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Física

Frente III
CAPITULO 2 – CALORIMETRIA

Aulas 05 a 07 Vidro 0,20


Cobre 0,093
Vimos no capítulo anterior os conceitos de Álcool 0,58
Calor, Equilíbrio Térmico e a Lei Zero da
Termodinâmica. É imprescindível dominar esses Capacidade Térmica (C)
conceitos para o estudo deste 2° Capítulo. Definimos a capacidade térmica (C) de um corpo
como sendo o produto da massa pelo calor específico
Calor é a energia térmica transferida de um corpo
do material que o constitui. Assim, a capacidade
para outro devido exclusivamente à diferença de
térmica é característica do objeto e não da substância.
temperatura entre eles.
Da definição obtemos:
Calor Sensível
C = m.c e Q = C.∆Tt
Verificamos experimentalmente que a quantidade de
calor sensível (Q) recebida ou cedida por um corpo Unidade de C → cal/°C ou J/°C
apenas para variar sua temperatura (sem ocorrer
mudança de fase) é diretamente proporcional à sua * Equivalente em Água (E)
massa (m) e a variação da sua temperatura (∆T).
O equivalente em água de um corpo é a massa de
água cuja capacidade térmica é igual à capacidade
térmica do corpo considerado. Assim:
E ⁿ= C
Exemplo: A capacidade térmica de 100g de álcool é: C
= 100.0,58 = 58 cal/°C. Assim, o equivalente em água
dessa quantidade de álcool é: E = 58 g. Isto quer dizer
que 58 g de água possuem a mesma capacidade
Assim, quando um corpo cede ou recebe calor, térmica que o objeto em questão (100 g de álcool).
variando apenas a sua temperatura, sem mudar o seu
estado físico, dizemos que ele recebeu ou cedeu calor Calor Latente
sensível.
Durante as mudanças de estado físico, as
Desse resultado obtemos a Equação Fundamental
substâncias podem receber ou ceder calor sem que
da Calorimetria:
sua temperatura se altere. Se desejarmos, por
Q = m.c.∆T exemplo, transformar um bloco de gelo de 10g a
0°C em 10g de água líquida a 0°C devemos através
∆T = TF – Ti → variação da temperatura
de uma fonte de calor transferir 800 calorias para o
c → calor específico m → massa do corpo
gelo. Isso quer dizer que cada grama de gelo, para
Unidades usuais: Q → caloria (cal) se transformar em água líquida, necessita-se 80
m → grama (g) calorias.
Unidades no SI: Q → joule (J)
m → quilograma (kg)
Sinal: Q > 0 → corpo recebe calor
Q>0 corpo cede calor

Calor Específico (c)


O calor específico (c) é uma grandeza Assim, a quantidade de calor latente (QL) é dada por:
característica de cada substância e seu valor depende QL = m.L
da temperatura e do estado físico do corpo. Sua
unidade mais comum é a cal/g°C. No SI devemos usar L→ calor específico latente ou calor latente
J/kg°C. Unidades de L → cal/g ou J/kg
Calores específicos de algumas substâncias
Substância Calor específico Calores latentes da água
(cal/g°C) Mudança de Fase Calor latente
Água 1,00 Fusão LF = 80 cal/g
Gelo 0,55 Vaporização LV = 540 cal/g
Vapor d´água 0,48 Solidificação LS = - 80 cal/g
Mercúrio 0,033 Condensação LC = - 540 cal/g
Ferro 0,11
CASD Vestibulares Calorimetria 28
02. Uma panela de vidro de 500g é aquecida de 30°C
até 100°C. Ela recebe um total de 7000 calorias
durante o processo.Determine:
a) O calor específico do vidro
b) A capacidade térmica da panela
c) O equivalente em água da panela de vidro

