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A DIVERSIDADE BIOLÓGICA

PRIMEIRAS CLASIFICAÇÕES

• GÊNESIS – TEORIA CRIACIONISTA


• ANIMAIS E PLANTAS – NÃO SE
SABE QUANDO FOI ESTABELECIDA

• 1as. CLASSIFICAÇÕES BIOLÓGICAS


– GRÉCIA ANTIGA

ANIMAIS: AQUÁTICOS, TERRESTRES, AÉREOS (DE


ACORDO COM O AMBIENTE)
PLANTAS: ERVAS, ARBUSTOS E ÁRVORES (DE ACORDO
COM O TAMANHO).
• SÉC. IV D.C. SANTO AGOSTINHO 9354-430) – TEÓLOGO E ESTUDIOSO
DA NATUREZA.

• ANIMAIS: ÚTEIS, NOCIVOS E INDIFERENTES À HUMANIDADE (DE


ACORDO COM CRITÉRIO DE UTILIZAÇÃO)

• A PARTIR DO RENASCIMENTO (SÉC. XIV, XV, XVI) – ESTUDIOSOS


SENTIRAM NECESSIDADE SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO QUE
AGRUPASSEM OS SERES VIVOS DE ACORDO COM SUAS
CARACTERÍSTICAS TÍPICAS.

• ESTRUTURA CORPORAL
• FUNÇÕES ORGÂNICAS
• HÁBITOS

NÃO APENAS EM CRITÉRIOS ARBITRÁRIOS DE UTILIDADE PRÁTICA.


COMEÇARAM A SURGIR OS “SISTEMAS NATURAIS” DE
CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA, DIFERENCIANDO-SE DOS
“SISTEMAS ARTIFICIAIS” DESENVOLVIDOS ANTERIORMENTE.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE LINEU

IDÉIAS SOBRE CLASSIFICAÇÃO


BIOLÓGICA NOLIVRO Systema
Naturae (1735).

OS CRITÉRIOS DE SEMELHANÇA
DEVEM SER O PONTO DE PARTIDA
DE TODAS AS CLASSIFICAÇÕES.
ENTRETANTO AS
CARACTERÍSTICAS UTILIZADAS
PRECISAM SER CRITERIOSAMENTE
ESCOLHIDAS.
DE ACORDO COM LINEU, AS CARACTERÍSTICAS
ESTRUTURAIS E ANATÔMICAS ERAM AS MAIS ADEQUADAS
PARA AGRUPAR OS SERES VIVOS E AS UTILIZOU COMO
PRINCIPAIS CRITÉRIOS EM SEU SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO.

DIFERENÇA ENTRE TAXONOMIA E SISTEMÁTICA

• SISTEMÁTICA – ESTUDO CIENTÍFICO DOS ORGANISMOS


EM SUA DIVERSIDADE E SUA EVOLUÇÃO NO TEMPO E NO
ESPAÇO.

• TAXONOMIA – PARTE DA SISTEMÁTICA QUE SE OCUPA


DAS REGRAS E DOS PRINCÍPIOS A SEREM USADOS PARA
NOMEAR, DELIMITAR E CLASSIFICAR OS ORGANISMOS.
REGRAS DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA
1.1 INTRODUÇÃO

Sphoeroides testudineus Abudefduf saxatilis

NOMENCLATURA ZOOLÓGICA

SISTEMA DE NOMES APLICADOS AOS TÁXONS ANIMAIS


CÓDIGO INTERNACIONAL DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA
REGRAS E RECOMENDAÇÕES – MANEIRA CORRETA DE
COMPOR E APLICAR OS NOMES ZOOLÓGICOS
DOCUMENTO ADOTADO PELA COMUNIDADE ZOOLÓGICA
INTERNACIONAL
1.2 OBJETIVO DO CÓDIGO

“PROMOVER A UNICIDADE, DISTINÇÃO, ESTABILIDADE E A


UNIVERSALIDADE

ÚNICO
DISTINTO ALTERADO
ESTÁVEL INJUSTIFICADAMENTE
UNIVERSAL
VÁLIDO EM QUALQUER
PARTE
1.3 TÁXONS

TÁXON – Grupo de organismos

1. Anomalocardia brasiliana (Espécie)


2. Neritina virginea (Espécie)
3. Centropomidae (Família)
4. Polichaeta (Classe)
5. Nematoda (Filo)
6. Centropomus sp. (Gênero)
7. Animmalia (Reino)
1.4 CATEGORIAS – Nível hierárquico em que os táxons são classificados

Reino Reunião dos filos.


