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Anatomia da Raiz

Profª. Silvane Vestena

Origem:

Origem: 2 Taiz & Zeiger, 2008.

2

Taiz & Zeiger, 2008.

Meristemas Apicais: Meristema Apical Caulinar

Meristema Apical Radicular

Tecidos Meristemáticos Primários:

Protoderme

Meristema Fundamental

Procâmbio

OBS: periciclo: Originará: Câmbio e Felogênio

Tecidos Primários

Epiderme

Tecido Fundamental

Periciclo

Xilema primário

Floema primário Câmbio

Meristema Secundários ou Laterais:

Felogênio

Câmbio

Tecidos Secundários

Súber = Cortiça = Felema Felogênio

Feloderme

Xilema Secundário Floema Secundário

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Anatomicamente:

Região de divisão celular: corresponde à combinação do meristema apical mais a

porção da raiz onde as divisões celulares

ocorrem. Região de alongamento: o alongamento das células nesta região resulta num aumento do comprimento da raiz. Região de maturação: local em que a maioria dos tecidos primários completa

seu desenvolvimento.

Taiz & Zeiger, 2008.
Taiz & Zeiger, 2008.

Funções:

Fixação, absorção, reserva e condução.

No entanto, outras funções importantes relacionadas à adaptações são observadas nas

seguintes raízes:

Grampiformes ou aderentes;

Cinturas ou estranguladoras;

Respiratórias ou pneumatóforos;

Escoras;

Tabulares;

Reservas;

Haustórios;

Contráteis;

Gemíferas.

Associações:

Nódulos

Micorrizas

Associações: Micorrizas Taiz & Zeiger, 2008.

Taiz & Zeiger, 2008.

Origem e Formação dos Tecidos: Meristema Apical da Raiz

Origem e Formação dos Tecidos: Meristema Apical da Raiz Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004. 8

Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.

8

Origem e Formação dos Tecidos: Meristema Apical da Raiz

Origem e Formação dos Tecidos: Meristema Apical da Raiz Taiz & Zeiger, 2008.
Origem e Formação dos Tecidos: Meristema Apical da Raiz Taiz & Zeiger, 2008.

Taiz & Zeiger, 2008.

Estrutura Primária da Raiz:

Taiz & Zeiger, 2008.
Taiz & Zeiger, 2008.
Estrutura Primária da Raiz: Raízes laterais Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.
Estrutura Primária da Raiz:
Raízes laterais
Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.
Estrutura Primária da Raiz: Estrutura Secundária da Raiz: Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.

Estrutura Primária da Raiz:

Estrutura Secundária da Raiz:

Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.

Estrutura Secundária da Raiz: Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.
Estrutura Secundária da Raiz:
Appezzato-da-Glória & Carmelo-Guerreiro, 2004.

Morfologia da Raiz

Funções: Fixação da planta, absorção, distribuição alimentar, reserva, uso medicinal e alimentação.

Características gerais:

corpo não segmentado em nós e entrenós;

sem folhas e sem gemas; geralmente subterrâneo, com exceção das raízes aéreas; geralmente aclorofiladas, com exceção de orquídeas e raízes aéreas; com coifa e com pêlos radiculares; geralmente com geotropismo positivo;

crescimento subterminal.

Definição: órgão geralmente subterrâneo que fixa a

planta ao solo, retira e distribui alimentos e funciona

como órgão de reserva.

Morfologicamente:

Caliptra ou coifa: apresenta forma de dedal; região que reveste e protege o cone vegetativo da raiz, com função de proteção contra o atrito e a transpiração excessiva; protege, sobretudo o tecido meristemático da zona lisa. Zona lisa, de crescimento ou de distensão: região de multiplicação celular (região meristemática); região de desenvolvimento celular (região de alongamento), onde as

divisões celulares são mais raras, com função de promover o

crescimento da raiz, que é subterminal. Zona pilífera ou dos pêlos absorventes: região de presença de pêlos que são prolongamentos das células epidérmicas, sendo que

esta região já apresenta tecidos diferenciados, com função de

absorção. Zona suberosa ou de ramificação: região geralmente suberificada, onde ocorrem as radicelas; com a queda dos pêlos,

esta região fica protegida pela exoderme; com função de formar as radicelas ou raízes secundárias.

Morfologicamente:

Regiões: coifa, zona lisa, zona pilífera e zona de

ramificação.

Morfologicamente: Regiões: coifa, zona lisa, zona pilífera e zona de ramificação. Vidal & Vidal, 2009.

Vidal & Vidal, 2009.

Classificação das Raízes:

Quanto a Origem:

Normais: são aquelas que se desenvolvem a

partir da radícula, são elas a raiz primária e

todas as suas ramificações, isto é, raízes secundárias. Adventícias: são aquelas que não se originam da radícula do embrião ou da raiz principal por ela formada; podem formar-se nas partes aéreas das plantas e em caules subterrâneos.