03. Determine a quantidade de calor neces-sária para:


a) Fundir 400g de gelo a 0°C
Trocas de Calor b) Condensar 200g de vapor d´água a 100°C
Corpos, a temperaturas diferentes, quando
colocados em um Calorímetro, trocam calor entre si 04. Em um calorímetro de capacidade térmica
até atingirem o equilí-brio térmico. 40cal/°C, com 600g de água, a 20°C, intro-duzimos um
Calorímetro ideal pedaço de ferro (c=0,1cal/g°C) de massa 1200g a
O Calorímetro ideal é um sistema termi-camente 300°C. Determine a tempera-tura de equilíbrio térmico.
isolado do ambiente, cujas paredes são adiabáticas.
Ele pode ou não participar das trocas energéticas com 05. Tem-se uma massa de 200g de uma substância,
os corpos nele colocados. Se isso ocorrer, então o inicialmente a -5°C.
caloríme-tro possui uma capacidade térmica. Como a) Calcule a quantidade total de calor que se deve
exemplo de calorímetro ideal temos a garrafa térmica fornecer para se atingir 90°C
e a caixa de isopor. b) Trace a curva de aquecimento do processo
c) Se o fluxo de calor é constante e vale 130 cal/s
Lei Geral das Trocas de Calor
determine o tempo necessário para a temperatura
A soma algébrica das quantidades de calor, atingir 90°C.
sensível ou latente, trocadas entre os corpos é nula. Dados: TF: 5°C TV: 80°C
Assim: Calor específico na fase sólida: cs=2 cal/g°C
Calor específico na fase líquida: cl=0,8cal/g°C
∑Q = 0 ou Qrecebido = Qcedido Calor específico na fase gasosa:cv=1,5cal/g°C
Calor latente de fusão: LF = 10 cal/g
Equivalência entre Calor e Energia Calor latente de vaporização: LV = 25 cal/g
O físico inglês James Joule demonstrou a
equivalência entre as unidades de calor e de energia Exercícios Resolvidos
mecânica, isto é, entre caloria e joule. Através da
famosa experiência de Joule, demonstrou-se que: 01. Um vaporizador contínuo possui um bico pelo qual
entra água a 20ºC, de tal maneira que o nível da água
1 cal = 4,19 Jt no vaporizador permane-ce constante. O vaporizador
Curvas de Aquecimento utiliza 800W de potência, consumida no aquecimento
da água até 100ºC e na sua vaporização a 100°C. A
Fornecendo-se continuamente calor a uma massa vazão da água pelo bico é?
de uma substância qualquer, ini-cialmente sólida, Dados: c = 1,0 cal/gºC ; Lvap = 540 cal/g ; H20=1.103
ocorrerão as seguintes eta-pas, pela ordem: kg/m3
1 - Aquecimento na fase sólida até TF - Q1 Resolução:
2 - Fusão da substância (TF cte) - Q2
3 - Aquecimento da fase líquida até T V - Q3 O calor necessário para aquecer e vaporizar a água é
4 - Vaporização da substância (T V cte) - Q4 dado por:
5 - Aquecimento na fase gasosa - Q5 Q  m.c.T  m.L  m.  c.T  L  (I)
Sendo a densidade da água dada por  e seu volume
por V, temos que m   .V
Como é fornecida a potência (P) do vaporiza-dor,
devemos dividir a equação (I) por ∆t, pois da definição
de potência, temos que:
Q
Exercícios de Sala P
t
Assim, a equação (I) fica:
01. Uma barra de ferro com 300g de massa é
Q  .V
aquecida de 20°C até 170°C. Sendo 0,11 cal/g°C o  .  c.T  L 
calor específico do ferro, calcule: t t
a) A capacidade térmica da barra A vazão (Z) é quanto o volume varia no tempo e é
b) A quantidade de calor que ela recebe
V
definida por: Z 
t

29 Calorimetria CASD Vestibulares


Assim, a equação acima se torna: Exercícios
P   .Z.( c.T  L)
 Nível 1
Explicitando a vazão Z, obtemos:: 01. (UEBA) O calor específico sensível de uma
substância indica o valor:
P a) do seu ponto de ebulição ao nível do mar
Z 
 .( c.T  L ) b) da capacidade térmica de um corpo feito com essa
substância
Substituindo os dados do problema e colo-cando todas c) da quantidade de calor necessária para elevar de
as grandezas no SI, temos: um grau Celsius a temperatura de um grama dessa
3 substância
(Lembrando que 1 cal/g = 4,2.10 J/kg)
d) de sua condutividade térmica no estado sólido
800 e) da quantidade de calor necessária para fundir um
Z
1.10 .( 4,2.10 .80  540.4,2.10 3 )
3 3 grama dessa substância

