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ISPG

DIVISAO DE E. GESTÃO
,

Administração Pública
Administração publica
Conceito
Administração Pública é todo o aparelhamento do

Estado, preordenado à realização de seus serviços,


visando à satisfação das necessidades coletivas ou da
sociedade. (MEIRELLES et all).
Administrar é gerir os serviços públicos - significa não

só prestar serviço executá-lo, como também, dirigir,


governar, exercer a vontade com o objetivo de obter um
resultado útil.
Administração publica
Conceito
 Existe uma íntima sintonia entre a Administração Pública e

o Serviço Público, fazendo pressupor, clara e nitidamente,


que a execução deste seja feita privativamente por aquela,
quer diretamente, quer por delegação. “O fim do Estado é
organizar e fazer funcionar os serviços públicos”. (JEZÉ,
Gaston). Outrossim, supõe, igualmente, que a
Administração Pública executa o Serviço Público, porque
considera indispensável à sociedade a sua existência.
Administração publica
Conceito
Depreende-se, por dedução, o princípio da
obrigatoriedade do desempenho da atividade pública,
em que a Administração Pública sujeita-se ao dever de
continuidade da prestação dos serviços públicos. Neste
caso particular, “O interesse público que à
Administração incumbe zelar, encontra-se acima de
quaisquer outros e, para ela, tem o sentido de dever, de
obrigação.
Administração publica
Em face da legislação vigente, a Administração
Pública apresenta-se da seguinte maneira:
Administração Direta ou Centralizada

Administração Indireta ou Descentralizada


Administração publica
A Administração Direta ou Centralizada é constituída

dos serviços integrados na estrutura da Presidência da


República e dos ministérios.
A Administração Indireta ou Descentralizada é aquela

actividade administrativa, em que o Estado descentraliza o


desempenho da actividade para outras pessoas jurídicas de
direito público ou privado.
Administração publica
 Integram a Administração Indireta:

Autarquias

Empresas Públicas

Sociedades de Economia Mista

Fundações
Administração publica
 AUTARQUIAS

Autarquia é o serviço autônomo, criado por lei,

com personalidade de direito público interno,


com patrimônio e receita próprios, para executar
actividades típicas da administração pública, ou
seja, atribuições estatais específicas.
Administração publica
 AUTARQUIAS - Características

A sua criação é feita por lei, mas a organização e

regulamentação se fazem por decreto;


O patrimônio inicial da autarquia é oriundo da entidade

estatal a que se vincula;


Os seus bens e rendas constituem patrimônio próprio

(público);
O orçamento é idêntico ao das entidades estatais;
Administração publica
 AUTARQUIAS - Características (cont.)

Os actos dos seus dirigentes equiparam-se os actos

administrativos e, portanto, sujeitos a mandado de


segurança e a ação popular;
As despesas relativas a compras, serviços e obras estão

sujeitas às normas de licitação;


Administração publica
 AUTARQUIAS - Características (cont.)

O pessoal sujeita-se a regime estatutário próprio ou

pode adoptar o regime de funcionários ou servidores


públicos, ou ainda Consolidação das Leis Trabalhistas,
entretanto, os seus actos para efeito criminal
equiparam-se aos praticados por funcionário públicos;
Administração publica
 AUTARQUIAS - Características (cont.)

Está sujeita ao controle de vigilância, orientação e

correção que a entidade estatal a que está vinculada


exerce sobre os actos e conduta dos dirigentes, bem
como ao controle financeiro, que se opera nos mesmos
moldes da Administração Directa.
Adquirem os privilégios tributários e prerrogativas dos

entes estatais, além de outros que lhe forem conferidos


na lei.
Administração publica
 AUTARQUIAS - Características (cont.)

