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GESTÃO DA

TEORIA DE
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA E
ACCOUNTABILITY
Administração
A ciência da
Administração é recente,
bem jovem se
comparada a, por
exemplo, a Economia,
Contabilidade ou Direito.
Mas em um século as
mudanças foram brutais,
o que conduz o
estudioso da área a
entendê-la num contexto
evolutivo, tal qual avança
a sociedade.
as vertentes que alicerçaram a
Administração desde seu cientificismo nas
tarefas e nas estruturas, ancorado em
Taylor, Fayol, Mitzberg, Mayo, Weber... até
a realidade vigente, a influenciar a
GESTÃO PÚBLICA:
- Teorias Clássica e Científica;
- Escola de Relações Humanas;
- Burocracia;
- Behaviorismo;
- Teoria dos Sistemas;
Influência da ciência da
Administração na
Gestão Pública...
- Administração por
Objetivos;
- Administração
Estratégica;
- Administração
Participativa;
- A Visão Holística;
- Administração
Empreendedora;
- Administração Virtual;
Influência da ciência da
Administração na Gestão
Pública...
– Reengenharia;
Gestão da Mudança;
– Excelência em Gestão:
responsabilidade social,
gestão financeira enxuta,
desenvolvimento de
pessoas, ética, foco em
processos,
gestão voltada para
resultados, transparência e
celeridade...
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1938  criação do Departamento de
Administração de Serviços Públicos –
DASP, visando estudar, organizar e
fiscalizar (do ponto de vista da eficiência e
econômico) as mudanças a serem feitas na
organização dos serviços públicos;
• 1945  elaboração, pela DASP, de proposta
orçamentária federal com
acompanhamento, fiscalização e execução
do proposto
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1956  instituído o Plano de Metas de JK, com
plataforma nacional desenvolvimentista,
visando abertura da economia ao capital
estrangeiro; isenção de impostos para
impostação de máquinas e equipamentos
industriais (capital associado); ampla política
de crédito; financiamento da implantação das
indústrias automobilística, naval e demais de
grande porte; construção de usinas
siderúrgicas e hidrelétricas; abertura de
rodovias transrregionas; avanço na produção
de petróleo
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1959  fundação da SUDENE;
• 1960  transferência da sede do governo
federal para Brasília;
• 1964  publicadas as Leis 4.320 e 4.401,
dispondo sobre contabilidade publica:
normas gerais de direito financeiro,
orçamento e balanços da União, Estados,
Municípios e Distrito Federal;
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1967  publicação do Decreto-Lei 200
dispondo sobre a organização da
administração federal estabelecendo
normas e diretrizes para a reforma
administrativa
• 1979  instituído o Programa Nacional de
Desburocratização – capitaneado pelo
Ministro Hélio Beltrão – através dos
decretos 83.740 e 83.936
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1986  é lançado o estatuto jurídico das
licitações contratos administrativos, através
do Decreto-Lei 2.300;
• 1988  promulgada a Constituição Federal
(vigente), a Carta Magna conhecida como
“constituição cidadã”, em 05/outubro;
• 1993  é sancionada a Lei 8.666 em
regulamentação ao artigo 37, inciso XXI, da
Constituição Federal, instituindo normas
para licitações e contratos
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 1995  início da reforma administrativa e
criação do MARE (Ministério da
Administração e Reforma Administrativa),
com o fim de implantar o modelo gerencial
no Brasil;
• 1998  modificação do regime jurídico
único dos servidores públicos, através da
EC 19, dispondo também sobre princípios
da Administração Pública, servidores e
agentes políticos, controle de despesas e
finanças públicas, e outras correlatas
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 2000  é promulgada a Lei de
Responsabilidade Fiscal – LRF - Lei 101;
• 2000  governo eletrônico – decreto
presidencial: tratando das bases para a
formação de uma sociedade com a
finalidade de examinar e propor políticas,
diretrizes e normas relacionadas com as
novas formas eletrônica de interação, cujas
ações são desenvolvidas pelo GTTI – Grupo
de Trabalho em Tecnologia da Informação
Breve Histórico das Reformas
Administrativas
• 2011  é promulgada a Lei 12.527, a LAI – Lei
de Acesso à Informação, em regulamentação
ao preceito constitucional de acesso às
informações de cunho público, de abrangência
às três esferas – administração direta e
indireta, mais tribunais e ministérios públicos,
permitindo que:
- o acesso seja a regra, o sigilo, a exceção, sem
necessidade de argumentar sobre o motivo do
pedido;
- a informação deve ser gratuita, transparente e
ativa, com prazos e procedimentos definidos;
A Administração
Pública passou por
uma evolução
histórica, que
evidencia a
passagem por três
modelos básicos, a
gestão pública:
- PATRIMONIALISTA;
- BUROCRÁTICA;
- GERENCIAL.
• MODELO PATRIMONIALISTA  faz
parte da herança da cultura lusitana, que tem
origem na vinda da coroa, pela naturalidade da
apropriação do público pelo privado.
Corresponde à centralização e domínio da
sociedade, e ancorado pelo sistema de
privilégios, paternalismo, nepotismo e
favoritismo, sob o qual a Administração Pública.
• MODELO BUROCRÁTICO  a partir da teoria de Max
Weber, cuja ênfase era o controle, a administração das
atividades, processos, normas e procedimentos. Visava
limitar o clientelismo e patrimonialismo, através da
maximização da eficiência organizacional. Este modelo
apresentou-se como uma reação ao modelo
patrimonialista, contrária ao nepotismo, subjetivismo e
corrupção. Até hoje a Burocracia é, erroneamente,
sinônimo de ineficiência. O excesso de formalismo, apego
às regras e normas, resistência às mudanças e dificuldade
de lidar com o novo são disfunções da burocracia.
• MODELO GERENCIAL  privilegia o desempenho
organizacional, os resultados e o gerenciamento dos
mais diversos recursos. É um modelo flexível, adaptável
às mudanças sociais, econômicas, políticas e culturais.
Comum no campo privado, tem avançado bastante para
a seara pública. Preservou-se alguns vieses do modelo
burocrático, tais como controle formal, estruturação,
carreiras definidas, avaliação de desempenho, entre
outros. Buscar-se-á nesse modelo o resultado como
forma de saciar as necessidades e desejos do cidadão.
MODELO GERENCIAL...
Conduz o cidadão a ser
visto como cliente,
usuário dos serviços
prestados pelas
organizações públicas.
Privilegiam a
horizontalização das
estruturas,
descentralizações das
funções, incentiva a
criatividade, prima pela
definição clara de
objetivos, mapeamento
e controle baseado em
resultados.
O que é a Nova Administração Pública?

