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GAMETOGENESE

Cromossomo é a forma espiralada em que o DNA se condensa, no início da divisão


celular. Você se lembra do início da divisão celular, a interfase?

O núcleo interfásico é formado por: membrana nuclear (carioteca), nucleoplasma,


cromatina e nucléolo.

No início da divisão celular, a carioteca e o(s) nucléolo(s) desaparecem, o material


genético (DNA) se duplica e a cromatina começa a se transformar em cromossomos.

Os organismos em geral possuem dois cromossomos de cada tipo, denominados


cromossomos homólogos, um proveniente do pai e o outro, da mãe.

Durante a divisão da célula, cada cromossomo estará duplicado. Cada uma das
metades de um cromossomo duplicado é chamada de cromátide-irmã, pois uma é
idêntica à outra.

O conjunto de características dos cromossomos de uma espécie é chamado


de cariótipo. Cada espécie tem um número fixo de cromossomos no núcleo de todas
as células somáticas, ou seja, aquelas que não são reprodutivas. Os humanos possuem
46 cromossomos.
Na maioria dos seres vivos, as células somáticas são diploides, isto é os
cromossomos aparecem em pares compostos de cromossomos homólogos.
Indicamos que uma célula é diploide pela anotação 2n.
Os cromossomos de um par apresentam genes alelos, são genes que se encontram no
mesmo local de cromossomos homólogos (mesmo locus gênico) e têm a mesma função,
podendo gerar características finais diferentes.

Os cromossomos das células de todos os seres humanos são homólogos e seus genes
são alelos, o que permite a formação de gametas que, em condições normais, sempre
conseguem se unir e gerar um novo ser humano com 46 cromossomos.

Em seres mais simples, como musgos, algumas algas e alguns fungos, as células têm
apenas um cromossomo de cada tipo. Essas células são chamadas de haploides (n).
Gametas de animais e esporos de plantas também são haploides.
Gametogêse Humana

Os homens começam a produzir espermatozoides a partir das células germinativas


apenas quando entram na puberdade. São células diploides conhecidas
como espermatogônias.
As espermatogônias passam por um período de proliferação através de sucessivas
mitoses para gerar outras células iguais a elas, resultando na produção de
espermatócitos primários.

Como as divisões mitóticas não alteram o número de cromossomos das células, os


espermatócitos primários também são diploides (2n), tendo o mesmo número de
cromossomos que qualquer célula diploide do corpo.

Em seguida, os espermatócitos primários sofrem uma divisão meiótica, dando origem a


espermatócitos secundários haploides (n), ou seja, com a metade do número de
cromossomos das células diploides.

Os espermatócitos secundários passam pela segunda divisão da meiose, formando as


espermátides, células haploides que sofreram modificações (espermiogênese) para
formar os espermatozoides também haploides.

Cada espermatogônia forma quatro espermatozoides.

As espermátides perdem parte do seu citoplasma e muitas de suas organelas, além de


formar um flagelo (a partir dos centríolos) e o acrossomo (a partir do complexo
golgiense), originando, ao final, os espermatozoides.

Diferentemente do que ocorre entre os homens, as mulheres começam a produzir seus


gametas, a partir das células germinativas, desde seu desenvolvimento embrionário,
ainda dentro da barriga da mãe.

As ovogônias (2n) sofrem mitoses para gerar outras iguais a elas, enquanto algumas
geram os ovócitos primários (2n), que duplicam seu DNA e iniciam a meiose, gerando
um ovócito secundário (n) e o primeiro corpúsculo polar (polócito I – n), cada um com
metade do número de cromossomos das ovogônias.
Os ovócitos secundários passam pela segunda divisão da meiose, formando um óvulo
e o segundo corpúsculo polar (polócito II), ambos haploides.

Para cada ovogônia, apenas um óvulo é formado.

As mulheres não ovulam óvulos, e sim ovócitos secundários, que após a fecundação
originam os óvulos, ao se separarem do polócito II.

DIVISAO CELULAR

stima-se que o corpo humano tenha 10 quatrilhões de células, 30 mil vezes mais do que
o número de estrelas da Via Láctea. Essas minúsculas usinas de vida fazem de tudo no
organismo e permitem ao homem atividades e sensações tão diferentes quanto dormir,
sentir fome ou frio, jogar futebol, apaixonar-se ou aprender a ler.

Tudo isso surge no momento da concepção, com uma única célula que se divide em
duas, que volta a se dividir em quatro, e assim por diante, em progressão geométrica.

As células passam suas características a outras quando se multiplicam para gerar um


novo organismo, na reprodução, para fazer o corpo crescer ou para repor as células
perdidas por desgaste ou mau uso.

Os ciclos de crescimento e multiplicação celular se repetem indefinidamente, até que as


células percam a capacidade de se reproduzir. Aí ocorre o que chamamos de
envelhecimento.

O modo como uma célula se divide depende da complexidade do organismo e do tipo


de célula que ela é: germinativa (especializada em reprodução, podem transmitir
diretamente aos descendentes de um organismo, seja vegetal ou animal, uma mutação
ocorrida em seu DNA)ou somática (que constitui os tecidos de um organismo).
Os tipos de divisão celular

Para se dividirem, as células podem adotar três mecanismos distintos: a bipartição (ou
cissiparidade), a mitose e a meiose.

