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BIODIGESTORES – Tecnologia para o manejo de efluentes da pecuária


1
Edilaine Regina Pereira ;
2
João José Assumpção de Abreu Demarchi ;
3
Fábio Enrique Lemos Budiño

As questões ambientais dos efluentes da suinocultura

O efluente suinícola, por mais privilegiado que seja seu potencial de uso como fertilizante, é um resíduo,

um esgoto poluente e que, ao ser disposto na natureza sem os necessários cuidados, causará impacto ambiental

significativo no solo, ar, águas superficiais e subterrâneas, assim como a toda e qualquer forma de vida que habite

este ecossistema. O uso de resíduos suinícolas pode alterar as propriedades físicas, químicas e biológicas do

ecossistema em que é gerado. Algumas destas alterações são benéficas, enquanto outras são indesejadas

(Pereira, 2008). Os impactos negativos são:

Acúmulo de elementos tóxicos no solo, principalmente poluentes orgânicos, os quais favorecem a

proliferação de insetos hematófagos, provocando desconforto e prejudicando a saúde da população

local;

Contaminação da água por meio da infiltração de compostos resultantes da decomposição do dejeto no

solo, principalmente nitratos e fosfatos, que, por serem cancerígenos, tornam a água não potável,

aumentam a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e afetam o ecossistema aquático devido ao

fenômeno da eutrofização (crescimento exagerado das algas);

Contaminação em áreas de aplicação adjacentes aos sistemas de produção e de corpos hídricos

superficiais devido ao transporte por escorrimento superficial do material;

Volatilização de compostos, que constitui outra forma de dispersão e poluição ambiental com a emissão

de gases de efeito estufa, além de trazer inconvenientes como odores e atração de insetos.

Biodigestores

A tecnologia de biodigestores já tem pelo menos duas décadas no Brasil. Iniciou-se com modelos

provenientes da China e Índia. No entanto, o Brasil teve algumas dificuldades na sua implementação, fazendo

com que esta tecnologia caísse no descrédito no meio rural. Gaspar (2003) citado por Palhares (2007) destaca

que se encontram dois extremos da utilização de biodigestores. Chineses buscam, nessa tecnologia, o

biofertilizante necessário para produção dos alimentos necessários ao seu excedente de população. A energia do

biogás não conta muito frente à autosuficiência em petróleo. Indianos, precisam dos biodigestores para cobrir o

imenso déficit de energia. Com isso, foram desenvolvidos dois modelos diferentes de biodigestor: o modelo chinês,

mais simples e econômico, e o modelo indiano, mais sofisticado e técnico, para aproveitar melhor a produção de

biogás.

De acordo com Gaspar (2003), o modelo chinês é mais rústico e completamente construído em alvenaria,

ficando quase que totalmente enterrado no solo. Funciona, normalmente, com alta pressão, a qual varia em

função da produção e consumo do biogás.

Barrera (1993) considera que a produção de biofertilizante é a mesma nos dois modelos. Tecnicamente,

para as condições climáticas da maior parte do Brasil, a menor capacidade de aproveitamento da produção de gás

do modelo chinês é insignificante. Por isso, os órgãos brasileiros de extensão rural optaram pelo modelo chinês

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dado as suas facilidades de construção e tecnologia mais simples.

Processos envolvidos

Os biodigestores e outros sistemas anaeróbios apresentam limitações. São uma solução parcial ao

problema, tendo em vista que não removem nutrientes dos efluentes e, portanto, não reduz significamente a área

necessária para sua deposição no solo como fertilizante. Carecem de incrementos tecnológicos que permitam

maior controle de processo, sobretudo nas condições térmicas das diferentes estações do ano no Sul do Brasil que

acarretam uma produção inconstante de biogás (em termos de quantidade e de qualidade), com menor

disponibilidade de energia para aquecimento no inverno (período no qual ela se faz mais necessária) e frustração

com a obtenção de créditos de carbono.

