You are on page 1of 2

as Jornadas de

Evocar o ano de 1807 é, assim, evocar


todo um ciclo cultural que perpassa os últimos
dois séculos da História de Portugal, onde a
1807-2007 Duzentos anos de
destruição e salvaguarda do património histórico
Arqueologia
e Património
Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP) nacional
teve um papel activo e renovado. A 17 de Novembro de 1807, pela fronteira
Ainda hoje, a vocação patrimonial da AAP de Segura (Beira Baixa), o território português foi da Associação dos Arqueólogos Portugueses
é reconhecida e, num quadro político invadido pelo primeiro contigente de tropas
inteiramente diferente daquele em que a francesas comandadas pelo general Junot. Tinha, 1807-2007
instituição surgiu, onde cabe ao Estado as assim, início, um dos períodos mais dramáticos Duzentos anos de destruição
tarefas fundamentais de preservação e da história do país, com consequências ao nível
valorização da nossa herança patrimonial da cadeia de comando – “exilando-se” a família e salvaguarda do património
comum, há ainda tanto a fazer... real no Brasil -, da vivência quotidiana das histórico nacional
populações e, inevitavelmente, da conservação
da herança patrimonial nacional.
As notícias então surgidas revelam um
panorama desolador, com igrejas incendiadas,
túmulos violados, peças de arte roubadas. À sua
medida, também a “ajuda” inglesa contribuiu
para a subversão de inúmeros valores
patrimoniais e, pouco depois, a subida ao poder
de uma geração anti-clerical, acompanhada pela
guerra civil, determinou a extinção das casas
religiosas, com a consequente refuncionalização
de mosteiros e conventos e a dispersão de
1913 - Cinquentenário da Associação dos incontáveis obras de arte.
Arqueólogos Portugueses
Em 1863, a criação da Real Associação dos
Architectos Civis e Archeologos Portuguezes
surgiu, em certo sentido, como a resposta ao
antecedente período de destruição generalizada.
Uma nova (ou, melhor dizendo, renovada)
consciência patrimonial emergia, que deu frutos
e, ainda que ao sabor de avanços e recuos
próprios da evolução específica de Portugal no
último século e meio, está ainda presente na
acção dos diversos agentes culturais que se
dedicam à salvaguarda, valorização e intervenção
no património nacional.

25 e 26 de Outubro de 2007
Auditório da Faculdade de Belas Artes
Largo da Academia de Belas-Artes de Lisboa, ao Chiado
25 de Outubro - quinta- feira 26 de Outubro - sexta- feira Contactos:
AAP
09:30– Abertura das Jornadas 09:30– Abertura Associação dos Arqueólogos Portugueses
Largo do Carmo - Museu Arqueológico do Carmo
Séc. XVIII-XIX: Do Fim do Antigo Regime em Séc.XX (pós 25 deAbril): 1200-092 LISBOA
Portugal ao Nascimento dosValores da Defesa da Novos Rumos da Investigação e da Salvaguarda. Telefone: 213 244 254
“Herança Patrimonial”. Fax: 213 244 252
09:45– Joaquim de Oliveira Caetano (Museu de Évora) 09:30– Santiago Macias secretaria.aap@mail.telepac.pt
“Erudição e consciência do Património no século (Campo Arqueológico de Mértola / Universidade do
XVIII:Frei Manuel do Cenáculo”. Algarve)
10:30 – Margarida Ramalho (Investigadora) “A descoberta do al-Andalus em Portugal: do
mito à arqueologia”.
“As convulsões políticas da primeira metade do
século XIX e as suas repercussões no património 10:15– Jacinta Bugalhão (IGESPAR,I.P.)
nacional”. “Os desafios da arqueologia nas últimas décadas
11:15- Intervalo em Portugal e a resposta político-institucional”.
11:00- Intervalo
11:45– Ana Cristina Martins (Centro de
Arqueologia - UNIARQ - da Universidade de Lisboa) 11:30– Deolinda Folgado (IGESPAR,I.P.)
“A contra-resposta. A Real Associação dos “Da idade da história à idade da memória.
Architectos Civis e Archeologos Portuguezes e o Património industrial em Portugal”.
contributo dos primeiros arqueólogos e eruditos
locais para a preservação patrimonial”. 12:15- Debate
12:30 - Debate Ficha de inscrição:
13:00 - 15:00 - Almoço 13:00 - 15:00 - Almoço
Nome:____________________________________________

Séc. XIX-XX: A Institucionalização do Séc.XX (pós 25 deAbril): _________________________________________________


Património e a sua Apropriação Ideológica Salvaguardar paraValorizar?
(do fim da Monarquia à 1.ª República e ao Estado Novo). 15:00– Walter Rossa (Departamento de Arquitectura Morada:___________________________________________
15:00– Paulo Simões Rodrigues (Universidade de Évora) da Universidade de Coimbra)
“A especificidade do património urbanístico: ________________________código postal:______________
"Estado Liberal e Restauro Monumental: um
longo e difícil processo de institucionalização". salvaguarda em transformação”.
15:45– Jorge Custódio (IGESPAR,I.P.) 15:4 0– Manuel Lacerda (IGESPAR,I.P.) Telefone/tlm:_______________email:___________________
"A política patrimonial da 1.ª República: estatuto “Valorização do património edificado - modelos e
e acção dos Conselhos de Arte e Arqueologia". metodologias”.
16:30- Intervalo 16:30-Debate organização:_____________________estudante:
17:00- Maria João Neto (Faculdade de Letras da 16:45– Intervalo sócios:
Universidade de Lisboa) 17:15– Conclusões e Encerramento
“Restaurar e entender o Património no Estado Paulo Pereira (Faculdade deArquitectura da UTL)
Novo. O reencontro com a “História” mítica “O passado e o futuro. Um diálogo transtemporal
portuguesa”. que se impõe”.
Inscrição 75€; 50€ para sócios e estudantes
17:45 - Debate 18:15 - Encerramento