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Música para quem estuda

Os efeitos da música para as pessoas: um divertimento inocente? Nem sempre. E não estou
falando da saúde dos ouvidos. Trata-se da inteligência do c!re"ro sua matura#ão e
capacidade. O artigo que segue foi escrito pelo $r. Min% $ung Ng%eim m!dico franco-
vietnamita que pu"licou o livro Musique &ntellig ence et 'ersonallit(. ) um pouco longo tanto
que pretendo tratar so"re ele novamente em alguns dias de forma mais informal "reve mesmo
que menos detal%ada.

Eu tomei a li"erdade de tradu*ir o artigo tendo em vista que encontrei pouqu+ssimas


informa#,es so"re as pesquisas do $r. Ng%eim em português. Então desde  alerto que ESTA
NÃO É UMA TRADUÇÃO OFICIAL . Essa tradu#ão mesmo que não ten%a sido um servi#o
primoroso deu um certo tra"al%o para mim. /omo por um algum motivo 0sim % um motivo1
não pu"lico meu nome no "log pe#o para que caso algu!m fa#a uso desse tra"al%o ou queira
mais informa#,es envie um email para "logpivitipovoto2gmail.com.

O"serva#,es:

3. 'erce"e-se que o pú"lico alvo do artigo são principalmente os descendentes da cultura


latina franceses educados com influência da igrea cat4lica. &sso não invalida as conclus,es
para n4s "rasileiros afinal as ra+*es latinas e cat4licas das quais o autor se refere foram
tra*idas 5 6m!rica.

7. O artigo tem tam"!m um vi!s pol+tico muito interessante e importante mas que deve ser
o"servado com aten#ão para que não %aa um desvio na a"ordagem do assunto quando o foco
! tratar so"re dificuldades de aprendi*agem e música como se espera nesse "log.

8. Na tradu#ão eu mantive a palavra 9tam-tam9 que em certo momento se refere 5 tam"ores

simples mas"aladas
músicas de em outros momentos
9tunts meentão
tunts9 lol1 parece ter um
prefiri nãosentido
mudar.diferente 0algo como aquelas

Música, Inteligência e Personalidade1

6utor: $r. Min% $ung N;&EM

1Fonte do artigo no srcinal:


http://www.salveregina.com/salve/La_musique,_l
%27intelligence_et_la_personnalit%!%"#. "cessado em: 1$, aneiro de
2&17, 's 1$h.
<onte na =e": /onsultar

$ata de pu"lica#ão srcinal: Novem"ro de 7>>8

“Depois
que é umdemeio
umade década
obrigardeasinvestigação, eu percebi
pessoas a comprar que única
de uma ! umcultura,
problema pol"tico,
para ganaroum
globalismo,
monte
de dineiro#$ 0declara#ão do autor1

Todo mundo ac%a que a música acalma o selvagem@ que ! uma arte menor@ um
entretenimento mundano etc. Aaros são os que sa"em que ela pode tornar as pessoas
violentas transform-las em selvagens e finalmente o progresso t!cnico pode tra*er efeitos
nefastos so"re nossas crian#asB Neste artigo n4s não trataremos dos efeitos perversos da
televisão so"re a mente dos ovens porque este assunto  tem sido tratado C3D. Na d!cada de
3F> alguns ovens fa*iam cena@ e falavam em linguagem da fotografia@ 0sic1 eles

raciocinavam por imagens@


s!culo por GevH-Iru%l. 6"usodedeacordo comeasem
televisão mentalidade primitiva@
dúvida tam"!m estudada
do cinema ou no
de in+cio deste
quadrin%os
J ou qualquer coisa que estimula os mecanismos de racioc+nio anal4gico do c!re"ro J pode
interromper a matura#ão mental das crian#as. N4s pu"licamos os resultados de uma pesquisa
so"re os efeitos de diferentes músicas so"re o c!re"ro das crian#as. Eles mostram que as
músicas ovens@ 5 "ase de tam-tam que podem levar a transe são suscet+veis de parar a
forma#ão da inteligência e da personalidade do %omem. &nversamente a música "arroca
permite uma mel%or integra#ão da civili*a#ão ocidental greco-latina e udaico-cristã C7D.

Como funciona o cérebro?


