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INSTITUTO SUPERIOR DE TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

Licenciatura em Engenharia Civil e de Transportes

Materiais de Construção

Composição do betão

Docente:

Eng. Paulo Bassequete

Discentes:

Cândido Vilanculo

Gerson Mussagy

Nelson Amaral

Stanley Nguenha

Maputo, Junho de 2012


Índice

CAPÍTULO 1 ............................................................................................................................................. 3
1. PREFÁCIO ........................................................................................................................................ 4
1.1 Nota de abertura....................................................................................................................... 4
1.2 Introdução ..................................................................................................................................... 6
CAPÍTULO 2 ............................................................................................................................................. 7
1.1 ENSAIO DE GRANULOMETRIA ....................................................................................................... 8
1.2 ENSAIO DE BARIDADE ................................................................................................................. 12
1.3 ENSAIO DE ABSORÇÃO DE ÁGUA ................................................................................................ 14
CAPÍTULO 3 ........................................................................................................................................... 16
1.1 Método de Faury......................................................................................................................... 17
1.2 Dosagem de Cimento Aconselhado ............................................................................................ 18
1.3 Água da amassadura ................................................................................................................... 18
1.4 Percentagens ideias .................................................................................................................... 19
1.5 Determinação do traço ............................................................................................................... 21
1.6 Pesos dos componentes que entram na mistura ....................................................................... 21
CAPÍTULO 4 ........................................................................................................................................... 22
Execução do fabrico do betão calculado .......................................................................................... 23
1.1.1 Ensaio de abaixamento de Abrams ......................................................................................... 23
1.2 Armazenamento do betão .......................................................................................................... 24
1.1.2 Ensaio de compressão.............................................................................................................. 25
CONCLUSÃO .......................................................................................................................................... 26
BIBLIOGRAFIA........................................................................................................................................ 27

2|Página 27
CAPÍTULO 1

PREFÁCIO

1.1 Nota de abertura

1.2 Introdução

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1. PREFÁCIO
1.1 Nota de abertura

O betão é um material constituído pela mistura devidamente proporcionada de pedras e areia,


com um ligante hidráulico, água, e eventualmente adjuvantes. O ligante reagecom a água
endurecendo, e a mistura adquire coesão e resistência que lhe permiteservir como material
de construção. O betão é um material de construção de custo comparativamente reduzido cuja
produção e uso tem vindo a crescer em todos os tipos de obras, a nível mundial. Mesmo em
estruturas onde outros materiais de construção são usados como materiais estruturais, tais
como o aço ou a madeira, o betão também pode ser imprescindível, por exemplo, nas
fundações. As propriedades do betão endurecido são muito importantes e dependem de vários
factores. Mas ao contrário da maior parte dos materiais estruturais, que são fornecidos pela
fábrica já prontos a serem utilizados nas construções, a produção, transporte, colocação e
compactação do betão são da responsabilidade dos técnicos de engenharia civil. É importante
referir também que as propriedades do betão endurecido não são estáticas e vão evoluindo ao
longo do tempo. Por exemplo, cerca de 50 a 60% da resistência final desenvolve-se nos
primeiros 7 dias, 80 a 85% em 28dias, e mesmo ao fim de 30 anos de idade do betão, tem-se
verificado aumentos mensuráveis de.

O presente trabalho tem como objectivo elaborar o cálculo da composição de um betão


C20/25, bem como a sua execução de fabrico e ensaio. Foram utilizados para o efeito três
inertes diferentes:

 Areia
 Inertes finos
 Inertes grossos

Para a execução do mesmo foram realizados ensaios:

 Granulometria
 Baridade
 Absorção da água
 Compressão aos 7 dias
 Abaixamento do cone de Abrams

4|Página 27
Após a realização dos primeiros 3 ensaios, foi feito o cálculo da composição do betão.

Em seguida o betão foi doseado, e fabricado, e depois colocado em 3 moldes para a


execução do último ensaio.