Filo Conjunto de classes semelhantes

Classe Conjunto de ordens semelhantes


Ordem Famílias semelhantes
Família Gêneros semelhantes
Gênero Diferentes espécies com grandes
semelhanças estruturais.
Espécie

Com características
estruturais e filogenéticas
típicas, ausentes em outras
espécies.
1.5 REGRAS PARA NOMENCLATURA DOS TÁXONS

• PALAVARAS LATINAS OU LATINIZADAS

• Língua Grega Clássica


• Várias línguas modernas
• Palavras arbitrariamente formadas
(Gêneros e espécies)

• NOMES: UNINOMINAIS, BINOMINAIS, TRINOMINAIS

• Espécies: Binominais
• Subespécies: Trinominais
• Demais: Uninominais
• NOMES GENÉRICOS
Inicial maiúscula

• NOMES ESPECÍFICOS E SUBESPECÍFICOS

Inicial minúscula.

• NOMES GENÉRICOS, SUBGENÉRICOS, ESPECÍFICOS E


SUBESPECÍFICOS

Destacados no texto: grifados ou


itálico (recomendação).
CATEGORIA FAMÍLIA

• Superfamília -OIDEA
• Familia -IDAE
• Subfamilia -INAE
• Tribo -INI
• Subtribo -INA

Achanturidae
CATEGORIA GÊNERO

• Género Pieris
• Subgénero Artogeia
Como citar:
Pieris (Artogeia) rapae Linnaeus, 1758
CATEGORIA GÊNERO

• Espécie: Trichechus manatus


• Subespécie: manatus
Como citar:
Trichechus manatus manatus Linnaeus, 1758.
1. NOMENCLATURA ZOOLÓGICA
1.7 PUBLICAÇÃO, AUTORIA E DATA

NOME ZOOLÓGICO VÁLIDO – PUBLICADO EM


PERIÓDICO.
NOME PUBLICADO – AUTOR E DATA DE PUBLICAÇÃO
1. NOMENCLATURA ZOOLÓGICA
1.7 PUBLICAÇÃO, AUTORIA E DATA

CASOS ESPECIAIS

ESPÉCIE ou SUBESPÉCIE – MUDA DE GÊNERO

AUTOR e DATA – ENTRE PARÊNTESES

Ex. Rhynchocephalus tauscheri Fisher, 1812.


Neorhynchocephalus tauscheri (Fisher, 1812).

Ex. Limnodrilus kleerekoperi Marcus, 1944.


Tubifex tubifex kleerekoperi (Marcus, 1944).
2. EVOLUÇÃO
2.1 PARENTESCO EVOLUTIVO DOS ANIMAIS

Fósseis

• Principais evidências para reconstruir a história dos animais na Terra.


• Poucos fósseis de animais muito antigos.
• Fósseis de animais do final da era Pré-Cambriana e início da era
Paleozóica, quando começa o período Cambriano, há 570 m.a.
• Cnidaria e Mollusca (principalmente). Vermes (vestígios).
• Ancestrais dos filos atuais – surgiram entre 565 e 525 m.a.
2. EVOLUÇÃO
2.3 PALEOZÓICO (IDADE DE VIDA ANTIGA)

Seres vivos evoluíram dos mares até


animais terrestres bem
desenvolvidos como os répteis e as
grandes florestas.
2. EVOLUÇÃO
2.4 PALEOZÓICO INFERIOR (IDADE DOS INVERTEBRADOS)

Radiação de Coelomate (explosão


Cambriana) - Origem dos grupos
principais de organismos com
sistema nervoso; padrões de
sobrevivência e consciência simples.
2. EVOLUÇÃO
2.5 PALEOZÓICO MÉDIO (IDADE DOS PEIXES)

Condições tropicais no Hemisfério Norte. Extinção


de muitos "grupos animais primitivos",
diversificação de grupos de invertebrados
sobreviventes, domínio de vertebrados (peixes). A
vida invade o meio terrestre (Rhynophytes,
Licófitas, Artrópodes e proto-anfíbios).
2. EVOLUÇÃO
2.9 OS ANCESRAIS DOS ANIMAIS
2. EVOLUÇÃO
2.6 PALEOZÓICO SUPERIOR (IDADE DOS ANFÍBIOS E RÉPTEIS
PRIMITIVOS)

Idade de gelo. Carvão de licopódios gigantescos,


calamites, pteridófitas e samambaias cobrem as
massas de terra tropicais do Hemisfério Norte. No
sul a Gondwana se encontra debaixo de geleiras. Os
continentes se unem. Répteis conquistam a terra.
2. EVOLUÇÃO
2.7 PALEOZÓICO SUPERIOR (IDADE DOS ANFÍBIOS E RÉPTEIS
PRIMITIVOS)
2.7 MESOZOICO (IDADE DOS RÉPTEIS)

• As condições eram tropicais quase no mundo todo.