Está sujeita ao controle de vigilância, orientação e

correção que a entidade estatal a que está vinculada


exerce sobre os actos e conduta dos dirigentes, bem
como ao controle financeiro, que se opera nos mesmos
moldes da Administração Directa.
Adquirem os privilégios tributários e prerrogativas dos

entes estatais, além de outros que lhe forem conferidos


na lei.
Administração publica
 AUTARQUIAS - Exemplos

Ver o nº 1 e seguintes do artigo 2, capítulo I, da Lei nº

02/97, de 28 de Maio “Lei de bases das autarquias”.


Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS

Entidades paraestatais são pessoas jurídicas de direito

privado, cuja criação é autorizada por lei, com


patrimônio público ou misto, para a realização de
atividades, obras ou serviços de interesse coletivo, sob
normas e controle do Estado.
Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Formas

Ressalta-se que, do ponto de vista de enquadramento no


entendido de administração indireta ou descentralizada,
existem algumas formas de constituição de entidades
paraestatais, como tais configuradas, quais sejam:
Empresas Públicas.

Sociedades de Economia Mista.

Fundações.
Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Características

Gerais
A organização depende de autorização legislativa, mas

obedece às normas das pessoas jurídicas de direito


privado;
Regem-se por seus estatutos ou contratos sociais,

registados na Junta Comercial ou Registro Civil,


conforme a natureza dos seus objetivos;
Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Características

Gerais
O patrimônio dessas entidades pode ser constituído por

recursos do poder público, de particulares, ou por


ambos os recursos conjugados;
A administração de tais entidades varia conforme o tipo

e modalidade que a lei determinar, sendo possível a


direção unipessoal ou colegiada, com ou sem elemento
do Estado;
Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Características

Gerais
Possuem autonomia administrativa e financeira, e são

apenas supervisionadas pela entidade estatal a que


estiverem vinculadas, através da ação de orientação,
coordenação e controle, para ajustar-se ao Plano Geral
de Governo;
Não possuem privilégios tributários ou processuais, a

não ser que sejam especialmente concedidos por lei;


Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Características

Gerais
A realização de despesas com compras, serviços ou

obras sujeita-se a sistema licitatório especial, através da


edição de regulamentos próprios, devidamente
publicados, com procedimentos seletivos simplificados
e observância dos princípios básicos da licitação
estabelecida para as entidades públicas;
Administração publica
 ENTIDADES PARAESTATAIS – Características

Gerais
O pessoal sujeita-se ao regime da Consolidação das Leis

do Trabalho; os actos dos empregados, para fins


criminais, por determinação do Código Penal,
equiparam-se aos de funcionários públicos, e os dos
dirigentes são equiparados a atos de autoridade e
sujeitos a mandado de segurança e a ação popular.
Administração publica
 EMPRESA PÚBLICA

Entidade dotada de personalidade jurídica de direito

privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da


União, criada por lei para a exploração de atividade
econômica, que o governo seja levado a exercer, por
força de contingência ou conveniência administrativa,
podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas
em direito.
Administração publica
 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

Entidade dotada de personalidade jurídica de direito

privado, criada por lei para a exploração de atividade


econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas
acções com direito a voto pertençam, em sua maioria,
à União ou a entidade da Administração Indireta.
Administração publica
 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

A Empresa de economia mista, ou, mais


precisamente, sociedade de economia mista, é uma
sociedade na qual há colaboração entre o Estado e
particulares, ambos reunindo recursos para a
realização de uma finalidade, sempre de objetivo
econômico.
Administração publica
 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

É uma pessoa jurídica de direito privado e não se

beneficia de isenções fiscais ou de foro privilegiado e


que deve ser constituída sob a forma de
sociedade anônima e Frequentemente têm suas
acções negociadas em Bolsa de Valores.
Administração publica
 SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

Diferem-se das empresas públicas, tendo em vista

que nestas o capital é 100% público. Diferem-se


também das sociedades anônimas, em que o governo
tem posição accionária minoritária, pois nestas o
controle da atividade é privado.
Administração publica
 FUNDAÇÃO PÚBLICA

