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Curso: Hardware Aula: Data:


Descrição/Objetivo:
Introdução de Drivers

Elaborador: Bruno A, Gonçalves Unidade: Nova Granada – SP.

Drivers e utilitários
De tão intimamente ligados ao hardware, os drivers podem, de certa forma, ser considerados parte
dele. Este tutorial é uma explicação geral sobre os drivers no Windows, incluindo links para os
fabricantes, dicas de utilitários e também dicas sobre os fabricantes e drivers para notebooks.Carlos E.
Morimoto
03/08/2007

De tão intimamente ligados ao hardware, os drivers podem, de certa forma, ser considerados parte
dele. Este tutorial é uma explicação geral sobre os drivers no Windows, incluindo links para os
fabricantes, dicas de utilitários e também dicas sobre os fabricantes e drivers para notebooks.

Se você está interessado em um texto semelhante destinado ao Linux, leia meu artigo anterior:

[10/07] :. Artigo: Suporte a hardware no Linux: A principal diferença entre Windows e Linux
com relação a drivers e suporte a dispositivos é que no Windows os drivers são desenvolvidos
pelos fabricantes e precisam ser instalados manualmente, após a instalação do sistema,
enquanto no Linux os drivers são incorporados diretamente ao Kernel e vêm pré-instalados no
sistema. Embora solucionar problemas no Linux possa ser um processo complexo, neste artigo
vou tentar dar algumas dicas gerais de por onde começar. Por Carlos E. Morimoto

O driver funciona como uma ponte entre o sistema operacional e o hardware, permitindo que o sistema
tenha acesso a todos os recursos oferecidos por ele. A qualidade do driver influencia diretamente a
performance, estabilidade e também o volume de recursos disponíveis. Duas placas com recursos
similares podem oferecer um desempenho radicalmente diferente devido a diferenças nos drivers
usados. Drivers problemáticos também estão entre os principais causadores de travamentos, telas azuis
e erros em geral, que em alguns casos resultam em sintomas muito similares aos causados por
problemas no hardware.

Em muitos casos, os drivers incluem também o firmware da placa, que é carregado, a cada boot, em
uma área volátil de memória no dispositivo. Isto abre ainda mais espaço para problemas relacionados
aos drivers, além de dificultar o suporte no Linux e outros sistema operacionais (já que além do driver,
é necessário ter em mãos o arquivo do firmware), mas oferece duas vantagens do ponto de vista do
fabricante.

A primeira é a questão da economia, já que deixa de ser necessário incluir um chip de memória ROM
ou Flash na placa. A segunda é que correções podem ser feitas com a atualização dos drivers (e
consequentemente do firmware) o que permite que o fabricante apresse o desenvolvimento do projeto,
já que a maior parte dos erros e bugs podem ser corrigidos posteriormente, com uma atualização dos
drivers.
No mundo Windows, os drivers são desenvolvidos pelos próprios fabricantes. O sistema inclui uma
biblioteca de drivers, atualizada próximo à data de lançamento do sistema, mas, com o passar do
tempo ela fica rapidamente desatualizada. Isso faz com que, ao ser instalado, o sistema detecte o
hardware da máquina apenas parcialmente e/ou utilize drivers desatualizados para os dispositivos.

A solução é instalar os drivers fornecidos pelo fabricante, como qualquer um que já reinstalou o
Windows mais do que um punhado de vezes já está acostumado a fazer :). Os drivers podem ser
fornecidos na forma de um conjunto de arquivos, onde você acessa o utilitário para a instalação de
novo hardware do Windows e indica o arquivo ".inf" dentro da pasta, ou na forma de um executável,
que se encarrega de automatizar o processo de instalação.

Se você tem em mãos os CDs de instalação da placa-mãe e outros periféricos, o processo é simples,
caso contrário você precisa perder algum tempo procurando drivers na web. Outro passo recomendável
é verificar a disponibilidade de versões atualizadas dos drivers, sobretudo para dispositivos mais
complexos, como a placa 3D e a placa wireless. Drivers atualizados trazem sempre correções
importantes e muitas vezes também ganhos de desempenho.