02. (UFPR) Dois corpos de massas diferentes estão


Z  3,1.10 m / s  Z  0,31ml / s
7 3 inicialmente em contato térmico, de modo que suas
temperaturas são iguais. Em seguida isola-se um do
outro e ambos recebem a mesma quantidade de calor
02. Um bloco de gelo, de massa igual a 50 kg e a 0ºC, de uma fonte térmica. A respeito de suas temperaturas
é empurrado por uma força hori-zontal, sobre um piso imediatamente após esta operação, é correto afirmar
também horizontal e a 0ºC. O bloco é empurrado com que:
velocidade constante, percorrendo uma distância de 01) Devem ser iguais
20m. Observa-se que 25 gramas do gelo se fundem. 02) Serão iguais se os dois corpos tiverem igual
Admitindo-se que todo o calor gerado pelo atrito foi volume
absorvido pelo gelo, calcule o coeficiente de atrito 04) Seriam iguais de suas capacidades calorífi-cas
cinético entre o bloco e o piso. fossem iguais.
Considere g = 10 m/s2 e 1cal = 4,2 J 08) Somente seriam iguais se o calor específico
Resolução: sensível de um corpo fosse igual ao outro.
Iremos utilizar nossos conhecimentos de Mecânica 16) Seriam as mesmas se os corpos tivessem a
para resolver este problema. mesma massa e o mesmo calor específico sensível.