É um modelo de
administração
voltado para a
eficiência, a
eficácia e a
efetividade do
aparelho do
Estado, com foco
em resultados.
A Nova Administração Pública ou
“revolução gerencial” ...
é um dos movimentos mais recorrentes e
atualmente discutidos em todo o mundo,
tendo surgido na segunda metade do século
XX como alternativa para superar os
problemas causados pelas chamadas
buropatologias estatais associado à
incapacidade de os governos atuarem com
eficácia, eficiência e efetividade em
determinados setores da economia.
Modelos de gestão aplicados à
Nova Administração Pública...

• Impulso para Eficiência;


• Descentralização e Desconcentração;
• Em busca da Excelência;
• Orientação para o Serviço Público.
“Investir na gestão
de pessoas no
setor público é
uma forma de dar
sustentabilidade
aos programas de
governo”
TEORIA X TEORIA Y
Pessoas indolentes e Pessoas não passivas,
preguiçosas por motivadas e potencial em
natureza e sem desenvolvimento
ambição
Resistentes às Reflexo de administração
mudanças - Pessoas aberto, dinâmico e
são meros recursos democrático, baseado
em valores humanos e
sociais
Gestão rígida e Encorajamento e
autocrática crescimento pessoal com
foco em objetivos
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO:
- Determina quais são os critérios para:
promoção, mobilidade e incentivos ao
servidor. Ela pode indicar também
fatores negativos do servidor como falta
de comprometimento, incapacidade, falta
de responsabilidade, etc.
- A avaliação é uma responsabilidade
gerencial do chefe imediato do servidor e
se baseia em critérios objetivos:
pontualidade, participação no grupo,
iniciativa e responsabilidade.
Avanços foram
conquistados na
modernização da
máquina
administrativa
sobretudo pela
preservação ca coisa
pública, tais como as
Leis 5.707/2006 e
7.133/2010, que tratam
respectivamente dos
temas da gestão por
competências e da
avaliação de
desempenho
A reforma
administrativa em vigor
no Brasil teve como
principal elemento
ordenador a Emenda
Constitucional de nº.
19, de 04 de junho de
1998. Antes da
promulgação desta
emenda, foi editado o
“Plano Diretor da
Reforma do Aparelho
do Estado”. Elaborado
pelo Ministério da
Administração Federal
e da Reforma do
Estado e, depois de
ampla discussão,
aprovado pela Câmara
da Reforma do Estado
em sua reunião de 21
de setembro de 1995.
EC 19/98 – Reforma
Administrativa:

