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AD1 – Diversidade dos Seres Vivos

Aluno: Guilherme Hosken Barbosa Matrícula: 10214020177


Curso: Biologia Pólo: Volta Redonda

A taxonomia foi criada para facilitar a comunicação dos estudiosos em todo o


mundo, ela serviria para uniformizar a nomenclatura dos seres vivos.
Lineu desenvolveu um sistema de categorias hierárquicas que, com algumas
modificações é usado até hoje. A primeira classificação dos organismos não tinha
qualquer finalidade filética (ou seja, de se investigar a origem e parentesco entre eles),
uma vez que se supunha que a origem de todos os seres vivos era única (teoria do
Fixismo, que propunha que todas as espécies foram criadas tal como são por poder
divino, e permaneceriam assim, imutáveis, por toda sua existência). Os grupos eram
formados por semelhanças (geralmente aparência externa) ou por ausência daquela
semelhança, sem a preocupação com a sua natureza.
A teoria evolutiva de Darwin postulou que todos os seres vivos, dos mais
simples até o homem, estão sujeitos a contínuas modificações ao longo do tempo. Com
a aceitação da teoria evolutiva, as espécies deixaram de ser vistas como um grupo
estático de seres vivos.
Na segunda metade do século XX, surgem duas escolas de teoria e prática
sistemáticas: Filogenética (ou Cladista ou Cladística) e Fenética (ou Numérica).
A Fenética é mais conservadora e não leva em conta a filogenia, mas apenas o
grau de semelhança (ou similaridade) entre indivíduos. A Filogenética baseia-se na
genealogia e procura saber como ocorreu a história filogenética, estabelecendo graus de
parentesco. Os métodos de inferência filogenética são usados para estimar relações entre
espécies (vivas e extintas). Progressos recentes dos métodos lógicos de computação
aumentaram consideravelmente a confiança nestas estimativas. Usando uma excessiva
simplificação, o princípio no qual se baseiam seus métodos é o de que espécies com um
número maior de características derivadas em comum tenham se originado de um
ancestral comum mais recente do que espécies com um número menor de características
em comum. Tais conclusões baseiam-se não somente em métodos melhorados de
análise dos dados, mas também em um acervo praticamente inexaurível de novos dados:
longas sequencias de DNA, revelando muito mais semelhanças e diferenças entre as
espécies do que as encontradas em sua anatomia.
A sistemática filogenética postula que a melhor classificação é aquela que reflete
a história (evolutiva ou genealógica) do grupo que está sendo classificado. O parentesco
filogenético é estabelecido em termos de ancestralidade comum.
As categorias hierárquicas são: Reino > Filo > Classe > Ordem > Família >
Gênero > Espécie. Além dessas categorias, muitas vezes são utilizadas categorias
intermediárias como: Subfilo, Intraclasse, Superordem, Superfamília, Subgênero e
Subespécie. Na hierarquia lineana, do tipo exclusivo, a subdivisão dos grupos de
classificação acontece de “cima para baixo”, parte-se “do grau mais elevado e daí por
divisão lógica, até chegar aos níveis mais baixos” , ou seja, ele partiu de um grupo mais
abrangente (Reino) com um número relativo de entidades muito alto, para o grupo
menos abrangente (Gênero) onde o número relativo de entidades é bem menor. Dentro
desta lógica hierárquica o número relativo de entidades é maior quanto mais abrangente
é o grupo taxonômico.
Originalmente Lineu dividia a natureza em 3 Reinos: Animalia, Plantae e
Mineralia. Hoje usa-se um sistema que agrupa os seres vivos em 5 Reinos : Animalia,
Plantae, Fungi, Protista e Monera. O Reino Mineralia foi abandonado. Este sistema foi
proposto pro R.H. Wittaker em 1969.
Em 1990, Carl Woese propôs o agrupamento dos diferentes Reinos da
taxonomia tradicional em três grandes grupos que designou por Domínios. Domínio é a
designação dada em biologia ao taxon de nível mais elevado utilizado para agrupar os
organismos numa classificação científica.
O Domínio Eukarya representa todos os seres vivos que possuem células
eucariontes. Os organismos procariontes são divididos em dois Domínios: Archaea e
Eubacteria. Estes dois domínios diferem na composição do RNA ribossômico, na
estrutura da parede celular e no metabolismo.
Então, o ponto fraco da classificação de Lineu se deu ao fato dela ser fixista.
Lineu introduziu uma nomenclatura binomial para as espécies, sendo este o
ponto forte de sua classificação. Cada espécie recebe um nome constituído de duas
partes (a primeira sendo o nome do gênero e o segundo um nome mais específico que
ressalta alguma característica morfológica da espécie ou o lugar em que ela ocorre ou
ainda para homenagear alguma pessoa importante para o cientista ou mesmo
personalidades famosas ou personagens fictícios).
Nomes padronizados para os organismos são essenciais para a comunicação
entre os cientistas. Para assegurar essa padronização, existem algumas regras: Os nomes
deve ser em latim de origem ou, então, latinizados; Todo nome científico deve ser
destacado no texto (em itálico ou sublinhado); O gênero deve ser escrito com inicial
maiúscula; A espécie deve ser escrita com inicial minúscula, salvo raríssimas exceções;
Em trabalhos científicos, após o nome do organismo é colocado por extenso ou
abreviadamente, o nome do autor que primeiro o descreveu e denominou, seguindo-se
de uma vírgula e data da primeira publicação (ex: cachorro = Canis familiaris Lineu,
1758).

Bibliografia

• Futuyma, Douglas J. 2002 Evolução, Ciência e Sociedade. SBG Ribeirão


Preto
• Oliveira, José Carlos 2005 Fundamentos de Sistemática Filogenética
Para Professores de Ciências e Biologia. Revista Virtú 2ª ed.
Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora
• Cicillini, Graça Aparecida 1992 A História da Ciência e o Ensino de
Biologia. Ensino em Re-Vista, Vol 1 No. 1 Universidade Federal de
Uberlândia, Uberlândia