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Soneto de ti .

Teu riso me verve as faces


Que veemente
Alegra-se

Com olhos e corpos


Voláteis e cantantes
Interceptas as mesmas
Perto e longe

Jacintos longos de teus cabelos


E discos de luz
Que te livram

Eu eco me dôo e tu nárco


Apático
Na noite lúcida e vã.
( 14/03/07)

Insa

Póstumas as tempestades chuvinhentas


Tenebrosas do contrario não a luz
Mas mais apetecível parece.
Aprofundar-me no abismo escuro
Dos teus ombros.
Deixar-me envolver, incólume.
Por tuas mãos
Sentir teu cheiro, adormecer.
Na profundeza de teu peito
Acordar sob alvos lençóis de tua cama
Trazer-te café quente
Pra te acordar
Molhar meus olhos de tua beleza
De teu cabelo, tua face.
Cingir teus lábios com meus beijos
Longos paraísos da eternidade deste amor.
A cor
Cada gota escorre pintando
Um pequeno pedaço
Outrora em branco
Nasce um lasso
De tal Constancia, servil até.
Uma iluminura nova em cada mente
Da proficiência capas de tudo tornar
Melhor
Como a esperança vivaz que verve
Sobre o sinza-cimento da cidade, quando.
Colore-se o carvalho de sol poente
Prostra-se o céu incólume
Dobra-se sobre a superfície
Serena e profunda
Do espelho d´agua
No castanho dos teus olhos
Debrua-se o canto do milvio
Na infinidade de cada
Pedaço salientado na tua voz.

Hoje

O sol brilha na alvorada


E revoando sobre a vida este amor
Colocam-se lúcidas gaivotas
Brancas alvas e reluzentes

Sobre o por
E sobre o nascer
Revoando na luz solar
Pintando-se de púrpura
Fulgurante e tão só
Sublimando mais alem
Apenas amor na forma mais simples

Sutil

Aguda por entre as arestas


Uma voz de toda
Viril
Sob um único olhar
E dentro ebulo
Apenas tu que dentre os mais afins
Profundo na pureza do meu ser
Sucinto amor vasto e longo.
Eu e a chuva...

A chuva cálida caia la fora


E mais ainda sobre mim
Se nest´hora ,fostes tu esta chuva
Eu vibraria e cantaria para ti
E por longas noites me deliciaria
Dançando sob esta chuva
Mas de antemão á meu amor e
Prazer à chuva não és tu
E insiste em cair
E tenta me acalentar com suas doces
Lagrimas aquecidas pelo ar
Mas não és tu
Ai desvaneço, debruo-me de solidão
Pois agora o calor dela me faz ansiar
Por teu amor
Mas eu sei, só sei.
Cai alquebrando minha força e resistência
Impondo-me a verdade
Não estais aqui e não podes cair sobre mim
Ei de trocar essas lagrimas acaloradas
Pujantes de amor
Por teu suor quente misturado ao meu
E teus lábios me cingirão as faces e a boca
E teu arfar ardente de vontade e desejo
Por vezes incontáveis
E seremos um
A completa obra de nós mesmos
Um encontro entre universos
Então nada á saber
Nenhuma aresta á preencher
Apenas a extensão onipresente
Da vida
Um arauto de cumplicidade
Completa
E o mundo sem sentido vale a tentativa.
(8:25 de um dia sem data)
Porto

A brisa leve, sonolenta.


Espreguiça-se sobre as rosas
Um remanescente da calmaria
Acariciando levemente
Toda a gente
Calamares de cada um
Graciosas aves displicentes
Brancas nuvens, contingentes.
Vão-se com a brisa essas aves
E todas mais, soltas.
Vão unidas bem juntinhas
Asas dadas umas com outras

À Pena

As noites de vadiagem por tua


Imaginação
Meu canto outorgante
Sem recinto, sem som.
Por cantos entreabertos arestas
Submerso em ti
Valeu de certo
Todo por e nascer solar, lunar.
Quasar planeta, longe ou perto.
Cada estrela no céu a ser contemplada
Minha minuta lânguida que despoja-se
De meus insólitos pensares
Cada nuvem e poesia
Cada lagrima valeu
Enquanto na aurora
Eu lhe falava de vida
Diante de tudo o mais
Que ainda desconheço
Prostrei-me ante ti
E tendo visto rolar de tua face também
Uma lagrima e outra
Mesmo e ainda mais porque força-te
A negá-la ainda assim, decerto valeu à pena.
Lamurio

A chuva, doce fatigar dos poetas.