Placa-mãe
Como atualmente a maior parte dos dispositivos do micro são componentes onboard na placa-mãe, os
fabricantes de placas acabaram tornando-se a principal fonte de drivers. Na maioria os casos, você
acaba precisando apenas dos drivers da placa-mãe e dos drivers da placa 3D (caso esteja usando uma
placa offboard).

Aqui estão os links dos principais fabricantes. Alguns dos links são longos pois procurei incluir os
links diretos para baixar os drivers. Se você trabalha com manutenção, é interessante deixar estes links
no bookmark do navegador, pois você acaba precisando deles com freqüência:

Asus: http://support.asus.com/download/download.aspx?SLanguage=pt-br

ECS: http://www.ecs.com.tw/ECSWebSite/Downloads/Category_Download.aspx

PC-Chips: http://www.pcchips.com.tw/PCCWebSite/Downloads/Category_Download.aspx

ASRock: http://www.asrock.com/support/download.asp

Intel: http://downloadcenter.intel.com/

Abit: http://www.uabit.com/

MSI: http://global.msi.com.tw/index.php?func=downloadindex

Gigabyte: http://www.gigabyte.com.tw/Support/Motherboard/MainPage.aspx

Foxconn: http://www.foxconnchannel.com/support/downloads.aspx

DFI: http://us.dfi.com.tw/

EpoX: http://www.epox.com.tw/eng/support.php
AOpen: http://global.aopen.com/products_download.aspx

Phitronics: http://www.phitronics.com.br

Chipset
Em casos onde não for possível obter os drivers diretamente do fabricante da placa-mãe (o site da PC-
Chips, por exemplo, é famoso pela lentidão, erros e links quebrados), uma segunda opção é utilizar os
drivers oferecidos pelo fabricante do chipset:

Intel: http://downloadcenter.intel.com/ (na seção Download Center/Chipsets)

nVidia: http://www.nvidia.com/content/drivers/ (na seção Plataform /nForce Drivers)

AMD/ATI: http://ati.amd.com/support/driver-pt.html (na seção Integrated/Motherboard)

VIA: http://www.viaarena.com/default.aspx?PageID=2

SIS: http://www.sis.com/download/

ULi: http://www.nvidia.com/page/uli_drivers.html

Como a maior parte dos componentes onboard são integrados diretamente no chipset, os drivers
"genéricos" do chipset permitem ativar a maior parte dos recursos da placa. Em muitos casos você vai
ter problemas com o som (veja mais detalhes a seguir), com a placa de rede, ou com controladores
SATA ou IDE, caso o fabricante da placa tenha optado por utilizar chips externos. Nestes casos, o
próximo passo é procurar por drivers nos sites dos fabricantes dos chips, como a Realtek, Marvel ou
JMicron.

Placa 3D
Atualmente não existe muita dificuldades em encontrar drivers para a placa 3D, pois ao utilizar vídeo
onboard você pode obter os drivers diretamente no site do fabricante da placa-mãe (uma segunda
opção é o fabricante do chipset) e, ao usar uma placa offboard, você tem basicamente duas opções:
nVidia ou AMD/ATI.

Em ambos os casos, os pacotes com os drivers de vídeo incluem um conjunto de utilitários agrupados
na forma de um painel de controle. No caso da nVidia temos o nVidia Control Panel e o nTune e no
caso da AMD/ATI temos o Catalyst Control Center, que justificam o brutal tamanho dos downloads.

Catalyst Control Center

Os links para baixar os drivers de vídeo são os mesmos dos chipsets


(http://www.nvidia.com/content/drivers/ e http://ati.amd.com/support/driver-pt.html), basta indicar o
chipset da placa 3D. Estão também disponíveis drivers para Linux, veja mais detalhes a seguir.

