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FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

PA R Ó Q U I A E S A N T U Á R I O
NOSSA SENHORA DA PIEDADE
• “Pela Liturgia da terra participamos, saboreando-a já,
na Liturgia celeste celebrada na cidade santa de
Jerusalém, para a qual como peregrinos nos dirigimos
[…]; por meio dela cantamos ao Senhor um hino de
glória.” (CIC, n. 1090: Constituição sobre a Liturgia 8)
P O N T O D E V I S TA L I T Ú R G I C O
- PA R T I C I PA D A N AT U R E Z A S I M B Ó L I C A E
S A C R A M E N TA L D A L I T U R G I A C R I S TÃ ;
- PA R T I C I PA Ç Ã O C O M U N I TÁ R I A ;
- C A R ÁT E R M I N I S T E R I A L D E T O D A A I G R E J A ;
- MÚSICA RITUAL;
- A S E R V I Ç O D A PA L A V R A ;
- E X P R E S S A O M I S T É R I O PA S C A L D E C R I S T O D E
ACORDO COM O TEMPO DO ANO LITÚRGICO.
A MÚSICA NA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

FORMAS E ANÁLISE
CANTO DE ENTRADA

• Este canto, geralmente, tem a forma Binária: A+B,


onde A é o refrão e B, a estrofe. Mais raramente, pode
também ter a forma unitária, chamada hino estrófico
(sem refrão). Sua forma musical seria apenas A. O
canto de entrada também pode ser a antífona de
entrada do dia ou do tempo, com um salmo
apropriado (parecido com a forma do Salmo
responsorial). Sua forma seria A (antífona, cantada por
todos) + B (versos ou estrofes do salmo cantados pelo
solista ou coro).
AT O P E N I T E N C I A L

• O Missal Romano propõe três fórmulas à escolha para


o Ato Penitencial:

• 1) (Após a introdução do Ministro) "Confesso a


Deus…"

• 2) “Tende compaixão de nós, Senhor…”

• 3) “Senhor… Cristo… Senhor, tende piedade de nós


(resposta da Assembleia) ou "Kyrie… Christe… Kyrie
Eleison”
AT O P E N I T E N C I A L

• Fórmula 1: “Confesso a Deus…”: como o texto é em prosa e sem ritmo, a música deve ser em
estilo RECITATIVO;

• Fórmula 2: É um diálogo entre o solista e todos, introduzido e concluído pelo presidente da


assembleia: “Tende compaixão…”. A primeira parte, “Tende compaixão…” será cantada pelo
ministro que preside ou por um(a) cantor(a). A segunda parte, a assembleia responde. Sua forma
musical será A+B;

• Fórmula 3: “Senhor… Cristo… Senhor, tende piedade de nós”. Nos primeiros séculos do
Cristianismo, tratava-se de uma ladainha a Cristo-Senhor; hoje, é mais uma invocação ao Senhor
Jesus Cristo. Essa tríplice invocação NÃO É TRINITÁRIA, como alguns compositores o fazem, mas é
dirigida SOMENTE A CRISTO. As respostas às invocações: “Senhor e Cristo”, podem ser
substituídas por “Kyrie Eleison” e “Christe Eleison”. Estas invocações, se já não foram incluídas no
Ato Penitencial, são cantadas em seguida;

• Ainda na Fórmula 3, temos o recitativo melódico, bastante funcional, onde repete-se a melodia do
trecho A, com as letras referentes às invocações e a resposta é a mesma “(Tende) Piedade de nós.”
Um exemplo dessa fórmula é a tão conhecida “Senhor, que vieste salvar”, uma das invocações
previstas no Missal Romano.
GLÓRIA

• Pode ter a forma CONTÍNUA ou ser dividido em BLOCOS:

• A) Introdução: Glória a Deus, dirigindo-se ao Pai; B) Senhor Deus,


Rei dos céus. Dirigindo-se ao Filho: Senhor Jesus Cristo…: C) a
parte final: “só vós sois o Santo…”. Sua forma pode ser ternária
ou quaternária: com três ou quatro partes.

• Apresenta uma dificuldade para o compositor por ter texto em


prosa e não ter um ritmo regular que ajude o músico. A maioria
das composições é de paráfrases bem distantes do original. Sua
realização pode ter a forma RESPONSORIAL, ou seja, o texto
“Glória a Deus nas alturas” pode tornar-se um refrão, intermeado
pelo texto oficial do Missal.
SALMO RESPONSORIAL

• Pertence ao gênero dos recitativos litúrgicos, mas a


antífona ou responso pode ser mais lírico. Esse salmo
faz parte da Liturgia da Palavra. O salmista canta o
refrão e o povo repete. Em seguida o salmista
declama cantando em recitativo, os versos ou as
estrofes do salmo e o povo responde com o responso
ou refrão. A forma do salmo é binária: A+B.