Que cai e regozija minha face
Canto ao ego da chuva
Chorosa canção de lamurio
Que cai, cai.
Posto que é vil, verossímil
Teu lacrimejar
Choro contigo...
Chuvinhenta chuva que chove
Que chora meu amor
Canta-me pedaços
Com um céu que se desfaz
Incomensurável
Garoa d água.
(31/01/06)

Fitar

Fiz-te um ébrio galantear


Mas, na já sabida desesperança.
Tornei a me consolar
Pois era tal teu descaso
Por meu amor
Que então me fiz calar
Esse abissal silencio
Insuportável
De conluio com a saudade
Embota minha consciência
Estardalhaça meu coração
Reprime-me com medo
Como se houvesse qualquer coisa
Qualquer réstia de esperança
Mas ainda te amo

Madrugada

E, teu néctar divino.


Cai sobre mim
Teu corpo moreno, molhado.
Estimulado
Escuto-te a noite
E vejo teus sons, vibrando.
Com teu batimento. (26/02/07)
Olhos
Outros que não os teus olhos
Olham-me agora
Castanhos poços d água amaralina.
Profundeza em que me perco

Ontem

Sonhos lúcidas de rija clareza


Minha cólera se esvai
E então em tua presença
Esmoreço, gemo de prazer.
Teu corpo moreno
Noite que perdura
Enegrecidos teus olhos e corpo
Tomado de castanho cobre
Amamo-nos e o ínfimo torna-se
Infinito na noite escura
(14/02/07)

Menino

O frio corta meus lábios


E protejo meus dedos
Entre as mangas
Gemo da frieza gélida
E, clamo à odisséia, busca infinda.
Nascida e póstuma
Que vaga só a me rodear
O azul dos teus olhos
Aquecem-me
Fitam-me e tudo esta bem.
Vida

Um oscilante raio de luz


Que pela porta entra
Um sexo a flor
E ai o medo
Da pele alva, e sinuosa.
De teu corpo inteiro
De, quem sabe, a vida.
No murmúrio do mar
Da lua
Da rua
Ou de ter-te nu
E não sobre a luz da lâmpada
Ou sem vestes
Mas de ter nu o âmago de tua alma
Medo de teus olhos esverdeados
Jaspe nórdico
De teus cabelos e sua bossa
De saber
De querer
Medo ainda da entrega
Vertiginosa que alço
Ate ti
(22/08/08)

Neckros

Sobre o nada flutua


A gaze fina
Suposta
Mente só
Mente insólita
Obtuso em seu mundo. (16/03/06)

Bozzolo

No alforge de meu corpo


Minh`alma
Grita por você
E este corpo
Incerto deveras busca
Desvairado teu olhar
Mas, se não me vês.
Não me mereces.
Silente

O bater do teu coração me faz cochilar


Na mansidão de teu peito
Rijo, viril
Me aconchego como
Filhote protegido
A salvo
Mãos quase desajeitadas
Roçam meus cabelos
Ancoro-me em teu abraço
Teus braços fortes, morenos.
Confortam-me facilmente
E quando acordo de súbito
Um ultimo raio de sol
Na ceara
Reluzem teus olhos castanhos
O céu num tom
Róseo-ocre
E por fim teus lábios
Ilícitos a mim
Mostram-me que por vezes
Pode-se driblar o impossível

Eterno

Perolas divinas, sublimadas.