5|Página 27
1.2 Introdução
Segundo Vasconcellos (1997) dosear um betão é:

É, no sentido mais lato da palavra, quantificar seus componentes de


forma que após sua correcta execução (medição, mistura, transporte,
lançamento, adensamento e cura) e das reacções de hidratação da pasta
de cimento e água, resulte um material pétreo que apresente
propriedades (resistência mecânica, impermeabilidade e durabilidade)
que o capacitem a constituir se em parte integrante e útil de uma peça
isolada ou de uma estrutura.

Após a execução dos ensaios de granulometria, baridade, absorção de água foi possivél
apurar resultados que iriam ser responsáveis pelo bom doseamento do betão.

Como dados adicionais, tivemos as massas volumicas, a trabalhabilidade desejada (tabela)


assim como o metódo a usar (método de Faury).

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CAPÍTULO 2

ENSAIOS LABORATÓRIAIS I

1.1 Granulometria
1.2 Baridade
1.3 Absorção de água

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1.1 ENSAIO DE GRANULOMETRIA

Título: Determinação da composição granulometrica dos inertes

Objectivo: Sabe-se que granulometria: é a proporção relativa, em porcentagem, dos


diferentes tamanhos dos grãos que constituem o agregado. A composição granulométrica tem
grande influência nas propriedades futuras das argamassas e concretos. É determinada através
de peneiramento, através de peneiras com determinada abertura constituindo uma série
padrão. A granulometria determina, também, o diâmetro máximo do agregado, que é a
abertura da peneira em que fica retida acumulada uma percentagem igual ou imediatamente
inferior a 5%. Outro índice importante determinado pela granulometria é o módulo de finura,
que é a soma das porcentagens retidas acumuladas divididas por 100.
Este ensaio tem por objetivo, determinar a composição granulométrica do agregado miúdo,
bem como conhecer o módulo de finura e a dimensão máxima característica do agregado.

Norma: NP 1379 (1976)

Materiais/equipamentos usados

Série de peneiros: 12,5/ 9,5/ 4,75/ 2,36/ 1,18/ 0,59/ 0,297/ 0.149/ 0,075 mm
Balança
Bandeja
Escova
Inerte fino 1500g
Inerte grosso 3000g
Areia 500g.

EXECUÇÃO:

De acordo com a norma NP 1379, procederam-se os seguintes passos:


Reunidos todos os materiais, procedeu-se à execução do ensaio, montando-se a bateria de
peneiras.

8|Página 27
A amostra foi peneirada através da bateria de peneiras, de maneira enérgica e contínua,
permitindo a separação dos diferentes tamanhos de grãos do agregado.
Em cada peneira o material retido foi separado e pesado, anotando-se o valor na planilha de
composição granulométrica. Os grãos de agregado graúdo que porventura ficaram presos nas
malhas das peneiras, foram retirados com a passagem da cerdas de aço da escova. Ao final do
processo, com todos os valores dos pesos retidos em cada peneira, procedeu-se o cálculo da
planilha de composição granulométrica, definindo-se os percentuais de material retido e
retido acumulado.

Fig1: Pesagem dos inertes

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Fig 2: Agitação dos inertes

O percentual retido acumulado em relação a cada peneira da série utilizada, forneceu


os dados para a definição da curva granulométrica dos inertes em estudo. Também foi
defindo o módulo de finura e o diâmetro máximo dos inertes, como mostra a Tabela 1 e
Gráfico 1.
Abertura da malha (mm) Material retido no peneiro (g) Percentagem retida
Brita 1 Brita 2 Areia Brita 1 Brita 2 Areia
25,40 0,00 0,00 0,00
19,1 157,00 0,00 5,23 0,00
12,7 12,00 2170 0,80 72,33 0,00
9,52 435,00 627,00 29,00 20,90 0,00
4,76 1048,00 42,00 69,87 1,40 0,00
2,38 5,00 4,00 0,33 0,13 0,00
1,19 69,00 0,00 0,00 13,80
0,595 211,00 0,00 0,00 42,20
0,297 183,00 0,00 0,00 36,60
0,149 28,00 0,00 0,00 5,60
0,075 4 0,00 0,00 0,80
Base 5 0,00 0,00 1,00
Total 1500,00 3000,00 500,00 100,00 100,00 100,00