Para um fabricante como a nVidia e a ATI, incluir recursos no painel é sempre um dilema. Por um
lado, precisam incluir um bom volume de recursos, para não ficar atrás da concorrência, mas por outro
não podem incluir recursos muito exóticos ou avançados, já que precisam oferecer suporte aos
aplicativos e um conjunto maior de recursos significam mais chamadas de suporte.

A ATI segue a cartilha mais à risca, oferecendo um conjunto mais básico de opções no Catalyst,
organizadas de uma forma intuitiva, enquanto a nVidia vai um pouco além, oferecendo um conjunto
mais completo de opções no NVIDIA Control Panel, mas em compensação organizadas de forma mais
caótica. De qualquer forma, ambos ficam devendo em alguns quesitos, sobretudo com relação a opções
avançadas de overclock. Chegamos então aos utilitários independentes, que preenchem a lacuna:

ATI Tray Tools: Apesar de ter pouco mais de 1 MB, o ATI Tray Tools oferece um número assombroso
de opções, incluindo todo tipo de tweak. Como de praxe, o maior número de opções significa também
uma curva mais acentuada de aprendizado, de forma que ele não é muito indicado para iniciantes. Ele
não seria o tipo de utilitário que você deixaria pré-instalado no micro de clientes, por exemplo, mas
sim uma ferramenta que você utilizaria para extrair o máximo da placa no seu micro de casa.

Um dos destaques é o grande número de opções de overclock, incluindo o ajuste da frequência da GPU
e das memória, ajuste das tensões e opções diversas de monitoramento. Ele está disponível no:
http://www.guru3d.com/article/atitraytools/189.

ATI Tray Tools

RivaTuner: O RivaTuner é o equivalente ao ATI Tray Tools para placas nVidia. Embora a necessidade
de um utilitário externo seja menor nas placas nVidia, já que o nVidia Control Painel é mais completo,
ele oferece um bom conjunto de opções, com destaque para as ferramentas de overclock. A principal
observação é que ele não oferece opções de ajuste de tensão, o que limita um pouco as possibilidades
de overclock, mas evita configurações que possam causar danos permanentes à placa. Nas versões
recentes, ele oferece também suporte às placas ATI, embora o principal foco do projeto sejam mesmo
as placas nVidia.

A página oficial é a: http://www.guru3d.com/index.php?page=rivatuner.

ATITool: Ao contrário do que o nome sugere, o ATITool oferece suporte tanto às placas da ATI quanto
da nVidia. Ele começou como um utilitário ATI-only, mas atualmente oferece suporte às duas famílias
de placas de forma similarmente competente. O ATITool não é muito forte em opções gerais, mas ele
oferece um conjunto bastante completo de opções de overclock, incluindo a configuração de "profiles",
que podem ser acionados através de combinações de teclas. Isso permite que você defina, por exemplo,
um perfil moderado para uso geral e um perfil mais agressivo de overclock para usar esporadicamente.
Um destaque é a presença de um teste de imagem, onde uma imagem 3D é reproduzida continuamente,
permitindo que você detecte rapidamente problemas de corrupção na geração das imagens gerados
pelo overclock. Apesar de não parecer, o teste usa os recursos da placa de forma bastante agressiva. O
ATITool pode ser baixado no: http://www.techpowerup.com/atitool/.

nHancer: O principal foco do nHancer é o gerenciamento de profiles, oferecendo uma opção mais
prática de ajustes que a oferecida pelo nVidia Control Panel, principalmente para quem usa duas placas
em SLI. Ele pode ser baixado no: http://www.nhancer.com/.

Som, modem e outros

Um detalhe importante com relação às placas de som onboard é que elas são na verdade formadas por
dois componentes distintos.
O primeiro é o chipset de audio propriamente dito, que é quase sempre incorporado diretamente ao
chipset. Embora ele possa ser desativado e substituído por um chipset externo, esta não é uma solução
popular entre os fabricantes de placas, já que aumenta os custos de produção. O segundo componente é
o codec, o chip responsável por transformar o sinal digital enviado pelo chipset de audio no sinal
analógico que é enviado às caixas de som.
Os dois componentes são independentes, de forma que o fabricante da placa-mãe pode combinar um
chipset da VIA com um codec da Realtek por exemplo, de forma a cortar custos. O problema é que o
uso de um codec diferente exige adaptações nos drivers, o que causa problemas de compatibilidade
entre os drivers "oficiais", oferecidos pelo fabricante do chipset e as placas que utilizam codecs de
outros fabricantes.
O codec é um chip relativamente pequeno, quase sempre instalado na beirada da placa, próximo aos
conectores de áudio do painel ATX. Na foto a seguir temos um codec da Realtek, usado em uma Asus
M2V, uma placa baseada no chipset VIA K8T890:

