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TEXTOS MONUMENTOS

SINALIZAÇÃO TURÍSTICA DE DIAMANTINA

Projeto n°: 273


Julho/2016
Cliente: Prefeitura Municipal de
Diamantina
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................................................ 3

1 TEXTOS MONUMENTOS ............................................................................................................................... 4

1.1 BASÍLICA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS ................................................................................................................... 4

1.2 CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO ......................................................................................................................... 4

1.3 MERCADO MUNICIPAL .......................................................................................................................................... 5

1.4 TEATRO SANTA IZABEL ........................................................................................................................................ 5

1.5 CASA DO JUSCELINO ............................................................................................................................................ 6

1.6 IGREJA NOSSA SENHORA DA LUZ ...................................................................................................................... 6

1.7 CLUBE SOCIAL DA PRAÇA DE ESPORTES DE DIAMANTINA ............................................................................ 7

1.8 ESCOLA ESTADUAL JÚLIA KUBITSCHECK ........................................................................................................ 7

1.9 ASILO PÃO DE SANTO ANTÔNIO .......................................................................................................................... 8

1.10 MITRA ARQUIDIOCESSA – ANTIGA CASA DO CONTRATO ................................................................................ 9

1.11 ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE DIAMANTINA – CORPO DE BOMBEIROS .............................................. 9

1.12 SANTA CASA DE CARIDADE ......................................................................................................................................... 10

1.13 HOSPITAL NOSSA SENHORA DA SAÚDE ......................................................................................................................... 10

1.14 BECO DO MOTA ......................................................................................................................................................... 11

1.15 CRUZEIRO DOS BAMBÃES ........................................................................................................................................... 11

1.16 CRUZEIRO DA SERRA.............................................................................................................................................. 12

1.17 RUA DO BURGALHAU .................................................................................................................................................. 12

1.18 CONJUNTO ARQUITETÔNICO E URBANÍSTICO, DIAMANTINA-MG ......................................... ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.

1.19 CASA DA AVÓ HELENA MORLEY ..................................................................................... ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.

Av. Cristiano Machado n°640 sl 1106 Sagrada Família - CEP 31.030-514 - Belo Horizonte / MG - Brasil Tel. :+55 31 2516-8001 - www.imtraff.com.br
APRESENTAÇÃO

A ImTraff Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda. apresenta os textos históricos a serem inseridos nos
totens de obras turísticas para a Prefeitura de Diamantina.

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1 TEXTOS MONUMENTOS

1.1 BASÍLICA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

BASÍLICA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Data de Construção: 1885 - 1890

O projeto de construção do seminário e da igreja anexa foi elaborado pelo Pe. Júlio Clévelin, que já havia
projetado a igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Caraça. A primeira pedra foi colocada em 1885
com a presença do bispo D. João Antônio dos Santos, do reitor, Pe. Bartolomeu Sipólis, de autoridades,
alunos do seminário, meninas do Colégio das Irmãs Vicentinas, entre outros. Após 4 anos de construção, o
projeto entra em sua fase final e, em janeiro de 1890, é o próprio Dom João quem faz a sagração da Igreja.
Os vitrais foram doados por famílias e instituições religiosas francesas.
Por uma bula do Papa Bento XV, em 1920, a igreja foi elevada à categoria basílica.

1.2 CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO

CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO


Data de Construção: década de 1930

A atual catedral de Diamantina foi construída entre 1933 e 1940, em substituição à antiga igreja de Santo
Antônio do Tejuco, que foi erguida onde hoje é o bairro Rio Grande próxima à Rua do Burgalhau. Os
destaques ficam por conta dos altares laterais, que remetem ao estilo barroco. Da velha igreja, submetida
a várias reformas e descaracterizações antes de ser finalmente demolida, restam dois retábulos em talha
barroca, hoje conservados no arco-cruzeiro da catedral, e algumas peças avulsas.
Aos 19 dias do mês de março de 1932 o Arcebispo de Diamantina D. Joaquim Silvério de Souza, benzeu
solenemente a primeira pedra da nova Catedral Metropolitana da Arquidiocese de Diamantina,
substituindo a antiga Catedral de Santo Antônio, que tinha sua frente para a Rua Direita.
Os construtores desta nova catedral foram: Celso Tavares Werneck Machado e Anastácio Frattesi.