Entidade dotada de personalidade jurídica de direito

privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de


autorização legislativa, para o desenvolvimento de
atividades que não exijam execução por órgão ou
entidades de direito público, com autonomia
administrativa, patrimônio próprio gerido pelos
respectivos órgãos de direção.
Administração publica
 FUNDAÇÃO PÚBLICA

funcionamento custeado por recursos públicos e de

outras fontes, com objetivos geralmente voltados para o


ensino, pesquisas e atividades culturais. Seu estatuto
deve ser registrado e inscrito no Registro Civil de Pessoas
Jurídicas.
Administração publica
 FUNDAÇÃO PÚBLICA - Exemplos:

De conformidade com o Direito Civil Moçambicano, O

Conselho de Ministros tem concedido o estatuto de


associação de utilidade pública a várias fundações. E já o
fez em relação a:
- Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade -

através da Resolução nr. 51/2004, de 24 de Novembro,


publicada no BR nr. 47, I série, pág. 508;
Administração publica
 FUNDAÇÃO PÚBLICA - Exemplos:

- Fundação Lurdes Mutola - através da Resolução nr.

52/2004, de 24 de Novembro, publicada no BR nr. 47, I


série, pág. 508;
- Fundação Manhiça, através da Resolução nr. 16/2007, de

30 de Maio, publicada no BR nr. 22, I série, pág. 203;


- Fundação Malonda, através da Resolução nr. 3/2005, de

23 de Fevereiro, publicada no BR nr. 8, I série, pág. 64;


Administração publica
 FUNDAÇÃO PÚBLICA - Exemplos:

Fundação Joaquim Chissano, através da Resolução nr.

71/2004, de 31 de Dezembro, publicada no BR nr. 52, I série,


pág. 578-(44).
No Brasil tem-se o exemplo da Fundação Universidade

Federal de Rio Grande.


Administração publica
 A Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista são

também chamadas de Entidades Paraestatais, que funcionam


ao lado do Estado, executando actividades que interessam ao
Estado, mas não são de exclusividade ou privativo do Estado.
Executam serviços de interesse público. Há também os
Serviços Sociais Autônomos, que também são Paraestatais,
mas não pertencem à Administração Indireta, embora
trabalhem ao lado do Estado, na prestação de serviços de
assistência e ensino para certas categorias sociais ou
profissionais, sem fins lucrativos.
Administração publica
 Como entes Paraestatais recebem dinheiro dos cofres

públicos e, em consequência, ficam obrigados a prestar


contas ao órgão a que estão vinculados e por ele são
supervisionados.
 Por fim, registramos que normalmente os Tribunais de

Contas, não classificam as Fundações Públicas como


entidades paraestatais.
Administração publica
`
.

Sessão de dúvidas e
esclarecimentos
Finanças públicas
Finanças Públicas é o campo da Economia preocupado

com o pagamento de actividades colectivas e


governamentais, assim como com a administração e o
desempenho destas actividades. O campo é, muitas
vezes, dividido em questões sobre as quais as
organizações colectivas ou governamentais deveriam
fazer ou estão fazendo, questões de como pagar tais
actividades.
Finanças públicas
O termo mais amplo, economia pública, e o termo

mais curto, finanças governamentais, são também


muitas vezes usados.
Pode-se dizer, que as Finanças Públicas abrangem a

captação de recursos pelo Estado, sua gestão e seu


gasto para atender às necessidades da coletividade e do
próprio Estado.
Finanças públicas
Daqui, são desenvolvidos estudos, teorias e modelos

que procuram explicar:


 A evolução da participação do setor público na
economia;
 As formas de intervenção do Estado na atividade

econômica;
 As fontes e origens das receitas públicas bem como a

evolução crescente dessas receitas relativamente ao


produto.
Finanças públicas
Do ponto de vista da análise econômica, as Finanças

Públicas se materializam na política fiscal, um dos


principais instrumentos de intervenção governamental
na atividade econômica, e cuja prática envolve
basicamente:
Finanças públicas
 Aumentos ou cortes das despesas do governo, sejam elas

de investimento (tais como a construção de escolas,


hospitais, estradas), sejam despesas correntes,
necessárias à manutenção dos serviços públicos (tais
como o suprimento de materiais, pagamento de
funcionários, etc.);
 Aumentos ou reduções do nível de impostos
Finanças públicas
Estas duas medidas alteram a demanda agregada
(AD)
C = Consumo privado