De acordo com Pereira (2008), a biodigestão de resíduos é uma prática conhecida há muitos anos, sendo

muito utilizada para tratar resíduos da pecuária. O principal motivo da ampla utilização e aceitação deste processo

é a possibilidade de disponibilizar um combustível muito barato e limpo,

o biogás, além do baixo esforço necessário para operar o sistema. Um biodigestor é uma reprodução em tamanho

menor do fenômeno da fermentação dentro de um ambiente restrito. No biodigestor a matéria orgânica é

fermentada e reduzida a gases e outros compostos agressivos ao meio ambiente. Algumas condições são exigidas

para tornar o biodigestor um ambiente favorável aos microrganismos que realizaram a fermentação. São elas:

Ausência de ar
0
Temperatura adequada (entre 30 e 45 C)

Presença de matéria orgânica (dejetos)

Ausência de compostos químicos tóxicos (desinfetantes e sabões).

Na falta de alguns destes requisitos pode ocorrer uma redução da produção de biogás. A prática diária de

avaliação do sistema é essencial para garantir um ótimo rendimento do biodigestor. O biodigestor aplicado nas

propriedades do Sul do Brasil (região de maior número de biodigestores implantados em propriedades rurais) é o

do tipo Canadense (Figura 1a), constituído por uma caixa de entrada, para onde são canalizados os dejetos

provenientes dos galpões; uma câmara de fermentação subterrânea revestida com lona plástica; uma manta

superior para reter o biogás produzido de modo a formar uma campânula de armazenamento; uma caixa de saída,

onde o já chamado biofertilizante é canalizado para uma esterqueira (Figura 1b); um registro para saída do

biogás e um queimador, conectado ao registro de saída do biogás. O biodigestor deve estar cercado e seus

arredores limpos, ou seja, deve-se proporcionar o menor risco de ocorrer furos na manta superior que venham a

causar vazamento de gás.

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Figura 1a - Biodigestor tipo Canadense. Figura 1b -Biodigestor seguido de esterqueira revestida.

A principal razão para a grande capacidade de fertilização do biofertilizante se encontra no fato da digestão

da biomassa (no interior do biodigestor) diminuir drasticamente o teor de carbono presente na mesma. De acordo

com Sganzerla (1983), isto ocorre porque, na biodigestão, a matéria orgânica, perde exclusivamente carbono sob

a forma de CH4 (metano) e CO2 (gás carbônico). Além disso, há o aumento do teor de nitrogênio e demais

nutrientes, devido à perda do carbono e, conseqüentemente, diminuição na relação C/N da matéria orgânica. Com

isso, os microrganismos do solo (bactérias nitrogenadoras) conseguem um melhor índice de fixação do nitrogênio,

além do fato do próprio biofertilizante conter alguns nutrientes já solubilizados. Com seu elevado valor de pH, o

biofertilizante funciona como corretor de acidez, eliminando o alumínio e liberando o fósforo dos sais insolúveis do

alumínio de ferro. Com a elevação do pH dificulta-se a multiplicação de fungos patogênicos.

Segundo Oliveira (1993), em condições anaeróbias, a matéria orgânica é degradada através de estágios

sucessivos formando gás como produto final. A decomposição anaeróbia compreende 3 estágios: hidrólise,

acidificação e formação de metano. O resíduo orgânico é composto por carboidratos, proteína e lipídeos. Estes

servirão de substrato para o primeiro estágio sendo reduzidos a compostos orgânicos solúveis por um grupo de

bactérias.

Os carboidratos são hidrolisados por enzimas extracelulares principalmente em glicose e parte em manose

e frutose. Estes monossacarídeos são posteriormente quebrados e transformados em ácidos orgânicos e álcoois e

no final do processo em metano e dióxido de carbono. As proteínas são hidrolisadas em peptídeos e aminoácidos e

estes são degradados pela ação das bactérias. Parte do nitrogênio existente é uréia, a qual sofre hidrólise

microbiana formando dióxido de carbono e nitrogênio. Lipídeos são hidrolisados a glicerol e ácidos graxos livres.