$esde os anos 3K>-3L> gra#as ao estudo de casos de epilepsia que foram su"metidos a
uma comissurotomia C8D 0para evitar a propaga#ão das ondas el!tricas e assim impedir a
propaga#ão de de
%omem disp,e ataques que não respondiam ao tratamento m!dico da !poca1 sa"emos que o
dois c!re"ros:

 O c!re"ro esquerdo intelectual@ a sede da consciência 0faculdade de perce"er e de


recon%ecer o mundo gra#as a sua capacidade de anlise conceitua#ão e sim"oli*a#ão e
finalmente de racioc+nio l4gico e num!rico@ por associa#ão de circuitos de neurnios
proposi#,es e conceitos como quando contamos nos dedos1.

 O c!re"ro direito emocional@ sede do inconsciente ou faculdade de compreender


intuitivamente assim perce"e e entende o aspecto glo"al geral das coisas a sua aparência
agradvel ou impress,es nocivas imagens. Este ! o c!re"ro de racioc+nio anal4gico por
imagem da sensi"ilidade emo#,es 0medo raiva1 %umor 0alegria pra*er noo triste*a1
imagina#ão devaneios e da criatividade.

Tam"!m deve-se adicionar o c!re"ro reptiliano@ desco"erto pelo neurocirurgião Mac Gean em
3>. <a*endo
0instinto parteo centro
de matar1 funcionalmente
de pra*er do c!re"ro
0centro direitoeele
%ednico1 cont!m
o centro daosePualidade.
centro da agressividade
Ele controla
as emo#,es o %umor e as fun#,es vegetativas 0temperatura e constantes "iol4gicas do corpo
frequência card+aca etc.1.

Tio! "e cérebro !e#un"o a ma$ura%&o


/onv!m lem"rar o padrão de desenvolvimento do c!re"ro durante a matura#ão do %omem
que se fa* de um lado seguindo o desenvolvimento em fun#ão da idade e do outro segundo a
complePidade da civili*a#ão. 'odemos di*er em su"stQncia que ao longo de todo o
crescimento e matura#ão a crian#a aprende a con%ecer e recon%ecer primeiro organi*ando
sua mem4ria e sensi"ilidade e depois sua faculdade de anlise e compara#ão. Na Europa
gra#as 5 educa#ão isto ! 5 introdu#ão aos costumes e 5s artes J o que se fa* o que não se
fa* o "om o "onito o feio etc. J ela forma seus gostos e aspira#,es 0fundamentadas

diretamente
instru#ão ou indiretamente
organi*ando o c!re"roso"re o cristianismo1
esquerdo estruturando
favorece o senso seuconceitua#ão
de anlise c!re"ro direito.
J que 6!
tipicamente latino: os povos germQnicos preferem o empirismo J e finalmente o senso cr+tico.

R medida que a ra*ão da crian#a se desenvolve o controle de suas emo#,es se afirma e sua
personalidade se esta"ili*a. 6ssim se ela tem de 7 a 8 anos depois da crise dos dois anos@ a
crian#a ainda ! instvel e violenta fa*endo uso principalmente do c!re"ro direito da
mentalidade primitiva@ de G!vH-Iru%l na idade da ra*ão da &grea /at4lica de 3> a 37 anos
torna-se um ser racional pelo menos se rece"eu uma "oa educa#ão europeia. Ela tem então
a !tica da sociedade de seus pais ! capa* de controlar suas emo#,es e seus sentimentos de
pensar por conceitos e de raciocinar de maneira %ipot!tico-dedutiva o que denota a
predominQncia do lado esquerdo do c!re"ro o"etivo da instru#ão escolar ocidental.
Soltaremos a esse ponto.

6 evolu#ão da civili*a#ão tam"!m afeta a matura#ão do c!re"ro %umano. /ivili*a#ão


compreende os meios 0t!cnicos leis institui#,es artes etc.1 quer permitem a reali*a#ão da
cultura dos %omens: sua visão de mudo suas aspira#,es. O professor /%angeuP do /oll(ge
de <rance afirmou que ela ! a mem4ria ePtra-cere"ral do %omem. Em suma nos casos feli*es
ela emoldura o desenvolvimento cere"ral dos povos. 6 evolu#ão espontQnea do c!re"ro leva a
o que G!vi-trauss da 6cad!mie <ran#aise c%ama de o pensamento selvagem@ isto ! o
pensamento virgem não especiali*ado não modificado por uma instru#ão particular
procurando favorecer uma fun#ão mental espec+fica por ePemplo o senso cr+tico ou a
conceitua#ão como na escola francesa ideal.