I = Investimentos das empresas

G = Gastos do Estado

X = Exportações

M = Importações.
Finanças públicas
ABRAGÊNCIA DAS FINANÇAS PÚBLICAS

EM MOÇAMBIQUE
 Ministério das Finanças

 Assembleia da República

 Conta Geral do Estado


Finanças públicas – Abrangencia em
Moc.
Ministério das Finanças
 É um órgão central do aparelho de Estado

que, de acordo com os princípios, objectivos


e tarefas definidas pelo Governo,
superintende a gestão das finanças públicas.
Finanças públicas –
Abrangencia em Moc.
 Conta Geral do Estado
É o documento do Governo que tem por

objectivo evidenciar a execução orçamental e


financeira, bem como apresentar o resultado
do exercício económico e avaliação do
desempenho dos órgãos e instituições do
estado.
Finanças públicas – Abrangência em
Moç.
 Assembleia da República
É o órgão legislativo mais alto na República

de Moçambique. É ela que determina as


normas que regem o funcionamento do
Estado e a vida económica social através de
leis e deliberações de carácter jurídico.
Finanças públicas – Abrangencia em
Moç.
 Assembleia da República
É da sua competência deliberar sobre as

grandes opções do plano económico e social


e do Orçamento do estado e os respectivos
relatórios de execução assim como aprovar o
Orçamento do Estado, e fiscalização efectiva
das acções do Governo.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Este Ministério é constituído por 9 órgãos

de nível central que são:


Direcção Nacional de tesouro

Direcção Nacional do Orçamento (DNO)

Direcção Nacional da Contabilidade Pública

Direcção Nacional do Patriónio do Estado


ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Gabinete do Ministro

Cartório Notarial Privativo

Gabinete de Estudos

Gabinete jurídico

Direcção de Administração de Recursos

Humanos
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Direcção Nacional de tesouro
  Zela pelo equilíbrio financeiro do estado e faz a

implementação das políticas financeira, monetária e


cambial do estado.
 É esta Direcção que assegura a celebração de acordos

financeiros nacionais e internacionais bem como a


gestão da dívida interna e externa do país e seu registo.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
 É dirigido por um Director  Nacional, coadjuvado por

dois (2) adjuntos: um para a Área da dívida pública e


outro para a Área económica.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Direcção Nacional do Orçamento (DNO)

Prepara, em coordenação com o órgão competente


do Ministério da planificação e desenvolvimento,
instruções necessárias para elaboração do
Orçamento do Estado, coordenando o processo da
sua implementação e procedendo a globalização
das propostas orçamentais de todos os órgãos e
instituições do estado.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Faz a gestão do Orçamento do Estado, mas é
também sua função participar na elaboração da
política de salários, preços e previdência social. É
dirigido por um Director Nacional e dois adjuntos.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Direcção Nacional da Contabilidade Pública
  Esta acompanha e controla a execução do Orçamento do

Estado, garantindo a correcta aplicação dos seus


recursos num quadro de unidade do sistema de
administração financeira para os órgãos e instituições do
estado. Esta direcção é também responsável pela
elaboração e controlo da conta Geraldo Estado. É
dirigido por um Director Nacional e é auxiliado por dois
Directores adjuntos.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Direcção Nacional do Património do Estado
 Coordena a organização do inventário e faz o cadastro do

património do Estado, bem como a gestão dos bens


patrimoniais públicos. Através da unidade Funcional de
supervisão das aquisições.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
 A Direcção nacional do património do estado regula a

contratação de empreitadas de obras públicas, o


fornecimento de bens e prestação de serviços aos órgãos
e instituições do Estado. Este órgão é dirigido por um
Director Nacional e dois adjuntos.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Direcção de Administração de Recursos
Humanos
 Implementa as políticas de gestão de recursos humanos

do Ministério, tudo de acordo com as directrizes,


normas e planos o Governo. É esta direcção que
coordena os programas de formação assim como da
efectividade dos funcionários do Ministério.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
 É dirigido por um Director Nacional coadjuvado por um

adjunto.