Ácidos graxos livres de cadeia longa são quebrados em ácidos graxos de cadeia curta formando primeiramente

acetato e propionato que são posteriormente convertidos em metano e dióxido de carbono (Magalhães, 1986). Os

processos de liquefação e gaseificação ocorrem simultaneamente, sendo necessário um balanço próprio para que o

processo de decomposição anaeróbia ocorra adequadamente (Merkel, 1981).

O biogás proveniente desta atividade dos microrganismos é composto por uma mistura de diversos gases,

entre eles o metano (CH4), o dióxido de carbono (CO2), o hidrogênio (H) e o dióxido de enxofre (H2S). O biogás é

inflamável devido ao metano, gás mais leve que o ar, sem cor e sem odor; o que causa o mau cheiro no biogás é

o dióxido de enxofre, que mesmo em quantidades muito pequenas é perceptível pelo olfato e bastante corrosivo.

O biogás pode substituir vários combustíveis derivados do petróleo. Possui energia significativamente alta, queima

com uma chama praticamente limpa e não gera fumaça ou odores (Pereira, 2008). A Tabela 1 mostra a

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equivalência de 1m de biogás:

3
Tabela 1 - Equivalência de 1 m de biogás.
Fonte de Consumo Característica da Fonte Consumo Médio
3 -1
Cocção de Alimentos Por pessoa 0,40 m h
3 -1
Chuveiro Chuveiro a gás 0,074 m L
3 -1
Iluminação Lampião a gás 0,075 m hora
3 -1
Campânulas para pintos 1 queimador 0,250 m hora
3 -1
Gerar frio Geladeira a gás (280 litros) 0,1 m hora
3 -1
Gerar energia elétrica 1kw 0,95 m hora
Fonte: Manual de Operação de Biodigestores, segundo Demarco (2005) citado por Pereira (2008).

Resultados obtidos por Chara (2000) apresentados na Tabela 2 mostram, além do potencial de produção de

biogás, a produção de nitrogênio e fósforo a partir dos resíduos da suinocultura e suas respectivas equivalências

em diesel, uréia e superfosfato simples, utilizando-se dados obtidos na Colômbia com o tratamento de águas

residuárias provenientes da suinocultura.

Tabela 2 – Recursos presentes nos dejetos de suínos

Produto Taxa de produção Produção Produção anual Equivalente


diária por por 100
100 suínos suínos
(50 kg)
Biogás (m3) 0,69-1,02m3/ kg de 25,9-38,2 9400 a 13900 990 a 1460
MS1 galões de
diesel2
Nitrogênio 0,045 kg/100 kg de 2,25 821 1784 kg de
(kg) peso uréia
0,031 kg/100 kg de 1190 kg de
P2O5 (kg) peso 1,5 547 super
fosfato simples
1
produção de matéria seca: 0.75 kg/100 kg PV
2 3
1m de biogás = 0,1 galão de diesel . Adaptado de Chara (2000).

O biodigestor apresenta uma tecnologia que oferece condições excepcionais para um arrojado plano de

utilização de energia proveniente da fermentação de biomassa. É necessário entendimento completo do manejo e

potencialidade da tecnologia. Segundo a Normativa do Instituto Ambiental do Paraná -IAP

(http://www.pr.gov.br/iap) para a região Sul, o dimensionamento dos biodigestores para granjas em fase de

terminação deve seguir o padrão demonstrado na Tabela 3.

Tabela 3 – Dimensionamento dos biodigestores em sistema de produção suinícola


em fase de terminação.
Volume esperado (L/animal/dia) = 11 Dimensão do(s) biodigestor (es) (m)
Tempo Volume Volume
No de No de Comprimento Largura
Retenção Diário Útil
animais Biodigestores (m) (m)
(dias) (m3) (m3)
300 3,3 87 1 14,00 4,00
400 4,4 130 1 14,00 5,00