Codec de áudio da Realtek, usado em uma placa-mãe com chipset VIA

Por causa disso, é sempre preferível usar os drivers de audio oferecidos pelo fabricante da placa-mãe,
deixando para usar os driver genéricos do chipset apenas em último caso. Em casos onde o chipset de
áudio incluído no chipset é combinado com um codec externo de outro fabricante, normalmente você
encontrará os drivers no site do fabricante do codec e não no site do fabricante do chipset.
Atualmente, a Realtek é a maior fabricante de codecs "alternativos", assim como de chipsets para
placas de rede de baixo custo, por isso você acaba usando bastante os drivers disponíveis no
realtek.com.tw. Entre os fabricantes de placas de som offboard, praticamente os únicos que
sobreviveram foram a Creative e a C-Media, que atuam respectivamente, no mercado de placas high-
end e de extremo baixo custo. Todo o resto do espaço é ocupado pelas placas onboard.

Os links são:

Realtek: http://www.realtek.com.tw/downloads/

Creative: http://us.creative.com/support/downloads/

C-Media: http://www.cmedia.com.tw/?q=en/driver

Atualmente, as conexões via ADSL e cabo estão cada vez mais baratas e populares. Para quem mora
em locais afastados, existe também a opção de acessar através de um plano de dados, usando a rede
celular, através de serviços como o Tim Web e o Vivo Zap.
Com o barateamento das conexões de banda larga, o acesso via modem deixou de ser vantajoso, mas,
mesmo assim, eles continuam sendo usados por um volume expressivo de usuários, que acessam
esporadicamente ou moram em locais sem outras opções de acesso.
No caso dos modems onboard, temos quase sempre a combinação de um controlador incluído no
próprio chipset (quase todos os chipsets VIA e SIS incluem controladores de modem até hoje, muito
embora eles nem sempre sejam usados pelos fabricantes de placas) e de uma placa riser AMR ou CNR,
que contém os circuitos analógicos. Nestes casos você pode utilizar tanto os drivers da placa-mãe,
quanto os drivers do chipset.
Os modems PCI podem ser fabricados por uma infinidade de pequenos fabricantes, mas o que importa
mesmo é o chipset usado:

Intel: http://www.intel.com/design/modems/support/drivers.htm

Conexant e Smartlink: http://www.conexant.com/support/

Motorola: http://www.motorola.com/softmodem/driver.htm

Lucent/Agere: http://www.lsi.com/cm/DownloadSearch.do (Networking > Modem Chipsets)

Para outros dispositivos, principalmente no caso de periféricos antigos, onde o fabricante já não existe
mais, a melhor opção é usar um programa como o Everest ou o Sandra para identificar o chipset usado
e a partir daí pesquisar no Google. Outra opção são os sites de drivers, que se propõem a oferecer uma
lista categorizada, com links para drivers dos mais diversos fabricantes. Um dos problemas é que
muitos dos sites de drivers passaram a ser serviços pagos e alguns incluem spywares ou adwares nos
arquivos, por isso é importante ter cuidado ao baixar. Alguns links que poderia citar (embora não
coloque a mão no fogo por nenhum deles) são:

http://www.driversplanet.com/
http://www.driverzone.com/
http://driverscollection.com/
http://drivers.softpedia.com/
http://www.boadica.com.br/iniciodrivers.asp (nacional)
http://www.driverguide.com/ (pago)
http://www.windrivers.com/ (pago)