Cartório Notarial Privativo


 Lavra escrituras públicas de acordos e outros
actos jurídicos que tem a ver com alienação, aluguer,
trespasse ou qualquer outra forma de transferência de
propriedade, no todo ou em parte, de bens patrimoniais
do estado.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
 A função deste órgão é reconhecer a letra e assinatura,

bem como exarar termos de autenticação de


documentos que envolvam o património do estado. É
dirigido por um Notário simplesmente.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Gabinete de Estudos
  Presta assessoria ao Ministério através da realização de

estudos e análises sobre matérias de interesse ou com


implicações em áreas de actuação do Ministério, bem
como na formulação de pareceres sobre políticas
sectoriais e estratégicas de desenvolvimento económico
e social. O gabinete é dirigido por um Director e um
adjunto.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Gabinete jurídico
  Presta assessoria jurídica ao Ministério, elabora
propostas e emite pareceres sob a forma de diplomas
legais, regulamentos ou outros actos normativos
relativos a assuntos de interesse ou com implicações nas
áreas de actuação do Ministério. Este gabinete é dirigido
por um Director Nacional coadjuvado por um adjunto.
ABORDAGEM SOBRE O MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
Gabinete do Ministro
  Tem como funções assistir e apoiar, logística e
administrativamente, o Ministro e o Vice-Ministro,
garantir a comunicação entre estes e outras entidades e
com o público.
INSTUTUIÇÕES PÚBLICAS TUTELADAS OU
SUBORDINADAS AO MINISTÁERIO DAS FIANANÇAS
 As seis (6) instituições tuteladas pelo Ministério das Finanças são

as seguintes e todas elas gozam de autonomia administrativa e


financeira:
 Autoridade Tributária de Moçambique
 Instituto de Gestão das Participações do Estado
 Bolsa de Valores de Moçambique
 Inspecção-Geral de Jogos
 Inspecção-Geral de Seguros
 Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças
INSTUTUIÇÕES PÚBLICAS TUTELADAS OU
SUBORDINADAS AO MINISTÁERIO DAS FIANANÇAS
Autoridade Tributária de Moçambique
  Executa as políticas tributária e aduaneira do país, procede

à cobrança e controlo de impostos internos e do comércio


externo e garante a comodidade aos contribuintes no
cumprimento das suas obrigações fiscais e a capacidade de
detecção e punição dos incumprimentos da evasão fiscal.
INSTUTUIÇÕES PÚBLICAS TUTELADAS OU
SUBORDINADAS AO MINISTÁERIO DAS FIANANÇAS
Instituto de Gestão das Participações do Estado
 Faz a gestão, coordenação e controlo de participações do

estado nos diferentes tipos de sociedades comerciais,


podendo a sua intervenção ser estendida para fora do país
sempre que existam interesses económicos do estado ou no
contexto de apoio à internacionalização de empresas
moçambicanas.
INSTUTUIÇÕES PÚBLICAS TUTELADAS OU
SUBORDINADAS AO MINISTÁERIO DAS FIANANÇAS
Bolsa de Valores de Moçambique
 Compete-lhe, em exclusividade, organizar, gerir e manter em

funcionamento o mercado secundário centralizado de valores


mobiliários.