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500 5,5 130 1 14,00 5,00


600 6,6 227 1 15,00 7,00
700 7,7 280 1 17,00 8,00
800 8,8 280 1 17,00 8,00
35 900 9,9 380 1 19,00 9,00
1000 11,0 380 1 19,00 9,00
1500 16,5 636 1 23,00 11,00
2000 22,0 773 1 23,00 13,00
2500 27,5 880 1 24,00 14,00
3000 33,0 1.211 2 20,00 12,00
4000 44,0 1.682 2 23,00 14,00

Fonte: (http://www.pr.gov.br/iap)

Com a divulgação do Plano Nacional de Energia 2030 (PNE, 2007), se tem um referencial da produção e

consumo para os próximos anos. O Plano Nacional de Energia – PNE 2030 é o primeiro estudo de planejamento

integrado dos recursos energéticos realizado no âmbito do Governo brasileiro. Os estudos do PNE 2030 foram

conduzidos pela EPE para o Ministério de Minas e Energia – MME e originaram a elaboração de quase uma centena

de notas técnicas. No desenvolvimento dos trabalhos foram consultados especialistas renomados nas diversas

áreas do setor energético e houve, ainda, a participação de importantes elementos da sociedade nos seminários

públicos realizados ao longo do ano de 2006 (http://www.portal2.tcu.gov.br).

De acordo com o Ministério das Minas e Energia (Palhares, 2007), o plano conclui que: as energias

denominadas como outras (que incluem os resíduos agrícolas, industriais e urbanos) representaram em 2005 2%

do consumo energético do País, sendo que em 2030 representarão 3%; o consumo energético do setor

agropecuário que em 2005 representou 5% do total do País irá ter a mesma representatividade em 2030. O Brasil

conseguirá manter um grau relativamente baixo de dependência externa de energia, custos competitivos de

produção de energia e níveis de emissões de gases (um dos mais baixos do mundo) praticamente inalterados.

Indicações básicas para definição da demarcação do local dos biodigestores:

Distância mínima do biodigestor até a granja - ideal 30 metros analisando caso a caso;

Distância do biodigestor até a esterqueira - Ideal 15 metros analisando caso a caso;

Distância entre biodigestores - ideal 5 metros analisando caso a caso;

Distância entre cerca e biodigestor – lado 1, saída dos canos do agitador com distância de 0,60

metros; lado 2, com 1,40 metros;

Distância da caixa / decantador até a cerca – analisar caso a caso;

Fazer platô do terreno de no mínimo 2 metros do biodigestor.

Etapas de construção de um biodigestor

Na Figura 2 estão apresentadas as etapas básicas de montagem de um biodigestor conforme informações

do Manual de Procedimentos de Instalação de Biodigestores segundo Demarco (2005), citado por Pereira (2008).

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Figura 2. Etapas na montagem de um biodigestor.


Fonte: Pereira (2008).

Comentários Finais

Atualmente o Instituto de Zootecnia localizado em Nova Odessa – SP adquiriu um biodigestor com

capacidade de 100 m³, confeccionado em laminado de PVC tipo vinimanta obtido por processo de calandragem

com espessura de 1 mm, cor branco avesso preto, pré-confeccionada em fábrica para impermeabilização da parte

inferior e superior do biodigestor. Além disso, foram adquiridas também válvulas de segurança e alívio

acompanhando o biodigestor (kit gás) para pesquisas sobre o biogás.

O biodigestor será utilizado para o tratamento de dejetos oriundos de suínos e outros animais utilizados

em ensaios de pesquisa do próprio instituto. Este tratamento de efluentes é de suma importância para a

instituição, como também para a cidade de Nova Odessa, pois desta forma poderá ser estudado e melhor

analisado o poder poluente deste resíduo e ainda, a diminuição do odor deste material. Uma grande expectativa é

de que a utilização do biodigestor resultará na produção de biogás natural que poderá produzir energia elétrica a

ser utilizada no Setor de Suínos, acarretando em uma expressiva economia de energia para a Instituição.

