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LICENCIAMENTO AMBIENTAL

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS OU ANÁLISE DE


RISCOS
TERMO DE REFERÊNCIA PADRÃO1

I. CONCEITUAÇÃO GERAL

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS – PGR ou ANÁLISE DE RISCOS


– AR descreve detalhadamente como gerenciar os riscos associados a um
projeto. Ele detalha as tarefas de gerenciamento de riscos que serão
executadas, as responsabilidades atribuídas e quaisquer recursos adicionais
necessários para a atividade de gerenciamento de riscos. Em um projeto
menor, este plano pode ser incorporado ao Plano de Desenvolvimento de
Software.

O objetivo principal do PGR é prevenir a ocorrência de acidentes que possam


causar danos ao público e ao meio ambiente e reduzir sua severidade,
quando um evento desta natureza ocorrer.

O PGR poderá tornar-se, também, uma importante ferramenta para se reduzir


custos destinados a reparação de danos, paralisação de produção,
indenizações por afastamento parcial/total de funcionários e contratação de
apólices de seguros.

II. EMPREENDIMENTOS / ATIVIDADES EM QUE SE APLICA E FASE DO


LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Como suporte ao licenciamento ambiental, o PGR é exigido de


empreendimentos / atividades que envolvam a produção, operação,
manuseio, processos de fabricação, armazenamento como matéria prima,
produtos intermediários ou produto final, transporte e logística de substância
tóxicas e/ou inflamáveis requerem, por parte do empreendedor, uma postura
mais objetiva quanto às atividades e procedimentos relacionados a estas
substâncias.

 Indústrias químicas e farmacêuticas;

 Indústria do petróleo e petroquímicas;

1
VERSÃO PRELIMINAR, SUJEITA A ALTERAÇÕES. ELABORADO EM 05/09/2009, ÀS 18:00
HS.

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 Indústria do gás;

 Unidades de refrigeração de indústrias alimentícias, de bebidas,


frigoríficos, etc.;

 Unidades de produção de água tratada;

 Dutos de transporte de óleo, álcool e de gás;

 Usinas termelétricas a gás.

O PGR pode determinar a estruturação de dois tipos de planos, para aplicação


em caso de emergência:

 Plano de Contingência – detalha a ação conjunta dos órgãos públicos


e empresas privadas em caso de emergência de grande porte;

 Plano de Ação para Emergência – exigido das atividades cujo nível de


risco, definido pela Análise de Risco, seja igual a 3 ou 4. Detalha a ação
interna de uma empresa em caso de emergência.

O Programa de Gerenciamento de Riscos deverá ser apresentado ao IAP


sempre que solicitado.

III. IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO PELA ELABORAÇÃO


DO PGR

a. Nome;

b. CPF;

c. Qualificação Profissional

d. Número no Conselho de Classe e Região;

e. Endereço (logradouro, No., Bairro, Município, CEP, Fone (DDD));

f. Declaração do(s) profissional (is), sob as penas da lei, que as


informações prestadas são verdadeiras;

g. Local e data;

h. Assinatura do responsável técnico;

i. Número da ART ou AFT e data de expedição.

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Para todos os profissionais que participarem ou co-participarem da elaboração
do PGR é exigida a apresentação e registro nos respectivos Conselhos de
Classe e Sindical específicos, acompanhados da respectiva Anotação de
o
Responsabilidade Técnica – ART, conforme dispõe a Lei n 6.496/77.

O profissional e/ou equipe técnica responsável pela elaboração do PGR deve


ter capacitação técnica compatível com as características do empreendimento /
atividade.

No contrato celebrado com o empreendedor para elaboração do PGR, deve


ficar claro que a elaboração do PGR não está vinculada / condicionada à
concessão de licenciamento ambiental.

As pessoas físicas e/ou jurídicas contratadas para a elaboração do PGR devem


estar registradas no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de
o
Defesa do Meio Ambiente, conforme Resolução CONAMA N . 001/88.