Percentagem acumulada Percentagem que passa


Mistura
Brita 1 Brita 2 Areia Brita 1 Brita 2 Areia Mistura ajustada
0,00 0,00 0,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
0,00 5,23 0,00 100,00 94,77 100,00 98,22 98,38
0,80 77,57 0,00 99,20 22,43 100,00 73,35 75,82
29,80 98,47 0,00 70,20 1,53 100,00 56,09 64,41
99,67 99,87 0,00 0,33 0,13 100,00 31,16 52,10
100,00 100,00 0,00 0,00 0,00 100,00 31,00 52,00
100,00 100,00 13,80 0,00 0,00 86,09 26,69 44,77
100,00 100,00 56,00 0,00 0,00 43,55 13,50 22,65
100,00 100,00 92,60 0,00 0,00 6,65 2,06 3,46
100,00 100,00 98,20 0,00 0,00 1,01 0,31 0,52
100,00 100,00 99,00 0,00 0,00 0,20 0,06 0,11
100,00 0,00

Tabela 1: Granulometria, cálculo das percentagens passadas

10 | P á g i n a 2 7
Curva granulometrica dos inertes
100
90
80
70 Brita 1
60
50 Brita 2
40 Areia
30
20 Mistura
10
0
0.06 0.18 0.54 1.62 4.86 14.58

Gráfico 1: Curva granulometrica dos inertes

11 | P á g i n a 2 7
1.2 ENSAIO DE BARIDADE
Título: Determinação da Baridade do inerte.

Objectivo: Este ensaio tem como objectivo, determinar massa por unidade de volume
aparente de uma classe de inerte.

Norma: NP-955 (1973).

Materiais/equipamentos usados:

 Molde
 Água
 Inertes (fino “2” e grosso “1”)
 Placa de vidro
 Alisador
 Balança
 Bandeja
 Termómetro
 Estufa.

Nota: Usamos um molde não designado pela Norma Portuguesa, porque para o molde
aconselhavel (pela norma) a placa de vidro nao a fechava completamente.

Execuçao

Com o auxilio da balança:

1º. Pesou-se o molde seco e limpo

Massa = 1,355Kg

2º. Pesou-se o molde + placa de vidro

Massa =1,948Kg

3º. Pesou-se o molde + placa de vidro + água

Massa = 2,961Kg

Nota: Neste passo usou-se o burificador para retirar as bolhas da agua.

12 | P á g i n a 2 7
Com o auxilio do termómetro

T º= 27ºC, e a massa volúmica da água a esta temperatura é =0,9963 kg/dm3

4º. Introduziu-se o inerte no molde ja seco, eseguida compactou-se batendo 30 vezes o


molde contra o chão(pancadas) a uma altura aproximada de 2cm do chão.

Molde+massa do inerte 1 = 2,699 Kg

Molde+massa do inerte 2 = 2,758Kg

Nota: Para certificar se que o volume ocupado pelo inerte fosse o mesmo que o da agua no
molde, usou-se uma regua para retirar os excessos.

Analise dos resultados

M=massa

M (molde) = 1,335Kg

M (molde + placa de vidro) = 1,948Kg

M (molde+agua+placa de vidro) = 2,961Kg

Mv (agua) = 0,9963Kg/dm3

M (H2O) = 2,961Kg-1,948Kg = 1,013kg

M(H2O) 0,9963Kg 1,013Kg


ρ= ⇒ = ⇒ V = 1.01676 dm3
V dm3 V
M (inerte) = M(molde + inerte) – M(molde seco e limpo)

M (inerte1)= 2,699 Kg -1,335 Kg=1,334 Kg

M (inerte2) = 2,758Kg-1,335Kg = 1,423Kg


M(inerte)
B = V(molde)

1,423Kg
B1 = 1,01676 dm3 = 1,3995 𝐾𝑔/𝑑𝑚3

1,423Kg
B2=1,01676 dm3 = 1.3121Kg/d𝑚3

13 | P á g i n a 2 7
1.3 ENSAIO DE ABSORÇÃO DE ÁGUA
TITULO: Determinação da capacidade de absorção de água dos inertes.