• Deve ser cantado da Mesa da Palavra e não do coro.


A C L A M A Ç Ã O A O E VA N G E L H O

• Consiste, basicamente, no canto do Aleluia (ou outro


na Quaresma, com uma aclamação a Cristo Senhor:
“Glória, Louvor e honra a Ti…") com o recitativo de
um versículo do Evangelho do dia ou do tempo.
Neste sentido, em nossa realidade paroquial,
facultamos aos grupos de canto a escolha da melodia
do Aleluia, indicando somente o refrão
correspondente a cada domingo. A forma da
aclamação é ternária: A (Aleluia) +B (versículo) +A
(Aleluia).
CREIO: SÍMBOLO APOSTÓLICO

• Mais curto e mais simples. Pode se dividir em três


blocos: ao Pai, A; ao Filho, Jesus Cristo, B; ao Espírito
Santo, Igreja católica, comunhão dos santos, remissão
dos pecados, ressurreição da carne e vida eterna,
amém, C. As frases dessas grandes formas podem ser
subdivididas em semifrases em que a música é
semelhante à do Coral, para que o povo possa repetir
com outra letra a mesma música. A forma é ternária ou
múltipla.
CREIO: SÍMBOLO NICENO-
C O N S TA N T I N O P O L I TA N O

• Um pouco mais longo, pode ter a mesma forma e


estrutura do Símbolo Apostólico.

• Era o único cantado na missa clássica em latim.


C A N T O D A P R E PA R A Ç Ã O D A S
OFERENDAS
• Sua forma pode ser como a do canto de abertura (ou de entrada): A+B. É um
canto que acompanha a procissão das oferendas, enquanto aquele
acompanha a procissão de entrada. O Missal romano atual não traz nenhum
texto oficial para o canto de preparação das oferendas. O texto que o
presidente da assembleia reza, bendizendo a Deus pelo pão e pelo vinho, é o
ideal para este momento.

• Em alguns casos, pode-se fazer apenas um fundo musical ou ainda um


diálogo com o presidente da celebração com a aclamação “Bendito seja
Deus para sempre”ou “Bendito seja o nome do Senhor agora e sempre e por
toda a eternidade”, desde que combinado e, se possível, ensaiado antes.

• Atenção redobrada nas missas onde utiliza-se o turíbulo! O canto só deve ser
interrompido após a incensação da assembleia pelo diácono ou turiferário!
SANTO

• A forma natural deste canto, conforme o seu sentido,


é: A, Santo; B, O céu e a terra; C, Hosana; D, Bendito
o que vem; C(1), Hosana. Ou seja: A+B+C+D+C(1).

• Liturgicamente, o Santo é um canto muito importante.


É a proclamação da santidade, isto é, da
transcendência de Deus, segundo a visão de Isaías (Is
6,3), proclamação retomada no Apocalipse (Ap 5,8). O
texto oficial é do Ordinário da Missa.
AS ACLAMAÇÕES DA ORAÇÃO
EUCARÍSTICA
• As aclamações para toda a Igreja: são as três para depois das palavras das instituição da
eucaristia (resposta ao “Eis o mistério da fé”): “Anunciamos, Senhor”, “Todas as vezes
que comemos” e “Salvador do mundo”.

• Concessões especiais para o Brasil: a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos
Sacramentos concedeu ao Brasil a licença de utilizar algumas intervenções da assembleia
na oração eucarística. No fim de cada bloco, é prevista uma intervenção da assembleia
(que não é obrigatória). Todas elas podem ser cantadas com a mesma melodia, pois
foram planejadas com três acentos (EnviAI o vosso EsPÍrito SANto, epiclese (invocação ao
Espírito Santo) antes da narrativa da instituição da eucaristia, por exemplo.)