IV. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

a. Identificação do Empreendimento

a.1. Razão social;

a.2. Nome fantasia;

a.3. CNPJ /MF;

a.4. Endereço Completo (CEP, município, telefone, fax)

b. Caracterização Geral do Empreendimento / Atividade

b.1. Justificativa e Objetivos do Empreendimento / atividade contendo:

i. A descrição do empreendimento / atividade, incluindo diagnóstico


da situação atual considerando todos os aspectos associados a
riscos ambientais;

ii. Descrição do empreendimento / atividade com o máximo de


detalhamento possível, utilizando, se possível for, ilustrações e/ou
desenhos concepcionais;

iii. Síntese dos objetivos do empreendimento e justificativa em


termos de sua importância no contexto social da Região e dos
Municípios de abrangência direta;

iv. Informações relacionadas ao modelo de gestão dos riscos;

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b.2. Localização do Empreendimento / Atividade

V. ABORDAGEM METODOLÓGICA E ELEMENTOS BÁSICOS DE UM


PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

i. Elementos Básicos

O Gerenciamento de Risco nos empreendimentos licenciados pelo IAP será


feito pela implantação e manutenção dos seguintes elementos mínimos e
obrigatórios:

1.1. Identificação e Prevenção de Riscos

Identificar quais são os riscos do negócio em analise e após se estabelecer


medidas preventivas para eliminação ou controle dos riscos identificados.

Neste item são obrigatórios os seguintes pontos:

a. Os riscos devem ser identificados através de técnica adequada de


analise de risco. Num primeiro momento esta técnica é uma Analise
Preliminar de Risco (APR), a qual forneça uma visão geral e ampla da
atividade em avaliação;

b. Os riscos à serem enfocados na APR referem-se à saúde do público


envolvido (interno e externo) e a proteção ambiental e devem ser
consideradas não só as atividades diretamente envolvidas na
produção, mas sim todas as atividades do empreendimento, como
estocagem, armazenamento, transporte, etc. ;

c. Em função dos resultados encontrados na APR, a identificação dos


riscos poderá ser feita por técnicas mais detalhadas como o HAZOP ou
modelagens matemáticas, que permitam quantificar o impacto de
determinado acidente;

d. Em todos os casos as analises de risco devem ser feitas em equipe,


sendo estas equipes compostas por técnicos envolvidos nas atividades
em analise e com poder de decisão dentro da organização;

e. O relatório das analises de risco deve conter o nome, função e


assinatura da equipe, mencionada acima;

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f. O relatório das analises de risco deve conter um plano de ação, o qual
descreva as ações à serem feitas, responsáveis e prazo. Os planos de
ação também devem ser assinados pelos responsáveis pelas ações.
Este plano de ação deve ser atualizado à cada 06 (seis) meses;
g. As analises de risco devem ser refeitas sempre que alterações
significativas ocorrerem na atividade enfocada ou no máximo à cada
02 (dois) anos.

1.2. Normas e Procedimentos Operacionais

As atividades do empreendimento, identificadas na analise de risco, e que


podem levar a acidentes devem ser descritas em procedimentos operacionais
ou normalizadas, sendo obrigatórios os seguintes itens:

a. Normas/Procedimentos devem ser identificadas e devem possuir data


de emissão e numero da revisão;

b. Devem estabelecer instruções que garantam que as atividades serão


feitas de maneira segura e uniforme por todos os funcionários;

c. As normas devem conter os nomes, cargo e assinatura dos


responsáveis pela emissão, atualização e fiscalização do cumprimento
das normas/procedimentos;

d. As normas e procedimentos devem ser revistas periodicamente, num


prazo nunca superior à 02 (dois) anos.

1.3. Treinamento

Os empreendimentos devem implantar e manter um programa anual de


treinamento, o qual deverá conter no mínimo:

a. Este programa deve ser formal e sistemático e isto através de:

Deve existir uma programação anual, a ser estabelecida em Janeiro


de cada ano, que contenha o titulo do curso e o mês de realização;

Os alunos devem assinar lista de presença;

Os treinamentos já realizados também devem ser registrados por


data e titulo;

Deve existir um registro dos treinamentos realizados por funcionário;

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b. O programa de treinamento deve ter por base as analises de risco,
mencionadas no item 2.1. As normas e procedimentos devem ser
temas de treinamento;

c. Deve ser estabelecido um programa de treinamento inicial para novos


funcionários;

d. O programa de treinamento deve abranger todas as atividades e


funções da empresa, que de alguma maneira estejam relacionadas
com os riscos levantados.