Esse pensamento selvagem@ se o"serva entre os primitivos de todos os tempos e entre os


europeus do s!culo US&. 'erce"emos que ele ! acompan%ado da personalidade %ist!rica@
descrita pelos medievalistas como V. ;ui*inga Marc Iloc e ePploradores desde o s!culo US&:
em contraste com sua aparência atl!tica os selvagens@ J os etn4logos %oe
c%amam primitivos %&' ( tinam um temperamento )r!gil* )!cil abatimento, crueldade, violência,
crises de “depressão$, emotividade e+cessiva, instabilidade de sentimentos, de deseos,
tendência ao transe, - ilusão, - alucinação, etc# .lém disso, para ser completo, deve ser
camada “mentalidade selvagem$ a associação do pensamento selvagem - personalidade
istérica, o que seria a personalidade natural do omem# De qualquer )orma, a abstenção da
educação produ/ a mentalidade selvagem# 0uando le pedimos para ser natural, não
queremos vêlo selvagem, pelo contr!rio, é porque deseamos vêlo bem educado2 Isso porque
a educação serve principalmente para conter o cérebro reptiliano#

Na <ran#a nos s!culos U& e U&& inventou-se a ret4rica do comportamento sePual e o amor
cortês civili*ou a sePualidade do %omem controlando-a. 6 religião cristã religião do amor e da
miseric4rdia tentou penosamente "loquear o centro de agressividade da crueldade e da
violência suprimir as tendências naturais ao deseo ciúme e ao 4dio estimulado pelas
ideologias fundadas so"re o igualitarismo. 6s dificuldades encontradas nessa confusa luta
entre o Iem e o Mal não impediu o pa+s udaico-cristão de ser o único no s!culo UU a
renunciar 5 crueldade oficial 0pena de morte torturas mutila#ão etc.1 ao menos em princ+pio
em suas leis.

Esta ini"i#ão do c!re"ro reptiliano ! fundada so"re ta"us proi"i#,es ar"itrrias que ao
controlar a sePualidade permitiram a funda#ão da fam+lia J instrumento ideal para educa#ão
das crian#asW redu*indo a agressividade eles tornaram poss+vel a vida social e finalmente ao
limitar a "usca do pra*er sensual 0refreando o centro %ednico1 deu aos %omens o tempo para
outras ocupa#,es igualmente interessantes 0se educar por ePemplo1. O ta"u consiste em
proi"ir um comportamento ou um contato aparentemente natural 0ver por ePemplo o
$eclogo1 em fa*er crer que qualquer viola#ão resultaria em puni#ão imediata: a morte sú"itaB
0no 6ntigo Testamento X* foi atingido no mesmo momento em que ele instvel tocou a 6rca
da 6lian#a para impedir que ca+sse1. alomon Aeinac% que deu esta interpreta#ão do ta"u
citou numerosos ePemplos tirados da o"serva#ão de polin!sios no s!culo U&U. <oi por acaso
por sorte ou por revela#ão que os ta"us escol%idos foram finalmente mostrados "en!ficos para
o grupo de %umanos que os adotou. /aso contrrio as leis da sele#ão natural seriam
responsveis pela remo#ão para outros grupos mais inspirados. 4 então ! que tivemos que
imaginar o castigo quando a f! pelo poder do sacril!gio diminuiu e inventar ePplica#,es

mitol4gicas para
imagina#ão são ustific-lo.
a fonte de Essas cria#,es
mitologia l4gicas
poemas mas que
can#,es partiram
moral do irracional
e portanto e da
das artes e da
civili*a#ão.

O mecani!mo "e a%&o "a m'!ica !obre o (omem


6 música age pela melodia %armonia massa orquestral e ritmo.

31 6 melodia ou conunto de tonalidades 0tons notas1 ou ar da can#ão ! perce"ido pelo lado


direito do c!re"ro que pode conce"er o pra*er est!tico agindo so"re o %umor e
condicionando ao que parece a sensi"ilidade da pessoa. 6t! o s!culo US&&& a <ran#a foi
considerada campeã no dom+nio da melodia. $epois seu gosto musical ! discutido...

71 6 dominante %armnica dependendo da rela#ão entre os sons agudos e os sons graves e


sua codifica#ão no contraponto permite com"inar vrias melodias produ*indo um efeito
agradvel para fun#ão
perce"ida pela a sensi"ilidade europeia
anal+tica do c!re"ro0música "arroca1.
esquerdoW 6 parteest+mulos
que provoca %armnicae !da música ! a
considerada
que desenvolver intelecto aumentando o Y& 0quociente de inteligência1.