Inspecção-Geral de Jogos
 Supervisiona e presta assessoria ao Ministério em matérias de

licenciamento, organização, controlo, inspeção, fiscalização e


auditoria em processos de exploração de jogos de fortuna ou azar
e de diversão social.
INSTUTUIÇÕES PÚBLICAS TUTELADAS OU
SUBORDINADAS AO MINISTÁERIO DAS FIANANÇAS
Inspecção-Geral de Seguros
 Supervisiona e fiscaliza a actividade seguradora e resseguradora e

os fundos de pensões, incluindo a respectiva mediação.

Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de

Finanças
 Tem por objecto a promoção, desenvolvimento e exploração de

sistemas e tecnologias de informação e comunicação no quadro de


uma perspectiva global de economia de recursos e de investimento
em meios, sistemas e tecnologias de informação e comunicação na
administração pública.
ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
 Formulação de propostas das políticas tributárias, aduaneiras,

orçamental e de seguros, bem como garantir a sua


implementação;
 Elaboração e apresentação de Diplomas legais sobre matérias de

natureza financeira, monetária e cambial;


 Coordenação e direcção do sistema de administração Financeira

do Estado;
 Execução do Orçamento do Estado;
ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
 Gestão do património do estado:

 Realização da inspecção financeira e fiscal e supervisão das

actividades seguradoras e de jogos de fortuna ou azar e de


diversão social;
 Coordenação da actividade inspectiva dos órgãos e instituições do

estado, autarquias, empresas públicas e pessoas colectivas de


direito público;
 Promoção da dinamização do sistema financeiro;
ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
Nota Bem:
 A nível de cada província funciona uma Direcção Provinvial do

Plano e Finanças. Seus objectivos, funções e a forma de


organização das Direcções provinciais são definidos por um
diploma específico, sob proposta dos Ministérios que
superintendem as áreas das Finanças e de planificação e
desenvolvimento. Isto quer dizer que nas províncias há uma fusão
das duas entidades e estão alojadas num único edifício ou
instalações.
ATRIBUIÇÕES DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
 Portanto, a nível provincial, as funções do Ministério das

Finanças são exercidas pela Direcção Provincial do Plano e


Finanças que também zela pelos assuntos do Ministério da
Planificação e Desenvolvimento. Cada Direcção Provincial de
Plano e Finanças é dirigida por um Director Provincial e um
adjunto.
ESTRUTURA DE ACTUAÇÃO DO MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
As actividades do Ministério das Finanças, no âmbito das suas

atribuições e competências, encontram-se estruturadas da


seguinte maneira por área de actuação:
a) Finanças públicas
b) Mercado monetário, financeiro e cambial

c) Previdência social

d) Património do Estado

e) Inspecção e supervisão e

f) Notariado privativo
ESTRUTURA GLOBAL DO MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
A Inspecção-Geral de Finanças é dirigida por um Inspector-

Geral coadjuvado por um Inspector-Geral adjunto e faz parte


da estrutura global do Ministério das Finanças composta por:
 Inspecção-Geral de Finanças;

 Direcção Nacional do Tesouro;

 Direcção Nacional do Orçamento;

 Direcção Nacional de Contabilidade Publica.


ESTRUTURA GLOBAL DO MINISTÉRIO DAS
FINANÇAS
 Direcção Nacional do Património do Estado

 Direcção Nacional de Previdência Socias

 Direcção de Estudos e Análise Económica

 Direcção de Administração e Recursos Humanos

 Gabinete Jurídico

 Gabinete do Ministro

 Cartório Notarial Privativo


ABORDAGEM SOBRE A INSPECÇÃO-GERAL DE
FINANÇAS
A Inspecção-Geral das Finanças é um órgão de controlo

financeiro do Estado moçambicano e de apoio ao Ministro das


Finanças no âmbito da gestão dos fundos públicos e controlo
patrimonial, do tipo centralizado. A inspecção-Geral das
Finanças já foi parte integrante do Ministério das Finanças,
contudo continua a funcionar mas não na total dependência
do Ministro conforme esteve preconizado nos nºs 1 e 2 do
Artigo 1 do Decreto 40/99 de 29 de Junho.
INSPECÇÃO-GERAL DAS FINANÇAS COMO ÓRGÃO
INDEPENDENTE
A Inspecção-Geral das Finanças sempre foi uma entidade