1.4. Manutenção de Equipamentos Críticos

Os equipamentos e instrumentos, mencionados nas analises de risco e que


fazem parte de ações de eliminação ou controle de risco devem fazer parte de
um programa de manutenção, que atenda os seguintes requisitos mínimos:

a. Estes equipamentos e instrumentos devem ser registrados em lista


especifica;

b. Devem passar por inspeções/manutenções/calibrações periódicas e


isto de acordo com a freqüência, conteúdo e procedimento
estabelecidos pelo fabricante ou de acordo com normas brasileiras ou
internacionais, ou na ausência destas por normas internas da empresa;

c. As inspeções, manutenções e calibrações devem ser registradas e isto


com o seguinte conteúdo mínimo:

 Data da realização;
 Nome e assinatura de quem fez os trabalhos;
 Recomendações do fabricante;
 Normas utilizadas (se aplicável);
 Pontos avaliados e respectivos resultados;
 Ações efetuadas.

1.5. Investigação de Acidentes / Incidentes

O empreendimento deve estabelecer, implantar e manter uma sistemática para


registro e investigação de acidentes/incidentes, sendo que esta sistemática
deve conter os seguintes pontos mínimos:

a. As investigações devem ser feitas por equipe, composta por um


coordenador e membros que atuem na atividade que ocorreu o acidente;

b. As investigações devem resultar em relatório que contenha:

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 Descrição do acidente/incidente;
 Equipe de investigação;
 Causas do problema;
 Plano de ação, contendo ação, responsável e prazo;
 Distribuição do relatório.

1.6. Informações sobre os produtos químicos manuseados

O empreendimento deve ter disponíveis informações sobre os perigos e


cuidados referentes aos os produtos químicos estocados e manuseados em
suas instalações.

Dentre as informações à serem mantidas, tem-se como mínimo:

a. Características que conferem perigo como inflamabilidade, corrosividade


e toxicidade;

b. Equipamentos de proteção individual recomendados para operação


normal e emergência;

c. Procedimentos em emergência (derramamento, incêndio e contaminação


pessoal);

d. Cuidados e procedimentos no manuseio;

e. Incompatibilidade com outros produtos.

1.7. Gerenciamento de Modificações

O empreendimento deve estabelecer de maneira formal e sistemática um


procedimento que lhe permita gerenciar as suas modificações de projeto e/ou
de processo.

Este procedimento deve, no mínimo considerar os seguintes pontos:

a. Avaliação por escrito das implicações destas modificações na segurança


das pessoas e do meio ambiente;

b. Alteração dos documentos, tais como manuais, procedimentos, normas e


desenhos de engenharia;

c. Treinamento das pessoas envolvidas nas atividades que sofreram as


modificações;

d. Obtenção das autorizações legais necessárias (quando aplicável).

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1.8. Gerenciamento de Emergência

O empreendimento deve implantar e manter uma organização de emergência


e isto com o objetivo de dominar e minimizar as possíveis emergências,
oriundas de sua atividade.

Dentro deste item os requisitos mínimos são:

a. As funções, recursos e área de atuação desta organização de


emergência devem ser compatíveis com os riscos levantados no item 2.1;

b. Deve ser oficialmente nomeado um responsável por esta organização e


isto com as seguintes características:

 Ser o responsável pelas atividades de preparação e manutenção da


organização;
 Ter nível hierárquico compatível com os riscos presentes na
atividade. Por exemplo em uma fábrica deve responder ao principal
executivo da fábrica (gerente, superintendente ou diretor).

c. Dentro da documentação da organização de emergência, deve fazer


parte um organograma e um descritivo das funções que compõe esta
organização;

d. Deve ser estabelecido de maneira formal um programa anual de


treinamento desta organização.

1.9. Planos de Contingência

As analises de risco, descritas acima, devem indicar quais são as possíveis


emergências, para a atividade em analise.

Para estas emergências devem ser montados Planos de Contingência, sendo


que nestes planos os seguintes itens são obrigatórios:

a. Os Planos de Contingência devem ser identificadas e possuir data de


emissão e numero da revisão;

b. Descrição do cenário considerado, abrangência e respectivos impactos;

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c. Ações à serem tomadas como conseqüência da emergência, inclusive
com o envolvimento da população do entorno do empreendimento (se
aplicável);

d. Recursos humanos e materiais disponíveis;

e. Planos de ação (ação , responsável e prazo) para melhorias;

f. Programa de treinamento (teórico e prático) do Plano de Contingência;

g. Nome e assinatura dos responsáveis pela emissão e atualização do


Plano de Contingência.

1.10. Organização

O empreendimento deve estabelecer dentro da sua organização uma área ou


um responsável pela implantação e manutenção do Programa de
Gerenciamento de Risco e isto considerando os seguintes requisitos mínimos:

a. A estrutura desta área deve ser compatível com o volume e


responsabilidade de trabalho;

b. Dentro da documentação desta organização, deve fazer parte o


organograma que posiciona a área dentro da empresa como um todo, um
descritivo da função, a sua maneira de operar com os demais setores e a
nomeação oficial do responsável pela alta direção da empresa.