81 6 massa orquestral ou potencial sonoro dos instrumentos musicais. 6 lei recon%ece que os
sons são perigosos para o ouvido acima dos F deci"el. ;oe escutar músicas ovens@ e
músicas novas@ muitas ve*es se fa* em am"ientes sonoros de mais de 37> deci"el 0s%o=s de
rocZ discotecas caiPas de som1. Tam"!m a surde* 0em geral parcial1 est em crescimento
cont+nuo nos pa+ses ocidentais apesar dos avisos da medicina. 'orque n4s fomos capa*es de
ensinar 5s pessoas que a uventude ideal deve amar o "arul%o e a violência.

[1 O ritmo ou sequência peri4dica com"inat4ria dos elementos longos e elementos curtos


0notas "rancas e pretas ou movimentos de dan#a1. Ele pode ser produ*ido ou com "atidas de
tam-tam ou qualquer outro instrumento de percussão da "ateria ou ainda pelo sinteti*ador que
imita instrumentos de percussão J esses processos simplistas dão ritmo 5s músicas ditas
ovens@ novas@
provenientes ou modernas@
de vrios instrumentosJdeoumúsica
pela 0violino
com"ina#ão de tons
trompetes e %armonia
e %arpa de sons
por ePemplo1. Este
último tipo de ritmo o"tido sem interven#ão de qualquer instrumento de percussão ! aquele da
música europeia por ePcelência.

6penas um ouvido treinado pode recon%ecer e perce"er o ritmo europeu. 6l!m disso na maior
parte do tempo nossos ovens@ educados J se podemos assim di*er J na m+dia não entendem
e literalmente dormem ao escutar música clssicaB /omo se seu c!re"ro esquerdo estivesse
privado da fun#ão de anlise de tom e %armonia e não rece"esse qualquer informa#ão
0est+mulo1 a partir de uma composi#ão r+tmica complePa.

A e)ci$a%&o e*o $am+$am, o $ran!e


6 música ! feita de componentes acústicos: quantidades de energia que provocam pulsos
el!tricos no ouvido interno. Elas se propagam para o c!re"ro so"re a forma de trens de ondas
perfeitamente identificveis pelos equipamentos de engen%aria acústica.
Estes trens de ondas tomam diferentes circuitos nervosos para serem analisados identificados
comparados etc. ua passagem despolari*a esses circuitos que então se restauram para
poder coletar as ondas seguintes. e a frequência for muito alta alguns circuitos não têm
tempo de se recuperar antes de c%egarem as novas ondas assim sua condu#ão aca"a
"loqueada: ! a tetani*a#ão. egue-se que algumas partes do c!re"ro 0os 4rgãos para
percep#ão fina dos sons por ePemplo1 se apartam do mundo ePterior que para de ser
perce"ido e recon%ecido. $urante esse per+odo em que a percep#ão est como suspensa
cancelada o c!re"ro direito emocional continua a ser estimulado por determinadas "atidas
0que são informa#,es mais grosseiras1 cuas vias de condu#ão continuam ativas. Em suma o
transe ser um estado de consciência alterada no qual o c!re"ro intelectual est pertur"ado
desligado do mundo ePterior e o c!re"ro emocional est ePcitado ao mPimo.

Este estado pode levar ao orgasmo com o est+mulo do centro %ednico e secre#ão de

encefalinas
ou m!diuns ecamin%ando
endorfinasW so"re
da+ a insensi"ilidade a queimaduras
"rasa e perfurando e ferimentos
o corpo1. Muitas de facas
ve*es ele 0ver "ruPas
! seguido de um
total descaso da crise. &sto ! ainda pior porque durante o transe o indiv+duo pode se envolver
em atos de violência os crimes de multid,es@ 0ver efeito de grupo1.

Os ritmos mais lentos acalm am e adormecem. Os ritmos moderadamente rpidos que


acompan%am uma "ela melodia ePcitam produ*indo pra*er e alegria 0ritmo das dan#as
europeias com [> a L> tempos por minuto1. 6cima de > a 3>> tempos fortes por minuto como
nas dan#as afro a música ePcita e ePalta J se ! que somos suficientemente africani*ados para
am-la J ao ponto de produ*ir o transe. Mas parece que para isso ! preciso se ter o
temperamento predisposto a personalidade %ist!rica@.