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1.3 MERCADO MUNICIPAL

MERCADO MUNICIPAL

Data da Construção: 1889

O local onde hoje se encontra o Mercado Municipal, atual Praça Barão de Guaicuí, pertenceu
originalmente ao tenente Joaquim Cassimiro Lages, que, em 1835, ali construiu um prédio de moradia e
comércio e um rancho de tropeiros ou "intendência", nome dado aos locais destinados ao
descarregamento e comercialização de mercadorias, cujo comércio foi desarticulado por volta de 1884.
Coube à Câmara Municipal de Diamantina, através de manifestação de apoio popular, a iniciativa da
construção de um mercado que centralizasse a distribuição de mercadorias, de modo a evitar o
monopólio de algumas "intendências" da cidade.

A edificação é circundada por mais três vias públicas, correspondentes às suas outras fachadas. Nas
fachadas posterior e lateral esquerda percebe-se a existência de um porão, cujo declive das ruas
possibilitou sua construção. Esta última é fechada em alvenaria de tijolos, apresentando cunhais, esteios e
vãos de madeira e vergas de nível, com vedações em calha. As outras fachadas são todas abertas em
arcadas de madeira, possuindo uma vedação de tábuas justapostas, à maneira de parapeitos.
Internamente, as arcadas se repetem no eixo central longitudinal, dando sustentação à armação do
telhado. O piso interno é em lajes de pedra, à exceção da parte posterior ao porão, que apresenta piso em
tabuado largo. O edifício é pintado nas cores azul e branco.

1.4 TEATRO SANTA IZABEL

TEATRO SANTA IZABEL

Data de Construção: 1840

O antigo Teatro Santa Izabel foi aberto ao público por volta de 1840. Em todo o tempo de funcionamento
do teatro, foram apresentadas diversas e importantes peças teatrais da época, bailes, conferências
populares, sendo também aproveitado pela política partidária, em 1869, em reunião do Partido Liberal.

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A depressão econômica dos últimos anos do séc. XIX e início do séc. XX atingiu o Teatro Santa Izabel e suas
portas foram fechadas a atos públicos em abril de 1912. Ainda em 1912, a Cadeia Pública foi construída no
local; entrando o prédio em ruínas, após a desativação da cadeia.
Em 2007, foram iniciadas as obras de restauração do prédio e, em 2010, o Teatro Municipal Santa Izabel
reabre suas portas para a comunidade diamantinense, voltando a ser referência e opção de espaço para
espetáculos artísticos, exposições, mostra de filmes, cursos de formação, além de ser a casa da Orquestra
Sinfônica Lobo de Mesquita de Diamantina.

1.5 CASA DO JUSCELINO

CASA DE JUSCELINO KUBITSCHEK

Data de Construção: desconhecida

Casa onde Juscelino Kubitschek viveu sua infância e adolescência na Rua São Francisco. A construção é de
pau a pique, técnica construtiva típica do século XVIII.
A casa simples onde morou o ex-presidente do Brasil, responsável pela construção de Brasília, foi
transformada em museu. Em maio de 1993, sob a administração de Serafim Jardim, começaram as obras
para ampliar a casa, sendo construído o anexo Júlia Kubitschek com salas em homenagem ao
ex-presidente.
Os cômodos da casa e do anexo abrigam sala administrativa, auditório, biblioteca, réplica de seu último
consultório e acervo de objetos pessoais como fotos e os violões usados pelo político para participar de
serestas.

1.6 IGREJA NOSSA SENHORA DA LUZ

IGREJA NOSSA SENHORA DA LUZ

Data da Construção: 1819

Construída por iniciativas de uma portuguesa, Dona Tereza de Jesus Perpétua Corte Real, em
cumprimento de uma promessa feita por ter-se salvado do terremoto de Lisboa, em 1755.

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A construção foi concluída em 1819 e a doação definitiva foi feita cinco anos mais tarde por Dona Maria
Tereza. A dama portuguesa que erigiu a capela anexou à mesma um recolhimento e educandário para
meninas órfãs. Quando Dona Tereza de Jesus faleceu em 1826 foi sepultada à entrada do templo. A capela
Nossa Senhora da Luz, como tantas outras, necessitou passar por várias reformas, porém manteve seu
estilo, apesar de algumas alterações.

