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Biologia

2º Ano do Ensino Médio


Prof. Leandro Tavares
leandrotsb@yahoo.com.br

DENSENVOLVIMENTO E
MORFOLOGIA DAS
ANGIOSPERMAS
A formação de tecidos em angiospermas
Germinação da semente

➢ Uma semente madura abriga em seu interior o embrião e


substâncias nutritivas; estas podem estar armazenadas no
endosperma, nos cotilédones ou em ambos, dependendo da
espécie. Uma das extremidades do embrião constitui a radícula.
Essas células compõem o meristema apical;

➢ Na extremidade oposta situa-se o caulículo, em cuja


extremidade há um meristema apical. Um pouco abaixo da
extremidade do caulículo encontram-se os cotilédones –,
especializados na transferência de nutrientes estocados na
semente para o corpo do embrião;

➢ A região inferior do embrião, situada entre a radícula e o ponto


de implantação do cotilédone, é denominada hipocótilo.
A formação de tecidos em angiospermas
Germinação da semente

Fonte: Google imagens


A formação de tecidos em angiospermas
Germinação da semente

➢ As sementes geralmente amadurecem ainda dentro dos frutos.


Em seu interior, o embrião encontra-se em estado de
dormência. Após serem liberadas do fruto e encontrarem
condições adequadas, as sementes iniciam o processo de
germinação, que é a retomada do crescimento e da
diferenciação do embrião.

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A formação de tecidos em angiospermas
Germinação da semente

➢ A primeira estrutura a emergir da semente, após a ruptura da


casca, é a radícula, que logo se diferencia na raiz primária. Esta
cresce em direção ao solo, ancorando a planta e iniciando a
absorção de água e sais minerais por meio de pelos
absorventes.

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A formação de tecidos em angiospermas
Germinação da semente

Fonte: Google imagens


A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

➢ Os tecidos meristemáticos presentes nas extremidades dos


caules e das raízes são chamados meristemas primários;

➢ Durante o desenvolvimento da planta, células já diferenciadas


para o exercício de funções específicas podem readquirir a
capacidade de se dividir e originando meristemas. Estes, por
surgirem a partir de tecidos já diferenciados, são denominados
meristemas secundários.
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

➢ A protoderme é a camada de células que reveste externamente


o embrião e que dará origem à epiderme, o primeiro
revestimento da planta. O meristema fundamental originará o
córtex. A região central do embrião, envolvida pelo meristema
fundamental, diferencia-se em procâmbio (do latim pro, antes;
e cambiare, trocar), que dará origem aos dois tecidos vasculares
da planta: o xilema e o floema.
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos
Fonte: Google imagens
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos
➢ Plantas jovens são revestidas por uma camada de células
achatadas e bem encaixadas entre si, que constituem a
epiderme. As células epidérmicas secretam substâncias
impermeabilizantes que formam a cutícula, que evita a perda
de água por transpiração. Fonte: Google imagens
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

➢ Parênquima é a denominação genérica para tecidos vegetais


constituídos por células de paredes finas compostas
basicamente de celulose. Os tecidos parenquimáticos
preenchem os espaços entre os tecidos de revestimento e os
tecidos condutores. As células parenquimáticas têm capacidade
de desdiferenciação, podendo voltar a se dividir, o que tem
papel importante na regeneração de lesões;

➢ Células de certos tecidos parenquimáticos podem acumular


amido e outras substâncias de reserva (parênquima de
reserva). Plantas que flutuam na água costumam apresentar
parênquimas especializados no acúmulo de gases entre as
células (parênquimas aeríferos).
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

➢ As plantas vasculares possuem ainda dois tecidos especializados


na sustentação esquelética do corpo vegetal: o colênquima e o
esclerênquima;

➢ As células do colênquima estão organizadas em feixes


longitudinais no interior de raízes e caules, principalmente em
partes jovens da planta.