O transe se o"serva:

31 6o ouvir as sess,es de tam-tam

 /erimnias entre os primitivos mas que tam"!m pode se produ*ir nos s%o=s de rocZ ou
"luesB

 Ouvindo música tam-tam ou anloga 0rocZ rap tec%no etc.1. /laro no "om a** não %
"ateria: a música ! sincopada@ 0com um som emitido a um tempo fraco para continuar com um
tempo forte seguinte com uma marc%a irregular imitando o tam-tam1.

) tam"!m durante uma audi#ão pú"lica de a** nos anos 37> que vamos ver pela primeira
ve* na <ran#a os ouvintes "rigar e que"rar cadeiras e poltronasB

71 Nas reuni,es de Vovens@.

 Manifesta#,es pol+ticas sindicais e outras assem"leias.

 Encontros esportivos 0%ooliganismo1

6qui a desordem vem do que c%amamos efeito de grupo@ em evidência primeiro entre os
animais 0uma ve* que o %omem foi considerado erroneamente um animal racional guiado
pela ra*ãoB1. Na verdade os entomologistas especialistas em insetos constataram que o fato
de viver em "ando modifica a forma a cor e o comportamento dos gafan%otos. Em seguida
o"servamos que os mam+feros 0"is,es veados esquilos etc.1 %a"itualmente temerosos em
estado isolado tornam-se indiferentes ao perigo e ao sofrimento em manadas de centenas de
mil%ares mesmo de mil%,es de indiv+duosW então eles correm direto para morrerem
esmagados em um pen%asco ou afogados no mar.

O efeito de grupo que resultaria da intensidade das ePcita#,es rec+procas parece se encontrar
tam"!m nos %omens. /omo se pode provar nas assem"leias pol+ticas e sindicais dominadas
pelos agitadores mo#,es que desaprovamos depois encontrando a solidão e suas mentes. &sto
! comumente visto nos per+odos tur"ulentos como por ePemplo em maio de KF.

Estes estados de consciência alterados "em con%ecidos dos agitadores pol+ticos e dos l+deres
de manifesta#,es podem ser identificados no transe o"servado entre os fãs de tam-tam
destruindo as salas de concerto e talve* at! mesmo no "andido preste s a cometer um ato de
violência.
O autor se recorda de ter atendido durante seu internato um psiquiatra afirmar certamente se
divertindo que alcan#ava o orgasmo pelo seu crime. E sa"emos que o transe leva ao
orgasmo.

Os não-m!dicos que se interessam nesses estados de consciência alterada ao contrrio dos


m!dicos fa*em distin#ão entre o transe e o êPtase. 'ara as /iências ;umanas o transe !
acompan%ado de agita#ão e de tremores com o"nu"ila#ão da consciência enquanto o êPtase
que caracteri*a os Pamãs e os santos de todas as religi,es se manifesta pela calma

serenidade
O e a so"re-consciência
êPtase 0ecstasH em inglês1 seria um consciência
acess+vel com dimensão
aos praticantes impenetrvelpsicod!licas@
de ePperiências para o vulgar.
0isto ! ePperiência que mostra as manifesta#,es da alma1 produ*ido pela a"sor#ão do G$
da mescalina de cactos ou de cogumelos alucin4genos.

Eles são em sua maioria os adeptos da Ne= 6ge e dos desfiles tec%no e os ga3s que adotam
com entusiasmo esse ponto de vista demandando a li"erali*a#ão da droga@B

'ara decidir: deveria um santo em medita#ão se %ospitali*ar para uma avalia#ão neurol4gica?
O ePame de drogas parece suficiente pois sa"emos que depois de pelo menos vinte anos os
usurios de G$ podem ter suas alucina#,es anos depois de parar os uso da droga 0o que
prova que as mol!culas de G$ continuam a viver e agir ao n+vel dos receptores cere"rais1.
Nen%um drogado so"re-consciente@ se tornou um %omem superior fe* desco"ertas em
nerociências 0e ainda alguns professor es de psicologia e de antropologia da Xniversidade de
Gos 6ngeles são desses so"re-conscientes@1 mas quantos poderiam se ferir ou se matar por
terem visto crescer asas e querendo imitar o uperman voam pela anelaB <inalmente as
no#,es de so"re-consciência e de ePperiências psicod!licas parecem ser os argumentos
pu"licitrios da venda livre de droga muito na moda na m+dia da 6m!rica nos anos 3L> e
aqui nos anos 3> J com vinte anos de atraso@B

Cu*$ura $am+$am- "ro#a e e!.uer"i!mo


) imposs+vel quando se fala de música ovem@ ignorar o pro"lema das drogas e da filosofia
do esquerdismo.