1.7 CLUBE SOCIAL DA PRAÇA DE ESPORTES DE DIAMANTINA

CLUBE SOCIAL DA PRAÇA DE ESPORTES DE DIAMANTINA


Data de Construção: 1944

Considerada como cidade-polo do estado de Minas Gerais, Diamantina recebeu do Governo do Estado, o
Diamantina Tênis Clube em 1944, também conhecido como “Praça de Esportes”. A Praça de Esportes foi
projetada por Oscar Niemeyer e é uma importante obra arquitetônica do século XX.
Em 1947, o sargento Anatólio Alves de Assis desempenhou as funções de professor de Educação Física,
técnico de natação e esportes terrestres. O sargento começou a preparar os nadadores do Diamantina
Tênis Clube para campeonatos de natação e, logo nos primeiros anos de trabalho, a equipe já se
destacava em Minas Gerais.
Na piscina de 25 m do clube, foram formados excelentes nadadores, inclusive alguns campeões brasileiros
de natação infanto-juvenil. Tais vitórias deram destaque à cidade no cenário esportivo mineiro e nacional,
firmando vigorosamente a cidade no âmbito dos esportes, passando a Praça de Esportes a receber jogos e
torneios esportivos na época.

1.8 ESCOLA ESTADUAL JÚLIA KUBITSCHECK

ESCOLA ESTADUAL JÚLIA KUBITSCHEK


Data da criação: década de 1950

A Escola Estadual Júlia Kubitschek foi projetada no início da década de 1950 pelo arquiteto Oscar
Niemeyer, sendo uma das obras do arquiteto preferidas de Juscelino Kubitschek em sua cidade natal. Esta
obra foi contratada depois que JK foi eleito governador de Minas Gerais, em 1950.

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As obras de Oscar Niemeyer em Diamantina ocupam um lugar específico, tanto na trajetória do arquiteto,
como na do político: estão no intervalo entre a inovação da Pampulha, quando Juscelino foi prefeito de
Belo Horizonte, e a consagração de Brasília, com o mineiro presidente da República.
Tanto o decreto que criou a escola como o projeto arquitetônico é de 1951. O prédio ficou pronto em
1954, mas sua ocupação como grupo escolar (a denominação escola estadual é da década de 1970) deu-se
em 1955, ficando neste período cedido à faculdade de odontologia, que ali se acomodou até que ficassem
prontas suas atuais instalações.
Em 1987, uma trinca foi o sinal de que alguma coisa estava acontecendo na estrutura do prédio;
descobriu-se, depois, que a água se infiltrara nos alicerces, comprometendo a estabilidade do conjunto. A
solução encontrada pelos técnicos foi construir uma nova linha de pilares paralela à existente,
amarrando-a à laje do pavimento superior, sendo esta a principal interferência no desenho original de
Niemeyer.

1.9 ASILO PÃO DE SANTO ANTÔNIO

ASILO PÃO DE SANTO ANTÔNIO


Data da criação: década de 1900

A Associação Pão de Santo Antônio tem como finalidade original e primordial abrigar e assistir
materialmente pessoas carentes e/ou idosas através da manutenção do abrigo dos pobres, em atividade
desde 1901. Em 1906, com o objetivo de obter renda para a manutenção do abrigo, foi criado o Jornal Pão
de Santo Antônio, que, depois de algumas interrupções, passa a se chamar, em 1936, Voz de Diamantina.
Sem perder o seu caráter filantrópico, os dois jornais conquistam autonomia gradualmente e, ainda no
início do século XX, consolidam um importante espaço cultural da sociedade diamantinense. Para além da
sua atividade jornalística e editorial, os jornais contaram com infraestrutura própria através da instalação
de uma oficina tipográfica, que esteve ativa até 1990, empregando tipógrafos, impressores e gravadores.

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1.10 MITRA ARQUIDIOCESSA – ANTIGA CASA DO CONTRATO

MITRA ARQUIDIOCESSANA – ANTIGA CASA DO CONTRATO


Data Construção: década de 1970

A antiga Casa do Contrato foi erguida no séc. XVIII e teve essa função até 1771, quando o local passou a
ser residência do Inspetor Geral dos Terrenos Diamantinos.
O sistema de contrato para a extração de diamantes passou a funcionar a partir de janeiro de 1740. Em
1853, o local virou sede do Ateneu São Vicente de Paula. Cerca de 11 anos depois o prédio foi doado pelo
Governo Imperial ao Bispado de Diamantina e ali foram instalados o Palácio e o Seminário Episcopal. Após
algumas reformas realizadas com verba cedida pela Fazenda da Província, o local acabou se
descaracterizando e, em 1957, com a intervenção do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN), tentou-se reconstruir a imagem original do prédio.