Este problema poderia ser bastante compli-cado caso 03. (MED. POUSO ALEGRE-MG) O calor espe-cífico
não façamos algumas considera-ções: sensível do chumbo é 0,030 cal/goC enquanto que o
1) Consideramos que todo o sistema está a 0ºC, do ferro é 0,10cal/goC. Isso significa que:
incluindo o solo, ar, quem empurra o bloco, etc. Assim, a) Se fornecemos a mesma energia calorífica a 1kg de
tudo está em equilíbrio térmico e não haverá fluxo de ferro e a 1kg de chumbo, o chumbo aquecerá mais.
calor sensível. O único tipo de calor gerado é pelo b) Se 1kg de chumbo a 100oC e 1 kg de ferro a 100oC
atrito, que será inteiramente consumido como calor são colocados para esfriar até atingirem a temperatura
latente para derretimento de parte do gelo. ambiente, o chumbo liberará maior quantidade de
2) Consideraremos que a força exercida em todo o energia calorífica para o ambiente
percurso é constante, não variando, em função de um c) Para a mesma quantidade desses materiais, é mais
gradual derretimento do gelo (O peso do bloco diminui fácil (menor gasto de energia) aquecer o ferro do que
muito pouco). aquecer o chumbo até uma determinada temperatura.
A energia gerada pelo atrito é medida pelo trabalho d) Para efeitos de aquecimento podemos dizer que
realizado pela força de atrito cinético. 100g de ferro equivalem a 30g de chumbo.
e) Se o calor específico sensível do ferro é maior do
  Fatrito .d  c .N.d  c .m.g.d que o do chumbo, a capacidade térmica do ferro
Substituindo os dados disponíveis, obtemos: também será maior do que a do chumbo.
  c .50.10.20    10000 c 04. (UFPR) Durante o eclipse, em uma das cidades na
A energia (calor) consumida pelo derretimen-to de zona de totalidade, Criciúma-SC, ocorreu uma queda
parte do gelo é dada por: de temperatura de 8,0oC (Zero Hora – 04/11/94).
Q  m.L  25.80  Q  2000 cal Sabendo que o calor específico sensível da água é 1,0
cal/goC, a quantidade de calor liberada por 1000g de
Colocando em joules: Q  8400 J água, ao reduzir sua temperatura de 8,0oC, em cal, é:
a) 8 b) 125 c) 4000 d) 8000 e) 64000
Igualando a energia gerada pelo atrito com a
consumida pela fusão do gelo, temos: 05. (MACK) Um corpo de certo material com 200g, ao
Q    8400  10000 c receber 1000 cal aumenta sua temperatura de 10oC.
Outro corpo de 500g, constituído do mesmo material,
 c  0,84 terá capacidade térmica de:
a) 50cal/oC b) 250cal/oC c) 150cal/oC
o o
d) 100cal/ C e) 300cal/ C
CASD Vestibulares Calorimetria 30
06. (UFSE) A tabela abaixo apresenta a massa m de capacidade térmica desprezível. Sabe-se que o calor
cinco objetos de metal, com seus respectivos calores específico latente de fusão do gelo é 80cal/g e o calor
específicos sensíveis c. específico sensível da água é 1,0cal/goC. A massa de
Metal c (cal/goC) m (g) gelo a ser utilizada é:
Alumínio 0,217 100 a) 5g b) 12,5 c) 25g d) 33g e) 50g
Ferro 0,113 200
Cobre 0,093 300 12. (UFRJ) Misturam-se 100g de gelo a 00C com 100g
0 0
Prata 0,056 400 de água a 0 C, em 1000g de água a 14 C em um
Chumbo 0,031 500 recipiente de capacidade térmica desprezível.
O objeto que tem maior capacidade térmica é de: Sabendo que o calor específico latente de fusão do
a) alumínio b) prata c) chumbo d) ferro e) cobre gelo vale 80cal/g e que o calor específico sensível da
água vale 1,0 cal/g0C, calcule a temperatura de
07. (UNISA-SP) O gráfico representa a tempera-tura equilíbrio dessa mistura
de uma amostra, de massa 100g, de uma substância
em função da quantidade de calor por ela absorvida. O 13. (ITA) Num dia de calor, em que a temperatura
0
calor específico sensível dessa substância, em ambiente era de 30 C, João pegou um copo com
3
cal/goC, é: volume de 200cm de refrigerante à temperatura
a) 0,10 b) 0,20 ambiente e mergulhou nele dois cubos de gelo de
c) 0,40 massa 15g cada um. Se o gelo estava à temperatura
d) 0,60 de – 40C e derreteu-se por completo e supondo que o
e) 0,80 refrigerante tem o mesmo calor específico sensível
que a água, a temperatura final da bebida de João
ficou sendo aproximadamente de:
3
08. (MACK) Uma fonte calorífica fornece calor Dado: densidade absoluta da água = 1,0 g/cm
0 0 0 0 0
continuamente, à razão de 150 cal/s, a uma a) 0 C b) 12 C c) 15 C d) 20 C e) 25 C
determinada massa de água. Se a temperatura da
água aumenta de 20oC para 60oC em 4 minutos, pode- 14. (UFCE) O gráfico representa a variação de
se concluir que a massa de água aquecida, em temperatura de uma amostra de 20g de um líquido, a
gramas, é: partir de 0ºC, em função do calor por ela absorvido. O
a) 500 b) 600 c) 700 d) 800 e) 900 calor específico cL do líquido e seu calor específico cG
