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Abt Vogler

By Robert Browning
Would that the structure brave, the manifold music I build,
Bidding my organ obey, calling its keys to their work,
Claiming each slave of the sound, at a touch, as when Solomon willed
Armies of angels that soar, legions of demons that lurk,
Man, brute, reptile, fly,—alien of end and of aim,
Adverse, each from the other heaven-high, hell-deep removed,—
Should rush into sight at once as he named the ineffable Name,
And pile him a palace straight, to pleasure the princess he loved!

Would it might tarry like his, the beautiful building of mine,


This which my keys in a crowd pressed and importuned to raise!
Ah, one and all, how they helped, would dispart now and now combine,
Zealous to hasten the work, heighten their master his praise!
And one would bury his brow with a blind plunge down to hell,
Burrow awhile and build, broad on the roots of things,
Then up again swim into sight, having based me my palace well,
Founded it, fearless of flame, flat on the nether springs.

And another would mount and march, like the excellent minion he was,
Ay, another and yet another, one crowd but with many a crest,
Raising my rampired walls of gold as transparent as glass,
Eager to do and die, yield each his place to the rest:
For higher still and higher (as a runner tips with fire,
When a great illumination surprises a festal night—
Outlining round and round Rome's dome from space to spire)
Up, the pinnacled glory reached, and the pride of my soul was in sight.

In sight? Not half! for it seemed, it was certain, to match man's birth,
Nature in turn conceived, obeying an impulse as I;
And the emulous heaven yearned down, made effort to reach the earth,
As the earth had done her best, in my passion, to scale the sky:
Novel splendours burst forth, grew familiar and dwelt with mine,
Not a point nor peak but found and fixed its wandering star;
Meteor-moons, balls of blaze: and they did not pale nor pine,
For earth had attained to heaven, there was no more near nor far.

Nay more; for there wanted not who walked in the glare and glow,
Presences plain in the place; or, fresh from the Protoplast,
Furnished for ages to come, when a kindlier wind should blow,
Lured now to begin and live, in a house to their liking at last;
Or else the wonderful Dead who have passed through the body and gone,
But were back once more to breathe in an old world worth their new:
What never had been, was now; what was, as it shall be anon;
And what is,—shall I say, matched both? for I was made perfect too.

All through my keys that gave their sounds to a wish of my soul,


All through my soul that praised as its wish flowed visibly forth,
All through music and me! For think, had I painted the whole,
Why, there it had stood, to see, nor the process so wonder-worth:
Had I written the same, made verse—still, effect proceeds from cause,
Ye know why the forms are fair, ye hear how the tale is told;
It is all triumphant art, but art in obedience to laws,
Painter and poet are proud in the artist-list enrolled:—

But here is the finger of God, a flash of the will that can,
Existent behind all laws, that made them and, lo, they are!
And I know not if, save in this, such gift be allowed to man,
That out of three sounds he frame, not a fourth sound, but a star.
Consider it well: each tone of our scale in itself is nought;
It is everywhere in the world—loud, soft, and all is said:
Give it to me to use! I mix it with two in my thought:
And, there! Ye have heard and seen: consider and bow the head!

Well, it is gone at last, the palace of music I reared;


Gone! and the good tears start, the praises that come too slow;
For one is assured at first, one scarce can say that he feared,
That he even gave it a thought, the gone thing was to go.
Never to be again! But many more of the kind
As good, nay, better, perchance: is this your comfort to me?
To me, who must be saved because I cling with my mind
To the same, same self, same love, same God: ay, what was, shall be.

Therefore to whom turn I but to thee, the ineffable Name?


Builder and maker, thou, of houses not made with hands!
What, have fear of change from thee who art ever the same?
Doubt that thy power can fill the heart that thy power expands?
There shall never be one lost good! What was, shall live as before;
The evil is null, is nought, is silence implying sound;
What was good shall be good, with, for evil, so much good more;
On the earth the broken arcs; in the heaven, a perfect round.