• Pangea, proeminente no Triassico Inferior, começa a
se separar no final do Jurássico.
• Oceanos rasos cobrem vários continentes.
• Mamíferos permanecem pequenos, possivelmente
noturnos.
•A maioria dos grupos modernos de organismos
aparece e diversifica-se.
2. EVOLUÇÃO
2.8 CENOZÓICO (IDADE DA VIDA ATUAL E DOS MAMÍFEROS)

• Idade dos mamíferos. Durante este


período, seguindo a extinção dos
dinossauros, mamíferos evoluíram em
pequenos grupos.
• As massas de terra tinham uma forma
semelhante a atual.
• Os mamíferos em geral desenvolvem
cérebros maiores.
Evidências da
Evolução
Explicações para diversificação
Creacionismo Ato sobrenatural

fixismo

Geração espontânea Vida matéria bruta

Transmutação Uma espécie da


origem a outra
Evidências da evolução
•Fósseis ( paleontologia)

•Taxonomia ( classificação dos s.v. )

•Anatomia Comparada ( similaridades e


diferenças)

•Embriologia
Fósseis

Fossilis = extraído da
terra
conceito
É considerado fóssil qualquer indício da presença de
organismos que viveram em tempos remotos da Terra.

Um fóssil animal forma-se quando as partes moles do


corpo se decompõe, mas seu esqueleto é substituído
por minerais do solo (mineralização).

Processo semelhante pode ocorrer com troncos de


árvores são recobertos de lava, e a sílica substitui a
madeira.
importância
 Representa a possibilidade de conhecermos
organismos que viveram na Terra em tempos
remotos, sob condições ambientais distintas
das encontradas atualmente, e que podem
fornecer indícios de parentesco com as
espécies atuais. Por isso, os fósseis são
testemunhos da evolução.

 Conhecermos a morfologia de espécies


extintas, e até seres com características
intermediárias.

( Archaeopteryx) = réptil + ave

 Forte elo sobre a teoria da Transmutação das


espécies.
Taxonomia

Classificação dos
seres vivos
taxonomia
Conhecer as espécies, suas semelhanças e diferenças,
tornou-se muito útil para analise da evolução.
Nem todos os indivíduos de uma mesma espécie são
exatamente iguais e entre duas espécies nitidamente
diversas, existem uma série gradual de formas
intermediárias.
Tais evidências que fundamentam a evolução de
um ancestral comum.
Variabilidade na espécie humana
Anatomia Comparada

Estudo das similaridades e


das diferenças
conceito

A anatomia comparada enfatiza a diferença entre


estruturas homólogas e estruturas análogas.
ESTRUTURAS HOMÓLOGAS
SÃO AS QUE TÊM CARACTERISTICAS EM COMUM, MAS REALIZAM
FUNÇOES DIFERENTES. APRESENTAM A MESMA ORIGEM
EMBRIONÁRIA.

A irradiação adaptativa
caracterizada pela
diferenciação de organismos a
partir de um ancestral
comum. Dando origem a
vários grupos diferentes
adaptados a explorar
ambientes diferentes.

ESTRUTURAS ÓSSEAS HOMÓLOGAS


ESTRUTURAS ANÁLOGAS
refere-se à semelhança morfológica entre estruturas, em função de
adaptação à execução da mesma função , mas tem origem
embrionária diferente.

Aves e insetos tem


asas, mas não são
parentes, apenas
ocorre o fenômeno de
Convergência
Adaptativa, ou seja,
que dois seres não
relacionados
resolveram de forma
semelhante a
adaptação ao mesmo
tipo de ambiente.
Órgãos Vestigiais

órgãos reduzidos em tamanho e geralmente sem função,


que correspondem a órgãos maiores e funcionais em
outros organismos. Indicam ancestralidade comum

Apêndice vermiforme , estrutura


pequena e sem função específica que
parte do ceco ( estrutura localizada no
ponto onde o intestino delgado liga-se
ao grosso).

Nos mamíferos roedores, o ceco é uma


estrutura bem desenvolvida, na qual o
alimento parcialmente digerido á
armazenado e a celulose, abundante
nos vegetais ingeridos, é degradada
pela ação de bactérias especializadas.
Embriologia

semelhança de padrão de
desenvolvimento inicial
embriologia

À medida que o embrião se desenvolve, surgem


características individualizantes e as semelhanças
diminuem.

Essa semelhança também foi verificada no


desenvolvimento embrionário de todos animais.
Entretanto, quando mais diferentes são os
organismos, menor é o período embrionário comum
entre eles.
humano galinha porco
ANALOGIA - ≈s entre estruturas de ≠s organismos, devida unicamente à
adaptação a uma única (f). Resultantes da evolução convergente.