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OExor

cismodeEmi
lyRose

Nof inaldeumaest radaem umapequenaci dadeda


Bavieraestálocali
zadaumacasacomum, com suas
paredesbr ancassujasejanelasdesgast
adaspelot empo.
Masport r
ásdaquel aport
atrancadaedaquelas
persianasabaixadas,um contosombrioextr
aordinári
ode
horrorseesconde.

Tri
ntaenoveanosatrásestacasaest
avacheiademedo.
Asnoitesf
oram pontuadasporui
vosegri
tos,asmanhãscheiasdevozesest
ranhas.Os
vi
zinhosnãosabiam naépoca,masoqueestavam ouvi
ndoeraoexorci
smodeumaj ovem
mulherqueem breveiri
amorrer
.

Naépoca,acr
edit
ava-sequeAnnel
ieseMi
chel
,umaestudantede23anosdei dade,
haviasi
do
possuí
daporseisespír
it
osdemoní
acosquenãosaiam doseucorpo.Depoi
sdesuportar67
ri
tuai
sdeexorci
smoaol ongodenovemeses,
elasucumbiuàfomeem 1976.

Obr
igou-
seajej
uar
,acr
edi
tandoquei
ssoi
ri
alivr
á-l
adai
nfl
uênci
adeSat
anás,equando
morr
eupesavamenosde30quil
os.“
Mãe”
,disseel
apoucoant
esdemorr
er,“
est
oucom
medo”.

Ahi st
óriainspi
rouofil
me´ ´
Oexorci
smodeEmi lyRose´´.Ospai sdeAnneli
ese,
AnnaeJosef,
foram l
evadosaj ul
gamentopeloassassinat
odesuaf i
lhaaol adodosdoispastor
esque
reali
zaram osexorci
smos.Todosforam consideradosculpadosdehomi cí
dionegli
gent
eao
permiti
rqueel amorressedefomeef or
am condenadosàsei smesesdepr i
sãoet r
êsanosde
condicional.

AmãedeAnnel i
ese,queai ndavi
venacasaem queaf i
lhamor r
eu,nuncaser ecuperou
compl et
amentedessest emposterr
ívei
s.Seumar i
domor reuhádezesseisanosesuast r
ês
fi
lhassobrevi
ventesseaf ast
aram.Então,AnnaMichel
,agoranacasadosoi tenta,carr
egao
fardodamemór iasozinha.Seuquartotem vi
staparaocemi t
éri
oondeAnnel i
eseest á
enterr
adasobumacr uzdemadei r
aquel evaseunomeeai nscr
ição“Descansandocom
Deus”.

Acasaémai str
anquil
aagor
a,masadorai ndaéevident
e.“
Eunãoquer overofi
lmeeeunão
seinadasobr
eisso”
,dizaSr
aMi chel
.“Eusintof
alt
adeAnneli
ese,cl
aro.El
aeraminhaf
il
ha.
Eupossoverseutúmulodecasa.Euvisi
toelamuit
asvezeselevofl
ores”.

Porum momento,éfácilesquecersuahist
óri
atur
bulenta.El
aseparececom umatiabeni
gna,
decontor
nossuaves,com um cabelobrancofr
ági
lescondidosobum chapéupret
o.Ela
cl
aramentenãogostadef al
arsobreamor tedeAnneli
esee,atéagor
a,tem semant
idoum
si
lênci
o.
Masel anãosear r
ependedoquef ez.Umamul herprof
undament erel
igiosa,elainsist
equeo
exorci
smof oij
usti
fi
cado.“Euseiquefizacoisacert
a,porqueeuviosi naldeCr istoem suas
mãos” ,
dizelacom umavozsur pr
eendentementefort
epar aalguém t
ãof rági
l.“Elaestava
tendoesti
gmasei ssofoium si
naldeDeuspar aqueexorcizássemosseusdemôni os.Ela
mor r
euparasalvaroutr
asalmasper di
das,paraexpi
arseuspecados.