orgânica do Ministério das Finanças contudo, os últimos


desenvolvimentos vieram ditar o contrário. Ela deixou, a partir
do último trimestre de 2013, de ser uma entidade orgânica do
Ministério das Finanças e passou a ser uma entidade
independente, mas tutelada pelo Ministro das Finanças.
INSPECÇÃO-GERAL DAS FINANÇAS COMO ÓRGÃO
INDEPENDENTE
Contudo, mantém a sua missão  principal que é a realização de

inspecções e auditorias aos órgãos do estado, suas instituições


e pessoas colectivas de direito público, ainda que
personalizados, incluindo as autarquias. Note-se que a
Inspecção-Geral de Finanças é chefiada por um Inspector Geral
e por um Inspector Geral Adjunto
ACTIVIDADES NAS UNIDADES ÓRGANICAS DA
INSPECÇÃO GERAL DAS FINANÇAS
No âmbito do controlo orçamental, financeiro e patrimonial, a

Inspecção-Geral de Finanças tem como actividades as


seguintes:
 Coordenar o Subsistema de Controlo Interno;

 Realizar inspecções e auditorias aos órgãos e instituições do

estado, autarquias e pessoas coletivas de direito público;


 Realizar inspecções e auditorias à empresas públicas e estatais,

com excepção das instituições de crédito, sociedades


financeiras e seguros;
ACTIVIDADES NAS UNIDADES ÓRGANICAS DA
INSPECÇÃO GERAL DAS FINANÇAS
 Realizar, mediante despacho do Ministro das Finanças, auditorias

ou exames à escrita das empresas participadas, privadas ou


cooperativas, quando se mostre indispensável ao controlo
indirecto de quaisquer entidades objecto de intervenção da
Inspecção-Geral de Finanças ou ainda quando haja indícios de
irregularidades de natureza tributária e nas relações financeiras
com o estado;
 Proceder a inquéritos e sindicâncias superiormente determinados

ou por conhecimento directo de matéria pertinente no decurso


das suas actividades;
ACTIVIDADES NAS UNIDADES ÓRGANICAS DA
INSPECÇÃO GERAL DAS FINANÇAS
 Realizar auditorias financeiras, informáticas, de sistemas e de

desempenho, bem como outras acções de controle relativamente


a entidades sujeitas sua intervenção
 Realizar consultorias ou outro tipo de apoio técnico especializado

aos órgãos do estado quando solicitado


FUNÇÕES DA INSPEÇÃO-GERAL DAS FINANÇAS NA
GESTÃO DOS FUNDOS PÚBLICOS
 Propor medidas visando a melhoria de funcionamento das

entidades objecto da intervenção da Inspecção-Geral das


Finanças;
 Propor adopção de medidas mais adequadas, com vista ao

aperfeiçoamento do sistema de controlo financeiro e


uniformização de critérios relativos ao tratamento do erário
público;
 Participar, por determinação superior, na elaboração de projectos

de diplomas legais que envolvam matérias das suas atribuições.


MECANISMOS DE INSPECÇÃO FISCALIZAÇÃO E
AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICA
 O Sistema de Administração Financeira do Estado foi criado

através da Lei nº 09/2002 de 12 de Fevereiro e Foi


consubstanciado pelo Decreto nº 23/2004 de 20 de Agosto que
aprova o regulamento que estabelece os instrumentos que visam à
operacionalização do sistema.
 O SISTAFE visa estabelecer de uma forma global mais abrangente

e consistente os princípios básicos e normas gerais de um sistema


integrado de administração financeira dos órgãos e instituições
do Estado (Lei 09/2002).
MECANISMOS DE INSPECÇÃO FISCALIZAÇÃO E
AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICA
 O Diploma Ministerial nº 169/2007 de 31 de Dezembro, aprovou o