OBJECTIVO: Este ensaio quando procedido pode levar a uma melhor correção das
amassaduras devida à humidade dentro do inerte

Norma: NP-954 (1973).

MATERIAL UTILIZADO:

 Bandeja
 Balança
 Picnómetro
 moldes
 peneiros (4,75mm e 9mm)

PROCEDIMENOS DE EXECUÇÃO DO ENSAIO:

 Peneiramento de uma parte de inerte

 Pesar o inerte
 Imergir em moldes cheios de água
 Manter na água por 24 horas;
 Após a reritada da água, pesar os picnómetros com o inerte saturado
 Limpar a superfície do inerte e pesar novamente
 Determinar a absorção da água.

( M 2  M picnómetro)  ( M 1  M p )
A
M1  M p

Onde:
M2- massa do inerte saturado seco
M3- massa do inerte saturado
Mp-massa do picnométro
Para uma melhor interpretação dos resultados obtidos recorremos a construção de
uma tabela:

14 | P á g i n a 2 7
Inerte fino Inerte grosso
Picnómetro 1 1
Mp 158 158
M1 431 491
M2 825 846
M3 1609 1632
Absorção 1.13 1.29%

Conclusão

A granulometria influencia sobre as propriedades do betão, particularmente no que se


refere à compacidade e à trabalhabilidade (maior ou menor facilidade com que o betão é
amassado, transportado, colocado, compactado e acabado e a menor ou maior facilidade de
segregação durante essas operações).

A baridade afecta a maneira do seu arranjo (compacidade).

15 | P á g i n a 2 7
CAPÍTULO 3

CÁLCULO DA COMPOSIÇÃO DO BETÃO

1.1 Metódo de Faury


1.2 Cimento aconselhado
1.3 Água da amassadura
1.4 Percentagens ideiais
1.5 Determinação do traço
1.6 Pesos dos componentes que entram na mistura

16 | P á g i n a 2 7
1.1 Método de Faury
Para o cálculo da composição do betão usamos o método de Faury, pois achamamos
conviniente e é de facil conhecimento.

O seguinte fluxograma apresenta o resumo acerca deste método.

17 | P á g i n a 2 7
Foram nos passados os seguintes dados, acrescentando com alguns obtidos nas tabelas:

Betão- B25

Massas volumicas:

 Britas (partículas saturadas com superfície seca)................2.700 Kg/dm3


 Areia (partículas saturadas com superfície seca).................2.650 Kg/dm3
 Cimento................................................................................3.100 Kg/dm3
Dosagem do cimento...................................................................10Kg/m3

Trabalhabilidade mole (abaixamento do Cone de Abrams de 5 a 10 cm)


Aplicação em estruturas de betão armado
Efeito de parede desprezado (R/D = 1)

1.2 Dosagem de Cimento Aconselhado

20.( f ck  10)
C aconselhado  5
D
20.(25  10)
 5
 388.05
19.1

≈388 Kg/m3

Dmáx=19.1

1.3 Água da amassadura


Dosagem da água:

Vágua= Ivazios-Vvazios

Onde:

Vágua- volume da água

Ivázios-Índice de vazios

Vvazios-Volume de vazios

𝐾 𝐾′
𝐼𝑣𝑎𝑧𝑖𝑜𝑠 = +
5
√𝐷 𝑅
− 0.75
𝐷
Valores retirados do quadro 5.4 do A. S. Coutinho, página, Volume II

Para Betão mole:

Abaixamento do cone de Abrams – (4-15cm)

18 | P á g i n a 2 7
K=0.37

K’=0.003

R=25

D=25

A=30

B=2
0.37 0.003
𝐼𝑣𝑎𝑧𝑖𝑜𝑠 = 5 + 25 = 0,217 m3
√25.4 −0.75
25

Vvázios= 0.020

Vágua=0,206-0.020=0,197m3
197
Razão água/cimento: 388 = 0.5

1.4 Percentagens ideias


Para o cálculo das percentagens ideiais é necessario traçar a curva de Faury. Para obte-la seguem se os
seguintes procedimentos

Volume dos componentes do betão em 1 m3 :