“Annelieseeraumameni nabondosa, amor osa, doceeobedi ente.Mas


quandoel aest avapossuída,nãoer aalgonat ural,algoquevocêpode
expl
icar ”
.Elafazumapausa.Desdeoi nício,avi dadeAnnel iesef oi
governadapel omedo.Suaf amí l
iaerapr ofundament ereli
giosa.Seupai
havi
apensadoem set ornarpast oretrêsdesuast iaser am f r
eir
as.Mas
osMi chelst i
nham um segredo.Em 1948, amãedeAnnel i
esedeual uz
aumaf il
hai l
egíti
ma,Mar t
ha,trazendodesgr açasobr esuaf amíli
a,ef oi
for
çadaausarum véupr etonodi adeseucasament o.Quando
Anneliesenasceu, em 1952,suamãeai ncent ivouaexpi arospecados
deil
egit
imidadeatr
avésdeumaf ervorosadevoção.MasMar thaacaboumor r
endoaosoi to
anosdeidadeporcompl i
caçõesdecor rent
esdeumaoper açãopar ar emoverum t umornor im.
Anneli
ese,umameni nadebom cor açãoepr of
undament esensí vel,devet ersentidoosef ei
tos
dapressão,cadavezmaisf ortes,parafazerpenit
ênciaporsuamãe.

Elaencont
rou-secadavezmai scercadapelaevidênci
adopecadoecadavezmai sansiosa
paraseli
vrardele.Enquantoasoutrascr
iançasnadécadade1960ser ebel
avam,test
andoos
l
imitesdasual i
berdade,Annel
iesedormi
anuasobr eum chãodepedraparaexpi
aros
pecadosdosvi ci
adosem drogasquedormi am naestaçãodetrem l
ocal
.

Em 1968,aos17anos, elacomeçouasof r
erconvulsões.Emboraini
cialmentediagnost
icada
com epil
epsia,
elacomeçouat eraluci
naçõesdemoní acasenquant
oor ava.Em 1973ela
estavasofr
endodedepr essãograveeconsider
andoosui cídi
o.Vozesem suacabeçadi ziam
queelaestavacondenada.Elapediuaopadrelocalporum exorci
smoeel enegouporduas
vezes.

Mas, aospoucos,
oquadrodeAnneliesepi
orouai ndamais.Aofazerassuas600genuflexões
diár
ias,um di
aacabourompendoosl i
gamentosdoj oel
ho.Elar
astejouparabaixodeuma
mesaecomeçoual at
ircomoum cãopordoisdi as.Passouacomerar anhas,
carvãoeaté
mordeuacabeçadeum pássar omorto.El
aaindal ambeusuaprópriauri
nadochãoepodi a
serouvidaatr
avésdasparedesgr
it
andoporhor as.

Em 1975seut erceir
opedidodeexor ci
smof oi
concedidopel
oBispodeWurzburg.“Eunãome
ar
rependo”,dizAnnaMi chelconvicta.“Nãohaviaoutr
amaneira”
.Nuncasaber
emossehavi a.
Poressaépoca, Anneli
esehaviar ecusadoumai nt
ervençãomédicadaCl
íni
caPsiquiátr
icade
Wurzburg.Seussi nt
omasf oram compar adoscom umaesquizof
reni
aeelapoderiaresponder
aotrat
ament o.

Também houveespecul
açõesdequeAnnel
iesepoder
iat
ersi
doi
nfl
uenci
adapel
olançament
o
em 1973de´´OExor
cist
a´´deWi
ll
iam Fri
edki
n.Masi ndependent
edoqueest
ejaport
rásda
suapert
urbação,
oexorci
smoestava´´namoda´´naquelaépoca.

Cert
ament e,Anneli
esenãoestavabem epr eci
savadeajuda.Seuexorci
smofoir
eali
zadopel o
padreAr nol
dRenzepel opastorErnstAlt,
deacor docom oRitualRomanode1614.Foram
real
izadasduassessõesdequat r
ohor asporsemanapormai sdenovemeses.Ossacer dotes
i
dent i
fi
caram vár
iosdemônios,inclui
ndoLúci f
er,JudasI
scari
otes,Ner
o,Cai
m eAdol
fHi t
ler
,
quef al
oucom asi nf
lexõesaust
r í
acascorretas.