All we have willed or hoped or dreamed of good shall exist;


Not its semblance, but itself; no beauty, nor good, nor power
Whose voice has gone forth, but each survives for the melodist
When eternity affirms the conception of an hour.
The high that proved too high, the heroic for earth too hard,
The passion that left the ground to lose itself in the sky,
Are music sent up to God by the lover and the bard;
Enough that he heard it once: we shall hear it by and by.

And what is our failure here but a triumph's evidence


For the fulness of the days? Have we withered or agonized?
Why else was the pause prolonged but that singing might issue thence?
Why rushed the discords in, but that harmony should be prized?
Sorrow is hard to bear, and doubt is slow to clear,
Each sufferer says his say, his scheme of the weal and woe:
But God has a few of us whom he whispers in the ear;
The rest may reason and welcome; 'tis we musicians know.

Well, it is earth with me; silence resumes her reign:


I will be patient and proud, and soberly acquiesce.
Give me the keys. I feel for the common chord again,
Sliding by semitones till I sink to the minor,—yes,
And I blunt it into a ninth, and I stand on alien ground,
Surveying awhile the heights I rolled from into the deep;
Which, hark, I have dared and done, for my resting-place is found,
The C Major of this life: so, now I will try to sleep.

Abt Vogler

Seria aquela a estrutura elegante, a música múltipla que construo,


ordenando meu órgão obedece, chamando suas teclas para o trabalho,
reivindicando cada escravo do som, a um toque, como quando Solomon desejou
exércitos de anjos que se elevam, legiões de demônios que espreitam,
Homem, bruto, réptil, mosca, -- alheios do fim e do objetivo
adversos, cada um do paraíso do outro -- alto, removido das profundezas do inferno,
deveria se precipitar à visão ao mesmo tempo que chama o Nome inefável,
e erguer um palácio, para agradar a princesa que amava !

Perduraria poderoso como o dele, meu belo edifício,


Isso que minhas teclas aglomeram pressionadas e importunadas a construir !
Ah, uma e todas, como elas ajudaram, agora se distribuiem e se combinam,
Zelosas a acelerar o trabalho, aumentam o louvor de seu mestre!
E uma ocultaria o sobrolho com um cego mergulho no inferno,
Cava um pouco e constrói, bem nas raízes das coisas,
Então de novo, emerge à vista, tendo alicerçado bem meu palácio,
Fundado, sem medo das chamas, plano sobre as nascentes inferiores.

E outro iria montar e marchar, como o excelente criado que era,


Ay, outro e ainda outro, uma multidão, muitos com uma pluma,
Elevando meus muros fortificados de ouro transparentes como o vidro,
Ansiosos para fazer e morrer, dando a cada um seu lugar para o repouso:
Para mais alto ainda e ainda (como um tapete que se inclina ao fogo,
Quando uma grande luz surpreende uma noite festiva -
Delineando no espaço o pináculo da cúpula redonda de Roma)
Para cima, atingindo o ápice da glória, e o orgulho da minha alma a divisar.

Divisar ? Nem metade! Pois parecia, era certo, igualar o nascimento do homem,
A natureza, por sua vez, concebida, obedecendo a um impulso como eu;
E o céu invejoso ansiando, fez esforço para alcançar a Terra,
Como a Terra tinha feito o seu melhor, na minha paixão, para medir o céu:
Novos esplendores explodiram, ficaram familiares e habitaram com os meus,
Nem um ponto nem um pico, mas encontrou e fixou sua estrela errante;
Luas-meteoros, bolas em chama: e elas não palideceram nem se consumiram,
Pois a Terra alcançou o céu, não havia mais perto nem longe.

Não mais; Pois não quis quem andasse no brilho e na incandescência,


Simples presenças no lugar; ou, frescos do Protoplasma,
aparelhados para as idades vindouras, quando um vento mais gentil deve soprar,
atraído agora para começar e viver, em uma casa de seu gosto, finalmente;
Ou então os Mortos maravilhosos que passaram pelo corpo e se foram,
Mas voltaram uma vez mais a respirar em um mundo antigo digno do seu novo:
O que nunca foi, era agora; o que era, será em breve;
E o que é -- devo dizer, iguala ambos ? pois também fui feito perfeito.