Xma ve* na <ran#a a dan#a popular consistia em músicas comuns a todos os pa+ses da
Europa 0valsa polZa marc%a quadril%a1 músicas considerardas como folcl4ricas ou
provinciais 0tango paso-do"le ma*urca "ourre!1. Aum"a sam"a "eguine "lues e a**
músicas afro investadas pelos negros da 6m!rica e das 6ntil%as eram perfeitamente aceitas
pela "oa sociedade. Iruscamente em uma d!cada 0de 3K> a 3L>1 decidimos eliminar as
músicas populares
<ran#a não europeias
dan#a mais e su"stitu+-las
ela parouB Esse desviopelas músicas ovens@
da sensi"ilidade 5 "ase
popular de tam-tam. 6
se ePplica.

$e fato nos anos 3>-3K> nasce nos Estados Xnidos da 6m!rica o movimento %ippie
c%amado contra-cultura@ J isto ! em oposi#ão 5 cultura tradicional e se desenvolvendo nas
suas costas. Ele tem por o"etivo a luta pela li"erta#ão sePual@ J em primeiro lugar e depois a
li"erta#ão de todas as minorias: amer+ndi os negros %omosseP uais etc. J e tam"!m o direito
de vender e consumir drogas. Temos então a música rocZ que era o ve+culo dos slogans da
ideologia do movimento de protesto. Mas na 6m!rica tudo ! "om para fa*er din%eiro e os
movimentos pol+ticos e religiosos aca"am sempre virando meios de gan%ar d4lares e o
sucesso sempre atrai gangsters mafiosos financiadores e at! os pol+ticosB

O rocZ c%egou na <ran#a nos anos 3K> com o movimento esquerdista 0 liberal no americano1.
O esquerdismo resulta da s+ntese do marPismo do freudismo 0psicanlise1 e do "e%aviorismo
0\atson e $e=eH sendo os papas1. Esta ideologia prevaleceu nos c+rculos trotsZista mao+sta
comunista revolucionrio e nas faculdades de ciências %umanas. Ela pode se resumir em um
s4 artigo: ! proi"ido proi"ir@. 6gora não % mais Iom ou Mau mas apenas os pra*eres
sensuais. eus opostos inconvenientes erros@ serão rapidamente reparados gra#as ao
din%eiro e ao progresso t!cnic o... ) então natural que a droga e pervers,es de todos os tipos
a"undem nos meios das culturas rocZ rap tec%no enfim da cultura tam-tam J so"retudo se a
relaciona.
e nos anos 3>-3L> o rocZ era a "ase de melodias populares ingles es "aseadas no tam-
tam muito rpido entre 3F>-3> o movimento de protesto americano se transforma em
movimento de afro-centrismo@ 0afim de favorecer a integra#ão@ dos negros americanos1. 6
música ovem@ 0seu novo nome na m+dia1 se simplificam então na sua composi#ão com uma
acentua#ão da dominante r+tmica: da+ o nascimento do rap das pessoas de cor@ indan#vel@
para os "rancos muito desaeitados@B

<inalmento durante a última d!cada os dirigente do s%o=-"i*@ entenderam que os ovens@

atra+dos pore esse


ePcita#ão tipo de cultura
a necessidade tin%am<oi
de droga. gostos simplistas
desco"erto que ea não "uscavam
intoPica#ão nada al!m
euforia de
ePalta#ão
mesmo o orgasmo do transe ou da droga constituem sua felicidade suprema. $a+ a inven#ão
da tec%no e outras músicas novas@ que não são nada mais que ru+do ritmado pelo tam-tam ou
pratos. /omo o %omem m!dio@ de pa+ses de vel%a civili*a#ão tem uma personalidade mais
estruturada para cair em transe nas festas rave@ 0de: to rave delirar1 que são verdadeiros
sa"s modernos tolerados por nossos governos 0mas por quais ra*,es?1 l%e ! fornecido uma
facilita#ão@ de tomar ecstasH droga democrtica e relativamente "arata.

O movimento de protesto de KF que devia nos li"ertar de todos os ta"us e sequelas dos
regimes antigos@ isto ! da pr4pria civili*a#ão condu*iu naturalmente 5 cultura tam-tam J
droga@ no tempo de uma gera#ão. 'erce"emos que ele ! parte do glo"alismo cuo o"etiv o !
criar um governo mundial aco"ino centrali*ado dirigido ditatorialmente pelos financeiros. Xma
ve* destru+das todas as na#,es e suas civili*a#,es serão su"stitu+das por uma popula#ão
%omogenei*ada de consumidores padroni*ados desfrutando de apenas uma cultura@ fa"ricada
pelo s%o=-"i*@ americano e caracteri*ado pelo tam-tam Mc $onalds eans volapuque J e
claro droga.