Manual de Administração Financeira e procedimentos


contabilísticos (MAF). Este foi instrumento orientador usado pela
Inspecção-Geral das Finanças para fiscalizar e auditar o sector
financeiro das instituições públicas de forma que, muito
recentemente o Ministério das Finanças aperfeiçoou o seu
instrumento de auditoria introduzindo o Sistema-electrónico de
Administração Financeira do Estado (o e-SISTAFE), em que toda
e qualquer execução financeira do Estado deve ser feita com base
neste sistema, incluindo a produção de relatórios financeiros.
MECANISMOS DE INSPECÇÃO FISCALIZAÇÃO E
AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICA
É um sistema informatizado que confere transparência e maior

garantia na execução orçamental. Consta ainda que todas as


auditorias financeiras realizadas quer pela Inspecção-Geral de
Finanças, quer pelos de mais órgãos de controlo financeiro, os
auditores devem-se basear em relatórios financeiros
produzidos no e-SISTAFE.
MECANISMOS DE INSPECÇÃO FISCALIZAÇÃO E
AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICA
Por isso, é obrigatório que todos os Departamentos financeiros

das instituições que são objecto de intervenção dos órgãos de


Inspecção ou de Auditoria do sector público, mantenham
sempre os documentos físicos correspondentes aos dados
produzidos no sistema para consulta sempre que for
necessário (Cfr a circular nº 03/GM/MF/2011).
MECANISMOS DE INSPECÇÃO FISCALIZAÇÃO E
AUDITORIA NO SECTOR PÚBLICA
Na sua actuação, a Inspecção-Geral das Finanças baseia-se na

independência e isenção, e guia-se pela observância dos


princípios e regras ditadas pelo Comité de Normas de
Auditoria da Organização Internacional das Instituições
Supremas de Auditoria.
Enfim
Apesar de o controlo Interno, fiscalização e auditoria se revelar um

inibidor de erros a acção não é infalível, pois é vulnerável à má fé e


inércia humanas. Nesse sentido, os controlos internos podem apenas
fornecer segurança razoável, pelas seguintes limitações inerentes à
erros de julgamento, falhas, conluio, ausência de supervisão e
impunidade. A acção da Inspecção-Geral das Finanças estende-se
também aos Municípios, pois no domínio das Autarquias locais, a lei
estabelece que toda a tramitação de informação financeira
deve processar-se com o conhecimento do órgão de tutela que
superintende a área das finanças, o qual deve produzir um relatório
que é igualmente enviado ao tribunal administrativo.
Enfim
 Esse órgão é a Inspecção-Geral de Finanças, razão pela qual, em

todas as instituições públicas do país, isto é, Ministérios,


Institutos públicos e outros que tenham a participação do Estado,
encontra-se lá uma figura (técnico) do Ministério das Finanças
que tem a missão de garantir o cumprimento do preconizado na
lei e regulamentos estatuídos para o efeito de controlo interno.
Contudo, apesar da existência de toda máquina montada
para o controlo e fiscalização das contas públicas,
Moçambique continua a não conseguir conter o rombo nos
cofres do Estado.
Enfim
 Tem sido frequentes notícias sobre o roubo e desaparecimento do

dinheiro público nas instituições do Estado. Quase todas as


semanas, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC),
revela casos envolvendo funcionários públicos a quem tem sido
confiados a tarefa de gerir dinheiro para a realização de várias
actividades e projectos em prol do desenvolvimento da nação. No
lugar de assegurarem a aplicação correcta desses valores
apoderam-se fraudulentamente dos mesmos, lesando assim o
estado e minando o desenvolviemento da nação.
Enfim
Os dispositivos ora montados (como o e-SISTAFE) e outros

instrumentos de controlo, são de grande confiabilidade,


porém a conduta humana é que parece não estar preparada
para entender que o desenvolvimento de uma nação passa
necessariamente pela mudança de atitude e de
comportamento do agente público moçambicano.