na fase gasosa guardam a seguinte relação:
09. (FUVEST) Um ser humano adulto e saudável a) cL = cG
consome em média, uma potência de 120J/s. Uma b) cL = cG/2
“caloria alimentar” (1kcal) corresponde, c) cL = 2.cG
aproximadamente, a 4,0.103J. Para nos manter- d) cL = 2.cG/3
mos saudáveis, quantas “calorias alimentares” e) cL = 3.cG
devemos utilizar, por dia, a partir dos alimentos que
ingerimos?
3 3 5
a) 33 b) 120 c)2.6.10 d) 4,0.10 e) 4,8.10
15. (PUC-PR) No interior de um calorímetro adiabático
10. (FGV-SP) Colocam-se 500 gramas de água a contendo 500g de água a 20ºC, são colocados 100g
o
100 C dentro de uma garrafa térmica. O gráfico mostra de chumbo a 200ºC. O calor específico da água é 1
a variação da temperatura da água no decorrer do cal/gºC e o do chumbo é 0,031 cal/gºC. A temperatura
tempo. Podemos afirmar que, entre os instantes T1 = final de equilíbrio é aproximadamente:
1000s e T2 = 2000s, a água perdeu calor à razão a)31ºC b)28,4ºC c)25,3ºC d) 23,5ºC e) 21,1ºC
média de, aproximadamente: 16. (ITA) Um bloco de massa m 1 e calor específico
sensível c1, à temperatura T1, é posto em contato com
um bloco de outro material, com massa, calor
específico sensível e temperatura respectivamente m 2,
c2 e T2. Depois de estabelecido o equilíbrio térmico
entre os dois blocos, sendo c1 e c2 constantes e
supondo que as trocas de calor com o resto do
universo sejam desprezíveis, a temperatura final T
deverá ser igual a:
m1T1  m2T1 m1c 1  m 2 c 2
a) b) T2  T1 
a) 0,85 joules/s b) 2,4 joules/s c) 10 joules/s m1  m2 m1c 1  m 2 c 2
d) 33 joules/s e) 42 joules/s
Dado: c T  c 2T2 m c T  m2c 2T2
c) 1 1 d) 1 1 1
calor específico da água = 4.2 J/goC c1  c 2 m1c1  m2c 2
0 0
11.(FUVEST) Dispõe-se de água a 80 C e gelo a 0 C. 17. (FATEC - SP) O calor específico da água é 1,0
Deseja-se obter 100 gramas de água a uma g/ºC e o seu calor latente de vaporização é 540 cal/g.
temperatura de 400C (após o equilíbrio), misturando Sob pressão normal, uma chama constante gasta 1
água e gelo em um recipiente isolante e com
31 Calorimetria CASD Vestibulares
minuto para elevar a temperatura de uma certa massa 04. (FUVEST) Um recipiente contendo 3600g de água
de água de 40ºC a 100ºC. Desde o início da à temperatura inicial de 800C é posto num local onde a
vaporização até o seu final, decorrem: temperatura ambiente permanece sempre igual a
o
a) 6 min b) 9 min c) 12 min d)15 min e) 30 min 20 C. Após 5 horas, o recipiente e a água entram em
18. (Mack) Colocam-se, num mesmo recipiente, 0,3 kg equilíbrio térmico com o meio ambiente. Durante esse
de gelo a 0°C, 1,8kg de água a 10°C e 0,15 kg de período, ao final de cada hora, as seguintes
vapor d’água a 100°C. Calcular a temperatura de temperaturas foram registra-das para a água: 550C,
0 0 0 0
equilíbrio. Dados: Calor de fusão do gelo: 80 cal/g. 40 C, 30 C, 24 C e 20 C. Pede-se:
Calor de vaporização: 540 cal/g. Dado: calor específico da água = 1,0 cal/oC.
a) um esboço indicando valores nos eixos do gráfico
 Nível 2 – Aprofundamento da temperatura da água em função do tempo;
01. (FUVEST) Um recipiente de isopor, que é um bom b) em média quantas calorias por segundo a água
isolante térmico, tem em seu interior água e gelo em transferiu para o ambiente.
equilíbrio térmico. Num dia quente, a passagem de
calor por suas paredes pode ser estimada, medindo-se 05. (FUVEST) O calor específico de um sólido, a
a massa de gelo Q presente no interior do isopor, ao pressão constante, varia linearmente com a tem-
longo de algumas horas, como representado no peratura, de acordo com o gráfico abaixo:
gráfico. Esses dados permitem estimar a transferência Qual
de calor (em kJ/h) pelo isopor, como sendo, a
aproximadamente de: qua
ntida
de
de
calor
, em
calor
ias,
Calor latente de fusão do gelo ≈ 320 kJ/kg
nece
s-
02. (VUNESP) Massas iguais de água e óleo foram
sária para aquecer 1,0g desse sólido de 100C até
aquecidas num calorímetro, separada-mente, por meio
200C?
de uma resistência elétrica que forneceu energia
térmica com a mesma potência constante, ou seja, em
06. (EN – RJ) Uma barra de gelo de massa 100g a –
intervalos de tempo iguais cada uma das massas
200C é colocada num recipiente com 15g de água
recebeu a mesma quantidade de calor. Os gráficos na
liquida a 100C. Sabe-se que o calor específico sensível
figura representam a temperatura desses líquidos no
do gelo vale 0,55 cal/g0C, o calor específico latente de
calorímetro em função do tempo, a partir do instante
fusão do gelo, 80cal/g e o calor específico sensível da
em que se iniciou o aquecimento.
água líquida, 1,0 cal/g0C. Qual a temperatura de
equilíbrio?