1.11 ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE DIAMANTINA – CORPO DE BOMBEIROS

ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE DIAMANTINA – CORPO DE BOMBEIROS


Data de Criação: década de 1910

O ramal de Diamantina, que alcançava esta cidade saindo da estação de Corinto, na Linha do Centro da
Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), foi aberto entre os anos de 1910 e 1913 pela Estrada de Ferro
Vitória a Minas, que, em 1923 o repassou à Central do Brasil.
Ele funcionou até o início dos anos 1970, quando teve os trens de passageiros desativados. Oficialmente o
trecho somente foi suprimido pela Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) em 1994, mas
segundo consta, os trilhos já teriam sido arrancados antes disso.
Posteriormente, a prefeitura de Diamantina, vendo o estado do imóvel histórico, assina com o Governo
Federal acordo para transferência da posse da estação. Atualmente, o Corpo de Bombeiros da cidade
ocupa o prédio.

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1.12 SANTA CASA DE CARIDADE

SANTA CASA DE CARIDADE


Data de Construção: década de 1990

A Santa Casa de Caridade de Diamantina foi fundada em 23 de maio de 1790. É uma instituição de caráter
filantrópico sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de Diamantina, cujos estatutos datam de 29 de
março de 1962.
A Santa Casa foi fundada com a finalidade estatuária de prestar assistência social a pessoas carentes,
adaptando-se ao longo dos anos às transformações políticas e assistenciais do nosso país, figurando como
uma das principais casas de saúde da região do Vale do Jequitinhonha nos últimos 219 anos.
Mantendo-se fiel aos ideais de seu fundador, com mais de 95% de seus recursos provenientes do Sistema
Único de Saúde – SUS, a Santa Casa de Caridade de Diamantina cumpre seu papel assistencial e se
consolida como referência macrorregional de média e alta complexidade, atendendo a sede e mais de 30
municípios do Vale do Jequitinhonha.

1.13 HOSPITAL NOSSA SENHORA DA SAÚDE

HOSPITAL NOSSA SENHORA DA SAÚDE


Data da criação: década 1900

A Irmandade de Nossa Senhora da Saúde é uma associação religiosa de utilidade pública, de duração
indeterminada, de fins caritativos beneficentes, sem fins lucrativos, fundada em Diamantina em 09 de
abril de 1901.
Foi criada a pedido de Dona Querubina Augusta Moreira, esposa do Capitão Antônio Moreira Costa, o
Barão de Paraúna. Ao falecer, ainda jovem e sem filhos, ela solicitou ao seu marido que parte de sua
fortuna “fosse empregada principalmente em socorrer a pobreza enferma e desamparada”.

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1.14 BECO DO MOTA

BECO DO MOTA

O Beco do Mota era uma estreita viela que abrigava os antigos prostíbulos. Estes, por estarem bem em
frente à Catedral de Santo Antônio, haviam sido desocupados à força por ordem de um arcebispo
ultraconservador. A maioria das casas do Beco tem acesso tanto pelo beco, quanto pela Rua da Quitanda.
Anos atrás, houve uma reivindicação por parte das mulheres sobre a dificuldade de andar nas calçadas da
cidade. Com isso, o presidente da província de Minas Gerais à época, João Capistrano, ordenou que
fossem feitos na parte central das ruas um caminho de pedras mais largas e planas que as até então
utilizadas, criando assim as capistranas.

1.15 CRUZEIRO DOS BAMBÃES

CRUZEIRO DO BAMBÃES
Data da criação: década de 1900

No início da ocupação de Diamantina, a Praça do Cruzeiro foi o local onde os bandeirantes plantaram os
primeiros ranhos do povoado. Neste local foi levantada uma capela em honra a Nossa Senhora da
Soledade pelo Sr. Bernardino Vieira do Couto, apelidado de Bambães.
Bernardino Vieira do Couto era Oficial de Carpinteiro e, sem recursos ergueu a capela com dinheiro de
doações que conseguia de forma original. Saía pela rua com dois sinos em andores, cantando uma
quadrinha enquanto tocava os sinos.
Muito afável e cortês, a todos chamava de “meu belo”, acabando por ficar conhecido pela expressão.
Acabou por falecer em 1905 sem ver concluída a capela e sem um sucessor para continuar as obras. Por
anos existiu inacabada e abandonada, até que foi demolida em 1938, quando ameaçava ruir, por ordem
do prefeito Francisco Neto Mota.