Quarentaeduashor asdopr ocessofor


am gravadasedizem queé
ater
rori
zante.Rosnadoshumanosse  mist
uram com grit
osgutur
aisde
obscenidadeseumasér i
ededi ál
ogossobr
eoshor roresdoinf
erno
entr
ecadaum dosdemôni os.Assessõesger al
menteacabavam em
brut
ali
dade, com Annel
iesependuradadecabeçapar abaixoou
acor
rent
adanacadei
ra.

Napr i
maverade1976Annel iesesof
reucom umapneumoni aeperdadepeso.Aospoucosf oi
enfr
aquecendocadavezmai s, at
émorrerem 1ºdejul
ho.Seuspai
saent er
rar
am aoladode
Martha,nasbordasexter
ior
esdocemi tér
io–terr
enonormalmentereser
vadoparafi
lhos
i
legí
timosesuicidas.Mesmonamor t
e,Annel
iesenãoselivr
oudopecadoquet ant
olutoupara
seredimir
.

Hoje,os2. 000habi tant


esdeKl i
ngenber gaindanãosesent em bem aof al
ardeAnneliese
Michel.Um l eveinquérit
opar aost ranseuntesér ecebi
docom olhareshostiseum acenode
cabeça.“ Acidadet em vergonha”, di
zChr ist
ianaMet zl
er,
de42anos, quetrabalhanuma
agênciadet ur i
smo.“ Euestavanaescol aquandoacont eceuetinhaum mont edecoisas
encober t
as.Aspessoasnãoquer em falarsobreisso.Háumasensaçãodequeacul pafoidos
pais,porqueel eseram mui t
or el
igiososenãovi r
am oqueestavaacont ecendo.Àsvezes
peregrinoscat ól
icosvisi
tam asepul t
ura,porqueelesacham queelapodesal varal
mas
perdidas”.

Éum passadoqueaI gr
ejaseenver gonhat
ambém.Em 1984osbi sposal
emãespedi r
am à
Romapar areverorit
odeexor cismobaseadosnocasodeMi chel.Apesardassuas
recomendaçõesnãoser em adotadas,oVat
icanopubl
icouumar evisãonori
tualdeexorci
smo
em 1999–apr i
meiraatual
izaçãodesdeoséculo17–ei ntr
oduziuumaqual if
icaçãomédica
paraquesacerdotesfaçam oexor ci
smo.

“Eunãot eri
areali
zadooexorci
smo[ em Annel
ieseMichel]
”,admiteopadr eDi
eterFeinei
s,o
atualsacerdotedaIgrej
aem Kl
ingenber
g.“Mast ant
oAnnaMi chelquantoseumar i
do
permanecer am absolut
ament
econvencidosdequef i
zeram ocerto.AvisãodaIgrejaéqueé
possívelserpossuído,masnaAlemanhanãohámai sexorcismos”.
NaI t
ália,noentanto,édi
ferente.Deacor docom aAssoci açãoI
tali
anadePsi qui
atr
ase
Psicólogos,meiomi l
hãodei tali
anospr ocuram exorci
smosacadaano.Hácer cade350
exorcistasprat
icandoem todoomundo.Em 2005, um padreeal
gumasf reir
asem um
convent oort
odoxor omenoacr edi t
aram queMar ici
aIr
inaCorni
ci,
umaf reir
ade23anosde
i
dade, estavapossuída.El
esr ealizaram um ri
tualdeexorci
smoeaamar rar
am numacruz,
taparam suabocacom umat oalha,e aimpedi r
am decomerebeber .El
amor reutr
êsdi
as
depois.

Aculpadest amor t
e,oudeAnneliese,
foideSatanásoudopr ópri
oat odeexorci
smo?Éuma
questãoquet est
aosl i
mitesdaféedaci ênci
a.MasparaamãedeAnnel iese,
sentadaem seu
quart
ool handoparaocemi tér
iocobert
odeneve, nãoháincer
teza.“Eudouumaor açãopara
osper egr
inosquevêm visit
arseutúmulo”,di
zela. 
ParaAnnaMi chel,af
éfoitudooque
rest
ou.

Font
e: 
Tel
egr
aph 
tr
aduzi
doeadapt
adoporPsi
conl
inews.

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