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Plantar para Produzir

e Proteger o Planeta
O ELO FALTANTE
O QUE É

A CarbonoNeutro Social é um consórcio de


organizações com a missão de reunir diversas
competências em mecanismos de desenvolvimento
limpo com vistas a mitigar o impacto de emissões de
dióxido de carbono, promovendo o
desenvolvimento sustentável

INICIATIVA: PARCEIROS
VALE DA CIDADANIA EPAMIG
BIOVALE ENERGIA IDENE -INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO
DO NORTE DE MINAS
CERTIFICADORAS
WINROCK INTERNATIONAL
POLO DE EXCELÊNCIA DE FLORESTAS DE MG
MINASINVEST
OBJETIVOS

Contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono, e fixação de


carbono, em projetos de agricultura familiar e manejo florestal em regiões
degradadas e em avançado processo de desertificação, com plantio de
árvores de ciclo longo de vida, principalmente o pinhão manso – (jatropha
curcas), que é uma das mais importantes fornecedoras de matéria-prima
(oleaginosa) para a produção de biocombustíveis.

Objetivos estratégicos:
▪ Restauração florestal de áreas degradadas
▪ Enriquecimento de florestas secundárias
▪ Proteção de florestas sob risco de desmatamento e
queimada
▪ Produção de energia renovável (biodiesel)
▪ Educação contra o processo de desertificação e erosão
▪ Conservação da biodiversidade
▪ Desenvolvimento sustentável
▪ Créditos de carbono
Projeto Pai Pedro:
SOS Semi-Árido

www.carbononeutro.teiaslive.net
carbononeutrosocial@gmail.com
LOCALIZAÇÃO

Brasil: semi-árido – 9 municípios

Início do projeto: Minas Gerais


Região norte
Jequitinhonha e Mucuri

Cidades-piloto:
 Pai Pedro
 Porteirinha (MG)
ENTORNO DA CIDADE-PILOTO

Município População Pop.Rural Área Total Área Cultivada % Cultivado


(HAB) (HAB) (Km² ) ( Km² e % )
Porteirinha 38.460 18.775 ( 48,81%) 1.751,8 63,32 3,61

Mata Verde 7.855 1.397 (8,18%) 230,40 8,18 3,55

Pai Pedro 6.016 4.237 (70,42%) 840,13 8,95 1,06

Janauba 68.807 7.753 (11,26%) 2 .180,56 55,02 2,52

Nova Porteirinha 7.588 3.204 (42,22%) 122,30 28,80 23,54

Riacho dos Machado 10.262 7.179 (69,25%) 1.307,12 73,64 5,63

Serranópolis de Minas 3.979 2.411 (60,59%) 552,84 9,54 1,72

Rio Pardo de Minas 26.892 16.418 (61,05%) 3.121,33 85,72 2,74

Jaiba 27.295 14.149(51,83%) 2.625,94 67,45 2,56

_______________________________________________________________________________
197.154 75.523(38,30%) 12.732,48 400,62 3,15
ASSIM É QUE
OS ADULTOS
VIVEM EM
PAI PEDRO
E É ASSIM É QUE AS CRIANÇAS VIVEM LÁ
REGIÃO DE ABRANGÊNCIA

SEMÍ-ÁRIDO BRASILEIRO
REGIÃO DE ABRANGÊNCIA
O Semi-árido: perfil da situação e crianças e adolescentes
▪ Quase 11 milhões de crianças e adolescentes vivem no
Semi-árido brasileiro,com o futuro comprometido pelos
graves indicadores sociais
▪ Em 95% das cidades do Semi-árido, a taxa de
mortalidade infantil é superior à média nacional
▪ Mais de 350 mil crianças, entre 10 e 14 anos, não
freqüentam a escola
▪ No Semi-árido brasileiro, os alunos demoram 11 anos
para concluir o ensino fundamental
▪ Mais de 390 mil adolescentes (10,15%) são analfabetos
▪ Mais de 317 mil crianças e adolescentes trabalham
▪ Quase a metade (42%) não tem acesso à ÁGUA
▪ Cerca de 75% das crianças e adolescentes do Semi-árido
vivem em famílias onde a renda per capta é menor do que
½ salário mínimo
▪ Em 38,47% das casas de crianças e adolescentes, não há
rede geral, fossa séptica ou rudimentar
▪ Menos de 3% das famílias com criança e adolescente têm
acesso a computador
PRINCÍPIO ORIENTADOR

Agir proativamente na consecução de três


objetivos do Desenvolvimento do Milênio da
ONU
ESTRUTURA DA OPERAÇÃO

▪ Mobilização dos agricultores familiares para


conscientização sobre todas as etapas do Projeto,
objetivos e os resultados esperados (uso de técnicas de
empreendedorismo, motivação, conscientização).