Novos planos de pesquisa estão sendo desenvolvidos pelo Centro de Nutrição Animal e Pastagem, do

Instituto de Zootecnia, a fim de que se possa viabilizar o uso dos biodigestores em sistemas de produção da

bovinocultura (leite e carne) na área reservada para pesquisas em confinamento destes animais. Espera-se que

um novo programa de manejo de resíduos orgânicos da produção animal possa ser iniciado e com isso, haja um

maior enfoque nas necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras. Com estes

estudos, o Instituto de Zootecnia busca uma produção animal sustentável, e para isso, é fundamental que se

tenha uma visão sistêmica e holística, não permitindo maior predominância de uma dimensão do sistema sobre as

outras, ou seja, a produção animal deve gerar renda e divisas, empregos e qualidade de vida, mas também

preservação dos recursos naturais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRERA, P. Biodigestores: energia, fertilidade e saneamento para a zona rural. São Paulo: Ícone,
1993, 11p. CHARA, O. J. D. El potencial de las excretas porcinas para uso múltiple y los sistemas
de descontaminacion productiva. CIPAV, 2000, 11p. http://www.cipav.org.co/confr/chara1.htm.

GASPAR, R.M.B.L. Utilização de biodigestores em pequenas e médias propriedades rurais, com

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ênfase na agregação de valor: um estudo de caso na região de Toledo-PR. 2003. Mestrado


(Dissertação). Universidade Federal de Santa Catarina. 2003. 119p.

IAP – Instituto Ambiental do Paraná. Disponível em: http://www.iap.pr.gov.br. Acesso em março de


2008.

MAGALHÃES, A. P. T. Biogás: Um projeto de saneamento urbano, 1986. NOBEL São Paulo. 120p.

MERKEL, J. A. In: Managing livestock wastes. AVI: Westport, Connecticut, 1981. 419p.

OLIVEIRA, P. A. V. Manual de manejo e utilização dos dejetos de suínos. Concórdia: EMBRAPA/


CNPSA. 1993. 188p. EMBRAPA – CNPSA. Documento, 27).

PALHARES, J.C.P. Biodigestores, a solução? Suinocultura Industrial, n.7, edição 208, p.12-22. 2007.

PEREIRA, E.R. Desenvolvimento de um sistema especialista para o manejo de efluentes das cadeias
avícola e suinícola. 2008. 82p. Relatório Final (Pós – Doutorado). Centro de Tecnologia.
Universidade Estadual de Campinas, 2008.

PNE - PLANO NACIONAL DE ENERGIA. Informe à imprensa. Plano Nacional de Energia – PNE 2030.
2007. Disponível em: http://www.portal2.tcu.gov.br. Acesso em março de 2009. 8p.
SGANZERLA, E. Biodigestores: uma solução. Porto Alegre. Agropecuária, 1983.

Resumo: A forma de utilização do efluente como fertilizante no solo não afetará somente os
agricultores que deles se utilizam, mas também os empreendimentos donde os mesmos se originam,
uma vez que dentro dos conceitos do agronegócio e das leis de proteção ambiental, os efluentes
devem ter uma forma de tratamento e disposição adequada, sob pena de inviabilizar a atividade
pecuária empresarial, principalmente aquela baseada em sistemas confinados. Tendo em vista a
complexidade das interações do agente poluidor com o ambiente, o desenvolvimento de estudos que
tornem possível a definição de taxas de aplicação de dejetos e a importância de se viabilizar um
sistema de tratamento dos resíduos, considerando-se as peculiares capacidades de suporte de cada
solo e resguardando a integridade dos recursos naturais, deve ser efetuado. Como alternativa de
tratamento, a tecnologia de biodigestores já tem pelo menos duas décadas no Brasil. Iniciou-se com
modelos provenientes da China e Índia. No entanto, o Brasil teve algumas dificuldades na sua
implementação, fazendo com que esta tecnologia caísse em descrédito no meio rural. Tecnicamente,
para as condições climáticas da maior parte do Brasil, a menor capacidade de aproveitamento da
produção de gás do modelo chinês é insignificante. Por isso, atualmente, os órgãos brasileiros de
extensão rural optaram pelo modelo chinês dado as suas facilidades de construção e tecnologia mais
simples.
Palavras-chave: suinocultura, sistema de tratamento, meio ambiente.