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1.16 CRUZEIRO DA SERRA

CRUZEIRO DA SERRA
Data de Construção: década de 1930

No dia 05 de março de 1938, no alto da Serra do Rio Grande, foi inaugurado e abençoado o Cruzeiro da
cidade de Diamantina.
Monumento comemorativo do centenário da fundação de Diamantina (1838-1938), situado no alto do
morro de Santo Antônio, a 1300 m de altura, o novo cruzeiro tem 5 metros de altura por 1,50 de braço,
feito de cimento armado e o primeiro a ser todo iluminado.
Neste local onde predominam a vegetação de cerrado e a cobertura de formações rochosas, realiza-se,
sempre no mês de maio, a Festa de Santa Cruz, com rezas, levantamento de mastro e barraquinhas com
comidas típicas e sorteios.

1.17 RUA DO BURGALHAU

RUA DO BURGALHAU
Data da criação: década de 1710

O lugar denominado Burgalhau (hoje Rua do Burgalhau, Rua do Espirito Santo e Beco das Beatas) foi o
local dos primeiros povoados do município de Diamantina, que teve sua formação com a descoberta e
consequente exploração do ouro no vale do córrego do Tijuco em 1713.

1.18 CASA DA AVÓ HELENA MORLEY

CASA DA AVÓ HELENA MORLEY

Helena Morley (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant) foi uma escritora brasileira, filha de pai inglês
e de mãe mineira, escreveu entre 1893 e 1895 – entre seus 13 e 15 anos – um diário. Nele, descrevia sua
vida na cidade de Diamantina, Minas Gerais. Seu diário transformou-se no livro Minha Vida de Menina,
lançado em 1942, quando a escritora estava com 62 anos de idade. Minha vida de menina é o diário de
uma garota de província do final do século XIX que descreve a mania das histórias do cotidiano ao traçar

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um retrato vivo e bem-humorado da vida em Diamantina entre 1893 e 1895. Da estagnação econômica
provocada pelo declínio da mineração ao surgimento de inúmeras modalidades de trabalho entre a
escravidão e o regime salarial, a pequena Helena Morley compõe um painel multicolorido de um
momento histórico singular no Brasil, ao mesmo tempo em que revela as inquietações típicas de uma
adolescente.

1.19 CONJUNTO ARQUITETÔNICO E URBANÍSTICO, DIAMANTINA-MG

Conjunto arquitetônico e urbanístico, Diamantina-MG.

Diamantina teve sua formação com a descoberta e exploração do ouro no vale do córrego do Tijuco, em
1713, pela bandeira liderada por Jerônimo Gouveia que, partindo do Serro, acompanhou o curso do rio
Jequitinhonha até atingir a confluência do córrego Pururuca e Rio Grande. Os primeiros povoados se
instalaram no lugar denominado Burgalhau (hoje Rua do Burgalhau, Rua do Espírito Santo e Beco das
Beatas), mas o crescimento do povoado se deu a partir de 1720 em decorrência da descoberta do
diamante.
Durante este período de formação histórica baseada na mineração, a cidade de Diamantina conservou
significativas referências culturais do período colonial, mantendo um rico acervo, sobretudo arquitetônico
e urbanístico. Desta forma, o centro urbano de Diamantina apresenta uma configuração característica das
cidades do período colonial, com um padrão irregular, com arruamentos transversais à encosta,
marcados, principalmente, pelas ruas paralelas com pequenas variações de abertura ou desvio de alguns
becos e ruas estreitas. O alargamento das vias e largos determina espaços mais abertos, dando maior
destaque às edificações.
Esta configuração urbana foi se formando aproximadamente entre os anos de 1720 a 1750, verificando-se
sua consolidação até meados do século XIX. Este arruamento principal ainda hoje permanece preservado
como também as mesmas vias principais. Em princípios do século XIX, surgiram algumas novas áreas de
expansão conservando-se, entretanto, a estrutura fundamental do núcleo urbano central.
No conjunto arquitetônico, a cidade conta com monumentos significativos para a história da arte e da
arquitetura no Brasil dos séculos XVIII, XIX e XX, como as igrejas das Mercês, do Amparo, do Carmo, do
Rosário, de São Francisco de Assis, do Senhor do Bonfim, bem como a Casa do Forro Pintado, o edifício do
Fórum, o Mercado Municipal, o Museu do Diamante, a Biblioteca Antônio Torres, a Casa da Chica da Silva
e os prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer: Hotel Tijuco, Faculdade Federal de Odontologia

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de Diamantina, Escola Estadual Professora Júlia Kubistchek e Diamantina Tênis Clube. A arquitetura civil
da cidade também é uma referência especial com ausência de casas térreas, ficando em destaque os
conjuntos de sobrados. O centro histórico de Diamantina também é dotado de excepcional beleza por sua
composição com a Serra dos Cristais, formando um dos conjuntos paisagísticos mais significativos de
Minas.

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