Que caem
E fulguram sobre teu corpo
Sem lei desnudo sob a chuva
Que lho é apática
Desperta minha volúpia
Olho-te somente
Nocivo somente a mim
Mas, lúdico luminoso.
Como a mais alta
Esfera do plano celeste
Tão viril quanto frágil
Que anseio te proteger
Nith-haiah

Me incessante poetizar
Olho-te novamente
Agora se preocupa-se
O cabelo
A blusa
O andar, tudo.
Os olhos profundos
De quem tudo observa
E nada vê
Virilidade que ebule
Para o gozo do meu corpo

Novamente

Em minhas cadencias
Outrossim, estas tu
Vivido
Fugidio escorre
Por entre os dedos
Meu amor para ti
Ó juventude que me põe
A regra, buscar finalmente.
Igualando-se a resvaladiça vida
Minha ébria e tremula
Lisonja, sucinta fluidia.
Refulgura-me dentre tantos
O sol nasce, mas a lua é nova.
Mim

E, minha minuta viva.


Grita e canta alta
Mas é tão profundo
E ageuso meu palato sentimental
Certamente creio que
De tanto gritar cansar-se-á
Minha minuta
Diante de ti
Com meus olhos vi
Ecoarem novas portas
Para mais alem
E o som agudo surdo
Coloca-se sobre abismo

Cólera

Ó porque choro
Porque canto
Ó tu não me vês
E deságuo em lamurio
Alçada deplorável a minha
Ter-te e não.
(31/01/06)

Bér

De repente apenas de repente


A luz alvorece nova manhã
Como o valhala
Brilhando na aurora
Meu caminho dos deuses
Sei que vem para deleite
Orvalho doce luminoso
Uma luz com braços doiros
E fortes pernas como montanha
Nos olhos lagos profundos
De cumplicidade
Sua coroa alva
Um filho de cem reis
Ai

Estende-te sobre meu


Deleitar de desejos
Sinto supra-sumo de ti
E mesmo assim
Não suporto peso
De minha açada
Vital.

Sinfonia

Linhas intrínsecas
Mil rosas perdidas
Caídas em teus pés
Meu canto só
O alaranjado-rosa do céu
Luz refletida do sol
Formando um manto
Concedes-me essa dança
Rodopiando sob as estrelas faiscantes
Que nos protegem
E então ondas de calor
Me sujeito por teu corpo
Solstício arauto dos atos
Cálido e sem jeito
Acordo.

Hino moto

Sinuosas proposições cadentes


Sobre as arestas, vultosos areópagos.
Desgastados sobre o nada
Querências vazias das coisas
De pensar, dizer.
Luzas diluída
Sóbrias canções de amor Candido
Vividos sabores desta alvorada
Vezes sem fim
Que nos esquecemos
Vivas amuradas na memória
Canto doiro

As ânsias que me consomem


Ardem,caem,chovem
E eu que era triste e distante
Esqueci-me e me lembrei
Em cada ramo das acácias
Lânguidas e frívolas
Como o sol de hoje
Chorei e me declarei
A quem eu quis
E me cansei
Lamuriei meu bem querer
E isso dentro e fundo
Abissal solidão
Revivi em sonho
Noites longas distantes.

Teatro de vampiros

Novas luzes frágeis e douradas


Silhueta nobre
Quem quiser que diga
Do que se sabe ou não
Um novo zahir talvez?
Um novo amor
Ai de mim olhando-te de novo
Os olhos longínquos profundos
A cor da carne da tua boca
(07/05/07)

Um anjo na chuva

E tuas assas implumes sob a chuva


Ó anjo loiro
Toda essa chuva e para ti
Anjo dourado
Indelével, incólume
Molhado
A chuva cadencia póstuma.
Num vau de tempo
As intempéries do mundo
Que lascam-me pedaços
Meu anjo, de amor ágape.
Que vibra com alternâncias
Púrpura e luminosa (17/03/07)
Noite

Meu olhar
Molhado de saudade
Lacrimejo sem você
Cantiga chorosa
A frágil lembrança de teu rosto
Esvai-se na violenta correnteza que vivo
Essa mórbida saudade que me corrói
Flagelo e agrura de quem ama
Sob o próprio fim
Desamor vil e só
Fria a noite e só
A solitude Arida
Úmida
Chorosa e só
Só apenas só
(22/03/07)