Con!e.u/ncia! "a cu*$ura $am+$am


$esde 3L> so"retudo na <ran#a em loas mercados piscinas pistas de patina#ão escolas
nas ondas de rdio s4 se ouve o rufar dos tam-tans afro-americanos. 6 valsa música francesa
tradicional desapareceu. 6 música como as artes em geral e a religião formam a sensi"ilidade
de um povo na estrutura do seu c!re"ro direito. No entanto de acordo com o pintor eorges
Mat%ieu da 6cad!mie des IeauP-6rts desde 38> não paramos de destruir pintura
arquitetura e escultura CD. Esta atitude dos artistas modernos@ e contemporQneos@ tem sido
encoraada pelo 'artido /omunista e seu porta-vo* ramsci na inten#ão de desorientar as
pessoas CKD.

Estamos recent emente so" um governo não laico mas resolutamente ateu segundo as
declara#,es
/at4lica entredeasseus dirigentes.
seitas 6l!m cientologia
0Gua ]ris%na disso em todos
etc.1.os
&stolados procuramos
não quer di*er queredu*ir
vamosa remover
&grea
o c!re"ro direito da <ran#a. Na verdade essa opera#ão cirúrgica não ! poss+vel.

O que ! vivel ! a desestrutura#ão do c!re"ro direito pela volta do c!re"ro selvagem.


$evemos lem"rar aqui que segundo os etnologistas o selvagem ! um velo civili/ado que
perdeu sua civili/ação sua mem4ria ePtra-cere"ral@ enquanto que o primitivo tem sua pr4pria
civili*a#ão sem dúvidas semel%ante 5quela de nossos ancestrais de tempos muito antigos
mas preso em um certo estgio de desenvolvimento. O primitivo possui os ta"us e portanto
uma moral.

O selvagem não tem qualquer escrúpulo qualquer preulgamento. Ele go*a de total li"erdade
mesmo de rou"ar seus "ens de acordo com seu "el pra*er ou matar sem ra*ão. Esta esp!cie
%umana ePiste tanto que um certo paleont4logo a c%ama  omo necans@ 0necare em latim
quer di*er matar1 descendente do omo sapiens: fil%o do 'rogresso.

Mas o c!re"ro direito e esquerdo tra"al%am em sinergia: raciocina-se "em em fun#ão de sua
instru#ão 0c!re"ro esquerdo1 mas tam"!m de sua educa#ão de seu cora#ão 0c!re"ro direito1.
6 desintegra#ão do lado direito do c!re"ro inevitavelmente ressoa portanto intelectualmente
so"re a mentalidade so"re o intelecto so"re o n+vel cient+fico e so"re o n+vel de vida de um
povo... Semos "em que a <ran#a come#a a perder gestores competentes.
6lgumas mentes politicamente incorretas nos perguntam se nossos recordes de desemprego
não resultam da incompetência da nossa popula#ãoW não podemos di*er isso ! devido 5
asselvaamento@ dos %omens. 6 taPa de analfa"etismo uma das mais altas do mundo ainda
deiPa sugerir que o Y& 0quociente de inteligência1 da <ran#a diminuiu drasticamente.

) claro a responsa"ilidade dos m!todos glo"ais de leitura@ e a incompetência dos professores


são evidentes. Mas parece que tam"!m devemos levar em considera#ão as deficiências
intelectuais dos alunos: ! certo que os selvagens ou asselvaados não se encaiPam facilmente

ao mundo moderno
comportamento que ! fundado
e pensamento muitoso"re
dif+cilode
progresso
adquirir:t!cnico e ePige
os europeus certa disciplina
levarem cerca dedequatro
s!culos para c%egarem l.