• Aclamação no final da Oração Eucarística: o presidente, agindo na pessoa de Cristo reza


por toda a assembleia e em seu nome ao Pai, por Jesus Cristo, no Espírito Santo a
Doxologia (Por Cristo…) e a assembleia ratifica o seu consenso através do canto do
Amém. Além do Amém simples, o Missal ainda traz outras variantes, com mais
possibilidades. Nas orações eucarísticas Sobre a reconciliação I e II, por exemplo:
“Amém, louvor e glória ao Pai que em Cristo nos dá o seu perdão”ou “Amém, louvor e
glória ao Pai que, em Cristo, nos reconciliou”. Vale ressaltar a norma paroquial: quando o
presidente canta a Doxologia, o grupo de canto responde o Amém cantando. Quando é
rezada a Doxologia, o grupo de canto responde o Amém aclamando, sem cantar.
O PA I - N O S S O

• Existem fórmulas recitativas à escolha, à semelhança


do Canto gregoriano em latim, mas como a letra é
sem prosa e sem ritmo, dificulta uma realização que
satisfaça. A divisão normal é em dois grandes blocos:
A, Pai Nosso e B, O Pão Nosso. As frases de cada
bloco podem seguir uma fórmula adequada ou menos
repetida, podendo ser A+A1 ou A+B, binária.

• PERGUNTA SÉRIA: Você sabe rezar o Pai Nosso???


O PA I - N O S S O

• Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso


nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa
vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de
cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas
livrai-nos do mal.

• Importante ressaltar que o Pai Nosso, dentro da Missa,


não tem Amém.
O CORDEIRO DE DEUS

• É uma Ladainha a Cristo, Cordeiro de Deus sacrificado


e ressuscitado, geralmente de forma lírica, com três
invocações iguais e duas respostas de “Tende
piedade de nós”, e uma de “Dai-nos a paz”. Sua
forma: duas A (Cordeiro de Deus) + B (Tende
piedade…) e uma A + C (Dai-nos a paz).
O CANTO DE COMUNHÃO

• Sua forma pode ser como a do canto de abertura (ou


de entrada) e o das oferendas: A+B.

• Do ponto de vista da letra, é importante que faça


alusão ao corpo e sangue de Cristo e a um “programa
de vida” conforme o Evangelho de Jesus Cristo.
O CANTO DE LOUVOR

• O nome “Canto Final” é impróprio.

• Sua forma pode ser lírica ou salmódica, dependendo


da utilização de um salmo ou de outro canto. Se for a
antífona com um salmo, a forma é: A (antífona) + B
(salmo). Se for um canto estrófico, segue a mesma
forma. Se for um hino: A+A1+A2.
FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

MOMENTO ROADIE
TIPOS E USOS DE MICROFONES

• Cardioide: capta o que está à frente do microfone e


rejeita o que está atrás. Ideal para performances ao
vivo ou captar fontes que precisam de rejeitar o
vazamento de outros instrumentos (principalmente os
percussivos).
TIPOS E USOS DE MICROFONES

• Super (Hiper)-Cardioide: é uma versão “turbo" dos


cardioides. Sua captação é ainda mais reduzida e
rejeita ainda mais os sons que não estejam à frente do
microfone.
TIPOS E USOS DE MICROFONE

• Omnidirecionais: são aqueles que captam em todas


(omni) as direções, ou seja, em 360º.
TIPOS E USOS DE MICROFONE

• Microfone Shotgun: são aqueles utilizados na TV. São


extremamente direcionais e rejeitam os sons laterais.
T É C N I C A PA R A E N R O L A R C A B O S

• Tomar cuidado com os cabos porque são frágeis;

• A técnica de enrolar os cabos serve para qualquer tipo


de cabo, desde os P10 que utilizamos para amplificar
os instrumentos até os do seu fone de ouvido;

• Dois passos: 1) volta pela frente; 2) fazer o “zerinho”


pelo outro lado.
FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

T É C N I C A S PA R A
CANTORES
A PA R E L H O F O N A D O R E M
FUNCIONAMENTO
TÉCNICAS DE AQUECIMENTO E
DESAQUECIMENTO VOCAL

• No mínimo, por 10 minutos, os seguintes:


• Girar a língua dentro da boca, no vestíbulo (espaço entre os lábios e os dentes).
• Mastigar de forma selvagem.
• Produção de sons nasais /m/ e /n/ associados a movimentos de língua e
mastigação.
• Estalar a língua no céu da boca.
• Vibração de lábios.
• Vibração de língua.
• Vibração de lábios e de língua em escala ascendente.
• Vocalizações com sequência de vogais: i, ê, é, a, ó, ô, u.
TÉCNICAS DE VOCALIZO
FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

T É C N I C A S PA R A
I N S T R U M E N T I S TA S
DICAS MUSICAIS

• Utilização de tonalidades cromáticas (sustenidos e


bemóis) para resolução de problemas de altura;

• Alto demais ou baixo demais?;

• Afinação;

• Passagem de som;

• Recordar alguns “pecados" musicais cometidos…


FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

PA S T O R A L D A M Ú S I C A
EM 2019
FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

CANTO CORAL
D O N A N O B I S PA C E M ( AT R I B U Í D A A W. A . M O Z A R T )