- Princípio da Eficiência;
- Estabilidade do Servidor;
- Remuneração: subsídios, teto...
- Descentralização;
- Perda de direitos.
As organizações públicas normalmente
priorizam as questões emergenciais,
relegando o segundo plano as atividades
estratégicas como o estabelecimento de
objetivos e metas alinhados com as
definições da organização, o planejamento
de ações e a definição de políticas
Para realização da Reforma
seriam inadiáveis...

- o ajustamento fiscal duradouro;


- as reformas econômicas orientadas para
o mercado que, acompanhadas de uma
política industrial e tecnológica, garantam
a concorrência interna e criem as
condições para o enfrentamento da
competição internacional;
- a reforma da previdência social.
Para realização da Reforma
seriam inadiáveis...
- a inovação dos instrumentos
de política social,
proporcionando maior
abrangência e promovendo
melhor qualidade para os
serviços sociais;
- a reforma do aparelho do
Estado, com vistas a
aumentar sua governança, ou
seja, sua capacidade de
implementar de forma
eficiente políticas públicas.
Encontrar um novo papel
para o Estado, redefinir e
reorganizar os padrões
de gestão e intervenção
pública, no contexto de
uma nova ordem cada
vez mais globalizada,
democrática e com
restrições fiscais
severas, representou um
complexo desafio
mesmo para sociedades
com elevados padrões
de renda e de
desenvolvimento
humano
Tentativas para
implementar ganhos
de desempenho em
um contexto de
grande pressão por
recursos fiscais
passam a depender,
cada vez mais, de
novos padrões
administrativos
voltados para uma
maior racionalidade
fiscal e capacidade
gerencial
As chamadas políticas de
modernização da
Administração Pública
passaram a ser ingrediente
decisivo nas mudanças
estruturais. Tornar a
Administração Pública mais
transparente, mais
democrática, mais
profissional e mais voltada
para atingir objetivos e
resultados sociais passou a
ser um longo e tortuoso
caminho, em que
obstáculos, tensões e
paradoxos marcaram a
implementação dessas
reformas no mundo real.
As políticas de
reforma são
financiadas por
meio de projetos
(setoriais ou
multissetoriais)
apoiados por
agências
multilaterais, tais
como o Banco
Mundial e o Banco
Interamericano de
Desenvolvimento
Um ponto a ser considerado em uma análise
comparativa das reformas é a questão do
ajuste das contas públicas, ou o ajuste fiscal.
Dados comparativos mostram que as reformas
foram relativamente efetivas no controle da
expansão acelerada dos gastos públicos e do
desequilíbrio fiscal que se vinha consolidando
desde os anos 80
A Nova Administração
Pública – NAP, é um
modelo voltado para a
eficiência, a eficácia e a
efetividade do aparelho
do Estado, com foco em
resultados. Largamente
conhecida como
Revolução Gerencial, a
NAP é um dos
movimentos mais
recorrentes e atualmente
discutidos em todo o
mundo
São princípios do modelo da
Administração Pública gerencial:
• Foco da ação das instituições públicas no cidadão;
• Foco da atuação dos agentes públicos e do controle
voltados predominantemente para os resultados, e
não somente de ritos meramente processuais;
• Busca de maior transparência às ações do Estado;
• Instituição de instâncias de participação da
sociedade na formulação, no acompanhamento da
execução e na avaliação das políticas públicas:
participação e controle social;
• Revisão do tamanho da máquina pública,
descentralização e desconcentração
CENÁRIOS CONTEMPORÂNEOS E
DESAFIOS PARA A GESTÃO PÚBLICA:
São destaques em plena ascensão e melhoria contínua na Gestão
Pública:
• Programa 5S;
• 5W2H;
• Programa de Gerência pelas Diretrizes;
• Programa de Melhoria Contínua;
• Diagrama de Causa e Efeito;
• Matriz GUT;
• Matriz SWOT;
• Diagrama de Pareto;
• Brainstorming (tempestade de idéias);
• Método de Análise e Solução de Problemas (MASP);
• Balanced Scorecard - BSC
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
O planejamento estratégico está
relacionado com a adaptação da
organização a um ambiente mutável. Ou
seja, sujeito à incerteza a respeito dos
eventos ambientais. Por se defrontar com a
incerteza tem suas decisões baseadas em
julgamentos e não em dados concretos.
Reflete uma orientação externa que focaliza
as respostas adequadas às forças e
pressões que estão situadas do lado de fora
da organização.
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
A participação das
pessoas é
fundamental nesse
aspecto, pois o
planejamento
estratégico não deve
ficar apenas no
papel; São eles, os
SERVIDORES, que o
realizam e o fazem
acontecer
A VISÃO do ente Público...
• O que está na cabeça das pessoas pode representar
visões diferentes, até conflitantes. Diferentes experiências,
julgamentos, valores, responsabilidades funcionais
proporcionam interpretações diferentes para o futuro do
ente público.
Por isso, a importância das perguntas:
• Qual o impulso, ou o foco, para o desenvolvimento...?
• Quais as implicações da visão para as expectativas dos
cidadãos?
• A idealização de um futuro desejado para o ente público é
o que se pretende?
• Onde o ente público quer chegar.
A MISSÃO...
• A missão do ente público deve espelhar a
razão de ser da localidade e exercer função
orientadora e delimitadora,
Para uma declaração de missão, devem ser
abordados os seguintes aspectos:
• objetivos gerais;
• definição do serviço a ser prestado;
• competência distintiva;
• indicações para o futuro;
• concepção filosófica
Cenários...
- São sequências hipotéticas de eventos, construídas com a finalidade
de focalizar a atenção dos pontos de decisão e dos processos
causais.;
- permitem análise a longo prazo em um mundo onde reina a incerteza.
Tal como em sua origem teatral, equivalem a histórias sobre um futuro
possível e ajudam a administração municipal a reconhecer e
adaptar-se às mudanças que ocorrem no meio em que vivemos,
definindo os caminhos alternativos da evolução e permitindo escolher
as manobras apropriadas para cada um deles.
- Os cenários podem ser alternativos e de transição. Os alternativos
servem para identificar futuros possíveis, com ocorrência plausível,
mas não assegurada, podendo ser otimista, pessimista ou neutro. Já
os cenários de transição
- são operacionais, de curto prazo, definidos a partir de cenários
alternativos em função dos recursos disponíveis. Sua aplicação é
imediata
Gestão Pública através de...