▪ Organização em formas associativas/cooperativas de


produção e comercialização. O processo será
desenvolvido em sistema de co-gestão, para que os
produtores rurais/grupo familiar assumam o processo à
medida que as atividades forem sendo implantadas

▪ Os associados e cooperados participam na


elaboração do plano de desenvolvimento local

▪ O plantio observa um projeto de conservação


ambiental

▪ Todos os passos do Projeto são apoiados pela


educação para a convivência com o semi-árido
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

SOCIAL - Qualidade de vida concebida como redução das desigualdades, da pobreza, da


miséria. A conquista do acesso a direitos, bens e serviços que garantem vida digna. Significa
também mudar as relações sociais de dominação entre poderosos e desempoderados, entre
os que concentram terra e riquezas e os miseráveis, relações de dominação de gênero), entre
brancos e negros e geração.

CULTURAL – Valorizar a reconstrução dos saberes sobre o meio ambiente como forma de
encontrar alternativas para conviver nele.

ECONÔMICA - Geração de renda através de alternativas de produção apropriadas. São


valorizadas as alternativas baseadas na agroecologia, no manejo sustentável do bioma
caatinga, nos projetos associativos comunitários, nas agroindústrias apropriadas, na economia
popular solidária.

AMBIENTAL/ECOLÓGICO – O uso sustentável, conservação e preservação de recursos


naturais, principalmente do bioma caatinga. Essa dimensão tem a ver com os
comportamentos de reconciliação com a natureza. Aqui também estão as ações de
conservação e de preservação das paisagens e dos recursos naturais, bem com a recuperação
de solos degradados através da implantação de unidades florestais.

POLÍTICA – A convivência com o semi-árido requer o fortalecimento da sociedade civil,


potenciando a organização popular, o associativismo e o cooperativismo.
OPORTUNIDADES SOCIAIS

▪ Aumento da renda familiar com a comercialização das bagas


de pinhão manso para produção de biocombustível.
Relatório do Banco Mundial atesta que as indústrias de
biocombustíveis precisam de cerca de 100 vezes a mais de
trabalhadores por unidade de energia produzida do que a
indústria de petróleo.

▪ A natureza dispersa da agricultura faz com que,


provavelmente, a produção de biocombustíveis não se torne
tão centralizada como ocorre com a indústria de óleo fóssil.

▪ Os projetos priorizam as regiões semi-áridas mais pobres do


país onde o acesso a formas modernas de energias é limitado
ou inexistente.

▪ O fornecimento de mudas de oleaginosas, insumos e


assistência técnica que integram a cadeia produtiva do
biodiesel é instrumental para promover renda e energia limpa
e acessível fundamental no desenvolvimento rural e alívio da
pobreza.
OPORTUNIDADES SOCIAIS

O projeto deverá ter a duração de 50


anos, e visa ser replicado em outras
regiões do País que tenham os mesmos
fatores-problemas sociais e ambientais.

A não intervenção deste projeto implicaria em:

▪ Um elevado grau de degradação do solo, e com um


progressão considerável do processo de degradação.
▪ Sem o apoio proporcionado por esse projeto, as usinas de
biocombustível locais padecerão falta de matéria-prima para a
fabricação de biocombustível (gerando a potencial necessidade
de desmatamento de grandes áreas para compensar a
necessidade de oleaginosas para o processo e fabricação)
▪ Da parte social, piora da qualidade de vida da população,
visto que são a cada dia menores as oportunidades em
ocupação e de renda local.
▪ Boom de migração daquela região (fato que já vem sendo
confirmado pelos últimos Censos feitos pelo IBGE)
COMO FUNCIONA

Arvores nativas e perenes ajudam a combater


a mudança climática como parte do processo
natural chamado fotossíntese. À medida que
crescem, as árvores absorvem o dióxido de
carbono da atmosfera e convertem-no em
oxigênio, protegendo a qualidade da água,
restaurando o habitat da vida selvagem.
 Do ponto de vista social, as mudas da espécie selecionada (pinhã-manso)
pelo CarbonoNeutro Social são perenes e produtivas e doadas para
agricultores familiares desprovidos das regiões semi-áridas mais pobres do
Brasil.