Os procariontes unicelulares, seres formados de uma única célula sem núcleo


diferenciado, reproduzem-se por bipartição ou cissiparidade, uma forma de
reprodução assexuada.
Numa bactéria, o cromossomo, formado por uma molécula de DNA circular, duplica-se.
E o citoplasma se parte, formando duas células idênticas, cada uma com uma das
cópias do cromossomo. As bactérias podem se multiplicar muito rapidamente por esse
processo, criando uma nova geração a cada 20 minutos.

Os eucariontes, aqueles que têm o núcleo diferenciado do citoplasma, podem se


reproduzir por dois mecanismos diferentes. Os unicelulares, como protozoários,
reproduzem-se por mitose.
As células somáticas sempre realizam mitose, enquanto as germinativas realizam tanto
mitose (para formar mais células germinativas) quanto meiose (para formar gametas).
A mitose pode ocorrer tanto em células haploides quanto diploides.

O segundo modo de reprodução das células eucarióticas é a meiose. Nos seres


pluricelulares, esse processo é próprio das células germinativas, que geram os gametas.
A seguir veremos a mitose e a meiose, mas antes, veja como a célula se prepara para
a divisão, na interfase.

Interfase

Assim que nasce, a célula entra num período de reparação para se dividir. Esse período,
chamado de interfase, é classificado em três etapas.

Fase G1 – a célula cresce e tem metabolismo intenso. No citoplasma, surgem novas


organelas. No núcleo, são sintetizados RNA-mensageiro (RNA-m) e, no citoplasma,
proteínas. O material genético permanece na forma de cromatina.
Fase S – ocorre a síntese do DNA. A molécula duplica-se por replicação
semiconservativa. Assim, os cromossomos passam a ser constituídos por dois
filamentos idênticos (cromátides), unidos pelo centrômero.
Fase G2 – no período final, antes da divisão, a célula cresce mais um pouco e sintetiza
alguma proteína de que ainda precisa para se dividir. A etapa seguinte é de profase da
mitose ou da meiose.

Mitose

A mitose gera duas células iguais entre si e iguais à célula mãe. Essa divisão pode
ocorrer tanto com células haploides (n) quanto com células diploides (2n).

A mitose gera novas células que podem levar ao crescimento e à reposição de células
nos organismos pluricelulares.

Veja como se dividem as células somáticas em 5 fases.

1. Prófase – os centríolos duplicam-se e migram para polos opostos da célula,


formando fibras proteicas entre eles, as chamadas fibras do fuso. No núcleo,
os cromossomosduplicados na interfase se condensam e tornam-se mais
espiralados. O nucléolo e a carioteca se dissolvem e desaparecem.

2. Metáfase – os cromossomos prendem-se pelo centrômero às fibras do fuso e migram


para o centro da célula. Os cromossomos estão bem individualizados, ainda mais
espiralados e fortemente condensados (o espiralamento os cromossomos facilita a
distribuição do DNA entre as célulasformadas durante a divisão celular). No final da
metáfase, os centrômeros duplicam-se e se afastam. As cromátides irmãs são
separadas.

2. Anáfase – as fibras do fuso se encurtam. Os dois conjuntos de cromátides irmãs


agora recebem o nome de cromossomos filhos. Estes estão atados aos fusos pelo
centrômero, e migram para polos opostos da célula.

4. Telófase – os dois grupos de cromossomos filhos chegam a polos opostos e


descondensam-se. Em torno de cada grupo, forma-se uma nova carioteca, isolando o
núcleo. Dentro dos núcleos reaparecem os nucléolos. O citoplasma começa a dividir-se
e as organelas redistribuem-se entre as duas metades.
5. Interfase – terminada a divisão do citoplasma, estão formadas duas células-filhas,
com o mesmo número de cromossomos que a célula mãe. Elas entram em interfase,
preparando-se para uma nova divisão. O ciclo recomeça.
Meiose

A meiose gera quatro células iguais entre si mas com metade dos cromossomos
(material genético) da célula mãe. Ou seja, cada célula-filha tem metade dos
cromossomos da célula-mãe. Só ocorre com células diploides (2n).

A função da meiose é gerar gametas nos animais e esporos nos vegetais. Veja como
se criam gametas, em 4 fases:

1. Prófase I – os cromossomos homólogos duplicados (presos em X) alinham-se, aos


pares, e trocam pedaços, na permutação, ou crossing-over. Isso rearranja os genes.
O centríolo, duplica-se e forma o fuso. A carioteca se desintegra e os cromossomos se
prendem às fibras do fuso, ainda aos pares.
2. Metáfase I – os cromossomos atingem o grau máximo de condensação e migram
para a região central da célula.
3. Anáfase I – as fibras do fuso se encurtam e puxam os cromossomos para polos
opostos. Os cromossomos homólogos são, assim, separados.
4. Telófase I – Os cromossomos descondensam-se. Formam-se dois núcleos
haploides, mas os cromossomos ainda estão duplicados. A carioteca forma-se
novamente, e o citoplasma divide-se. Para separar as cromátides, cada uma das células
passará pela segunda divisão da meiose, igualzinha a uma mitose.
Qualquer erro na meiose gera um gameta com aberrações cromossômicas, que serão
transmitidas a todas as células do indivíduo que eventualmente seja gerado por esse
gameta. As aberrações que ocorrem no número de cromossomos podem ser de dois
tipos:

Euploidia: com variação no número de conjuntos de cromossomos.


Aneuploidia: com variação no número de cromossomos de cada conjunto. A síndrome
de Down é uma aneuploidia.