Rosa ma

Brilhantes flores fúnebres


Que me matam um poço de cada vez
Tão vividas em morrer
Tão mortiças em viver
Aos ventos que nos sopram
Na fronte
Teus olhos
Meus lacaios
D´mim, d´ontem, d´isto.
Vivo vertente num quase amanhecer.
Tua aurora semblante que nasce
Em mim
Lanu.
(20/08/02)
Outrossim

Meu revoar sem instancias


Retumbante
Na mansidão de teu ser
Refugio-me na alvorada
Não mais o medo
O gorjeio de meu coração
Sobrepuja-me as vontades
E sinto na alma também
Não por menos
Vibra contigo
Dize-me
Amar-te-ei a toda vida
E nada de certo me fará melhor

Meninos sempre são meninos

A chuva tacida e translúcida


Cai lá fora
Incipto gosto doce e distante
Entreolham-se
A vida e o sonho
E a luz tremulante
Sucinto e súbito
Acalanto.
(13/09/06)
Condicionadores
Essas partículas-omda o plural de médium, do grego meio
Neste caso os de transmissão da informação.
Que dever-nos-iam informar apenas ,parecem
Tão somente como anjos engravitantes, nos incumbir embuir
Sugerir ate, de forma clara ou subliminar.
Sopram aqui e ali ou mesmo soam altos clarins
A saber, nos desencorajam o pensamento critico.
Desvalorizam e ridicularizam o que de fato nos deveria ser fundamental
Dizem-nos ai que nossas vidas e nossos sonhos
Os dos que se atrevem a fazê-lo, são insignificantes ou inalcançáveis.
Ou mesmo desimportantes.
Destroem logo cedo nas escolas quais quer relações sociais saldáveis
E a possibilidade de compreensão, dispondo as crianças em grupos.
E orientando-as a dividirem-se ainda mais.
Julgam bons e maus por quanto obla cada família.
Fazem-nos crer que nossa vida quotidiana, cada pedaço ou espressao de amor.
Ou afeto qualquer coisa que tomemos como realidade
Ciência, religião ou ideologias são desajustadas dos padrões.
Transformam o que poderia ou deveria ser uma experiência maravilhosa
Esplendida, nesse caso nossas próprias vidas em algo que não desejamos.
Queiramos ou possamos querer jamais.
Olhamo-nos no espelho e vemos um dantesco retrato dia após dia
Ainda por cima culpam-nos de algo intrínseco que nem sequer conhecemos
Não contentes com o fato de tornar a cada um de nos
Caixas de pandora ambulantes
Vendem-nos um modelo do que realmente precisamos
Por sorte
Criam um perfil um pacote completo do que devemos comer,
Fazer em cada aspecto de nossas vidas. O que você deve sentir
Vestir e beber para se ajustar ao padrão ou para fazer parte de algo
Qualquer que seja o grupo, como devemos pensar escolher e falar.
Mesmo os conceitos mais íntimos em nosso subconsciente estão lá
Postados como sentinelas atrozes para manter-nos sempre presos
A qualquer coisa que nos digam ser o melhor ou mais correto
Mais ético mais na moda ou atualizado.
Vendem-nos coisas inalcançáveis como perfeição ,certeza comforto
Oferecem-nos um creme de milho sintético produzido industrialmente
Por uma maquina ligada em um provedor ligado a uma rede elétrica
Os quais certamente desprovidos de paladar, tato ou mesmo de língua
Músculos ou enzimas para saber o gosto do mesmo.
Mas por conta da vida que levamos
Correndo atrás deste graal que torna-nos aceitável
Esta solução que nos empurram boca abaixo
Engolimos a pastosa substancia sem gosto, carregada de hormônios.
E dioxinas que para variar estão rotuladas ou catalogadas.
Soneto da caricia

Pequena como botão


Diante da montanha do mundo
Nunca de certo sonhou com solidão
Pois por perto estar o amor se tona fecundo

Tem orelhas de Anúbis


Peito cor de mel
Coleira como sobrepeliz
E nas patas nenhum anel

Qualquer vinculo velho ou novo


Certamente lhe vale o esforço
Quando entronada toma seu trono

E se duvida da índole de outrem


Fez-se logo um alvoroço
Assim pessoa não sendo vale tanto como igual.

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