 Estas árvores são plantadas e monitoradas pela CarbonoNeutro Social em


parceria com renomadas organizações agronômicas, acompanhada por
especialistas em reflorestamento e monitoramento de captura de carbono,
com a supervisão do Instituto Estadual de Florestas e a Certificação das
entidades credenciadas.
APLICAÇÃO RESPONSÁVEL
O projeto pode trazer substantivo fortalecimento econômico
criando renda e oportunidades de emprego tanto às comunidades
rurais como aos empreendedores.
O projeto pode ser utilizado como um elemento crucial para estimular um
sistema circular combinando efeitos ecológicos, econômicos e de geração
de renda (HEN. 1994), principalmente as comunidades rurais susceptíveis
a seca e devastação vegetativa de atividades empresariais.

O projeto promove os principais


aspectos do desenvolvimento com
vistas a alcançar um modo de vida
sustentável para os pequenos
agricultores em termos de energia
renovável, controle da erosão,
fortalecimento e desenvolvimento
sócio-econômico.
A ESPÉCIE- PINHÃO MANSO

Cultura que pode se desenvolver


nas pequenas propriedades, com
a mão-de-obra familiar
disponível, sendo mais uma fonte
de renda para as propriedades
rurais do semi-árido.
O pinhão manso é uma planta produtora de óleo com todas as qualidades
necessárias para ser transformado em óleo diesel. (Purcino e Drummond,1986)

Além de perene e de fácil cultivo, apresenta boa conservação da semente


colhida.

Sendo é uma cultura perene, segundo Peixoto (1973), pode ser utilizada na
conservação do solo, pois o cobre com uma camada de matéria seca,
reduzindo,dessa forma, a erosão e a perda de água por evaporação, evitando
enxurradas e enriquecendo o solo com matéria orgânica decomposta.

Sua distribuição geográfica é bastante vasta devido a sua rusticidade, resistência a


longas estiagens, bem como às pragas e doenças, sendo adaptável a condições
edafoclimáticas muito variáveis. (Cortesão, 1956 e Peixoto, 1973)
RESULTADOS ESPERADOS
Benefícios municipais
▪ Conservação e/ou preservação de áreas naturais;
▪ Estudos e criação de oportunidades para o desenvolvimento de
atividades econômicas sustentáveis;
▪ ICMS Ecológico; créditos de carbono
▪ Empregos diretos e indiretos.

Relevância para as prioridades sócio-econômicas


Permite o apoio ao desenvolvimento sustentável e o
uso de energia limpa
▪ A atividade florestal é criadora de ocupação e renda,
principalmente em áreas rurais
▪ Desenvolve a qualificação e educação
▪ A atividade florestal encoraja a abertura de novas
escolas, levando desenvolvimento das comunidades
pobres
▪ A ocupação rural evita o êxodo rural
▪ Do ponto de vista sócio-econômico, a atividade
mantém o nicho da atividade tipicamente regional
IMPACTO SOCIAL

 Educação dos agricultores


familiares sobre métodos
alternativos de convivência com o
semi-árido

 Disponibilização de insumos
necessários para a Instalação de
parques industriais de extração
de óleo vegetal e sub-produtos

 Melhoraria dos níveis de segurança alimentar, promovendo a


adoção de tecnologias dirigidas ao manejo sustentável dos cultivos
no modelo agroflorestal
 Reforço às organizações comunitárias para sua autogestão sobre
a base do processo participativo, de autodiagnose e priorização
das necessidades e potencialidades locais
IMPACTO AMBIENTAL

A implantação de florestamento de pinhão-manso, que tem um ciclo de


vida maior do que 50 anos, com raízes profundas e que podem ser
cultivadas no semi-árido. Pode ser usada em ações de contenção de
processos de erosão, atuar contra a desertificação, além de fertilizar o solo
com húmus produzidos a partir das folhas que caem.

O cultivo de pinhão-manso pode gerar alterações microclimáticas, sendo


que o seu cultivo como cultura permanente lucrativa serve para uma
revitalização sustentável e o reflorestamento em terrenos degradados.

A utilização de energia renovável poderá diminui a renovação de CO2


(Protocolo de Quioto).

A qualidade do biodiesel faz aumentar a vida útil de filtros de partículas de


carbono bem como os catalisadores. O uso de biodiesel com design
ecológico nos grandes centros urbanos diminuirá sensivelmente os
problemas de saúde de origem respiratória.
Plantar & Produzir
para Proteger o
Planeta

www.carbononeutro.teiaslive.net
carbononeutrosocial@gmail.com