Não estamos s4 ao pensar que as gera#,es ovens são su"missas 5 uma pol+tica
de asselvaamento: a televisão e os contra-cultura fa"ricam "r"aros que ! a conclusão de um
estudo sociol4gico do professor ;arouel CLD. Nossa pesquisa so"re os efeitos da música tam-
tam so"re as crian#as com auda dos neurocientistas c%egaram 5 mesma conclusão a
confirma: a ideologia esquerdista de apagar os legados dos antigos regimes@ 0sicB1 J a
gramtica a ortografia a música europeia a pintura a gastronomia enfim todas as artes
tradicionais a moral e a religião cristã J nos transforma em selvagensB Xma ve* destru+do tudo
o que fe* a civili*a#ão nos encontramos evidentemente em plena selvageria. 'rova dessa
selvageria ! fornecida pelo crescimento de atos de violência apari#ão de *onas de desordem
nos pa+ses de cultura tam-tam onde a sensi"ilidade das popula#,es ! regida pelo s%o=-"i*
americano.

o"re o plano individual o diagn4stico de selvageria se fa* so"re a constata#ão da reapari#ão


da personalidade %ist!rica. Trata-se de sueitos ePcessivamente nervosos e "arul%entos
dificilmente se mantêm em p! e que nas crises de raiva ou desespero rolam no c%ão
mordendo o tapete rangendo os dentes se mordendo em c+rculos como uil%erme duque da
Normandia 03>7L-3>FL1 e outros personagens da &dade M!dia. Eles eram capa*es de violência
e crueldade para com os %omens e os animais o que mostra que seu c!re"ro reptiliano
funciona em total li"erdade sem o freio dos ta"us da civili*a#ão. Os fatos diversos dos ornais
estão repletos dessas torpe*as.

'or outro lado sa"emos que a personalidade %ist!rica ! frgil sueita 5 crises de depressãoW o
que ePplica sem dúvida a argumenta#ão da taPa de suic+dio entre os ovens em particular os
ovens adeptos da cultura tam-tam... C...D

/omo fa*er para prevenir o asselvaamento das crian#as?

) muito dif+cil infeli*mente. ) preciso assumir para si mesmo a responsa"ilidade e a educa#ão


de seus pr4prios fil%os.

/ompletamente? Não ! mais poss+vel parte porque os dois pais tra"al%am por necessidade e
parte porque a educa#ão nacional e tudo que ! cultural@ 0m+dias associa#,es etc.1 est
infiltrada por esquerdistas.

Samos suprimir toda manifesta#ão contaminada: rdio televisão música tam-tam


manifesta#,es pol+ticas ou culturais... mas daremos os ant+dotos: educa#ão religiosa tradicional
0ainda ! poss+vel depois de todo ePame pessoal porque o %"ito nem sempre fa* um monge1
e so"retudo uma educa#ão art+stica o mais amplamente poss+vel: aulas de música ou dan#a
clssica audi#ão de concertos 4peras e finalmente escutar a música clssica europeia que
não ! mais cara que a música tam-tam. $eve-se so"retudo se interessar nas suas pr4prias
crian#as escut-las e responder especialmente cada uma delas individualmente em
conversa#ão privada ol%o no ol%o dar-l%es assim as mel%ores aulas so"re a desinforma#ão do
mundo moderno@ as mel%ores li#,es de sa"edoria e maturidade.
O Iem e o Mal como o "elo e o feio aprende-se tam"!m em fam+lia. 6 fam+lia continua sendo
o mel%or instrumento de educa#ão isto ! de introdu#ão aos costumes e cren#as e assim de
transmissão da sensi"ilidade e dos gostos de uma na#ão.
$outor Min% $ung N;&EM
6ncien interne des %pitauP de 'aris.
6ncien c%ef de clinique 5 la facult! de m!decine de 'aris.

No$a! e Refer/ncia!,

3. Vean-Marie 6l"ertini Ga p!dagogie n^est plus ce qu^elle sera euil 'aris 37.
7. Min% $ung Ng%iem Musique intelligence et personnalit! ed. odefroH de Iouillon 'aris

3.
8. eccionamento da comissura isto ! das fi"ras nervosas que ligam os dois lo"os cere"rais.
[. o"re a distin#ão entre selvagem e primitivo ver a"aiPo consequências da cultura tam-tam.
. eorges Mat%ieu Ge massacre de la sensi"ilit! !d. Odilon Media 'aris 3K.
K. Ser <ran#ois-Marie 6lgoud et $!sir! $utonnerre Ga peste et le c%ol!ra MarP ;itler et leurs
%!ritiers !d. de /%ir! I.'. 3 FK3> /%ir!-en-Montreuil.
L. Vean-Gouis ;arouel /ulture et contre-cultures !d. 'resses Xniversitaires 'aris 3[.

(ispon)vel em: http://pivitipovoto.*logspot.com.*r/2&1!/&1/musica+para+


quem+estuda.html. "cessado em: 1$, aneiro de 2&17, 's 1$h.