Abstract: The form of effluent use of as the fertilizing will not only affect the agriculturists whom of
them use, but also the enterprises of where the same ones if originate, a time that inside of the
concepts of the agronegócio and the laws of environmental protection, the effluent must be a form
of treatment and adjusted disposal, duly warned to make impracticable the enterprise cattle
breeding business, mainly that basing on confined systems. In view of the complexity of the
interactions of the polluting agent with the environment, the development of studies that become
possible the definition of taxes of application of waste and the importance of if carrying through a
system of treatment of the residues, considering themselves the peculiar capacities of support of
each soil and protecting the integrity of the natural resources, must be effected.
Key-words: swine production, treatment system, environment.

Dra Edilaine Regina Pereira Possui Graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade
Estadual de Campinas-UNICAMP (1999), Mestrado em Agronomia - área de concentração
Irrigação e Drenagem, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP
(2002) e Doutorado em Agronomia - área de concentração Irrigação e Drenagem, pela
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ/USP (2006). Pelo período de 2007
à 2008 foi Pesquisadora Colaboradora do Centro de Tecnologia da UNICAMP. Atualmente
compõe o quadro de Pesquisadora Colaboradora da Faculdade de Engenharia Agrícola -
FEAGRI da Universidade de Campinas - UNICAMP. É Pós doutoranda da mesma e apresenta
experiência na área de Engenharia Agrícola, atuando principalmente nos seguintes temas:
produção animal, zootecnia de precisão, construções rurais e ambiência, irrigação e
drenagem, engenharia ambiental, saneamento ambiental, qualidade da água, tratamento

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de água e efluentes, engenharia de água e solo e legislação ambiental. Conhecimento


avançado da língua inglesa e técnicas de digitação. Grande experiência na execução e
implantação de projetos, cursos e palestras. Bolsista de Pós-doutorado Júnior do CNPq.

CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9513984462191983

Dr. João José Assumpção de Abreu Demarchi concluiu o doutorado em Ciências


Biológicas (microbiologia aplicada) [Rio Claro] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho em 2001. Atualmente é Pesquisador Cientifico nível VI do Instituto de
Zootecnia, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA (Secretaria de
Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), além de professor colaborador do
programa de pós-graduação em Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo desde 2002 (Disciplina de Forragens
Conservadas). Recebeu 9 prêmios e/ou homenagens. Atualmente coordena 4 projetos de
pesquisa. Atua na área de zootecnia, com ênfase em avaliação, produção e conservação de
forragens. Em suas atividades profissionais interagiu com 145 colaboradores em
co-autorias de trabalhos científicos. Em seu currículo Lattes os termos mais freqüentes na
contextualização da produção cientifica, tecnológica e artístico-cultural são: conservação de
forragens, silagem, ensilagem, cana-de-açúcar, nutrição animal, bovinos, fermentação,
bovinos de corte, exigências nutricionais e alimentação animal.
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/1301481279476988

Dr. Fábio Enrique Lemos Budiñopossui graduação em Zootecnia pela Universidade


Estadual Paulista/Campus de Botucatu (1994), mestrado em Zootecnia pela Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (1999) e doutorado em Zootecnia pela Universidade Estadual
Paulista/Campus de Jaboticabal (2004). Atualmente é pesquisador científico do Instituto de
Zootecnia, Nova Odessa-SP. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em
Nutrição de Suínos.
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/4311441237726386

Reprodução autorizada desde que citado a autoria e a fonte

Dados para citação bibliográfica(ABNT):


PEREIRA, E.R.; DEMARCHI, J.J.A.A; BUDIÑO, F.E.L. BIODIGESTORES – Tecnologia para o manejo de efluentes da pecuária . 2009. Artigo em
Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2009_4/biodigestores/index.htm>. Acesso em: 22/1/2010

Publicado no Infobibos em 06/11/2009


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