Tudo através de minhas teclas que deram seus sons a um desejo de minha alma,
Tudo através de minha alma que louvou enquanto seu desejo fluía visivelmente adiante,
Tudo através de minha música e de mim! Pois pense, eu pintei o todo,
Ora, lá esteve parado, para ver, não o processo tão maravilhoso:
Se eu escrevi o mesmo, fiz o verso – mesmo asim, o efeito procede da causa,
Você sabe por que as formas são belas, você sabe como o conto é contado;
É tudo arte triunfante, mas arte em obediência às leis,
Pintor e poeta estão orgulhosos na lista de artistas registrados: --

Mas aqui está o dedo de Deus, um flash da vontade que pode,


Existente por trás de toda lei, que as criou, e eis que são!
E eu não sei se, salvo isso, esse dom seja permitido ao homem,
que de três sons que ele enquadra, não um quarto som, mas uma estrela.
Considere bem isso: cada tom da nossa escala em si não é nada;
Está em todo lugar no mundo -- alto, suave e tudo é dito:
Dê-me isto para usar! Eu misturo com dois em meu pensamento:
E então ! Você já ouviu e viu: considere e faça uma reverência !

Bem, se foi enfim, o palácio de música que ergui;


Foi-se ! E as lágrimas boas começam, os louvores que vem muito lentamente;
Um é assegurado de início, um quase não pode dizer que temia,
que nem tenha dado a isso um pensamento, para ir estava a coisa que se foi.
Nunca mais ser novamente! Mas muitos mais do tipo
Tão bom, não, melhor, talvez : esse é o seu conforto para mim?
Para mim, que devo ser salvo porque me agarro com minha mente
no mesmo, mesmo eu, mesmo amor, mesmo Deus: ay, o que foi, deve ser.

Por isso, para quem me voltar senão para ti, o Nome inefável ?
Construtor e criador, tu, de casas não feitas com as mãos !
Ora, tem medo da sua mudança quem é sempre o mesmo ?
Duvida de que teu poder possa preencher o coração de quem teu poder expande?
Nunca haverá um bem perdido! O que era, viverá como antes;
O mal é nulo, é nada, é silêncio sugerindo som;
O que era bom deve ser bom, para com o mal, muito mais bom;
Na terra, os arcos quebrados; no céu, um círculo perfeito.

Tudo o que desejamos ou esperamos ou sonhamos bom deve existir;


Não sua aparência, mas si mesmo; não beleza, nem bem, nem poder
De quem a voz saiu, mas cada um sobrevive para o melodista
Quando a eternidade afirma a concepção de uma hora.
O alto que se mostrou muito alto, o heróico para a terra muito dura,
A paixão que deixou o chão para se perder no céu,
A música é enviada a Deus pelo amante e pelo bardo;
Basta que ele ouça uma vez: havemos de ouvir de quando em quando.

E qual é o nosso fracasso aqui, senão a evidência do triunfo


Para a plenitude dos dias? Nós murchamos ou agonizamos ?
Por que mais a pausa foi prolongada, senão para que o canto possa emanar ?
Por que foram as discódias agitadas, mas essa harmonia deve ser apreciada ?
A tristeza é difícil de suportar, e a dúvida é lenta de remover,
Cada sofredor diz sua palavra, seu esquema do bem estar e de aflição :
Mas Deus tem alguns de nós em quem sussurra no ouvido;
O resto pode debater e acolher; Nós os músicos, sabemos.

Bem, é a terra comigo; silêncio recomeça seu reinado :


Eu serei paciente e orgulhoso, e aquiescerei com sobriedade.
Me dê as teclas. Eu sinto o acorde comum novamente,
Deslizando por semitons até eu descer para o menor, -- sim,
E eu atenuo para uma nona, e permaneço em um terreno desconhecido,
Examinando por um instante as alturas das quais rolei para a profundeza;
O qual, escute, ousei e fiz, pois então o meu lugar de repouso está achado,
O C Maior desta vida: então, agora vou tentar dormir.