388
Volume absoluto de Cimento= = 0.125 𝑚3
3100

Volume da água (arbitrado) =0.197 m3

Volume de vazios (arbitrado) = 0.020 m3

Volume total =0.125+0.197+0.020=0.342 m3

Volume absoluto de inerte em 1 m3

𝑐 + 𝑎 + 𝑚 + 𝑉𝑣 = 1

1.000-0.339=0.658 m3

Volume dos elementos sólidos

0.658+0.125=0.783 m3

Percentagem do cimento na totalidade dos elementos sólidos

0.125
× 100 = 16 %
0.783

Cálculo da ordenada do ponto de abcissa D/2=12.7 mm da curva de Faury

19 | P á g i n a 2 7
5 𝐵
𝑃𝐷/2 = 𝐴 + 17√𝐷 +
𝑅
𝐷 − 0.75

5 2
𝑃𝐷/2 = 30 + 17√19.1 + = 68.67
25
− 0.75
25
Apartir destes dados foi possível traçar a curva de Faury

Curva granulometrica dos inertes com a curva de Faury


100
90
80
Brita 1 70
60
Brita 2
50
Areia 40
30
Curva de Faury
20
Curva de Faury sem cimento 10
0
0.06 0.18 0.54 1.62 4.86 14.58 -10
-20

Percentagens iniciais

Areia 0,31
Brita 1 0,35
Brita 2 0,34

Brita 1 Brita 2 Areia Mistura


Mf 6,29 7,04 2,61 4,17

D/d 19,1/4,76 19,1/9,52 2,38/0,075 19,1/0,149

Tabela 2: Módulos de finura

Percentagens ideiais, após a correção

Cimento..........................0.164

Areia...............................0.356

Brita 1...............................0.17

Brita 2...............................0.31

20 | P á g i n a 2 7
Cálculo do módulo de finura da mistura

𝐵 2
𝑎 =𝐴+ 𝑎 = 30 + 25 ≈38
𝑅 −0,75
𝐷 − 0,75
25

Curva granulometrica da mistura ajustada com a curva de Faury


100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
0.06 0.18 0.54 1.62 4.86 14.58 -10
Curva de Faury sem cimento Curva de Faury com cimento Mistura-20
ajustada

1.5 Determinação do traço


𝐶 𝐴𝑟 𝐵 𝐴𝑔
; ; ;
𝐶 𝐶 𝐶 𝐶

1:1.6:2.2:0.5

Volume á encher

Vcubo=153 =3375 cm3=0.0034 m3

1.6 Pesos dos componentes que entram na mistura


Para 20 Kg de betão

Cimento 3,770
Areia 6,031
Brita 1 2,934
Brita 2 5,351
Água 1,914

21 | P á g i n a 2 7
CAPÍTULO 4

FABRICO DO BETÃO CALCULADO

1.1 Ensaios laboratóriais II

1.1.1 Ensaio de abaixamento de Abrams

1.1.2 Ensaio de compressão

22 | P á g i n a 2 7
Execução do fabrico do betão calculado

Após o doseamento das quantidades finais de material a utilizar, seguiram os seguintes passos
para o seu fabrico:

i) Preparação e disposição de todas as ferramentas necessárias (tabuleiro, pás, moldes, cone


de Abrams, entre outras);

ii) Pesagem das quantidades necessárias de britas, area, cimento e sua introdução dentro da
tabuleiro;

Procedeu-se a mistura (manual).

Fig 3: Mistura manual dos componentes.

1.1.1 Ensaio de abaixamento de Abrams

O ensaio de abaixamento do cone de Abrams é um ensaio muito divulgado e o mais


universalmente utilizado.
Princípio de funcionamento:
O betão fresco é compactado no interior de um molde com a forma tronco-cónica.Quando o
cone é removido subindo-o, o abaixamento do betão estabelece a medidada sua
consistência.Deve-se executar toda a operação, desde o início do enchimento até à remoção
domolde, sem interrupção; não demorando mais de 150 segundos.
Execução do ensaio:
23 | P á g i n a 2 7
Para este ensaio encheu-se o cone de Abrams com o nosso betão por três etapas distintas:
 Enchimento do cone até um terço da sua altura dando cerca de 25 pancadas com
o pilão para compactar a amostra;
 Enchimento do segundo terço do cone em altura, dando novamente 25 pancadas;
 Enchimento da parcela restante até rasar o topo. Após isto, foi retirado o molde,
demorando nesta operação entre 5 a 10 segundos, através de um movimento firme para
cima sem transmitir movimentos laterais ou torsionais ao betão
 Imediatamente após remover o molde, mediu-se e registou-se o abaixamento. O
abaixamento do cone é medido pela diferença entre aaltura do molde, e a altura do
centro do topo superior do cone de betão deformado

