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Procedimentos e

manipulação do paciente
Sistema tegumentar
SEMIOLOGIA
Sistema locomotor TÉCNICA
Sistema nervoso CIRÚRGICA

Prof. Marcos Cezar Sant’ Anna


Introdução a semiologia
sant.annamarcos82@gmail.com
Exame clínico: Anamnese e exame físico
geral
Introdução a semiologia

 Parte da medicina que estuda os métodos de exame clínico, pesquisa os sintomas


e os interpreta – São os elementos necessários para construir o diagnóstico e
presumir a evolução da enfermidade.

 Anamnese e Exame físico devem permitir:


 Elaboração de hipóteses diagnósticas
 Exames complementares
 Restringir as hipóteses diagnósticas ou ter um diagnóstico definitivo
Conceitos gerais

 Sinais clínicos
 Fenômeno anormal, orgânico ou funcional que serve como elemento de raciocínio
 Sintoma vs Sinal clínico
 Sinais locais
 Sinais gerais
 Sinais principais
 Sinais patognomônicos

 Saúde
 Estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mente estão em situação normal
 Doença
 Evento biológico caracterizado por alterações anatômicas, fisiológicas ou bioquímicas,
isoladas ou associadas.

 Síndrome
 Conjunto de sintomas clínicos, de múltiplas causas e que afetam diversos sistemas.
Geralmente caracterizam uma enfermidade
Maior desafio do clínico!!!!!!!
 Diagnóstico!!!!
 Reconhecimento de uma doença
 Anamnese, exame físico, exames complementares
 HIPÓTESES!!!! Muitas hipóteses!!!!!!! (LISTA DOS DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAS EM ORDEM DE PRIORIDADE)

“a maioria dos erros médicos não se deve a falhas de raciocínio sobre fatos bem avaliados, mas
a raciocínio bem conduzido sobre fatos mal observados” Pascal.

 Diagnóstico presuntivo
 Diagnóstico por exclusão

 Diagnóstico terapêutico

O DIAGNÓSTICO NÃO É PAUTADO EM ADIVINHAÇÕES OU INTUIÇÕES – É CONCEBIDO APÓS


OBTENÇÃO CRITERIOSA DOS DADOS E A AVALIAÇÃO PORMENORIZADA DAS HIPÓTESES
DIAGNÓSTICO

EXAMES
ANAMNESE
COMPLEMENTARES
50% 15%
EXAME FÍSICO
35%
 Prognóstico

 Prever a evolução da doença e suas prováveis consequências

 1 Perspectiva de salvar vidas


 2 Perspectiva de recuperar a saúde
 3 Perspectiva de manter a capacidade funcional dos órgãos acometidos

 Prognóstico favorável
 Prognóstico desfavorável
 Prognóstico reservado ou incerto
IMPORTANTE TAMBÉM NA COMUNICAÇÃO COM O PROPRIETÁRIO!!!!
 Tratamento

 Meio utilizado para combater a doença

 Tratamento cirúrgico

 Tratamento medicamentoso

 Tratamento dietético

 Tratamento da causa

 Tratamento sintomático

 Tratamento vital ou emergencial


Métodos gerais de exploração
clínica
 Aporte humano básico
 Conhecimento e raciocínio
 Visão, audição, tato, olfato, sensatez, organização, paciência

 Material básico
 Papel, caneta, estetoscópio, termômetro, lanterna, luvas de procedimentos, otoscópio,
oftalmoscópio, frascos para amostras, material para contenção
Inspeção

Palpação

Auscultação

Percussão

Olfação
Exame clínico

 Identificação (Resenha)
 Anamnese (investigação da história do paciente)
 Sempre detalhada!!! Todos os sistemas, não importa a queixa do paciente.
 Exame físico geral
 Estado geral do paciente
 Atitude, comportamento, estado nutricional, hidratação, coloração das mucosas, linfonodos etc..
 Parâmetros vitais

 Exame físico específico


Anamnese – Deve-se ler para fazer
perguntas!
 Queixa principal  Doenças anteriores
 Evolução  Medicação de uso contínuo
 Tratamento realizado  Ambiente onde vive
 Resposta ao tratamento  Contactante
 Histórico de ectoparasitas
 Sistemática  Histórico de vacinação e
desvermifugação
 Cardiorrespiratório
 Geniturinário
 Nervoso  Queixas adicionais
 Locomotor
 Pele e anexos
Exame físico geral