1.11. Auditoria

O Programa de Gerenciamento de Risco deve ser auditado periodicamente e


isto com o objetivo de verificar se o programa esta efetivamente sendo adotado
na prática.

Estas auditorias podem ser feitas por equipe interna da organização (com a
devida independência) ou por equipes externas.

A freqüência de realização destas auditorias não pode ser superior à 02 (dois)


anos, sendo que a primeira auditoria deve acontecer no máximo 01(um) ano
após o inicio da implantação do programa.

Ao final de cada auditoria será emitido um relatório, o qual deverá conter no


mínimo:

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a. Descrição da metodologia utilizada, na qual conste a relação de
documentos analisados, áreas ou atividades visitadas e pessoas
entrevistadas;

b. Nome e resumo do curriculum vitae dos auditores;

c. Itens abordados na auditoria e check list (este check list deve


obrigatoriamente abordar todos os itens do PGR) utilizado pelos
auditores;

d. Não conformidades encontradas e plano de ação para correção dos


problemas (ação, responsável e prazo).

VI. FORMATO DE APRESENTAÇÃO DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE


RISCOS

Na apresentação do PGR, o empreendedor deve respeitar instruções mínimas,


estabelecidas pelo IAP, sob pena de não aceitação do trabalho apresentado.

i. Complementações: a insuficiência de informações técnicas, baseadas


em diagnósticos e prognósticos incompletos e que dificultem a perfeita
compreensão de impactos potenciais ou efetivos do empreendimento /
atividade, implicará em rejeição do PGR inviabilizando eventual emissão
de licenciamento / autorização ambiental.

ii. Formato: o PGR deve ser apresentado conforme segue:

 Papel - branco, de tamanho A4 (210 x 297 mm), utilizando somente um


lado do papel.

 Parágrafo:

 Espaço entrelinha = 1,5 ou 24 pontos - para texto, títulos e


subtítulos;
 Espaço entrelinha = simples ou 14 pontos - para nota de
rodapé, citações diretas, resumo, título de tabelas,
indicações de fontes de tabelas, referências bibliográficas;
 Recuo = 2 cm

Fonte:

 Tipo: Arial - Tamanho: 12 (texto e subtítulos)

10
 Arial 10 para digitação de citações longas, notas de
rodapé, tabelas, quadros e ilustrações.
 Títulos de capítulos são escritos em CAIXA ALTA.
 Subtítulos de subseções levam maiúsculas apenas nas
letras iniciais das principais palavras e são escritos em
negrito.

Margens
 Esquerda: 3,0 cm
 Direita: 2,0 cm
 Superior: 3,0 cm
 Inferior: 2,5 cm

 Numeração de páginas - as páginas devem ser contadas


seqüencialmente a partir da folha de rosto, sendo que a numeração
impressa em algarismos arábicos (1, 2, 3) deve ser colocada no canto
superior direito e somente aparecerá a partir da introdução, indo até a
última página do trabalho. Os elementos pré-textuais (sumário, resumo e
listas) levam numeração romana minúscula (iii, iv, v) no centro inferior da
página. As páginas de folha de rosto, dedicatória, agradecimentos e
epígrafe não levam a numeração na folha apesar de serem contadas.

 Fotografias - devem ser apresentadas em original, com


suas respectivas legendas.

 Mapas, tabelas e figuras - cópias devem ser legíveis,


com escalas adequadas, informando as fontes, datas e
outros detalhes que sejam necessários.

 Material cartográfico / bases topográficas - deve as


seguintes informações:

 Hidrografia;
 Rede viária;
 Área urbana;
 Edificações;
 Curvas de nível e/ou Cotas topográficas; e
 Coordenadas geográficas (UTM);

iii. Número de cópias:

 PGR: cópias impressas: deverão ser entregues 2 (três) cópias


impressas, em meio físico (papel), sendo uma delas não
encadernada para possibilitar eventuais cópias fotostáticas;

 PGR: cópias em meio digital: fornecer ao IAP 2 (duas) cópias em


meio digital (CD), com os arquivos textos em formato DOC ou PDF e

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os mapas e fotografias em formato PDF ou JPG ou JPEG, todos
compatíveis com a plataforma Windows.

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