• Choque de Gestão;
• Movimento Brasil
Competitivo - MBC;
• Novo cenário:
transformações
tecnológicas,
estruturais,
econômicas e sociais;
• GESPÚBLICA
GESPÚBLICA
A evolução da administração pública atual
sinaliza que o momento é crucial para investir
cada vez mais na excelência em gestão. Um
dos grandes desafios é a proposição de
iniciativas inovadoras que orientem a ação do
Estado para resultados, tendo como foco as
ações finalísticas direcionadas ao cidadão.
Várias iniciativas que facilitam a vida em
sociedade já foram colocadas em prática,
ainda que de forma isolada, e outras estão em
fase adiantada de formulação.
GESPÚBLICA
O GESPÚBLICA foi criado em 23 de fevereiro de 2005, por
meio da publicação do Decreto nº 5.378, resultado da fusão
do Programa da Qualidade no Serviço Público e do Programa
Nacional de Desburocratização. Sua finalidade é contribuir
para a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados
aos cidadãos e para o aumento da competitividade do país
mediante a melhoria contínua da gestão.
O Programa dispõe de consolidado conhecimento sobre
gestão pública, construído a partir de modelos nacionais e
internacionais de avaliação da gestão e dos fundamentos
constituintes da natureza pública de nossos órgãos e
entidades ao mesmo tempo em que orienta os cidadãos e os
agentes públicos para o exercício prático de uma
administração participativa, transparente, orientada para
resultados e voltada para responder às demandas sociais.
... E as TENDÊNCIAS
- Contratualização
de resultados;
- Gestão de
desempenho;
- Balanced
Scorecard – BSC;
- Valorização da
Liderança;
- Responsabilização;
- Foco no
usuário/cidadão