07. (UnB) Um pedaço de 100g de gelo, inicialmente à


temperatura de –300C, é imerso em 400g de água cuja
temperatura é de 250C. A mistura é agitada até que um
estado final de equilíbrio seja alcançado. Supondo
que não haja
troca de energia térmica entre o sistema e o seu
recipiente, qual a temperatura final de equilíbrio?
Dados:
a) Qual das retas, I ou II, é a da água, sabendo-se que
calor específico sensível da água: 1,0cal/g0C
seu calor específico sensível é maior que o do óleo?
calor específico sensível do gelo: 0,50cal/g0C
Justifique sua resposta.
calor específico latente de fusão do gelo: 80cal/g
b) Determine a razão entre calores específicos
sensíveis da água e do óleo, usando os dados do
08. (FUVEST) As curvas A e B na figura representam
gráfico.
a variação da temperatura (T) em função do tempo (t)
de duas substâncias A e B, quando 50 g de cada uma
03. (UNICAMP) Um aluno simplesmente sentado
é aquecida separada-mente, a partir da temperatura
numa sala de aula dissipa uma quantidade de energia
inicial de 20ºC, na fase sólida, recebendo calor numa
equivalente à de uma lâmpada de 100W.
taxa constan-te de 20 cal/s. Considere agora um
O valor energético da gordura é de 9,0kcal/g. Para
experimento em que 50 g de cada uma das
simplificar adote 1,0 cal = 4,0 J.
substâncias são colocadas em contato térmico num
a) Qual o mínimo de kilocalorias que o aluno deve
recipiente termicamente isolado, com a substância A
ingerir por dia para repor a energia dissipada?
na temperatura inicial TA = 280ºC e a substância B na
b) Em média, quantas calorias por segundo a água
temperatura inicial TB = 20ºC.
transferiu para o ambiente.

CASD Vestibulares Calorimetria 32


Gabarito

Nível 1 Nível 2

1. c 1. 160 kJ/h
2. 20 (04 + 16) 2. a) II é água
3. a b) 2
3
4. d 3. a) 2,16.10 kcal
5. b b) 108
6. e 4. b) 12 cal/s
7. b 5. 5,50 cal
8. e 6. 0ºC
9. c 7. 1ºC
10. e 8. a) LB = 24 cal/g
a) Determine o valor do calor latente de fusão LB da 11. c b) T = 80ºC
substância B. 12. 5ºC c) ms = 33,3 g
b) Determine a temperatura de equilíbrio do conjunto no 13. c ml = 16,7 g
final do experimento. 14. b 9. a) 28,5ºC
c) Se a temperatura final corresponder à mudança de 15. e b) 15,5ºC
fase de uma das substâncias, determine a quantidade 16. d
da mesma em cada uma das fases. 17. b
18. θE = 40°C
09. (Desafio) Um calorímetro cujo vaso de alumínio
tem massa de 200g, contém 500g de água, tudo a
20ºC. Uma amostra de granalha de alumínio, com
300g, é aquecida a 100ºC e depois transferida para o
calorímetro.
a) Sendo o calor específico do alumínio dado por
0,900 kJ/kg.K, determine a temperatura final do
sistema, admitindo que não haja perdas térmicas para
o ambiente.
b) O erro provocado pela transferência de calor entre o
calorímetro e suas vizinhanças pode ser minimizado
se a temperatura inicial do caloríme-tro estiver ΔTW /2
abaixo da temperatura ambien-te, sendo ΔTW a
variação de temperatura da água do calorímetro
durante a medida calorimétrica. A temperatura final de
equilíbrio, nestas circunstân-cias, estará ΔTW /2 acima
do ambiente. Qual deve ser a temperatura inicial do
vaso e da água do calorímetro, sendo 20ºC a
temperatura ambi-ente?

33 Calorimetria CASD Vestibulares