Raízes normais
Raízes normais

Raízes normais

Quanto ao Habitat:

Aéreas:

1. Cinturas ou estranguladoras: são adventícias que

abraçam outro vegetal e, muitas vezes, o hospedeiro

morre. Exemplo: cipós, mata-pau. 2. Grampiformes ou aderentes: são adventícias com a

forma de grampos, que fixam a planta trepadora a um

suporte (seja outra planta ou não). Exemplo: hera. 3. Respiratórias ou pneumatóforos: são raízes com geotropismo negativo, que funcionam, ao fornecer oxigênio às partes submersas, como órgãos de respiração. Apresentam orifícios (lenticelas) em toda a sua extensão e, internamente, um aerênquima muito desenvolvido. Exemplo: plantas do mangue.

Raiz cintura ou estranguladora Raiz grampiforme Raiz aérea ou pneumatóforo ou respiratória

Raiz cintura ou estranguladora

Raiz cintura ou estranguladora Raiz grampiforme Raiz aérea ou pneumatóforo ou respiratória

Raiz grampiforme

Raiz cintura ou estranguladora Raiz grampiforme Raiz aérea ou pneumatóforo ou respiratória

Raiz aérea ou pneumatóforo ou respiratória

4. Sugadoras ou haustórios: são adventícias, com

órgãos de contato, em cujo interior surgem raízes

finas (haustórios), órgãos chupadores que penetram no corpo da hospedeira, absorvendo os alimentos, isto é, parasitando-a. Exemplo: cuscuta, erva-de- passarinho. 5. Suportes ou fúlcreas: são adventícias que,

brotando em direção ao solo, nele se fixam e se

aprofundam, podendo atingir grandes dimensões. Elas auxiliam a sustentação do vegetal. Exemplo:

milho.

6. Tabulares ou saponemas: são as que atingem grande desenvolvimento e tomam o aspecto de tábuas

perpendiculares ao solo, ampliando a base da planta,

dando-lhe maior estabilidade; são em partes aéreas e, em parte, subterrâneas. Exemplo: Ficus.

Raiz sugadora ou haustório Raiz tabular ou saponema Raiz suporte ou fúlcreas

Raiz sugadora ou haustório

Raiz sugadora ou haustório Raiz tabular ou saponema Raiz suporte ou fúlcreas

Raiz tabular ou saponema

Raiz sugadora ou haustório Raiz tabular ou saponema Raiz suporte ou fúlcreas
Raiz sugadora ou haustório Raiz tabular ou saponema Raiz suporte ou fúlcreas

Raiz suporte ou fúlcreas

Aquáticas: quando se desenvolvem na água. Exemplo: aguapé, azola.

Aquáticas: quando se desenvolvem na água. Exemplo: aguapé, azola.

Subterrâneas:

1. Axial ou pivotante: raiz principal muito desenvolvida e com ramificações ou raízes secundárias pouco desenvolvidas, em

relação à raiz principal; típica de gimnospermas e

dicotiledôneas. Exemplo: quebra-pedra. 2. Ramificada: a raiz principal logo se ramifica em secundárias e estas em terciárias e, assim sucessivamente; frequentemente em dicotiledôneas. 3. Fasciculada: aquela que, por atrofia precoce da raiz principal, é constituída por um feixe de raízes, onde não se

distingue, nem pela forma nem pela posição, uma raiz

principal, pois todas têm espessura semelhante; típica de monocotiledôneas. 4. Tuberosa: raiz dilatada pelo acúmulo de reserva nutritiva; pode ser axial tuberosa, como cenoura; ou adventícia tuberosa, como dália; ou secundária tuberosa, como batata-doce.

Raiz axial ou pivotante

Raiz axial ou pivotante Raiz ramificada Raiz tuberosa
Raiz axial ou pivotante Raiz ramificada Raiz tuberosa

Raiz ramificada

Raiz fasciculada

Raiz axial ou pivotante Raiz ramificada Raiz tuberosa

Raiz tuberosa

Vidal & Vidal, 2009.
Vidal & Vidal, 2009.
Vidal & Vidal, 2009.
Raiz adventícia tuberosa
Raiz adventícia tuberosa

Raiz Tuberosa

Raiz axial tuberosa Raiz secundária tuberosa
Raiz axial tuberosa
Raiz secundária tuberosa
Adaptações da Raiz:
Adaptações da Raiz:

São as modificações das raízes normais, muitas vezes como consequência das funções que exercem ou por causa da influência do meio físico.

Tipos:

Tuberosa e Raízes aéreas.

Adaptações da Raiz: São as modificações das raízes normais, muitas vezes como consequência das funções que
Adaptações da Raiz: São as modificações das raízes normais, muitas vezes como consequência das funções que

Referências Bibliográficas:

APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.; CARMELLO-GUERREIRO, S.M. Anatomia vegetal. Viçosa: UFV,

2004.

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Holos, 2004.

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KERBAUY, G.B. Fisiologia vegetal. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

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RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.

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