 Nível de consciência
 Apático; Normal; Coma; Excitado
 Postura
 Normal, Anormal: Ortopneica; Cifose; Decúbito preferencial
 Estado nutricional e hidratação
 Peso (Kg)
 Normal, Obeso, Magro, Caquexia
 Pelos opacos
 Turgor da pele para estimar o grau de desidratação
% Desidratação Parâmetros observados

Até 5% (não aparente) Leve diminuição da elasticidade da


pele ou sem alterações

Entre 6 e 8% (leve) Diminuição do turgor da pele (2 a 4s)

Entre 8 e 10% (moderada) Diminuição do turgor da pele (6 a


10s); Enoftalmia leve; Extremidades
frias; Reflexo palpebral diminuído;
mucosas secas; Apatia
Entre 10 e 12% (grave) Turgor da pele (>10s); Enoftalmia
intensa; Extremidades frias; Mucosas
ressecadas; Tonus muscular
diminuído; Reflexos muito diminuídos;
Decúbito lateral; Apatia intensa
> 12% (gravíssima) Possível óbito
 Avaliação dos parâmetros vitais

 Frequência cardíaca
 Cães – 60 a 160 batimentos por minutos
 Gatos – 120 a 240 bpm

 Frequência respiratória
 Cães - 18 a 36 movimentos por minutos
 Gatos – 20 a 40 mpm

 Temperatura corporal
 Cães jovens: + 38 °C
 Cães adultos: 37,5 a 39,3 °C
 Gatos: 37,8 a 39,2 °C
Entendendo a temperatura
corporal
 Espécies homeotermas
 Capacidade de manter a temperatura
 Mecanismos químico que aumenta a produção de calor
 Mecanismo físico que incrementa a perda de calor
 Fisiopatologia da Termorregulação
 Centro termorregulador
 Hipotálamo

 Hipertemia, Hipotermia
 Febre
 Febre (pirexia)

 Elevação da temperatura acima de um ponto crítico que ocorre em decorrência de


alguma doença

 Vírus, bactérias, fungos, protozoários e antígenos podem produzir febre


 Pirógenos exógenos
 Estimulam a liberação de Citocinas (pirógenos endógenos) – Interleucinas que estimulam
prostaglandina E que atuam no centro termorregulador, aumentando o ponto fixo de
temperatura

 Febre séptica vs Febre asséptica vs Febre neurogênica


 Exames das mucosas

 Mucosa oculopalpebrais
 Conjuntiva palpebral
 Conjuntiva ocular

 Mucosa oral
 Mucosa vulvar ou prepucial

 Tempo de preenchimento capilar

 Úmidas e brilhantes – Rosada


 Pálidas: branco-rósea ou branco porcelana
 Congestas: Vermelha ou Vermelho tijolo
 Cianóticas: Azulada
 Ictéricas: Amareladas
Entendendo a icterícia

 Resultado da retenção de bilirrubina nos tecidos

 Ciclo da bilirrubina
 Produzida pela degradação da hemoglobina
 Liga-se a albumina na corrente sanguínea
 No fígado é liberada e transformada em bilirrubina conjugada
 Eliminada pela bile no trato gastrointestinal
 Onde é transformada em urobilinogênio que é eliminado pelas fezes e uma pequena
porção absorvida para corrente sanguínea e eliminada via urina.
TIPOS DE ICTERÍCIAS

 Pré-hepática
 Causas de hemólise
 Liberando a bilirrubina na corrente sanguínea em quantidade superior a capacidade do
hepática
 Mucosas ictéricas e pálidas

 Hepática
 Doença hepática grave
 Mucosas ictéricas e rosadas

 Pós-hepática
 Processo obstrutivo das vias biliares extra-hepática
 Mucosas ictéricas e rosadas
 Avaliação dos linfonodos

 Os linfonodos são órgãos linfoides e que aparecem sempre o trajeto dos vasos linfáticos

 Drenagem linfática

 O exame baseia-se em inspeção e palpação


 Biópsia

 Determinar tamanho e consistência


 Determinar se é um processo localizado ou generalizado

 Localização dos linfonodos periféricos


Considerações finais

 A anamnese e o exame físico, quando realizados de forma sistemática e


pormenorizada são capazes de conduzir o clínico a hipóteses diagnósticas mais
assertivas.

 O uso de exames complementares em excesso e não sabendo o que esperar


como resultado, acaba induzindo o clínico ao diagnóstico errado.

Quanto mais sensível for o exame complementar, menos específico ele pode ser!!!!
Próxima aula teórica

 SEMIOLOGIA FOCADA NO SISTEMA TEGUMENTAR