➢ O esclerênquima é formado por células que morreram devido


ao próprio processo de diferenciação. Durante esse processo, as
paredes celulares impregnaram-se de uma substância
impermeável, a lignina, formando elementos de grande
resistência. Esses elementos podem ser de dois tipos: fibras
esclerênquimáticas e esclereídes.
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos
➢ Fibras esclerenquimáticas estão presentes em diversas partes
da planta: caules, folhas, frutos e sementes. O revestimento
duro das sementes e frutos de muitas espécies, como nozes,
avelãs e cocos, é constituído principalmente por fibras
esclerenquimáticas;

➢ Esclereídes têm forma variada e podem ser encontradas


isoladamente ou em grupo entre as células parenquimáticas.

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A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos
➢ O xilema é composto basicamente por dois tipos de elementos
condutores da seiva mineral: as traqueídes e os elementos de
vaso lenhoso, ambos constituídos por células mortas, das quais
restaram apenas as paredes celulares espessas, impregnadas de
lignina.

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A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

➢ O floema é constituído por diversos tipos de célula. Além dos


elementos condutores da seiva orgânica – as células crivadas e
os elementos de tubo crivado –, há também fibras e células
parenquimáticas;

➢ As células crivadas e os elementos de tubo crivado recebem


essa denominação por apresentarem em suas paredes áreas
com um grande número de poros, as áreas crivadas e as placas
crivadas. Cada poro é atravessado por um plasmodesmo, uma
fina ponte citoplasmática que comunica diretamente os
citoplasmas de células vizinhas do floema.
A formação de tecidos em angiospermas
Diferenciação celular e principais tipos de tecidos

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Organização corporal das angiospermas
Estrutura da raiz

➢ A extremidade de uma raiz é envolta por uma estrutura celular


em forma de capuz, a coifa. Esta protege do atrito com o solo a
zona de multiplicação celular. Seguindo-se, encontra-se a zona
de alongamento celular;

➢ À zona de alongamento segue-se a zona de maturação celular.


Na parte externa da planta, a zona de maturação pode ser
identificada pela presença de grande número de pelos
absorventes.
Organização corporal das angiospermas
Estrutura da raiz

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Organização corporal das angiospermas
Estrutura do caule

➢ O caule liga e integra raízes e folhas. Além de constituir a


estrutura física onde se inserem raízes e folhas, o caule é o
responsável pelo transporte de água e de substâncias orgânicas
entre esses órgãos;

➢ Há espécies em que o caule cresce horizontalmente, na


superfície do solo ou enterrado. A grama e o morangueiro têm
caules do tipo estolho que crescem horizontalmente sobre o
solo, enquanto a bananeira e o bambu têm caules subterrâneos
(rizomas). A batata-inglesa tem um rizoma dilatado, com células
ricas em grãos de amido. Caules subterrâneos apresentam
gemas, ou botões vegetativos, a partir dos quais podem se
desenvolver ramos e folhas. A presença dessas estruturas
permite distingui-los das raízes.
Organização corporal das angiospermas
Estrutura do caule

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Organização corporal das angiospermas
Estrutura do caule

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Organização corporal das angiospermas
Estrutura da folha

➢ As folhas se desenvolvem a partir dos primórdios foliares. À


medida que o primórdio foliar se desenvolve, os tecidos se
diferenciam e se organizam em uma estrutura laminar
altamente adaptada à captação de luz. Os tipos mais comuns de
folha têm uma porção laminar expandida, o limbo, ou lâmina
foliar, e um pedúnculo, o pecíolo, pelo qual o limbo se prende
ao ramo caulinar;

➢ A folha é totalmente revestida por uma epiderme que, na


maioria das plantas, é formada por uma única camada de
células. Entretanto, plantas adaptadas a regiões secas
(xerófitas) podem apresentar uma epiderme constituída por
várias camadas de células, que conferem proteção extra contra
a perda de água.
Organização corporal das angiospermas
Estrutura da folha

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Referência bibliográfica

➢ AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia 2: Biologia dos


organismos. 4ª edição. São Paulo: Moderna, 2015. Coleção
Moderna PLUS.

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