à lei, sobretudo quando prende Fabiano.

VII. ( ) As atitudes, falas, ações e preocupações da personagem Sinhá Vitória caracterizam-na como uma personagem sem função no contexto da história narrada

e como representação simbólica de um ser humano indeciso e fraco.

© Prof. Eloy Gustavo

Exercício 5 - Apostila

Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinhá Vitória

pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano

preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. O bebedouro indeciso tornara-se realidade. Voltaram a cochichar projetos, as

fumaças do cigarro e do cachimbo misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal tão bom. Se tivesse vindo com eles,

transportaria a bagagem. Algum tempo comeria folhas secas, mas

além dos montes encontraria alimento verde. Infelizmente pertencia ao fazendeiro e definhava, sem ter quem lhe desse a ração. Ia morrer o amigo, lazarento e com esparavões, num canto de cerca,

vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos ameaçando-

lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os

bicos pontudos os olhos de criaturas vivas, horrorizou Fabiano. Se elas tivessem paciência, comeriam tranquilamente a carniça. Não tinham paciência, aquelas pestes vorazes que voavam lá em cima, fazendo curvas. Pestes.

Exercício 5 - Apostila

(FGV-Adm) Assinale a alternativa incorreta a respeito da obra da qual foi

retirado o fragmento de texto.

  • a) Explora um drama social e geográfico.

  • b) Apresenta forte sentimentalismo, especialmente nas relações de Fabiano

com o povo.

  • c) Reduz personagens à condição animal.

  • d) Apresenta linguagem sintética, concisa.

  • e) Retrata quadros da vida do sertão nordestino.

Exercício 5 - Apostila

(FGV-Adm) Assinale a alternativa incorreta a respeito da obra da qual foi

retirado o fragmento de texto.

a)

Explora um drama social e geográfico.

X

b)

Apresenta forte sentimentalismo, especialmente nas relações de Fabiano

com o povo.

c)

Reduz personagens à condição animal.

d)

Apresenta linguagem sintética, concisa.

e)

Retrata quadros da vida do sertão nordestino.

Exercício 6 - Apostila

(FGV-Adm) O discurso indireto livre está presente nesse fragmento

de texto. Um exemplo dele está na alternativa:

  • a) Os meninos deitaram-se e pegaram no sono.

  • b) Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo

misturaram-se.

  • c) A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos

os olhos de criaturas vivas, horrorizou Fabiano.

  • d) Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de

fábrica.

  • e) Não tinham paciência, aquelas pestes vorazes que voavam lá em cima,

fazendo curvas.

Exercício 6 - Apostila

(FGV-Adm) O discurso indireto livre está presente nesse fragmento

de texto. Um exemplo dele está na alternativa:

a)

Os meninos deitaram-se e pegaram no sono.

b)

Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo

misturaram-se.

c)

A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos

os olhos de criaturas vivas, horrorizou Fabiano.

d)

Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de

fábrica.

X

e)

Não tinham paciência, aquelas pestes vorazes que voavam lá em cima,

fazendo curvas.

Exercício 7 - Apostila

(ITA) Certos traços da vertente realista-naturalista da literatura brasileira renascem

com força nos anos 30 do século XX. Um marco desse renascimento é a publicação, em 1938, do livro Vidas secas , de Graciliano Ramos, romance acerca do qual é possível dizer:

I. Ele registra com nitidez as sequelas da miséria sobre uma família pobre de retirantes nordestinos, miséria essa que acaba levando as personagens a um estágio de degradação moral.

II. Diferentemente da narrativa realista do século XIX, o tema desse livro não é mais

o adultério feminino e as relações de interesse que marcam a classe burguesa, mas sim as condições precárias de pessoas humildes do sertão brasileiro.

III. Apesar de as personagens viverem em condições desumanas, elas mantêm a sua dignidade e não perdem o seu caráter nem a sua humanidade. Está(ão) correta(s):

a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) apenas III. e) todas.

Exercício 7 - Apostila

(ITA) Certos traços da vertente realista-naturalista da literatura brasileira renascem

com força nos anos 30 do século XX. Um marco desse renascimento é a publicação, em 1938, do livro Vidas secas , de Graciliano Ramos, romance acerca do qual é possível dizer:

I. Ele registra com nitidez as sequelas da miséria sobre uma família pobre de retirantes nordestinos, miséria essa que acaba levando as personagens a um estágio de degradação moral.

II. Diferentemente da narrativa realista do século XIX, o tema desse livro não é mais

o adultério feminino e as relações de interesse que marcam a classe burguesa, mas sim as condições precárias de pessoas humildes do sertão brasileiro.

III. Apesar de as personagens viverem em condições desumanas, elas mantêm a sua dignidade e não perdem o seu caráter nem a sua humanidade. Está(ão) correta(s):

a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) apenas III. e) todas.

X

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