Fig 4: Ensaio de abaixamento do cone de Abrams


O abaixamento não se verificou, pois a relação água-cimento era muito baixa,
necessitando de um acrescimo de água.

1.2 Armazenamento do betão


Após a realização do ensaio do cone de Abrams, untaram se todos os moldes, e
posteriormente foi colocado o betão nos moldes em 3 camadas, para atingir uma
adequada compactaçãodo betão nos mesmos para evitar os vazios no seu interior;
Após este processo os moldes foram imersos em água por 7 dias, para a execução do ensaio
de consistencia.

24 | P á g i n a 2 7
1.1.2 Ensaio de compressão

A resistência à compressão do betão é expressa em termos da resistênciacaracterística (fck). A


resistência deve ser determinada de acordo com a ISO 4012, emprovetes moldados – cubos de 150 mm
(fck, cubo), com a idade de 28 dias, neste caso foi aos 7 dias. Valor do Fck adotado: Fck = 15 Mpa

Analíse dos resultados obtidos


∑ 𝑓𝑐𝑖 ∑(𝑓𝑐𝑖 − 𝑓𝑐𝑚)2
𝑓𝑐𝑚 = ∆= √
𝑛 𝑛−1

Dimensões (mm) Massa Força


Identificação da Amostra Tensão (Mpa)
(g) (KN)
c L h
1 150 150 150 7799 220.5 9,8
2 150 150 150 7698 278.4 12,3
3 150 150 150 7746 325.9 14,4
Média 12,16666667
Desvio padrão 2,51215E-15

Tabela 3: Ensaio de compressão

O resultado não foi satisfatório.


Como não verificou a primeira condição imposta(fck), não é necessário proceder á
verificação da segunda condição. De igual forma, como realizámos a verificação da classe de
resistência para um betão de classe C20/25, e não verificou, não interessa ensaiar para outras
classes superiores pois, como se compreenderá também não irá verificar. Podemos concluir
assim, que o betão fabricado se trata de um betão de baixa resistência, não estando
contemplado nas classes de resistência patentes na norma portuguesa ENV 206.
Prováveis motivos:
Erro no cálculo
Escolha dos materiais
Razão água-cimento

25 | P á g i n a 2 7
CONCLUSÃO

Um dos sectores da construção que absorve mais betão na execução das suas obrastem sido
vulgarmente o dos edifícios, não só os destinados à habitação, mas tambémos de comércio e
serviços, os edifícios destinados a fins industriais e/ou agrícolas. Na realidade, dentro da
faixa de utilizações e consumos do cimento na construção civil, são as obras de edifícios para
habitação que são as responsáveis pelo consumo de mais de 62% do total do cimento
consumido em Portugal, ficando as restantespercentagens destinadas às restantes tipologias
construtivas e obras públicas. Desta forma, a procura de betão pronto, fabricado em central de
betão; sofreu umaumento significativo.
Seguindo o fluxograma da composição do betão, como a resistência pretendida não foi
atingida, foi necessário refazer os cálculo, os que foram apresentados aqui neste trabalho.
Não foi possível fabricar o novo betão, devido aos prazos.

26 | P á g i n a 2 7
BIBLIOGRAFIA
Nero, J. M. Gaspar. Materiais de Construção. Documento de apoio N.o 4. Ligantes aéreos,
gesso e cal hidráulica. IST.

Coutinho, J. Sousa. Folhas de apoios à disciplina de Materiais de Construção 2. FEUP.


Disponível em: http://paginas.fe.up.pt/~jcouti/

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